História Damn Black Eyes - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Hopemin, Jihope, Jikook, Namjin
Exibições 78
Palavras 3.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Luta, Poesias, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Sintonia


Fanfic / Fanfiction Damn Black Eyes - Capítulo 9 - Sintonia

Eu não lembro muito bem como cheguei a casa de Jimin, acredito que ele me arrastou até lá, ou quase isso. Eu estava um pouco alcoolizado, então, sem dizer nenhuma palavra desde que tocamos sob o chão barulhento da cozinha, ele começou a preparar café escuro. Ele era realmente tão lindo, na forma como tinha cuidado em separar cada grão de café e em como o tocava delicadamente para não queimar suas mãos gorduchas. De repente isso me fez pensar em como Jimin estava magro. Lembro-me até, que houve uma época que brigávamos por isso. Ele ficava dias e dias sem comer, ou logo após as refeições vomitava e aquilo me deixava nervoso. Ele tinha um peso qualquer, e bem, talvez não se encaixasse nos malditos padrões Coreanos, mas ele poderia deixar de seguir tudo que os outros falavam, isso o fazia ser tão comum a qualquer outra pessoa. E bem, eu disse que ele era. Mas até então, com toda aquela rejeição que ele me ofereceu, de repente ele estava comigo, me preparando café e eu quase podia ver um meio-sorriso em sua boca. Naquele momento eu quis sorrir, mais pela bebida do que por felicidade, porque para ser sincero, nada estava bem, eu não estava bem. Nós ouvimos uma buzina ecoar do lado de fora da casa e os faróis vindos em direção da janela principal indicavam que alguém estava chegando.

— Quem é? – Perguntei curioso.

— Meu pai e a esposa dele.

— Você não me disse que seu pai era casado...

— Você não perguntou. E além do mais, você acha mesmo que o Joon-woo é meu irmão totalmente de sangue? Ele puxou totalmente a ela - E grunhiu em reprovação.

— Bem, Joon-woo é um cara legal...

— Vem, nós precisamos subir. Eles não podem te ver nesse estado – Ele me ajudou a levantar, e com um braço entrelaçado no meu e outro segurando uma xícara de ursinhos infantil, eu consegui chegar até o quarto. Também não me lembro muito bem, pois senti tontura assim que cheguei lá. Ele verificou se seu pai já havia subido e voltou para o quarto, então aproximando-se de mim - que estava quase caindo no sono.

— Ei acorde, você precisa tomar isso! Quem te deixou beber tanto assim? – Um silêncio tomou conta do local por alguns segundos. — Quem? Diga logo.

— Joon-wo.

— É claro – Ele revirou os olhos – Desde quando vocês viraram amigos, hm?

— Está com ciúmes?

— Cale a boca – Ele me empurrou e eu pendi sobre a cama — Tome logo esse café – E então me ofereceu a xicara novamente. Eu rapidamente comecei a gargalhar, o que pelo visto o deixou ainda mais irritado.

— Do que está rindo?

— Parece que você está em algum comercial de xicaras – e continuei a rir.

— Você é tão bobo – Novamente revirou os olhos. — Ande, pegue a xicara.

Eu não teria feito isso caso não estivesse ao efeito de bebida alcoólica, mas já que eu estava que mal tinha? Apenas puxei Jimin ao meu encontro e ele caiu sobre mim, ainda na tentativa de equilibrar o copo. Ele sorriu vitorioso com o copo encaixado nos dedos gordinhos e me alcançou próximo à boca.

— Vamos, beba – E sentou-se sobre meu colo, puxando minha cabeça para que eu pudesse beber o café sem me sujar todo.

— Então me dê um beijo.

— Cale a boca e beba.

— Um beijo.

— Eu já não mandei você calar a boca?

— Péssima escolha. – Puxei o rosto dele para o encontro do meu, e pela primeira vez, num ato singelamente rápido senti seus lábios carnudos grudados aos meus. Foi extremamente rápido, pois era bom e eu não queria estragar o momento. Mas foi um beijo legitimo, não apenas um selinho, e eu fiz questão de que ele pudesse sentir com a mesma fervorosidade com que eu senti. A partir do momento em que nossas bocas se separaram num estalo rápido, eu pensei na primeira alternativa e única que vinha a minha mente. Ele iria irritar-se e me mandar ir embora dali. Até mesmo porque, aquilo era um ato de repudio, não é mesmo?

— Agora tome o seu café – Eu peguei a xicara e bebi certa quantidade, imaginando o maravilhoso doce de o café adentrar a minha língua. Mas a verdade é que só senti uma água quente e amarga a tocar, sem nenhum resquício de açúcar.

— Ah, isso é horrível. – Entreguei a xicara para ele, que automaticamente caiu na risada.

— Enquanto o café faz efeito, precisamos conversar.

— Sobre?

— A gente.

— A gente? Eu e você?

— E o Jungkook.

— O que tem ele? – Perguntei com um sorriso. Mas logo percebi que Jimin estava corado, com certa vergonha, já que seu corpo havia se reprimido por completo. — Ei, o que foi?

— Você se lembra de quando eu e ele nos atrasávamos muito nos vestiários?

— Sim, eu os esperava por horas, sozinhos.

— Sinto muito por isso. É que, bem...era o nosso único tempo sozinhos, já que você decidiu que ficaria no outro time de jogos. Teve certo dia que nós estávamos dobrando os uniformes e a nossa professora tinha ido buscar as chaves do laboratório, então nós aproveitamos esse tempo. Eu não sei ao certo o que aconteceu porque nós éramos praticamente crianças. Eu lembro que o Jungkook deixou a toalha dele cair, e então começamos a rir. E eu deixei a minha cair também, para que ele não sentisse vergonha. Foi constrangedor, porque nunca fizemos aquilo. Então nos vestimos, e ele começou a dizer que eu era bonito e que ele gostava de mim há muito tempo. A verdade é que eu também gostava dele, então nós simplesmente sorrimos e aconteceu. E depois daquilo a gente começou a namorar escondido, porque tínhamos medo que alguém descobrisse, até mesmo de você. Um dia ele me contou que tinha ciúmes de você, porque nós dois passávamos o tempo todo juntos. É verdade, eu gostava de você. Não tanto quanto eu gostava de Jungkook, mas é porque ele era inalcançável, e você, bem, eu sempre soube que você estaria ali quando eu precisasse. Eu não me importei muito com aquilo, eu achava que era apenas um ciúme bobo. Então, a mãe dele descobriu isso e na tentativa de nos afastar, disse que eu realmente estava com você e que ela tinha visto. Jungkook nem tentou me escutar, ficou apenas dizendo que não confiava em nós dois e muitas outras coisas que me destruíram. Então ele foi embora, sem nem querer ouvir explicações, sem nem pensar em nós dois. Algum tempo depois ele me mandou uma mensagem, disse que a mãe dele finalmente havia admitido que fora ela quem tivesse feito aquilo. Mas eu simplesmente não conseguia mais confiar nele, porque eu sempre tivera feito tudo por ele e ele nunca confiou em mim. Eu acho que isso é de pessoa para pessoa, e algumas nunca conseguem confiar nas outras. Eu não pude esperar por isso, não era o meu momento, mas depois daquilo eu declarei que gostar de meninos era um real repudio, porque eu achava que qualquer coisa que me libertasse novamente a esse sentimento, também me libertaria ao sentimento pelo Jungkook, e a todas aquelas coisas horríveis que aconteceram.

— Eu realmente sinto muito, não achei que eu estivesse atrapalhando vocês dois – Comentei com certa angustia. Fazia o total sentido aqueles olhares bobos que os dois culminavam, ou até mesmo o fato de que nos últimos dias em que vi Jungkook ele estava sempre sendo estupido comigo. Para mim era apenas mau humor, tolice.

— Por favor, será que você pode me deixar terminar? – Seus olhos estavam marejados - Quando você estava comigo no meu quarto após o banho, eu senti despertar um desejo em mim. Eu não queria sentir aquilo, mas foi automático. E tentar me afastar de você agora é tão estranho, porque quando éramos mais novos, você sempre me olhou apenas como um amigo, e agora que eu estou tentando fazer isso, você se declara para mim. Isso tudo é muito estranho.

— Não é estranho.

— É sim.

— Mas coisas estranhas acontecem. — Alguns segundos de silêncio se passaram — O tempo todo. Desde o fato de eu ter voltado para cá, termos nos reencontrado a você estar gostando de mim também.

Ele pareceu surpreso. Não, ele estava espantado com a minha afirmação, porque em nenhum momento ele pensou em usar essas palavras.

— Será que nós podemos mudar de assunto? – Ele corou no mesmo momento, o que me arrancou o sorriso. Eu percebi que o efeito da bebida estava passando já que, eu me senti envergonhado com o comentário.

— Não, nós não podemos.

— Mas eu não tenho mais o que falar sobre isso.

E eu abri outro sorriso.

— O que foi?

— Eu também não.

— Então vamos ficar em silêncio? – Ele parecia confuso. — Do que você está rindo? – E então me empurrou com a mão esquerda.

Novamente eu puxei seu rosto ao meu encontro, mas desta vez não teve tanta relutância, apenas um sorriso bobo em meio ao beijo, que era meio desconcertante, meio apaixonante e meio, muito meio marcante. Talvez porque mesmo tentando ajeitar o beijo ele continuava estranho, e porque tinha tanta calma e fervorosidade ao mesmo tempo, que o fazia parecer uma boa comédia para quebrar o clima tenso. Era o segundo beijo em um dia, e talvez quando eu acordasse amanhã me perguntasse se isso estava realmente acontecendo, mas a verdade é que eu não queria pensar no amanhã, não agora, porque estava sendo bom e eu não queria parar. Afastamos o beijo por alguns segundos, e eu sabia que o próximo passo de Jimin seria me encarar. Eu não queria ter de olhar nos olhos dele e deixar o clima tenso novamente.  Então eu levei meus lábios de encontro ao seu pescoço, demarcando uma linha de beijos por sua pele quente e macia, levemente bronzeada e levemente arrepiada pelo toque. Eu pude perceber que ele pendeu o pescoço por frações de segundos, mas quando colocara a mão em meu ombro, tive a certeza que seu próximo passo era me empurrar e quebrar o momento. Então deslizei minhas mãos para a barra de sua camisa e rapidamente adentrei minhas mãos. Ele tinha o tronco mediano, mas suas costas eram bem definidas, pois eu podia sentir sob as camadas de pele, os músculos pulsantes num tom quente. Suas costas eram extremamente cavadas e embora fosse muito magro, eu podia sentir sua forma delineada de cima a baixo. Ele era simplesmente excitante, tinha um corpo que beirava a perfeição que qualquer um pudesse imaginar, e confesso até mesmo, que senti certa vergonha pelo meu parecer tão pouco perto do dele. Ele pressionou meu ombro com mais força, mas assim que minha mão começara a subir em direção ao seu peito, ela caiu sobre meu colo, num certo ceder. Ele as ergueu novamente, e entrelaçou-as no meu pescoço, como se pedisse início a um beijo mais intenso. Ah, ele me fazia suspirar, perder o controle do momento, perder qualquer pensamento que eu tivesse até então. Quando seu corpo inclinou-se mais sobre o meu, eu senti aquela leve fricção sob minha calça, foi rápida e até passageira, mas arrancou-me um despertar novo. Então eu vagarosamente comecei a puxar a camisa dele para cima, pedindo passagem para que a tirasse, e até aquele momento ele estava envolvido a mim, assim como eu estava a ele. E de relance, quando me olhou após atirar a camisa sobre uma cadeira em seu quarto, ele se viu constrangido novamente. Talvez estivesse constrangido com o meu olhar. Porque o seu corpo beirava poesia da cabeça aos pés. Dos ombros curvados à clavícula profunda. Em como as veias em seus braços musculosos se contraiam a cada segundo, e em como seu toque bronzeado fazia uma bela curva sob todo o seu corpo e a todas suas profundidades. Porque era uma tentação apenas vê-lo daquela forma e uma maior ainda, sentir o seu cheiro doce misturado ao seu calor intenso.

— Sua vez.

— O que? – Perguntei depois de alguns segundos.

— Sua vez de tirar a camisa, oh, pare de me olhar assim.

— Você está com vergonha?

Ele abriu um sorriso corado para baixo, e seus olhos tornaram a se fechar.  Então eu tirei minha camisa sem nenhuma enrolação. A verdade é que, ali com Jimmy eu parecia uma pessoa completamente confiante, mas meu coração palpitava tão alto que eu nem sabia como ele ainda não tinha explodido.

— Eu adoro o fato de que seus ombros são mais largos, e seu tronco mais esguio – Ele comentou sem nenhum rodeio. — Está começando a chover...

Olhamos atentos para as gotas que tocavam sobre o vidro da janela, num ritmo acelerado, quase como se condecorassem a uma música sobre nosso pequeno ritual. E novamente, eu me arqueei mais para frente em busca de maior contato e pela primeira vez, o ato partiu de Jimin. Ele entrelaçou as mãos envoltas do meu corpo como num abraço apertado e descansou o queixo no meu ombro.  Quando ergueu novamente o olhar para mim, eu só pude pensar no quanto ele era lindo, e novamente iniciamos um beijo. Era mais rápido, sem pedir passagem, gritante, porque precisávamos, necessitávamos avançar. Minhas mãos foram de encontro ao botão do Jeans do Jimmy e ele fez o mesmo comigo. Nossos braços roçavam um no outro, e a cada toque mais próximo, eu sentia um arrepio imenso passar-se pela minha espinha. Era ardido, mas era bom, porque era natural, porque era do Jimmy. E eu não lembro ao certo como nossas calças foram parar ao chão, mas agora estava apenas Jimin sentado no meu colo, vestido de uma boxer vermelha que dava ainda mais atenção ao seu corpo sensual. E eu estava com a minha boxer, que por mais engraçado que seja era da mesma marca que a dele, porém de cor preta. Eu deitei-me de costas sobre a cama e Jimin arqueou-se sobre o meu corpo, fazendo cada extremidade minha desejar por mais. Ele sabia ao certo como me provocar, descendo os beijos pela minha boca em direção ao meu pescoço, enquanto rebolava sobre o meu colo de forma vagarosa, friccionando o meu membro intensamente, de forma que ele estava agora sendo sufocado pela boxer. Eu não conseguia conter aquele desejo, aquela vontade imensa de tê-lo sobre mim, porque ele era completamente sensual, e eu sentia-me como se dançasse conforme o seu jogo, porque nossos corpos eram a pura ação e reação de cada toque que ele tinha sobre mim. Novamente tive um relance, talvez por causa da bebida. Eu estava nu, e Jimin também, e seu corpo estava sobre o meu, mas nós ainda não havíamos chegado à parte principal. Ele parecia amedrontado, perdido e constrangido. Então eu não olhei para baixo, apenas mantive meus olhos fixos ao seu, porque eu queria que Jimin sentisse confiança em mim.

— Nós temos um problema – Ele disse em tom sério, mas depois de alguns segundos riu em tom baixo.

— Digamos que eu nunca transei. Quero dizer, eu transei, mas não foi com...você sabe.

— Mas eu pensei que você seria o ativo.

— Ah sim, por mim tudo bem...é... – E então ele começou a se atrapalhar todo.

— Jimin, é brincadeira – Eu sorri para ele, que apenas encolheu-se. — Confie em mim.

Ele ergueu o olhar e eu percebi que estava pensativo. Algum sorriso abriu-se em seu rosto antes que ele se arqueasse no pedido de um beijo, e ajeitando nossos corpos com um pouco de dificuldade e cuidado, ele logo permitiu a penetração. Eu estava quente, enérgico, pulsante.  Ele estava arrepiado, ansiado, contagiante. Eu estava lá dentro, então fiz o primeiro movimento. Eu senti um hesitar de Jimin, acompanhado de um gemido baixo. Ele estava sentindo dor. Fiz novamente e aos poucos o meu membro ia adentrando cada vez mais nele. Ah, eu estava ficando louco. Eu sentia meu membro latejar dentro do mesmo, ansiando por avançar e assim o fiz. Aos poucos os movimentos foram aumentando e em todo momento, Jimin estava com a cabeça baixa e escondida, na esperança de que eu não visse seu rosto em êxtase e seus gemidos baixos. Nós éramos a perfeita sintonia a cada estocada, porque honestamente agora éramos apenas um. Comecei a aumentar as penetrações em um ritmo acelerado, aponto de sentir por várias e várias vezes o barulho de nossas intimidades, por várias e várias vezes os glúteos de Jimin batendo sobre o meu corpo, cada vez aumentando ainda mais o meu tesão. Foi quando finalmente Jimin se libertou. Era por aquele momento em que eu estava esperando. Seu corpo estava completamente curvado e sua cabeça arqueada para cima, de olhos fechados e boca aberta. A cada estocada mais forte, eu ouvia seus gemidos aumentando, e aquilo me enchia de tesão, enchia-me de prazer. Eu estava consumido de êxtase com a imagem de Jimin cavalgando sobre meu membro bem ali, porque vê-lo daquela forma e tê-lo daquele jeito era como estar em um dos maiores prazeres já consumidos. Aquela cena era tão obscena, tão pornográfica, que a cada vez que seu corpo se chocava contra o meu a cada movimento, nos fazia ainda mais promíscuos. Então eu aproximei ainda mais o meu corpo do dele, porque eu queria ouvir seus gemidos mais altos e queria poder sentir seu sabor juntar-se ao meu. Ele novamente entrelaçou os braços envoltos do meu pescoço e descansou o queixo suado em meu ombro suado.

— H-hose... – Pude o ouvir sussurrar em meio a um gemido baixo. — Hoseok..

Levei minhas mãos ao encontro de seus cabelos e os entrelacei em meus dedos como nós de cordas sobre pulsos. Porque eu queria sentir naquele breve momento, cada pedaço dele ao meu alcance, ao meu favor.

—Por favor, mais rápido – Ele disse num sussurrar fraco.

Foi a passagem que eu estava esperando para poder me libertar também, porque naquele momento, nossos gemidos viraram uníssonos, nossos corpos suados misturaram-se, e as estocadas fortes ecoavam tão altas, que eu duvidava que até mesmo a chuva pudesse a difundir sem que os outros presentes na casa a pudessem ouvir. Ele não controlava mais o passe de seus gemidos, porque ele finalmente estava libertado, e era simplesmente tão prazeroso ouvi-lo gemer alto para mim, que eu poderia gravar aquela voz na minha mente para um tempo indeterminado. Porque não era apenas a penetração que me fazia insano, era o seu toque, o seu cheiro, a sua respiração ofegante e a sua voz acida ao meu ouvido. Aquilo era tão absurdamente prazeroso, que eu estava quase prestes a me desfazer ali mesmo, mas aquele momento não era meu, não totalmente. Pois o meu maior orgasmo seria ver o de Jimin. E assim ele o fez, alguns segundos depois, despejando seu corpo ofegante e extasiado sobre o meu. Depois de alguns minutos ali, eu realmente me perguntei o que eu devia fazer, pois estava com vergonha. Eu precisava voltar para casa, por que meus pais ficariam preocupados, mas não havia outro lugar em que eu queria estar que não fosse ali.

— Me desculpe por isso – Ele disse com uma expressão, no entanto, triste.

— Do que você está falando?

— Você nem se satisfez.

— Me satisfiz sim.

— Não.

— Sim.

— Não, eu fui primeiro. Desculpe, eu não estava pensando muito no momento.

— Jimmy – O encarei novamente — Não se sinta culpado por isso, é normal, ok?

— Nós somos dois homens, Hoseok. Isso por si só já é muito estranho – E revirou os olhos novamente.

— O que nós vamos fazer agora? – Perguntei com um meio-sorriso.

— Uma vez eu ouvi o Yoongi comentar que depois do sexo, as pessoas ficam com fome – Ele disse enquanto levantava-se e começava a vestir as calças — E eu acho que é verdade, porque meu estomago está roncando. Você gosta de panquecas?

— Sim, eu gosto.

— Tudo bem, se você quiser você pode tomar banho. Eu vou preparar panquecas para a gente. – Ele pôs a blusa e saiu do quarto como se nada tivesse acontecido. Jimin tentava conter o sorriso, mas a verdade é que pelo primeiro momento ele estava extasiado de felicidade.

Então eu peguei meu celular e vi que havia algumas mensagens perdidas de minha mãe e aproveitei para retornar à ligação:

— Onde você está? – Ela perguntou em tom irritado.

— Na casa do Jimin.

— Preciso te buscar, o seu pai não está muito bem, meu amor.

— Você pode passar aqui em uma meia hora? Eu estou jantando ainda.

— Tudo bem, meia hora.

— Beijo.

— Beijo, amo você.

A ligação encerrou-se e eu tratei de tomar um banho rápido e quente para acalmar os ânimos. Quando cheguei à cozinha pude sentir o cheiro de panquecas. Jimin não era muito bom na cozinha, mas panquecas é uma coisa realmente fácil a se fazer. Sob aquela iluminação amarelada da cozinha, aos móveis de madeira e um sorriso repleto de ketchup a minha frente, eu me fiz feliz aquela noite. Não havia outro lugar para qual eu quisesse ir, mas eu precisei logo me despedir dele. Não houve beijo, nem qualquer outra coisa que não fosse um abraço rápido. Mamãe estava buzinando as pressas, então fiz questão de ir logo para o carro, para não estressa-la.

— Como está frio aqui fora, não é? – Comentei esfregando as mãos nas roupas para tentar me aquecer.

— Hoseok, precisamos conversar.

— O que aconteceu? – Engoli a saliva a seco.

— Seu pai...



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