História Danger in Love - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Adam Levine, Elizabeth Gillies, Justin Bieber, Nina Dobrev
Tags Ação, Amor, Criminal, Hot, Jason Mccann, Justin Bieber, Novela, Romance, Sexo
Exibições 347
Palavras 3.809
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Antes da data de entrega, porém, é muito provável que o próximo só sairá lá para sexta-feira ou até mesmo sábado, pois essa semana vou fazer duas provas FODAS de segunda chamada e preciso de um tempo para estudar, ou vou acabar indo pra final e perdendo as cadeiras, o que acarretará em mais dor de cabeça para mim. Peço mil desculpa a vocês por isso, mas prometo que vou me esforçar em postar no mínimo até sábado. Agora tenham uma boa leitura :* :*

Capítulo 15 - Just dance!


Fanfic / Fanfiction Danger in Love - Capítulo 15 - Just dance!

Madson P.O.V.

Eu estava com raiva de Evan, estava com muita raiva dele, e acabei decidindo provoca-lo, dançando para Justin, aquilo o deixaria puto, sem dúvidas. Mas no final, eu estava tão nervosa com os toques de Justin que não queria mais tirar a minha máscara, só que ele mesmo fizera aquilo, e unira seus lábios aos meus. Fique imóvel com aquilo, não esperava que me beijasse, e quando jogaram água sobre nós eu saí rápido de seu colo.

Evan apareceu gritando e Louis o segurou. Senti minha respiração pesar e as lágrimas chegarem, Justin se pôs de pé e eu me virei, subindo rápido aquelas escadas. Naomi veio atrás de mim e entramos no quarto onde estava as minhas roupas.

Não conseguia acreditar no que havia acabado de fazer. Eu usara Justin para descontar minha raiva em Evan e aquilo fora tão sujo da minha parte. Minhas lágrimas escorriam pelo meu rosto e vi Naomi se aproximar.

– Mad... – ela falou e eu me virei e acabei derrubando um perfume que se quebrou no chão – Hey, calma...

Tentei conter minhas lágrimas e escutamos duas batidas leves na porta. A olhei assustada, eu não queria falar com ninguém.

– Manda ir embora... – falei nervosa e ela assentiu, seguindo para a porta.

A vi sair e suspirei, virando-me de costas para a porta. Abracei meus braços, acariciando-os e deixei algumas lágrimas rolarem. Me olhei no espelho que havia no guarda-roupa e me senti tão mal pelo que fizera a instantes... “Droga, Mad. Você tá cansada de saber. Um erro não se acerta com outro...” uma voz gritava aquilo dentro de mim.

Sacudi minha cabeça de um lado ao outro e limpei minhas lágrimas. Não adiantava chorar pelo que já havia acontecido, certo? Agora eu só precisava ir embora dali o quanto antes.

– Mad... – ouvi a voz de Alicia e me virei vendo-a adentrar o quarto com Naomi – Mad, o que foi  aquilo?

– Ali... – fui ao seu encontro e ela me abraçou forte – O Evan... Ele me traía, Ali.

– Como assim? – ela perguntou confusa.

– Nos mandaram subir para ver uma coisa, e quando chegamos, vimos o Evan com a Ashley, e o pior, nós escutamos a conversa deles. – Naomi respondeu angustiada por mim.

– Eu não acredito que aquele desgraçado... – ela desfez o abraço – Como pôde?

Limpei minhas lágrimas e suspirei. Eu também não entendia, não queria acreditar no que tinha visto naquele maldito quarto. Mas não podia simplesmente esquecer. Ele era um cafajeste e eu me sentia quebrada por dentro.

– Eu to me sentindo tão mal pelo que fiz lá embaixo... – falei me virando de costas.

– Não, ele mereceu! – elas afirmaram juntas e eu neguei com a cabeça.

– O Evan sim, mas o Justin... Eu usei ele. – falei com voz embargada.

– O Jus é um cara legal, tá? Se você explicar pra ele...

– Você acha que eu tenho cara de olhar pra ele, Ali? – perguntei me virando para ela novamente.

Deixei mais lágrimas escorrerem e solucei, fechando os olhos com força. Justin me odiaria depois daquilo... Eu realmente havia estragado tudo!

– Você beijou aquele gostoso lá embaixo, depois de ter dançado sensualmente pra ele, então precisa explicar as coisas.

– Eu concordo com a Ali. – Naomi falou e eu respirei fundo.

Elas estavam certas, eu precisava ao menos me desculpar. Ele não tinha nada a ver com os meus problemas, eu que o meti no meio de tudo. E desde o início vinha lhe causando problemas, mesmo que contra a minha vontade.

– Tudo bem... – falei baixinho e as vi sorrir.

– Certo, então se troca que ele tá te esperando lá fora. – Alicia falou e eu a encarei.

– Ele...

– Sim! Anda logo, põe sua roupa e vai falar com aquele Deus grego. – ela me empurrou para dentro do closet e eu sorri de leve.

Adentrei aquele local e escutei a porta atrás de mim se fechar. Suspirei tentando conter as lágrimas e fechei os olhos, respirando fundo. Ao abri-los, olhei minhas roupas ali em baixo, sobre uma pequena mesinha e as peguei.

Me troquei rápido e tentei pensar em como iria explicar aquilo para o Justin, talvez ele me odiasse depois disso... Mas as meninas estavam certas, ele merecia uma explicação.

Ouvi a porta bater e franzi o cenho, saindo do closet e o vendo ali. As meninas tinham saído e ele me parecia confuso. Ao me notar sorriu fraco e parou de caminhar. Eu engoli em seco e respirei fundo.

– Oi. – falou sem graça e eu continuei em silêncio – Ah, suas amigas mandaram eu entrar... Você está bem?

– Não, quer dizer... Desculpa. – falei completamente nervosa e ele franziu o cenho.

– Desculpa pelo quê? – engoli em seco novamente, as palavras estavam me fugindo – Olha, não precisa ficar nervosa, eu sei que não devia ter te beijado, você tem namorado e eu te causei um problemão.

– Não, eu... – desviei meu olhar dele, eu não queria que me visse chorar – O Evan não é mais meu namorado.

– Como assim? – ele perguntou confuso e eu suspirei.

– Ele e Ashley... – senti uma lágrima cair e interrompi minha fala.

– Então você descobriu... – ele falou em tom triste e eu o encarei.

Como assim? Ele já sabia? Franzi o cenho e então algumas lembranças me vieram a cabeça. No dia que briguei com Ashley, enquanto falava com ele na arquibancada, explicando o motivo, ele deixou uma frase no ar “Ah, eu pensei que você tinha...”, foi exatamente isso que ele falou, como eu não percebi?

E quando Evan bateu nele aquele dia no campo, ele não quis me falar o motivo, mas a Ashley estava se jogando para ele, e quando fui tomar satisfações ela estava lá, acenando para o Evan. Meu Deus, como eu fui cega? Esse tempo todo tudo ocorria debaixo dos meus olhos e eu só percebera agora?

– Por que não me contou? – perguntei vendo-o se aproximar.

– Porque você gostava dele, Mad, e tudo que eu menos queria era te ver assim... – sua voz saiu doce e eu me afastei um pouco.

Ele não podia ter mentido para mim, não mesmo.

– Você devia ter me contado, Justin! – falei nervosa.

– Eu devia mesmo? Mad, eu só sou o cara novo do colégio, você podia não acreditar em mim e...

– E o quê, Justin? – perguntei o encarando chateada – E que era mais divertido me ver bancando a idiota?

– Mad, não... Só que o Evan podia negar tudo, que provas eu tinha? E por que ia te fazer ficar mal assim? Ele é um babaca, mas você gostava dele, certo?

Sim, ele tinha razão. E eu não tinha direito de sentir raiva dele. Não tinha a mínima culpa sobre isso... Suspirei baixando a cabeça e assenti de leve, vendo-o se aproximar.

– Não fica assim não... Aquele filho da mãe não merece. – ele me puxou para os seus braços.

Deixei as lágrimas caírem e ele me apertou mais contra si. Estava me sentindo tão mal, e realmente precisava de um abraço como aquele. Justin parecia ler meus pensamentos, ele conseguia me decifrar por completo com um simples olhar...

– Eu quero ir embora... – falei contendo minhas lágrimas e ele levantou minha cabeça, fazendo-me encarar aquele mar de mel que eram seus olhos.

– Eu te levo, tá bom? – falou baixinho e beijou minha testa.

Fechei meus olhos e voltei a abraça-lo. Ele era tão diferente dos outros... E eu achava isso o melhor nele. O seu jeito de ser me encantava. Ele parecia um príncipe de tão perfeito que era.

Por fim, rompemos o abraço e eu peguei meus saltos, saindo do quarto com Justin. As meninas estavam lá fora, encostadas na parede, vi Johan também ali, junto de Alicia. Eles nos olharam um tanto curiosos e eu afundei meu rosto no peitoral de Justin, sentindo seus braços me apertarem mais contra si. Eu simplesmente não queria que mais ninguém me visse daquela forma.

– Estamos indo embora... – ele falou vendo que eu não falaria.

– Tudo bem, eu levo elas para casa. – Johan falou educadamente.

– Não precisa, não quero que percam a festa por minha culpa... – falei tentando ser firme.

– Mad, nós vamos com você... – Alicia falou e eu neguei com a cabeça.

– Não precisam se preocupar, ela vem comigo. – Justin falou sorrindo curto e eles o olharam.

– Tem certeza? – Naomi questionou e eu assenti.

– Está tudo bem, eu só preciso descansar... – falei e elas sorriram curto, assentindo.

– Tudo bem, minha mãe já não deve mais estar em casa, mas você sabe onde fica a chave, certo? – Alicia perguntou me encarando e eu assenti – Vê se fica bem, tá bom? E não vamos demorar muito aqui...

Apenas assenti e me despedi delas, pedindo que curtissem a festa por mim. De modo algum queria que estragassem aquilo por minha culpa... E depois disso segui com Justin para baixo, ele dissera que estacionara seu carro um pouco afastado, pela quantidade de carros na rua.

Quando saímos de casa, uma rajada de vento frio nos atingiu, e só ai percebi que ele ainda estava molhado e que precisava trocar logo aquelas roupas. Me aconcheguei mais em seus braços, e seguimos pela rua, em um silêncio desconcertante. Não que eu quisesse falar, mas sentira sua falta...

– Onde passou a semana? – perguntei baixinho e ele me olhou.

– Tive que viajar com o meu pai. – falou doce e eu sorri de leve assentindo.

– Pensei que estivesse chateado...

– Um pouco, mas não com você. É que minha família não gostou nada da suspensão do treinador, em especial meu pai. – suspirei e baixei o olhar.

– Acho que posso imaginar...

– Mas tudo bem, ele só me obrigou a viajar para esfriar a cabeça, não foi tão ruim assim... – o vi tirar as chaves do boldo e paramos de caminhar.

Notei então estarmos em frente ao seu carro. Forcei um sorriso e ele abriu a porta para mim, como um cavalheiro a uma dama, para mim aquelas coisas só aconteciam em filmes... Adentrei o veículo e o vi dar a volta, entrando pelo lado do motorista. Repousei minha cabeça no banco do carro e tentei não me lembrar do que acontecera aquela noite ali.

 

Justin P.O.V.

Tudo saiu melhor do que eu esperava. Acho que alguém lá em cima gostava muito de mim, porque era sorte demais para um Bieber só. Fodo com a vida de todo mundo, ganho uma dança daquelas, beijo minha vadiazinha e ainda saio como o bom moço da história.

A encontrei completamente vulnerável naquele quarto, como já esperava, mas fora tudo o que já citei, ela me pediu para leva-la em casa, e isso era excepcionalmente ótimo.

No caminho não nos falamos muito, mas notara o seu olhar sobre mim, ela tentava disfarçar, e eu fingia não perceber, mas sabia exatamente no que estava pensando, em quando o papai aqui iria beijá-la novamente daquela forma...

– Prontinho... – estacionei em frente a casa de Alicia e ela suspirou.

Tiramos os cintos de segurança e a vi respirar fundo, juntando forças para descer do carro, seus olhos estavam marejados e ela os fechou tentando conter as lagrimas, logo em seguida os abriu e me olhou tristonha.

– Desculpa por ter estragado tudo... – ela falou baixinho e eu neguei com a cabeça.

– Hey, não precisa se desculpar, você não teve culpa de nada... – falei doce e segurei em seu queixo, levantando sua cabeça.

– Justin, eu fui horrível... Usei você pra atingir o Evan, entende? – vi suas lágrimas escorrerem e as sequei.

– Tudo bem, eu não estou zangado com você. – falei e ela olhou para fora do carro.

– Eu sou uma idiota, não é?

– Não! – falei rápido e um tanto alterado, fazendo-a me olhar – Mad, você...  É a garota mais incrível que já conheci, e nossa, você é... – me aproximei um pouco de seu rosto, acariciando-o de leve – Mad, você é tão linda que eu quase perco a cabeça quando estou ao seu lado.

Olhei no fundo dos seus olhos e ela me parecia tão atraente ali. Desci meu olhar para os seus lábios e contornei os dela com o polegar, vendo-a fechar seus olhos.

– Você é simplesmente perfeita... – sussurrei próximo a sua boca e ela estremeceu.

Ponto pra mim! Ela queria que eu a beijasse tanto quanto eu queria beijá-la. Mas bancou a vadia difícil e se afastou rapidamente, destravando a porta do carro. Sorri mordendo os lábios, vendo-a descer nervosa e fiz o mesmo. Notando agora a casa vazia, Alicia falara sobre sua mãe ter saído, aquilo era deliciosamente perfeito.

– Acho melhor eu entrar... – ela falou fechando a porta do carro e eu assenti.

– Posso ficar mais um pouco se quiser... – falei e ela me olhou por alguns segundos, como se tentasse formular a informação.

– Eu... Você não precisa se preocupar... – ela falou e eu segui em sua direção.

– E você não precisa mentir pra mim, Mad... Não vou te deixar assim, sozinha. – afirmei e ela fechou os olhos por alguns segundos.

– Só não quero estragar mais a sua noite... – sua vou saiu falha e ela me olhou novamente.

– Você não estragou exatamente nada, Mad... – falei doce e ela sorriu fraco e balançou a cabeça de um lado ao outro.

– Tudo bem, acho que preciso mesmo de companhia... – sorri de leve e acariciei sua bochecha – Vamos? Você também precisa se secar...

Ela forçou um sorriso, e o meu simplesmente saiu. Alguém lá em cima tava realmente muito afim de me ajudar...

Travei o carro e seguimos para a casa. Ela passou a minha frente, visivelmente nervosa e eu olhei descaradamente para aquela bundinha que a instantes atrás rebolava com tesão no meu pau. Sorri maliciosamente imaginando ela rebolando daquele jeito com ele dentro da sua bucetinha, que a propósito devia ser tão apertadinha...

Busquei me controlar para não agarrá-la ali, e a vi pegar as chaves atrás de um vaso. Olhei para os lados e aquela rua estava deserta. Sorri de lado e logo ela abriu a porta. Adentramos o local e aquilo era muito organizado. Ouvi a porta atrás de mim fechar e me virei, vendo-a sorrir tímida.

– Ah, pode subir, tem um banheiro e toalhas, a secadora fica nos fundos, então é só trazer a roupa pra mim... – a ouvi falar e assenti.

– Obrigado, Mad! – falei docemente e ela sorriu abraçando um de seus braços.

– Por nada... É a segunda porta a esquerda. – sorri gentilmente e assenti mais uma vez.

Me virei novamente e subi rapidamente as escadas, com um sorriso malicioso nos lábios. Ao adentrar o banheiro meu celular tocou e eu o tirei de meu bolso, por sorte aquilo não havia queimado. Olhei o identificador e era Adan. Provável que para checar como eu estava.

– Fala, Adan! – atendi rapidamente.

– Como está o braço? – ele perguntou e eu me olhei no espelho, Madson veria aquilo se eu realmente quisesse continuar com o plano.

– Não está mais doendo tanto. – falei tirando o casaco e olhando meu braço no espelho, o curativo estava intacto, sinal de que não sangrava mais.

– Não anda forçando, certo?

– Não até agora... – falei em tom malicioso.

– Justin, eu espero que esteja em casa, repousando e não com uma vadia qualquer, precisa focar na garota! – ele falou em tom repreensivo e eu ri.

– Fica tranquilo, eu não brinco em serviço, estou na casa dela, bem, na casa da amiga.

– Como assim?

– Rolou festa do pessoal do time hoje e eu a trouxe em casa...

– Bom garoto, mas cuidado com esse braço, você precisa dele.

– Pode deixar, qualquer coisa ela quica muito bem. – ri com malicia, lembrando dela em meu colo, que mulher gostosa!

Haha... Vá com calma, Bieber, essa vadiazinha nos vai render um boa grana.

– Afinal, o que queremos mesmo com ela? – perguntei curioso, até agora a ordem era conquistar sua confiança, mas por que e com que objetivo?

– Eu ainda não sei, as ordens vieram de cima, só precisamos acatá-las. – ele respondeu um tanto tenso.

Adan sempre ficava tenso quando falava no cara que nos dava as ordens. Ele dizia não conhecê-lo e preferia não citar seu nome, mas sabia que contrariá-lo era uma sentença de morte. Até então eu nunca havia recebido uma ordem sua, não diretamente como ocorrera a semanas, aquilo era um pouco frustrante, realmente não entendia o que uma garota do colégio tinha de tão importante para a máfia, mas se era ela que eles queriam, era ela que eles teriam.

– Tudo bem, eu preciso me concentrar aqui agora. – falei e ouvi sua respiração do outro lado.

Certo, e mais uma vez, cuidado com esse braço!

Pode deixar, cara! – me despedi e desliguei.

Me olhei uma ultima vez no espelho, voltando ao meu “personagem” e sorri, lembrando o que me esperava lá embaixo. Terminei então de tirar o resto da minha roupa, ficando apenas de boxe e pegando uma toalha no pequeno armário abaixo da pia. A enrolei em volta de minha cintura e peguei minhas roupas, saindo logo dali.

Olhei pelo corredor e não vi ninguém, então segui para as escadas, descendo até a sala, notando não haver ninguém ali. Caminhei até a cozinha e nada, então retornei a sala, observando bem aquele local. As paredes eram pintadas em um tom claro caramelo. Haviam duas poltronas, um enorme sofá amarronzado em formato de L. A TV era bem grande e ficava em um suporte na parede, logo abaixo da mesma, havia uma pequena estante no mesmo tom dos sofás. No chão se encontrava um enorme tapete, e sobre esse uma pequena e sofisticada mesinha de centro.

Ouvi passos na escada e olhei naquela direção, vendo Madson com uma roupa mais confortável. Era um shortinho de pano fininho e um moletom cobrindo os braços e boa parte do corpo, daquele delicioso corpo... Seus olhos me mediram disfarçadamente e ela franziu o cenho, cerrando os olhos ao ver meu curativo no braço.

– Justin... – caminhou rápido em minha direção e me encarou – O que aconteceu com o seu braço?

– Ah, isso? Não foi nada de mais, um leve corte na esgrima, estava fora de forma... – menti na cara de pau e ela franziu o cenho novamente, ainda me encarando, agora um tanto curiosa..

– Esgrima? Você pratica?

– Não mais, faz um bom intervalo de anos que parei. – falei sorrindo de leve e ela também sorriu.

– Você é cheio de surpresas... – “Não imagina quantas...” pensei sorridente.

– Não são tantas assim... – respondi sem querer me gabar e ela negou com a cabeça.

– Tudo bem, cadê a sua roupa? – ela pediu estendendo a mão e eu a entreguei – Fica sequinha rapidinho.

Ela passou por mim e olhei sua bunda. “E eu te deixo molhadinha mais rápido ainda!” pensei mordendo os lábios e seguindo-a para os fundos.

A vi jogar minha roupa na secadora e se abaixar um pouco, para ligar a máquina. Apertei o Jerry por cima da toalha e passei os dentes pelos meus lábios, olhando aquele rabo empinadinho pra mim. “Oh, delícia, assim você me fode, ou melhor, eu te fodo!” sorri entre os meus pensamentos e desviei o olhar, vendo-a virar-se para mim.

– Pronto, agora é só esperar um pouquinho... – ela falou sem muito ânimo e cruzou os braços, forçando um sorriso.

– Tudo bem... – fingi estar sem jeito e cocei a minha nuca – Podíamos fazer alguma coisa, não quero te ver pra baixo.

– Acho meio difícil me divertir hoje. – percebi seus olhos lacrimejarem e ela baixou o olhar.

– Não fica assim... – falei puxando-a para os meus braços, e senti suas lágrimas quentes tocarem a minha pele.

– Eu gostava dele, Justin... – travei o maxilar e acariciei seus cabelos – Tá doendo aqui dentro.

Senti algo me percorrer, e engoli em seco. Estava me sentindo culpado? Ah qual é? Ela tinha que saber, certo? Fora que eu precisava disso pra me aproximar mais dela, afinal aquilo era um trabalho, e eu não devia realmente me importar, mas odiava ver mulher chorando, sempre detestei. Exceto se fosse chorando de prazer na minha cama...

– Eu entendo, mas ele não te merecia, e nem merece nada vindo de você. – falei o mais doce que pude e desfiz o abraço – Então realmente não quero que chore por aquele filho da mãe!

Desfiz o abraço e levantei seu rosto, limpando suas lágrimas. Dei um leve beijinho em sua testa e ela sorriu fraco, então acariciei seu rosto levemente.

– Bem melhor assim. Agora o que acha de esquecer isso?

– O que você propõe então? – “Você na minha cama!” sorri de leve, balançando minha cabeça de um lado ao outro.

– Ah, aqui tem algum jogo?

– Jogo? Que tipo? – ela franziu o cenho e fungou, secando as lágrimas de vez – A Ali tem um just dance... Mas eu sou péssima nisso.

– Isso serve, com certeza. – falei risonho e ela também sorriu.

– Meu Deus... Você tem cada uma...

– Vamos? – perguntei dando-lhe o braço e ela assentiu, enroscando o seu ali.

Seguimos para fora entre risadas. Eu faria ela esquecer o bosta do Evan rapidinho, e assim seria minha por completo. Mal podia esperar por isso. Aquela vadia ficaria de quatro pra mim, literalmente.

Quando chegamos a sala, ela me mostro o jogo e comecei instalá-lo. A vi seguir de volta para a cozinha e apressei aquilo. Estava ligando a TV quando ela retorno a sala com dois pedaços de torta em mãos.

– Você não tem problemas com torta, certo? – perguntou risonha e eu neguei.

– Não! – rimos junto, eu já podia até imaginar quem tinha problemas com torta.

– Ainda bem, porque essa tá uma delícia. – ela me entregou um dos pratos e sorri agradecido.

– Se você diz, eu acredito...

A vi sentar-se no sofá a minha frente e sentei ao seu lado.

– Sabe? Você é o cara mais esquisito e fora do comum que conheci... – ela falou comendo sua torta e eu sorri.

– Por quê? – perguntei provando e aquilo estava do caralho, sério muito bom.

– Porque te conheço a pouquíssimo tempo, mas já fiz coisas com você que nunca tinha feito antes...

– E isso é ruim? – perguntei arqueando uma sobrancelha e ela negou com a cabeça, sorrindo em seguida.

– Não, eu me sinto bem ao seu lado. Agora provavelmente eu estaria chorando, mas ao invés disso, estou comendo uma torta e me preparando psicologicamente para jogar just dance.

Rimos juntos. Ouvir aquilo soava como uma melodia gostosa em meus ouvidos. Acho que finalmente estava conquistando a confiança de Madson Hastings.

– Ah, então é bom ser estranho e fora do comum. – falei divertido e ela assentiu.

– Sem dúvidas...

Terminamos de comer a torta e colocamos os pratos na mesinha de centro, a qual empurrei para o lado, dando espaço para o tapete. Puxei Madson pela mão e tirei a toalha da minha cintura, ficando apenas de cueca, e notei seu olhar travesso ali, mas fingi não perceber, precisava de um clima descontraído e deixá-la tímida não fazia parte do plano.

– Meu Deus, eu não acredito que vou fazer isso. – ela levou as mãos ao rosto balançando a cabeça de um lado ao outro.

– Ah, deixa de coisa, você deve ser bem melhor que eu...

– Então você é péssimo ao quadrado. – ela riu fazendo-me rir e logo vimos o jogo iniciar...


Notas Finais


Aiaiai... Justin sentindo culpa? Hummmm... Mas e ai, o que acharam? Deixem seus comentários, favoritem se gostaram, e compartilhem com as amigas, quem sabe elas não gostem também?

XoXo :* :*


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