História Dança Comigo? - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Michael Jackson
Exibições 6
Palavras 1.751
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - As incontáveis borboletas que dançam em meu estômago



"Ei, garotinha, eu te amo tanto 
Tudo que eu faço é pensar em você
Dia e noite é tudo que eu faço 
Eu não posso tirar você da minha mente
Penso em você o tempo todo, o tempo todo"
                                                                              (All I do is think of you)


– Bem, se você não quer falar com a garota, e nem ajudar o seu irmãozinho aqui... Então eu vou por conta própria me apresentar. — Disse Marlon, ajeitando a gola da própria camisa.
Fernanda havia ido embora, e Diana então sentou-se no banco perto do portão para esperar a mãe. Estava perdida em meio aos próprios pensamentos, quando ouviu alguém chamar seu nome.
– Oi... Diana. — Disse uma voz aveludada, atrás dela. 
Virou-se distraidamente para ver quem a chamara, e deu de cara com um par de olhos castanhos.


– Michael? 
– Sim, sou eu! — Disse num sorriso tímido. — O que ainda faz aqui? Sempre vai embora cedo.
– Bem, é que... — Começou ela, mas então percebeu um pequeno grupo de garotos mais velhos a alguns metros atrás, que riam e os observavam atentamente. Assim que perceberam o olhar dela sobre eles, trataram de disfarçar, fingindo naturalidade, e assim que ela desviou o olhar, esconderam-se atrás dos arbustos para continuar observando a conversa. — É que a minha mãe que vem me buscar hoje, para podermos comprar algumas coisas para complementar o meu figurino da apresentação dessa noite!
– Ah sim! A apresentação! Vai se sair muito bem, tenho certeza!
– Você vem ver? — Perguntou esperançosa — Eu ia adorar se você viesse... Quer dizer, todos nós. — Disse corando.
Michael então abriu aquele sorriso maravilhoso que só ele tinha, e com o rosto corado, respondeu.
– Vou fazer o máximo para ir, eu prometo. — Olharam-se e sorriram um para o outro — Agora eu tenho que ir... Meus irmãos estão me esperando... Você deve ter visto! — Disse, sem jeito.
– Ok, até mais tarde então! — Disse rindo.
– Até!

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR."
                                               (Carlos Drummond de Andrade - Não deixe o amor passar)


– Kei, tem certeza de que era nescessário dar tantos laços? Desse jeito não vai dar tempo de trocar a sua roupa! — Perguntou Vicky.
– É claro que tenho, Victória! — Disse, sem dar muita atenção enquanto olhava-se no espelho. Estava encantada com o que via.
Estava vestida com um kimono de seda em tom terroso com desenhos florais e um obi (como é chamada a faixa usada na cintura junto como kimono) dourado, trazidos pela avó diretamente do Japão.
– Vamos lá, meninas! Já está na hora! Não precisam ficar nervosas!– Disse Fabiene, entrando no camarim. Uma pilha de nervos! Ela estava mais nervosa que as próprias alunas, que entrariam no palco em alguns minutos. Estava eufórica! Era a primeira vez que as meninas viam-na tão animada. — Vocês estão todas lindas! Vamos lá, essa apresentação vai ser a melhor de todas as turmas!
Estando a sala dividida em dois grupos, o primeiro, com meninas vestidas como gueixas, foram ao palco, apresentando uma dança suave e delicada. Entre elas estava Kei, que ao fim desta parte, deveria ser ágil ao voltar ao camarim e trocar de roupa para a sua segunda apresentação: outra dança típica oriental, o taiko. E enquanto era feita a troca de roupa, o segundo grupo apresentaria um número de rock em casais, sendo Matthew o par de Diana. Após este, o outro grupo apresentaria o taiko, e por fim algumas meninas do segundo grupo apresentariam um número de balé.
Tudo ocorreu muito rápido, e somente depois que todos juntaram-se no palco para agradecer, Diana constatou alegremente que tudo havia dado certo. Até o momento em que entrou no camarim lotado e percebeu uma certa aglomeração em volta de alguém. Algo não estava certo, e aquele erro já havia sido previsto.
Aproximou-se para saber o que acontecia. Todos murmuravam sem parar. Diana enfiou-se no meio das pessoas, e no centro daquela bagunça estava Kei, que chorava compulsivamente com o seu kimono em mãos.
– O que aconteceu? Ela se machucou?– Perguntou Diana a Bia.
– Se machucar? — Ela riu — Não! Foi só o obi do kimono que descosturou um pouquinho. Ela deu muitos nós, e na hora de trocar a roupa tivemos que fazer um pouquinho de força para ele sair, do contrário não daria tempo. Aí agora está fazendo esse escândalo todo.
Diana surpreendeu-se. Todas aquelas lágrimas por algo tão simples? Uma agulha, linha e alguns pontos ali bastariam para resolver o problema! Olhou ao redor e achou engraçado como as pessoas mimavam a garota. Todos estavam consolando-a, como se fosse algo realmente digno de preocupação. Aquele talvez fosse o objetivo dela, afinal. Receber atenção, mimo. Ser o centro das atenções. Então deu de ombros e afastou-se, deixando-a ser consolada por todos ao redor. Sentou-se na cadeira para tirar as sapatilhas de balé.
– Com licença, bailarina! — Chamou-lhe.
Olhou para cima e encontrou os olhos dele sobre si.
– Michael! Você veio mesmo! — Exclamou com um lindo sorriso de felicidade.
– Claro! Eu disse que faria de tudo para vir, não foi?
– Fico feliz que tenha conseguido!
 
Falavam alto na tentativa de conversar em um lugar tão pequeno e com tanta gente, mas mesmo assim era difícil escutar, além das pessoas que sempre esbarravam acidentalmente.
– Vem comigo, aqui está muito cheio! — Chamou ela, indo em direção à outra porta que dava acesso ao corredor.
Ele a acompanhou, desvencilhando-se das pessoas à frente.
– Ufa, aqui está bem melhor! Lá dentro nem dava para respirar tranquilamente! — Brincou ele, quando alcançaram o corredor.
– Fazer o quê? Noite de estreia é assim mesmo! — Respondeu rindo. Encostou-se na parede, com ele à sua frente.
– E que bela estreia, hein? Meus parabéns, foi maravilhosa! — Disse ele, gentilmente.
– Sério? — Perguntou, com um sorriso tímido. — Eu acho que não fui bem na parte do rock, dança de par não é o meu forte!
– Bem, talvez o problema seja que Matthew não é o par certo para você. — Disse.
– É, pode ser... Ou o problema sou eu mesmo! — Brincou.
Eles riram corados.
– Que bom que você veio! Sinceramente, não achei que os seus pais deixariam você vir! — Confessou-lhe.
– Bem, na verdade... Eles não deixaram!
Ela arregalou os olhos.
– Como? Eles não sabem que você esta aqui? Michael, vai se meter em encrenca por minha causa! Ah não! Você não deveria ter vindo, nesse caso! Eu...
– Hey, calma! Não se preocupe com isso. — Disse enterrompendo-a — Tudo bem, meus irmãos estão me dando cobertura! Além do mais, meu pai chega mais tarde em casa essa noite. Eu tinha que ver a sua apresentação, né? E à propósito... Você está muito bonita! — Disse ele, timidamente.
– Obrigada. — Respondeu, corando. Desviou o olhar para o chão.
– Am... Eu trouxe uma coisa para você. Para te parabenizar pela apresentação! — Disse ele, tateando os bolsos.
– Uma coisa para mim? — Perguntou curiosa — O que?
Ele procurou mais um pouco, então achou. Puxou de dentro do bolso da calça, um pequeno saquinho de tecido. Abriu-o e de dentro dele tirou uma delicada pulseira de corrente prateada e um pingente de coração. Os olhos de Diana brilharam surpresos e as sombrancelhas se arquearam.
– Estenda o braço. — Pediu ele.
– Michael — Disse ela, ainda surpresa. — Mas o que...
Como ela não estendeu, ele mesmo pegou sua mão delicadamente e rodeou seu braço com a pulseira. Ela o observava fazê-lo sem falar nada. As borboletas batiam as asas tão violentamente em seu estômago, que tinha a impressão de que a qualquer momento sairia flutuando, isso é, se elas não morressem congeladas pelo frio intenso que sentia na barriga, ou queimadas pelo fogo que sentia aquecendo-lhe o rosto.
Olhou o belo objeto que adornava o seu pulso.
– Michael... É linda! Não precisava, obrigada mesmo! — Disse, com um sorriso encantado, então automaticamente envolveu seu pescoço num abraço. Ele, por sua vez, retribuiu o gesto envolvendo timidamente sua cintura. Seu coração, assim como o dela, estava prestes a explodir.
Ela beijou rapidamente sua bochecha e começou a se afastar. Ele não estava pronto para liberá-la daquele abraço, por isso não moveu seus braços para soltá-la. Seus olhos encontraram os dela. Tão próximos... Então inconscientemente seus lábios tocaram os dela rapidamente, num tímido e inocente primeiro beijo.
Olharam-se surpresos com o que acabara de acontecer, mas após alguns instantes, ela deu um pequeno sorriso, desviando os olhos. Ele pegou suas mãos, acariciando-as com os polegares. Até que separam-se abruptamente e os olhares assustados voltam-se para a porta do camarim, de onde vinha uma voz.
– Diana? Onde está ela? — Dizia a voz feminina. Era a mãe de Diana.
Eles se olham novamente.
– É a minha mãe! Eu preciso ir! — Diz ela, virando-se de costas em direção à porta. Mas parou e voltou, para depositar na bochecha dele um rápido beijo. — Até amanhã! — Sussura. Vira-se de costas e sai, mas não sem antes olhá-lo com um sorriso pela última vez antes de fechar a porta.
– Onde você estava, filha? — Perguntou a mãe, ao vê-la surgir de trás da porta.
– Eu? Eu estava... Bebendo água e tomando um ar. Aqui dentro do camarim estava muito cheio, então saí por aquela porta já que pela outra estava impossível de passar. — Disse rapidamente. — Mas o que achou da apresentação, mamãe?
– Oh, filha! Foi maravilhosa, parabéns! Estou muito orgulhosa de você! — Disse, abraçando-a. — Mas e aquela menina? Ela é a tal da Kei?
– Que menina, mãe? — Perguntou ela.
– Aquela fresca que estava chorando a toa!
– Ah! — Começou a rir. — Sim, é ela! Por que?
– Nada não! Mas que menina fresca! Ai, mas quando a vi esperneando daquele jeito por causa da faixa que descosturou... Tive uma vontade de dar um beliscão, só para ela ter motivo para chorar de verdade! — Resmungou Dayse, mãe de Diana.
– Mãe! — Repreendeu-a rindo.
– Mas não é verdade? — Perguntou rindo também. — Se ela quer chorar, que chore por algum motivo, não concorda?
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...