História Dangerous Attraction - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Erin Heatherton, Justin Bieber
Personagens Erin Heatherton, Justin Bieber
Tags Adultério, Atração, Irmãs Gemeas, Sexo
Exibições 179
Palavras 3.120
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


NOTAS FINAIS!!

Capítulo 17 - Chapter XVII


P.O.V Justin Bieber 

   Minha cabeça doía como nunca. Eu mal havia cordado e meu corpo já pedia por mais algumas horas de sono. Mas sabia que não poderia ter o luxo de ficar deitado o dia todo sobre a cama, mesmo que quisesse. Hoje era domingo e eu teria que ajudar Lilian com as coisas da casa. 

   Deslizei meu corpo pela cama, indo para sua ponta. Uma corrente elétrica ultrapassou meu corpo quando meus pés tocaram o chão. Eu tinha prometido a Lilian que faria as compras com ela hoje, e isso foi a única coisa que me fez levantar. 

   Fui até o banheiro, me olhando no espelho e vendo como meu rosto transparecia meu cansado da noite passada. Eu precisava de uma aspirina logo, ou minha cabeça iria explodir. 

   Depois de tomar um banho e fazer todas as minhas higienes, desci as escadas, vendo Lilian sentada no sofá enquanto assistia um programa qualquer. Sorriu quando percebeu minha presença. E mesmo que não estivesse com o melhor humor do mundo, retribui da mesma forma. 

   - Como foi a noite? – Perguntou. Batendo com as mãos sobre o sofá, para que eu me sentasse também. 

   Com sua pequena frase, todas as coisas que havia feito noite passada vieram em minha mente. E foi impossível não travar no meio das palavras. Eu era um grande filho da puta.

   - Normal. – Cocei a garganta. Tentando mudar de assunto, não queria me aprofundar naquilo. – E você? Sua amiga viria aqui, não é? 

   - Sim, foi divertido, fazia algum tempo que eu não tinha um tempo pra conversar com ela. – Pensou por alguns segundos. – Talvez eu a chame para vir de novo no próximo fim de semana, em uma hora que você também esteja em casa. 

   - Sim, seria legal. – Concordei. Vendo que ela assistia um canal de culinária. – Não acredito nisso, coloca algum filme interessante. – Deitei sobre seu corpo, tentando alcançar o controle remoto que estava do outro lado do sofá. Mas meu ato foi interrompido quando Lilian pegou o objeto, esticando o braço, deixando o aparelho fora do meu alcance. 

   - Não, eu cheguei primeiro, fico com o controle. – Falou, me dando a língua. 

   - Não pago uma grana em TV a cabo pra você assistir essas merdas. – Reclamei mais uma vez. Não desistindo de tentar pegar o controle de suas mãos. 

   - Em primeiro lugar, não são merdas. E em segundo, se você quiser, eu começo a pagar de hoje em diante. – Mesmo que tentasse, não conseguia esconder o tom divertido que as palavras carregavam. 

   - Nossa, tudo bem, a grande cirurgiã não precisa mais da minha ajuda, ela pode arcar com todas as despesas. – Joguei os braços para o alto, fazendo uma breve ceninha. – Melhor pra mim, vou gastar toda minha grana comprando um carro novo. – Dei de ombros. 

   - Justin! – Ouvi seu grito fininho. Ela pegou uma das almofadas ao seu lado e jogou em meu rosto. – Como você é chato. – Disse emburrada. Não pude segurar as risadas. – Não é legal quando outra pessoa começa a rir da sua cara, sabia? 

   - Como é dramática. – Falei, cessando o pequeno ataque de risos. 

   - Olha quem fala, você que é o senhor Drama Queem dessa casa. – Mais uma vez, jogou a almofada em meu rosto, mas ao contrario da primeira vez, desviei. 

   - Nem consegue acertar. Que terrível dona Lilian. 

   - Não quero mais te ouvir. Vamos logo nos arrumar, temos muitas coisas pra comprar no mercado, e tenho certeza que vai demorar. – Me lembrou. 

   - Não podemos deixar isso pra outro dia? – Tinha uma pequena esperança que ela dissesse sim, mas ela foi por água abaixo quando ouvi sua resposta. 

   - Estamos a duas semanas falando isso Justin, não tem nada em casa. Vai começar a pedir comida pronta todo dia? – Perguntou indignada. 

   - Não seria uma má idéia. 

   - Não acredito que ouvi isso. 

   - Tudo bem, vamos, quanto mais cedo começarmos, mais cedo terminamos. – Pronunciei as palavras já me levantando. Ela fez o mesmo, subindo comigo. 

   Trocamos de roupas rapidamente. Pegando o dinheiro que iríamos precisar e os documentos essenciais. Partindo em direção ao mercado em seguida. 

   O estacionamento não estava tão cheio, e isso me alegrou, não estava a fim de ficar rodando com o carro a procura de uma simples vaga. Dentro do local também estava parcialmente vazio. Talvez não fosse tão ruim assim. 

   Pegávamos todas as coisas escritas na lista que Lilian havia preparado antecipadamente. Conversando sobre assuntos diversos e sem muita importância, como nosso trabalho e as coisas que tinham acontecido durante a semana. Ela não tocou no assunto da festa, estava feliz por isso. Teria que começar a inventar desculpas e bolar toda uma historia se fosse o contrario, e isso me consumiria tempo. 

   - Esquecemos a carne. – Falei apressado, já estávamos na fila do caixa. 

   - Corre lá e pega Justin. – Balançou as mãos, indicando que eu fosse rápido. 

   Seguindo seu conselho. Corri por grande parte do mercado, até que encontrei o frigorífico. Pegando tudo o que queria. Na hora da volta, não me preocupei em correr, a fila ainda estava grande quando saí de lá, e havia sido rápido ao pegar as carnes. 

   Vi que Lilian conversava animadamente com um homem enquanto me aproximava, achei estranho, ela não era acostumada a isso. Mas quando cheguei ainda mais perto, pude ver o rosto do cara, quase entrei em pânico. 

   O corpo magro e alto, os cabelos e olhos pretos. Não acredito que tive a má sorte de encontrar Sebastian logo aqui, e ainda por cima com Lilian. 

   - Justin, olha quem eu encontrei! – Sua voz soava animada. – É seu amigo, não? – Estava meio estático até agora, e se ele falasse sobre a noite passada? 

   - Sim, sim. É o Sebastian. – Forcei meu tom a sair normal. Mesmo que fosse difícil. 

   - Estava falando que já iríamos preparar o almoço, e o convidei para comer na nossa casa, você não se importa, não é? – Caralho Lilian, porque sempre tomava as decisões sem me consultar. Tem problema, lógico que tem, eu não o quero na minha casa. 

   - Não, sem problemas, é sempre bom almoçar com varias pessoas. Mas acho que ele deve ter compromissos agora. Não pode falar coisas assim sem planejamento. – Fui o mais gentil que consegui, e parece que atendi as expectativas, pois nenhum dos dois desconfiou de nada. 

   Ok, até agora tudo estava correndo bem. Respire Bieber, você consegue. 

   - Pra falar a verdade, eu estou sem nada pra fazer agora, então, acho que aceito o convite. – Sorriu, e eu nunca fiquei com tanto raiva de um sorriso como agora. 

   Não tinha nada contra Sebastian. Na verdade, gostava bastante dele. Mas não podia deixar ninguém saber do meu relacionamento com Mia. Se ele passasse algum tempo com Lilian, poderia ver a diferença gritante entre as gêmeas. 

   Mesmo contrariado, aceitei a proposta dos dois. Indo para o carro e falando que Sebastian podia me seguir até em casa com o dele. 

   - Ainda não arrumamos nada na casa. Então ignore a bagunça. – Lilian falou sorridente, enquanto abria a porta de casa e entrava, seguida por dele. Fui o ultimo. 

   - Que casa maravilhosa Justin. – Sebastian se direcionou a mim, enquanto analisava tudo ao seu redor. Lilian tinha ido pra cozinha, começar a fazer o almoço. 

   - Sim, eu a achei por um bom preço, e foi impossível segurar a vontade de te-la o mais rápido possível. – Também dei uma pequena volta, olhando exatamente como ele tinha feito. – E o melhor de tudo, tem uma piscina linda no jardim de trás. – Sorri. 

   - Ótimo para marcarmos um churrasco, não é? – Deu risada. – Fazia algum tempo que eu não encontrava os caras, ontem foi um dia interessante. Incrível como eles não mudaram nada. 

   - Sim. – Concordei. – E você, continua do mesmo jeito? Qual era o curso que fazia na faculdade? Não me lembro. 

   - Advocacia. Consegui montar meu próprio escritório, as coisas estão indo bem. Tenho vários clientes fixos, então o dinheiro sempre está entrando, algumas vezes em maior quantidade, outras em menor. Mas eu estou conseguindo me sustentar. – Fez graça. Ele sempre foi o mais aplicado e inteligente do nosso grupo. Não era uma surpresa que estava de dando bem. 

   - Você realmente tem cara de advogado. – Continuei. – Mas e as mulheres, está com alguém? – Perguntei só para iniciar um novo assunto, nem estava muito interessado, pra falar a verdade. 

   - Nesse quesito, não sou tão bom assim. – Fingiu uma expressão triste, fazendo graça em seguida. – Ao contrario da minha vida profissional, a amorosa está uma merda. Estava namorando até uns dois meses atrás, mas a garota terminou comigo. Alegando que eu não dava atenção pra ela. – Pausou. – Mas o que diabos ela queria? Que deixasse de trabalhar pra ficar deitado com ela na cama? 

   - Sebastian, Sebastian, nunca se recusa tempo pra uma mulher. – Usei meu tom malicioso, ele percebeu, sorrindo de lado. 

   - Você tem razão. Mas realmente não deu certo. 

   - Uma hora você vai encontrar a mulher perfeita. Pode ter certeza. 

   - Igual a você, que sorte Justin. Tem um bom emprego, uma casa legal, uma esposa bonita e extrovertida. O que fez pra conseguir casar com a Mia Justin? – Seu rosto estava tão tranqüilo, como se realmente estivesse impressionado. Mas suas palavras me deixaram imóvel. Foi quando a consciência voltou e eu percebi, Mia havia se apresentado como minha esposa ontem. Se ele falasse esse nome perto de Lilian, os dois perceberiam que alguma coisa muito errada estava acontecendo. 

   - Sim, Mia, minha esposa. – Cocei a garganta. Desconfortável em pronunciar tal frase. 

   - Garotos! A comida já está pronta! – Ouvi o grito de Lilian. 

   Após isso, fomos todos para a cozinha. A comida já estava sobre a mesa, deliciosa como sempre. Uma das melhores qualidades de Lilian sempre foi a cozinha. Tudo que ela fazia ficava inexplicavelmente gostoso. 

   No almoço, eu tentava tomar as rédeas da conversa para que nada saísse dos eixos, mas não estava sendo nada fácil, já que os dois haviam entrado em uma conversa tão animada que quase não me viam ali. Estava ficando com raiva por ser ignorado, e também porque não tinha controle de nada, tudo poderia ir por água abaixo, com apenas uma palavra. 

   Eu nem queria imaginar qual seria a reação de Lilian caso ela ficasse sabendo o que estava acontecendo entre Mia e eu. Não fazia idéia. Ela nunca se mostrou uma pessoa ciumenta, nunca fez escândalo por causa de nada, no máximo ficava chateada e me negava beijos. Mas nada muito mais sério que isso. 

   Conversa vai, conversa vem, parecia que eles não se cansavam em momento algum. Eu já estava ficando cansado. Só queria que ele fosse embora logo. Estava apreensivo, e isso não me agradava nem um pouco. 

   - Então, com o que você trabalha Mia? – Meus olhos se arregalaram, e eu literalmente vi todas as merdas que fiz em vida passando sobre os meus olhos. 

   - Ah? – Ela perguntou. Como se não tivesse entendia sua pergunta. As coisas pioravam a cada segundo. 

   - Seu trabalho. – Falou confuso. 

   - Não, você me chamou de Mia. – Seu olhar parou em mim, e eu dei de ombros, como se também não entendesse. Mas estava surtando por dentro.

   - Esse não é o seu nome? – Falou obvio. 

   - Não não, acho que você se confundiu, essa é a minha irmã. – Tentou explicar. – Isso acontece sempre, sabe, as pessoas nos confundires, é porque somos gêmeas. 

   Com o olhar que Sebastian me mandou nesse momento, tive a plena certeza da minha morte. Não foi uma coisa agradável. 

   - Você estava em casa noite passada? – Perguntou, fingindo interesse. Eu sabia onde ele queria chegar com aquele interrogatório. 

   - Sim... Uma amiga minha veio jantar em casa, então não pude acompanhar o Justin ontem, mas na próxima com certeza irei. – Ainda falava animadamente. – Justin, porque você está tão pálido? 

   - Não estou me sentindo muito bem. 

   Eu estava em completo choque. Não sabia se saia correndo dali, ou se tentava arranjar uma boa desculpa caso ele abrisse a boca. Mas mesmo que eu me esforçasse ao máxima para encontrar alguma coisa que se encaixaria naquela situação, não conseguia. Não havia uma desculpa. Sebastian tinha me visto em momentos muito íntimos com Mia ontem, não tinha como falar que era apenas uma saída de amigos. 

   - Me conta um pouco sobre sua irmã. – Agora, ele também parecia estar apreensivo, como se estivesse juntando todas as pequenas peças em sua cabeça. Eu não conseguia descrever sua expressão, era uma mistura de surpresa, com indignação e raiva, tudo ao mesmo tempo. 

   - Porque vocês ficaram estranhos do nada? – Olhou em nossos olhos, mexendo os ombros, como se dissesse que não ligava. – Enfim, ela é o contrario de mim. Muitas pessoas ainda se espantam como podemos ser tão diferentes no nosso jeito de ser, sendo tanto parecidas na aparência. – Pausou. – Acho que eu poderia descrevê-la como, alegre, festeira, com personalidade forte, e que tem facilidade para fazer amigos, e inimigos também. Mia é o extremo de tudo. 

   Ele ouvia tudo silenciosamente. Como se relacionasse suas palavras com as atitudes da garota da noite passada. 

   - Justin, posso falar com você a sós? – Sua voz soou séria dessa vez. E um calafrio ultrapassou meu corpo. Ele iria contar, eu sabia que sim. 

   - O que está acontecendo? – Lilian se levantou quando fizemos o mesmo. Provavelmente não entendendo nada do que estava acontecendo ali. Nem mesmo eu entendia. Minha mente gritava a cada segundo o quão idiota tinha sido por ter levado Mia naquele lugar, por ter falado seu nome correto. Por não ter corrigido quando a mesmo disse que era minha esposa. Eram tantos arrependimentos. 

   - Não é nada de importante. Só preciso conversar sobre uma coisa com o Justin. 

   Depois disso, Lilian não disse mais nada. Sebastian e eu começamos a caminhar na direção do corredor. Quando não estávamos mais sobre o olhar atento de Lilian, senti meu corpo sendo empurrado violentamente contra uma das paredes. 

   Fiquei assustado, de forma alguma esperava uma reação dessas vinda de Sebastian, um cara que eu nunca tinha visto sendo violento, ou indelicado com alguém. Mas nesse momento, toda aquela fragilidade que nós sempre enxergamos nele não existia mais. 

   Suas mãos estavam grudadas ao colarinho da minha blusa, me levantando um pouco, mas não o bastante para que meus pés saíssem do chão. 

   - Que droga você pensa que está fazendo Bieber? Tomara que tenha uma boa explicação para tudo isso. Realmente quero estar errado. – Falou baixo, para que Lilian não ouvisse nosso dialogo. Mas parecia com raiva, raiva até maior do que eu pensava. 

   - Não sei do que você está falando. – Tentei, eu juro que tentei desconversar, fingir que não sabia o que estava acontecendo, mas tinha certeza que meus olhos me entregavam. 

   - Você está transando com a irmã da sua mulher? – Foi arrogante. - Ainda se considera homem fazendo uma nojeira dessas? – Mesmo que soubesse que eu era o único errado na situação, não conseguia suportar o sentimento de raiva que crescera em mim. 

   - Quem você pensa que é pra vir até a minha casa, e falar isso sobre mim. É a minha vida, e eu cuido dela como bem quiser. – Me soltei de seu aperto, olhando em seus olhos com a mesma intensidade que ele. A tensão era quase mortal. 

   - Não preciso ter intimidade ou algo do tipo com você ou sua mulher pra ver como isso tudo é errado. Ela estava em casa enquanto você se esfregava na frente de todos com a irmã dela. Tem noção disso Bieber? Como consegue acordar todas as manhãs sabendo o tipo de pessoa que é? 

   - Eu já disse que isso não tem nada a ver com você, não entendeu ainda? 

   - Como ela reagiria se alguém contasse sobre isso pra ela? – Fingiu sarcasmo. – Aposto que você não ficaria feliz em ter seu casinho revelado. – Eu sabia que isso era claramente uma ameaça. 

   - Você não ousaria. – Grunhi entre dentes. Já cansado de ver seu rosto em minha frente. Eu o queria fora da minha casa. 

   - Você precisa saber que não pode confiar nas pessoas Bieber. Olhe para sua mulher, ela parece confiar cegamente em você. 

   - Não quero te ouvir. Fora da minha casa, agora! – Se não me acalmasse, acabaria partindo pra cima do homem a minha frente. E sabia que isso não seria uma coisa bonita de se ver. 

   - Realmente não pretendo ficar nem mais um segundo respirando o mesmo ar que você. Não costumo me afeiçoar a pessoas assim. – Seu olhar superior direcionado a mim fazia meus punhos quererem se fechar. Eu não conseguiria segurar meu corpo se ele permanecesse mais um segundo em minha frente. 

   E parecendo saber disso. Sebastian se afastou de mim, voltando para cozinha. Apenas ouvi quando se despediu de Lilian, com breves palavras, saindo pela porta em seguida. 

   - Justin, o que aconteceu? – Ouvi sua voz preocupada. 

   - Lilian, só fica quieta, tudo bem? – Eu não conseguiria conversar com ela agora. Ignorei todas as palavras que proferiu, e subi as escadas, adentrando o quarto. 

   Olhei para os lados, como havia sido uma má idéia sair desse cômodo hoje. 

   - QUE DROGA!!! – Gritei com o rosto enterrado sobre os travesseiros. Não podia deixar que Lilian ouvisse meu pequeno surto. 

   Ele havia entrado na lista de pessoas que eu odiava. Com toda a certeza. 

   E o que mais me deixava transtornado era saber que todas as coisas que disse eram verdades, cada palavra. Eu não merecia Lilian, não merecia Mia, eu não merecia nem ter o direito de respirar mais. 

   Eu estava traindo, enganando a pessoa que mais me fez bem por tantos anos. Uma pessoa, que como ele disse, confiava cegamente em mim. Que nunca desconfiou de nada. Apenas por alguns momentos de prazer, que eu podia resistir, mas não queria. 

   A carne é fraca. E eu sou um completo fracasso. E se Lilian ficasse sabendo disso? Como ela se sentiria, o que faria? Não queria pensar nessas possibilidades, mas sabia que elas eram eminentes, que a qualquer minuto tudo poderia desmoronar, e eu ficaria com nada. Nadando na angustia. 

   Quando menos esperava, senti meu rosto ficar levemente molhado, e quando toquei minha bochecha, percebi as lágrimas silenciosas que caiam lentas e gradativamente. 

   Eu não lembrava qual tinha sido a ultima vez que havia chorado. Já fazia tanto tempo, que a sensação era estranha e desconfortável. 

   Limpei as lagrimas com o antebraço, me recusando a continuar assim, sendo que eu mesmo tinha escolhido continuar com isso, não seria hipócrita agora. 

   Eu só esperava que ele não falasse nada, e apenas sumisse das nossas vidas, para que eu pudesse voltar ao tempo que não tinha todas essas incertezas.


Notas Finais


Olha que linda eu cumprindo as datas certas, to emocionada. Mas falando sério agora, obrigada as pessoas que deixaram seus comentarios no capitulo anterior, isso me mostra que ainda estao interessados e lendo a historia, pois eu nao esperava que tantas pessoas continuariam a acompanhar a fanfic, e isso me deixou muito feliz, e pretendo continuar seguindo as datas a risca, e se atrasar, no maximo um ou dois dias.

Estou realmente pensando em escrever uma fanfic gay, pq eu nem leio mais fanfics heteras hoje em dia, só escrevo essas minhas mesmo. Quero ver como vou me sair com um tema meio diferente do que estou acostumada, quem gostar do genero, ja pode ficar esperta que vou lançar uma historia nova, mas só daqui um tempo, um mes e meio, talvez. Quando eu escrever bastante durante as ferias.

Queria adiantar as coisas pra passar pra parte da historia em que eu mais quero escrever, que é a da sofrencia (amo sofrencia) mas acabei tento mais algumas ideias, e pretendo adiciona-las, até porque, quero fortalecer ainda mais o relacionamento do Justin com a Mia, tornar as coisas mais intensas, nao só na questao sexual, mas sentimental tambem. Voces podem ter percebido isso nos ultimos capitulos que escrevi.

Quero mostrar o lado mais humano, divertido e amoroso de Mia, o que nao havia feito até agora. Quero fazer ela uma personagem que cresça durante a fanfic, mude seus pensamentos gradativamente e evolua como pessoa, espero que consiga alcançar todos esses objetivo.

Percebi que sempre quero mudar o rumo das minhas fanfics, e com essa estou exatamente do mesmo jeito. No começo eu queria uma historia mais focada no conteudo sexual, mas ja aceitei que nunca vou conseguir escrever uma historia assim. Varias ideias me vem a mente, e nenhuma delas tem como objetivo o sexo, entao eu acabo colocando ele apenas algumas vezes.

Tinha falado varias vezes nas notas que a fanfic teria muito sexo e putaria, mas mudei um pouco isso, lógico que terao cenas quentes, mas quero focar nos sentimentos e dialogos, conversas e tudo mais, espero que aceitem essa mudança, e que isso agrade todas voces.

Ja estou escrevendo uma biblia aqui, entao tchau, até depois pessoas bonitas.


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