História Damned Blood - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Saga Crepúsculo, Sussurro (Hush, Hush), The Vampire Diaries
Personagens Personagens Originais
Tags Mistério, Romance, Vampiro
Exibições 40
Palavras 1.206
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fico muito feliz por estarem gostando e muito obrigada por comentarem, espero que gostem mais desse. Beijos :)

Capítulo 5 - Capítulo 4


– E aí? Ele era agente do governo em missão? - Alison perguntou, mascando um chiclete e fechando seu armário que ficava pouco próximo ao meu. Eu estava pondo uns livros para dentro e o fechei também.
– Não, era só mais um aqui. Que horas o Rick vai te levar?
– Às oito. Nós vamos ver um filme novo que tá em cartaz no cinema e depois passear por aí.
– Toma cuidado, se ele te oferecer cocaína não aceita. - eu disse.
– Então eu vou dizer que a maconha tá liberada. - ela respondeu.

Eu ri.
Nós nos apoiamos nos armários e vimos o cara do museu ajeitar a mochila no ombro e fechar seu armário. Estava de costas e vestia uma jaqueta de couro preta.
– O nome dele é Logan Relmont. - Alison contou e eu a encarei - Está na nossa turma desde o ano passado, como nunca reparamos nele?
– Porque ele é como todos os outros no final. - respondi e voltei o olhar para o Logan. Como se estivesse escutando a nossa conversa ele olhou pra trás, por cima do ombro. Diretamente pra nós, os lábios entreabertos e a testa franzida - Um idiota! - passei pela Alison e fui para a biblioteca.

Cheguei em casa por volta das quatro da tarde depois de ter ajudado Alison a decidir o que usar em seu encontro, como se isso importasse pra ela, quer dizer, roupas escuras ou rasgadas sempre foram o estilo dela. Escolher algo era fácil, contando que estivesse dentro dessas restrições. Minha mãe estava na mesa da cozinha, anotando algumas coisas e com o notebook dela ligado ao lado.

– Oi, mãe! - chamei ao fechar a porta atrás de mim - Tá fazendo o quê?
– Ah, só algumas contas e calculando quanto tempo vai levar pra pagar tudo.

Assenti e fui em direção ao corredor que levava ao meu quarto, mas ela me parou ao dizer meu nome.
– O quê?
– A mamãe vai nos fazer uma visita amanhã pra comemorar uma data especial. - ela respondeu.
– Ah, é? O que tem amanhã?
– Uma surpresinha que estamos preparando.

Dei de ombros e entrei no quarto, joguei a bolsa no chão e deitei na cama.
Fiquei revendo a minha conversa com o Logan várias vezes em minha mente, tentando pelo menos perceber o que eu tinha feito de errado, se é tinha feito algo de errado.
Era como se eu sentisse uma culpa por uma coisa que não fiz, por um erro que não cometi. Ah, que ódio! Resolvi esperar, contendo minha ansiedade e curiosidade por algumas respostas, para ver se acontecia mais alguma coisa ou se pelo menos esse meu recente fetiche por ele acabasse.
À noite eu jantei com meus pais e nós nos sentamos no sofá para ver televisão. Não era uma coisa que eu sempre fazia, já que não me dava muito bem com o meu pai, mas eu queria ver o que o jornal local iria relatar a mais sobre as explosões no museu. A campainha tocou e minha mãe foi atender. Eu estava encolhida no canto oposto, abraçada às pernas.
– Filho, que bom que você está aqui!

Michael Dale era o meu irmão mais velho, 23 anos e um advogado bem sucedido, como meu pai sempre quis. Muito bonito, cabelos mais negros que os meus e os olhos azuis, como todos na minha família, exceto eu. Acho que sou uma anomalia genética por isso. Ele sempre fora o preferido do meu pai por muitas coisas, como, os dois são homens, tem os mesmos gostos e com o tempo eu deixei de me importar com isso, sabe como é né? Se ele gosta de mim, legal, se não, dane-se. Além do mais, meu irmão não era assim, eu sempre fui a caçulinha pela qual ele sempre teve todo o cuidado do mundo. Apesar da nossa diferença de idade ser de sete anos, ele nunca me deixou de fora das brincadeiras, sempre me defendeu na escola, me ajudou com os deveres de casa e fez de tudo para que minha mãe não me transferisse para a LHS, apesar de não ter funcionado.
Eu era sortuda, mas depois que ele saiu de casa e foi pra faculdade, Mike logo começou a morar sozinho e trabalhar e poucas vezes vem nos visitar, e eu podia apostar que dessa vez tinha a ver com as explosões no museu.
– Oi, mãe! - ele a abraçou, sorrindo de forma gentil - Oi, pai! - o abraçou também, dando uns tapas nas costas dele.
– Campeão! - meu pai devolveu, claramente feliz.
– Soube que aconteceram algumas coisas à nossa pequena. - Mike disse, se jogando do meu lado no sofá. Eu deixei que minhas pernas caíssem e se esticassem, deitei minha cabeça no ombro dele. Isso era bom.
– Não foi nada. - forcei um sorriso.
– Ei, Mike, que tal vocês irem dar uma volta?
– São quase nove horas, Susana! - meu pai repreendeu.
– Sem problemas, passeamos pela praia e depois voltamos. - Mike respondeu, então se levantou e me estendeu a mão - Vamos?
– Tá. - eu ri e me levantei.

Durante a noite a praia tinha um aspecto meio sombrio, com uma neblina fraca rondando por causa do extremo frio de inverno chegando, meu casaco preto parecia não ser suficiente agora. A areia estava fofa, apesar de gelada, a lua brilhava cheia no céu, junto com várias estrelas e quase não havia ninguém lá, exceto por poucas pessoas. Conversamos sobre vários assuntos, sobre a escola, o trabalho dele e ele me contou porque a namorada dele não veio dessa vez. A todo momento eu tentava não mudar o assunto para o museu, mas o Mike era persistente.
– Tá legal, Ammy, o que você não quer me contar?

Eu olhei pra ele rapidamente e depois abaixei de novo para a areia.
– Nada, é só que... - suspirei - É complicado.
– Me conta. - ele pôs um braço por cima do meu ombro e eu chutei um pouco de areia, meu cabelo liso caindo pra frente.
– É que um cara me salvou das explosões no museu e quando eu fui agradecer e perguntar algumas coisas sobre o ocorrido ele foi um pouco arrogante. E agora eu não consigo tirar isso da minha cabeça, quer dizer... Ah, que droga, o que eu to fazendo? Pareço uma idiota, por que me incomodo com isso?

Mike riu.
– Você não parece uma idiota. - eu o encarei - Parece que, no mínimo ele mexeu com você.

Eu revirei os olhos e ri sem humor.
– É ridículo.
– Pode ser. - ele disse - Mas é verdade. E eu posso saber o nome do sortudo?
– Logan Relmont. - respondi.

Mike enrijeceu no lugar, como se o que eu disse fosse um absurdo. Ele parecia atordoado em surpresa e descrença.
Franzi o cenho.
– O que você disse? - perguntou.
– Que o nome dele é Logan.

Ele tomou um pouco de ar, desesperado e se virou, indo embora.
– Tenho que resolver uma coisa, consegue voltar pra casa sozinha? - assenti - Ótimo. Peça desculpas à mamãe e o papai por mim. - ele correu em direção ao seu carro que estava estacionado próximo e foi embora em máxima velocidade. Me abracei, confusa e com frio na noite.


Notas Finais


Até segunda ;)


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