História Dangerous - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bangtan, Bts, Dangerous, Jikook Kookmin, Jimin, Jungkook, Yaoi
Visualizações 36
Palavras 4.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Ficção, Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores, depois de um mês eu voltei com a atualização de dangerous, espero fortemente que estejam gostando. O que estiverem achando da finfic eu gostaria que deixassem nos comentários e aproveitassem bastante cada momento de dangerous. Eu estive pensando em fazer um trailer assim que jikook se encontrar, mas preciso da opinião de vocês sobre o que acham a respeito disso.

Bom, não se esqueçam de comentar e favoritar a fanfic. Eu deixo um beijinho e até a próxima meus docinhos!!! (perdão pelos erros)

Capítulo 6 - Six


Jimin esforçou-se para manter o equilíbrio, visto que seu braço era segurado com tamanha violência. Sentia o barulho macio de passos firmes caminhando ao seu lado e um cheiro inebriante de álcool afundar em suas narinas.

Não sabia para onde Eric o levava, mas seu cérebro implorava para decifrar qualquer coisa que surgisse em suas vistas. Jimin entendeu a sombra familiar que espreitava por cima do seu ombro desde que acordou minutos atrás. Parecia debilitado e não conseguia entender o porquê. Por um momento, notou suas vistas escurecerem e rapidamente balançou a cabeça.

Seu corpo foi empurrado agressivamente para dentro de um cômodo, cujo este apresentava as cortinas escuras e janelas trancadas, Jimin rapidamente o identificou como sendo de Hoseok. Suspendeu o olhar para analisar o maior trancar a porta e assimilou sua respiração lenta o bastante.

– O que você me deu? – indagou, sua voz era pausada e rouca.

– Você só dormiu por muitas horas. – caminhou vagarosamente em direção ao outro, e este impeliu-se para trás ao notar a ameaça. – Ora, não tenha medo. Se eu te tocasse agora o Hoseok provavelmente arrancaria minha cabeça e penduraria no meio da boate.

Momentaneamente, Jimin reparou um fulgor de relance cintilar sobre seus olhos, o fazendo fechar subitamente. Tentou se concentrar em alguma coisa que não fosse a dor latejante em sua cabeça. Por mais que Eric dissesse que não havia lhe dado nada, o garoto não acreditava nele.

Conseguiu estender as pálpebras para enxergar melhor, e então notou o outro com a expressão cuidadosamente individual, a curva de seus lábios era mais irônica do que benevolente.

– Eu sinto minha cabeça explodir. O que você me deu? – perguntou de novo, seu semblante denunciava uma dor lancinante. – Onde está o Hoseok? Por que eu estou com você? Ai! – apoiou ambas as palmas sobre a cabeça, a fim de reduzir o incômodo que sentia ali.

– Chega de tantas perguntas, garoto. O Hoseok me deus ordens para te buscar e trazer até aqui. – Jimin franziu a testa indeciso. Ele sabia que Hoseok não se atreveria a deixá-lo sozinho com Eric.

– E onde ele está? – sentiu seu estômago apertar em um movimento brusco, o fazendo levar os braços àquela direção.

E então, o rosado percebeu que não tinha se alimentado desde ontem. Hoseok provavelmente não o acordou quando disse que voltaria com a comida. Seu corpo ardia e seu estômago implorava para ser preenchido. Tinha desmaiado e entendia muito bem a causa.

– Ele viajou hoje cedo para os Estados Unidos e me deu ordens para te buscar e acompanhar até o local do ensaio. Agora chega de papo e veste logo a roupa que ele separou pra você. – Eric arrastou os pés em direção a uma mala, abriu-a e retirou alguns trajes de dentro.

– Quando o Hoseok vai voltar? – indagou ainda com receio.

– Ainda hoje. Ele só foi resolver algumas coisas com as garotas novas. – virou-se abruptamente, jogando as peças sobre o corpo do garoto.

Este, que foi atingido com a roupa, encarou-a tentando assimilar o que estava vendo. Uma calça de couro juntamente com uma blusa estreita que definia a silhueta de sua cintura e mostrava todo seu torso pela transparência do tecido, e uma bota preta da cor da camisa.

– Eu não vou usar isto. – reclamou enquanto olhava o traje em suas mãos com perplexidade.

– Não me deixe irritado. Você vai usar isso e ponto final. – seu tom austero fez Jimin encolher-se no próprio corpo. – Essa roupa foi feita pela empresa do Namjoon, ele quer que você use como meio de propagação.

– Eu não tô nem aí onde ela foi feita, isso parece feminino. Além do mais, vai me deixar exposto. – queixou-se e rapidamente observou o outro erguer o canto dos lábios.

Com passos leves, Eric ousou caminhar sem desvios até o garoto e agarrar o seu braço estoicamente. Ao analisar o sorriso perspicaz do maior, Jimin percebeu os seus instintos o alertar da possível ameaça.

– Você fica uma delícia com roupas femininas, mas isso não quer dizer que seja um problema. – cravou os dígitos com mais veemência no pulso do garoto e este prendeu a respiração como modo de defesa. – Não acho que seja uma boa ideia você desrespeitar a ordem de seu dono.

– Eu não sou um bicho pra ter dono. – cuspiu as palavras e em poucos segundos arrependeu-se de ter dito todas elas.

– Olhe só ao seu redor, você é uma vadia, garoto. Acha mesmo que alguém vai te dar valor algum dia? Ninguém se importa com prostitutos. – as palavras pareceram pesar como uma âncora na corda. Jimin sentiu seus olhos arderem por consequência das lágrimas que já se acumulavam. – O Hoseok é a única pessoa que te quer, e mesmo assim não deixa de pensar só em te foder.

O gosto ruim ocupando sua garganta e um frio angustiante envolvendo o interior de sua barriga, fazia com que Jimin não raciocinasse inteiramente as intenções do outro. Sentia-se desprezado, enfraquecido e sem motivação para retrucar.

– Você já fez coisas piores nessa boate, não tem o direito de reclamar de uma simples roupa. – Jimin o encarou repulsivo, tentando espreitar tudo de desagradável nos olhos dele. – Acha que alguém irá dar valor pra você, um garoto que fode com muitos homens por dinheiro?

– Eu não sou assim. – sua voz vacilou e um ruído trêmulo ecoou pela audição do outro, que suavizou o aperto no braço dele.

– Mas essa é a imagem que todo mundo tem de você. Não adianta achar que um dia vai encontrar alguém, porque ninguém ama um prostituto. Eles só vão te querer pra fazer a mesma coisa que nós fazemos: te usar. – ressonou de forma debochada e o garoto sentiu seu coração espremer dentro do peito.

Ele viu o rosto de Eric escurecer, os olhos verdes dilataram-se de raiva e prazer simultaneamente. Não breve o suficiente, o homem afastou-se do garoto, o deixando paralisado enquanto processava cada palavra lastimável que Eric ousou lhe dirigir. Os cantos de sua boca inclinaram-se, mas era quase um sorriso. Havia algo verdadeiramente ameaçador no resultado.

– Vou te esperar lá fora enquanto se arruma. Ah, ainda falta a maquiagem, então quando terminar vou trazer alguém aqui pra fazer esse serviço. – contestou de maneira espontânea e Jimin o fitou antes de acenar em concordância.

Sentia seu corpo debilitado e ao mesmo tempo uma sensação agarrou seu coração, o puxando e torcendo. Como se precisasse de algo para ancorar-se, Jimin agarrou a roupa que segurava, apertando-a contra o peito, e soltou um sorriso fingido.

– Vou me arrumar e te chamo quando terminar. – o avisou, sorrindo para ele antes de virar em direção ao banheiro, porém quando se obteve de costas, mudou sua expressão fingida para uma angustiada. Prensou os olhos para impedir que as lágrimas ousassem descer naquele momento. 

Teria que simular uma falsa expressão para não manifestar sua vulnerabilidade diante daquela circunstância. Por dentro, um peso esmagava seu coração, quase que o despedaçando por completo, e sua respiração despertava a conclusão de toda mágoa que sentia.

Eric tinha razão. Hoseok, talvez, fosse a única pessoa que o quisesse. Mesmo que estivesse apenas querendo usá-lo para satisfazer ele mesmo, ninguém o olharia diferente. Era um garoto traficado para trabalhar como prostituto, seu corpo já sofreu inúmeras atrocidades, quem poderia se apaixonar por alguém como ele?

– Aliás... – Eric chamou sua atenção e Jimin rapidamente bloqueou os passos, ainda de costas. – Ouvi dizer que você está preocupado com a Hannah.

Um arrepio se fez presente na nuca do rosado, quando este identificou a intimidação rodear o calor da voz dele. Tudo o que havia dito passou flutuando em seguida. Não podia acreditar que o objetivo do homem era deixá-lo suscetível psicologicamente. Já não tinha mais forças para lidar com todas as afirmações que Eric realizou minutos atrás, e agora, o mesmo aparentava querer jogar com sua mente.

– Não se preocupe. A Hannah continua vida, infelizmente. Namjoon só a jogou no porão, a outra, por outro lado, não teve tanta sorte assim. – Jimin podia jurar que o canto dos lábios dele estava erguido em um sorrido firme.

Por mais que um alívio percorresse em cada fibra, o garoto ainda sentia seu corpo tremer por dentro. Estava apavorado, principalmente por não saber se o que o outro dissera é a verdade. Aquele lugar estava rodeado de mentiras e enganações, jogar com os fenômenos emocionais era o que eles sabiam fazer de melhor.

Jimin não se atreveu a retrucar, apenas acelerou os passos em direção ao banheiro e torceu mentalmente para que aquilo fosse verdade.

 

✦✦✦

 

– Seokjin? – a voz grave de Jungkook ecoou na sala fechada, onde seu chefe encontrava-se.

– Sim? – concentrou-se em analisar o detetive estático na porta, com metade do corpo dentro. – Entre, Jungkook.

O agente, que possuía o semblante recatado e as órbitas ofuscantes, atravessou a porta com avidez. Ajeitou suavemente o paletó, antes de centralizar-se diante de seu chefe. Este situava-se em uma ampla mesa de vidro enquanto verificava alguns arquivos em seu notebook.

Ao analisar Jungkook com os braços fortalecidos à frente do corpo, em uma postura esbelta, ele o encarou e arqueou as sobrancelhas esperando por uma pronunciação.

– Deseja alguma coisa, Agente? – indagou com a voz suave, depositando toda sua atenção no rapaz em sua frente.

– Na verdade é sobre o caso que estou trabalhando. – verificou Seokjin levantar-se do assento e seguir até uma cafeteira sobre uma mesa de centro.

– Descobriu alguma coisa sobre a máfia? – questionou ainda virado de costas para o moreno.

– Não exatamente, mas gostaria de saber o porquê do Yoongi deixar o caso. O Senhor sabe alguma coisa a respeito? – Seokjin virou-se de frente para o rapaz, segurando duas xícaras, e ergueu uma na direção do detetive, que negou suavemente.

– O detetive Yoongi pediu para deixar essa investigação por algum tempo. Não se preocupe, ele já está cuidando de outra. – arrastou os pés novamente até a poltrona e aconchegou-se ali.

Pôs a xícara entre os lábios e sentiu o líquido quente rasgar sua garganta com mansuetude. Jungkook mantinha rigorosamente linhas de serenidade em torno de sua boca. Ergueu uma sobrancelha com cautela e espreitou o olhar de seu chefe para si.

– Achei que não podíamos trocar de caso. – dirigiu-lhe cuidadosamente as palavras, não queria parecer prepotente com o dirigente, mesmo que essa fosse sua única intenção.

– O Yoongi trabalha aqui há anos, dei-lhe o que me pediu como favor. Além do mais, ele continua no caso, só está afastado no momento. – voltou a depositar a xícara na mesa e constatou os músculos da mandíbula de Jungkook se apertarem.

– E quanto a essa mulher, a Rose, vou ficar trabalhando com ela por quanto tempo? – uma pergunta direta e curta foi direcionada ao homem, que sorriu sem mostrar os dentes.

– A Rose é uma das melhores agentes que já tivemos, vai se dar bem com ela. Afinal, todos os homens aqui fazem fila para tê-la como parceira.

– Acho que já notou que não sou todo mundo. – um fio de deboche soou em suas palavras, fazendo o outro umedecer os lábios.

– Tem razão, você é tão competente quanto ela. Vão formar uma ótima parceria até o Yoongi retornar. – respondeu firme, mas sem parecer ignorante. – A Rose tem uma capacidade magnífica de criar estratégias, vai saber lidar com ela.

Jungkook desfez a postura galgaz e suavizou a expressão. Por mais que estivesse incomodado por tudo surgir a tona, ainda sentia-se apto para lidar com a nova parceira. Ela aparentava ser destemida e totalmente audaciosa, entretanto suas habilidades de resistência ainda podiam ser equilibradas.

Não que isso significasse interesse por ela, a mesma não chamou sua atenção, talvez até tivesse um corpo fascinante o bastante e lindos olhos castanhos, mas isso não sugeria que ele fosse ceder facilmente. Estava no FBI por um objetivo, cujo este incluía ser autêntico e perseverante em qualquer condição.

Manter uma restrição o ajudava a balancear sobre local de trabalho e local de lazer. Apesar de não ser tão amante de diversões, ainda conseguia apreciar um bom piquenique e uma ótima noite em uma festa. Entretanto, nunca desfazendo seu jeito persistente de ser.

A todo momento a postura séria e bem disciplinada, o deixava com um ar convidativo, provocando para além dos fios que formassem em qualquer pensamento.

Não se deu conta quando um par de saltos estacionou-se ao seu lado. Seu olhar foi direcionado para a mulher, que sorria integralmente em direção a Seokjin. Como se estivesse sentindo os olhos do moreno fuzilando-a, Rose contornou a cabeça na direção dele, que a fitou com firmeza.

– O que trouxe, Rose? – Jungkook soou resistente, fazendo a mesma soltar uma risada nasal.

– O que tem de bonito, tem de esperto. – afirmou com atrevimento, voltando a encarar Seokjin diante de si. – Trouxe uma informação importante sobre o caso. A máfia tem uma empresa de modelos aqui nos Estados Unidos. O dono dela se chama Kim Namjoon, e seu braço direito, Jung Hoseok.

– Como conseguiu isso? – Jeongguk questionou espontaneamente, não sabendo ao certo como acreditar naquela afirmação.

– Através disso. – ergueu o cartão entre os dígitos, este mantinha as iniciais "NJC's". – Pesquisei o que significava, e isso me levou à agência de modelos mais remunerada para adolescentes. Só que isso não é o mais importante. Esse homem é dono de inúmeras boates famosíssimas pelo mundo. Aqui nos Estados Unidos temos uma. A All Night.

– Posso investigar se quiser, diretor. – Jungkook sugeriu, esperando por uma resposta.

– Não vai precisar. – Rose tomou a frente. – Essa casa noturna é comum como todas as outras, os dançarinos são maiores de idade, não tem prostituição e é só mais uma boate comum. 

– Como sabe de tudo isso? – Jungkook a encarou desconfiado.

– Porque eu já estivesse lá e garanto que não tem nada fora da lei. – Seokjin colocou ambas as mãos abaixo do queixo, pensativo e absorto. 

– Claro que eles não iam deixar tudo assim de cara, ainda mais quando se tem o Departamento do FBI nos Estados Unidos. Eles devem ter uma única casa de prostituição e é para lá que eles levam esses adolescentes. – Jungkook especulou, mostrando-se confiante sobre o que dissera. 

– Provavelmente esse homem deve espalhar as boates comuns como modo de encobrir essa casa de prostituição. Deve ser nessas boates que eles procuram as garotas e as chamam para o ensaio, ou então...

– Espere, eu não quero especulações, meu trabalho é com afirmações. – Seokjin ergueu a mão para interrompê-la.

– O garoto tinha esse cartão guardado, só recebe ele quem é chamado para fazer o ensaio. – ela continuou, despreocupada. – Consegui a localização da empresa, podemos ir lá investigar.

– Mas não podemos invadir o ambiente de trabalho dele a base de especulações. Esse cartão pode nem significar nada além de um interesse particular que esse garoto tinha. – Seokjin tentava compreender toda aquela situação.

– Seokjin, eu acho que devíamos investigar o local. – foi a vez de Jungkook protestar. – Por mais que não tenham nenhuma relação com o tráfico desses adolescentes, esse cartão é uma grande pista e não podemos deixar passar despercebido.

– Viu? O bonitão concorda comigo. – Rose proferiu de maneira astuta.

Seokjin paralisou por alguns instantes, contestando todas as possíveis táticas de aceitar a opinião dos dois detetives.

– Não vamos interferir como policiais, podemos entrar disfarçados. – Jungkook sugeriu, fazendo Seokjin comprimir os lábios em afirmação.

– E como sugere isso? – perguntou diretamente para Jeon, que olhou de relance para Rose e depois voltou a fitá-lo.

– A Rose vai se fantasiar como uma adolescente e usar o cartão para se infiltrar lá. Eles recebem muitas mensagens, eu duvido que desconfie de algo. – Seokjin surpreendeu-se rapidamente e voltou à sua expressão normal.

– Mas por que eu? – a mulher queixou-se, olhando diretamente nos olhos ofuscantes de Jungkook.

– Você é mais jovem do que eu, eles tem mais interesse por garotas. Sem falar que não vai correr risco, já que vai estar usando um microfone para se comunicar com a gente. – a outra pareceu pensativa por alguns segundos até sorrir.

– Só um momento, eu não vou colocar em risco a vida de um agente meu. Precisamos elaborar detalhadamente como a Rose vai entrar lá dentro. Não podemos fazer tudo com precipitação. – Seokjin pronunciou com confiança e Jungkook acenou.

– Jamais vamos deixar alguém para trás, Senhor. – usou o típico ar firme que rodeava suas cordas vocais e formulou calmamente. – Só não podemos perder a chance de descobrir sobre essa empresa.

– Eu concordo. Se descobrirmos que essa agência não tem ligação alguma com o tráfico, então excluímos da lista. – Rose prensou o maxilar com veemência antes de sorrir. – Eu aceito fazer isso.

Seokjin fitou Jeongguk, antes de acenar positivamente. Os lábios ergueram-se sem mostrar os dentes, mas Jungkook conseguiu identificar sua expressão exultante.

– Sua ideia é magnífica, Jeon. Mas precisamos de todo um plano antes de qualquer coisa. – deu a volta na mesa e verificou o agente responder com um aceno. – Rose, você vai ficar responsável por descobrir tudo sobre essa agência, principalmente se esses adolescentes recebem autorização dos pais. Normalmente, os pais nunca estão por dentro da decisão deles. – centralizou-se diante dos dois detetives, que o encarou com solidez. – E você, Jeon, na hora quero que estude a voz deles e descubra se estão falando a verdade ou não. Você é um especialista, não vai me decepcionar.

– Estarei lá para avaliar. – foi tudo o que disse antes de verificar o seu chefe depositar um leve tapa em seu ombro e se retirar.

– Ah, acho que estamos entendidos sobre aquele assunto, não é? – Seokjin paralisou no centro da sala para lembrá-lo da possível conversa minutos atrás. Jeongguk compreendeu otimamente do que se referia e sorriu de forma displicente.

– Perfeitamente.

Rose andou suavemente com os braços sobre o peito e parou de frente para Jungkook, rompendo totalmente seu contato com a figura de Seokjin, que fechava a porta no momento. Desceu suas vistas para a mulher que aparentava estar confusa diante da pergunta do diretor.

– Que assunto? – indagou um tanto irresoluta, e verificou o maior arquear as sobrancelhas.

– Seu trabalho aqui é resolver os casos e não se meter na minha vida. – seu tom era suave, mas ainda sim, mantinha o fio austero de sempre.

– Por que se prende tanto? – ela tentava manter a conversa equilibrada, mas podia sentir a tensão preenchendo cada canto daquele ambiente.

Jungkook afrouxou a gravata e uniu, com imprevisto, suas mãos à cintura dela, fazendo com que a mesma se conectasse ao corpo dele. Liberou o ar delicadamente pelos lábios e beirou o maxilar dela, até que estivesse ligado ao lóbulo.

– Acho melhor ficar longe da minha vida particular, fui claro? – sussurrou, deslizando o polegar para o quadril dela e deixando um estorvo resistente. – Eu odeio pessoas intrometidas.

Assim como agarrou-a subitamente, soltou-a no mesmo movimento. Antes que pudesse avançar, analisou o olhar horripilante da mulher e pisou fundo para fora daquela sala.

 

✦✦✦

 

O corredor do lado de fora do quarto era decorado de forma opulenta em tons vivos de roxo e vermelho e bordado nas cortinas de veludo. Jimin não lembrava de ter visto essas cores pela primeira vez que fora ali. 

Eric o conduziu escada abaixo por degraus largos de mármore branco e Jimin notou mais dois corpos surgirem atrás de si. Mesmo estando com o coração disparado, tentava manter a expressão serena para não demonstrar pavor. O homem puxou uma cortina e fez sinal para o garoto avançar. Após um breve instante de hesitação, Jimin passou pela cortina. 

A movimentação de algumas garotas limpando a boate, fez Jimin sentir um alívio e ao mesmo tempo procurar com os olhos a silhueta de Hannah, porém não obteve resultado. 

Houve silêncio por um longo tempo, interrompido apenas pelo toque do celular de Eric. Este atendeu rapidamente e virou-se de costas para atentar melhor. Depois de longos segundos, fez um sinal por cima do ombro, chamando um dos homens que estava acompanhando-o, e sussurrou algo em seu ouvido. Em seguida, seu celular foi desligado. 

– Vou ter que sair agora para buscar o carro, fiquem de olho no garoto. – sua ordem foi oferecida e ambos acenaram em concordância. Eric voltou a fitar Jimin, totalmente silencioso e imobilizado. – Você vai ficar quieto aqui enquanto eu não volto, está bem? Se tentar alguma coisa, o Namjoon será o primeiro a saber. 

Jimin nunca tivera aptidão para seguir ordens que não fossem acompanhadas de uma explicação, mas uma breve reflexão o fez concluir que, se não fizesse o que o homem mandara, iria levá-lo dali carregado. E provavelmente não seria cuidadoso.

Com passos firmes, Eric o deixou sozinho dentro da boate vazia – apenas algumas garotas limpando o palco e mesas – acompanhado por dois grandalhões e que aparentavam ser os seguranças do local. Sentou-se em uma das cadeiras, demostrando-se entediado, e analisou a silhueta de Namjoon adentrar o ambiente seguido por um outro homem. 

O rosado tentou disfarçar quando o outro homem o encarou de relance, então fez um esforço máximo para tentar ouvir o que ambos conversavam. Namjoon ofereceu-lhe uma bebida e o mesmo aceitou de bom grado. 

– Os clientes estão reclamando, Namjoon. Eles querem algo mais quente e bem favorável. – Jimin ouviu, tentando assimilar detalhadamente sobre o que falavam. 

– Eu já ofereço quartos pra eles passarem a noite com as minhas garotas, o que mais querem? – seu tom de voz soou firme mas como um murmúrio. 

– A questão não são os quartos. Sobre isso, eles sempre elogiam a forma como vocês dão privacidade, mas sim as garotas. – Namjoon arqueou as sobrancelhas, tentando entender aonde ele queria chegar. 

– Oras, desembuche. O que tem as garotas? – Jimim abaixou a cabeça fingindo estar totalmente desconcentrado, mas no fundo ele aguçava a audição para ouvi-los melhor.

– Os clientes pagam muito caro por um quarto e muitas se recusam a obedecer as ordens deles. Eu estou recebendo muitas críticas e acho que precisamos melhorar o nosso trabalho. Torná-lo mais eficiente. – Namjoon tomou um gole da bebida e voltou a encará-lo rigidamente. 

– Qual seria a solução? Não posso demiti-las, elas me devem. 

– Você não vai demitir ninguém, vai pegar mais pesado com elas. Tornar mais severo os castigos e principalmente, contratar mais garotos. Os clientes ficaram fascinados com os garotos e acho que deveríamos buscar mais. – Namjoon comprimiu os lábios, parecendo pensativo por alguns segundos. – Vale ressaltar também que não estou falando apenas em agressão física, os compradores odeiam receber as meninas machucadas. 

– Eu sei como cuidar do meu estabelecimento. Sou um homem competente, Yixing. – o homem ergueu minimamente o canto dos lábios. 

– Nós dois somos aliados. Estamos no mesmo comércio, então nada mais justo do que auxiliar o outro. – esticou a mão, e sem hesitar, foi correspondido. 

– Sempre gostei de fazer parceria com você. – Yixing olhou de relance para Jimin, sentado em uma das cadeiras do outro lado, e voltou a encarar Namjoon. 

 – O me diz daquele garoto? Quem é ele? – Namjoon seguiu o olhar do amigo e verificou Jimin encolhido na cadeira sob vigilância de dois homens. Voltou a estudar o que a expressão de Yixing dissimulava, e disfarçadamente sorriu de canto. 

– Aquele garoto está fora de questão. Não me diga que se atraiu por ele? – Yixing manteve o ar questionador e ao mesmo tempo saciado. 

– Ele é bom para os negócios, precisamos de alguns como ele. Essa pegada inocente atrai os fregueses. – falou enquanto ainda mirava a figura do garoto.

Havia um nó na garganta de Jimin, mas este preferia não demonstrar o nervoso que resultava em gotas de suor frio escorrendo pela lateral de seu rosto. Ele sentia o olhar ofuscante daquele homem sobre si, o fitando de uma forma tão densa que não conseguia se mover. 

Os sussurros atingindo levemente os seus tímpanos e a cada palavra sua mente implorava para não focar naquilo. Namjoon não se atreveria a deixá-lo para aquele homem, ele agora era de Hoseok. Ou será que estava enganado?

– Eu mandei alguns dos meus homens para os Estados Unidos hoje, vou informar que precisamos de mais garotos. – respondeu firme, chamando a atenção do homem e quebrando qualquer raciocínio que estivesse tendo com a figura do garoto. 

– Perfeito. – sorriu arduamente em direção ao outro. – Tenho algumas ideias para o sábado e preciso que veja para dar uma opinião. 

– Claro, vamos. – foi tudo o que disse antes de arrastar-se escada acima e passar por uma uma porta dupla, que Jimin deduziu ser um escritório para discutir negócios. 

Yixing não perdeu a chance de fitar rapidamente a silhueta do garoto, este percebeu pelo canto do olho, o olhar predador em sua direção. Preferiu não devolver a fitava e permaneceu imobilizado esperando por um sinal de Eric. Não queria se manter ali dentro, nem sabia ao certo se Namjoon seria capaz de ceder a posição do outro e permitir que ele fizesse qualquer coisa consigo. Estava com medo, pois sabia que a voz de Kim era bem mais respeitável que a de Hoseok. 

Após verificar o perfil de Eric adentrar a porta do salão, seu corpo suavizou diante de toda aquela tensão e levantou-se ao comando dele. Os dois homens o seguraram em cada lado de seu braço e o levaram abruptamente até a saída. Antes que pudesse se retirar, Eric envolveu uma venda em seus olhos, impossibilitando que pudesse ver e identificar qualquer coisa da cidade lá fora. 


Notas Finais


Eu preciso de algumas teorias sobre o comportamento do Jeongguk e também preciso saber o que vocês acham que vai acontecer depois dessa entrada do Yixing. EU AMO ESSE HOMEM ENTÃO PRECISEI COLOCAR!!!!

Não se esqueçam de comentar, vou responder vocês e já vou avisando que a partir do cap 8 as coisas vão começar a pegar fogo...


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