História Danger - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Minho Choi, Personagens Originais, Taemin Lee
Tags 2min, Hospicio, Ontae
Exibições 82
Palavras 1.622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me desculpem pela demora. Vou compensar vocês depois <3
Quero dizer que eu finalmente realizei meu sonho de pintar o cabelo de azul e estou muito feliz hahaha
Xoxo
dom

Capítulo 7 - Try


Fanfic / Fanfiction Danger - Capítulo 7 - Try

"Eu não entendo" disse para si mesmo em voz alta. "Como sabia que eu estava com Choi Minho?"

O beijo não tinha durado tanto. Taemin ficara assustado e Jinki ainda mais irritado. Por um instante pensou em esganar de vez seu médico, mas hesitou já com as mãos em seu pescoço. Se afastou e se sentou na outra poltrona, sentindo acima de tudo raiva de si mesmo. Não era o que planejava.

"Achei que tivesse deixado claro que as coisas não são como parecem. Esse lugar, quem trabalha aqui, quem está aprisionado aqui." Sua voz estava carregada de frustação. "Você... Você me deixa enjoado."
"Então por que diabos me beijou?! E por que a camera está desligada?"
"Porque eu não estou mais aguentando!" Gritou. "Eu não aguento mais ver você tão...errado. Está diferente, doutor. E esse cheiro, eu odeio esse cheiro."
"Como sabe que não é meu cheiro, Jinki?" perguntou mais calmo. "Vamos, estava tão disposto a me contar tudo, me ensinar. Faça."

Jinki ergueu a sobrancelha.

"Eu o conheço. Intimamente, quero dizer. Quando eu entrei aqui, era bem mais jovem e ele era um garoto legal com quem eu podia conversar." Suspirou. "Conto, mas precisa me prometer uma coisa."
"Diga"
"Nunca mais fique perto de mim com esse cheiro."
"Eu prometo."

Jinki ergueu cabeça para a camera e aguardou. A luz voltou a piscar. Estava ligada novamente. Bagunçou os cabelos e olhou para mim.

"Antes de tudo você precisa saber porque eu estou aqui." falou. "Meu pai me internou aqui. Não que ele não tivesse seus motivos, afinal, eu coloquei em risco a família dele, mas ainda sim ele me prendeu aqui. Estou aqui há tanto tempo que já não me importo.
De tempos em tempos o doutor Choi altera minhas condições. Já estive na area dos adolescentes e já tive um tempo em que saia e entrava nesse quarto na hora que eu queria."

Lee Taemin conhecia o doutor Choi como melhor amigo e companheiro de Park. Pensar que ele poderia estar aceitando algo do tipo lhe fez se questionar: quem era de verdade? E o porquê de, novamente, parecerem estar entregando o jovem psiquiatra nas mãos de um homem tão complicado.

"Por que ele te mantém aqui dessa forma?" perguntou.
"Tudo o que quero que saiba sobre meu pai eu já disse, não toque nesse assunto çor enquanto." Jinki se levantou e tirou de debaixo do travesseiro um doce e ofereceu a Taemin, que recusou. "Acontece é que eu conheço Choi e seus filhos. Diria até que seu amigo me fez companhia durante algumas saideras. Ele sempre dava um jeito de tirar a irmã para passar a noite vendo as estrelas e conversando. E ela tem minha idade, mesmo que seja cuidada como um bebê. Ela que nos apresentou."
"Mas você não deve estar certo disso. Minho não agiu como se conhecesse você"

Jinki deu de ombros.

"Acontece é que todos aqui são podres, Taemin. Ninguém está aqui para ajudar ou ser ajudado de verdade. Você vai ver isso e quando souber vai ter nojo desse cheiro que parece querer exibir pra mim." Taemin se sentia um tanto perdido, mas aceitou tudo o que seu paciente lhe dizia. Acreditava em cada palavra mesmo que não devesse. "Eu te beijei porque talvez assim eu consiga o que não acho que tenham conseguido."
"E o que seria?"
"Te fazer ver e sentir de verdade. Eu me vejo em você de alguma forma e eu quero te mostrar isso, mas eu preciso que fique comigo e seja bom para mim, e eu vou te mostrar tudo sobre quem somos." Falou.

Ele era um quebra cabeça muito confuso, vago, se Taemin não estivesse tão tocado por suas palavras daria mais atenção a isso. Queria saber o quanto eram parecidos, queria ser bom de verdade. Queria se conhecer e na sua frente estava a resposta. Muito simples.

"Você quer me controlar" disse baixo.
"Não, quero te libertar. Quero dar a você tudo o que eu tenho, não vê quão boas são minhas intenções?" Sorriu. "Quem quer te controlar são eles, os outros, como o doutor Choi e seu filho, e seu mentor do inferno."
"Pare de me manipular, eu estou avisando. É a última vez." Taemin estava se sentindo pressionado. Queria parecer no controle.
"E o que vai fazer? Vai fingir que não estou certo? Vai transar com ele e vai chegar aqui cheirando a..."
"Já chega!" Taemin se levantou da poltrona. "Eu quero entenda uma coisa: Você não vai ter nada de mim enquanto eu não souber de tudo!"

 
Lee Taemin encontrou com Minho depois do expediente. Tudo o que queria era aliviar a tensão que seu paciente lhe causou. Se sentiu tão impactado que mal se recuperou do ocorrido.

"Está tudo bem?" perguntou Minho. "Você está com uma cara terrível. É por caisa do rompimento?"
"Eu não sei" Mentiu. " Na verdade, não me lembro como é ser solteiro. Dana e eu estamos juntos desde que entrei na puberdade."
"Seu problema é estar solteiro? Não é ruim assim, sabe, eu sobrevivi esse tempo todo"
"Não me refiro a isso, é que eu não tenho ideia de como é estar separado. E ter que continuar olhando para ela, comer com ela, ainda dormir na mesma cama que ele... Não é a mesma coisa." Taemin não estava mentindo ao todo. Realmente se sentia assim, mas se sentia assim há anos. Nunca sentiu paixão por Dana, nem amor, apenas desejo que foi se acabando.
"Olha, se quiser, eu moro num apartamento compartilhado. O nome do meu amigo é Kim Jonghyun, mas ele está de mudança para a casa do namorado que está no estrangeiro. Pode ficar com o quarto dele se as coisas ficarem difíceis e você não arrumar seu próprio canto."

Minho e Taemin caminharam bastante, pegaram um taxi e foram até um parque que ficava próximo ao prédio de Minho. Comparam um doce de caramelo e se sentaram no banco.

"Você usa que tipo de perfume?" Taemin perguntou. "Seu cheiro é bom"
"Você acha?" Minho sorriu. "Eu acostumava a perdir do senhor Park quando era mais novo, mas quando comecei a trabalhar comprei o meu próprio. Meu pai fica melancólico quando sente o cheiro. Eram grandes amigos."

Senhor Park. Porque isso dava um gosto ruim na boca de Taemin, ele não sabia bem.

"Me desculpe a pergunta, quantos anos sua irmã tem?"
"Que mau educado! Brincadeira, só não diga que eu te falei. Ela tem vinte e sete, mas se comporta como uma garota de quinze anos. Por pouco não somos gêmeos. Eu nasci três anos depois, mas somos parecidos e inseparáveis!"

Lee Taemin encostou a cabeça no ombro de Minho. O clima estava esfriando aos poucos, em breve usaria sobretudo para manter o corpo aquecido da neve.
Ficaram em silêncio e aproveitando o doce. Minho comprara vários. Mas estava apreensivo. Taemin era imprevisível demais para alguém que parecia tão sério e focado. Num dia era apenas estagiário, noutro era residente, no outro o beijava, no outro dizia estar divorciado.
Estava tudo acontecendo rápido demais, mas permaneceram quietos, na companhia do outro.
O celular de Taemin tocou. Era Dana.

"Aconteceu alguma coisa?" perguntou.
"Sua mãe ligou. Seu pai está no hospital. Sinto muito."

Minho nem questionara o jovem, apenas o seguiu até o hospital. Melhor,lhe deu carona. Aparentemente não gostava de ir de carro para o trabalho. Olhava para Taemin preocupado, mas o rapaz permanecia calado.

"Foi só um susto" disse sua mãe. "Ele vai ficar feliz quando souber que veio vê-lo. Oramos muito para que estivesse conosco." A senhora olhou para Minho e franziu a testa. "Onde está Dana? Ela atendeu o telefone e não foi mal educada como de costume."
"Mãe, não na frente do Minho." disse.
"Eu vou pro carro, me desculpe por atrapalhar." Virou-se e saiu de perto.
"Mãe!"
"Eu não fiz nada, mas se quer saber, ele parece melhor que ela. Pode ser um homem, mas trouxe você tão rápido que seu pai nem teve tempo de acordar." Sorriu. "Sinceramente, não entendo como estar com ela depois de todo esse tempo, ela não te ama filho."
"Mãe, eu vim pelo papai, não para escutar um absurdo como esse. Quando eu era mais jovem você dizia odiar homens gays, que iriam para o inferno. O que mudou?"
"O que mudou é que qualquer um que ame meu filho e traga ele devolta pra família merece algum crédito. E Deus sabe o que faz, Taemin. Ele sempre ouve nossas preces." A mulher sorriu e fechou os olhos como se tivesse acabado de fazer uma oração.

Minho esperou pacientemente a voçta de Taemin que não tardou a deixar o hospital.

"Contou a ela que vocês se separaram?" perguntou.
"Não é necessário. Para meus pais nunca estivemos juntos. Dana é apenas uma ladra de filho para eles, se sentem abençoados ao me ver com você." falou. "Eu não entendo esse deus que tanto veneram. Tudo bem eu estar com um homem se ele for bom pra mim, mas no final vamos todos ir pro inferno."
"É uma lógica terrível." Minho riu. "Vou te levar para casa. Estou cansado de só atrair acidentes quando estou com você"

Choi Minho estava chateado, acreditava mesmo no que falou. Taemin notou e tocou sua coxa.

"Desgraças acontecem todos os dias, Minho, não é por sua causa. E se quer saber, foi bom passar o dia com você."

Sabia que não deveria dizer algo daquela forma. Estava dando esperanças a paixonite de seu colega de trabalho. Mal se separou e parecia querer pular em cima do artista. Mas não ligou. Tinha tirado o dia para provocar seu interior que fazia ecoar as palvaras de Jinki cada vez mais alto.
Queria ver até onde isso o levaria.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...