História Danger - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias SHINee
Personagens Jinki Lee (Onew), Minho Choi, Personagens Originais, Taemin Lee
Tags 2min, Hospicio, Ontae
Exibições 60
Palavras 1.836
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Estupro, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente. Um mês sem atualização. Sinto muito mesmo. Eu ando sem tempo algum pra minha vida pessoal o que incluí a fanfic. Mas vou dar um jeito. Essa fic tinha o prazo de até o fim desse ano e eu vou correr com a história para estar dentro do meu prazo.
Sinto muito mesmo.
Eu não tive saída
Dom

Capítulo 9 - Tell me


Choi Minho se aproximava cada vez mais, mas ainda que discretamente. Ia todas s noites no quarto que agora era de sua paixonite, levava o jantar e forçava uma conversa sobre sua vida, querendo saber mais sobre Lee Taemin. Queria se aproveitar de estarem tão pertos para conhecer o mais novo e fazer com que notasse o quanto gosta dele.


Doutor Choi se revelou cada vez mais inconveniente. Quando o jovem doutor descobriu a respeito de sua ligação com seu paciente preferido, ficou uma fera. Era ele quem encontrava Jinki quando Tae não estava por perto. Ele quem trocava os medicamentos e o controlava. E Taemin não gostou nada disso.



"Como está se sentindo? Seus medicamentos foram trocados duas vezes desde começamos o acompanhamento." Perguntou a Jinki que fazia entalhes sobre a cama. Estava muito mais perdido que antes.


"Eles não são tão ruins. Sabe, é um ciclo. Eu tomo remédios para controlar o que tem dentro de mim. Quando para de dar efeito, trocam por um mais eficaz. Se eu surtar, como aconteceu no domingo, ele me dopa até eu ficar como um demente e começa tudo de novo" Respondeu.


"Por que Choi faria isso? Digo, você está aqui há uma década e ele é o médico mais competente para tratar de sua psicopatia, sei que sua ficha é maior que isso."


"Você é inteligente, não quer ver o que está claro: Não estou aqui para ser curado, apenas para estar preso. Nem meu pai queria isso, ele me jogou aqui por culpa, porque não sabia consertar a merda que fez."



Em vez de um tom duro, a voz de Jinki era tranquila, como se não fosse nada demais. Mas Taemin tinha muitas anotações em seu caderno a respeito das poucas brechas que o paciente dava a respeito de seu pai. Sabia que mesmo quando falava com naturalidade, estava fervendo de rancor por dentro.



"O que exatamente fez seu pai te trazer para cá? Por que você não me fala mais sobre seus pais?"


"Bom..."Jinki se sentou na cama de modo que seus pés ficaram a mostra. Brincou com a bermuda branca. "Minha mãe engravidou quando estava com dezessete anos. Só que meu pai já era casado na época, estava construindo uma carreira, não poderia deixar que uma gravidez estragasse tudo.


Acontece que minha mãe não recebeu apoio algum da família, estava a mercê da violência das ruas. Ela não deixou barato, é claro, ameaçou contar tudo caso ele não cuidasse de mim. E ele deu a ela a casa que moramos até ela se matar. Eu tinha apenas quinze anos quando cheguei em casa e a vi com um pedaço de espelho cravado no próprio pescoço.


Eu sempre soube o motivo do sofrimento, era o mesmo que o que eu sentia. Graças ao merda do meu pai, minha mãe perdeu o amor pela vida, e eu nasci sem saber o que era isso.


Com dezesseis anos, eu conheci uma garota na escola, bonita, mas irritante. Transamos durante um tempo, até o pai dela descobrir e vir atrás de mim. Ele chorava, estava com raiva, desgostoso, mas não por saber que sua filha já não era digna, mas sim porque seus dois filhos transaram."



O linguajar sujo, impróprio, que Jinki usava causou uma incógnita para Taemin. Ele parecia querer easgar suas roupas pela força que as segurava.



"Ela engravidou?"


"Não, ela era inocente demais. Quero dizer, era não tinha nem mesmo menstruado. Mas ela ficou tão louca por mim que mesmo seu pai a proibindo, ela ia até minha casa me provocar."


"Meu deus..."


"Ela não sabia que éramos irmãos, então esfregava a vida maravilhosa que tinha, como seu pai era tão amoroso, como sua mãe faria tudo por ela, até mesmo deixar que ela se casasse comigo. Imagina só, ela queria casar sem nem mesmo ter seios formados. Eu estava cada vez mais irritado e cansado dela, da voz dela, dos gemidos ruins  dela.


Eu não aguentei. Eu estava cansado de viver jogado, sem ninguém, sendo obrigado a ver a vida do meu pai sendo maravilhosa enquanto eu era assombrado pela minha mãe. Não, eu precisava tomar alguma atitude, e tomei.


Fiz ela se sentir tão miserável quanto merecia e ela tentou tirar a própria vida quando eu disse que nunca a amei. A vadia da mãe dela descobriu e quis me mandar pra cadeia, mas meu pai não deixou. Ele sabia que o que eu fiz não era como roubar uma maça numa feira. Então ele me trouxe pra cá. Assim eu não faria mal algum a família dele, mas ninguém também saberia sobre a minha existência."



Dana não era nada comparada ele, pensou Lee Taemin. Uma mãe suicida e um pai insensível, uma meia irmã ninfeta. Talvez viver num lugar como aquele fosse melhor que a sua casa. Até mesmo conseguiu estudar sozinho, era inteligente e parecia lidar muito bem vom as solidão.



"Está surpreso?" Perguntou.


"Não do jeito que pensa." respondeu. "Meus pais me jogaram num círculo de oração quando eu era mais jovem."


"Psicopatia, doutor?" riu. "Não, transtorno de personalidade esquizoide* ou dependente, talvez. Sabe como sei? Desde o momento que coloquei os olhos em você eu sabia que era quem eu precisava, quem de fato precisa de mim."



De repente, a sirene tocou. O som das trancas automáticas foram ouvidas e a luz ficou fraca. Taemin estava perdido e não entendia o que estava acontecendo. Se ouvia gritos, gritos bem altos.


Seu celular tocou.



"Atenda, deve ser o carcereiro."


"Alô?" disse ao celular.


"Taemin, você é surdo?! Estou te procurando em todo lugar, onde você está?" A voz de Minho demonstrava pânico.


"Mas o que está acontecendo?" perguntou.


"Um dos pacientes do andar que você atende" um silêncio se formou na sala antes de outro grito alto. "Ele está com a supervisora do andar dentro do quarto."


"Ah sim. Não se preocupe, eu já estou saindo da propriedade, não me espere."



A sirene voltou a ficar alta no andar. Taemin ouvia passos, homens, falando alto, xingando e jurando o doente de morte. Enquanto isso, Jinki sorria para Taemin. Um sorriso malicioso.



"Você sabe quem é?" perguntou a ele.


"SeungHo. Vinte e três anos e cinco anos na prisão. Somos praticamente vizinhos."


"E o que ele tem?"


"É um viciado. Sabe,  ele vai parar naquele quarto mais vezes do eu durante todo meu tempo aqui. Pornografia, entende? O pai levava ele desde jovem para motéis e o garoto não deu conta. Para não estragar a imagem da família, o pai o prendeu aqui, mas a mãe sempre o visita."


"Vamos matar esse desgraçado!" Taemin ouviu um grito abafado do corredor. "Levem-na para a enfermaria. Por sorte ela não se machucou."


"A culpa não é dele. Houve momentos em que me senti realmente solitário aqui e os remédios e hormônios não ajudaram muito, ao menos nisso os Choi me ajudaram." Jinki se levantou da cama e foi até a escrivaninha. Tirou de lá um potinho laranja cheio de comprimidos.


"Achei que não fossem boas pessoas"


"Não são." Jinki colocou três pílulas na mão e depois pegou outro potinho laranja e tirou duas pílulas. "Minho foi como um amigo que nunca achei que iria precisar durante um tempo. Meu pai confiava nele o suficiente para deixá-lo comigo. Saímos de madrugada, escondidos, muitas vezes. Mas isso foi antes."



O paciente tomou as cinco pílulas e as engoliu em seco. Pareceu nojento para Taemin. Mas era curioso. Jinki parecia mais lúcido que antes, e muito mais do que nos dias anteriores.



"Antes do que?" perguntou Taemin. O relógio despertador tocou na escrivaninha. 


Estava ficando tarde. A luz que entrava ja estava tomando uma cor estranha, um temporal que estava chegando bem depressa.



"Antes de perceber que ele nunca gostou de mim. Estava comigo pelo mesmo motivo que meu pai, por culpa. Ele me levava para ver sua irmã e ficar fazendo companhia para ela enquanto ele estivesse estudando."


"Te jogam de um lado pro outro..."


"Menos você. Você, doutor, é o único que não está aqui por culpa. Você nem mesmo sabe o que é culpa. Se está aqui é porque acredita em mim e sabe que preciso de você" Jinki estava piscando casa vez mais devagar. Se sentou na cama e se ajeitou na cabeceira.


"E eu de você."


"Sim..."


"Eu preciso ir, podem dar falta de mim. " mas ele não queria ir embora. Não mesmo.


"Doutor, eu disse tudo, me comportei, você não poderia me recompensar ficando aqui até eu dormir?"


"Você é velho demais para fazer esse tipo de pedido, não acha?" Jinki deu de ombros. "A câmera vai nos entregar e eu vou perder meu emprego."


"Não se preocupe, sempre que eu preciso falar eu as desligo."



Ele deveria sair naquela hora. Deveria ser mais sensato. Mas logo logo Jinki estaria dopado e precisava de Taemin. Ele podia sentir o quanto Jinki precisava dele.


Taemin tirou as pantufas e se deitou sobre os cobertores. Jinki, entre as cobertas, sorria meio avoado.  Em poucos minutos sorria como uma criança boba. Sorrisos resultantes de drogas, mas não seria julgado por isso.


"Você me dá tudo o que ninguém pode dar. Obrigado por cuidar de mim."



Três horas depois, Taemin tirou seus sapatos e entrou no apartamento. Por sorte as trancas automáticas foram desativadas. Saiu as pressas com o coração acelerado. Nunca pensou que seu peito pudesse esquentar tanto. Nunca pensou que pudesse ficar tão fascinado por alguém.


A pele de Jinki... O jeito que ele dormia... A voz dele chamando seu nome.


Quando colocou a mochila na cama, foi até o armário pegar uma muda de roupas e seguir para o banheiro.



"Você chegou?" a voz sonolenta de Minho soou como uma criança. "Estive preocupado. Onde esteve?"


"Fui resolver umas coisas, pessoais, não se preocupe. Por que está acordado se parece tão cansado?"



Os braços quentes de Minho surpreenderam o rapaz. Estava sendo abraçado. Minho fungava seu pescoço.



"Eu não poderia dormir sem saber que você estava bem e em casa"


"Minho, eu preciso tomar um banho"


"Posso te esperar?"


"Hm... Tudo bem"



Estar com Minho lhe dava uma mistura de sentimentos estranhos. As vezes se sentia um traidor, as vezes se sentia protegido verdadeiramente. Sabia que Jinki não aprovaria a aproximação dos dois, e a certeza disso o deixava no inferno.


Ele nunca se importou com as pessoas, nem as pessoas com ele. Mas com Lee Jinki e Choi Minho era diferente. Ele ficava diferente.


Quando chegou de pijamas no quarto, Minho estava deitado na cama agarrado no travasseiro de Tae. O jovem suspirou. Duas crianças. Apenas levantou os cobertores e se deitou. Logo Minho se aconchegou nele e beijou sua bochecha varias vezes como um bêbado.



"Obrigado por voltar pra casa"


"Minho..."


"Me deixa te beijar. Me deixa dormir tranquilo aqui com você."



Os lábios de Minho selaram os de Taemin de forma demorada, mas não aconteceu nada além disso.


Taemin acordou duas vezes naquela madrugada. Tinha medo que Jinki o encontrasse na cama com outra pessoa.






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