História Danganronpa - A Vida na Cidade do Assassinato Mutuo - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Danganronpa The Animation
Tags Danganronpa
Visualizações 35
Palavras 2.346
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Monakuma ou Monokuma? Eis a Questão (Dias Abnormais)


— Vamos começar com uma simples explicação do Julgamento de Classe! — Monokuma, sentado em seu trono, anuncia — Durante o Julgamento de Classe, terão que argumentar e decidir quem foi o culpado. Se decidirem votar na pessoa certa, apenas ela será executada! — Ele cobre sua boca com as mãos enquanto dá uma risada maléfica, mas se recompõe facilmente.

— Vamos começar com minha maior duvida sobre esse caso! — Farlley inicia a discussão — Okay, todos sabemos que o machado matou Ícaro e Mikael, e Ícaro até dá pra matar. Mas... Como alguém conseguiu matar Mikael?

— Boa pergunta! Mikael é muito forte e tem reflexos incríveis por culpa de seu talento, matar ele seria um desafio! — Bianca explica, olhando para o retrato de Mikael.

— Talvez aconteceu a mesma coisa que com John — Thiago sugere — Troca-troca de armas! Podem ter envenenado Mikael e Ícaro e depois deram machadas neles!

— Faz sentido! Tinha muitos venenos de rato no armazém! — Bianca concorda.

— Não! O Arquivo Monokuma diz que a arma foi o machado! Não temos duvidas sobre isso! — Milly declara — Além disso, não tinha nada indicando que os venenos foram usados...

— Ah, eu achei que tinha falado algo inteligente! — Thiago grunhe, cruzando os braços.

— Você nunca vai dizer nada inteligente com esse cérebro de merda! — Ian caçoa, com um riso malicioso — Mas a morte de Mikael não aconteceria sem algo na cena do crime, algo que é bem visível.

— Você quer dizer, o “Suco Monokuma”? — Carla pensa, conectando os pontos — De uma maneira, aquilo poderia ter sido usado, era só colocar tranquilizantes ou calmantes e Mikael iria ficar fraco em questão de segundos! Se ele estivesse inconsciente, não teria como se defender!

— Eu acho que tenho como apoiar sua teoria — Bianca acrescenta — O suco tinha um cheiro próprio, mas ainda sim era fácil reconhecer que havia tranquilizantes na mistura! Eu sempre uso ele nos meus clientes!

— Então quer dizer que Mikael bebeu o suco? Por que seria idiota o suficiente pra fazer isso? — Thierry contesta, mas não demora muito pra Raíssa formular sua resposta.

— Olha, sua segunda pergunta não sei responder. Mas o suco estava quase pela metade, alguém bebeu, de certeza!

— E se não pode ter sido o assassino — Thiago contempla —, foi Mikael ou Ícaro!

— Foi Mikael, não vejo pra que fariam algo assim pra Ícaro! — Farlley realiza, colocando seu dedo indicador no queixo — Ele não é exatamente fraco, mas não tem reflexos e uma machadada iria derrubar ele na hora!

— Então, tecnicamente, Mikael era o alvo principal? — Raíssa questiona — Mas... Pra que matar Ícaro, afinal?

— É, não faz muito sentido! Pra escapar, você só tem que matar um! Matar dois parece muito complicado pra alguém com poucos recursos e tempo! — Carla cruza seus braços.

— Nyehehehehehehehe! Por isso vocês são burros... — Ian caçoa novamente, resumindo sua risada maliciosa — Vocês não entendem que a lição dos Julgamentos de Classe é que nenhum crime é perfeito! Todos esses assassinos idiotas deixam um montão de sujeira dos seus crimes ruins!

— O que tá tentando dizer, afinal? — Milly o interrompe — Ninguém tá interessado nos seus monólogos, Ian.

— Ugh... Estou tentando dizer que, interrupções podem acontecer em um plano!

— Você fez essa narração toda pra dizer que Ícaro interrompeu o plano do assassino? — Farlley pergunta retoricamente — Ha, piada!

— Então, a morte de Ícaro foi necessária? Ícaro soube quem o matou? — Thierry analisa — Se é assim, quer dizer que Mikael e Ícaro caíram na mesma armadilha...

 — Se temos certeza que Ícaro e Mikael foram machadados, a gente tem que voltar a uma pergunta do primeiro Julgamento! — Milly diz — Como o assassino bloqueou o sangue ou se limpou depois de matar?

— Na situação que a gente tava, não tinha nenhuma forma de limpar você — Bianca atesta — Não tem como lavar seu uniforme sangrento, ele não iria secar em tão pouco tempo.

— E só há uma coisa que poderia ser usada pra bloquear sangue ali! Vocês sabem! — Ian solta um terceiro sorriso malicioso — Vocês não podem ser tão burros assim!

— Lençol! — Milly realiza — Usaram o lençol pra proteger do sangue, não é?

— Pom! Pom! Palpite certo! Você ganhar um prêmio!

— Prêmio! Uh, o que?

— Uma noite inteirinha de lingerie na minh-

— Por favor, não! — Farlley o interrompe com gritos — Podemos voltar ao Julgamento?

— Com o lençol, o assassino deu uma machadada no corpo inconsciente de Mikael e, ainda sem o tirar, matou Ícaro quando ele entrou inesperadamente no armazém! — Carla afirma.

— E depois que ele usou o lençol, tacou em cima do corpo de Mikael, já que era impossível e inútil esconder aquela evidencia! — Bianca acrescenta.

— Tá! Tá! Mas e agora? — Thiago pergunta — Qual é o mistério agora?

— Hm... Eu não sei... — Farlley coça seu queixo — Alguém tem alguma duvida? Algo a acrescentar?

— Estamos realmente parados? — Carla reclama — Ai gente, pelo amor, falem algo!

— Sabe... Vocês podiam simplesmente revisar as pistas!— Ian diz, brincando com o lacinho de seu uniforme.

— Tudo bem então! — Milly pega seu E-handbook — Temos o machado que usaram como arma, o suco que usaram pra derrubar Mikael, o lençol sangrento e seu depoimento. São essas as pistas que já explicamos!

— E quais não explicamos? — Thierry pergunta.

— Moedas de plástico, marcas de neon, luvas de borracha sangrentas e o incentivo...

— Precisamos explicar mesmo essas marcas escrotas? — Thiago reclama novamente — Vamos só dizer que alguém deixou tinta cair na parede e pronto!

— Claro! Por que nós também não desistimos do julgamento agora mesmo e aceitamos nossas execuções? Pra que tentar? — Thierry força uma voz doce enquanto ironiza.

— Se eu me lembro bem, as marcas não estavam na parede, estavam no chão! — Raíssa nota — Elas especificamente formavam uma linha dos quartos até o armazém!

— Por que o assassino iria sujar o chão com tinta neon? Parece pouco pratico e muita sujeira pra limpar, acho que não tem a ver com o crime! — Thierry diz, quase afirmando a todos.

— O fato é: Não tinha tinta neon em nenhum lugar da ilha! — Raíssa declara — A única tinta neon em toda ilha estava...

— Nas moedinhas que eu ganhei! — Milly realiza, dando um gritinho — Eram centenas delas e todas tinham tinta neon pintada nelas, se você topasse nelas, a tinta sujava suas mãos!

— E na cena do crime, tinha uma bolsa de plástico cheia de moedinhas quase sem tinta! — Farlley acrescenta — Ainda acha que não usaram elas no crime, Thierrys? Há!

— Levando em consideração a linha de tinta, é claro pra todos nós que colocaram as moedas em linha dos quartos para o armazém, isso deixou algumas manchinhas no chão depois do assassino as coletar! — Ian explica — E para não sujarem as mãos...

— Luvas! Tinha manchas neon nas luvas e um pouco de sangue, deve ter espirrado um pouco de sangue quando deram as machadadas ou o assassino estava as usando na hora da morte! — Milly fecha o argumento, sorrindo — Isso! Fizemos progresso!

— Mas tem algo que não resolvemos... — Thiago diz, com um tom de voz confuso — Por que?

— Por que o que?

— Por que isso? Pra que essas moedas e neon? Não faz sentido nenhum!

— Ah! Pra atrair Mikael até o armazém! — Thierry responde, quase imediatamente — Todo mundo percebeu, não é?

— Uh... não? — Milly coça a cabeça um pouco — Mas, é, faz sentido! Mikael foi atraído pro armazém com as moedinhas neon!

— E de novo, o gostosão aqui faz o resumo do caso! — Farlley inicia seu resumo — O caso começou imediatamente quando todos foram dormir! O assassino roubou um energético do shopping e o alterou até o transformar em um “Suco Monokuma”, meteu calmantes potentes nele, e colocou ele no armazém. Usando as luvas e posicionando as moedinhas neon dos quartos até o armazém, o assassino bateu a porta de Mikael e a trilha o levou até o armazém. Lá, Mikael caiu facilmente na presa e bebeu o suco, não demorou muito pra ele cair no sono!

— Dai, começou a parte sangrenta do plano! — Milly continua o resumo, interrompendo Farlley — Usando um dos machados do armazém e se cobrindo com o lençol e as luvas, o assassino deu a machadada nele, o matando. Algo inesperado aconteceu naquele momento, Ícaro entrou no armazém, provavelmente seguindo a trilha, o assassino o matou imediatamente. Ele tirou seu lençol e o jogou sobre Mikael, sujando os dois lados de sangue. Coletou as moedinhas e as jogou em um saco plástico e, finalmente, voltou ao seu quarto, como se nada tivesse acontecido.

— E o assassino foi?! — Bianca pergunta animadamente.

— Uh... Pode ter sido qualquer um de nós, honestamente! — Raíssa responde, arregalando os olhos em realização.

— Por que diabos algum de nós iria querer matar alguém tão rápido? Os incentivos não tinham mexido nem um pouco com nenhum de nós! — Ian questiona — A não ser que o assassino também tenha desvendado o mistério do jogo, hum?

— Também?! — Raíssa se surpreende novamente — Quer dizer que...

— Aham! E eu não fui o único, né? — Ian troca olhares com Thiago.

— Eu entendi o jogo! — Thiago afirma, um pouco nervoso — Eu só não quis aceitar a verdade... Não parecia real...

— Foi fácil! Era só analisar os sprites do jogo, o jeito que os personagens falavam e até mesmo o dia final deu uma dica final!

— Então, parem de perder tempo, quem são os personagens do jogo? — Farlley os apressa, visivelmente irritado.

— O personagem maior e que usou força bruta no final do jogo, também conhecido como “o corno” é Mikael! — Ian afirma.

— A fofoqueira é Milly! Magra, de cabelo solto e preocupada até demais com seus amigos! — Thiago acrescenta.

— A beijoqueira safada não é nenhum de nós, ela é provavelmente uma estudante de outra turma!

— E por último, por causa da largura e do desespero por uma mulher, o quarto personagem... O assassino é você! — Thiago aponta para Thierry, mas ninguém parece realmente chocado além de Thierry.

— Espera! Espera! O que? — Thierry se surpreende.

— Isso mesmo, seu porco nojento! Você é o assa-

— Não! Como assim eu sou o quarto personagem? Eu achei que eu era o primeiro! Eu achei que tava me vingando de Mikael!

— Eu não acredito nisso... — Raíssa coloca sua mão no seu rosto.

— Ai! Meu! Deus! — Carla exclama.

— Como a pessoa pode ser tão burra que... Argh, deixa! — Farlley solta um longo suspiro.

— Parabéns! Admitiu que matou Mikael! Agora, deveríamos votar, não? — Bianca diz, ironicamente, enquanto todas as alavancas se erguem.

— Por favor, votem usando a alavanca em sua direita! — Monokuma diz e todos seguem suas ordens.

Um caça-níqueis surge no meio da sala após todos votarem, a tela mostra o rosto de todos os participantes rolando rapidamente e parando enquanto tambores soam. A tela para com os três rostos de Thierry e várias moedas com o rosto de Monokuma voam para a mão dos participantes. Eles acertaram.

— Oh! Parabéns, estou tão orgulhoso pela astucia de vocês! — Monokuma limpa as lagrima do seu rosto com suas patas.

— Temos um tempinho antes de você ser executado, porco! — Ian afirma, deixando seu assento e se aproximando de Thierry — Me diz, qual sua pior memoria desses dois anos que passamos separados?

— Por que está me perguntando isso? — Thierry diz, escondendo seu nervosismo e o choque que teve ao ouvir a palavra “execução”.

— Estudos científicos! Nye!

— Ian, se estiver escondendo algo importante de nós, vou te matar! — Milly ameaça, pouco ligando pro destino de Thierry.

— Oh, vocês vão saber quando chegar a hora! — Ian dá um risinho malicioso — Então Thierry, vou assumir que você pegou diabetes ou verrugas genitais durante esses dois anos, parece bom?

— Parece inútil! Nosso amigo vai morrer e você só liga pras suas teorias bestas de conspiração! — Farlley reclama — Mostre alguma empatia e vamos respeitar esse momento inevitável!

— Parem de mencionar “execução”! — Thierry grita — Isso é uma palavra terrível.

— A palavra é horrível, mas a execução em si é pior ainda! — Monokuma ri freneticamente — Eu preparei uma punição muito especial para o Comedor Competitivo de Nível Super Estudantil!

Um botão vermelho com um tela pequena surge na frente do trono de Monokuma, ele tira uma marreta pequena de madeira das suas costas e usa para apertar o botão. A tela se liga, e um desenho 8-bit de Monokuma puxando Thierry com uma coleira para fora da tela, com “Game Over – Thierry foi descoberto por seus crimes” escrito.

Preso em um bolo gigante com apenas sua cabeça a mostra, ao ar livre, Thierry se desespera ao olhar seus arredores vazios. Um Monokuma vestido de chef carregando uma bisnaga de confeitar gigante, acompanhado de vários outros Monokumas esqueléticos e famintos.

Adeus, Senhora Fome! – Execução do Comedor Competitivo de Nível Super Estudantil, Thierry: Executado

O Monokuma Chef corre para o bolo, acompanhado de um jingle animado, fazendo um glace elaborado em poucos minutos e deixando os Monokumas famintos cada vez mais excitados. Chegando a um ponto onde todos eles pulam para cima do bolo e começam a o comer ferozmente, soltando milhares de migalhas pelo ar enquanto o bolo cria propulsores e começa a voar para o espaço.

Todos olham para a estranha cena de longe, e as migalhas começam a se tornar sangue quando os Monokumas chegam cada vez mais perto do corpo de Thierry. A única coisa que conseguem ver no final é uma grande explosão de sangue, pedaços de bolo e cabeças de Monokuma.

Um dia se passa após o Julgamento de Classe e todos se reúnem na praia, com um barquinho artesanal cheio de flores coloridas colocadas especialmente por cada um dos estudantes vivos, que usavam versões pretas dos seus uniformes.

— Eu queria falar algumas palavras — Carla dá uma passo a frente e coloca sua mão no coração — Estamos aqui, em memoria dos nossos amigos que morreram, que nunca serão substituídos em nossas vidas e deixarão um buraco enorme em nossas vidas. Alguns de vocês cometeram o pecado do assassinato, alguns simplesmente foram vitimas disso e uma de vocês só queria nós proteger e nós tirar daqui, mas Deus ira os perdoar, pois todos vocês são realmente pessoas boas por dentro! — Ela dá um passo para trás.

Farlley dá um empurrão no barquinho e ele começa a velejar pelo mar, todos olham silenciosamente, de mãos dadas.

— Vamos continuar, por vocês! — Raíssa termina indiretamente o discurso de Carla e todos compartilham um sorriso doce um com os outros.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...