História Dancing On My Own - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sherlock
Personagens Dr. John Watson, Mrs. Hudson, Sherlock Holmes
Tags Jonh Watson, Jonh+sherlock, Jonhlock, Sherlock, Sherlock Holmes
Exibições 37
Palavras 4.531
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Essa é a ultima declaração que eu dou nessa fanfic.
Ouve uma mudança de planos e eu resolvi colocar um ponto final na estória.
Esse não é só o capítulo mais triste como também é o capítulo mais amorzinho, na minha opinião.
(Musica desse capítulo é What goes around comes around)
Então eu realmente espero que vocês gostem...

Capítulo 3 - What goes around comes around


Havia diversos modos de explicar o quanto o amor de Jonh e Sherlock era intenso e poderia durar a vida inteira, mas também havia diversos para falar o porque que eles não deviam ficar juntos.
E um desses diversos motivos e talvez o principal deles era a ambulância parada em frente ao 221B, na Baker Street que acabou chamando a atenção de diversas pessoas que passavam por lá mas Senhorita Hudson não estava se importando com nada daquilo, a sua única preocupação era o jovem homem que ela amava como uma mãe, aquele homem que estava inconsciente no chão de sua sala. 
O serviço de emergência chegou rápido e do mesmo modo que chegou ele foi ainda mais rápido levando junto de si não só o Sherlock como também a Sra. Hudson que tentava de todas maneiras que a sua idade permitia encontrar o brilhante Doutor Watson que esteve ali horas atrás, era claro que ela sabia o que acontecia naquele apartamento e ficava muito feliz por eles, e amava Jonh quase tanto quanto ama o mais novo dos Holmes; mas se ela tivesse que separar os dois para manter o Sherlock vivo ela era capaz de fazer.


Ei garoto 
Ela é tudo o que você queria em uma mulher? 
Você sabe que eu te dei o mundo 
Você me teve na palma da sua mão 
*

Milhares de mensagens foram enviadas e milhares de ligações foram feitas até que finalmente Jonh conseguisse sair do seu sonho acordado que quase pareceria não ter fim, ele estava em casa sentado no lindo sofá da casa que dividia com Mary, pelos o seu corpo estava ali mas os seus pensamentos estavam em outro lugar na verdade em outro alguém; e a quase meia hora ele estava ali esperando a mulher que até então era sua esposa para uma conversa que não poderia ser adiada.  
Jonh não aguentava mais o telefone tocando e quando estava pronto para atender a ligação a primeira de tantas ligações perdidas da sra. Hudson, sai uma Mary vestindo nada do quarto em que dividiam, ela estava deslumbrante como na primeira noite que tiveram juntos apos o casamento mas nada mais seria bom o suficiente depois de ver o seu Sherlock da maneira que veio ao mundo. E todo aquele momento de tensão sexual pairando na sala fez com que novamente ele se esquecesse do telefone residencial e do celular. 
- Mary, nós precisamos conversar então acho que é melhor você vestir uma roupa. -Jonh falou se remexendo no sofá tentando encontrar uma posição melhor para se manter concentrado e então começar aquela conversa. 
Mas no fim tudo que Jonh conseguiu fazer foi deixar uma Mary ainda mais excitada e necessitada do seu marido de um jeito que ele nunca seria capaz de realmente estar com ela e ela sabia disso. Jonh não havia notado mais Mary trazia duas coisas em sua mão, uma delas era uma camisinha e na outra era um par de bolas anais de metais que Jonh já se excitava só de imaginar a sensação delas geladas penetrando o seu buraco rosado que a pouco tempo já tinha sido preenchido pelo seu amante.  
Então com esses pensamentos foi automático a excitação de seu membro, que mesmo tendo acabado de ter um orgasmo muito profundo nos braços do seu Sherlock ainda conseguia se manter ereto. Jonh era assim, ele não conseguia pensar direito quando estava em um momento de excitação e Mary sabia como usar isso para conseguir o que queria. 
- Tem certeza que ainda quer conversar, ou você acha que eu posso te mostrar algumas coisas antes. -Mary falou se sentando na mesinha de centro em frente ao Jonh e abrindo suas pernas e começando a alisar sua intimidade e soltando leves gemidos.
Jonh não soube como reagir sem ser to melhor jeito que fazia, ele se colocou em cima da Mary deitando ela em cima da mesa de centro mesmo enquanto jogava tudo que estava ali em cima no chão, sem se preocupar e iria quebrar ou não.  
Mary tentou tocar os seus lábios mas Jonh desviou descendo os beijos para o pescoço da mesma enquanto que com a ajuda dela ia tirando sua calça e já se preparava para tirar a cueca quando Mary passou a mão por ali e sentiu não só o seu membro duro como a cueca ainda molhada de um orgasmo anterior.  
- Eu sei com quem foi, mas eu só quero te fazer esquecer dele hoje. 

Ela falou invertendo as posições, o que acabou fazendo com que Jonh caísse de costas no chão e imediatamente soltando um gemido de dor; mas que não importou Mary que logo se colocou em cima dele tirando sua cueca e começando a invadir ele com seu dedo indicador que entrou com facilidade. O primeiro instinto de Jonh foi gemer e começar a se mexer atrás de mais contato com o dedo.


Então, por que o amor foi embora? 
Eu simplesmente não consigo entender 
Pensei que fosse eu e você, baby 
Eu e você até o fim 
Mas acho que eu estava errado 
*

Senhora Hudson andava de um lado pro outro naquele corredor de hospital tentando achar um jeito mais eficaz de conseguir falar com Jonh, porque até aquele momento não ouve nenhum sinal de que o mesmo tinha recebido suas milhares de mensagens. Tinha horas que ela sentia as paredes brancas se fechando a sua volta, e tentando lhe matar mas ela se mantinha forte por amor ao filho. 
Ficar ali fez com que ela lembrasse de como amava aquele menino e o como queria que desse tudo certo no final, e que ele sobrevivesse a esse pesadelo e pudesse viver feliz os resto de sua vida junto com o homem que ele ama. 
- Eu só espero que você esteja realmente ocupado com uma coisa muito mais importante do que o Sherlock, por que se ele morrer e eu espero que Deus não faça isso com o meu coração, mas se isso acontecer e você não estiver ao lado dele e ao meu, você nem ao menos ouse derramar uma lagrima se quer por ele.  
Senhora Hudson falou deixando mais uma e a última mensagem de voz na caixa postal de Jonh; o seu próximo instinto foi discar para a casa do mesmo mas foi impedido por um Mycroft entrando no corredor porém ele não tinha mais aquele andar tranquilo de sempre ou olhos frios como gelo, ele agora era um homem desesperado por talvez perder o irmão . 
O seu primeiro instinto foi abraçar a pequena Senhora em busca de um pouco de conforto para o seu coração, e para sua mente que trabalhava de maneira rápida atrás de diversas formas para impedir que o irmão morresse.  
- O nosso menino vai ficar bem Senhora Hudson.


Não quero pensar sobre isso 
Não quer falar sobre isso 
Eu estou tão farto disso 
Eu não posso acreditar que está terminando dessa forma 
Tão confuso sobre isso 
Sentindo as tristezas disso 
Eu apenas não posso ficar sem você 
Diga-me, isso é justo? 
*

Mary introduziu outro dedo dentro de Jonh aumentando o ritmo neles para que trouxesse mais prazer, enquanto que com a outra mão levava as bolas até o rosto do loiro que prontamente chupou elas fazendo com que elas ficassem lubrificadas, as mesmas bolas que irem ser penetradas nele. 
Ao fundo era possível escutar o telefone do Jonh tocando, e mensagens chegando no celular da Mary; mas nenhum dos dois se deu conta de que o prazer deles poderia esperar, porque coisas maiores tinham que ser resolvidas. 
- Você não tem sido um bom marido Jonh, por isso vai sofrer com as consequências. -Mary falou tirando os seus dedos do buraco rosado de Jonh e colocando uma bola por vez dentro do mesmo, que gemeu de primeira com dor mas logo se acostumou e passou a gemer com prazer por sentir aquelas bolas geladas tentando abrir caminho pela sua passagem estreita enquanto que sentia elas se batendo lentamente. 
Mary se sentia excitada o suficiente para começar a chegar perto de ter um orgasmo, e esse seria o seu primeiro sem precisar se tocar ou sem ser penetrada; ela se levantou do chão e subindo em cima do marido colocando uma perna de cada lado de seu corpo e foi sentando em seu membro enquanto gemia de maneira alta e extravagante.  
Mesmo Jonh se deliciando de prazer ele ainda sentia que alguma coisa estava errada com o verdadeiro amor de sua vida, mas ele não conseguia deixar esse lado falar mais alto e então continuou se entregando ao prazer mesmo que fosse durar tão pouco tempo como já era esperado devia ao grande prazer que ele estava sentindo e por não ser o primeiro orgasmo do dia.  
Mary começou a rebolar de maneira prazerosa e lenta do jeito que sabia que Jonh gostava e mais causava prazer pros dois. Pobre Mary, mal sabia ela que Jonh só estava se entregando a tanto prazer por imaginar que ali sentado em seu membro era o moreno de lindos olhos azul, que ele tanto amava. Os primeiros sinais de perca de controle já chegavam no Jonh o que indicava que o seu orgasmo estava cada vez mais perto, e sua esposa ao perceber isso deixou de rebolar e passou a quicar  com maestria em seu membro de maneira forte e bruta do jeito que fazia o loiro ir ao delírio.

[...]

Depois de dois orgasmos somente naquele momento e mais o sexo que teve mais cedo naquele dia com Sherlock, causou uma grande exaustão no Jonh que já estava para se deixar levar pelo sono e dormir ali no tapete da sala onde estava deitado quando o telefone da residencia se mostrou presente, anunciando com aquela voz mecânica que mais uma mensagem havia acabado de chegar; Mary se esticou até alcançar o telefone apertando para escutar a primeira de muitas mensagens.
Jonh nem se deu ao luxo de abrir os olhos que até aquele momento estavam fechados, mas ao escutar a mensagem todo o seu cansaço se perder em meu ao desespero. 
" Jonh, onde você está? eu juro por todo o governo do qual eu faço parte, se o Sherlock meu irmão vir à morrer nesse cama de hospital e você não estiver ao lado dele segurando a sua mão, você também não vai viver mais, então eu espero pela sua vida que ele não morra hoje."


É assim que realmente vai acabar? 
É assim que diremos adeus? 
Eu devia ter desconfiado quando você apareceu 
Que você me faria chorar 
Está partindo meu coração te ver tão promíscua 
Porque sei que você está vivendo uma mentira 
Mas tudo bem, querido 
Porque com o tempo você verá 
*

Depois de ter saído para deixar a mensagem um tanto quanto assustadora no telefone residencial de Jonh, Mycroft voltou a ficar lado a lado com a Senhorita Hudson sentados naquele banco encarando aquelas paredes brancas, enquanto desejava de todo o seu coração que seu cérebro parasse pelo menos por aquele momento de pensar de maneira tão rápida em coisas absurdas, como a ideia de viver sem o irmão. 
Naquele corredor não estavam apenas uma mãe adotiva e um irmão que não demonstrava muito bem os sentimentos, naquele corredor estava uma família cheia de problemas mas ainda sim uma família que se amava acima de tudo e que não estava disposta a abandonar Sherlock sozinho. 
Mycroft pensava em muitas coisas com que ele não queria ter que se importar naquele momento, mas uma coisa era certa, ele não podia negar que o fato de que talvez ter que contar a verdadeiro aos pais sobre o que tinha acontecido com o Sherlock, assustava ele mais do que tudo. 
Jonh trabalhava naquele hospital então quando entrou correndo por aquelas portas, todos já reconheciam ele e não se preocuparam mas quem realmente conhecesse ele como Mary conhecia sabia que alguma coisa grande estava errada. Em todo o tempo que Jonh viveu ao lado de Mary não importando se fosse como namorada ou esposa, ela nunca tinha visto ele se arrumar tão rápido e sair de forma tão preocupada sem ao menos se explicar ou simplesmente olhar pra ela. 
Senhora Hudson tentou sorrir quando viu Jonh se aproximando dela mas tudo que ela conseguiu fazer foi abraçar o loiro com carinho e sentindo que ele começava a chorar de maneira desesperada como se estivesse sentindo o ar abandonar os seus pulmões e suas pernas fraquejarem. 
- O que vai acontecer com ele? Por que eu não sei se vou conseguir sobreviver sem ele em minha vida. -Jonh falou baixo mas acabou que Mycroft escutou e sua reação não foi uma das melhores. 
- Tivesse pensado nisso antes de se casar com uma mulher que nem em cem anos poderia te amar da mesma forma que meu irmão te ama, e você sabia disso mas mesmo assim resolveu se entregar pra ele e logo em seguida ainda se casar com ela, e sim eu sei daquela manhã ou você achou que esse segredinho iria ficar obscuro em seus pensamentos? Eu soube assim que vi aquelas lagrimas se formando nos olhos do Sherlock, você se casou mas ainda manteve ele por perto para aumentar esse seu ego.


Eu me lembro de tudo que você afirmou 
Você disse que estava seguindo em frente agora (agora) 
Talvez eu devesse fazer o mesmo (talvez eu devesse fazer o mesmo) 
O engraçado nisso é que 
Eu estava pronto para te dar meu nome 
Pensei que fosse eu e você, baby (baby) 
E agora, é tudo uma vergonha 
Que eu acho que estava errado 
*

Jonh sabia que Mycroft estava certo, e que todas aquelas palavras duras eram verdades que ninguém até hoje quis dizer pelo menos pra ele e agora ele tinha que segurar o peso das suas mentiras sozinho; o loiro amava Sherlock com toda sua vida mas com medo de assumir isso pra ele e passar a viver com o seu vicio que era o Holmes, resolveu se casar com a Mary mas manter Sherlock por perto era para manter seu ego alto. 
E ter que encarar tudo isso agora fez suas pernas fraquejarem novamente mas o seu choro já diminua e ele pode parar as lagrimas que insistiam em sair; ele se soltou com cuidado da Senhora Hudson depositando um beijo em sua testa e se sentando ao lado do Holmes mais velho. 
- Você está certo como sempre Mycroft. -Jonh admitiu mais uma vez, só que agora em voz alta. 
- Mas você veio para estar ao lado dele, e eu sei que não foi por causa da minha ameaça, esse seu gesto foi por amor, e no final de tudo somente o amor vai contar. -o mais velho respondeu desfazendo a cara feia pro loiro mas ainda mantendo a sua voz firme.
Não tinha mais o que ser feito ou pensamento desenvolvido, tudo que os três poderiam fazer agora era esperar que o medico trouxesse a tão esperada noticia que mudariam a vida deles.  

[...]


Não quero pensar sobre isso (não) 
Não quer falar sobre isso 
Eu estou tão farto disso 
Eu não posso acreditar que está terminando dessa forma 
Tão confuso sobre isso 
Sentindo as tristezas disso (sim) 
Eu apenas não posso ficar sem você 
Diga-me, isso é justo? 
*

E então não tinha mais volta, Jonh Watson era como uma sereia para Sherlock; só precisava de poucas palavras para ficar encantado e esquecer de tudo, mas pra essas poucas palavras acontecerem Sherlock tinha que dar algum sinal, alguma coisa com que os médicos pudessem trabalhar.
Mas então quando eles acharam não tinham mais esperança um senhor vestido de jaleco saiu do quarto do moreno, Jonh conhecia aquele Senhor como o medico responsável pelo pronto socorro. Ele se aproximou da família, e nem mesmo o mais experiente dos Holmes conseguiu decifrar se aquela cara era de indiferença por ter perdido um paciente ou de indiferença por ter salvado mais uma vida que não importava ou fazia diferença pra ele. 
Aquele médico se aproximou deles e então deu um singelo sorriso o que trouxe um momento de paz aos corações dos presentes ali. 
- Presumo que vocês sejam os parentes do Senhor Holmes, me acompanhem por favor. -ele falou fazendo com que os três seguirem ele com o coração na mão. 
Na mente da Senhora Hudson tudo que passava era qual seria a melhor maneira demonstrar para o Sherlock o quanto amava ele, e o quanto estava pronta para matar ele por ele ter feito ela passar por tudo aquilo. 
Nós pensamentos de Mycroft Holmes tudo o que passava ali era a melhor maneira de conseguir manter o irmão em segurança, de um modo que ele não tivesse problemas nem com a policia por ter porte de drogas e nem problemas com ele mesmo. Mas enquanto tudo isso acontecia, tudo que o Jonh pensava era em qual seria a melhor forma de demonstrar ao Sherlock de que ele era a unica pessoa que realmente importava em sua vida. 
Os três pensamentos eram diferentes mas ao mesmo tempo tão iguais, as três pessoas só queriam a melhor forma de amar o Sherlock seja cuidando dele, protegendo ele ou somente falando a verdade e revelando os seus segredos mais obscuros e dizer que nunca mais iria embora. Afinal essa era a verdade, todos só queriam ver o moreno com lindos olhos brilhando novamente.


É assim que realmente vai acabar? 
É assim que diremos adeus? 
Eu devia ter desconfiado quando você apareceu 
Que você me faria chorar 
Está partindo meu coração te ver ir embora 
Porque sei que você está vivendo uma mentira 
Mas tudo bem, baby 
Porque com o tempo você verá 
*

Eles pararam em frente a uma porta branca que ao lado tinha um visor de vidro feito para auxiliar na observação de casos muito graves, o medico ficou parado olhando para os três e então a emoção em seu rosto mudou para um semblante mais triste; e Jonh como medico sabia o que significava aquele olhar, somente uma pessoa poderia entrar por vez e teria que ser rápido porque o caso era complicado. 
- Somente um pode entrar, e o tempo lá dentro vai ser curto. -Jonh em sua cabeça tinha a certeza de que não conseguiria ver o seu amado sem ser pela janela de vidro, quando sentiu a Senhora Hudson colocando a mão em seu ombro de maneira carinhosa e encorajando ele de entrar ali. 
- A melhor pessoa para ve-lo nesse momento é o Jonh.

Os seus passos para dentro do quarto eram delicados e continham até medo neles, aquele medo era de ser rejeitado pela pessoa que mais amava ele, porém a mesma pessoa que iria se manter afastado para se manter protegido depois de tudo que aconteceu. Continuando em silêncio Jonh se sentou e pegou na mão do Sherlock, sentindo novamente aquela sensação de estar completo acalmou seu coração porém ao não sentir o calor da outra mão esquentar a sua, foi sua mente que não conseguiu desligar. 
- Você está em coma agora, e eu que já estive tantas vezes por trás daquela porta dizendo para os familiares conversarem com os pacientes porque iria fazer bem, já não sei se o que estou fazendo está certo ou se está funcionando, eu só queria saber se você esta me ouvindo; por que o que eu vou dizer nesse momento, não sei que conseguirei falar de novo ainda mais olhando esses seus lindos olhos azuis que tanto me tiram o ar. -ele falou sussurrando e parecia cada vez mais difícil. 
- Eu tinha tantas coisas pra falar mas parece que mais nenhuma delas vai fazer sentido ser profanada se depois delas você não voltar pra mim, então por favor volta pra mim, e eu estou aqui prometendo diante de você que eu serei só seu e não é por simplesmente ser, e sim porque é o que eu mais quero deis que te conheci. Por favor não diga que eu estou aqui te falando o quanto eu te amo e ainda sim você vai desistir de lutar, por que se essa for sua escolha saiba que eu ainda vou te amar e que minha vida nunca mais vai ser a mesma sem você. 
Jonh já estava falando a algum tempo e sabia que seu tempo ali no quarto estava acabando mas parecia que nenhuma palavra fazia o seu coração acalmar aquela palpitação que estava dominando ele, e de uma coisa ele estava certo; nem todo o seu coração foi falado, por mais que tudo aquilo fosse o que ele sentia aquela não era a verdade. 
- Eu preciso ser sincero com você, eu te amo da mesma maneira que Deus ama a sua criação mais preciosa; eu sinto vontade de te proteger da mesma maneira que um Alfa sente a necessidade de proteger a sua alcatéia;eu sinto vontade de ser pra você o mesmo que o girassol que acompanha o sol durante todo dia apanas para contemplar o quanto tu és brilhante; eu quero ser a pessoa com quem você vai dormir toda noite e pela manhã vai ser a primeira a ver você com os seus cachos ainda mais revoltados que o normal pedindo para receber um carinho, e eu quero ser a pessoa que vai fazer esse carinho. O que eu quero dizer é que, Meu Deus Sherlock, abra esses olhos e venha para os meus braços!


Não quero pensar sobre isso (não) 
Não quer falar sobre isso 
Eu estou tão farto disso 
Eu não posso acreditar que está terminando dessa forma 
Tão confuso sobre isso 
Sentindo as tristezas disso (sim) 
Eu apenas não posso ficar sem você 
Diga-me, isso é justo? 
*

E então no momento seguinte Jonh foi colocado no canto do quarto enquanto diversas pessoas entravam de maneira rápida e eficiente, como já estavam acostumadas, prontas para fazer o que fosse necessário para salvar o moreno. Mas a Senhora Hudson que acompanhou todo o momento do loiro com o seu filho sabia que aquele provavelmente foi o ultimo momento que eles teriam juntos. 
Por mais que fosse maldade pensar isso da pessoa que ela mais amava, também era errado querer deixar ele ali não sendo ele mesmo, desligar os aparelhos seria o que o Sherlock queria, porém quem estava pronto para fazer o que ele queria? 
Dentro do quarto os médicos trabalhavam rápido tentado voltar a manter Sherlock estabilizado, eles só precisavam de uma resposta do moreno mas depois de tudo que tiveram fazer para estabiliza-lo assim que ele chegou ao hospital, eles já não tinham certeza se daria para fazer de novo. 
- Vamos lá Sher, por favor não me deixe. -Jonh sussurrou baixinho se encolhendo no chão, no canto chorando de maneira silenciosa mas profunda.

Os médicos não sabiam mais o que fazer para manter ele ali com vida, o próximo passo era desistir dele; assim que a maquina que controlava os batimentos parou de fazer biep, em um impulso Jonh se levantou do canto do quarto sem nem ao menos saber como e afastou todos até poder chegar no seu amado, ele agarrou firme a mão do sherlock construindo uma bolha invisível em torno dois. 
- Você não pode me deixar, eu te proíbo de me deixar aqui sozinho, quem mais vai me ensinar a amar como se não existisse amanha? Quem mais vai me fazer ir ao céu e ao inferno com somente um piscar de olhos? Quem mais vai fazer o meu coração bater mais forte apenas segurando a minha mão? 
Jonh chorava abraçado com o corpo do moreno que depois de algum tempo iria começar a perder o seu calor natural; as palavras eram profanadas com cuidado em meio aos soluços no ouvido do maior, como se fosse um segredo importante que ele deveria ser o primeiro a saber; mas na verdade nada daquilo era um segredo. Os funcionários do hospital olhavam tudo aquilo com lagrimas nos olhos, e mesmo não sendo a primeira despedida que eles presenciavam, aquela foi com toda certeza uma das mais verdadeiras. 
- Eu não sei o que fazer sem você, eu não sei quem eu sou sem você. Como posso voltar a ser completo sem você? Viver para ser seu, é tudo o que eu sei fazer. Não vai existir tempo ruim ou desculpas para que a gente se ame. Só por favor volta pra mim...

Jonh continuava tão ali focado em imaginar o momento em que o moreno iria voltar a abrir os olhos, que nem ao menos se deu conta de que o mundo ao redor deles volta a funcionar junto com o monitor que voltava a marcar batimentos. Os médicos olhavam tudo aquilo com admiração, nunca que nenhum deles até mesmo o mais experiente já tinha visto uma cena como aquela. 
Muitos diriam que era milagre, outros diriam que foi um erro do monitor mas ainda sim, alguns iriam acreditar com todas suas forças que foi Amor que trouxe ele de volta a vida.


É assim que realmente vai acabar? 
É assim que diremos adeus? 
Eu devia ter desconfiado quando você apareceu 
(Deveria ter desconfiado) 
Que você me faria chorar 
Está partindo meu coração te ver ir embora 
(Agora está partindo meu coração) 
Porque sei que você está vivendo uma mentira 
Mas tudo bem, baby 
Porque com o tempo você verá 
*

[...]

Aquele era a primeira vez que Sherlock iria receber uma visita depois que voltou a vida, e ele diferente do que todos esperavam estava tranquilo e seu coração batia de maneira normal ou pelo menos o mais normal que era possível pra ele naquele momento; mas ao ver o loiro dono dos seus pensamentos entrando no quarto com os olhos cheios de lagrimas e um sorriso tímido no rosto ele se lembrava de cada frase dita pelo Jonh. 
Porem o que mais afetava Jonh naquele momento era que depois de tudo ele não sabia o que dizer, ou como agir perto do moreno; seu cérebro pedia para que ele corresse dali mais rápido que ele podia mas o seu coração dizia parar ele ir de encontro com o Sherlock. 
- Você com a sua mente brilhante já deve imaginar, que eu estou sem palavras e não sei como agir perto de você. -Jonh falou se aproximando do mais alto e devagar pegando em sua mão. 
- A minha mente brilhante não funciona quando você está por perto. -Sherlock responde de maneira doce e baixa, com os olhos brilhantes para o loiro, para o Seu loiro. 
- Então quer eu vá embora Sher? -Jonh falou baixo talvez com medo da resposta mas mesmo assim se aproximando e ficando a poucos centímetros da boca do outro. 
- Achei que você estava disposto a ficar comigo pelo resto da sua vida, que a gente fosse voltar a ser completos por estarmos juntos. 
- Como você sabe de tudo isso? -Jonh sussurrou rindo fraco. 
- É porque eu quero tudo isso e muito mais com você Jonh, porque você é minha droga e eu quero uma overdose de você.



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