História Dangerou$ Woman - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande
Personagens Ariana Grande
Exibições 13
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá docinhos,aqui vai outro capítulo, boa leitura 😘

Capítulo 2 - II


Por mais que eu não quisesse acreditar,lá estava ela,minha mãe, quase irreconhecível com este ar de confiante ao qual eu não estava minimamente acostumada a ver de alguns anos para cá. Após o desaparecimento de meu pai ela nunca mais foi a mesma comigo e muito menos com os outros. Joan se tornou uma pessoa amarga e desconfiada como se a qualquer momento alguém fosse apunhalar ela pelas costas. E pensar que tudo isso foi por causa daquele acidente..

Flash back On

Gritos de descontentamento para todos os lados preenchiam meus ouvidos.
- Tu prometeu que isso ia ficar para trás,não quero mais ouvir falar deles!- minha mãe gritou em lágrimas enquanto puxava o braço de meu pai que estava saindo pela porta.
-Não ė algo que eu possa escolher,quando eles querem alguém eles vão até o fim do mundo se for preciso e tu sabe muito bem disso Joan.- falou meu pai com um semblante exausto, determinado a por um fim na discussão ele se vira de costas e abre a porta.
-Vai dar tudo certo,eu não vou deixar nada acontecer com vocês duas,eu prometo.- finalizou ele e atravessou a porta sem ao menos olhar para trás. Joan não conseguiu impedir ele de sair e ficou frustrada ao ver o marido arrancar o carro e partir pelas ruas de Itália para só Deus sabe aonde. Ela por fim se ajoelhou no chão e começou a chorar descontroladamente por um período de tempo que aos meus olhos inocentes de criança pareceu infinito. Não conseguia entender o desespero que minha mãe demonstrava,afinal eu nunca tinha visto ela dessa maneira,tão vulnerável e perdida como se o mundo estivesse prestes a acabar e o peso todo estivesse em seus ombros. De certo modo,ela não  estava totalmente enganada ,naquele mesmo dia, no final da tarde o telefone da sala tocou, sua feição se fez obscura quando atendeu o mesmo,o brilho de seus olhos foi se esvaindo aos poucos e a tristeza estava escrita em todo se rosto,mas desta vez ela não chorou e esperniou como antes,nem se quer tinham lágrimas restantes,ela estava  claramente nervosa com a informação que tinha acabado de receber,em toda a ligação nem uma palavra foi  dita da sua parte ela só fixou o olhar em um ponto da parede ,e ali ficou sem mexer um músculo. Foi então que eu tomei coragem e fui em sua direção.
-Mamãe,mãe..- tentei em vão chamar a sua atenção,seu foco não era em mim,ela estava completamente perdida em seus pensamentos.
-Mamãe a senhora está bem?- perguntei mas não recebi nada em resposta,peguei ela pelo braço para ver se conseguia tira - la desse transe no qual se achava. Sua mão foi de encontro com a minha e retirou a mesma de seu braço,abaixou a cabeça em minha direção e seus olhos cruzaram com os meus que estavam cheios de preocupação e ,talvel,um pouco de medo. O meu atual estado não pareceu abalar - la, seus olhos eram desconhecidos para mim,não era mais aquele olhar doce que sempre me passava tranquilidade e ternura,eram agora um muro impenetrável que para dizer a verdade estava me encomodando.
- Arruma tuas coisas,vamos partir.- do nada ela disse bruscamente e eu me assustei com a repentina ruptura do silêncio que até pouco reinava nesta sala.
-Partir? Para onde? -perguntei não entendendo nada,e voltei a ser ignorada por minha mãe da qual a única resposta que obtive foi um grunhido de raiva. Não conseguindo mais aturar o clima pesado ao meu redor fui "arrumar minhas coisas".Atravessei o imenso corredor enquanto admirava mais uma vez os quadros pendurados na parede que minha mãe um dia pintou,perdida no mundo das tintas e pinceladas nem tinha percebido que já estava  dentro de meu quarto que no momento podia muito bem ser confundido com um playground,me esquivei de todos os brinquedos tentando alcançar meu armário e pegar minhas roupas preferidas,a maior parte era rosa, obviamente.Para minha mentalidade infantil de 7 anos, em minha mala rosa bebê  a única coisa que não podia faltar era meu ursinho de pelúcia que era meu melhor amigo e fiel escudeiro de várias aventuras,o problema porém era achar alguma coisa no meio desta bagunça toda.
-Ariana vamos,agora.-mandou minha mãe ao abrir com força a porta do meu quarto.
-Mas eu não achei o Fluffy ainda!Não quero deixar ele para trás..- choraminguei ao mesmo tempo que revirava cada centímetro do quarto.
-Eu não vou repetir Ariana-  ela novamente chamou minha atençao,usando meu nome completo e não o apelido ao qual eu era habituada,Ari. O tom de sua voz revelava que seria melhor não insistir mas como poderia deixar um amigo largado por aí?
-Eu não vou sair daqui sem o Fluffy!- gritei procurando em baixo da cama.
-Vai sim,quer apostar?- disse ela ao me puxar bruscamente pelo braço e arrastando eu e minha mala através do corredor,tentei inúmeras vezes mas não  conseguia me livrar de seus braços e quando vi já estava sendo socada para dentro do carro.
Senti algo quente e umido escorrer em meu rosto,afastei rapidamente a lágrima com a mão pois não queria que minha mãe me visse chorando,quando ela entrou no carro tentei ignora - la mas como ė de se imaginar não consegui por muito. A atmosfera dentro do carro estava pesada, os únicos que estavam expressando algum sentimento que não fosse agonia eram os cantores da rádio que falavam incessantemente sobre amor e alegria,falavam isto só porque não estavam passando pelo mesmo que eu .
-Vamos encontrar papai?- interrompi os pensamentos distantes de minha mãe.
-Seu pai?-perguntou debochada,mas não acho que estava querendo uma resposta,estão só esperei que ela continuasse quando sentisse vontade, Joan parecia estar escolhendo as palavras certas a dizer antes de se pronunciar.
- Seu pai sofreu um acidente,Ariana- disse ela secamente destacando cada palavra para que não houvesse erro de compreensão da minha parte.
-Então quando vamos buscar ele?- questionei preocupada   com o paradeiro de meu pai.
-Nunca Ariana,nunca.-respondeu severamente sem ao menos se preocupar em ferir ainda mais meus sentimentos,depois desta notícia devastadora cai no choro não me importando se ela visse ou não as lágrimas jorrarem de meus olhos..

Flash back Off

Me forcei a sair desta lembrança que um dia já foi dolorosa,e criei coragem para sustentar o olhar de Joan e pude ver seus lábios formando uma frase:se esconda.
Como assim? Eu não posso simplesmente ir embora e deixar ela nas mãos de desconhecidos evidentemente perigosos,não que ela pareça entender a minha preocupação pois logo se virou e entregou algo ao anão e voltou a me ignorar.
-Aqui está,agora podem me deixar em paz e sair da minha casa.- sua voz estava tranquila como se nada a perturbasse.
-Oh,mas que belo,tu acha que pode impor alguma coisa pra alguém como eu? - falou o anão enquanto trocava risadas com seu parceiro desengonçado. Dava para ver que Joan estava se irritando com a situação.
-Tu quer dizer para alguém tão desprezível e repugnante?- respondeu ela apontando o dedo para os dois com desprezo. Acho que, Joan está pedindo para morrer,comecei a ficar mais nervosa do que antes ao escutar - la enfrentar esses sujeitos mal encarados,então tentei analisar as coisas ao meu redor que poderiam ser usadas como arma ou distração contra eles mas nada. Temos uma janela no fim do corredor que leva ao jardim;um tapete vermelho ao longo do corredor;uma estante cheia de livros antigos e o telefone ,sim talvel eu possa matar eles de tédio com algumas leituras. Pronto,é o fim,não tem nada útil..espera,telefone? Aí sua burra,porque eu não liguei pra polícia ainda?
Me levantei de pressa para alcançar o telefone,porém toi rápido de mais pois acabei tropeçando no tapete provocando um estrondo enorme,um grande silêncio se fez no ar até ser interrompido pela voz que eu pude reconhecer ser do gigante.
-Que barulho foi esse?- perguntou.
-Tem alguém lá em cima Joan?-desta vez foi o anão a questionar. Queria poder ver, mas estava impossibilitada de me mecher, estava com medo de fazer ainda mais barulho.
-Não! Estou sozinha em casa seu idiota. - respondeu rapidamente minha mãe.
-A é?E porque este nervosismo todo ragazza?- questionou,mas não obteve nada em resposta.
-Rafael vai ver o andar de cima,só para termos certeza de que nossa amada Joan não esteja tentando nenhuma gracinha. - ordenou com ar de debochado.
Nada mais foi dito ou se foi não consegui escutar pois a única coisa que chamava a minha atenção neste momento são os passos de Rafael subindo as escadas vindo me encontrar.


Notas Finais


Eu demorei mais do que esperava para postar esse capítulo,mas prometo tentar postar antes o proximo😜
Bom fim de semana docinhos😍


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