História Daisy - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles
Tags Harry Styles, Romance
Visualizações 164
Palavras 2.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Ciúmes e flores


Eu realmente gostava do Zeke. Ele era uma pessoa incrível com um coração tão doce e gentil que me deixava na maioria das vezes boquiaberta. Ele conversava sobre o tempo com as velhinhas e fazia questão de dar algumas moedas para cada artista de rua que passávamos. Ele cumprimentava o motorista do onibus com um animado sorriso e depois agradecia ao descer; perguntou como o dia estava para o garçom que nos atendeu e pediu que o chef fosse elogiado pela a comida.

Ele era um sonho. Mas não o meu. Não podia o usar daquela maneira. Eu queria estar com ele por quem era e não para superar o Harry. Seria algo baixo e imperdoável brincar com os sentimentos de alguém tão bom.

Nosso encontro havia sido perfeito. Almoçamos juntos e depois andamos pela minha cidade. Eu o mostrei o campus e onde estudaria no final do verão. Ele se abriu ao me contar que não sabia ainda se conseguiria frequentar a faculdade. Conversamos sobre músicas e filmes. Andamos pela as praças e a beira do rio. Sentamos sob uma arvore e rimos ao tentar pegar um esquilo. Ao final da tarde, por mais que eu queria o beijar não fui capaz por ainda ter Harry no fundo da minha cabeça.

- Você quer me contar alguma coisa? - Zeke perguntou sorrindo quando eu, pela segunda vez, desviei o meu rosto de um beijo.

Sem jeito, olhei para as minhas mãos. No meu bolso meu celular vibrou com a chegada de uma mensagem.

- Eu gosto de você.

- Hmmm... Mas? - ele riu. Sem coragem continuei evitando o seu olhar. - Você gosta mais de outro?

- Sim.

- Maldito sortudo.

Suspirei e me forcei a olha-lo, afinal aquilo era o minimo que poderia fazer.

- Eu realmente gosto de ficar com você, mas não estou com a cabeça cem por cento no lugar, sabe? Não é justo.

Meu celular voltou a vibrar, mas o ignorei. Zeke sorriu fraco.

- Não posso falar que estou feliz, mas obrigado por falar a verdade. Podemos continuar como amigos.

Tentei não parecer muito esperançosa ao sorrir.

- Jura?

- Claro. - ele riu - É, eu vou sentir falta dos seus beijos, mas pelo menos vou ainda te ter ao meu lado. Você é divertida e eu sou um dos seus primeiros amigos desde que voltou para casa. Sou importante.

- Ainda bem que sabe.

- Agora que estamos resolvidos... por favor pega esse celular, eu não aguento mais o barulho de mensagens.

- Desculpa.

O busquei do meu bolso e desbloqueei a tela para ver as três mensagens que recebi de Harry:

Precisamos conversar.

Estou indo na sua casa.

Onde está você??

Franzi a testa e voltei a guardar o celular. Zeke, ao meio tempo se levantava e limpava a calça do gramado.

- Eu tenho que ir. - falou. - Está ficando tarde.

- Te levo até o ponto de ônibus.

- Seria uma honra ter sua companhia, bela donzela.

 

Harry estava sentado na sacada da minha casa e mexia furiosamente em seu cabelo. Parei de andar para o contemplar algum tempo em silêncio para depois forçar uma tosse para anunciar a minha chegada. Ele se levantou em um pulo e nos olhamos em silêncio enquanto o sol se abaixava no horizonte. O céu tinha uma forte coloração roxa e quis observar as últimas luzes solares iluminarem Harry daquela forma.

- Onde você estava? - ele perguntou por fim. Seu tom saiu firme e bravo.

- Por que você está aqui? - perguntei de volta.

- O quê? Eu não posso vir a sua casa?

- Não, idiota. Por que você está do lado de fora?

- Ah. - ele deixou os ombros caírem - Seu pai não está.

- Certo... vamos entrar.

Passei por ele e segui para a porta, o olhando pelo o ombro. Harry estava nervoso ao me seguir e fechou a porta com um pouco mais de força que seria necessário.

- A porta te fez alguma coisa? - perguntei ironicamente, seu olhar se firmou em meu rosto. - Eu te fiz alguma coisa? Você está bem, Harry?

- Se eu estou bem? - ele repetiu com um tom estranho soltando uma risada forçada. - Acabei de voltar de Londres e tive que esperar a porra de uma hora inteira para você dar a graça de aparecer. Mas, sim! Eu estou me sentindo incrível. - sua voz foi aumentando com cada palavra dita. A única coisa que conseguia fazer era o encarar em silêncio. - E como você está? Ótima, imagino, para ter demorado tanto para chegar aqui. E você não teve nem mesmo a capacidade de me responder. Quem você acha que é para me deixar no visto? Eu sou um adulto e exijo respeito.

- Okay... - ri da sua última frase. - Por que você está tão bravo, adulto? Pergunto com todo respeito, é claro.

- Você acha engraçado, não é? - exclamou, a voz mais alta do que nunca. Ele se virou, mas antes disso consegui ver o movimento que o seu nariz fez.

Silenciosamente dei um passo para trás o vendo andar de um lado para o outro, a mão no cabelo destruindo seus cachos e ondulações. Nem ao menos tínhamos conseguido sair da entrada de casa e eu não tinha certeza se deveria o chamar para a sala com medo dele voltar a gritar. Mas isso aconteceu de qualquer maneira. Gritar, digo.

- Eu estava na porra do meu trabalho, - continuou. Sua voz havia engrossado com o passar dos anos e a escutar naquele tom não era nada mais que medonho. Ele parecia pronto para socar a cara de alguém - quando Sunny entrou na minha sala com o maior sorriso do mundo e sabe o que ela disse?

Arregalei os olhos ao entender sobre o que aquilo se tratava.

Oh.

- Te fiz uma...

- Sim. - cortei-o. - Eu sei o que ela disse.

Meu coração disparou quando seus olhos focaram o meu rosto. Ele ameaçou a andar em minha direção, mas pareceu pensar melhor, já que continuou no mesmo lugar.

- Você sabe. - ele riu com desdem. - É claro que você sabe. E é por isso que você parece fodidamente feliz, não é? Porque você estava com aquele garoto. Por isso que eu fiquei esperando pela o caralho de uma hora sentado na frente da sua casa como um cachorro abandonado. Porque você estava em um encontro!

- Oh, eu sinto muito. Não sabia que não podia ter um encontro. - falei ironicamente, esquecendo do estado critico de Harry por começar a me irritar com os seus gritos. - Imagino que é só você que pode fazer isso, certo? Como a gatinha vai, por sinal?

- Não ouse colocar a Erie no meio disso. - ele avisou. Forcei uma risada para o ver ainda mais bravo. - Estamos falando sobre você ter saído com aquele porra.

- Ele tem um nome!

- Eu não me importo com a porra do nome dele! - gritou de volta. - E não me importo que ele seja o irmão da Sunny. Se ele voltar a se aproximar de você, eu vou...

- Fique quieto. - pedi revirando os olhos. - Qual é a porra do seu problema?

- A porra do meu problema é você, claramente.

- Não consigo acreditar que você está tão bravo por uma coisa boba...

- Coisa boba? - ele voltou a gritar. - Você estava flertando com ele horas depois de eu ter tentado te beijar... NA MINHA FRENTE! E você quer que eu fique como?

- Oh, uau! Eu sou uma vadia. Porque fui eu que passei anos ficando com todas as meninas somente para deixar uma CRIANÇA com ciúmes. Eu sou a perturbada aqui, é óbvio. E fui eu que te deixei em uma festa porque causa de um rabo de saia, não é? Você está tão certo em ficar bravo comigo, Harry. - gritei o fazendo finalmente ficar quieto. - Você ia me beijar dois dias depois de ter beijado a Erie? Você deixa a nossa família para ir em um encontro com ela e desmarca com o meu pai sabendo que isso o deixaria triste. Você continua me tratando como uma porra de criança e depois fica bravo porque eu te apresento como o meu irmão mais velho para o cara que eu gosto? Que por sinal, eu não consegui beijar porque eu estava pensando em você! Enquanto você estava me culpando por todo problema que tem. E agora você acha que tem direito de ficar bravo.

- Sim. - sua voz havia voltado ao normal, mas ainda mostrava irritação.

- Vai se foder.

- Não estou bravo, Margarida, estou furioso. - disse entre dentes. - Eu nem mesmo consigo entender o que passa na minha cabeça. Não consigo me sentir mal por estar sendo um idiota, porque a única coisa que eu quero é matar aquele filho da puta. Não quero que você fique com outra pessoa. E sou uma porra de egoísta, mas não poderia me importar menos.

Fechei meus olhos e respirei fundo.

- Sai.

- O quê?

- S-a-i. - repeti. - Agora. Vai embora. - ele continuou me olhando boquiaberto. - Vai. embora. agora.

Ele finalmente se virou para sair, mas continuou parado como se esperasse que eu fosse mudar de ideia.

- Estou cheia dos seus jogos, Harry, e cansei de ser seu motivo de piada. Não sou uma propriedade e você não tem nenhum direito de falar se eu posso ou não ficar com outro cara. Eu sou a porra de uma pessoa, Harry. E quando você descobrir o que você quer e quem é, fale comigo. Antes disso, nem mesmo pense no meu nome. Falar que é um adulto não te faz um. Você tem que descobrir se me quer... completamente.

Harry ameaçou me olhar pelo o ombro.

- Por favor, vá embora.

Suspirando ele abriu a porta e saiu, olhando-me pela última vez antes de ir.

 

- Você está certa, ele é uma vadia. - Georgie concordou pela a tela do celular.

Dois dias haviam se passado desde que vi Harry pela última vez e faltavam dois para o encontrar novamente. Isso é, se ele resolvesse aparecer no jantar de família.

Eu estava machucada. Mais do que isso, desapontada. A nossa discussão passava como um filme sem parar em minha cabeça e eu talvez estivesse obcecada em pensar em cada frase dita. Procurava sinais que eu havia exagerado e que talvez eu devesse ser um pouco mais flexiva, mas no final, tudo acabava da mesma forma: ele foi um idiota. Uma parte minha queria o desculpar, prometer que ele poderia ser o único homem que eu olhasse e então tudo ficaria bem. Mas estava enganando a mim mesma. Ele se mostrou ciumento e possessivo, e independente de quem fosse, não iria tolerar aquele tratamento. Não era um objeto e sua propriedade. E se ele realmente me quer teria que mudar.

E se acha que eu o aceitaria da forma que é, bem... Harry Styles, você está errado.

As regras são minhas.

- Te tratar dessa maneira? Eu literalmente o odeio. - minha melhor amiga continuou. - Não acredito que o ajudei quando estava aí, deveria ter dito que você odiava o DJ Snake e que ele deveria enfiar o convite no fundo do...

- Margarida? - meu irmão abriu a porta do meu quarto e enfiou a cabeça para dentro. - Eu posso entrar?

Sentei-me na cama e ele rapidamente terminou de abrir o caminho para sentar em minha frente. Em suas mãos carregava um buquê de rosas vermelhas.

- Não sabia que a Louise era tão romântica. - comentei. Meu irmão sorriu olhando para as flores e as esticou para mim.

- É seu. Acabou de chegar.

- Oh.

Entreguei meu celular ao Fill para segurar com as duas mãos o buquê que me foi entregue.

- Ei, Georgie, não sabia que você estava aí!

- Oi, Fill. Eu adoraria conversar, mas você pode virar a tela para a Magie?

Me sentindo observada olhei para cima. Georgie e Fill me olhavam com expectativa. Entre as rosas se encontrava um pequeno cartão branco de bordas douradas. Abrindo-o as únicas palavras escritas a mão por uma letra curvilínea e longa, era "Me desculpe".

- Então? - Georgie pressionou.

Guardei o cartão no bolso da calça e abri um sorriso despreocupado.

- Não é nada.

- Você não precisa esconder isso de mim, Margarida. - Fill falou subitamente. - Eu conheço a letra do Harry. E é óbvio que algo aconteceu, ele vem agindo estranho por quase duas semanas agora. Então pode falar que recebeu as flores dele.

- Certo. - suspirei. - São dele.

- E o que tinha no cartão?

- Desculpas.

- Desculpas pelo que? - Fill perguntou levantando as sobrancelhas. - O que o bastardo fez? Posso bater nele se você quiser.

- Ele só é uma vadia. - Georgie respondeu por mim. Fill virou o meu celular e encarou confuso a tela. - Magie me contou que você o chama assim, e eu meio que peguei a mania? Desculpa.

- Tudo bem, ele realmente é uma. Mas que porra aconteceu?

- Nada!

- Ele está me evitando, Margarida. - Fill continuou sem estar convencido. - Ele nunca fez isso, nem mesmo quando transou com a minha namorada.

- Ele o quê? - eu e Georgie exclamamos ao mesmo tempo, Fill revirou os olhos. - Louise?!

- Não. Brittany. Namorávamos, mas ela o queria e Harry, por algum motivo, se apaixonou por ela. Quer dizer, ele a pediu em casamento!

- Ele o quê? - voltamos a repetir, dessa vez boquiabertas.

- E ela disse sim, mas dois meses depois descobrimos que ela estava o traindo.

- Por quanto tempo eles namoraram?

- Três anos e meio? Quase quatro? Algo assim. Mas não tentem mudar de assunto. O que o Harry fez de tão ruim para não conseguir olhar na minha cara?

- Literalmente, nada. - tentei novamente. - Mas ele acha que fez.

- E o pedido de desculpas por causa disso?

- Não... o pedido de desculpas foi porque ele fez algo.

- Ruim?

- Sim.

- Mas o que ele poderia ter feito de tão ruim? - Fill pensou seriamente. - Ele te vê como uma irmã mais nova, até mesmo te protege como uma. Quando você estava voltando eu contei aos meus amigos e todos começaram com as piadinhas maliciosas de sempre. Eu não me incomodei, sabia que estavam somente brincando, mas o Harry ficou bravo. E depois teve a capacidade de me culpar por não ter te protegido como devia.

- Obrigada pela história, Fill, mas você não está ajudando. Estamos tentando o odiar. - Georgie resmungou.

- Mas por quê?!

- Porque... - parei de falar e dei de ombros, não poderia simplesmente contar o que havia acontecido. Sabia que um quase-beijo era a última coisa que passava na cabeça do meu irmão e não queria ser a pessoa a traumaliza-lo. - Ignorância é uma benção, Fill.

Ele deixou o celular na cama e se levantou em um pulo.

- Eu vou atrás do Harry e vamos tirar essa história a limpo. É estranho estar em casa sem ele e cansei de ouvir o choramingo do nosso pai. Se vocês não tem capacidade de se resolverem, eu vou, nem que seja a última coisa que eu faça na Terra.

Ri com Georgie quando ele fechou a porta e gritou que iria embora. Voltei a me deitar, celular em mãos e as flores sobre minha barriga.

- Não o desculpamos. - avisei sabendo que minha melhor amiga já deveria estar tendo segundos pensamentos.

- Okay... mas não precisamos o odiar também, certo?

Revirei os olhos.

- Não, não precisamos.

- Mas nós queremos?

- Sim.

- Ceeeerto. - Georgie cantarolou. - E você vai agradecer pela as flores?

- No momento certo.

- Você vai esperar ele vir falar com você, não é?

Assenti com veemência, minha melhor amiga riu de uma piada interna, seus olhos conhecedores em meu rosto.

- Ah, o orgulho... Me pergunto o que ele traz a não ser tristeza e solidão...


Notas Finais


*vivacious' voice* motha has arrived

como vocês estão?
gente, o mundo ta contra mim. semana passada, logo apos postar eu sai e HOJE eu voltei pra casa, sabem por que? PASSEI A PORRA DA SEMANA NO HOSPITAL, n foi planejado mas rlx q agora eu não volto para aquele lugar por um bommmmm tempo (pelo menos espero).
esse capitulo foi pra mostrar uma versão diferente do harry. afinal, "o mundo não se divide em pessoas boas e comensais da morte, todos temos luz e trevas dentro de nós."
(yeah, eu memorizei, desculpa sou muito potterhead sim)
ia falar mais alguma coisa, mas esqueci pq minha melhor amiga acabou de me avisar que vai no show do the neighbourhood (é uma das nossas bandas preferidas)
enfim, vou chorar rapidinho aqui e dps volto pra postar outro capítulo
beijinhos


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