História Dancing Love II - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Tags Amor, Bieber, Dança, Justin, Mel
Exibições 604
Palavras 7.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEI.
Mas antes preciso agradecer aos comentários no fim da temporada passada, não aguentei de ansiedade e to aqui postando!

Capítulo 1 - One Call Away.


Fanfic / Fanfiction Dancing Love II - Capítulo 1 - One Call Away.

 

Era verão mas a sensação térmica não sufocava como no Brasil. Procurei um vestido preto que era colado até a cintura e mais soltinha embaixo, meio rodado mas sem muito ti ti ti, eu não gostava. Caminhei até o espelho fazendo uma make, um olho de gato e passei um batom roxo, quase preto de tão escuro, soltei o cabelo que agora batia na bunda e dei uma última olhada no espelho, estava tudo ok! 

- Fala gatinha - atendi o celular que tocou, era Mônica.

- Adivinha quem conseguiu uma folga do caos de New York e vai te visitar em Stratford? - falou animada no telefone e eu sorri feliz.

- Só pode ser a doutora mais responsável que eu conheço - brinquei saindo do quarto, o toc toc do meu salto logo foi motivo pra Mateus despertar e me olhar quando entrei na sala.

- Isso ai, consegui uma folga aqui e desembarco ai daqui algumas horas.

- Vem mesmo que preciso de umas consultas - falei levando a mão a cintura notando a bagunça que ele tinha feito na sala que eu limpei HOJE, ao notar minha irritação ele deu de ombros e saiu correndo na direção do quarto de Clara - preciso que me diga qual o sedativo dou pra Mateus - impliquei bufando e ela gargalhou.

- É da idade Mel, é super normal - riu - imagina só se com um você já tá de cabelo branco - brincou e eu fingi um sorriso mesmo Mônica não vendo.

- Deus te ouça, não aguento mais catar carrinhos pela casa, fora que ele é muito genioso - reclamei e ela riu mais ainda.

- Ele é seu irmão, isso não me surpreende - riu - tá querendo deporta-lo?

- Quase isso - falei catando alguns brinquedos do caminho.

- Isso por que lutou com unhas e dentes obrigando Stênio a busca-lo da bruxa má - fez graça.

- Mônica você transou? - impliquei - tá toda feliz assim por quê?

- MEL! - me repreendeu e foi a minha vez de gargalhar jogando no cesto da bagunça um brinquedo dele, ouvi mais um toc toc e olhei pro lado vendo Clara passar pra sala com Mateus se escondendo atrás dela - eu tenho que desligar, já anunciaram meu voo.

- Vai lá gatinha, quando chegar liga, se eu não atender pode vim direto pra casa - avisei e ela concordou desligando logo depois.

- Era Mônica? - Clara perguntou se jogando no sofá.

- Era - respondi - Mateus vem aqui - o chamei - quantas vezes eu vou ter que te falar onde é o lugar do brinquedo?

- No cesto - respondeu me olhando e eu assenti.

- Muito bem e por que raios você não coloca no cesto quando acaba de brincar? - perguntei levando a mão a cintura e ele encolheu os ombros e fez um bico logo cruzando os braços, ele era doce quando queria mas genioso quando contrariado.

- Por que eu não acabei de brincar - respondeu na lata e Clara gargalhou.

- Boa terrorista - falou pra ele - bate aqui - estendeu a mão e ele bateu - sua irmã é mó chata.

- Isso Clara, já que acha lindo aproveita e cata isso...

- Eu não, estamos atrasadas - levou do sofá.

- Vamos pá onde Mel? - Mateus perguntou me estendendo a mão, essa era a parte mais chata do meu dia, ou melhor da minha noite, deixa-lo com alguém pra ir trabalhar.

- Eu vou trabalhar e você vai ficar com Jaqui - ele me olhou nem um pouco satisfeito com a minha resposta e cruzou os braços, caminhei até a poltrona pegando meu sobretudo e vestindo, me virei e ele ainda me olhava agora de braços cruzados e cara emburrada.

- Eu sou grande, posso ficar só - disse decidido e Clara riu alto fazendo ele olhar feio pra ela.

- Ok Mateus, vamos - ela disse o puxando pela mão.

- Pensei que gostasse de ficar com Jaqui - rebati pra ele saindo de casa mas ele não respondeu - ei - o cutuquei - me da a mão - falei estendendo mas ele recusou.

- Eu sou um homem - disse sério e dessa vez eu tive que rir.

- Ok Sr. Dalla Vachia Jr. - brinquei e ele me encarou confuso, a parte mais triste do meu dia é quando ele não tem lembranças de nossos pais, principalmente de minha mãe. Quando ela faleceu ele tinha apenas um ano e alguns meses eu até entendia por que ele não tinha maiores lembranças deles mas isso de qualquer modo me incomodava muito e eu não conseguia superar de qualquer modo o fato do meu irmão não lembrar dos meus pais!

- Olha, chegamos - Clara falou me mandando um olhar e disfarçando, parei na calçada olhando ao redor, já estavamos de frente para a casa de Jaqui, era só subir algumas escadinhas e foi o que Mateus fez pulando os degraus.

- Pode ir Boo - falou pra mim e eu cruzei os braços olhando pra Clara, era sempre assim, ele não gostava de vir mas quando vinha não queria sair mais. Jaqui abriu a porta com o maior sorriso do mundo e Mateus correu pra seus braços.

- Ora se não é meu super man - brincou bagunçando seus cabelos enquanto ele ria todo feliz - oi meninas - nos cumprimentou e rimos.
- Oi Jaqui - Clara mandou um beijo o ar e ela fez que pegou com a mão.

- Mateus, se comporte - falei e elas reviraram os olhos com o que eu fiz - quê? - perguntei e elas riram, confesso que sou um pouco coruja.

- Até a volta - Jaqui disse entrando com Mateus e eu coloquei a mão no bolso suspirando, me virei pra caminhar, era noite e noites de verão aqui em Stratford é um saco, não chega a ser calor mas é frio, olha que paradoxo!

- Eu vi uma coisa hoje... - Clara disse, ou melhor foi muito cautelosa e eu já sabia o que ela queria quando usava esse tom.

- Acho que irei me arrepender se você continuar a falar o que viu - tentei brincar mas sorri de nervoso - eu... - ia mudar de assunto fugindo como faço sempre mas ela me cortou falando de uma vez.

- Eu vi vários cartazes e lugares anunciando show dele aqui - Clara me interrompeu soltando de vez - a cidade tá um rebuliço que só - bufei irritada e parei de caminha a encarando.

- Eu não quero falar disso ok? - disse rangendo e ela fez uma cara de deboche e cruzou os braços me olhando.

- Qual é Mel, não sou eu quem vai falar, é a cidade inteira! - protestou - não se fala de outra coisa por aqui, não foi muito racional morar escolher a cidade onde ele nasceu - disse já alterando o som de sua voz.

- Não, você tá errada - disse firme - eu fiz o mais certo, o último lugar da vida que ele iria me procurar, se é que fez isso um dia, seria onde ele nasceu - disse com toda certeza em minhas palavras - o primeiro lugar que ele deve ter me procurado foi no Rio de Janeiro...

- Ok - virou o rosto - nisso você tem razão, ele nunca ia imaginar que você tava aqui esse tempo todo mas e se...

- Para Clara - pedi murmurando - eu não vivo de se - constatei - eu só quero esquecer aquele dia horrível, que só não foi pior que um que me perturba até hoje - pedi e ela suspirou assentindo.

- Mas você não acha que já passou tempo demais? Já pensou que ele pode ter mudado? - Clara disparou a perguntar.

- Não eu não acho!

- Mas você sabe que deve muita coisa a ele, vocês no fundo só foram vitimas...

- Você quer o que? Que eu bata na porta dele? 

- Não Mel mas é qu... - interrompi já me irritando com ela.

- Não tem mas, nem menos mais! - decretei - ele já seguiu a vida dele, com ou sem amigos falsos, empresário filho da puta ou sei lá mais o que ele seguiu Clara, quem foi a maior prejudicada disso tudo? Fui eu, só eu. Ele pode ter sofrido mas eu aposto que a primeira puta que ele comeu quando saiu lá de casa o fez esquecer até o meu nome!

- Você não pode afirmar se você fugiu Mel, você não deu tchau nem pra Chaz, logo Chaz que sempre esteve com você, ele se doava tentando te ajudar a descobrir o que aconteceu com seus pais e isso não é justo - Clara dizia aquilo tudo com pesar.

- Você percebe o que diz? Isso tudo eram pesos meus e ok eu fui errada em não dar tchau mas você conhece Chaz, sabe que ele nunca foi imparcial e ele ia falar a Justin e minha vida ia ser um caos novamente...

- Eu só queria te alertar - disse - eu sei que não é como se você tivesse andando na rua e ele aparecesse... - puxou o ar - mas, achei que devia te falar.

- Fez bem - menti porque sei que ela falou na boa intenção e a abracei de lado - Mônica pode até não rebater minhas decisões, mas nós duas - gesticulei o dedo entre eu e ela - só nós duas sabemos ao certo tudo o que se passou naquele aeroporto e as consequências daquela noite lá no apartamento me levaram a isso.

Flashback

- Me tira daqui por favor - pedi chorando e Clara afagou meus cabelos.

- Primeiro me conta o que foi - me afastou segurando meus braços - por Deus Mel eu to ficando preocupada!

Depois de muito esforço ela conseguiu me colocar sentada e após alguns copos de água eu comecei a contar o que aconteceu, Jaqui, a menina que falou com ela ao telefone ainda estava ali esperando pelo chamado de seu voo...

- Nossa eu não acredito que aquele filho da puta fez isso Mel, eu vou matar ele - Clara disse revoltada depois de tudo que eu contei, eu ainda abraçava o meu corpo e só então percebi que ainda vestia a roupa do show.

- E-eu sinto muito - Jaqui murmurou e olhou meus braços ao redor do meu corpo e pegou sua bolsa vasculhando atrás de algo e tirou um moletom grande me entregando - veste, você vai acabar congelando - me estendeu o moletom e eu peguei.

- Obrigada - murmurei - mas eu acho que não vamos para o mesmo lugar...

- Pega logo Mel - Clara disse irritada - se ela te deu é por que tá dado!

- Clara! - a repreendi mas Jaqui não se abalou, apenas sorriu e assentiu.

- Algo me diz que você vai pro Canadá - brincou e negamos com a cabeça.

- Los Angeles - murmurei com desgosto nas palavra, eu não queria voltar pra Los Angeles!

- Que pena - fez uma careta.

- Mel me diz que pelo o menos você enfiou a mão na cara dele - Clara disse, ela ainda estava revoltada com tudo o que eu disse, apenas assenti e ela pareceu mais aliviada - pelo o menos isso senão eu ia ter que enfiar a minha na sua.

- Eita - Jaqui balbuciou.

- É, porque você não sabe como ela já sofreu, é idiota - falou com raiva e ouvimos alguém anunciar o 0057, era o de Jaqui, ela levantou e anotou algo rápido em um caderninho e puxou a folha me entregando.

- Quando quiser se livrar dessa situação me liga - disse rápido e eu olhei pra folha onde tinha um telefone.

- Mas...

- Me liga - ela gesticulou um telefone com a mão e saiu correndo até o portão de embarque.

- Mas que doida - falei pra Clara que se jogou ao meu lado.

- Ou não, afinal, nada é por acaso - Clara disse mais relaxada.

- Mas ela nem disse nada sobre ela - estranhei mas Clara negou com a cabeça cruzando os braços.

- Qualquer coisa é melhor que Bieber - resmungou - então você tá no lucro!

Eu nunca pensei que fosse precisar ligar pra uma desconhecida até o dia que Justin saiu jurando que não ia acabar ali, eu já estava destruída o suficiente, não queria mais ele me procurando, eu queria calmaria e ele não podia me dar isso. Depois que catei tudo do chão com Clara em silêncio eu já sabia o que fazer e pra quem ligar.

- O que aconteceu aqui? - Mônica perguntou, levantei a cabeça olhando pra ela e pra Ryan que ajeitava Mateus em seu colo, levantei o pegando mas Ryan não deixou.

- Pode deixar Mel, só me diz onde eu o coloco - Ryan disse e eu não respondi, parecia um robô no automatico, programada apenas pra chorar.

- O que houve aqui? - Mônica voltou a insistir quando Clara se levantou, Ryan devia saber o que se passava e por isso tirou Mônica de casa.

- Vem Ryan vou te mostrar - Clara disse saindo da sala onde só restou eu e ela.

- Sem perguntas - pedi - eu preciso fazer uma ligação.
 

Flashback off.
 

Entrei na boate logo atrás de Clara, o resto do caminho evitamos tocar no assunto, ou melhor, não tocamos mais nesse assunto o que me deixou feliz! Shér já estava atrás do palco nos esperando.

- Bah que demora! - disse levando as mãos a cintura. Se eu contar que Shér voltou a "se encontrar" comigo por acaso, quando cheguei aqui na cidade ela estava trabalhando na boate, ela disse que logo após o show com Justin Timberlake me procurou mas não me achou, disse que queria dançar mas era tímida demais pra isso e ela já era do Canadá, além de muito louco virou amiga de copo de Clara, já que eu não bebo.

- Culpa dela - Clara apontou pra mim e eu fiz cara de ofendida.

- Eu? - apontei pra mim já ofendida e rimos - ok, passei pra deixar Mateus com Jaqui.

- Anw meu futuro marido - Shér brincou e eu revirei os olhos, caminhei tirando o casaco e colocando atrás de um dos balcoes e fui pra trás do mesmo pegando um copo descartável pra tomar água.

- Toma tino - retruquei e ela riu.

- Vamos logo que hoje é dia de casa cheia - Clara disse indo pro outro lado da boate, eu desistir completamente de dançar, fiquei dora de forma, meu corpo carrega certos traumas até hoje e eu meio que criei uma espécie de trauma e me sinto desconfortável no único lugar que um dia eu já me senti bem, a vida tem dessas. O pior dessa calmaria que tudo se tornou é que as vezes eu me pego pensando e se e acabo chorando, tínhamos tudo pra ser apenas um sexo mas não deu, eu evitei o nome Justin Bieber durante esses quatro anos mas é inevitável quando o coração ainda pulsa, principalmente quando as noticias que eu escutava eram do tipo:

 " Justin Bieber é preso" 
 

" Justin diz que irá se aposentar"
 

 "Justin é fotografado nú" 
 

Eu chorava só a cada vez que escuta que algo ruim estava acontecendo com ele, milhares de vezes eu ia pro quarto abraçar meu travesseiro e rezar pra que ele ficasse bem, eu não tinha mais o que fazer além disso, ele ainda não tinha achado o seu propósito na vida e isso apertava, sufocava o meu peito de preocupação mesmo assim eu vestia a minha casca que estava tudo bem quando ne verdade muitas vezes eu parei a beira do precipicio, eu não tenho curiosidade de conhecer o inferno porque eu já estive lá nas noites frias. Esse tipo de materia que me destruia a cada letra lida e eu apenas sorria mas ia chorar depois pensando nela e no nosso e se.
A casa estava realmente cheia, meus pés já não aguentavam mais em pé, Shér parou ao meu lado bufando irritada com algum cliente.

- Quebra essa pra mim Mel - pediu já bufando - se aquele velho der em cima de mim mais uma vez eu juro que jogo o uisque na cara dele - ficou nervosa e antes que Scott, o nosso supervisor, reclamasse eu tratei de ir.

- Pode deixar, segura aqui as pontas que eu vou lá pra você - disse, peguei a bandeja seguindo pro camarote onde o velho estava num sofá acompanhado de várias vadias e me lançou o olhar mais maldoso e nojento que ele tinha.

- Ei docinho, senta aqui no colinho do papai - disse batendo na perna e eu apenas sorri falso.

- Desculpe, não sou brinde da casa - falei me virando pra sair dali, quando já estava quase na escada que dava acesso ao outro lado, onde eu já descia na area do bar, vários homens entraram e um em especial se esbarrou em mim derrubando a bandeja que por sorte estava vazia, como um boa funcionária eu me abaixei pra pegar e levantei procurando não encarar muito o moço - desculpe - falei um pouco mais alto por causa da música mas ele não me respondeu, ficou me encarando, seus olhos eram escuros e sua pele clara sua beleza era de chamar atenção mas eu abaixei a cabeça e dei as costas saindo dali, não sei se ele me olhou eu apenas segui o meu caminho entrando de volta no bar - ele tem um cara conhecida - murmurei.

- Ele quem? - Shér perguntou masclando chiclete ao meu lado, ela preparava algo quando eu coloquei a bandeja no lugar.

- Um carinha ai que se embarrou em mim - falei dando de ombros e notei Clara encostando no balcão.

- Você atraí cantor né? - falou brincando e eu franzi o cenho, ela negou com a cabeça e me entregou a pilha de copos - se liga - me disse e saiu.

- Ué mas só tem gente louca nisso aqui - Shér falou depois que Clara deu as costas e rimos.

Voltei a ficar preparando drinks dos caras que chegavam ali, vez em quando eu olhava ao redor pra achar as meninas e me virava de volta ao trabalho, uma cantada aqui, um não ali e assim eu ia levando. Já passavam das três da manhã quando tudo ia a puro vapor, caminhei entre as pessoas me livrando de algumas e parei de frente pro balcão.

- Ei Shirley - chamei uma das dançarinas mas ela fingiu não me escutar, todo lugar tem sua Savana, bufei revirando os olhos - eu danço melhor que você, vadia! - disse mas ela não escutou, me virei pra caminhar de volta pro meu posto, e quando estava de cabeça baixa separando as demandas alguém veio puxar papo.

- Tem algo com frutas? - uma voz masculina mas meiga perguntou, ainda de cabeça baixa eu neguei concentrada no que eu estava fazendo - como faz pra saber seu nome? - o carinha perguntou e eu me aproveitei que ele não podia ver e revirei os olhos. Continuei de cabeça baixa pensando que ele já tinha ido embora quando Clara parou ao meu lado e me cutucou 

- Ai - falei levantando a cabeça - por... - ia perguntar por que ela me beliscou quando fui interrompida.

- Presta atenção nas coisas - disse em português e eu franzi o cenho, só falamos assim quando estamos falando algo em segredo, ela apontou com a cabeça pra minha frente e eu vi o mesmo carinha lá de cima e sorri fraco.

- Ahh - balbuciei perdida no olhar que ele me lançava - posso ajudar? - perguntei, afinal essa era a minha função. Mas ele não respondeu, me encarou por longos segundos e isso me despiu.

- Queria algo com frutas - me disse e eu me toquei que ele foi quem fez a pergunta e ficou parado esse tempo todo ali só eu não tinha visto.

- Desculpe, vou anotar seu pedido e entregar ao barman - disse pegando uma comanda e anotando mas antes que eu escrevesse algo ele puxou o papel de minha mão e anotou um número e no final com duas iniciais so final S.M. 

- Tudo bem que não me fale seu nome - disse e eu senti minhas pernas bambas - mas pode ficar com o meu telefone - piscou sorrindo e saiu da minha frente me deixando com a mior cara de boba, como assim ele acabou de me dar seu telefone? Eu nem o conheço, ele não pode flertar comigo assim! Peguei o papel e olhei tentando decifrar o que significava SM mas nada me veio a mente e então eu apenas amassei colocando entre meus seios, parei um pouco pra descansar e fiquei olhando as meninas dançarem, aquilo me bateu uma nostalgia fora do normal, um aperto estranho no peito eu sentia que subindo ali eu ia me render e eu faria qualquer coisa pra não me entregar as minhas saudades, saudade que eu carrego de tudo, de Victor sempre feliz, Damon sempre conselheiro, Jade com Thomas os dois sempre foram companheiros demais, sinto até falta de Parris gritando...

- Sente falta? - Clara perguntou me tirando dos meus devaneios parando ao meu lado.

- Muita - admiti, eu não posso esconder o que tá na minha cara.

- Então vamos lá - disse me puxando mas eu me firmes no chão.

- Tá louca? - perguntei me soltando e na mesma hora começou a tocar uma música com uma batida boa e uma voz gostosa, me rendi!

Clara me puxou subindo na frente, poderiamos perder nosso emprego por isso mas nos soltamos como eu não fazia a quatro torturantes anos, nem parecia eu pensei que estava fora de forma mas música é algo que vem da alma não de sua forma física, eu me sintia como um passaro que acabou de se livrar da gaiola, era como receber minha carta de auforia, uma sensação que nem em mil anos eu poderia explicar e acho que Clara sentia isso, ela sempre foi dançarina assim como eu, ela sempre amou os palcos mas ao contrario de mim, nunca se privou de brilhar como eu fazia. Não sabia qual música era aquela mas eu sei que quando ela acabou meu peito subia e descia compulsivamente, me sentei na ponta do palco com a intenção de buscar o ar, olhei pra Shér fazendo sinal de positivo e ela começou a bater palmas e jogou uma toalinha em minha direção, peguei no ar limpando o meu rosto e o meu colo, eu literalmente me soltei. 

Estava sentada com Clara ao meu lado, mas não podiamos ficar ali, ia me levantar quando alguém se enfiou entre as minhas pernas, é ele não desistia!

- Você dança bem - elogiou e pousou suas mãos em cada lado me encurralando ali, olhei atenta pro seu gesto e o encarei sorrindo, ele era abusado mas algo nele que me chamava atenção, eu só não sabia o que.

- Você acha? - perguntei e ele assentiu mordendo os lábios.

- Não vai me falar seu nome? - insistiu e eu neguei com a cabeça.

- Não falo com estranhos - brinquei soprando entre meus seio e depois me toquei que esse meu ato não foi legal.

- Não sou nenhum estranho, você acabou de dançar ao som da minha música - disse e eu parei analisando seu rosto mas nada me veio a mente - não me conhece mesmo? - neguei com a cabeça e ele riu de lado.

- Não sei qual é a música - isso era verdade, eu nem ligava o rádio pra não acabar ouvindo o que não queria - só gostei da batida e resolvi dançar.

- É Stitches - me disse e eu franzi o cenho, a mãe dele não gostava muito dele - é a música - me esclareceu e eu balbuciei um ah - e o meu nome é Shawn, Shanw Mendez - disse esticando uma de suas mãos e eu olhei bem antes de apertar.

- Por que estamos nos apresentando? - perguntei mas ele não desistiu, o clima que estava no ar eu só tinha sentido uma vez na vida e foi desastroso, mas ele não tirou sua mão e pegou a minha depositando um beijo e me encarando, não gostei muito dessa nossa intimidade mas apertei - Mel Lavigne - disse e ele abriu um largo sorriso por finalmente saber o meu nome. Era pra acabar ali, pronto! Ele devia apenas ir embora não ficar me olhando, ele parou por longos segundos perdendo a noção do espaço ali e com isso eu acabei analisando todo o seu rosto como ele fazia comigo, sua pele clara e um ar mais doce não angelical como... Enfim, ele se aproximou mais ainda me encarando e era estranho, desde a hora que ele se esbarrou em mim ficou me seguindo. De repende um flashback me veio a mente.

"- Você me chamou de Justin? - arqueei a sobrancelha olhando pra sua feição engraçada, revirei os olhos e fiquei de joelhos pronta pra sair dali mas ele segurou meu braço me impedindo de levantar, virei meu rosto e não foi uma boa escolha porque acabei ficando cara a cara com ele, senti que ele analisou meu rosto e seu olhar foi pra minha boca, não posso negar que a sua boca era tentadora ele passou a língua molhando os lábios e voltei a olhar pro seus olhos e ele me encarou com luxuria aproximando seu rosto do meu mais ainda, sua respiração quente batendo em meu rosto tava me deixando desnorteada e ele percebeu isso, sua mão que estava no meu braço foi subindo e foi parar na minha nuca me puxando mais pra si, algo em mim dizia não Mel isso tá errado, reage! Mas eu não conseguia, tentei me afastar mas ele segurou em minha cintura me grudando mais nele e colou seus lábios nos meus..."

Era o mesmo pedido em um olhar diferente, e eu não me permitia mais aquilo, apenas passei uma de minhas pernas e o empurrei causando um susto nele, desci do palco e antes que ele me desse chanches de passar segurou meu braço.

- Eu conheço bem como termina isso e na boa não é legal - falei segurando a minha lembrança repentina que veio, isso não devia ter acontecido, não assim não agora eu nunca consigo ir adianta enquanto ele seguiu a droga da vida eu fiquei com as cicatrizes.

- Quem te machucou? - perguntou e puta que pariu, sua pergunta me pegou em cheio.

- Ninguém, pode por favor soltar o meu braço eu preciso voltar ao trabalho - rebati nervosa e ele soltou não se abalando com o que eu disse.

- Não é o que seus olhos me dizem - falou voltando a se aproximar - e você ficou nervosa antes mesmo de me responder.

- Você é terapeuta? - perguntei nervosa andando com ele atrás.

- Não sou, por que? Você precisa? - perguntou analisando minha feição de raiva.

- Apenas dê o fora - pedi passando por trás do balcão, ele me olhou por segundos e depois saiu me fazendo espumar de ravia.

- Já vi esse filme antes - Clara murmurou ao meu lado, ela já tinha visto a tudo daqui.

- Não viaja - disse disfarçando.

- Do que estão falando? - Shér perguntou.

- Do assunto proibido - Clara respondeu me irritando.

- Para! Mas que saco - me irritei 

- O que foi aquilo? - Scott apareceu em nossa frente e eu pensei, perdi o emprego! - você nunca me disse que dançava - falou mais animado e eu soltei o ar de forma mais leve - dança bem...

- Brasileiras - Shér brincou e rimos mas eu ri de nervoso, Scott não era um chefe de elogios, se você fez algo certo fez errado e se fez algo errado toma esporro.

- Deviam ser dançarinas - sugeriu e eu ri - bom, vim avisar que faltam cinco minutos para serem liberadas - avisou saindo.

- Pensei que ia ter que implorar pra não ser demitida - Clara disse e Shér assentiu.

- Aquilo não foi nada - falei - aproveita que a boate tá fechando e vai logo Shér.

- Baw menina para de ser besta, aquele ali é Shawn Mendez e você reclamando das asas que ele arrastou pra você, queria eu uma pena dela - Shér brincou - vou jogar um charme quando for lá agora.

- Vai nessa - respondi dando de ombros - sem mais cantores em minha vida - voltei a mexer em qualquer coisa quando Clara tomou a bandeja de Shér e empurrou na minha direção.

- Vai lá Mel, tá na hora de superar as coisas - Clara me afrontou duvidando que eu ia.

- Eu vou sim - disse pegando a bandeja - e dou com o copo nas funças dele - disse saindo dali sem ver a reação delas.

Caminhei pisando firme até o camarote onde ele estava, mais dez minutos e eu já poderia ir embora, a melhor parte da minha noite era essa ainda mais quando estava ansiosa para ver Mônica, caminhei com a bandeja na mão e parei colocando o copo na mesa, Shawn me encarou mas não disse nada, o camarote se encontrava mais vazio do que eu pensava e assim que me virei pra sair escutei a cadeira se arrastar e ele correu parando na minha frente, bufei irritada.

- Me desculpe pelo o que aconteceu lá embaixo - disse e eu não poderia fazer algo diferente do que assenti, ele não mentia eu o vi essa noite mas seus olhos transmitiam verdade, eram neutros e desinibidos de cortina que me impedisse de enxergar sua alma.

- Tudo bem - falei sorrindo sem mostrar os dentes e ele assentiu olhando ao redor.

- Olha, podemos conversar - sugeriu e eu neguei com a cabeça - eu posso te convencer que não sou bem atrevido como você acha - ri de lado.

- Você é abusado! - disse num tom mais calmo e ele riu.

- É serio...

- Não posso - falei me virando pra sair mas ele segurou meu braço num tranco de leve.

- Qual é, dez minutos huh? - sugeriu, mas ele não desistia mesmo - eu sei que você já está liberada - disse me convencendo, olhei pro meu braço que ele segurava e ele soltou o mesmo, caminhei na frente pisando firme, como de costume e me sentei em uma mesa mais vazia e ao canto da boate, não queria ninguém me vendo falar com ele, que puxou uma cadeira e sentou a minha frente. Ficou longos segundos me analisando e isso me incomodou um tanto.

- Vai ficar me olhando? - perguntei e ele assentiu sorrindo e depois começou a batucar na mesa.

- Você é daqui? - neguei com a cabeça - é americana? - voltei a negar atiçando a curiosidade dele - hum... tem quantos anos? 

- Vai ficar me interrogando mesmo? - perguntei rindo, seja lá o que ele tenha, me deixou mais a vontade.

- Desculpe - levantou a mão se rendendo e eu sorri - mas é que seu tipo não é mesmo daqui.

- Ah é? E qual é o meu tipo, posso saber? - perguntei e ele soltou uma risada me fazendo o admirar.

- Não sei, mas tem algo diferente em você que chama atenção não sei se os olhos... Talvez o estilo - falou me olhando de cima a baixo.

- Você está flertando comigo? - perguntei fingindo que estava brava mas ele não ligou.

- Depende... Primeiro quero saber se não irei apanhar com isso - falou e eu ri - vai que seu namorado é bravo...

- Não namoro - respondi de cara mas me arrependi, mas o que era isso Mel? Se controla garota!

- Então esse cara, o que ele fez? - perguntou e eu me ajeitei na cadeira procurando focar em qualquer lugar menos nos seus olhos - bingo! 

- Que? - perguntei confusa.

- Ele te fez algo - falou certo do que dizia e eu me perguntei se ele era uma Mônica em versão masculina.

- Pergunta tanto de mim mas não fala de você - mudei o rumo do assunto e ele relaxou na cadeira sorrindo lindamente.

- O que quer saber de mim?

- Na verdade nada...

- Eu sou Shawn, já te disse - falou me olhando - estou produzindo um CD novo, chama-se Iluminate e bom... Talvez eu precise de novas inspirações mesmo seus olhos já sendo... - me olhou e eu fiquei o analisando por alguns segundos mas parei logo em seguida.

- Tem uns anos já - toquei no assunto e ele se mostrou curioso.

- Vocês ainda estão juntos? - ele se interessou muito e eu suspirei buscando ar e fiz uma cara derrotada.

- Não, nunca ficamos juntos - doeu falar aquilo mas era a verdade eu e Justin nunca ficamos juntos de verdade.

- Hum - falou e antes que ele me perguntasse mais alguma coisa eu pensei uma forma de fazer um resumo pra não ter que falar o que eu não queria.

- Eu e ele nos envolvemos, no inicio era pra ser coisa de uma noite mas tinha muita gente que não queria que ficassemos juntos, mas a culpa não foi de ninguém, apenas dele - falei com raiva - toda vez le ficava comigo no momento seguinte estava com alguém, no dia que me "pediu em namoro" - gesticulei me lembrando de quando ele pediu pra que eu fosse dele na banheira - ele brigou comigo e eu o peguei numa boate com uma prostituta - falei relutando contra o que eu queria dizer, mas a verdade é que no fundo eu acho que precisava falar daquilo com alguém que não fosse as meninas, alguém que não presenciou nada, eu precisava cuspir no mundo o que me magoava - logo após ele - suspirei evitando falar que ele saiu do palco pra Shawn não sacar de quem eu falava - bom, ele disse que eu era apenas mais uma que ele tinha na mão, mas ele fez isso na frente de toda a nossa equipe de trabalho - falei por fim, ele não precisava saber do resto, isso já era humilhação demais. Shawn me olhou como se ainda processasse o que eu disse e soltou um longo suspiro.

- Você merece alguém que te trate melhor - falou olhando no fundo dos meus olhos e eu soltei um longo suspiro.

- Olha esquece isso - falei agitada - eu nem sei por que eu te contei isso, é como dá no primeiro encontro - falei nervosa e ele soltou uma gargalhada.

- Você não acredita em amor a primeira vista? - perguntou brincalhão e eu deixei meu corpo relaxar mais tombei a cabeça pra trás rindo.

- Não acredito nem a prestação - falei e ele riu junto comigo, aquilo foi estranho e convidativo demais. Olhei pro relógio no meu punho e me levantei - tenho que ir - disse e ele se levantou junto comigo sendo ágil em me segurar.

- Como faço pra te ver de novo? - perguntou e eu pensei em mil respostas mas nada saiu.

- Quem sabe por ai - deixei no ar - mas eu acreditaria muito nisso - brinquei me soltando dele que segurou a minha mão.

- MEL? - Shér começou a me gritar e quando eu me virei pra ir ele ainda segurava minha mão, olhei pra ele entender que eu tinha que ir e ele soltou mas antes sussurrou no meu ouvido.

- Eu sei que posso te tratar melhor. Melhor do que ele...
 

Não respondi, continuei andando e passei reto pegando meu casaco e saindo da boate, sem olhar pra trás.

- Mel me espera - Clara gritou e eu parei - o que foi aquilo?

- Nem eu sei o que foi aquilo - respondi sincera e ela riu.

- Shér disse que ia demorar e pediu pra a gente ir na frente - assenti e caminhamos, Mônica já devia tá lá em casa, eu estava com saudades de minha amiga, ela sempre anda ocupada e quando pode vem nos ver mas isso se tornou mais raro desde quando se formou - o que ele queria com você?

- Ele quem? 

- Não se faça de desentendida Mel - Clara disse sorrindo e eu ri também.

- Nada demais - dei de ombros.

- Uma pena, ele pareceu interessado em você... - lamentou olhando minha reação mas eu não dei bola, não queria martelar mais na minha mente o que aconteceu essa noite do que já martelei. Caminhamos até a casa de Jaqui, o bom de cidade pequena é que tudo é bem perto mas o ruim é que todos se conhecem, uma vez dentre esses anos que estou aqui Justin veio em um natal, foi o assunto da cidade por meses seguidos eu me lembro bem que Mateus queria sair pra ir ao ponto turistico bem típico aqui no natal mas eu me recusei, fiquei trancada em casa apenas Jaqui e Shér sairam porque eu me neguei com medo, medo de virar em algum lugar e o encontrar.

- Vocês demoraram mais hoje - Jaqui disse ao abrir a porta, seu rosto denunciava seu sono interrompido por nós - entrem - ela disse dando passagem, caminhei por onde já imaginei e lá estava ele dormindo no sofá - pegou no sono assim que você saiu... 

- Também, uma hora ele deve se cansar de botar o terror - Clara implicou e eu e Jaqui batemos em seu braço e ela gargalhou, reclama tanto de Mateus mas adora ele.

Fiquei parada ali apenas olhando ele dormir, me perdi em devaneios por segundos e percebi o quanto ele parecia com minha mãe enquanto eu com meu pai, só de pensar que eu poderia ter tido um filho me arrepia o corpo mas de fato as vezes eu me pegava pensando como seria seu rosto, a cor dos seus olhos, o tom de sua pele e até mesmo de seu cabelo, uma mistura latina com canadense, querendo ou não um dia eu carreguei um Bieber dentro de mim mesmo que por pouco tempo.

- Vai pegar ele ou ficar pensando na morte da bizerra? - Jaqui perguntou divertida e eu sorri disfarçando e com cuidado me abaixei pegando Mateus no colo que nem se quer se mexeu. P celular de Clara tocou e eu a fuzilei com os olhos.

- Foi mal mas é Mônica - disse saindo pra atender e eu fui dar tchau a Jaqui. Ainda com Mateus no colo caminhamos até o final da rua e viramos a esquina, era ali onde moravamos e eu subi as escadadinhas com ele ainda no meu colo e sentindo um pouco de cansaço pelo salto, Clara foi na frente abrindo a porta e eu passei reto vendo Mônica so sofá, ela levantou-se e seus olhos brilharam mas antes que ela acordasse Mateus pra babar ele como sempre eu fiz sinal com minha mão meio ou muito sem jeito e caminhei o colocando em minha cama,ele tinha a dele mas o queria ali comigo gostava de dormir com ele. Do quarto eu escutava a gritaria delas e sai fechando a porta.

- Falem baixo - pedi chegando a sala.

- Ah vem cá você também - Mônica disse e se jogou em cima de mim, eu a abracei e caímos na poltrona, eu ria toda boba, estava com saudade dela, Clara achou pouco e se jogou por cima de nós fazendo eu sufocar mas não me importei e de repente era como se a nossa infância fosse ali, nós três contra o mundo. Era como se tudo congelasse, Mônica preciso sair de Los Angeles, ela recebeu uma proposta boa em New York quando eu ainda estava na BT, meses depois ela ficou decidida entre Ryan e NY, eu não falei nada até ela me perguntar o que eu achava e eu te disse que Ryan era só um namorado e NY era a carreira dela, Mônica fez o que ninguém poderia imaginar, ela terminou com ele e foi embora, terminou pra ir atrás do seu sonho mesmo sendo o mais sensato e ela sendo uma pessoa sensata eu nunca esperei isso dela!

- Tá me sufocando - falei já empurrando ela, Clara deu de bunda no chão fazendo Mônica rir, respirei fundo buscando ar - vocês estão gordas - impliquei.

- Olha só a gordinha falando de nós - Mônica disse e eu dei dedo a ela.

- Não sou gorda - rebati e Clara gargalhou implicando comigo.

- Ah... Mas está fora de forma - Mônica disse e eu fiquei puta - Sorry! - disse levantando as mãos e um silêncio se instalou entre nós, acho que automaticamente essa simples palavras remeteu a música que eu não suportava mais escutar, era pior que pôneis malditos...

- Alguém tá com fome? - Clara mudou de assunto pra aliviar o clima.

- Ah bastante - Mônica disse se jogando no sofá e ligando a TV - Clara sou visita faz algo pra eu comer.

- Tá de graça né? - perguntou e ri delas mas algo me chamou atenção, aquela voz que eu reconheceria em qualquer lugar desse mundo, aquela voz única soava na TV e eu me virei encarando, ele dava uma entrevista para uma loira. 

Engoli a seco, aquele era meu primeiro "contato" com ele, que estava diferente como da última desastrosa vez que o vi, seus cabelos longos e mais loiros, mais tatuagens mas o sorriso de menino pidão era o mesmo. Ele estava com seu estilo todo usando uma blusa cinza que estava deixando suas tatuagens de fora, Scooter estava ao seu lado quando a mulher sorriu e retomou a um assunto.

- Eu vejo pessoas apontando, dizendo o quão bom foi o trabalho que eu fiz comandando o seu retorno - Scooter disse e Justin o olhou, meu sangue ferveu ao vê-lo ali, eu ia odiar Scooter o resto da minha vida - Vou ser franco. Eu falhei por um ano e meio. Ele se fechou para fora e foi para um lugar escuro. Todos os dias eu tentei ajudá-lo a virar o jogo e todos os dias eu falhei. Eu tentei desesperadamente. A única pessoa que merece crédito por isso é o Justin.

Meu peito doeu ao escutar aqui, eu não queria, não queria isso.

- Deliga Mônica - pedi mas ela não fez, intercalou seu olhar entre Clara e eu e quando pensei em falar algumas coisa a apresentadora continuou.

- Justin preciso te dar os parabéns, What Do You Mean é  hit mais reproduzido no país - a apresentadora disse, meu peito havia se dilatado e minha pulsação não estava normal - Where Are U Know, tem... Tem algo em especial nas suas músicas, você voltou com tudo! - ela disse e ele sorriu, estava feliz pelo elogio.

- Obrigada Elen - disse rouco e eu me derreti - isso é o resultado do meu esforço, eu passei muito tempo trabalhando nesse novo álbum mas ele não é como um outro qualquer, como o nome já diz Purpose veio no momento que mais precisei de um propósito em minha vida.

- Isso foi inspirador Bieber - ela disse e ele assentiu.

- É tão difícil fazer canções significativas que fazem você querer dançar porque ela pode sair brega. No passado, eu já gravei musicas que eu não gostei, que eu não ouviria, que a gravadora estava me mandando gravar. Eu estou me auto-expressando nesse álbum – eu não posso pular os momentos que foram escuros, os que foram infelizes, o que aconteceu entre eu e minha ex-namorada. Isso torna o álbum real em vez de ‘Vamos ligar para Max Martin para te escrever uma canção de sucesso’. Eu quero que a minha música seja inspiradora. - disse e meu coração disparou com suas palavras, Justin não podia dizer aquilo, ele não devia tá ali. 

Segurei até onde deu mas eu não ia chorar, não mais por ele.

- Queria te dar os parabéns por Sorry, é o video mais visto no YouTube, o mais vendido em três continentes, o mais pedido em 26 países - a plateia fez barulho e ele sorriu - Sorry foi um meio de pedir desculpas ao mundo pela sua fase rebelde? 

- Não, foi pra uma garota - Justin disse eu eu notei que estava desconfortável, meu coração disparou e tudo por água abaixo quando ele completou - eu precisava que ela soubesse, onde quer que ela esteja, o quanto eu me arrependo e queria me desculpar pelos meus atos. 

Me levantei rápido da poltrona indo na direção do quarto quando Mônica desligou a TV, ela e Clara não me deixaram passar e eu bufei irritada.

- Não - cortei Clara que estava pronta pra falar - não quero um pio sobre nada! - falei decidida mas Mônica me encarou como se visse minha alma e disse.

- Você pode fugir de mim, de Clara, pode desligar a TV, pode correr de tudo mas... - me olhou dando um passo a minha frente - você não pode fugir do seu destino!


Notas Finais


Nunca fiquei tão insegura com um capitulo, pf me digam como ficou...
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