História Dancing with darkness - Capítulo 51


Escrita por: ~ e ~darknessmin

Postado
Categorias Fairy Tail, Originais
Personagens Acnologia, Angel, Aquarius, Aries, Cana Alberona, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gemini, Gildartz, Grandeeney, Grandine, Gray Fullbuster, Happy, Igneel, Jackal, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Laxus Dreyar, Layla Heartfilia, Leon, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Loki, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Mavis Vermilion, Metallicana, Minerva Orland, Mirajane Strauss, Nashi Dragneel, Natsu Dragneel, Pantherlily, Rogue Cheney, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Wendy Marvell, Yukino Aguria, Zeref
Tags Acnologia, Acnyra, Chloe, Fairy Tail, Jenniffer, Kaiyra, Kalem, Kaloe, Koryn, Rogue, Ronniffer, Sting, Stinyn
Exibições 12
Palavras 2.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Esporte, Fantasia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero estejam preparados! Está chegando o grande dia!

Meu computador foi consertado, ou seja, os capítulo passarão a ser escritos e desenvolvidos no computador a partir de hoje! Eu escrevia pelo celular e meu bloquinho de notas ficava apagando os capítulos, por isso a constante demora para a atualização da fic.

Então, eu vos entrego esse capítulo fresquinho e essa boa notícia!

Boa leitura! <3

Capítulo 51 - 5° dia


No dia seguinte, eram seis e meia da manhã e todos ainda estavam dormindo. Exceto Sting e Rogue, que estavam na parte de trás da casa, no jardim, sentados no chão e olhando para o céu.

– ... Você tá sentindo falta dela – disse Sting, após um tempo em completo silêncio.

Rogue suspirou. – ... Mais do que eu esperava. Dói saber que ela não tá aqui, sabe? Dói saber que ela... Ela me pediu para...

– Ei, cara... Ela não vai morrer – o loiro falou, pisando algumas vezes, ainda olhando para o céu.

Novamente, Rogue suspirou.

O moreno, ainda olhando para o céu, começou a se lembrar do momento em que viu Jenniffer na Sabertooth, pela primeira vez.

Aquela garota, com apenas treze anos, mexeu com seu coração de um jeito tão intenso e pesado... E ao mesmo tempo tão sincero e puro.

Foi como amor a primeira vista.

A pele pálida dela, os lábios vermelhos e aqueles incríveis olhos com cores tão difíceis de decifrar, mesmo que perto. As curvas das maçãs de seu rosto, as bochechas rosadas e as sardas em seu nariz e topo das bochechas. As sobrancelhas incríveis e cílios tão incrivelmente perfeitos e longos. Seu longo cabelo preso, seus ombros, suas mãos, sua clavícula, seus dedos, seu pescoço. Tudo.

E seu corpo.

Ele não falou com ela durante aqueles três anos que se passaram na Sabertooth. Ele não se apresentou, não conversou, não disse "oi". Ele só a observava.

Ele só a desejava.

– Sting... – ele chamou. – Eu amo a Jenniffer.

O loiro riu baixo. – Desde o primeiro dia na Sabertooth, certo?

Rogue assentiu. – Sabe... Eu fiquei ensaiando mil coisas sobre ela na frente do espelho. Gravei a porra do som da risada dela na cabeça, porque é como musica. O que eu posso dizer, cara? Ela tem uma risada incrível.

Sting riu, concordando com o amigo.

– E sem querer ser um babaca, mas ela tem tudo pra ser perfeita – admitiu Rogue, mordendo levemente o lábio inferior. – Talvez ela realmente seja, e eu não percebi. Ou percebi e não sei... Eu só... Não consigo imaginar a minha vida sem aquela garota.

– Seu gay.

– É sério, porra! – o moreno falou, tentando se defender. – O foda é que ela me rende ressaca, insônia e soco no estomago. E todo dia eu tô lá, na frente do espelho, fazendo meu ensaio sobre ela. Porque nada me tira da cabeça que ela fez alguma coisa pra me prender. Porque ela consegue ter todos os defeitos do mundo, e ser toda feita de qualidades. Ela é louca. E é uma loucura que, puta merda, me faz querer ser louco junto!

Sting riu alto, imaginando a cena em que Rogue e Jenniffer agiam como dois insanos.

– ... Mas agora? Eu não sei... Eu só... Só precisava ter ela... – ele deixou escapar, suspirando em seguida. – Ela é a garota mais forte que eu já conheci... Eu não consigo acreditar que ela...

– Porra, Rogue! Ela não morreu! – disse Sting, perdendo a paciência. – E ela não vai morrer! Entendeu? Agora para de ser viado e vamos entrar, tô faminto!

Rogue revirou os olhos e se levantou, indo para dentro da casa juntamente com Sting, que continuava a chamar o amigo de "viado" e "gay" e outras coisas.

Eles foram até a cozinha e se depararam com Koryn e Lucy conversando. A loira estava sentada numa cadeira, com uma caneca na mão direita e a mão esquerda estava sob sua barriga. Koryn estava comendo um sanduíche e bebendo um copo cheio de refrigerante.

– Bom dia – disse Lucy, vendo os rapazes adentrarem a cozinha.

– Bom – disse Rogue, puxando a cadeira para se sentar.

Sting foi até Koryn e depositou um beijo em sua testa, se afastando rapidamente ao pegar seu sanduíche e sair correndo.

– EI! – ela berrou e correu atrás dele, tentando recuperar sua comida.

Lucy e Rogue apenas riram, e praticamente ignoraram a presença de Natsu e Zeref, que acabaram de adentrar a cozinha.

– Bom dia, querida – disse Natsu, beijando o topo da cabeça de Lucy, que apenas acenou pra ele. – Nossa.

Zeref riu alto e começou a preparar seu café, com os pensamentos completamente longe daquela casa e de todos que estavam nela.

Seus pensamentos estavam em uma baixinha.

Loira.

De belas orbes verdes.

E uma incrível pele tão branquinha e levemente avermelhada ao mesmo tempo.

O moreno sorria enquanto fazia seu sanduíche, o que não passou despercebido por Natsu e Rogue. Lucy continuou comendo, ainda ignorando o amado e o cunhado.

– Zeref? – disse Rogue, segurando o riso. – Tá tudo bem, cara?

– Ele tá pensando na namoradinha dele – disse Natsu, dando ênfase em 'namoradinha'.

Zeref engoliu em seco, virando-se para os rapazes, que ainda seguravam o riso.

– Ela tem quantos anos mesmo? – Rogue riu abafadamente.

Zeref serrou os punhos, fazendo suas veias saltarem.

– Ah, seu irmãozinho ficou chateado – Rogue zombou, rindo da cara que Zeref fazia.

Natsu apenas revirou os olhos. – Zeref, sem viadagem, por favor! Todos sabem que essa garota ainda é uma criança e...

– Mavis... O nome dela, é Mavis – disse Zeref, duro e com um olhar sério. - E ela não é uma criança.

– Ah, desculpe – Rogue ironizou, se levantando da cadeira, com as mãos no bolso da calça de moletom. – Sua criança não gosta... Opa, namorada.

Zeref rangeu os dentes. – Eu já disse que o nome del...

– Ninguém aqui é surdo – Rogue o interrompeu, passando a mão pelos cabelos, bagunçando-os.

Lucy fingiu não prestar atenção e continuou comendo, mas olhava de relance para o cunhado, que tentava não perder a calma.

– Escuta aqui, Rogue... Não é porque a sua namoradinha não está aqui que você vai começar a insultar a minha! – Zeref cuspiu as palavras na cara de Rogue, que imediatamente franziu o cenho e serrou os punhos. – Você não tem esse direito! Você é realmente um babaca, e eu não faço ideia de como a Jenniffer te aguentou por tanto tempo.

Aconteceu tão rápido que ninguém teve reação. Dentro de segundos, o punho de Rogue esmurrou o rosto de Zeref, fazendo-o cambalear para trás e cair no chão, com o moreno por cima de si, desferindo socos em seu rosto e peito. Zeref tentava desviar, mas a raiva que Rogue estava sentindo não permitia que nada o parasse.

– Parem com isso!

Lucy gritou para que a briga parasse, mas não adiantou. Natsu tentou separá-los mas acabou sendo acertado no rosto, caindo para trás, aos pés de Lucy.

Então, em uma fração de segundos, Zeref inverteu as posições e ficou por cima de Rogue, esmurrando seu maxilar.

– PAREM! PAREM COM ISSO!

Os gritos de Lucy atraíram todos da casa, que apareceram correndo na cozinha. Sting e Gray foram os primeiros a aparecer, seguidos de Jellal e Erza. Os quatro foram separar os dois morenos que se esmurravam sem pena.

Jellal e Gray puxaram Zeref de cima de Rogue, arrastando-o para mais longe. Sting e Erza ergueram Rogue, que se debateu para atacar Zeref novamente.

– PAREM! – Alice chegou na cozinha, berrando. – O QUE PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO?!

Rogue rosnou e voltou a se debater, mas Sting o segurou com mais força. Erza, com dificuldade, segurou o braço do moreno fortemente.

– Me solta, eu vou acabar com esse merda! – Rogue rosnou, acertando Sting no peito com o cotovelo e empurrando Erza, finalmente se soltando de ambos.

Zeref franziu o cenho quando Rogue se aproximou, rápido demais para desviar e forte demais para não cair, e o garoto já estava caído por cima de Gray e Jellal.

Rogue se ergueu, passando a mão pela testa, que suava. Zeref passou a mão pelo lábio inferior, que sangrava bem no canto, e riu ironicamente, se colocando de pé em seguida.

Quando ele estava prestes a atacar, Alice entrou no meio dos dois, ignorando completamente o perigo de estar ali.

– Se vocês brigarem de novo, eu juro, mas eu juro que acerto a cabeça dos dois! – ela falou, formando um mini tornado em ambas as mãos, cada uma apontando para o rosto dos morenos. – Saíam dessa cozinha, os dois. Se eu os vir brigando, vou acertar os dois.

Rogue abriu a boca para falar algo, mas desistiu, cruzando os braços em seguida. Zeref revirou os olhos e saiu da cozinha cambaleando levemente, empurrando as garotas que estavam paradas no arco daquela cozinha. 

Alice olhou indignada para Rogue, analisando com cautela cada músculo do rosto dele. Ele contraía o maxilar com força e algumas veias em seu pescoço ameaçavam querer saltar do mesmo. Seus braços cruzados davam certo destaque aos músculos e veias que contornavam seu antebraço, a camisa branca que usava marcavam os rígidos músculos de suas costas e peitoral. Seus lábios estavam pressionados numa linha fina e suas bochechas estavam levemente coradas, não de vergonha, mas de raiva.

– ... Rogue, posso falar com você? – disse Kaiyra, um pouco apreensiva em relação à reação do amigo.  

Ele assentiu com a cabeça e saiu da cozinha pela porta dos fundos, indo até o jardim, mas continuou de pé. Kaiyra, ainda na cozinha, apenas olhou para os amigos e suspirou.

– Alguém vá ver Zeref, por favor – pediu calmamente, indo atrás do amigo que a esperava no jardim.

Sting e Natsu suspiraram e foram atrás de Zeref, enquanto Erza ajudava Jellal a se levantar e Juvia ajudava Gray. Alice respirou fundo, sentindo seus olhos marejarem e, mais do que imediatamente, Lucy foi até a pequena e a abraçou.

– Vai ficar tudo bem.

Alice assentiu para a loira, se separando do abraço e saindo da cozinha sem nem mesmo olhar para trás, já chorando. Lucy passou a mão na barriga e, com a ajuda de Chloe, que antes estava apenas olhando a confusão, se sentou na cadeira.

No lado de fora, Kaiyra estava a poucos passos atrás de Rogue, e ela realmente não ousou se aproximar. Ele ainda estava fora de si, precisava relaxar. O moreno inspirou e expirou repetidas vezes, mas ainda sim seu corpo parecia querer matar. Enormes manchas negras cobriam completamente seus braços até a altura do bíceps, e uma sombra negra envolvia seu corpo. Kaiyra não ousou se aproximar.

– ... Rogue? – ela chamou, cruzando os braços.

Ele ficou quieto.

– Rogue... Por favor, fale comigo – pediu novamente, ainda sem resposta. – Ao menos me ouça então. Rogue, escute bem... Você precisa aprender a controlar sua raiva.  Quando a Mineika aparecer, e ela virá, se você perder o controle... Não só vai ferir o corpo da Jenniffer, como também irá machucar a todos que estiverem a sua volta. Eu... Eu não consigo me aproximar de você, Rogue. Sua magia... Ela não tem controle. Você não tem controle.

Então, o moreno olhou Kaiyra por cima do ombro, percebendo o quão distante ela estava. Sentindo o olhar dele sobre si, Kaiyra parou de falar. Não movia um músculo sequer, apenas respirava rapidamente, como se estivesse ofegando, mas era medo. Apenas medo.

– Eu não tenho controle? – ele riu, virando-se para ela. – Tem certeza disso?

Kaiyra engoliu em seco. – Sim, eu tenho. Você não tem controle. A prova disso é bem clara.

As manchas começavam a se espalhar rapidamente, chegando à altura do pescoço de Rogue.

– E qual seria essa prova, Kaiyra? – Rogue andou na direção dela e começou a rodeá-la, como um predador rodeia sua presa.

A ruiva se arrepiou por completo, mas se manteve firme. – Você não teve controle nem para salvar a Jenniffer.

Como um choque, o moreno parou de andar. Seus olhos se arregalaram e seus punhos se fecharam numa força que ele nem sabia que possuía. Ele olhou furiosamente para a nuca de Kaiyra, mirando o golpe certeiro que quebraria seu pescoço e coluna.

Os olhos da ruiva marejaram, mas, ainda sim, ela se manteve firme. Ela se preparou para receber o golpe.

Quando o punho de Rogue chegou a milímetros de sua nuca, ele parou. Um leve vento tocou a nuca da ruiva por conta da força que o moreno aplicava naquele soco. Ainda sim, Kaiyra não se moveu.

– ... Eu sei.

A voz de Rogue alcançou seus ouvidos como um tiro, deixando-a meio zonza.

– Não preciso que me lembre o quão fraco eu fui quando Jenniffer foi levada – ele falou, abaixando a cabeça, andou dois passos para trás e se virou para ir embora;

Quando Kaiyra teve certeza que ele estava longe, finalmente, se permitiu chorar. Ela caiu de joelhos na grama, de olhos fechados e com a mão na barriga, pressionando a mesma que tanto doía. Quando ela abriu os olhos, reparou que o verde ao seu redor estava morto, com uma espécie de pó negro em cima do que restou da grama.

Sem pensar direito, ela tocou o pó, percebendo o quão quente estava, mas não queimou sua mão. Estranhando, ela se aproximou para sentir o cheiro, se arrependendo logo depois.

Fedia a algo pútrido. Fedia a algo podre.

Fedia como um cadáver.

[...]

Horas mais tarde, dentro da casa, Chloe e Kalem estavam na sala, juntamente com Koryn e Sting. A loira estava deitada com a cabeça nas coxas de Kalem, que mexia em seu cabelo e ria de algo bobo que ela havia falado.

Koryn tentava ganhar Sting no pedra, papel e tesoura, mas não conseguia. – PORRA! ME DEIXA GANHAR, CARALHO!

Sting riu alto, se jogando para trás enquanto gargalhava. Koryn revirou os olhos e acertou um tapa na coxa dele, mas não foi forte o suficiente, o que fez o rapaz rir ainda mais. Revoltada, Koryn fez menção de se levantar, mas Sting a impediu segurando seu pulso e a puxando para si. Ela caiu por cima dele, com os cotovelos apoiados no chão e os seios sendo esmagados contra o peitoral dele.

– Você é linda, sabia? – ele falou, colocando uma mecha do cabelo dela para trás de sua orelha.

– Lindo, é você – ela falou, sorrindo de canto. – Eu sou maravilhosa.

Sting riu baixo. – Te amo, gorda.

– Eu também te amo, puta – ela falou, com um belo sorriso nos lábios, e se esticou para dar um selinho no loiro.

Kalem, que estava sentado no sofá com a namorada em suas pernas, olhou de relance para a irmã, sorrindo internamente por ela estar feliz. Mesmo sem Jenniffer ali, ele podia ver que Sting ainda fazia Koryn feliz. Ele ainda fazia a menina sorrir.

– ... Então, casal vinte? – Kalem falou, com um sorriso de canto. – A gente não vai treinar mais?

Sting suspirou e negou com a cabeça, acariciando as costas de Koryn por debaixo da blusa. Chloe suspirou pesado e olhou para Kalem, obervando as pequenas mechas de cabelo esverdeadas que ele tinha um pouco acima da nuca e acima das orelhas.

– Ei, verdinho – a loira o chamou, fazendo-o olhar em seus olhos. – Te amo.

Kalem sorriu. – Também te amo, pequena.

Ele se inclinou para beijá-la na testa.

No quarto de Jenniffer, Alice estava sentada na cama de casal da irmã, que estava forrada com um belíssimo e simples lençol branco. O edredom preto estava dobrado cuidadosamente na ponta da cama, e atrás de Alice estavam dois travesseiros com fronhas branca, cuidadosamente arrumados.

A pequena olhava para as mãos, que estavam feridas por conta da magia ainda não dominada, com o pensamento em sua irmã, desaparecida há quase uma semana. Ela só conseguia pensar que sua irmã estava sofrendo, implorando por socorro. Ela só conseguia imaginar que Jenniffer estava sendo torturada, machucada, violentada... Ou até mesmo morta.

Alice só conseguia pensar no pior. Ela conseguia ouvir os gritos da irmã em seus sonhos, os pedidos de ajuda que ninguém ouvia. As lágrimas que rolavam dos olhos de Jenniffer e caíam pelo seu corpo mutilado e sangrando.

– Não... Por favor, não – ela falou baixinho, enterrando a mão em seus cabelos, negando com a cabeça. – Deus, por favor... Não permita que ela esteja morta, por favor... Eu sei que nunca fui uma garota de fé ou algo do tipo... Mas por favor, não deixe-a morrer!

As lágrimas quentes já rolavam pelo seu rosto, caindo na cama, molhando o fino lençol.

Foi quando Lucy entrou no quarto, apoiando-se na parede, com uma das mãos sob a barriga. Ela viu Alice murmurar alguma coisa e negar com a cabeça, então, resolveu se aproximar da menina.

– Alice? – chamou, mas a menina não lhe ouviu, apenas continuou murmurando e negando diversas vezes com a cabeça. – Alice.

Sem resposta.

– Alice!

Então, a garota se virou bruscamente para Lucy, olhando-a de olhos arregalados.

– Você tá bem? – Lucy perguntou, preocupada.

Alice piscou algumas vezes antes de assentir com a cabeça, ainda meio atordoada. – Lucy? O que está fazendo aqui em cima?! Você precisa repousar!

A loira riu baixo. – Eu vim cuidar de você. Sua irmã iria querer isso.

Alice então olhou para Lucy e não hesitou em se jogar nos braços da loira, a abraçando e chorando. Lucy sorriu tristemente e se sentou na cama, com Alice deitada em sua coxa, ainda chorando.

Shhh... Pode chorar, pequena... – disse Lucy, com os olhos marejados. – Bota tudo pra fora, meu amor... Vai ficar tudo bem, é uma promessa.

Alice assentiu, ainda aos prantos, acariciando levemente a barriga da loira.

Natsu observava as duas da porta, entristecido pelo estado de Alice. Sua melhor amiga estava em perigo, e eles não podiam fazer nada além de esperar. 


Notas Finais


Até o próximo! o/


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