História Danger - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga, V
Tags Colegial, Escolar, Romance, Taegi, Vampiro, Vsuga, Yaoi
Visualizações 69
Palavras 1.844
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[...]Seus lábios precisos eram capazes de alcançar a uma mente agitada trazendo a ela um alívio que tanto precisava até o dado momento...

Capítulo 5 - Apaixonados


Em seu olhar era possível ver uma decisão, sua mão agarrou firme a gola de meu moletom e me encarou nervoso por alguns minutos conforme puxava-me contra ele.
-Não só vai me pagar pelo que fez, mas vou vingar também pelo que aconteceu na sala de química.
-Faça logo-Digo não suportando mais aquele suspense, preparando-me para sentir a dor dos seus murros, esperando para ver seu lado agressivo a descontar tudo o que estava acomulado em cima de mim.
  Vi sua mão vir em minha direção e fechei forte meus olho esperando o arder de seu tapa, porém, senti sua mão envolver meu rosto e antes que eu tivesse tempo de abrir meus olhos para entender o que estava acontecendo, fui surpreendido ao sentir seus lábios se unirem aos meus. Senti seu braço tomar minha cintura me prendendo assim ao seu corpo, com o inciar de um novo beijo a finalização de outro.
    Me senti imerge ao contato que estávamos tendo naquele momento, levando meus dedos ao seu pescoço retribuindo então aos seus selares.
  Viciado no som, viciado no que sentia, perdi a noção de quanto tempo estávamos presos a aquilo, enquanto um não se rendesse ao fadigo , nenhum dos dois pararia com os beijos a menos que fossemos obrigados a tal ação.
-Taehyung-Sussurrando meu nome se entregou ao cansaço, deitando sua testa sobre a minha com a respiração ofegante. Sua mão livre passou suave pelo meu rosto, fechando meus olhos senti suas carícias , quão boas eram.
-Podemos desmentir sua fama de mal beijador?-Ri leve descendo minhas mãos ao seu peito, as apoiando ali.
-Por que nunca me disse nada?-Questiona fraco, inclinando mais do seu rosto, tocando assim a ponta dos nossos narizes.
-Porque até agora  isso tava escondido de mim mesmo...O que acabou de acontecer foi o que me fez perceber meus sentimentos, perceber que ocupei metade do meu dia apenas me recordando do que passamos juntos...sem nem perceber-Dou um suspiro perante tudo o que sentia em meu peito, parecia reviver aos poucos. Uma pequena luz em meio a tantas trevas de um terrível monstro.
-Por que acha que implico tanto com Henye?-Sua pergunta mantinha um tom de obviedade em sua resposta- Fui orgulhoso por muito tempo e me negava a aceitar que eu apenas sentia ciúmes de toda essa aproximação de vocês...
  Dito tais palavras, um silêncio novamente cresceu ali, porém tal era apenas de nossas vozes esternas.Podia sentir nossos espíritos se comunicarem naquele tempo em que nossos corpos se mantinham quietos. Devagar ergui meus olhos indo de encontro aos seus, que em pouco tempo também fez o mesmo.
    Ah, Yoongi, me sinto tão horrendo perto de você.Você corre tanto perigo perto de mim e não faz nem noção disso. Permaneceria tão próximo de mim sabendo a criatura na qual me transformaram? Sentiria medo quando soubesse que meu corpo apenas está vivo pelo sangue que corre na veia de cada ser humano? Se afastaria quando tivesse consciência de que está frente a frente com um demônio de sangue?
-Espero que saiba que não vou te deixar em paz depois de toda essa melosidade-Diz com um sorriso leve e brincalhão.
-Você deve não me deixar em paz, afinal, eu vou ser o seu carrapato particular-Rimos juntos, logo sentindo sua mão passar pela parte de trás de meus cabelos.
-Aquela nojentinha vai ter que tomar muito cuidado com o que faz a partir de agora.
-Por favor, não a mate.
-Nem um pouquinho?
-Yoongi!-Ele ri antes de me dar um selinho longo.
-Quer voltar ao jogo?-O sinal para a troca de aula toca interrompendo minha resposta a sua pergunta. Gargalhei leve recuando-me um pouco.
-Acho que prefiro voltar a sala de aula.
-Pelo meu futuro, eu também preciso.
   Contornando seus ombros com meu braço caminhamos a sala de aula, pude sentir que tal ato atraía a atenção de algumas pessoas, ainda mais por acharem que eu e Yoongi não nos falaríamos novamente tão cedo. 
    O passar das aulas, mais uma vez, havia sido de grandiosa velocidade. Eu e Yoongi parecíamos conter assuntos intermináveis , cujos que não podiam ser falados em aula, então, ao finalizar da manhã escolar, combinamos de nos encontrar após o por do sol. Explicações? Dispensáveis.
    Chego em casa após a aula e após largar minha mochila no sofá caminhei a cozinha onde peguei uma bolsa de sangue e fui logo ao quarto. Me joguei em minha cama degustando da bebida, relembrando-me brevemente sobre os acontecidos nesta manhã, não podendo evitar um sorriso bobo no rosto. Não imaginaria que me sentiria dessa forma, nem que algo do tipo fosse possível acontecer.
   Fico dividido então entre sentimentos, até dado o momento estava tudo fluindo bem e não havia encontrado nenhuma pedra no caminho.Pois, eu sou a pedra. Eu temo tanto o que aconteceria a partir do momento em que Yoongi descobrisse quem eu sou e o que eu sou. Por mais que eu tente, esse medo não sai de minha cabeça, quase como se fosse se tornar real dali em instantes. Taehyung, não pense nisso...não pense nisso...
    Meus pensamentos são atrapalhados com um incômodo em meus olhos, a luz do sol reflete em um porta retratos metálico que se reclina diretamente para mim, parecia chamar minha atenção para si. Me levantei de minha cama deixando a bolsa ali e caminhei então até o objeto prateado, cujo guardava dentro de si uma foto de meus pais.
-Mãe...Pai...-Sussurro para a foto pegando o objeto em mãos, meu peito se aperta , eu estava distante deles.
   Viro o porta retratos nas minhas mãos, onde atrás de si escondia um panfleto de procurado.Eu estava naquele pequeno pedaço de papel, cujo havia se espalhado pela cidade nos primeiros meses após a noite na qual fugi de casa. Me sinto culpado em trazer uma dor tão grande a eles, me tormenta em imaginar suas lágrimas molhando seus rostos ao perder no decorrer do dia as esperanças de que me encontraria vivo, meu peito dói em nunca mais poder voltar para casa por segurança deles. Qual seria suas reações quando me vissem nesse estado? Quando notassem minha pele morta e quando reparassem meus olhos vermelhos amaldiçoados por toda a eternidade?
    O luto que vinha deles ao mesmo tempo que era injusto, era também aceitável.Eu estava morto de qualquer maneira...porém ainda enxergo, ainda respiro, ainda sinto, ainda ando pelas ruas. Eu ainda estou aqui.
-Eu estou aqui...-Digo em um sussurro desejando do mais fundo de mim que tais palavras chegassem a eles, mesmo não sendo possível-Me perdoem pelo erro no qual me tornei..
   Caio de joelhos abraçando a foto deles, meu rosto se banhava aos poucos nas lágrimas que se intensificavam a cada segundo, sentimentos que não deveriam existir estão todos misturados em um só ponto, se voltam contra si e geram um nó que parece não ser possível ser desfeito.
-Me perdoem pela dor que causei a vocês....Vocês não merecem sofrer dessa forma por um monstro que pode vos matar se não se controlar...
   Alguns soluços não puderam ser controlados e  a casa silenciou-se a ouvir meu choro, vomitando pelos olhos a amargura e a culpa que eu sentia, gritos desesperados camuflados que acusavam-me de não poder perdoar a mim mesmo.
   Olho por mais uma vez a foto passado um tempo no qual acalmava meu espírito, soltando um suspiro trêmulo e falho.
-Eu sinto saudades...
   Dito então, levantei-me do chão colocando de volta o objeto em seu lugar, fitando-o por alguns segundos antes de me retirar ao banheiro onde passei uma água no rosto.Tirei minhas lentes que me incomodavam e olhei-me no espelho. Minha pele, gelada e branca, assemelhando-se a um grande boneco de cera.Meus olhos, amarelados em ouro que mantinha sua luxuria na vida humana. Uma prisão que mantém meu espírito aqui.
    Sequei ao meu rosto e retomando ao quarto me joguei sobre a cama com o rosto escondido no travesseiro, tentei desligar-me de todos aqueles pensamentos e não pensar em nada, apenas relaxar ouvindo o ambiente ao meu redor, desfrutando do silêncio que minha cabeça necessitava.
...
  Terminado de me arrumar parei em frente ao espelho, checando-me uma última vez antes de me encontrar com Yoongi em frente ao restaurante. Estava de sobremaneira ansioso por aquilo, não podia mais esperar para o encontrar e por toda a conversa diante de nós, sem contar o tempo no qual estaríamos juntos.
    Certifiquei-me de que tudo estava em ordem e rapidamente me encontrei em frente a praça da cidade, onde Yoongi chega no mesmo minuto. Vestia uma calça rasgada nos joelhos e uma blusa comprida de mangas longas por cima, que era coberta por mais uma jaqueta em couro preto.
-Que cara de mal!-Digo com um sorriso enquanto me aproximava mais dele, que me olhou com um sorriso aberto e exibido.
-Eu não tenho cara de mal...-Faz uma curta pausa enquanto segura meu queixo pela ponta dos dedos, fitando meus olhos-Eu SOU mal!-Diz ressaltando ao verbo.
-A que nível?-Pergunto erguendo uma de minhas sobrancelhas, recebo um jogar de cabeça confuso com um erguer de sobrancelhas como resposta.
-Quem sabe.
-Você realmente gosta de um mistério.
-Amo.
-Desvendarei todos?
-Esse já é um mistério-Arqueia uma sobrancelha com um sorrisinho convencido.
-Espero que não esteja duvidando do meu potencial.
-Será?
-Não me dará uma resposta concreta?
-Claro, pergunte o que quiser.
-Bom, vamos ver-Abro um sorriso sapeca- No banheiro eu disse que eu gostava de você. Agora eu que quero perguntar isso, mesmo já tendo uma ideia da sua resposta-Tombei um pouco a cabeça para o lado- Você gosta de mim? - Yoongi abre a boca com um sorriso pronto para me falar.
-Quem....-Ri pausando sua fala-Estou brincando menininho-Sinto seu braço tomar minha cintura e me puxar para perto de si- Já deveria saber que sim.
-Quem disse que eu não sabia?
-Então por que me perguntou?
-Porque eu preciso ouvir isso diretamente de você, e não das provas que você deixou evidente.
-Desculpe então seu detetive!-Diz zombando com um sorrisinho-Eu gosto de você. Sabe, é bom aproveitar meu bom humor, isso é raro.
-Claro rapaz nervoso, seguirei seu conselho.
  Rimos ao mesmo tempo, Yoongi tomou meu rosto com sua mão livre e iniciou um beijo calmo. O vento soprando suave e o som das folhas batendo entre si pareciam contribuir para a história, como se quisessem deixar uma fotografia ainda mais encantadora e uma canção mais profunda.
  Seus lábios precisos eram capazes de alcançar a uma mente agitada trazendo a ela um alívio que tanto precisava até o dado momento. Por aquele momento tudo pareceu se silenciar apenas para assistir a cena esperada, retribuindo seu beijo então, tudo o que conseguia pensar era no nosso momento.
  -Eu ainda quero andar nessa praça Taehyung-Diz risonho após um curto silêncio em que fizemos quando separamos o beijo-Teremos uma noite só para isso, não se preocupe-Yoongi morde os lábios começando a rir em seguida me puxando consigo pela mão para dentro da praça.
    ...
  Eu me nego a aceitar que tem algo errado.
  ....
   Por que sinto que estou sendo observado a medida que caminho por essa praça , rodeada pelas árvores?

 



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