História Hantaisoku no Zetsubo: Matar para Salvar - Interativa - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~ThirdWheeler

Exibições 45
Palavras 2.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente, a fic saiu do hiatus de férias

Dividi esse capítulo de Free Time em dois pra poder voltar a postar logo, os próximos caps já vão voltar ao normal

Espero que gostem e até semana que vem

Capítulo 9 - Brindes, Sushi e Terapia - Free Time Events Parte I


Terceiro Dia

 

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Mizuki Yutaka

12:43  /  Quiosque

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Mizuki bate a testa no balcão do quiosque na tentativa de liberar sua frustração. Dói, mas essa é a intenção dele, a dor, nem que mísera, consegue distrair sua mente da verdade. Ele fracassou. Não só não conseguiu proteger Katsumi como também causou a morte dela, se não fosse por ele tanto Kat quanto Nico estariam vivas.

Ele suspira, pega um copo de vidro da bancada e encara seu reflexo, normalmente ele odiaria ficar quieto sem ter nada para fazer, mas não consegue fazer nada com esse sentimento de culpa nas costas, também não pode mais voltar a treinar na quadra, por mais que o corpo de Katsumi e toda a cena do crime tenham sido removida, como se nenhum assassinato tivesse acontecido ali, ainda parecia ser uma ofensa à ela de fingir que tudo aquilo não aconteceu.

-Você está bem? Se não posso preparar alguma poção para você!

-O que você quer? -Mizu resmunga ao ver Yui, a alquimista, pelo reflexo do copo.

-Minha mestra me deu a missão para ver como você está. –Ela se justifica, cruzando os braços- Se você não for comer agora vai ter que esperar até o jantar.

-Eu não ligo pro que sua mestra quer. Me deixe em paz. 

Yui se vira, um pouco aborrecida, e começa a caminhar para o hotel. Mizu suspira e gira sua cadeira na direção da garota loira. –Ei, Yui. –Ela olha para ele novamente, o reflexo do sol em seus cabelos dourados quase cega Mizuki por alguns instantes- Foi mal, não quis ser rude –Ele faz uma pausa, girando seu banco novamente- Não estou com fome, ok?

-Mas você precisa se alimentar! –Ela se senta ao lado dele e murmura- Preciso te levar aos outros vivo senão não vou conseguir pegar minha recompensa.

O jogador de basquete tenta afastar os pensamentos negativos, ele não é uma pessoa que deixa as emoções o controlarem, normalmente é o contrário. Mas Mizu não se culpa, o que ele está vivendo agora é totalmente diferente de qualquer coisa que já tenha acontecido com ele. Até porque ele nunca matou ninguém antes.

Yui coloca uma pequena bolsa na mesa e passa a tirar alguns ingredientes dela, a maioria ervas. –O que você está fazendo?

-Hm? –Ela responde voltando seu foco para o jogador- Eu disse que você precisa se alimentar então se você não vai ir almoçar vou ter que fazer um elixir pra você. –Yui o inspeciona dos pés à cabeça e ao perceber que ele é quase duas cabeças mais alta que ela coloca a mão no queixo- No seu caso acho que vou ter que usar o dobro dos ingredientes.

-Você não precisa fazer isso. –Mizu avisa com uma mistura de ansiedade e medo.

-Não se preocupe, sei que geralmente se usa um tipo de álcool para preparar um elixir -Yui parece ter sentido sua ansiedade mas continua a mexer nos ingredientes enquanto continua sua explicação-  mas eu consigo obter elixires ainda mais poderosos usando outros ingredientes então não estaremos quebrando a regra do ambiente livre de álcool do Monokuma. –Ela tateia algumas ervas- Você vai se sentir melhor em um instante, você vai ver.

-Estou falando sério, não precisa fazer isso. –Mizu insiste, abaixando as mãos de Yui. Ao ver que ela voltaria a tentar fazer o tal elixir o jogador de basquete resolve mudar de estratégia- Se você prometer não me fazer nenhum elixir eu vou almoçar com os outros e você pode pegar sua recompensa.

Ela assente, animada, com a cabeça. –Você tem minha palavra de honra, -ela pega uma faca do balcão- se preferir podemos fazer um contrato de sangue agora mesmo.

-Não, -Mizuki tira a faca da mão dela, a empurra para o lado oposto da bancada e dá um peteleco na testa de Yui- não precisamos fazer nenhum contrato de sangue, eu confio em você. –Ele se ergue, esticando os braços e soltando um suspiro pesado- Vamos lá?

-Sim! –A alquimista responde, rindo, enquanto arruma sua bolsa antes de seguir Mizu.

 

-

Quarto Dia

 

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Tsumi Daiki

13:23  /  Caís

 

30:27:08

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-S-será que nós poderíamos tentar nadar até a ilha mais próxima? –Daiki pergunta, encarando o mar à sua frente.

-Você é burro? –Arihiro rebate apontando para uma câmera em cima de um poste- Enquanto estivermos nessa ilha aquele urso nunca vai parar de nos vigiar.

-M-me desculpa, -Daiki segura algumas lágrimas- eu só queria ajudar.

-Ei, ele não estava sendo sério. –Soujirou pontua enquanto da dois tapas nas costas do paramédico- Mas infelizmente ele tem razão, a ilha mais próxima de nós está a pelo menos cinco quilômetros. Se Monokuma não nos matar o mar vai terminar o serviço.

Daiki sente sua barriga roncar e a aperta, ele não comeu muito bem. Na hora do almoço Monokuma apareceu e lhes disse que como uma recompensa por terem seguido seus planos uma área da ilha tinha sido liberada: O porto.

Como se isso já não tivesse atrapalhado seu apetite o suficiente, pouco depois, Hanae, a cientista, ordenou que eles se separassem em grupos para a investigação: Ela, Kyou, Aki e Choemiko investigariam um restaurante que tinha sido aberto à esquerda do porto; Yui, Manuella e Takeru foram investigar um grande armazém; e Daiki, Soujirou e Arihiro ficaram de investigar o caís.

Hanae resolveu não incluir Mizu na investigação porque, segundo ela, ele precisava de tempo para descansar, Fusashi e Ren tinham um compromisso importante e Tsushin se negou a investigar.

Daiki não teve sorte, não tinha nada de especial no caís, alguns caixotes com instrumentos de pesca e peixes, além de que ele foi obrigado a passar quase uma hora de baixo do sol forte do porto.

-Podemos continuar agora? –Arihiro pergunta, apressando o passo para o lado direito do caís- Quero acabar logo com isso e voltar logo pro hotel.

-Voltar pro Fusashi você quer dizer. –Soujirou ponta, infelizmente o astrônomo não é rápido o suficiente para fugir do jogador de hóquei, que o agarra pela gola. –Se não gosta disso tente não deixar tão óbvio.

Por alguns instantes nada acontece, Arihiro apenas o segura pela gola, por mais que seu olhar não seja direcionado à Daiki, ele ainda o intimida demais. –P-parem! –Ele pede, com muito esforço, tentando puxar Arihiro para o lado oposto de Soujirou. -P-por favor Arihiro, n-não mate ele!

-Eu não vou matar ninguém. –Ele declara, empurrando o astrônomo para trás, que tropeça e bate as costas em uma das caixas.

Com um estrondo, Daiki sente o chão tremer e recua, Arihiro e Soujirou fazem a mesma coisa, uma plataforma começa a emergir da água.

-Mas que porra é essa? –Arihiro pergunta, ao ver uma barraca com balões grudados em uma parede que emergiu da água.

-O-o que isso estava fazendo debaixo da água? –Daiki continua se aproximando.

-Parece um jogo de circo, -Soujirou conclui, pegando um dardo de um pote colocado no balcão da barraca- deve ser um daqueles jogos em que temos que acertar os balões.

-Não é um jogo qualquer, meu caro. –Monokuma diz, se erguendo do balcão, ele usa uma bengala, um chapéu branco e vermelho e tem um bigode preto desenhado em seu rosto- É o magnifico Jogo dos Balões Desesperançosos! –Ele puxa uma alavanca, revelando um letreiro enorme com aquele nome.

-Q-que nome horrível. -Daiki fala, apreensivo.

-Tenha mais respeito! –O urso bate a mão no balcão e sorri, retomando seu humor- Vocês descobriram o jogo secreto então venham! Se aproximem! Exploda um balão e ganhe uma recompensa! Apenas uma chance para cada um! Não aceitamos reembolsos!

-Se isso fizer você parar de gritar, claro. –Soujirou arremessa sem hesitação seu dardo, ele acerta um balão amarelo, revelando uma pequena placa branca colada na parede, “Telescópio 114mm com tripé”

-Parece que temos um SHSL Lucky Student aqui! –O urso exclama, após ler o bilhete ele se abaixa para pegar uma grande caixa, à qual ele entrega à Soujirou- Aproveite sua recompensa!

-Um Csr 167/114, é, acho que vai dar pro gasto!

-E-eu também quero tentar! –Daiki caminha hesitantemente até a bancada, pega um dardo e o arremessa. Seu dardo acerta um dos balões por pouco, Monokuma se agacha, lê a placa e se ergue, segurando um gato cinzento de pelúcia. –Ele é tão fofinho! –Daiki exclama, abraçando o boneco alegremente.

-Minha vez então. –Arihiro pega um dardo do pote e o atira, mirando em Monokuma, o urso se abaixa a tempo de não ser atingido- Opa, escorregou. –Monokuma mostra suas garras, mas respira fundo, antes de se erguer e entregar uma caixa de fio dental à Arihiro. –Mas que porra é essa? Esse jogo é roubado!

-Ora, claro que não. –O urso dá de ombros- E sejamos honestos, você bem que está precisando de um desses. -Ele bate palmas, rindo-  Aproveitem seus prêmios! –Monokuma coloca uma placa de “Fui almoçar, volto em cinco minutos” e desaparece em baixo do balcão. Por sorte todos eles já estão bem acostumados com as saídas inexplicáveis do urso.

-Eu não vou ficar com essa bosta. –Arihiro reclama, jogando o fio dental no chão- Agora vamos embora, esse sol está me matando.

Soujirou acena e caminha próximo ao jogador de Hockey e Daiki segura seu gato de pelúcia com força enquanto tenta alcançar os dois.

 

-

Kiyutsuki Fusashi

13:32  /  Corredor do Segundo Andar

 

30:18:35

-

 

Fusashi para em frente à porta do quarto de Shinobu Ren, no dia passado ele conseguiu convencer o ator a ter uma sessão com ele e, caso não gostasse, Fusashi nunca mais tentaria outra sessão. O psicólogo bate na porta três vezes e recebe um “A porta está aberta” de volta, entrando no quarto.

-Boa tarde, Ren. -O garoto loiro o espera, sentado em sua cama e acena. –Você ainda pode mudar de ideia se quiser. –Fusashi fala, enquanto se acomoda na cadeira da escrivaninha do quarto- Você não está sendo obrigado a nada.

-Eu sei, só comece logo isso. –Ren resmunga- Não tenho tempo a perder.

-Então Shinobu Ren, -Fusashi começa ajeitando seu óculos e cruzando as pernas- Quando você começou a se achar superior aos outros?

Ren ri. –Eu não “Comecei a me achar”, eu sou superior aos outros!

-Precisa desse tom sarcástico e irritado?

-Eu não estou irritado! –Ele faz uma pausa e Fusashi começa a fazer notas em um pequeno caderno- Ei, o que você está fazendo?

-Não se preocupe, não é nada. –Fusashi volta seu olha para o ator e, após analisa-lo em silêncio- Me fale sobre seus pais.

-Eu não tive pais!

-Hum. –Ele confere suas anotações- Isso explica tudo.

-Para com essa merda! –Ren se ergue, irritado- Isso não explica nada!

-Se acalme, Ren. Eu não estou aqui pra te julgar, quero te ajudar. –Fusashi espera Ren se acalmar para seguir em frente- Fale-me sobre sua infância?

Após uma pausa, ele responde. –Eu não tive infância.

-Tente me falar novamente sobre sua infância.

-Eu já disse. Não tive infância.

Fusashi deixa seu caderno na mesa e olha diretamente para Ren. –Algo ocorreu e você não quer me contar? Nós temos o sigilo profissional, o que você falar aqui ficara apenas entre nós.

-Eu não tive infância! –Ren grita, com raiva.

-Assim você não está ajudando.

Ren encara o chão em silêncio e se esforça para falar. -Meus pais morreram quando eu era pequeno. –Hesitante, ele abraça seus joelhos- Eu não me lembro como eles eram e... E depois disso eu tive que morar com meus tios. Eles não me deixaram ter uma infância.

Fusashi aperta suas mãos e respira fundo. –Ren, meus estudos indicam que pelo fato de você não ter tido pais não ganhou carinho e atenção em seu crescimento. –Ele pensa em parar de falar quando vê a expressão de Ren, uma mistura de raiva e surpresa, mas precisa continuar- Se tornando uma pessoa difícil, autoritária, radical e com um comportamento impulsivo. Para começarmos a segunda etapa do tratamento você terá de assumir isso.

Ren não fala nada, é como se estivesse paralisado, mas Fusashi sabe que isso pode acontecer as vezes. Ele se despede e se ergue para ir embora, quando está na porta volta a escutar a voz de Shinobu.

-Q-quando vai ser nossa próxima sessão?

Fusashi sorri, ainda de costas para Ren, “Isso é um avanço”. –Podemos começar amanhã, quando você quiser. –Ele ouve um murmúrio de confirmação e sai do quarto, feliz por estar conseguindo ajudar mais alguém.


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Kyou Hoshizora
Tsushin Tegami
Aki Ryuugazaki
Soujirou Yukikaze

Nico Komiya
Kiyutsuki Fusashi
Mei Hanae
Arihiro Tadagaki
Manuella H. Watson
Takeru Asano

Katsumi Mai
Mizuki Yutaka
Choemiko Hikari
Daiki Tsumi
Yui Kashiwazaki

-


 

 


Notas Finais


Planta da nova área: https://imgur.com/a/Ca0EY


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