História Danganronpa 0.5: Shinkibou - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Danganronpa The Animation
Personagens Personagens Originais
Tags Assassinato, Danganronpa, Drama, Investigação, Mistério
Visualizações 71
Palavras 3.320
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Self Inserction, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sei que eu demorei ;u; Desculpa
Estamos nos aproximando da conclusão...
Espero que gostem do capítulo.
Não vai ter assassinato, mas vai ter investigação e julgamento, por isso decidi dividir este capítulo em dois atos, também.
E me pergunto por que não fiz a imagem dos personagens todos juntos antes...

Capítulo 12 - Capítulo 6: Esperança - Desespero (Ato 1)


Fanfic / Fanfiction Danganronpa 0.5: Shinkibou - Capítulo 12 - Capítulo 6: Esperança - Desespero (Ato 1)

Eu tentei dormir. Eu realmente tentei.

Mas eu não conseguia, toda vez que eu fechava os olhos, eu me lembrava de Izumi...aquilo que o Monokuma fez com ela...aquilo que ela fez por nós...

Izumi morreu para que pudéssemos sair de lá. Ela morreu para que nós sobrevivêssemos.

Para que eu sobrevivesse.

E é por isso que eu preciso sobreviver, eu e os outros, nós precisamos sair daqui vivos!

Eu me lembro de um sonho que eu tive, durante os rápidos cochilos que consegui durante a noite.

Eu, Kazuki, Fumio, Haruka, Ayaka e Yoshie saíamos da escola, nós derrotávamos o Monokuma, e lá fora nós encontrávamos todos os nossos colegas, vivos e bem; nós todos nos abraçamos e rimos. E Izumi também estava lá...eu abraçava ela bem forte e chorava muito...

Ela me dizia alguma coisa...eu não me lembro ao certo, mas eu lembro que era muito importante. Droga, por que não consigo me lembrar?

-Aham! Com licença! O dia está começando! Vamos dar o nosso melhor para fazer do dia de hoje o melhor dia! (Monokuma)

-Então, foi só um sonho... (Kenji)

Eu saí do meu quarto...

-Olá, Kenji. (Kazuki)

-Oi. (Kenji)

Kazuki andava bem mais sério do que era antes. Até ele estava melancólico com tudo aquilo.

Nos reunimos todos no refeitório, que estava mais vazio do que nunca.

-E agora...? Nós não temos mais nenhum andar para olhar. (Ayaka)

-A escola só tinha cinco andares, não é? Então não vai abrir mais nada depois daquele Julgamento... (Haruka)

-Então nós temos finalmente certeza de que nunca vamos sair daqui?  (Yoshie)

-Não diga isso! Nós não podemos perder as esperanças! (Kazuki)

-Mas nós não temos mais nenhuma chance...não tem por que ter esperança mais... (Kenji)

-Do que está falando, Kenji? (Fumio)

-Eu acho que nós não vamos sair daqui nunca... (Kenji)

-Izumi morreu e você fica todo desanimado. Ela não iria querer que você ficasse assim...o que ela mais queria é que você saísse daqui. (Fumio)

-Mas sem ela eu não tenho motivo... (Kenji)

-Não tem motivo para continuar? Mas e nós? Assim você me magoa, esquecendo da gente assim! (Ayaka)

-É verdade...desculpe...eu não deveria ignorar vocês. Eu vou continuar lutando por vocês! (Kenji)

-É assim que se fala, Kenji. (Haruka)

-Certo, mas não muda o fato de que não decidimos o que fazer a seguir. (Fumio)

Ficamos todos pensativos por uns instantes, mas não tive nenhuma ideia; ficamos quietos até que o Monokuma interrompeu nossos pensamentos através de uma transmissão no monitor.

-Hey, hey, pessoal! Venham para o ginásio imediatamente! É urgenteee!! (Monokuma)

-O ginásio? De novo? (Haruka)

-Será que ele quer...dar outro motivo para matar? (Yoshie)

-Ele ainda quer que isso continue...? (Fumio)

-Eu não vou deixar esse ser das trevas fazer as coisas do jeito dele! (Kazuki)

Será mesmo que ele quer dar outro motivo para alguém matar?

Vamos logo no ginásio.

Chegando lá, encaramos o palco de onde Monokuma geralmente saía, e ele logo pulou de lá.

-Olá, pessoal! Pupupu! (Monokuma)

-Você disse que tinha algo urgente a falar, fale logo. (Fumio)

-Não me apresse! Eu quero fazer suspense! (Monokuma)

-Corta essa, apenas seja direto. (Ayaka)

-Tá bom...o que eu tenho a dizer para vocês é que... (Monokuma)

Ele ficou em silêncio e cantarolando uma música de suspense de filme.

-Fale logo! (Ayaka)

-Vocês vão poder sair daqui! (Monokuma)

-O quê?! É sério?! (Haruka)

-Você está falando sério?! (Kazuki)

Será que eu ouvi direito? Nós vamos poder sair daqui?

-Espera, Monokuma! Você sempre tem alguma coisa nas entrelinhas, eu sei que deve ter algum plano seu no meio! (Kenji)

-Pupupu...garoto esperto! Mas na verdade, dessa vez não tem nada, não. Eu apenas...não tenho mais motivo para continuar. (Monokuma)

Ele me encarou enquanto dizia aquilo, como se parodiasse o que eu disse mais cedo.

-Como assim...? (Fumio)

-Digamos que a pessoa que deveria morrer, já está morta! Pupupupu! (Monokuma)

Ele só podia estar falando de Izumi...mas por que ele iria querê-la morta?

-Ora, seu...ainda fica difamando a Izumi! Eu não vou me segurar mais contra você! (Kazuki)

Kazuki partiu para cima do Monokuma.

-Kazuki, não! Você vai morrer! (Ayaka)

-Oh, não! Estou sendo atacado! Isso é contra as regras, sabia?! Venha até mim, ó Lança Sagrada! (Monokuma)

Assim que Monokuma disse essas palavras, uma lança fina surgiu do outro canto da quadra e voou em alta velocidade até Kazuki.

Ele não ia ter tempo de reagir, ia acertar em cheio o seu peito!

Eu tinha que fazer alguma coisa!

Então eu pulei em cima dele e tentei tirar nós dois do caminho da lança.

Mas não deu certo, e ela perfurou meu ombro.

-Gaaah!! (Kenji)

Aquilo doía muito, muito mesmo. Eu não conseguia mexer meu braço.

-Kenji! O que houve?! (Kazuki)

-A lança perfurou o ombro dele! (Ayaka)

-Está sangrando muito! Eu não suporto ver tanto sangue! (Yoshie)

-Pupupupu, que sacrifício heroico! Eu não esperaria menos de você, Kenji! (Monokuma)

-Ele vai morrer se perder tanto sangue! (Haruka)

-Monokuma, não foi Kenji que infringiu a regra, e ainda assim é ele que foi ferido. Imagino que isso, por sua vez, também seria uma violação de regra, não é? (Fumio)

-É verdade... (Monokuma)

-E o diretor não pode quebrar regras, não é? (Fumio)

-Absolutamente não! (Monokuma)

-Então salve ele! (Fumio)

-........Está bem…eu vou ter que fazer isso. Mas só porque sou um diretor exemplar! (Monokuma)

Logo, vários Monokumas com roupas de enfermeiros apareceram e colocaram-me numa maca, e em seguida saíram correndo para fora do ginásio.

-Será que ele vai ficar bem? (Yoshie)

-Ele vai. Kenji é forte, temos que confiar nele. (Ayaka)

-É culpa minha...eu vou lá ajudar. (Kazuki)

-Espera, eu vou também. (Ayaka)

-Todos nós vamos. (Haruka)

Quando eu acordei, estava na enfermaria, cercado pelo resto do pessoal, e não conseguia mover meu braço sem sentir uma dor aguda intensa. Eu estava sem camisa e todo enfaixado.

-Você acordou. (Fumio)

-Finalmente! (Ayaka)

Ayaka veio me dar um abraço, mas eu senti dor e gemi.

-Ah, desculpe...eu esqueci. (Ayaka)

-Kenji, está tudo bem? (Haruka)

-O que aconteceu? Por que eu estou aqui...e por que meu braço dói? E onde está Yoshie? (Kenji)

-Yoshie está ali. (Haruka)

Yoshie estava no canto da sala, olhando para a parede e tremendo, ela parecia estar extremamente nervosa.

-Q-q-quando ele colocar uma camisa, me avisem! (Yoshie)

-Okay...isso responde uma das perguntas. Mas por que eu estou todo enfaixado? (Kenji)

-Você...você me salvou. (Kazuki)

-Salvei? Salvei do quê? (Kenji)

-Kazuki tentou atacar o Monokuma e quase levou uma lança em cheio no peito, mas você o salvou e acabou tomando o ataque no braço. (Fumio)

-Entendo... (Kenji)

-Me desculpe, Kenji. É culpa minha, eu me descontrolei quando ele falou de Izumi. (Kazuki)

-Não se preocupe...eu também odeio que aquele urso mencione o nome dela. (Kenji)

-Mas uma coisa que intriga é...por que agora que Izumi está morta, nós poderemos sair? (Haruka)

-Será que Izumi era o motivo de estarmos aqui? (Ayaka)

-Será que...ela que arquitetou tudo? (Yoshie)

-Claro que não!! Digo...não, Izumi não pode ter feito isso com a gente. (Kenji)

-Nós precisamos de mais pistas para entender o que realmente está acontecendo nessa escola. (Fumio)

-Mas, por hora, acho que devíamos deixar Kenji descansar. (Haruka)

-Eu concordo. (Ayaka)

-Eu também acho...Você precisa recuperar seu HP, guerreiro! (Kazuki)

-Hehe...está bom, eu acho que vou dormir um pouco. (Kenji)

Ayaka alisou minha cabeça, bagunçando meu cabelo todo. Kazuki parecia levemente enciumado.

-Você vai melhorar logo. (Ayaka)

-Fica bem, Kenji! (Yoshie)

-Obrigado a todos por ficarem do meu lado... (Kenji)

-Estamos nessa todos juntos, e isso não vai mudar. (Fumio)

Dito isso, todos eles se retiraram da enfermaria, e eu fiquei sozinho...até que aquele urso monocromático dos infernos apareceu.

-Pupupupu! A esperança é uma coisa realmente magnífica! (Monokuma)

-Monokuma! Veio aproveitar que eu estou vulnerável para me matar? (Kenji)

-Não, não! Afinal, fui eu que te trouxe aqui. (Monokuma)

-Você?! Mas...por que você me salvaria? (Kenji)

-Porque eu sigo muito direitinho as regras da escola! Mas não é disso que vim falar, Kenji Tatsuo. (Monokuma)

-Então o que veio fazer aqui? Bem que eu queria ter um videogame portátil para jogar. (Kenji)

-Com um braço só? (Monokuma)

-É, isso seria um problema. (Kenji)

-Você já descobriu, Kenji? A verdade sobre essa escola? (Monokuma)

-Ainda não...por quê? (Kenji)

-Ora, o jogo está acabando! Mas ele não pode parar enquanto vocês não tiverem sua vitória completa! (Monokuma)

-Em outras palavras, não temos mais motivo para nos matar, mas não poderemos sair enquanto não descobrirmos as respostas para os mistérios da escola? (Kenji)

-Podemos dizer que é isso! Eu me pergunto como vocês não notam as coisas...esses jovens de hoje em dia. (Monokuma)

-Como assim? (Kenji)

-Você tem uma pista importante de baixo do seu nariz, mas não enxerga. (Monokuma)

-Pista...importante? (Kenji)

Monokuma pegou a folha do poema de Izumi, que aparentemente estava com ele, e ficou esfregando na minha boca.

-Está vendo? De baixo do seu nariz! (Monokuma)

-O poema de Izumi? Isso é uma pista? (Kenji)

-Sim, mas vocês são burros demais para interpretar. (Monokuma)

-Eu vou conseguir decifrar isso. Eu conhecia Izumi melhor do que ninguém aqui! Com exceção do Fumio, eu acho, mas eu sei como ela pensava! (Kenji)

-Será que você realmente sabe? Será que o próprio Fumio sabe? O que se passava na mente dela... (Monokuma)

-Está insinuando que Izumi pode ser a manda-chuva por trás desse jogo? (Kenji)

-Eu não estou insinuando nada! Sou um urso! (Monokuma)

-Isso nem faz sentido! (Kenji)

Então, ele desapareceu. Eu não podia levantar para ver para onde ele tinha ido.

Então eu fiquei lá...

Detesto admitir, mas era melhor quando o Monokuma estava aqui. Pelo menos eu não estava tão entediado.

Está tão quieto...

-Acho que vou dormir. (Kenji)

Me ajeitei na cama e tentei tirar um cochilo.

Aquele mesmo sonho...

Mas dessa vez, havia uma coisa diferente...

Izumi se aproximava de mim...ela me beijava, e enquanto estávamos naquele momento especial e íntimo...ela me apunhalou pelas costas, e eu sangrei até morrer, enquanto ela me olhava inexpressiva.

Por quê? Será que...eu estou mesmo suspeitando de Izumi?

Não, eu não vou suspeitar dela. Nunca.

Fumio entrou na enfermaria sozinho.

-Fumio...O que veio fazer aqui? (Kenji)

-Vim só dar uma olhada em você. E conversar. (Fumio)

-Obrigado. E okay, vamos conversar. (Kenji)

-Eu tenho que te confessar uma coisa, Kenji. (Fumio)

-Confessar? (Kenji)

-Fui eu quem deu os óculos de visão noturna para Izumi. (Fumio)

-É claro... (Kenji)

-Eu já estava com eles. Eu já sabia que um dia iríamos precisar de equipamento de espionagem, então eu deixava guardado no meu armário. Eu pedi para Izumi pegar sem você ver na hora em que vocês foram pegar o laptop e o cabo... (Fumio)

-Mas então, isso quer dizer que você... (Kenji)

-Sim, eu tive parte no suicídio de Izumi. Mas...eu acho que aconteceria com ou sem visão noturna. Izumi era teimosa...e ela se sacrificaria por nós, e principalmente por você, Kenji, de qualquer forma que pudesse, sem hesitar. (Fumio)

-Entendo... (Kenji)

Eu fiquei triste de novo...

Fiquei ligeiramente decepcionado e com raiva de Fumio, mas logo entendi.

Aquilo era necessário.

Izumi nos salvou, afinal.

E Fumio ajudou ela a nos salvar.

Então eu não devia ficar bravo com ele...

-Fumio, eu não vou ficar bravo com você. (Kenji)

-Não...? (Fumio)

-Eu te perdoo. Afinal...você ajudou a nos salvar... (Kenji)

-...Assim que você melhorar, nós vamos explorar mais a escola. Descanse. (Fumio)

Ele se retirou. Parecia aliviado, mas ao mesmo tempo triste.

-Mas que tédio... (Kenji)

Eu resolvi tentar dormir mais uma vez. Quem sabe ter um sonho legal.

Eu abri meus olhos depois e...Izumi estava lá?!

Ela estava sentada em cima de mim, no meu colo, de uma forma bastante sugestiva, eu fiquei envergonhado e não sabia onde enfiar meu rosto, mas estava muito feliz de ela estar ali.

-Izumi?! Você...você está viva?! (Kenji)

Ela se abaixou e encostou no meu peito sem dizer nada, e eu a abracei. Algumas lágrimas de felicidade caíram dos meus olhos, eu estava tão emocionado...

Então eu olhei para o monitor que havia na parede, e Monokuma estava lá.

-Pupupupu...Que bonitinho...Mas, Kenji, isso não pode ser assim. (Monokuma)

-Deixa a gente em paz! (Kenji)

-Kenji, seu safadinho...Isso realmente não está certo. Isso está errado de várias formas diferentes. (Monokuma)

-Monokuma....! (Kenji)

Então, a imagem de Monokuma mudou para a de Izumi.

Mas ela estava comigo...como era possível?

-Kenji, isso não está certo. (Izumi)

Então, de dentro da parede saiu uma lança que rapidamente perfurou a mim e Izumi, e antes que eu pudesse gritar...

Eu acordei.

Eu acordei assustado, ofegante e suando...

Então aquilo tudo foi mais um pesadelo.

Por que estou tendo tantos?

Deve ser por causa do que o Monokuma falou...e por causa do poema...eu estou pensando muito em Izumi.

Eu sinto falta dela...mas eu também quero saber quem ela realmente é.

Se ela tem alguma relação com tudo isso.

Quando olhei para o canto da sala, Monokuma estava encolhido e tremendo.

-Monokuma? (Kenji)

-Ah, foi assustador! Você acordou e deu um grito muito alto! Me assustou, eu podia ter morrido do coração! (Monokuma)

-Desculpa...? (Kenji)

Por que eu estava me desculpando com ele?

-Kenji, está tudo bem? (Kazuki)

-Você gritou, o que houve? (Haruka)

-Monokuma está aqui também! (Yoshie)

-Ora, seu, o que você estava fazendo? (Ayaka)

-Não fui eu, eu juro! Kenji deve ter tido um pesadelo. Eu vim aqui só para visita-lo. (Monokuma)

Todos olharam para Monokuma e depois para mim. Com uma risada sem graça, eu dispensei eles.

-Está tudo bem. Deixe eu ouvir o que ele tem a dizer, podem ir. (Kenji)

-Se você diz... (Ayaka)

Eles saíram meio desconfiados.

-O que foi dessa vez? (Kenji)

-Bem, eu imagino que você queira sair logo dessa cama, não é? (Monokuma)

-Claro que quero... (Kenji)

-Então eu posso tentar fazer uma cirurgia experimental em você... (Monokuma)

-Uma cirurgia? Você provavelmente vai acabar me matando. (Kenji)

-Eu não sou esse tipo de urso, eu não mato ninguém que não tenha me provocado. (Monokuma)

-O que é essa cirurgia? (Kenji)

-É um novo método experimental desenvolvido pelo grande Dr. Monokuma! Vai fazer seu braço melhorar rapidinho! (Monokuma)

-Eu acho que...tudo bem. (Kenji)

-Então vamos começar agora! (Monokuma)

-Agora? (Kenji)

Então ele já foi colocando um pano com clorofórmio no meu rosto, e eu rapidamente adormeci.

Acordei com o anúncio matinal do Monokuma no dia seguinte.

-Aham! Com licença! O dia está começando! Vamos dar o nosso melhor para fazer do dia de hoje o melhor dia! (Monokuma)

-Ah...já é de manhã? (Kenji)

-A cirurgia foi um sucesso! (Monokuma)

-Monokuma? Você fez mesmo uma cirurgia? (Kenji)

-Sim, e muito bem, aliás! (Monokuma)

Tentei mover meu braço, e eu já conseguia fazê-lo sem sentir dor.

-Como você fez isso? (Kenji)

-Um mágico nunca revela seus truques! Upupupupu! (Monokuma)

Ele foi embora. Eu me levantei lentamente, escovei os dentes, vesti minhas roupas e saí da enfermaria, e fui para o refeitório.

Chegando lá, encontrei com o pessoal, e recebi um abraço de todos.

-Ah...vocês estão me esmagando... (Kenji)

-D-desculpa! (Yoshie)

-Foi mal aí. (Ayaka)

-Deixem ele respirar. (Haruka)

-Kenji! Você já está melhor? (Kazuki)

-Monokuma não deixou entrarmos na enfermaria ontem de tarde. Ele disse que estava num procedimento muito complicado. (Fumio)

-Ele estava fazendo uma cirurgia em mim... (Kenji)

-Que tipo de cirurgia? (Ayaka)

-Eu não sei, mas foi o que fez meu braço melhorar. (Kenji)

-Vindo daquele urso, nós devíamos tomar cuidado. (Haruka)

-Ele pode ter transformado o Kenji num monstro planta assustador! (Yoshie)

-Não viaja. O máximo que o Kenji vai virar é um goblin das montanhas. (Kazuki)

-Isso ainda parece ruim... (Kenji)

-O importante é que agora você está bem, Kenji. (Ayaka)

-Eu tive muitos sonhos estranhos...Com Izumi. (Kenji)

-Q-q-q-que tipo de sonhos? (Yoshie)

Yoshie corou intensamente.

-Que tipo de sonhos você teve, Kenji?! (Fumio)

E Fumio parecia ter tido um ataque de ciúmes.

-R-relaxa, não foi esse tipo de sonho! Foram meio assustadores na verdade...mas eles tinham partes felizes...como nós saindo da escola ou Izumi comigo na enfermaria... (Kenji)

-Você deve estar traumatizado pelo que vimos há um tempo atrás...aquilo foi desumano. (Haruka)

-É porque eu não sou um humano, eu sou um urso! (Monokuma)

-Você de novo. (Kazuki)

-Você não cansa de nos importunar? (Yoshie)

-Não, é divertido. (Monokuma)

-Ele está fazendo isso com mais frequência do que geralmente faz...deve estar querendo dizer alguma coisa importante. (Ayaka)

-Vocês deviam estar me agradecendo por ter salvado o amigo de vocês...seus ingratos. Mas tudo bem. Não é isso que vim falar. (Monokuma)

-Então dê logo o recado. (Kazuki)

-Então, meu povo, é o seguinte. (Monokuma)

Ele pulou em cima de uma das mesas, e nós ficamos olhando para ele.

-Há uma condição para vocês saírem daqui... (Monokuma)

-Matar alguém? Disso já sabíamos... (Fumio)

-Não, não dessa vez. Embora eu não me importaria se acontecesse mais um assassinato. Upupupupupu... (Monokuma)

-Então qual é a condição agora? (Fumio)

-A condição é que vocês descubram a resposta para os últimos mistérios que cercam essa escola e a Academia Topo da Esperança! (Monokuma)

-Mas...isso seria muito difícil! (Yoshie)

-Não vai ser difícil para vocês! Afinal, vocês são a Nova Esperança do mundo...Pupupupupu! (Monokuma)

-Mas nós não temos mais nenhum lugar para explorar na escola. (Haruka)

-Vocês vão dar um jeito... (Monokuma)

Ele olhou sinistramente para mim.

-Você vai dar um jeito. (Monokuma)

-Eu...? (Kenji)

Ele sumiu, e logo reapareceu no monitor.

-Olá, pessoal! Aqui quem fala é o seu amado diretor, com um comunicado importante. Se vocês estão ouvindo isso, quer dizer que é hora de um último desafio. (Monokuma)

-Último...desafio...? (Ayaka)

-Vocês poderão sair da escola se conseguirem descobrir tudo o que ainda não foi respondido sobre ela. E além disso, terão que descobrir a verdade sobre a situação em que vocês estão e ainda...a situação em que os alunos da Academia Topo da Esperança, que estão em outro Jogo de Assassinato, estão! (Monokuma)

-Nós teremos que descobrir não só sobre nosso problema, mas também sobre o problema deles. (Fumio)

-Vocês terão um tempo limite que ficará correndo em todos os monitores. Quando acabar o tempo, vocês devem cessar as investigações, para que tenhamos o último Julgamento Escolar! (Monokuma)

-Vamos ter outro Julgamento? (Kazuki)

-Ah, e caso vocês falhem em completar as investigações dentro do prazo...a oportunidade generosa de sair da escola será revogada, e vocês terão que ficar aqui presos para sempre, não importa quem mate quem! (Monokuma)

-Ah não! (Yoshie)

-Não se preocupem, eu vou colocar pistas pela escola. Agora vão, vão investigar, não há tempo a perder! Vamos, alunos da esperança! Upupupupupupupupupupu! (Monokuma)

A transmissão acabou e um cronômetro marcando três horas apareceu. Logo, o tempo começou sua contagem regressiva.

Nós não temos tempo a perder.

-Vamos, temos que nos apressar! (Kazuki)

-Temos que investigar o que pudermos... (Ayaka)

-Ou nunca vamos sair daqui! (Yoshie)

-Não se preocupem, nós vamos conseguir. (Fumio)

-O que estamos esperando? Vamos logo! Apesar de eu não fazer ideia de onde podemos explorar... (Haruka)

-É verdade...não temos mais lugares novos. (Yoshie)

-Mas podíamos tentar explorar os antigos... (Ayaka)

-Vamos olhar todos os andares de novo! (Kazuki)

-Mas isso vai demorar muito... (Yoshie)

-Não desanimem, nós podemos conseguir. (Fumio)

-Eu não sei se perceberam, mas estamos perdendo tempo enquanto falamos. (Haruka)

-Vamos logo. Nós não podemos perder tempo...Nós temos que resolver esse mistério, e então vamos sair daqui e realizar o desejo de Izumi, e de todos os nossos colegas que morreram aqui! (Kenji)

-Sim!! (Todos)

-Avante, pessoal! (Kenji)

Eu não tenho costume de liderar, mas naquela hora, eu estava me sentindo muito determinado em conduzir aquele grupo para a vitória e a liberdade, e eu estava me sentindo como um líder nato.

Nós vamos, definitivamente, ganhar esse desafio.

Nós vamos derrotar o Monokuma, o sacrifício de Izumi não será em vão...Nem o de Amata, o de Daichi, de Chinatsu, de Hiroito, de Raiden, de Mieto, de Madoka, de Akio, de Kimiko...O de ninguém!

Nós vamos sair daqui vivos! Custe o que custar!


Notas Finais


Espero que estejam ansiosos para a parte final!
Deixem seus comentários, e até a próxima :3
O Ato 2 provavelmente vai ser longo pra caramba...


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