História Dangerous - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Farosella
Visualizações 238
Palavras 1.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oláa amorzinhooss..
Aproveitem o cap.

Capítulo 14 - Starboy


p.o.v Paola

Dirigia livremente pelas marginais de São Paulo, livremente, finalmente livre.

Mesmo que fosse hipoteticamente.

Ana Paula ia me guiando para aonde quer que ela estivesse me levando, e eu até via graça naquilo tudo. O som do carro estava ligado no último volume enquanto cantávamos descontroladamente um sucesso esquecido das Spice Girls. Ela se revezava em bater seu cabelo, guiar minha direção e olhar sua silhueta no espelho do protetor de sol do carro. Algum tempo depois, chegamos à Rua Augusta que estava povoada, porque estávamos na Rua Augusta? Meus planos foram frustrados. Bufei. Achei uma vaga em algum lugar e estacionei. Aquela Anã, que de anã já não tinha quase nada, pois estava com um salto imensurável, estava armando alguma.

Eu só não sabia o que era.

Ela me indicou a boate e meu semblante foi com certeza assustador. Uma boate? Num misto de luzes, carros e faróis senti todos os meus planos indo por agua a baixo.

-Yo pensé que íamos al FOG. – Disse frustrada.

-Pensou porque você é brega! – Ela me respondeu analisando seu perfil no vidro de meu carro. - Fomos lá ontem, expanda seus horizontes Paola!

-Desde cuando você virou una vadia de esa manera? – Perguntei cruzando meus braços e rindo enquanto olhava o namoro silencioso dela com o reflexo dela mesma.

-Desde que o idiota do seu marido entrou naquele jatinho, agora vamos eu to com uma fome insaciável hoje! – Ela puxou minha mão e saiu me arrastando.

-Qué voce vai comer en una boate? Petiscos e drinks? – Perguntei quase caindo de cima de meus saltos.

-hahahaha, logo você vai saber. – Ela me respondeu com um sorrisinho lascivo no rosto.

A partida de Jason realmente mudava as pessoas.

Passamos pela portaria da boate, como sempre, na frente das outras pessoas que nos fizeram cara feia. Foda-se! Era um lugarzinho bem interessante, embora em quisesse mesmo era estar num restaurantezinho pitoresco comandado pelo chef tatuado mais lindo do universo, mierda, será que nem numa noitada paulistana na Augusta eu conseguia esquece-lo? Pelo visto não. As luzes me cegavam e eu não via praticamente nada. Ana Paula andava em minha frente e eu apenas a seguia, pois, enxergar eu não estava enxergando mesmo. Quando a claridade finalmente saiu de minhas pupilas e elas conseguiram focar novamente foi então que eu vi.

Ou melhor, eu O vi.

E eu não sabia distinguir o que era mais alto as batidas eletrônicas ou as do meu coração apenas em ver o 1974 refletindo perfeitamente no pescoço de meu homem tatuado.

Meu.

Sorri balançando a cabeça negativamente, aquilo fora premeditado de Ana Paula? Com certeza, por isso o celular o dia inteiro! Bourguignon estava ao lado de Henrique e notei que comia Ana Paula com os olhos...

 Espera, acho que aquele encontro não era absolutamente meu.

 

p.o.v Henrique

MANO, SÉLOCO! Ela sorriu pra mim em meio as luzes e aquilo me encantou mesmo de longe, só havia um pequeno grande problema.

Vitor Bourguignon.

Ele não sabia do meu lance com Paola, e pelo visto Padrão achou que sabia ao traze-la juntamente com ela, eu não estava reclamando, de maneira alguma, mas seria foda. Por mais que já tivesse um pouco alterado ele já havia sacado e já começava a me encher de perguntas.

-Espera, aquela ali não é a esposa do Lowe? Ela tava no FOG ontem com ele cara, o que ela ta fazendo aqui? – Perguntava curioso. – Ana Paula me disse que ia trazer uma amiga, mas não imaginei que seria ela, foi mal cara.

-hunn, é a amiga certa Vitor, foi premeditado. – Eu disse sério virando um gole de uísque.

-O-OQUE!? – Ele me olhou abismado como se montasse um quebra cabeça em sua mente.

-Eu e ela nos conhecemos a meses, bem antes de você conhecer o marido dela. – Outro gole e elas mais perto. Arrepios.

-CE TA COMENDO A ESPOSA DO VELHO!? – Ele explodiu, sorte que a música estava alta demais.

-É isso ai! – Respondi saudando meu copo de uísque a ele que me olhava com os olhos fora das orbitas.

-Cara... – ele ia começar a falar algo, mas elas estavam próximas demais.

-Cala boca.

Face a face comigo e senti seu perfume, provavelmente importado, italiano, sei lá de onde vinha, mas vinha dela, juntamente com ela.

-Hola, buenas noches. – Paola disse sem tirar os olhos dos meus.

-Boa noite, rapazes. – Ana MIB, que não tinha nada de MIB nesta noite estava toda de vermelho, e eu podia ver Bourguignon ficando da mesma cor do vestido dela.

Eu e ela estávamos num jogo de olhares que deveria ser proibido e em meus pensamentos eu tinha certeza que era. Ela usava um vestido branco inútil que só servia para atiçar ainda mais minha carne por ela, aquela merda realçava seu corpo como nunca havia visto, pelo amor de Deus, eu iria enlouquecer. Ouvia Vitor e Ana Paula dizendo besteiras e gargalhando um para outro enquanto fodia mentalmente a gringa à minha frente, eu tinha que tira-la dali e concretizar tal ato, afinal estávamos livres não? Mas, porque não curtir um pouco mais o local, uma memória me veio à cabeça...

 

- Então quer dizer que gosta de dançar?

-És, mas nunca bailo con ninguém. Jason no gosta e também no permite, então es una paixão solitária.

 

E resolvi usufruir dela.

Sorri para ela e lhe estendi a mão. Ela pegou de bom grado, mas me olhou como se não tivesse entendido nada.

-Bora dançar? – Puxei-a para mim e sussurrei em seu ouvido e pude sentir o arrepio passando pelo seu corpo.

-Ahora? Aquí? O que as pessoas pensariam? – Ela respondeu provocativa e mordeu o lóbulo de minha orelha, desgraçada.

Engoli um seco.

-Várias coisas. Que somos dois animais se atracando, ou que somos duas pessoas livres que se encontraram por acaso e estão dançando. Escolha. – Olhei fundo em seus olhos e ela ria, aquele sorriso que me iluminava.

-Hmm, interessante. Mas prefiero a segunda opcíon. – Ela saiu a minha frente ainda de mãos dadas comigo, mas virou-se abruptamente. – O animal deja para más tarde.

Sorrindo saiu rebolando com aquele vestido.

PELO AMOR DE DEUS MULHER!

Paola me arrastou em meio ao aglomerado de gente enquanto mexia seu corpo sensualmente na batida da música. Minhas mãos foram certeiras em sua cintura e por ali ficaram. De longe eu podia observar a putaria que estava sendo os beijos e tarracos trocados por Padrão e Bourguignon, caralho em; aquela anã deveria ser um fogo pelo visto! Fui tirado daquele pequeno devaneio quando senti as mãos gélidas dela pegarem meu rosto e chacoalhar alucinadamente minha cabeça ao ritmo daquela música que ultimamente não saia das rádios, era algo que repetia incansavelmente “Starboy, Starboy” algo assim, mas no fundo eu agradecia ao DJ, era sensual, era tudo que eu precisava para fode-la indiretamente naquela dança perigosa. A virei de costas para mim de forma que ela pudesse sentir minha volúpia formada dentro de minhas calças. Segurava seu ventre e ousei a subir a mão até seu decote e pude senti-la dançando ainda mais contra mim. ELA IA ME MATAR. Respirei fundo e a virei de forma que pudesse olhar em seus olhos novamente, me pareciam melhores hoje. Passou a língua entre os lábios vermelhos e eu só consegui fita-los, pareciam me chamar, clamar por mim. Ela ainda dançava conforme a batida e passava a mão pelas extremidades de seu corpo até bagunçar seus cabelos e sempre mantendo o mesmo semblante de vagabunda no rosto, mas eu sabia que era apenas para me provocar. Se aproximou de mim e senti seus finos dedos roçando em minha ereção por cima de minha calça.

PUTA QUE O PARIU.

-Vamos sair de aqui, niño? – Disse em meu ouvido enquanto brincava com partes de mim ainda sem parar de dançar.  

Lancei a ela um olhar furioso e a observei sorrir, nem precisaria pedir duas vezes.

A puxei pela mão enquanto driblávamos algumas pessoas e misturado com o som eu podia ouvir sua risada deliciosa, assim como ela. Voltamos até o novo casal de desavergonhados que continuavam se tarracando feito dois animais.

-Me dá o bagulho! – Vitor sabia do que eu estava falando e não demorou menos de meio segundo para tirar o pequeno objeto de seu bolso e passar pra mim.

Eu via como ele ainda nos olhava, mas naquele momento eu estava pouco me fodendo pra ele. Paola soltava alguns risinhos e questões enigmáticas com Padrão e tudo que pude ver antes de desaparecer com ela foi o gesto de “me telefona!” da pequenininha vermelha.

Saímos daquela boate o mais rápido que podíamos, a urgência em desaparecer dali era emergencial demais.  

Minha moto estava estacionada ali por perto e riamos naquela aventura em abruptamente estávamos vivendo. Havia deixado os capacetes ali com o cara do estacionamento e fiz sinal para ela montar na garupa. Paola me olhou misteriosamente e depois de um tempo a vi erguendo ainda mais aquela porra de vestido e se encaixando perfeitamente atrás de mim, quando na verdade aquele papel deveria ser meu. Senti seus braços me enlaçando e seu hálito em meu ouvido e o mesmo e velho arrepio na espinha que somente ela me causava.

Acelerei a moto em meio ao suspiro e a gargalhada dela. E juntos desaparecemos pela Rua Augusta.

Somente eu e ela, livres em minha moto, pela noite paulistana. 


Notas Finais


Comentemmmm.
Obrigada até aqui. bjs. 💘


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