História Dandelion - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Jungkook, Rap Monster, V
Tags Família, Fluffy, Hybrid!au, Hybrid!jin, Namjin, Taekook, Vkook
Exibições 221
Palavras 1.694
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Você já causou problemas que cheguem


"Quietinhos os dois." - O homem pronunciara. Com ajuda do colega, retirara os jovens namorados da viatura policial, os pressionando de forma bruta contra a chaparia do carro; os dois verificando se as algemas estavam realmente bem fechadas. 

"Ai!"

"Então! Não vai magoar meu namorado, cuidadinho aí." - V bufara, remexendo-se inquieto contra aquele que o prendera. Ele e Jeongguk teriam de aprender a lidar com as consequências dos seus atos. Pichar muros ainda era, de certa forma, ilegal. V tentara contra-argumentar dizendo que a arte também fazia parte dos seus direitos, era liberdade de expressão afinal. Só servira para o agente destacado para patrulhar o bairro, o senhor Im, bufar e chamar-lhes de pequenos delinquentes. 

Foram encaminhados para a delegacia, onde, por ser um delito menor, passariam ao menos algumas horas literalmente presos numa cela. 

Jeongguk parara de sorrir ao notar que o que fizera era mais grave do que os sorrisos do seu hyung diziam. Sussurrava de vez em quando que se acalmasse. Mas Guk sabia que mal seus pais fossem notificados, ficaria de castigo até a sua vigésima quinta geração. Aish.

"Namoradinho... Que pensasses isso antes de decidir que as paredes são um bom sítio para desenhar corações. Romântico, mas inadequado." - O agente Im assentira sozinho, balançando negativamente a cabeça de seguida. Estava perdendo o foco. "Vamos, andem. Ainda temos muito que conversar." - O homem agarrava V pelo braço e o seu colega de posto fazia o mesmo com o Kim mais novo, os carregando penosamente para dentro do edifício. 

Logo de início os adolescentes notaram como as coisas eram apressadas por aí. As pessoas não paravam. O lugar tinha um cheiro aparentemente típico de café e cigarro. O barulho eram dos telefones que chamavam e das falarias altas, já que, as mesas de trabalho eram divididas por paredes baixinhas. 

Ninguém parecera aperceber-se a presença dos dois aí. O que intimidara Jeongguk e deixara V mais calmo. 

"Fiquem aí." - O agente Im permitira-lhes sentar ao pé de um telefone fixo, ainda algemados. "Eu vou chamar o delegado." - E saíra. 

Kim fora invadido por uma vontade colossal de chorar, então as lágrimas silenciosas saiam sozinhas, repassando mentalmente o quão errado ele tinha sido. De como seus pais estariam desiludidos mas principalmente preocupados. A essa altura já teriam notado pelo seu desaparecimento. Julgou que se não tivesse fugido, estaria sentado a volta da mesinha da sala, após um jantar delicioso feito por seu pai com orelhas e rabinho de gato ao que possivelmente os três estariam jogando Uno. Ou deitado na cama dos pais, com ele e o loiro conversando com sua irmãzinha que sequer iria ver nascer. Seus pais ficariam tão desiludidos que certamente o deixariam ficar aí para sempre. Um lugar onde ninguém parecia importar-se com ele. 

Jeongguk encolhera-se ao pé de V, deixando que um choro angustiado lhe sacudisse por inteiro. O namorado preocupara-se, mas, tendo as mãos atadas, não conseguiria consolar o outro.  

"Amor... Não chores. Nós vamos conseguir sair dessa. Vai tudo dar certo."

"Como, V? Como? Se ninguém sabe que estamos aqui?" - O mais velho suspirara, entrando em pânico pela primeira vez. Kang era o outro agente destacado para a ronda da noite, o que trouxera o casal junto de Im. Já tinha passado por isso. A cena fizera-lhe sorrir de forma triste mas nostálgica. Afinal, a sua adolescência não fora muito diferente. Kang era visivelmente mais novo que Im e parecera sensibilizar-se com o que se desenrolara a frente de si - já que ficara para controlar os dois -: V tentava da melhor forma possível acalmar Jeongguk, sussurrando o que ele julgara serem palavras de conforto e deixando todo o seu rosto. O mais novo somente assentia, não deixando de chorar. 

Kang suspirara, descruzando os braços. Endireitara o coldre, aproximando-se dos dois. 

"Hey garotos." - Voltara a vestir sua pose de homem durão. Sua voz firme conseguira a atenção dos dois. "Vocês têm direito a uma chamada, sabem? Têm como ligar a alguém para que vos venham buscar?" - V olhara para o mais novo, que assentira minimamente. Então o mais velho suspirara.

"Sim..."

"Eu só preciso da vossa identificação."

"Eu esqueci minha carteira em casa." - Jeongguk balbuciara. 

"A minha está aqui." - O mais velho levantara, virando-se para o policial, que retirara a carteira do seu bolso traseiro. O homem, ainda com a sua pose de durão, focou-se somente no bilhete que continha todas as informações pessoais daquele jovem adulto. V lhe parecera ser uma pessoa muito séria (apesar de ter as tatuagens pelo pescoço e o cabelo roxo.) V lhe inspirava seriedade. Estava arcando com as consequências dos seus atos. E ao mesmo tempo sendo forte pelo namorado.

"Kim TaeHyung. Dezassete." 

"Sim senhor." 

"Você tem o contato dos seus pais em mente?"

"Embora eu duvide muito que eles atendam..." - V ou TaeHyung suspirara. O mais velho dispôs uma folha de papel e uma caneta, anotando muito rapidamente o número que o jovem foi ditando suavemente. 

"E você, meu jovem?"

"Ki-Kim Jeongguk." - Fungara. 

O senhor Kang suspirara assentindo ao que balbuciara algo sobre ver o que poderia fazer. 

Não tardou para que o senhor Im aparecesse. Tinha um sorriso presunçoso no rosto e notificara que a decisão do delegado fora que devia deixar que os jovens procurassem comodidade em uma de suas celas já que passariam a noite na delegacia. 

TaeHyung massageara os pulsos ao sentir-se liberto novamente, não tardando a puxar o mais novo para um abraço. Os olhos de Jeongguk estavam molhados, vermelhos. Assim como a pontinha do seu nariz. O mais velho deixara que aquela aperto passassem nem que fosse um pouco da sua confiança quebrada para o mais novo. Sabia o que aquilo significava para Jeongguk. Envolvia mais que reputação escolar. Colocara em risco a sua relação com os pais para vê-lo. TaeHyung sentira-se extremamente culpado. 

"Kookie, olha para mim." - TaeHyung fungara, permitindo-se também chorar. Era como estivessem compartilhando dor. Não nos esqueçamos do senhor Im que batia o pé no chão impaciente. Eles teriam de ir para cela o mais breve possível. "Kookie. Desculpa, por favor, desculpa. Vai tudo correr bem, eu prometo." - O hyung enxugara suas lágrimas, beijando brevemente a testa do namorado. Engatariam outro abraço se Jeongguk não tivesse ouvido seu nome ser chamado com preocupação. A voz familiar redirecionando-o para atrás de si mesmo. Seu pai tinha os olhos encharcados também. Sua mão sobre a boca tremia. Jin escondera o rosto no peito de NamJoon. Que, consequentemente, abafara seus soluços. Estava feliz por ter encontrado a cria, mas triste pelas circunstâncias em que isso acontecera. Não tardara muito para que o agente Kang juntar-se a cena, com o semblante de homem durão substituído pela preocupação. 

Assim como todo aquele escritório que sentira a atmosfera pesar um bocadinho.

"Pa-papai?" 

"Jeongguk." 

"Papai!" - O mais novo lembrara-se somente de correr ao encontro do mais velho, que o abraça apertado. Quando desfizeram o abraço, o olhar de NamJoon pesara sobre si. 

"Pai, eu-"

"Eu espero que estejas consciente do que fizeste, Jeongguk." - Nunca antes usara aquele tom de voz consigo. Não estava alterado, muito menos zangado. NamJoon estava somente... Decepcionado. E para Jeongguk isso era pior que todos os castigos do mundo que poderia receber. 

"Pai, eu não -"

"Eu liguei para os pais da HaiLin. Incrivelmente, eles não sabiam da festa inexistente que a filha organizara dentro da própria casa." - Falava o olhando tristemente. Jeongguk recuara três passos, abaixando a cabeça. Restou aos outros presenciarem o sermão que o moreno dava ao filho. "E  eu não sei o que é o pior; mentir, desobedecer seus pais e fugir de casa para te encontrares com um garoto, Jeongguk?!" - Sua voz subindo uns quartos. O que parecera ter desencadeado outra secção de choros no marido. NamJoon o abraça pela cintura. "Tu tens noção do quão eu fiquei preocupado contigo? Do teu pai? Não sabe que essa tremenda carga emocional pode fazer mal a sua irmã?! Que merda, Jeongguk! Não foi assim que te eduquei. Não foi assim! O que está faltando para você, hm? O que falta?! Você tem tudo, tudo! Porque tem que agir de maneira tão... Ingrata...? E em troca de quê?! De acabar sendo preso por estar pichando muros por aí?!" - O homem estava se alterando. A ponto de que já não era somente Jin quem chorava, mas o seu filho também. Jeongguk abraçara o próprio corpo, soluçando silenciosamente. TaeHyung sentira um aperto no coração. Kang um nervosismo crescente e Im estava concordando com NamJoon com acenos de cabeça. A sociedade andava toda virada do avesso mesmo! 

"Papai eu juro que eu não quis -" - Jeongguk arregalara os olhos ao que o som do estalo ainda ia ressonando pela recepção silenciosa pela cena que transcorria: Jin havia, pela primeira vez, levantando a mão ao filho. Jeongguk levara a ponta dos dígitos a bochecha agora dolorida, descrente. Jin enxugara suas lágrimas, tentando colocar certa firmeza na voz. 

"Ca-cale a boca, Jeongguk. Você já causou problemas que cheguem." - Voltou as costas para o filho, caminhando para a porta de saída. NamJoon meneara a cabeça negativamente. 

"Em casa a gente conversa melhor. P'ro carro, agora." - Jeongguk ainda estava estático. "Anda! -"

"Senhor Kim." - TaeHyung atrevera-se a intervir. NamJoon o encarara fazendo pouco caso, parando para ouvir o que o rapaz teria a dizer. "Senhor Kim, por favor não castigue o Jeongguk por algo que foi inteiramente culpa minha! Ele fugiu de casa para vir ter comigo. E eu peço perdão por isso. Nunca foi nossa intenção termos de acabar aqui. Jeongguk estava estressado e nós só nos queríamos divertir um pouco." - Finalizara, olhando diretamente nos olhos do namorado, que o encara incrédulo. Viu um sorriso mínimo nascer nos lábios do Kim, que tratara de o desfazer, respondendo enfim. 

"Eu sei que você é um bom garoto, rapaz. Pena ter-te encontrado nestas circunstâncias. Vá para casa e descanse. Outro dia conversaremos melhor." - Jeongguk suspirara ao sentir o pai puxá-lo para fora da delegacia, sem não antes sorrir para o "tudo vai ficar bem, eu te amo" que TaeHyung sibilara. Jeongguk suspirou.


Notas Finais


Eu sou um monstro :(
Eu to meio deprê, desculpem o cap.
E leiam a Flor de Cerejeira. Nunca vos pedi nada :(
A gente se vê :)


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