História Dangerous - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~SnowFrost

Postado
Categorias The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Dra. Caitlin Snow
Tags Barry Allen, Caitlin Snow, Snowallen, Snowbarry, Universo Alternativo
Visualizações 159
Palavras 3.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mil desculpas pela demora, mas sexta foi meu aniversário e fui viajar, quinta a noite que é quando eu geralmente posto estive ocupada e acabei esquecendo kasokasokaso Mas aqui estamos, espero que gostem!

Capítulo 6 - Adrenaline


Barry tinha entrado na CIA, Agência Central de Inteligência, com o objetivo de vigiar e combater as enormes e diversas máfias de sequestro, e por seu bom serviço não tardou para que fosse transferido para o setor de trabalhos no exterior.

O último serviço que sua equipe recebera era descobrir e capturar o líder do tráfico de humanos que movimentava México, China, e outros países do mundo, passando por Londres até a Holanda, onde descobriram que era a residência fixa do comandante, e continuava pelo resto da Europa, indo mais distante, até a Turquia. Mas quanto mais perto chegavam, mais descobriam que tal mafioso não somente tinha uma incrível rede de tráfico internacional de mulheres, mas também de gigantescas cargas de heroína, cocaína e armamento militar que era vendido por políticos corruptos e distribuído aos grupos extremistas do Oriente Médio para promover guerras ao terror.

A operação completa fora montada a mais de dois anos, mas foi há um ano e meio que receberam um ‘atalho’, Oliver Queen, um segurança americano no empreendimento holandês, que veio denunciar seu chefe por narcotráfico, tráfico humano e associação com terrorismo. A Interpol logo contatou o CIA para rastrear a máfia que tanto escapara por seus dedos e juntos começaram a arrecadar informações cruciais dos capangas do próprio chefe, e em troca eles fizeram acordos que variavam em penas mais leves até salvarem prostitutas do De Wallen, inclusive a que Oliver havia se apaixonado. Infelizmente como informante esses eram quase inúteis já que não estava dentro do Circulo de Poder da Máfia e muitas de suas informações eram dadas em cima da hora ou atrasadas.

Era nesse ponto que ele, Bartholomew ‘Barry’ Allen entrava. Depois de pesquisarem sobre as prostitutas, descobriram que uma delas seria a informante perfeita, ela era ninguém mais que a “irmã” do chefe da máfia e com certeza saberia de tudo que acontecia ali, o plano era Barry se infiltrar como cliente e sondar a mulher, caso fosse a informante que precisassem iria fazer o necessário para conseguir tudo para trancafiar Cisco Ramon pelo resto de sua miserável vida.

Quando viu a foto dela nos arquivos mandado por Harrison Wells pela primeira vez, achou-a bonita, mas manteve-se focado em sua missão. Isso até a conhecer pessoalmente e ter seu mundo virado de cabeça para baixo quando se descobriu apaixonado e quebrando a principal regra de seu trabalho, que era não se deixar envolver pela missão.

i.

Laurel estava tensa no escritório de Ramon. Ela tivera suas suspeitas sobre o gentleman estúpido, mas tantas coisas aconteceram nos últimos meses, que essa parte fugira de sua mente. Ele era uma pedra em seu sapato e precisava ser eliminado! Tentou manter a calma e analisar tudo de cabeça fria, mas não conseguia se concentrar por causa do imbecil do Vibe, o homem nervoso dava murros nas paredes e gritava ordens para cada um de seus subordinados, que corriam da sala antes que virassem o alvo de sua raiva. Imbecil, seus nervos só faziam piorar a situação.

Por mais que tentasse, Vibe não conseguia controlar seus nervos, quando calmo era um incrível estrategista, fazendo-o receber o título de um dos maiores criminosos da máfia e em pouco tempo subir para a lista de mais procurados pela CIA e Interpol, batendo de peito com a máfia italiana e russa, mas quando pressionado, ele simplesmente enlouquecia. Fora dessa forma que matou o primeiro homem em sua vida, estraçalhou a cabeça com uma chave de roda até não saber mais o que era cabelo, osso, miolos ou sangue. O homem tinha merecido, era o responsável pela morte de seu irmão, fora o teste para ele entrar no mundo criminoso e tinha sido bem-sucedido. Hoje, anos depois, tinha a vontade de fazer o mesmo com cada filho da puta que entrava em sua sala, mas limitava-se a socar a parede soltando sua frustração.

Notou que a vagabunda loira o encarava com censura, ela se achava muito esperta por ter encontrado sua irmã, mas se fosse tão foda assim, teria descoberto o plano do maldito agente. A vadia tivera apenas um golpe de sorte e quando estivesse mais calmo, colocaria essa piranha no lugar dela, ela e o maldito agente! Sempre soube que havia algo de errado com o desgraçado, tentou avisar Caitlin, mas a estúpida não quis lhe escutar. Maldita!

“Encontre a porra do informante. Quero a cabeça dele na minha mesa.” Gritou para seu braço direito, Leonard Snart. Era bom que ele não falhasse ou sua cabeça que estaria na mesa de Ramon.

ii.

Barry encarava a janela, sem realmente vê-la. Estava apreensivo com o que iria acontecer e não parava de repassar em sua mente o que acontecera no dia anterior. Caitlin entendera tudo errado.

“Eu estou tão nervoso quanto você mate, mas não podemos ficar parados aqui.” Clark, seu parceiro desde que Ray Palmer fora assassinado numa missão, falou. Era um rapaz um tanto estranho, mas era um ótimo agente e estava grato por ele lhe tirar de seu devaneio. “Wells e West já tem um plano de ação, vamos tirar aquele rato da toca.”

Saíram de perto da janela e adentraram na sala da cobertura do hotel, caminhando até a mesa ao centro da sala que servira de base para os espiões durante sua estada nos países baixos. Nela estavam espalhados vários mapas da cidade, uma planta baixa de casas, outra da malha viária da cidade e outro acentuando os canais de Amsterdã. Joe West, um homem seco e arbitrário, que tinha uma alta patente na Interpol discutia estratégias com Harrison Wells, que claramente não concordava. Apontavam para ruas e canais diferentes tentando argumentar seus pontos de vista, mas na verdade gritavam um com o outro.

“Se ele quer comandar tudo sozinho, pra que diabos nos pediu ajuda?” Questionou Harry impaciente, aquele homem não era uma pessoa fácil de lidar.

“É obvio que ele quer a gloria para si mesmo, dizer que ele pegou o traficante sem a menor ajuda, e até entendo, dado ao histórico dele.” Eddie Thawne respondeu, rolando os olhos. O plano de West era bom, mas tinha muitas falhas e diversas formas de dar errado, já o plano de Wells com um ou outro complemente daria certo, mas sem os dois entrarem num consenso, não iriam sair dali tão cedo.

iii.

Caitlin estava sentada no banco de espera no Aeroporto Internacional, o Schiphol, com Kara e Sara ao seu lado. As duas conversavam sobre alguma coisa que não era de se interesse, mas a Snow batia o pé nervosamente no piso do saguão de espera, não conseguia parar de olhar para os lados observando se ninguém as notava, estava completamente paranóica, tinha certeza que Vibe mandaria alguém encontrá-las, isso se ele mesmo não viesse. Francisco Ramon não era alguém que desistia tão fácil. Como pudera ser tão estúpida de confiar nele? Não, como pudera ser tão estúpida de ter traído Barry? Ainda sentia um grande nojo de ter sido usada por ele, mas seu lado racional tinha tomado controle e se arrependera de ter dedurado ele. Sua boca estava seca e com o gosto amargo do arrependimento.

Barry podia ser um imbecil, mas teria salvo todas as mulheres que estavam nas garras daquele monstro, além de que mesmo se sentindo usada, ela ainda amava ele e temia por sua segurança. Não tinha ideia do que pensar, apenas sentia a adrenalina e a expectativa de sua eminente fuga se infiltrando por suas veias.

“A gente vai conseguir Caitlin.” Sara afirmou confiante, tentando convencer Caitlin e a si mesma disso. “Vamos escapar daqui e vivermos livres para todo sempre.” Parou observando a morena por alguns minutos e continuou. “Vibe não vai nos encontrar, nem o agente. Chega desses imbecis em nossas vidas.”

“É, chega.” Caitlin concordou, mas sem a menor animação.

iv.

Finalmente chegara a hora de invadir o esconderijo do Vibe. Era um conjunto de casas geminadas do séc. XVIII que por fora encaixava perfeitamente na paisagem urbana, mas por dentro eram cheias de inúmeras ligações entre si, fazendo-a parecer um verdadeiro e gigantesco galpão.

Os cômodos que davam para a rua eram disfarçados para que quem passasse na rua tivesse a impressão de que eram habitados, mas apenas impressão mesmo. Ali funcionava um dos maiores armazéns e distribuidoras de drogas e armas pesadas da Europa, bem no seio de um bairro residencial calmo, num país que muitas vezes as pessoas achavam que não havia crime algum.

Era disfarce perfeito e estava prestes a ser destruído.

Num carro à paisana, debaixo de uma árvore na esquina da quadra do complexo criminoso, Barry e Clark esperavam as coordenadas de Wells e West. Uma força especial da polícia de Amsterdã, atiradores de elite e até das Forças Armadas Neerlandesas estavam à disposição da Interpol como apoio, e mesmo assim se comparado com aos bandidos, eles ainda estavam em menor número.

Uma barreira foi posta em volta de todo o bairro impedindo que civis que moravam por perto corresse algum risco ou atrapalhassem de alguma forma o plano, o elemento surpresa era a principal parte do plano e sem ele estavam ferrados. Oliver deveria avisar caso algo tivesse dado errado, mas o silêncio do outro lado demonstrava que estava tudo certo e plano deveria ocorrer como combinado.

Infelizmente não podiam estar mais errados.

Oliver descobrira que Vibe sabia sobre os agentes e a invasão que fariam em minutos e encontrando um lugar que julgava seguro, tentou fazer contato com os agentes através do rádio que lhe foi fornecido, mas em sua pressa não notou Snart passando próximo de onde estava. Para seu azar, o capanga notou.

Cold ficou ouvindo o que Oliver tentava fazer e sorriu. Tinha descoberto o desgraçado.

xx

Em seu escritório, no estilo neoclássico, Vibe encarava o enorme painel quem continha suas armas raras, cada uma com sua história e valor, e tentava decidir qual daquelas belezinhas seria usada para matar o desgraçado do informante e consequentemente o agente. Sabia que independente de qual escolhe, teria um enorme prazer em se livrar dos filhos da puta, mas era divertido imaginar as mortes com cada uma.

Foi interrompido por algumas batidas na porta e já ia mandar a pessoa para a puta que lhe pariu quando Snart entrou junto com mais dois capangas, os dois atrás carregavam alguém que de inicio ele não reconheceu, já tinha apanhado tanto que metade de seu rosto estava roxo e tão inchado que não abria o olho esquerdo, mas olhando firmemente notou que era Oliver, de joelhos e amordaçado.

“Ele estava tentando passar informações para os desgraçados.” Cold explicou, mostrando o rádio que ele tinha quebrado. Vibe encarou o informante indignado, Oliver sempre fora um frouxo com as prostitutas, acobertando suas escapulidas e erros, deveria ter pelo menos desconfiado. Ele não tinha o sangue frio necessário nesse tipo de trabalho.

“Adeus Oliver.” Falou, pegando sua Colt 1894 Bisley do painel e calmamente apontando para o centro da cabeça do loiro, destravou o gatilho habilmente e o puxou. Oliver não teve a chance de defesa, a trajetória da bala foi fria e certeira, seu corpo desabou no chão, o sangue e massa encefálica colorindo de escarlate o caríssimo tapete persa que cobria o chão da sala.

Menos um desgraçado para matar.

xx

Escadas desenrolaram dos três helicópteros que acabaram de chegar e a força especial desceu até as janelas prontos para atacar, porém, antes que algum deles conseguissem entrar, ouviram-se tiros de metralhadora Heckler & Koch HK MG4, uma das mais letais do mundo.

Em um estado de completo horror e impotência, Barry viu as balas atingirem os policiais antes que chegassem as janelas, cacos de vidros e corpos manchados de sangue caindo por toda a rua. Seis policias. Seis vidas inocentes tiradas. Alguém delatou o plano.

“Abortar missão, abortar.” Harry gritou pelo rádio, ressoando em todos os pontos no ouvido dos agentes.

“Reagrupamento.” Barry gritou o mais alto que pode, enquanto Joe ordenava que todos os policiais disponíveis se dirigissem ao local. Os atiradores de elite logo se dirigiram para os telhados das casas mais próximas e começaram a abater os bandidos, mas a maioria parecia escapar de suas miras. Malditos!

“Vamos esperar que a equipe de atiradores nos cubra e então formamos uma linha de frente e atacamos o refúgio. É nossa única chance, vamos fazer valer a pena pessoal.” Wells ordenou, mostrando o novo plano para todos. “Ataquem por aqui e por aqui.”

“Chega de planejamento, é agora.” Joe ordenou, mandando o primeiro esquadrão e então o segundo. Tinham perdido mais três homens, mas os bandidos perderam sete e estava ficando uma batalha ‘equilibrada’.

Assim que Barry entrou na casa, um dos bandidos pulou em sua frente e ele não hesitou em atirar no peito, três tiros precisos no coração, assim como ensinavam na academia. Ultrapassou o hall de entrada matando mais dois bandidos e abriu uma segunda porta, havia um enorme vão que parecia muito com um galpão, as paredes internas das casas foram quebradas, sobrando apenas os pilares e vigas de sustentação, formando um gigantesco depósito parcialmente vazio. Eles tiveram tempo de mover a maioria das mercadorias para longe dali.

Tiros e mais tiros foram trocados entre eles e sua equipe, diversas explosões causadas por granadas e um intenso zumbido em seus ouvidos, os infratores possuíam um arsenal bem mais poderoso que o deles, consistindo em poderosos AK – 47 que ressonavam em direção aos policiais.

“Porra.” Ele gemeu largando sua arma e esfregando a mão que queimou quando uma granada explodiu a alguns metros dele. Só não morrera porque se jogou atrás de uma pilha de estrados e destroços, mas viu diversos bons policiais serem partidos em pedaços que voarem por todos os cantos.

Avistando uma escrivaninha deitada, provavelmente usada como obstáculo, Barry correu escondendo-se embaixo com a respiração vacilante e o coração quase saindo pela boca. Devagar olhou por cima da mesa, mas logo voltou a se abaixar quando vários tiros vieram em sua direção, passando centímetros de sua cabeça. Esperou o desgraçado recarregar a arma e então se pôs de pé novamente atirando certeiramente nele e em mais dois que atiravam em seu parceiro.

Sentiu um movimento sorrateiro em suas costas e se virou, dando de cara com um homem com um enorme machado nas mãos.

‘Puta merda.’

Desviou por pouco da machadada que partiu a escrivaninha ao meio e mandou sua arma para longe, mas não escapou do murro, que fez ele perder um pouco da orientação.

“Não mata esse filho da puta Snart, só o faz desmaiar. Eu quero matá-lo com minhas próprias mãos.” Ouviu alguém gritar ao longe, mas não prestou muita atenção em quem. O homem já se preparava para outro golpe com o machado e Barry rolou para a direita, rolando novamente até seu corpo bater contra um longo cano de aço, não perdeu tempo e bateu contra as pernas de cara, mandando-o ao chão. O machado caiu a metros de distância e Barry aproveitou o momento para acertá-lo com o cano na mandíbula, causando um estalo que provavelmente era algo fraturado.

‘Antes ele do que eu.’ Pensou, levantando do chão e indo na direção de sua arma, mas nem sinal do objeto. ‘Merda.’

Sentiu uma mão agarrar sua perna direita e acabou indo ao chão, foi então que sentiu na ponta dos dedos o cabo do machado. Chutou com todas as forças o brutamonte e tentou agarrar o objeto, mas estava molhado, já que caiu numa poça de sangue e escorregava de seus dedos.

Assim que agarrou o cabo do machado, o brutamonte levantou do chão pronto para atacá-lo, mas logo voltou ao chão quando receberam diversos tiros em seu peito. Olhou para trás e viu Clark abaixando a arma e correndo em sua direção.

“Allen, está ferido?” O rapaz questionou preocupado, estendendo a mão e ajudando-o a levantar.

“Não, estou bem, você?” Kent negou e juntos encararam a bagunça.

Luzes, tiros e explosões. Parecia cena de filme de ação, mas realmente tinha acontecido e ele lembraria daquele dia pelo resto de sua vida. A cacofonia terminou em minutos, e as forças da Interpol ganharam por uma pequena vantagem. Corpos desmembrados por todos os lados, traficantes e policiais mortos, alguns feridos e outros foram levados presos.

“Vibe fugiu, disseram que com uma prostituta.” Wells informou, enquanto descia as escadas que levava para o escritório do mafioso. “Escaparam pela porra de um túnel, no meio da confusão.”

Toda aquela morte e destruição para o filho da puta fugir. Merda!

Também não havia sinais de drogas ou armamento militar, mas era o esperado. Eles foram avisados e se livraram e tudo que era importante. Barry, Clark, Harry e Joe subiram ao escritório e olharam em volta a procura de alguma pista ou algo que os levasse na direção de Vibe, mas nada. Apenas o corpo de Oliver Queen no chão e só foi reconhecido porque Clark olhou na carteira dele.

Mais uma perda.

v.

Em todas as TV’s do aeroporto, a única coisa que falavam era a fracassada missão dos policiais ao tentar prender a maior organização criminosa do país. Diversos policiais estavam mortos e alguns bandidos presos, mas o chefe estava foragido. Apreensivas, Caitlin e as amigas viram quando a foto de Vibe apareceu na tela e uma breve discrição da loira que estava com ele.

“Laurel.” Sara afirmou, e as duas concordaram.

‘O que eu fiz?’ Caitlin questionou-se mentalmente. Era tudo sua culpa, fora egoísta e não apenas sabotou o plano, como também foi à causa da morte de inúmeras pessoas inocentes. Quantos sonhos destruídos? Quantas mulheres viúvas? Crianças órfãs? Era tudo sua culpa.

“E agora vamos ao nome dos mortos em combate.” A repórter foi falando os nomes e a cada um, Caitlin ia apertando a mão de Sara, enquanto orava que o nome dele não estivesse ali. Cada nome era um soco na boca do estômago. O ardor amargo da vergonha e do arrependimento arranhava sua garganta, mas ela não conseguia desviar os olhos da tela, tinha que olhar para cada pessoa que ela matou indiretamente, o pesar em altíssimos níveis.

‘Por favor, não esteja morto.’ Pediu mentalmente. Não poderia viver com a culpa de ter matado a pessoa que amava. Mesmo que por enquanto não quisesse vê-lo nem pintado de ouro. Ao seu lado, Sara encarava a tela estática e Kara inquieta, quase não se contendo no assento a cada nome pronunciado.

“Vibe está solto.” Ela afirmou assustada. “Ele está solto e sabe onde estamos.”

As duas a encararam igualmente assustadas, olhando freneticamente a sua volta, a paranóia agora era real. Corriam um enorme risco de vida.

“Cadê a merda desse avião?” Sara questionou exaltada. Precisavam embarcar nessa merda logo e dar o fora dali o mais rápido possível.


Notas Finais


O que será de Kara, Caitlin e Sara?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...