História "Dance 4 You" Short Fic (Bônus) - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Ellie Goulding, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Ellie Goulding, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Allyson Brooke, Camila Cabello, Camren, Dinah Jane, Drama, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Norminah, Romance
Exibições 200
Palavras 2.600
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Festa, Hentai, Lírica, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei que eu demorei, me perdoem, não é fácil encontrar tempo para escrever quando se tem que estudar e trabalhar ao mesmo tempo.
Se alguém desistiu de ler eu entendo e quem não desistiu eu agradeço pela paciência.

Capítulo 14 - Capítulo 14


Normani POV

O corpo suado, o cabelo loiro bagunçado, a respiração descompassada, o cheiro do perfume feminino misturado com o cheiro do whisky e de sexo, o sorriso malicioso brincando nos lábios carnudos e rosados. Dinah Jane era a minha perdição.

- Vai ficar aí sentada me olhando? - Seu tom era petulante, propositalmente, apenas para me provocar. - Ainda temos muito whisky nessa garrafa. - Ela pegou a garrafa sobre a mesa e chacoalhou o líquido de tom amadeirado.

Ela estava me provocando para conseguir o que queria e eu iria dar o que ela queria sem pestanejar. Ela colocou a garrafa sobre a mesa novamente quando percebeu que eu iria me levantar.

Dinah POV

- Você não deveria me provocar dessa maneira Srta. Hansen. - Normani se levantou, o olhar de predador sobre meu corpo, ela parecia faminta e eu era a presa perfeita para saciar sua fome.

Não consegui formular uma reposta, a forma como meu coração bateu rápido demais quando a morena colocou um pé a frente do outro, caminhando preguiçosamente em minha direção com um sorriso malicioso nos lábios me fez perder a linha de raciocínio.

- Qual o problema Srta. Hansen? - Ela se aproximou, o corpo moreno e malhado estava apenas a alguns centímetros do meu, o que me causou uma falta de ar repentina. - O gato comeu sua língua? - O hálito quente exalava o odor de álcool e arrepiava até os pelos da minha nuca. 

O olhar de Normani era invasivo e intimidador, a impressão era de que a qualquer momento aquelas íris de tom amendoado iriam invadir meu interior e me dominar.

Mordi o lábio inferior, atraindo a atenção da morena para minha boca. 

- Deixa que eu faço isso pra você. - Normani puxou meu rosto com uma das mãos e prendeu meu lábio inferior entre os dentes, senti um calor correr por todo meu corpo e se concentrar em meu ponto de prazer.

- A-ah... - Um gemido sôfrego escapou por entre meus lábios quando a morena pressionou com mais força os dentes contra meu lábio inferior,mas logo o soltou para deixar uma trilha de beijos delicados por meu rosto até chegar ao lóbulo da minha orelha direita.

Mãos tão macias quanto algodão e toques tão suaves quanto os de uma pluma, senti as curvas do meu corpo serem desenhadas com delicadeza e sem pressa, pode parecer prepotente mas eu sentia, em meu interior, que a noite nos pertencia, o tempo estava a nosso favor.

- Você é minha. - A voz rouca se derramou por meu corpo, arrepiou cada centímetro da minha pele e se instalou em meu subconsciente.

- Eu sou sua. - Ela havia dominado não apenas meu corpo mas também minha mente, eu apenas estava confirmando o que já era um fato inegável. 

Ela tocou o vale entre meu seios, os dedos percorrendo o caminho até meu abdômen, as unhas curtas pressionavam minha cintura, o calor provocado pelo hálito quente dos lábios que envolviam a pele do meu pescoço. Meu sangue parecia ferver em minhas veias, meu corpo parecia se preparar para entrar em erupção, eu precisava senti-la em meu interior e ela pareceu entender meu pedido silencioso, a mão que antes passeava despreocupadamente por meu abdômen agora fazia o caminho até minha intimidade, para me invadir, no começo com delicadeza, mas da mesma forma como meu tesão aumentava os movimentos também aumentavam de ritmo, mais rápidos e mais intensos, até me levarem ao prazer extremo.

Narrador POV

- Filho da puta! - Siope resmungou ao sentir o corpo colidir contra a parede de concreto duro, frio e sujo daquele cubículo que chamavam de cela.

Um homem de sorriso amarelo e símbolo nazista tatuado em sua testa observava o garoto negro com um brilho de maldade em seus olhos, o ódio ganhava forma no olhar castanho.

Os outros dez homens que dividiam a mesma cela apenas se aglomeraram em volta dos dois enquanto proliferavam gritos de incentivo a briga.

Todas os dias Siope lutava pela própria vida dentro do presídio, todos os dias se comparavam ao inferno.

- Já chega! - Um dos guardas apareceu diante das grades e acabou com o burburinho que havia se formado.

Siope correu para se aproximar do guarda o máximo que era possível, já que as grades proporcionavam uma distância considerável entre ambos.

- Por favor... - O garoto ofegava e apertava as grades com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. - Por favor, me tira dessa cela. - O rosto suado denunciava todo o nervosismo. - Eu não posso ficar aqui... Ele vai acabar me matando...

O guarda observou o garoto da cabeça aos pés, não havia remorso em seus olhos, nem mesmo todos os machucados no rosto do jovem lhe causavam um mínimo de pena.

- Deveria pensar nisso antes de cometer um crime garoto. - O homem disse de forma ríspida. - Agora quero todos dormindo. - Todos os prisioneiros se dirigiram para um quanto da pequena cela, não havia cama para todos, alguns se acomodavam no chão.

- Eu não roubei aquele carro. - Siope disse para si mesmo enquanto girava o corpo, jogando a costas contra as grades frias. - Eu não roubei. - O corpo dolorido e cansado se deixou deslizar até alcançar o chão. - Eu não roubei. - Uma lágrima escapou.

(...)

O rato se esgueirava pelo o canto da cela a procura de qualquer resto de alimento que houvesse por perto, olhos vermelhos e fundos o seguiam atentamente. Siope não havia pregado os olhos a noite toda, ele sabia que poderia ser morto na calada da noite enquanto tentava descansar um pouco, não tinha certeza do quanto seu corpo iria aguentar mas se mantinha forte até então, aquele já era o segundo dia em claro.

O sol invadiu a cela pela pequena fresta por onde o rato havia entrado, finalmente havia amanhecido, Siope pensou consigo mesmo que conseguiu sobreviver naquele inferno por mais um dia.

- Acordem mocinhas. - O mesmo guarda da noite anterior se pronunciou. - Você... - O homem apontou para Siope que apenas arqueou as sobrancelhas surpreso. - Vem comigo.

O jovem se levantou com um pouco de dificuldade e passou as mãos sobre o rosto tentando distinguir se estava realmente acordado ou preso em um sonho, ou melhor dizendo, um pesadelo.

A porta de metal se abriu e Siope foi puxado para fora da cela sem delicadeza pelo guarda que o seguiu pelo enorme corredor repleto de celas e homens furiosos trancafiados.

- Eu não tenho o dia todo garoto, anda logo. - Outro guarda abriu o portão que separava o espaço das celas do espaço comum.

- Onde estão me levando? - Siope se sentia assustado e confuso, não era comum presos circularem por aquela parte do presídio.

- Alguém pagou sua fiança, você vai ser solto e vai responder o processo em liberdade. 

(...)

Dinah deslizava os dedos delicadamente sobre a pele morena, o carinho se iniciou pela nuca, desenhou a costas e pairou sobre a carne macia dos belos montes que Normani ostentava.

- Hmm... - A morena ronronou como um gatinho e se mexeu sobre o colchão, a cena fez a loira sorrir involuntariamente.

Dinah se sentia cheia de um sentimento que  a muito lhe fazia falta. Segurança. Naquele momento não existia o medo de acordar e sentir o estômago embrulhar com o pressentimento de que algo ruim pudesse acontecer. 

Normani estava ali, ao seu lado, ressonando tranquilamente, os cabelos cacheados caíam em desordem perfeita sobre parte do rosto angelical.

- Não é como se eu fosse acordar em uma manhã de sábado e nunca mais te ver. - A loira sussurrou e sem perceber deixou que uma lágrima escapasse e caísse sobre o corpo moreno e desnudo.

(...)

- Porra. - A claridade machucou os olhos de Siope e o obrigou a fecha-los por alguns segundos. - Isso é estranho... - Olhou em volta, tentando se habituar a claridade e ao novo, talvez não tão novo, ambiente. - Isso é estranho pra caralho. 

Era um dia ensolarado em Miami, o tipo de dia que Siope matava aula para ir a praia com os amigos. Alguns carros transitavam pelo local, sempre em movimento, não havia pessoas andando sobre as calçadas, não havia comércio, nem mesmo uma cafeteria do Starbucks que o garoto jurava ter a certeza de que existissem em cada quanto do planeta.

Era apenas ele mesmo e a mochila com os livros das aulas de matemática, história e filosofia... Mas não faria nenhum sentido manter aquela bagagem, então ele guardou os documentos, os últimos cinco dólares que tinha, o celular descarregado dentro do bolso da calça jeans surrada e jogou o resto para o lado, se desfazendo do peso extra, olhou em volta uma vez mais e respirou fundo.

- E agora? - Se questionou, não fazia ideia de quem havia pago sua fiança e nem porque havia feito isso, não fazia ideia de onde ir já que o avô o havia expulsado de casa quando descobriu que ele estava preso, os amigos nunca o visitaram, sequer se preocuparam em enviar uma carta com palavras de apoio e o tio já estava sumido há cerca de dois anos, depois de presentear Siope com um carro ele simplesmente sumiu. - Porra de presente de grego. - O garoto queria se sentir livre, como nos filmes onde o mocinho injustiçado é solto e respira fundo sentindo o ar de liberdade inundar os pulmões, mas Siope não se sentia dessa forma.

Um Chevrolet Captiva preto se aproximou vagarosamente, parando diante do garoto.

- Mas que porra? - Siope tentou observar através do vidro, procurando por algum rosto conhecido, mas foi inútil já que todas as janelas do veículo eram protegidas de olhares curiosos pelo insulfilme.

O garoto deu um passo para trás quando a porta traseira do passageiro se abriu.

- Siope... - O homem negro saltou para fora do veículo e os olhos de Siope quase saltaram para fora da órbita, apesar de todas as tatuagens, o corpo visivelmente mais magro, o cabelo longo com dreads e os dentes de ouro, mesmo com toda essa mudança ele reconhecia o tio, ainda havia algo de familiar nele.

- Tio Tyrone... - O homem abriu o sorriso e os braços para recepcionar o garoto. - Seu filho da puta. - Foi tudo o que Siope disse antes de correr na direção do tio e arremessar os dois contra o chão.

Dois homens saltaram para fora do carro para tentar segurar o garoto que era visivelmente maior e mais forte do que o homem.

- Eu fui preso por sua culpa! - Siope acertou o punho fechado diretamente no nariz do tio, que imediatamente sentiu o gosto do sangue. - Por sua culpa! - Os dois homens se apressaram e seguraram os braços do garoto, o retirando de cima do tio.

- Eu pago sua fiança... - Tyrone limpou o sangue que escorria em seu rosto antes de se levantar, enquanto Siope tentava furiosamente se livrar do aperto dos dois brutamontes. - E é assim que você me recebe?! - Ajeitou o blazer e usou as mãos para bater a poeira do chão que estava sobre a roupa.

- Por sua culpa eu fui expulso de casa, perdi minha bolsa de estudos e estou respondendo a um processo! Foi você quem me deu a porra do carro e depois sumiu por dois anos, agora estou afundado nessa merda. - Tyrone se aproximou e desferiu o punho fechado contra o abdômen do garoto que grunhiu com a dor. - Você é um... Filho da puta tio Tyrone. - Mesmo com a dor e dificuldade de respirar Siope não se deixou abater.

- Você é durão mesmo hein garoto. - Mais um soco foi desferido, dessa vez no rosto do garoto. - Presta atenção moleque, a partir de agora você só vai me chamar de Ty Dolla Sign.

- Vai se fuder Ty Dolla Sign. -  Siope sorriu com escárnio e cuspiu o sangue que escorria de sua boca na direção do homem.

- Não foi eu quem te colocou na prisão moleque, podem soltar ele. - Deu a ordem para os dois homens que obedeceram sem pestanejar. 

O garoto se desequilibrou e caiu sobre os joelhos, mas rapidamente se recompôs, não queria parecer fraco e indefeso.

- A porra do carro que você me deu era roubado. - Usou a costas da mão para limpar o sangue que se espalhava pelo rosto. - Como a culpa não é sua?

- Não foi eu moleque, o que eu ganharia com isso? - Siope não conseguiu formular uma resposta boa o suficiente. - Exatamente, não ganho nada e ainda poderia acabar envolvido nessa merda toda, mas como você foi um bom sobrinho e não abriu o bico pra me entregar eu resolvi te ajudar e sei quem fez essa merda com você.

(...)

- Não consigo te soltar! - Normani continuou a deixar um rastro de beijos sobre o rosto de Dinah que sorria.

- Eu preciso ir e você tem uma reunião importante. - A loira tentou se desfazer das mãos da morena mas não conseguiu. - Eu vou me atrasar para a escola.

- Tudo bem... - Normani se afastou e usou o retrovisor para checar a maquiagem. - Mas eu vou estar bem aqui quando você sair, nunca mais vou ficar longe da minha garota. - A morena sorriu e Dinah sentiu o mundo se iluminar a sua volta.

- Promete que vai sempre estar aqui? - A loira perguntou insegura.

- Eu prometo. - Segurou as mãos da loira e a olhou com intensidade. - Nada nem ninguém vai nos afastar.

Um beijo selou a promessa um tanto quanto pretensiosa aos olhos do destino.

(...)

- Normani Kordei Hamilton. - Tyrone disse enquanto se jogava contra o sofá marrom e pegava um cigarro sobre a mesa de centro. - Foi essa puta quem te denunciou.

- Como você pode ter tanta certeza que foi essa mulher que me denunciou? - O garoto observava todo o local a volta, o apartamento do tio era uma completa bagunça, desde roupas até drogas e garrafas de cerveja espalhadas por todo o local.

- Eu sou traficante moleque, tenho amigos policiais que me ajudam quando preciso. - O homem inundou o local com a fumaça branca e densa.

- Normani... - Siope tinha certeza de já ter escutado esse nome antes. - Me soa familiar.

- Familiar ou não, foi essa vadia que acabou com a sua vida. - O homem largou o cigarro sobre o cinzeiro e buscou pela pistola 380 de cano prateado e cabo preto que guardava atrás de uma das almofadas do sofá. - Como sou um cara legal eu vou te ajudar. - Ele colocou a arma sobre a mesa de centro e a empurrou na direção do garoto que parecia assustado. - Você quer se vingar?

Siope ponderou por alguns segundos, buscar por vingança poderia desgraçar a vida dele, mas sua vida já estava desgraçada, ele havia perdido a bolsa de estudos do colégio consequentemente perdeu a bolsa de estudos para a faculdade, seu avô, que era o mais próximo de uma família que o garoto tinha, o expulsou de casa e disse para apodrecer na cadeia, os amigos nunca mais o haviam procurado.

- Essa vadia acabou com a minha vida, destruiu tudo que eu tinha. - Ele pegou a arma sobre a mesa. - Agora é minha vez de acabar com a vida dela.


Notas Finais


Não esqueçam de comentar, a opinião de vocês é importante.
Nos vemos em breve.


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