História Dallan - Terceira Temporada - Capítulo 38


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Romance, Sequestro
Exibições 56
Palavras 1.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oie,meus linduus!
Como estão?? Espero que bem,e que gostem deste aqui!
Boa leitura!

Capítulo 38 - Ingratidão!


Fanfic / Fanfiction Dallan - Terceira Temporada - Capítulo 38 - Ingratidão!

Tomamos café da manhã,Nick fez questão de limpar a cozinha então eu fui jogar um pouco,e Viktor se trancou no quarto antes que percebêssemos.Não sei se tratava de assuntos pessoais,ou apenas não queria se juntar a nós.Mas estava tão calado,que bastava piscar os olhos e ele já havia sumido.

Algum tempo depois,o carioca veio e se sentou ao meu lado.

—Viraram amigos?—perguntei,ainda concentrado no jogo.

—Ah...Ele é legal!—olhei para ele,desacreditando.—Fala pouco,né?

—Fala pouco? O Viktor?!—eu ri,e ele assentiu.—Caramba,ele mudou muito mesmo!

—É...—ficou pensando.

Eu terminei a partida no PlayStation e olhei para ele,que não aguentou ficar sério e sorriu pra mim.Agarrei-no e trouxe para meus braços,o beijando e fazendo cócegas,arrancando-lhe risos.Ele parou e me olhou dentro dos olhos,então puxou meu rosto e beijou minha boca.

Senti uma presença e quando olhei para trás,encontrei Viktor nos assistindo com uma cara séria.A graça acabou na hora,Nick saiu dos meus braços e ficou desconcertado,mas eu fingi que nada acontecia.

—E aí,conseguiu falar com a sua mãe?—perguntei como se tivesse pressa que fosse embora,ele ajeitou os óculos no rosto e fungou.

—Não...Ela deve estar trabalhando agora!—deduziu.—Posso sentar aí?

—Pode,claro!—respondeu Nick,antes que eu pudesse pensar.

Ele veio de mansinho e se sentou no outro sofá,assistindo-me jogar.Ficamos os três em silêncio na sala,eu jogando e eles olhando,aliás,só Viktor olhando pois Nicholas já se distraía com o celular.Até que ele se manifestou.

—Bom gente,eu vou dar uma saidinha,beleza?—levantou,se espreguiçando.

—Já?—brinquei,Viktor olhou inexpressivo para ele.

—Já. Mas eu volto antes que você sinta falta,amor!—brincou.—Mentira,mais tarde eu venho pegar minhas coisas!

—Ah,não precisa ir,se você não quiser! Pode ficar me fazendo companhia,até que seus tios sintam sua falta...—rimos juntos.

—Ai Dallan,você é docinho!

—Você que é! De chocolate e caramelo...—falei num tom mais baixo,e ele riu.

—Bobo!—me deu um beijinho na ponta do nariz.

Porém,a cara de Viktor para nós,nos fitando dos pés à cabeça,era de puro ódio.Se ele pudesse levantar daquele sofá e pular direto no pescoço de Nick,ele faria.

Este se despediu sorridente,ele disfarçou a cara de raiva e acenou de volta,então Nick se foi.

Okay,agora é que a situação complica.Como eu ia lidar com isso? Viktor e eu,sozinhos,no mesmo apartamento onde vivemos tanta coisa,agora ambos famintos de amor e feridos por dentro,sozinhos.Sozinhos.

Ouvi a porta se fechar,percebi que Viktor me encarava e fixei os olhos na tela,sem tirar até que ele parasse com aquilo.O mesmo ficou assistindo,e a pressão foi tanta que acabei matando meu próprio personagem num vacilo.Ele tentou segurar o riso,mas não conseguiu.Olhou para mim com aqueles olhos azuis tão perfeitos por trás da lente dos óculos,com seu sorriso encantador que ainda se fazia presente em meus sonhos,e sem querer eu sorri também.

—Cara,qual o meu problema?!—zombei da situação,e ele deu uma risadinha baixa.

—Ai,deixa eu jogar um pouquinho?—pediu,me olhando sereno.

Me lembrei das tardes que passávamos jogando juntos,quando eu me sentava no sofá e ele vinha,recostava-se no meu peito e deixava o cheiro de seus cabelos me acalmar,e eu apertá-lo toda vez que sentisse saudade.Ele era meu e se encaixava direitinho nos meus braços.

Mas então apareceu alguém que o seduziu melhor que eu,e ele foi ingênuo o bastante para trocar o que tínhamos por uma pessoa que o agride e maltrata,ao invés de ajudá-lo.

—Ah,é que...—cocei as costas.

—Deixa,só um pouquinho!—insistiu,mas eu fui cruel só de raiva.

—É que esse jogo é de um só,não dá pra dividir...Entendeu?—ele abaixou o olhar e voltou-se para a tela.

Levamos um tempo em silêncio,e eu havia conseguido me concentrar ao menos um pouco,tendo certeza que ele estava ali comigo.Porém,notei os sons de mensagens vindos de seu celular,aquele mesmo “pluc...pluc” como um gotejar numa poça d’água que eu tanto odiava,quando tentava conversar mas ele nem prestava atenção,falando sabe-se lá com quem.Era ainda mais frustrante agora,porque eu não tinha direito algum de tacar aquele aparelho longe,me jogar em seus braços e lamber toda a cara dele.Argh,que ódio.

Automaticamente,me esqueci da minha nova postura de durão e troquei por uma versão mais atual de um dos games que nós mais jogávamos,só pra chamar atenção.Eu não estava me aguentando em mim.Ele abaixou o celular e ficou observando,e eu disfarcei o prazer,fingindo nem ligar pra ele.

—Legal...Que jogo é esse?—perguntou baixo.Aliás,falava bem mais baixo agora,por algum motivo.

—Q-que jogo é esse?!—estranhei ele não reconhecer,só podia estar me provocando.

—É que faz muito tempo que não jogo...—justificou.

—Hm,anda tão ocupado assim,é?—zombei,ele voltou a olhar para o celular.

—O meu namorado não gosta,ele diz que é coisa de criança!—parei e o encarei,chocado.

—O seu namorado é um imbecil,sabia?!—ele sorriu cinicamente, e eu tive vontade de lhe meter a mão na cara.—E você também!

Lamentei por dentro,pois,por mais que antigamente ele fosse um riquinho nojento e arrogante,eu ainda o preferia daquele jeito do que retardado como agora.O mesmo ficou olhando para mim,com aquela cara de nada que aprendeu a fazer (e estava me dando nos nervos),apenas suspirou e voltou para o celular.Até que se levantou e foi para a cozinha,levou um tempo por lá e voltou,parando um pouco atrás do sofá.

—Ehm... Não tem nada pra comer,né?—comentou,e eu dei de ombros.

—Claro que não,eu não fiz.

—Posso fazer?—pediu,eu paralisei.

“Quem ele pensa que é pra sair cozinhando a minha comida,na minha casa?! Nem mora mais aqui!”

Virei e o olhei com raiva,mas aquele olhar tão inocente —e lacrimejante— me desarmou novamente.Por mais que eu sentisse vontade de matá-lo,não podia demonstrar tanta diferença ou ele poderia achar que ainda sinto algo e aproveitar disso.

—N-não precisa fazer nada,quando eu terminar aqui,eu vou!—respondi.

“Meu,ele nem sabe cozinhar.”

—E eu vou fazer o que,ficar sentado?

—Se vira!—dei de ombros,ele sorriu.

—Posso me virar e preparar o almoço?—só podia estar querendo me envenenar.

—Tá tá,vai logo! Não atrapalha meu jogo!—liberei,já de saco cheio.—Só espero que não esteja tramando,porque eu sei lidar com armas,e elas não precisam usar pólvora!

Ele,que já caminhava para a cozinha,parou e correu os olhos pelo ambiente,confuso e talvez assustado.Então assentiu e foi indo desconfiado para a geladeira.

Nicholas chegou algum tempo depois,trazendo algumas sacolas e um humor ainda melhor do que antes.Antes que pudesse falar comigo,Viktor se sobressaiu.

—Vem pegar,D!—chamou inocentemente,mas a frase soou diferente na minha cabeça.

—O que?!

—O almoço… Já pode se servir!—reformulou a frase e eu ri aliviado,vendo os dois entreolharem-se discretamente,e o menor fugiu para a cozinha com as sacolas.

—Oh sim,claro!

Fomos os três para a mesa,ele havia preparado um almoço tão completo e cheiroso que me custou um pouco acreditar que foi ele quem fez.Melhor ainda estava o sabor,o que me intrigou e eu não quis ficar calado.

—Desde quando você cozinha?—perguntei,mas isso soou um tanto grosseiro.

—Desde que passei a precisar! A moça que fazia isso lá em casa pediu as contas,e o Guto só sabe fazer miojo...—explicou,e eu tive de disfarçar a raiva.

Como assim “desde que passei a precisar”?! E quando morávamos juntos,ele não precisava fazer? Ah é,lembrei agora que tinha um trouxa pra fazer tudo por ele...Era eu.

—Está gostoso!—Nick elogiou,e ele sorriu para o outro.

—E você,gostou?—perguntou pra mim e eu assenti sem muito esforço,ele sorriu secando a lágrima que lhe escorria.

—Até chorou?!—Nick perguntou assustado,e nós rimos muito.

—Não sei o que houve,acho que foi a chuva que eu tomei ontem!—sugeriu.

—Acho mesmo é que está com alergia dos meus produtos de limpeza!—ele pensou um pouco e concordou.—De qualquer forma,tem que cuidar disso!

Ele sorriu docemente para mim,fungando.Terminamos o almoço,limpamos o resto da casa e fomos para a sala,digo eu e Nick,pois Viktor desapareceu novamente.

Estava sentado no chão com as costas no sofá,vendo Nick rebolar seu corpinho magro ao som de uma música jamaicana que tocava na tv,e rindo de sua espontaneidade em se mexer como se não tivesse ossos,zombando da voz do cantor ao mesmo tempo.Com ele na minha casa por mais tempo,eu podia reparar que era daqueles que encontram ritmo até no som da máquina de lavar,e dançam algo que só eles ouvem.

—Você dança assim pra todo mundo? Pro seus tios,por exemplo...—brinquei,e ele se virou de frente, rindo.

—Sim,claro!Titio adora isso aqui!—zombou,rimos juntos.

—Já pensou em fazer disso uma profissão? Você tem talento!

—Não dá ideia,Dallan!—levou na brincadeira,se jogando ao meu lado.

Ainda estávamos rindo,quando Viktor passou atrás do sofá e se trancou no banheiro.Ouvimos o barulho do chuveiro,depois mais de uma hora em silêncio,até ele sair.Ou melhor,o perfume dele saiu primeiro,depois ele,deslumbrante.

Entrou no quarto,pegou suas coisas e saiu apressado,falando um “tchau” bem seco.Não agradeceu pela minha gentileza de deixá-lo passar a noite,nem pelo conforto e atenção,nem pelo ataque alérgico que eu lhe concedi.Nada,simplesmente foi embora.Bem,era o Viktor…

Fiquei distraído vendo-o ir embora,e quando voltei, encontrei os olhos de Nick nos meus.Disfarcei com um sorrisinho,e ele fez um olhar meigo,abaixando a cabeça.Esperei que falasse alguma coisa,mas preferiu ficar em silêncio.E não,eu não sou bobo a ponto de não entender o que aquilo significava.

No fundo ele sabia o que se passava comigo.É novinho mas muito experiente,sabe reconhecer o amor e lá estava ele,praticamente exposto nos meus olhos.Não era difícil saber que eu ainda sentia falta da “puta oportunista” que eu jurei ser um verdadeiro príncipe,e isso era tão chato.Era uma droga.Argh,como eu sou idiota em acreditar que ele mudou e se arrependeu.

Ele não se arrepende de nada,só sofre porque não aceita não ter tudo.Nunca me amou,nunca vai amar.

Nick apoiou o cotovelo no sofá e ficou me observando,e eu só não chorei porque não seria justo com ele,que estava ali por mim.

Estava,será?

Nem sei.Meu telefone tocou,rapidamente atendi e ele foi para o quarto.

Alô,Dallan?

—Oi! Quem é?

—É o Matheus,o psicólogo! Beleza,cara?—perguntou,e eu sorri.

—Beleza,e com você?

—Ahm,sabe... Você ainda tem o sábado livre?

—Tenho,acho que sim!—respondi rapidamente.

Legal! Ainda tá de pé a ideia da gente jogar um pouco e tal…?—logico,maravilha.

—Claro,se você quiser…

Então tá,que hora é melhor pra você?

Combinamos tudo e ele desligou.Pois é,ele aceitou meu convite.


Notas Finais


Até o próximo ♡


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