História Danganronpa - Despair In Us - Capítulo 15


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Categorias Danganronpa The Animation
Tags Danganronpa, Danganronpa: The Animation, Desespero, Monokuma
Exibições 21
Palavras 1.527
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Super Power, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Creio que o próximo capítulo será muito longo, para compensar este e o anterior

Capítulo 15 - Fear Of Justice


Era uma tarde tranquila, na medida do possível, para os alunos restantes da Hope's Peak. Todos estavam no refeitório, rindo e conversando enquanto aguardavam o café de Kazuo.

Com certeza, a bebida os deixava mais contentes. O que era bem-vindo após as mortes mais recentes, que aconteceram dois dias atrás.

Na cozinha, Kazuo voava como um beija-flor para diferentes cantos, pegando xícaras, ingredientes para os doces que costumavam comer, pratos, talheres e, ao mesmo tempo, olhava se a água já havia fervido.

Enquanto ia em direção á bancada, derrubou uma das xícaras. Não teria como pegá-la, estava com as mãos cheias e um tanto longe de qualquer lugar que pudesse deixar a carga.

Esperou o barulho de porcelana quebrando, porém este não se produziu. Num piscar de olhos, Yumi segurava a xícara, intacta.

- O-obrigado! - ele gaguejou, surpreso com a súbita aparição da modelo.

Ela acenou com a cabeça e colocou-a na bancada, ajudando Kazuo com o resto.

- Me surpreende que você ainda não tenha se cortado aqui - olhou em volta, vendo duas facas na bancada, misturadas com uma pequena quantidade de açúcar. Estavam próximas á uma tigela de morangos cortados.

- É-é, a mim também. Sou meio desastrado - sorriu, sem graça, enquanto coçava a nuca, envergonhado.

Yumi deu de ombros e abriu a boca para falar algo - que Kazuo nunca soube o que era - mas foi interrompida por Mikio, May e Chiharu, que entraram na cozinha.

- Está tudo bem aí? - perguntou o jogador, risonho.

- Sim, está. Eu quase destruí uma das xícaras, mas Yumi veio bem na hora - ele sorriu.

- Oh, certo. É que você estava demorando um pouco e achamos que tinha...sei lá, se queimado - May indicou o bolo no forno e o fogo do fogão, que fervia a água. - Bom, estamos ansiosos pelo seu bolo.

- Isso aí! - Mikio e a garota trocaram um cumprimento, batendo as mãos. Riram e saíram da cozinha, acompanhados de Chiharu.

Kazuo percebeu a sombra de um sorriso nos lábios de Yumi.

- Por que veio aqui? Teve um pressentimento que eu estava prestes a destruir algo? - brincou, tirando a água do fogão.

- Não é para tanto - ela soltou uma risadinha, coisa que não fazia há semanas. - Vim avisar-lhe que não precisa colocar café para mim, eu prefiro este chá...aqui.

Enquanto dizia aquilo, abriu um dos armários e pegou uma caixinha. Era chá de canela.

- Certo! Pode ir, já, já levo tudo - começou a servir o café e, rapidamente, estava feito. 

Tirou o bolo do forno e começou a parti-lo e a colocar nos pratos.

- Não confio mais em você para levar tudo. Eu lhe ajudo, como antes - disse, pegando uma bandeja e colocando algumas das xícaras quentes junto com alguns pratos. - Leve o resto.

- Obrigado pela ajuda, Yumi - agradeceu, terminando de arrumar as coisas.

Acenou com a cabeça e ambos saíram, sendo recebidos com alguns vivas e risadas dos amigos, que estavam reunidos na mesa circular de metal.

- Finalmente! - Akane soltou um resmungo, que mais parecia que estava se divertindo com tudo. 

- Desculpem, me embananei um pouco - riu Kazuo, novamente sem graça.

- O importante é que a comida está bem - Mirai sorriu, brincalhão.

Com o comentário, Yumi sorriu abertamente. 

As olheiras da garota permaneciam, mas menos profundas. Com o passar do tempo, ela começava a sorrir ou dar uma pequena indicação de que estava quase o fazendo.

- Esse bolo está ótimo! - May disse, engolindo outra garfada. - Kazuo pode tomar o lugar de TeruTeru como Super High School Level Cook!

O violinista riu.

- Na verdade, se for por causa do bolo, é o lugar de Ruruka, a confeiteira - Naomi corrigiu, bebendo um gole do café.

- Quem é essa? - Chiharu perguntou. - E-eu nunca ouvi falar.

- Quem se importa? Vamos aproveitar este momento - Mikio soltou, animado.

- Isso aí, Grandão - Kazuo apoiou o braço no ombro dele.

Subitamente, ouviram alguém tossir e ficaram em silêncio. 

Era May. 

Ela tossiu novamente, dessa vez, um líquido vermelho respingou. Era sangue. Olhou para todos, de olhos arregalados. Levantou-se da cadeira e recuou, com as mãos na garganta. Tossiu mais sangue. Encarou-os como se pedisse socorro. 

Ninguém sabia o que fazer, estavam paralisados e totalmente assustados.

Corpo Encontrado

O olhar da skatista repousou sobre Kazuo, como se perguntasse "por quê?". Então, seus olhos reviraram e seu corpo caiu, com um baque seco.

- Pin, pom, pan, poom! Um corpo foi encontrado! Começaremos um curto período de investigação antes do nosso Julgamento Escolar! - o aviso soou, deixando claro para todos que aquilo não era um pesadelo.

Kazuo sentiu-se encarado por todos. E, realmente, eles o encaravam, como se fosse o assassino. Um calafrio percorreu sua espinha. Se eles o condenassem, todos morreriam, menos o verdadeiro culpado.

Teria de provar sua inocência, e era urgente.

Investigação

- Kazuo...você fez isso? - Mirai olhou-o. 

- Não! Eu juro! - retrucou, um tanto desesperado.

- Não...não o culpe, Mirai. Temos que investigar para podermos provar algo - Mikio rebateu, não muito crente de que não fora o violinista.

O loiro correu para a cozinha, com Mikio em seu encalço e começaram á procurar provas.

- Kazuo...não estou com total certeza de que você não a matou - começou o jogador, enquanto abria os armários e Kazuo abaixava-se, procurando algo no chão.

- Mas...não fui eu, Mikio. Por favor, acredite em mim - pediu, olhando-o. 

- Certo...ajudarei você a provar sua inocência - o jogador sorriu, tentando tranquilizá-lo, sem muito sucesso. 

Kazuo assentiu e pegou o ID.

Nome: May Suzuki

Título: Super High School Level Skaterboarder

May morreu envenenada, ás 13:00.

[Prova 1: Monokuma's File]

O garoto mordeu o lábio. Veneno? 

Não demorou muito para que ele achasse algo.

- Ei, Kazuo, se não foi você, tem alguém tentando lhe incriminar - comentou.

- Como assim? - aproximou-se do jogador, que estava abaixado.

Em suas mãos, havia um conta-gotas.

[Prova 2: Conta-gotas]

- Eu não peguei nenhum conta-gotas. Você tem razão, o assassino quer me incriminar - disse.

- Vamos, é melhor olharmos a xícara de May. Digo, se foi envenenada, provavelmente foi por ali - Mikio de de ombros e guardou o conta-gotas no bolso.

Kazuo concordou e saíram, mas Mirai e Chiharu já olhavam isso.

- O que acharam? - Mirai perguntou, lançando um olhar duro para Kazuo.

- Um conta-gotas. Alguém está tentando me incriminar - respondeu, sentindo-se um tanto chateado por todos desconfiarem dele.

- Ou você está se encurralando sozinho - o malabarista retrucou, dando de ombros. - De qualquer forma, o café foi envenenado. O cheiro é estranho.

[Prova 3: Café envenenado]

- Onde estão Akane, Naomi e Yumi? - perguntou Mikio.

- P-procurando provas pelo resto da escola. Não que fosse muito necessário, m-mas...acharam melhor garantir - Chiharu contou, ajeitando o cachecol.

Kazuo assentiu e despediu-se dos três, tentando encontrar-se com as outras garotas.

~~~~~~~~

Não demorou para que as encontrasse na enfermaria, procurando pistas. 

- Olá. Acharam algo? - perguntou, inquieto.

- Deve saber que sim - Akane semicerrou os olhos e o encarou. - Um dos potes de veneno do laboratório de biologia foi aberto.

[Prova 4: Veneno aberto]

- O veneno que matou May, mais precisamente - Yumi disse, dando de ombros. - Os outros continuavam lacrados.

- Oh, entendo - respondeu. Bateu as mãos e Naomi lançou lhe um olhar de soslaio.

- Tem dois conta gotas faltando aqui - a soldado disse, mostrando o lugar onde eram guardados os conta-gotas para medicações.

[Prova 5: Conta-gotas faltando]

- Dois? Ah, um deles deve ser o que encontramos na cozinha, como tentativa de me incriminar. Mas não entendo o porquê deste segundo - o violinista mordeu o lábio. - Não vai adiantar muita coisa se recolhermos os álibis. Podem ter sido pegos qualquer hora.

- Mas o pote de veneno estava fechado a dois dias atrás, quando a sala foi aberta - Akane interviu. - O assassino só pode ter ido lá ontem ou hoje.

- É, mas não acho que isso mude algo. Todos nós ficamos juntos desde que a nova sala foi liberada. E duvido que alguém tenha saído no horário noturno depois de tudo o que aconteceu - Naomi decidiu se pronunciar.

- Discutiremos no Julgamento - Kazuo concluiu, suspirou e saiu.

Ao mesmo tempo que ele pisava fora da enfermaria, o aviso de Monokuma soou:

- Está encerrado o período de investigação! Todos apresentem-se no elevador principal para darmos início ao Julgamento Escolar!

Seu estômago tremeu. Só tinha uma chance de provar sua inocência. Enquanto andava em direção ao elevador, sua cabeça trabalhava á mil por hora, tentando bolar diversas hipóteses. Ele precisava pegar o assassino. Desta vez, não para vingar um de seus amigos, mas sim, para evitar que todos morressem. 

Agora, dentro do elevador, tentava ignorar os olhares de raiva que todos, menos Mikio, lançavam para ele. Os rangidos do elevador enquanto descia, não o ajudavam a manter a calma.

E ela seria muito necessária para o que viria á seguir.


Notas Finais


Ah, é. A segunda temporada seguirá a linha da segunda temporada do anime: dois lados, que, como já conhecemos, Hope Side e Despair Side. E também será interativa, e eu não quero saber de fantasminha só aparecendo nela por isso '-'


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