História Dangerous - Capítulo 11


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Categorias Diabolik Lovers
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Palavras 1.542
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Harem, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - O Segundo Erro


Fanfic / Fanfiction Dangerous - Capítulo 11 - O Segundo Erro

 

"Ok, Laito e um vampiro."

Com a boca cheia de chocolate e as bochechas ainda meio-rosadas, a confirmação veio na mente de Anne, uma  hora depois, em frente a porta do apartamento de Kato, amigo e outra criação de sua mãe. Ela nem sabia como havia chegado lá. Não queria ser a filha ingrata, mas depois do telefonema de Laito, só conseguiu se concentrar nas repostas para ele está interessado. A baixa auto estima ajudou muito, por que pela milésima vez: não fazia o menor sentido.  Passou desconhecida durante três meses, e o único Sakamaki que "notou" sua existência a ignorando foi Shuu. E agora-

—  Cai fora. —  A voz grossa que abriu a porta e fechou no mesmo segundo  a despertou, Anne suspirou pegando na maçaneta, girou e entrou. Tinha outros problemas, depois voltava para além da imaginação. 

—   Oi Kato, bom te ver também! — Gritou e tampou o nariz, o cheiro de lixo era horrível.—     Seu japonês continua uma merda!  —   Foi caminhando no meio da bagunça assustadora,  até o outro lado da parede, barulhos de tiro a guiavam.

—  Olha quem fala. —  O jovem sentando em um tapete de sujeiras responde, fitava a tv plana, hipnotizado pelo video game em mãos e irritado por aquela menina está ali, no seu santuário.

—  Hey, eu não nasci aqui. —  Anne indagou, finalmente chegando e suspirou com alivio ao olhar para o sofá, atrás dele, vermelho e plastificado. O único objeto do apartamento que Kato era obrigado a manter limpo. Se sentou as pressas tirando as sapatilhas azuis, se encolheu no canto, viu a pizza ao lado dele se mexer e um rabo de rato sair de dentro. 

—  O que você quer, senhorita 26? —  Kato exclamou virando o rosto de perfil, e ele e realmente bonito, olhos azuis, nariz fino e cabelos escuros. Por trás de uma personalidade complicada, que odiava Anne.  

—  Meu nome e Anne.—  Falou com raiva, por essas de lembrar o seu passado e outras, ela também odiava Kato. 

—  O mesmo nome de milhões de garotas na face terra, Anne sério? —  Soltou uma risadinha. —  O  que sua mãe te deu para comer na hora de escolher, um Mc Lanche feliz?

—  Vai se fuder!

—  Tá, eu vou, agora sai. 

E o silêncio reinou, os dois não se gostavam nada.  Anne nem compreendia ao certo o porque, mas no  dia que a mãe os apresentou Kato foi grosso, ela se defendeu e a inimizade foi formada. Apesar dele ser três anos mais velho, de acordo com a doutora Kamila, os dois seriam algo como irmãos de ajuda. Nunca aconteceu, Kato e Anne tinham visões muito diferentes do mundo. Enquanto Anne queria dá o melhor para ser feliz, ele só via a escuridão que a vida havia lhe ensinado. 

—  A mãe desapareceu.—  Anne cedeu limpando os cantos da boca de chocolate,  triste, a primeira  conversa de quando acordou voltando em sua memória. 

—  Conta uma novidade. — Ele devolveu com uma ironia amarga. E Anne sabia que Kato tinha razão, nem ela iria se importar mais com a falta de contato. Isso até receber a estranha ligação. As palavras mudaram tudo. 

—  Dessa vez e sério Kato ela me ligou e tudo.—  Viu o rapaz pausar o video-game e virar para ela, com a feição muito entendiada. 

—  Táaaa fala logo, o que ela disse?

Contou toda a história do telefonema em detalhes e quase no final Kato, já tinha voltado para o video game.

—   Nós, nunca mais, vamos ver ela de novo. —   Sua voz saiu séria sem um pingo de emoção, desesperou Anne. 

—  O que... Espera, a nossa mãe está morta? — Anne se levantou botando os pés no chão,  se esquecendo do rato ou da sujeira.  

—   Não, sua idiota só se meteu com gente errada, vai fugir pelo resto da vida.

—  Não acredito, e minha... minha culpa?—  A voz chorosa que saiu dela o irritou profundamente, odiava esse lado daquela menina. Ela não era assim, ele viu nas fitas.  Anne Moore ou a Senhorita 26, como gostava de chamar, e uma aberração. 

—  E sua culpa, agora vai embora.—  Só queria que ela o deixasse em paz, com a partida de Kamila teria que arrumar um emprego, merda, a vida continuava ruim. 

—    Kato! A nossa mãe pode tá morta! —  Anne se pós na frente dele chorando e Kato foi obrigado a pausar o jogo, realmente detestava essa nova Anne. Que merda tinha acontecido com a cabeça dela, quando saiu? Não sabia, a doutora Kamila nunca contou. Tanto faz tinha que dá um jeito nessa sentimental garota dos dias de hoje.  

—  Ela não tá morta sua retardada.—  Falou virando e pegando as sapatilhas ainda sentado, botando na frente da chorona.—   Kamila conseguiu te tirar da vista do Tougo Sakamaki e dos meus pais psicopatas .—   A garota calçou a sapatilhas se acalmando. —   Essa ai vai sobreviver mais do que nós dois juntos e sai daqui antes que te espanque.

—  Tougo Sakamaki...?  —  Pronunciou lentamente e de repente, uma luz começou a brilhar na cabeça de Anne. Foi andando para porta de saída do jeito que Kato disse, completamente anestesiada. Estava perto de ter uma epifania, quando ouviu ele gritar. 

—  Sim! Vai me dizer que nunca ouviu falar dele? —  Nem morto que iria seguir ela, queria  que a menina fosse embora rápido, apesar de uma leve preocupação começar a incomoda-ló. 

—  Os filhos dele estudam na minha escola.  — Sussurrou, sabendo que Kato não iria  ouvir, e quando ficou do lado de fora perdeu o folego, tudo começou a fazer muito sentido. A compreensão atingiu sua mente como uma pancada, violenta e arrasadora. Luzes brilhantes invadiram sua cabeça, iluminando cada cena, cada detalhe ela tremeu juntado tudo. 

O dedo cortado a aproximação e os beijos, os furos em seu pescoço, Laito ser  um vampiro,  Sakamaki Tougo ser o pai dele, a mãe gritando "Não deixem eles terem o seu sangue, não deixem esses filhas da puta ficarem com você."  Todos os fatos se grudaram em um quebra-cabeça quase perfeito e fizeram a garota ser coberta por um medo assustador, de novo, queria muito desaparecer.

Porque outra vez teve a sensação que iria ficar louca. 

---xx

Ele sentiu o cheiro de Anne do outro lado da rua,  intoxicante e tentador, a mistura  o fez ficar desperto demais e quando ela entrou no bar,  apesar de está de olhos fechados, na mesa mais distante e escondida, não conseguiu voltar a dormir. Não gostou nada disso e queria ir embora, mas seus pés se grudaram no chão aguardando, esperando por ela.  

Deixando claro o obvio; Shuu não estava ou está apaixonado por  Anne. 

Mas,  no dia que a viu viva, respirando e se apresentando alegremente na frente da sala de aula, o passado voltou para dizer que sim, vai acontecer ao som de seus clássicos, querendo ou não.  Sinceramente?  Estava pouco se importando com aquele reencontro, ignorou Anne como fazia com todas as outras meninas da escola, ela e barulhenta, então foi fácil. No inicio, claro. Depois o cheiro dela foi ficando mais forte, mais saboroso , não admitiu isso, pois a noiva que mandaram tinha um sangue, ótimo. Mas na noite de ontem ele sentiu o cheiro de sangue de Anne e foi o suficiente. A ilusão que ele mantinha que sangue dela  deveria ser podre, foi rasgada. Muitas memórias apareceram inclusive  a do primeiro encontro deles, anos atrás, era no que estava pensando agora. Enquanto ouvia ela se aproximar com um suco e um sanduíche, Shuu viajou para o passado tentando voltar a dormir. Ele não queria se importar.

----xxx

Seis anos atrás~ 

—  Shuu meu filho, como tem passado?—   Karl Heinz falou  muito animado, surpreenderia qualquer um. Mas o jovem vampiro apenas respondeu entediado:

—  Por que não fala, o que quer logo? Não quero ficar aqui tanto quanto você.

—  Deselegante como sempre,  me acompanhe. 

Andaram por vários corredores em silêncio, vermelhos, decorados com quadros ou com nada. Até chegarem em uma sala, com algumas  cadeiras, computadores e um vidro. Por trás dele havia uma garotinha, olhos castanhos, maria chiquinha castanhas, sorridente de cabeça para baixo, plantando bananeira, ela claramente não podia os ver, mas eles sim. Shuu depois de um tempo vendo que o pai não falava nada, resolveu perguntar:

  —  Quem e ela? 

—  Ah, sim. Ela e sua noiva. —  Exclamou com toda a tranquilidade do mundo, enquanto a doce menina caia no chão, fazia cara de choro e voltava a fazer a mesma coisa, sem se machucar.

—  Suas ideias são realmente muito doentias.

—  Não agora Shuu, no futuro, quando a noiva sacrifício escolher o seu Adam, não vão ficar sozinhos. Vai ter uma para cada, claro ela foi a única que sobreviveu aos testes até agora.  Mas ainda tenho esperanças.

—  Me deixe fora desse plano eu não me importo.—  Ele já ia ir embora, mas Karl Heinz com algum dos poderes o parou. 

—  Eis o questão meu filho, você vai se importar.  Não adianta, se ela sobreviver vai acontecer.

E esse era o problema, aconteceu

---xx

Anne olhava para Shu intrigada, ele parecia está em um sonho ruim, mas não abria os olhos. Foi uma surpresa o encontrar alí, quase foi embora, mas tinha muitas perguntas. E ela sabia Laito podia não responder, mas Shuu sim. Ele foi gentil na noite, certo? 

—  Oi Shu-san. 

—  Fique quieta. 

Ok viu, essa conversa ia ser mais difícil do que pensou. 
 



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