História Danganronpa - Despair In Us - Capítulo 16


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Categorias Danganronpa The Animation
Tags Danganronpa, Danganronpa: The Animation, Desespero, Monokuma
Exibições 37
Palavras 1.901
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Romance e Novela, Super Power, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - This is...Despair?


Quando chegaram no salão do Julgamento Escolar, não se surpreenderam ao ver Monokuma gargalhando. 

- Eu sabia que uma hora ou outra, algum de vocês mataria! E pensar que não precisei dos motivos nem agora e nem na vez anterior... - ele pegou um lenço e fingiu enxugar lágrimas. - Que orgulho! Bom, vamos começar mais um Julgamento desesperador, não é mesmo? - jogou o lenço para trás e piscou para eles.

Incitados pelo urso, tomaram seus devidos lugares nos pódios. 

Kazuo olhou para as fotos de Fuyuki, Valentin, Chiasa, Keita, Kentaro, Arata, Aika, Ryotaro e, agora, May. Eles pareciam lhe encarar de forma acusadora, como se realmente tivesse assassinado a skatista.

Engoliu em seco e balbuciou alguma coisa, que tinha a ver com começar pelas partes óbvias.

- Quer começar pelas partes óbvias? - Mirai franziu o cenho, entendendo o que balbuciara.

Ele assentiu, nervoso.

- Bom, todos nós aqui já sabemos quem é o culpado. É o Kazuo, tudo aponta para ele - Akane tombou a cabeça para um lado.

- M-mas não quer dizer que fui eu! - tentou se defender. - V-vamos ver as provas, antes de qualquer coisa! 

Naomi encarou-o de forma estranha.

- O café da xícara de May tinha um cheiro realmente engraçado. Era do veneno, creio eu - ela disse, aceitando investigar tudo. 

- Bom, Kazuo o envenenou com um dos conta-gotas que estavam faltando na enfermaria - Akane rebateu. - Qual é, por quê gastar saliva com isso? 

- Espera. Você disse "um dos conta-gotas"? No plural? - Mirai perguntou, crispando os lábios.

- Sim, disse. 

- Por que Kazuo pegaria dois conta-gotas? Seria simplesmente mais fácil ter usado somente um e sumido com ele - Mikio entrou na discussão, defendendo o amigo.

- E-ele p-pode ter perdido um. V-vocês nos disseram que encontraram um conta-gotas na cozinha - Chiharu opinou.

- É uma possibilidade - Yumi deu de ombros, mordendo o lábio. - Ainda temos que descobrir como ele abriu o pote de veneno sem que nós víssemos, no laboratório de biologia.

Realmente, falavam como se ele não estivesse lá. Mexeu os pés, inquieto e olhava para qualquer lugar, tentando bolar algo que fizesse com que parassem de culpá-lo.

- Como assim? O assassino pode ter ido nesse período de dois dias - Mikio voltou a tentar defender o amigo.

Yumi balançou a cabeça, negando.

- Nós todos ficamos juntos nesses dois dias - semicerrou os olhos. - E duvido muito que Kazuo tenha saído no horário noturno. Ninguém faz isso desde o último assassinato.

- Não temos como garantir que ninguém saiu, realmente. Mas as câmeras ficam ligadas e Monokuma poderia mostrar-nos as filmagens - Mirai rodou as bolinhas de metal. - Ainda creio que é perda de tempo, visto que tudo aponta para você, Kazuo.

O violinista engoliu em seco.

- Sim, tudo aponta... - ele sussurrou, até que algo veio em sua cabeça. - Eu não tinha motivos para matar May. Eu gostava dela, era minha amiga. O assassino deveria ter um motivo.

Mirai fez uma expressão estranha, mas balançou a cabeça.

- Isso era o que todos nós pensávamos. "Somos amigos, não vamos nos matar". Olhe onde estamos! Mais da metade de nós foi assassinada - Akane irritou-se. - Isso não cola. 

- Na verdade...tem alguém aqui que deve ter motivo para matá-la - Mirai começou, olhando para o chão. - Chiharu. 

- E-eu? - incrédula, olhou para os outros.

- Ah, vamos. Você ameaçou May, ela me contou. Só não contou o porquê - o malabarista encarou-a.

Silêncio.

- E Chiharu foi até a cozinha. Ela poderia ter colocado o conta-gotas lá! - Kazuo começou a sentir que estava saindo da mira dos amigos.

Novamente, silêncio. Até que uma risada louca foi ouvida.

Era Chiharu.

- Realmente, fui até a cozinha e também ameacei May. Devo admitir que estava tentada a matar minha irmã, mas alguém foi mais rápido do que eu! - começou a rir novamente. - Caso seja Kazuo o assassino...eu agradeço muito!

Repúdio definia bem o que estava estampado no rosto dos presentes. A risada cínica da albina surpreendeu aos outros e ainda mais por não mostrar nenhum remorso em admitir querer matar May.

Secou uma lágrima e voltou-se para os outros, apoiando o queixo na mão.

- Porém, eu não peguei nenhum conta-gotas e muito menos abri o veneno. Como já disse, alguém foi mais rápido do que eu - inclinou a cabeça na direção de Kazuo.

"Pense, pense...qualquer coisa que o livre!", pensou, apertando a barra do pódio com força. "O conta-gotas, o veneno aberto, o conta-gotas sumido e...é isso!".

- Naomi! Você disse que o café tinha um cheiro estranho, não disse? - Kazuo perguntou, ansioso.

- Disse sim...aonde quer chegar? - franziu o cenho.

- Mikio, pode me emprestar o conta-gotas que achamos na cozinha? - pediu.

- Claro - lançou-o e o violinista o pegou, agradecendo.

Levou-o ao nariz e não sentiu nada. Sorriu.

- Este conta-gotas não tem cheiro algum. Se fosse realmente o que tivesse envenenado o café, teria algum cheiro.

- O que quer dizer com isso? - Yumi perguntou, ajeitando as luvas.

- Que o assassino colocou este conta-gotas lá para me incriminar e usou o segundo, o que estava faltando para envenenar o café! - disparou.

Não demorou para que os demais entrassem num consenso silencioso que de não fora Kazuo quem matou May.

- Certo...não foi você. Estamos empacados - Akane suspirou.

- Isso não é verdade - o loiro rebateu. - Ainda temos uma forma de descobrir o assassino.

- Ah, é? E qual seria? - Mirai inclinou-se, observando-o com interesse.

- Quem entrou na cozinha pode ter largado o conta-gotas lá, mas, quando May, Chiharu e eu entramos, Yumi estava com Kazuo - Mikio entendeu o raciocínio do amigo.

- É verdade - a modelo assentiu. 

Kazuo sentia que algo estava errado. 

- Esperem...eu...eu acho que o café não foi envenenado enquanto estávamos na cozinha. Eu teria visto se Yumi tivesse feito algo com a bebida e visto se qualquer um deles tivesse colocado o conta-gotas lá. Sou atento demais quando cozinho - explicou. 

- Então você quer dizer que... - Mirai arregalou os olhos ao perceber o que ele queria dizer.

- Exatamente. A bebida de May foi envenenada depois que servimos tudo! - disparou, apontando para o malabarista.

Silêncio.

O coração de Kazuo estava á mil, principalmente por ter conseguido provar sua inocência. 

- Não acha que teríamos visto se algum de nós tivesse pingado veneno na bebida de May com o conta-gotas? - Naomi cruzou os braços.

- É verdade que teríamos visto...a não ser que... - Kazuo começou a bolar algo em sua cabeça. - A não ser que o tivesse escondendo em algum lugar.

- E qual seria esse lugar? - Yumi interessou-se pela dedução do rapaz.

"Pense, pense...um lugar onde o assassino pudesse guardar rapidamente um conta-gotas...", pensou, mordendo o lábio.

- É isso - a verdade caiu sobre ele. Olhou para a modelo. - Luvas. 

Mesmo entendendo a mensagem implícita que ele mandara por aquela palavra, Yumi encarou-o.

- Luvas? Ainda teríamos visto - Akane, descrente, resmungou.

- Não se o assassino constantemente as ajeitasse, não é, Yumi? O conta-gotas está aí na sua luva, não é?

Um sorrisinho nasceu nos lábios da modelo.

- Vamos começar pelo início, sem pular nada. Eu estava na cozinha, preparando tudo para nossa reunião e aí você aparece e impede que uma xícara se quebre. Nesse momento, May, Mikio e Chiharu aparecem, querendo saber se estava tudo bem comigo - começou.

Todos ainda estavam em silêncio.

- Depois que eles saem, nós começamos a organizar tudo para levarmos até as mesas. Enquanto servimos tudo, Mirai faz um comentário que leva todos a rirem, menos você, que sorriu, atuando. Pinga rapidamente o veneno no café de May e gurda o conta-gotas, como se ajeitasse as luvas. Depois disso, foi só esperar o Julgamento para que eu fosse dado como culpado e você saísse ilesa. Se não for verdade, o conta-gotas que foi usado não está na sua luva, certo? Pode nos mostrar?

A garota fechou os olhos, e puxou a luva.

O som do conta-gotas caindo fez com que a sentença fosse selada. O silêncio voltara, ainda mais pesado. 

O choque no rosto dos seus supostos amigos era bastante claro.

Ela bateu duas palmas, com as mãos descobertas.

- Parabéns, Kazuo. Não imaginei que fosse descobrir tudo - sorriu. - Eu realmente matei May e fiz parecer com que fosse você.

- Por que, Yumi? - ele apertou a barra do pódio.

A expressão da garota mudou. Exibia deboche. Arqueou a sobrancelha e tombou a cabeça para um lado.

- Por que? Isso é uma pergunta tão simples de se responder - suspirou, recolocando as luvas. - Não acha, Kazuo, muito estranho que eu subitamente tenha voltado a ficar com vocês? Não acha estranho que eu consiga sorrir depois da morte de Katsuo? - um sorriso nasceu novamente. - Não acha tudo isso...desesperador?

- Deses...perador? - repetiu.

- Exatamente! De-ses-pe-ra-dor! - soletrou, animada. - Depois que Katsuo morreu, eu senti o verdadeiro desespero. Não sentia mais nada. Eu era uma casca, somente habitada pelo desespero, ainda sou, na verdade. E isso é tão, tão bom...

Kin Yumi - SHSL Despair

Akane e Naomi se entreolharam. Mirai sentiu nojo. Kazuo e Mikio viram o mundo rodar e Chiharu sussurrava qualquer coisa sobre seu amor.

- Ora, ora! Ela se tornou uma adoradora do desespero! Que...orgulho - Monokuma pegou novamente o lenço, secando lágrimas inexistentes. - Eu me sinto extremamente feliz por isso. Mas, eu não posso quebrar as regras. Comecem a votação!

Desta vez, sem pesar, todos apertaram o botão, cientes de que seria melhor se Yumi morresse. O desespero a havia mudado completamente.

A roleta girou, até que parasse no rosto da modelo. O confete colorido caiu sobre a cabeça deles.

- Temos uma vencedora! A culpada é Kin Yumi! - Monokuma anunciou, com certa chateação. - Não queria puni-la, mas são as regras.

Yumi encarou-os. Logo, um outro sorriso cínico nasceu.

- Vocês não sabem o quão desesperadora é a verdade.

Nenhum deles entendeu o que ela quis dizer com aquilo, mas não precisaram. 

GAME OVER

YUMI HAS BEEN FOUND GUILTY

TIME FOR THE PUNISHMENT!

As correntes prenderam Yumi, que se deixou levar enquanto ria.

~~ Beautiful Dead ~~ 

Um Monokuma controlava Yumi, como se fosse uma marionete.

Estava numa passarela, longa. Diversos Monokumas assobiavam e batiam palmas, soltando vivas ou tirando fotos enquanto Yumi desfilava. Fez o trajeto até que parasse num "x" vermelho.

Fez-se uma pausa, até que o lugar onde estava abriu-se. Era um alçapão.

Ela caiu e o alçapão fechou-se, não antes de poder-se ouvir um baque seco.

Os Monokumas continuavam a aplaudir e jogaram rosas vermelhas no local onde estivera a garota segundos antes.

~~~~~~~~

O medo que sentiam depois de ver o que o desespero fez com Yumi era explícito.

- Upupu...vocês estão cansados dos assassinatos, não estão? Cansados dos Julgamentos, cansados de verem seus amigos morrendo, não estão? - Monokuma começou a rir.

Os alunos restantes o encararam.

- Eu sei que estão. Por isso, tive uma ideia que revelarei amanhã. Agora, se não quiserem morrer, saiam da minha frente - ele riu, com as patas na barriga.

Kazuo lançou um último olhar para o urso, antes de sair.


Notas Finais


PAH!
Faltam uns capítulos para o fim da nossa primeira temporada :3 espero que esteja agradando.


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