História Dallan - Terceira Temporada - Capítulo 67


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adoção, Casal Gay, Drama, Gay, Lemon, Romance, Sequestro, Sidrome De Estocolmo
Visualizações 108
Palavras 2.155
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oioioi,meus lindus e maravilhosus!
Sentiram saudades do D...?
Espero que gostem desse capítulo,o próximo será melhor,prometo ;)
Boa leitura!

Capítulo 67 - Covarde!


Fanfic / Fanfiction Dallan - Terceira Temporada - Capítulo 67 - Covarde!

Embora soubesse o que é e o que pode causar um ataque epiléptico,ver pela primeira vez na vida era assustador,ainda mais vindo de quem.Eu o abracei e virei seu rosto para baixo,para evitar que continuasse se engasgando enquanto ligava para a emergência.

—Boa noite,em que posso ajudar?—disse a moça.

—Moça,meu… Meu colega de casa está tendo um ataque epiléptico aqui,acho que ele tá engasgando com a própria língua!—expliquei, apavorado.

—Ele fez uso de alguma substância química?

—Como eu vou saber,moça?! Viktor,calma!—pedi,pois ele parecia querer voltar à consciência e não conseguir.

—O senhor consegue virar o rosto dele para o lado,devagar?

—Eu tô tentando,mas ele não para de tremer! Por favor,manda uma ambulância logo,senão ele vai morrer!—falei já irritado e apreensivo.

—A ambulância já está a caminho! Não o segure,apenas mantenha o corpo dele longe de móveis ou objetos que possam machucá-lo,e mantenha o rosto dele inclinado para o lado,assim ele não vai se asfixiar!

—Tá bom!—tentei fazer o melhor,mas ele foi parando e desfalecendo nos meus braços.—Viktor?! Não,cara! Não faz isso comigo,por favor!

Peguei seu queixo e balancei rápido, assoprando seu rosto como se fosse adiantar em algo.A cabeça ficou mais pesada ainda no meu braço,e o corpo amoleceu de um jeito fora do normal.A aparência suada e pálida me fez temer o pior.Já chorando,eu o abracei sem me importar com nada,muito menos com minha camisa nova.

Até que os paramédicos chegaram e nos levaram para o hospital.Ele foi levado para a sala de emergência e eu fiquei na espera, chorando de pavor em pensar nele nesse estado.Tá,não vou ser hipócrita,eu não queria que ele morresse agora porque… Não,eu não queria que ele morresse,de maneira nenhuma.Só que agora,em especial,ele não tinha meu perdão e seria trágico demais se nunca o tivesse.

Isso parece loucura demais para Dallan?

Esperei longos e infindáveis minutos,até receber a notícia de que já estava tudo sob controle.

—Foi apenas uma reação colateral dos remédios que ele está tomando,nada que o psiquiatra não possa resolver com uma dosagem menor!—disse o médico,me liberando para vê-lo no quarto.

Assim que abri a porta,ainda receoso,fui recebido por aquele olhar brilhante e sereno,do qual eu sentia tanta falta, principalmente nas minhas manhãs solitárias.Entrei e fechei a porta,fui caminhando até a cama,onde ele repousava,com uma via de soro na veia do braço e um medidor cardíaco.Mas já parecia bem melhor agora.

—Que susto!—falei baixo,e ele quase sorriu.

—Já tá tudo bem,baby!—a voz soou fraca.

—Pensei que você fosse morrer…

—Foi tão feio assim?!—eu assenti.—Nossa,eu nem vi nada! Então não foi só um desmaio!

—Foi muito mais que isso,acredite!—arregalei os olhos e ele riu fracamente,sem perceber já estava segurando sua mão fria.

—Você me salvou…—eu dei de ombros, tímido.

—A gente nem pensa numa situação como essa!—olhei para ele,que não tirava aqueles olhos lindos de mim.—Teria feito o mesmo no meu lugar!

—Não,eu teria fugido,rolado a escada e quebrado a perna!—eu ri muito,e ele ficou só observando.—Que sorte a minha ainda ter você por perto...

O clima já estava começando a se embaraçar,quando o médico entrou no quarto.Começou a examiná-lo e eu fui me afastando devagar.Ele dizia estar bem toda hora,por qualquer coisa,como uma resposta viciosa e isso era claramente um sinal de que na verdade nada estava bem. Não sei se o doutor reparou nisso,mas para mim estava na cara.

Será que foram os efeitos do medicamento,ou algo que ele fez propositalmente?

—Quando a medicação acabar,você está liberado!Repouse o máximo que conseguir e leve esta carta ao seu psiquiatra!—disse ele,entregando os papéis para Viktor.

Então voltamos para casa,durante todo o trajeto e até mesmo quando chegamos,eu notei uma tristeza nele.Afinal,nem tagarelou como é de praxe, não dizia nada, não ria do modo como ri,só sabia repetir “tô bem,tá tudo bem”.

Bem,muito bem,no entanto não parava de mexer com os dedos e balançar a perna,extremamente ansioso.Isso me lembrou quando éramos meninos,ele sempre foi assim,mas eu nunca parei realmente para pensar.Vivíamos uma época difícil e agitada,eu tinha muita coisa na cabeça e ele só pensava no que os outros achavam dele,incluindo a mim.Mas sempre foi bipolar.

—Você quer deitar um pouco? Descansar...—sugeri,ele torceu o nariz.

—Não,eu fico aqui na sala com você! Não quero ficar sozinho lá no quarto,não…—eu pensei um pouco.

—Você ficou triste,né?—compreendi,e ele assentiu sem falar mais nada.—Quer conversar?—ele negou com a cabeça.

Eu não sei como a mãe dele pode dizer que ele está melhorando.

—Vamos jogar?—pediu,quase inaudível.

E eu soube pelo tom de voz, que aquilo não era um convite ou sugestão,era uma imploração.Eu podia estar o odiando no momento,mas não podia disfarçar a sensibilidade que adquiri em oito anos e meio de relação para decifrar seu estado.

—Tá,vamos lá!

Fomos para o sofá,mas o cansaço de ambos não permitiu muito tempo de jogo,e antes de irmos para a cama,ele ainda  tocou em alguns assuntos normais,até cairmos naquela mesma porcaria.

—O que você sentia pelo Al?—eu deitei a cabeça no encosto do sofá, fatigado.

—Nada,Viktor!—ele me olhou atento.—Não sentia nada!

—Você não o amou,nem um pouquinho?—não sei o que ele queria de mim.

—Cara,o que você quer ouvir?

—Eu só tô perguntando,nossa!—eu pausei o jogo e esperei ele se virar para mim.

—Vai,pergunta logo!

—Se você não amava ele,por que queria proteger?—eu revirei os olhos.

—Viktor,eu tive síndrome de Estocolmo! Consegue imaginar o que é isso?—ele ficou calado,coçando a nuca.—É quando a vítima,submetida a períodos prolongados de intimidação,passa a ter sentimento de afeto pelo agressor! Tipo aquelas mulheres que apanham dos maridos e não quererem se separar,entende?

—Doença?—perguntou baixinho,arrependido de ter me perguntado.

—Não sei se é doença,mas eu fui parar num hospício por causa disso… E pelo alívio de estar livre,pelo medo de ser preso,entre outras coisas...

—Ah...—abaixou o olhar,entristecido.

—Eu nunca amei aquele psicopata,mesmo que no começo eu tenha o achado super sexy! Ele me obrigou,Viktor,eu não fiz nada por querer!—esclareci de uma vez por todas,e ele torceu a boca.

—Desculpa,eu não vou mais perguntar essas coisas não,tá?—falou num tom tão inocente,perante as atrocidades que eu evitava me lembrar.Me deu até certa pena dele.

—Relaxa,vamos deitar que já está tarde!

Eu preferi passar a noite em sua cama,cuidando para que não tivesse um ataque novamente,então me deitei de costas e fiquei olhando para o teto.Viktor foi rolando para o meu lado,apoiou as mãos embaixo da cabeça como uma criança sonolenta,e ficou olhando para o meu rosto com um olhar tão doce que eu tinha até receio de olhar também e acabar encantado.

Me virei e fiquei de frente,ele apagou a luz e deixou apenas o abajur iluminando levemente as curvas de seu rosto e corpo,os cabelos sombreavam sua testa,mas ele os jogou para cima,enroscando os dedos nos fios e suspirando.

Nossos olhos se encontraram e como eu temia,se prenderam e não soltaram mais.Seus lábios rosados se esticaram levemente em satisfação,e sem que eu percebesse,foram se aproximando até tocarem suavemente meu bigode.

Ah,como era bom sentir seu carinho de novo.

Do bigode,ele escorregou para meu lábio superior,encaixando os seus nos meus,e eu não consegui manter meus olhos abertos,nem minha mente no lugar.Eu não podia mais esconder o que sentia,não podia fingir que ele não tinha a chave do meu coração,e que podia me revirar todo por dentro com um simples beijo.

Meu orgulho era maior que a minha loucura,mas não tão grande a ponto de fazê-lo parar e quando respirei,meu corpo já estava sob o seu naquela cama.Eufórico,ele atacava meus lábios,meu rosto,meu pescoço,quase me sufocando de saudade.

Com pressa,ele começou a puxar minha blusa para cima e já foi descendo com a boca pelo meu abdômen,mesmo eu relutando um pouco.Segurei seu rosto e tentei pará-lo antes que eu perdesse o controle,afinal ele sabia direitinho como fazer comigo,e foi mais rápido,segurou meus pulsos para cima,expondo meu corpo indefeso e lá foram seus lábios atrevidos,direto no meu mamilo.

—Ai,para,Viktor!—pedi,me esforçando para não me derreter.

—Hu-hum!—negou baixo e ofegante,me beijando na boca.

E fez o que eu mais temia,mordiscando e esticando meu lábio,enquanto deslizava  e as unhas na minha barba.Eu quase não resisti àquele desgraçado cretino.

—Chega,tá me machucando!—não estava,eu só queria um bom motivo para ele parar.

Ele parou assustado,os olhos eram tão rápidos,passeando pelo meu rosto em busca de algo que tenha realmente me machucado.Então eu caí em meu personagem novamente,desenrolei as pernas de sua cintura e soltei seu pijama de cetim.

—Aff,você aproveita!—empurrei seu corpo de volta para a cama e me sentei,ainda ofegante.

—Desculpa,eu não queria te machucar! É que eu me empolguei!—justificou acanhado,e eu me levantei bravo.

—É que você não pode ver uma brecha,safado,tarado!—afastei os cabelos do rosto,devia estar todo corado.Mas tô nem aí.

—Dallan!—riu do “xingamento”,ajeitando os cabelos.

—Se você passar mal,dá uma batida na parede pra me acordar,não vai morrer aí sozinho… Boa noite!—calcei os chinelos e saí.

E quando estava na porta do meu quarto,ouvi o que eu não queria.

—Covarde!

Parei.

Se eu voltasse para discutir,iria dar merda, então me contive em apenas ignorar.Era isso que ele queria,provocar.Mas eu sabia que no fundo,eu era a pessoa mais corajosa que ele já conheceu, simplesmente por conviver com ele e não ceder,como ele faria na primeira semana,se fosse o contrário.

(...)

Com o passar do tempo,eu fui ganhando liberdade para ver e passear com Kaique mais vezes por semana,pois passei a dedicar quase cem por cento do meu tempo sobre ele.Então percebi que era chegada a hora de uma mudança para uma casa maior,já que agora ele iria ser liberado para passar sua primeira noite comigo,e se tudo corresse bem,ficaria o fim de semana todo e só voltaria para o abrigo segunda de manhã.

Perfeito,nos mudamos para meu outro apartamento,aquela cobertura que havia negociado há um tempo.Então,para garantir o conforto e segurança de todos,eu encomendei telas de proteção para as janelas,protetores de tomadas e quinas,decorei um dos quartos de hóspedes para ele com ajuda da Rayane,abasteci geladeira e dispensa com tudo o que uma criança gosta de comer (não faz mal nada,mau é não comer),gastei horrores com novos brinquedos pois aqueles que eu dei já deviam ter perdido a graça,e só então me considerei apto para receber a visita da assistente social, que aprovou o ambiente e toda a papelada.

Ufa.

Sexta à tarde,eu fui buscá-lo,e por algum motivo estava ansioso para apresentá-lo novamente ao Viktor.Já era quase noite, quando estacionei o carro,tirei as malas do carro,o pequeno da cadeirinha e fomos subindo de elevador.

—Chegamos!—falei animado,quando adentramos o apartamento.

—Eeeeh!—gritou ele,batendo palminhas e rindo daquele jeito fofo de sempre.

—Você quer conhecer seu quarto?—convidei ainda rindo,ele assentiu.

Então o puxei pela mão até o quarto,e quando abri a porta,o mundo parou de girar para ele.Os olhinhos brilharam para tantos atrativos,isso porque eu nem quis aplicar papel de parede para não sobrecarregar o ambiente e acabar causando problemas de sono.

—Ixi,será que você cabe na cama? Ou já está grande que nem um rapaz?—brinquei,ele sorriu,orgulhoso em achar mesmo que era grande.—Vai lá ver!Corre!

Ele foi entrando devagar,um pouco receoso talvez por não conhecer o ambiente.Eu só esperava que não me desse trabalho à noite.Se sentou na cama e pegou a almofada em formato de sapo,ficou olhando por um tempo sem realmente compreender que era tudo seu.

—Ta vendo esse baú?—indiquei a caixa no canto do quarto,ele olhou atento.—É ali que vão ficar todos os seus brinquedos,e quando você terminar de brincar,eles têm que voltar pra lá! Tá bom?

Ele assentiu e já foi abrindo todo alegrinho.Nós brincamos um pouco, até o horário da janta, então eu expliquei que ia para a cozinha preparar o jantar e ele podia continuar brincando.Mas mal saí do quarto,e ele já me seguiu,com medo de ficar sozinho.

Terminei o jantar,pus a mesa e me sentei de frente para ele,observando-o comer distraído.Sobre alimentação,não teríamos problemas,pelo visto.

Ouvi Viktor entrando,chegava da faculdade já reclamando do frio pois não levou o casaco em pleno inverno,ouviu os barulhos na sala de jantar e veio até nós.Então parou na porta atrás de mim, não sei que cara ele tinha,mas Kaique rapidamente parou de comer e o encarou tão sério que eu até me assustei.

—Olá...—cumprimentou nós dois, amigável.

—Oi,Viktor! Esse é o Kaique...Meu futuro filhinho,né amor?—apresentei sorrindo,mas o pequeno não relaxou a expressão.Não era possível ele se lembrar de Viktor,desde o atropelamento.

—Oi,Kaique!—acenou,o menino olhou para mim e franziu o cenho.

—Tá ruim a comida, amorzinho?—disfarcei,ele negou e continuou comendo em silêncio.

Olhei todo sem graça para Viktor,e fiz mímica prometendo conversar com Kaique mais tarde.Ele  pôs a mão em meu ombro e foi para o quarto.Eu realmente não sei o que se passou com ele,talvez tenha estranhado não estarmos mais sozinhos,ou ficou tímido com Viktor,não sei.Só me assustava pensar na possibilidade dele se lembrar do acidente,e acabar não querendo ficar comigo.



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