História Dangerous Attraction - Capítulo 75


Escrita por: ~

Exibições 60
Palavras 1.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Slash, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, como estão?

Era pra eu ter postado esse capítulo antes, mas como sou um burro do caralhoo, acabei enrolando.
E acreditem ou não, eu escrevi esse capítulo 3 vezes, pq nas duas primeiras vezes eu acabei perdendo tudo que tinha escrito.

Enfim, espero que gostem!

Capítulo 75 - |2.35| 18 Dias Sem Ele


(Pov Gustavo)

Gustavo abriu os olhos de forma preguiçosa e devagar. Assim que abriram totalmente, ele olhou para o teto. A noite de sono não havia melhorado em nada sua condição, sentia uma leve dor nas costas e continuava se sentindo cansado.

Passou as mãos pelo rosto e em seguida deu um longo bocejo. Sentou-se na cama e ficou olhando fixamente para o chão por vários segundos até a preguiça passar e ele ter vontade de levantar.

Tirou a coberta de cima do corpo, jogando-a para o lado e pós os pés no chão. Eles vagaram por alguns segundos para os lados e assim que encontraram os chinelos, Gustavo os calçou e se levantou.

Mesmo tendo acabado de acordar, Gustavo ainda se sentia sonolento. Bocejou outra vez e logo depois notou que sua bexiga latejava, pedindo para ser esvaziada. Então foi para o banheiro.

Após fazer sua higiêne, lavou as mãos e em seguida fez uma concha com as mesmas e lavou o rosto com a água fria, mandando embora todo o sono que ainda sentia. Depois se enxugou com uma toalha de rosto e fitou sua imagem no espelho a sua frente.

Seus olhos estavam meio avermelhados pelo fato de que ele estava dormindo, e havia um leve inchaço pouco acima do olho direito, na altura da sobrancelha. Não estava com dor, mas se tocasse na área, sentiria um desconforto.

Seu nariz estava levemente vermelho e irritado por uma alergia, e seus lábios corados como lembre, se contorcia em um leve sorriso.

Após verificar suas feições, Gustavo voltou para o quarto e decidiu descer para tomar café.

Pelo celular, viu que já havia passado das onze da manhã, e provavelmente todos já deviam ter tomado café, seria mais lógico se preparar para o almoço. Passou pelo corredor e logo estava descendo as escadas.

No meio do trajeto pôde ouvir vozes e risadas vindas da sala. Duas das vozes ele reconhecia, era de Luba e de Carminha, mas a outra era estranha e esganiçada, mas Gustavo já havia a ouvido antes, deveria ser da vizinha, Sandra.

Assim que chegou no pé da escada, Sandra e Carminha surgiram ao lado dele, vindas da sala.

- Tchau. - Falou Sandra com seu típico sorriso no rosto e se encaminhando para a saída.

- Tchau. - Gustavo respondeu com um sorriso um pouco forçado.

Carminha sorriu e arqueou as sobrancelhas para ele e seguiu com Sandra até a saída.

Gustavo se dirigiu para a sala, onde Lucas estava sentado no sofá, com uma caixa de tamanho mediano de isopor nas mãos e assistindo TV. Gustavo se aproximou e se sentou ao lado dele.

- O que é isso? - Pergunta indicando com a cabeça a caixa no colo do amigo.

- É um bolo. - Lucas olha para ele. - A Sangerine veio me fazer uma visita e trouxe ele de presente. Ela foi embora agora a pouco.

- É eu vi. - Gustavo responde. - E você acha que a visita dela tem haver com o que aconteceu?

- Claro, minha mãe tinha dito a ela que eu e o T3ddy não estamos mais juntos. - Lucas parece desconfortável ao falar essas últimas palavras.

- Sei. - Diz Gustavo notando o desconforto. - E como você tá se sentindo?

- Eu estou bem. - Ele responde e Gustavo franze a testa fitando-o. - Quer dizer, ainda é meio estranho pra mim, e as vezes, eu me sinto sozinho e deprimido de uma hora para outra, mas você sabe como é,  está melhorando com o passar dos dias.

- Então você não está bem! - Gustavo protesta. - Lucas, você tem que parar de tentar iludir a si mesmo achando que está bem! 

- É, talvez eu não esteja mesmo bem. - Lucas fala desanimado e volta a olhar para a TV.

Gustavo o encara como quem diz "Me ajuda a te ajudar!"

- E você tá animado para a consulta de hoje?

- Nenhum pouco. - Responde Lucas fazendo uma careta e suspirando  em sinal de reprovação. 

- Mas você vai não é? - Gustavo pergunta e Lucas olha para ele com cara de "Não!" - Lucas você tem que ir, é sério, você precisa de ajuda, e ficar em casa não vai te ajudar! - Diz levemente irritado e tentando convencê-lo. - E eu já desmarquei duas vezes semana passada, já tá ficando chato pra mim.

Lucas revira os olhos. 

- Eu vou, mas só dessa vez.

*****

(Pov Lucas)

Assim que almoçou, pouco depois das uma da tarde, Lucas vestiu uma roupa qualquer que ele julgava ser "de sair" e foi para a porta de casa esperar por Gustavo, que ainda estava no banheiro se arrumando.

Poucos minutos depois ele apareceu e os dois foram para o carro. Gustavo dirigiu até o consultório no centro da cidade.

Naquele dia, estavam completando 18 dias desde o incidente na boate, e desde então, Lucas não tinha mais tido contato com T3ddy. Não havia ido atrás e nem ligado e/ou mandado mensagens para o ex namorado, e muito menos T3ddy tinha feito qualquer uma dessas coisas.

A briga na boate e T3ddy quase matando Gustavo havia sido a gota da'gua, um tapa na cara de Lucas para que ele finalmente percebesse que não podia ajudar quem não queria ser ajudado. E chegou a conclusão que mesmo sofrendo, o certo a se fazer era seguir em frente.

No dia seguinte após o incidente, Lucas havia levado Gustavo para o hospital, e a situação era mais grave do que eles imaginavam. Após limpar e exterelizar os ferimentos nos olhos e no nariz, o médico disse que uma grande quantidade de sangue havia entrado dentro do olho direito de Gustavo, e que na pior das hipóteses, ele poderia ficar cego por conta disso.

Nos quatro dia seguintes, Gustavo ficou no hospital, de repouso e tomando soro constantemente, além de fazer alguns exames de rotina e até mesmo exames de sangue. Foi no final da quarta noite que todo o pesadelo acabou e eles puderam respirar aliviados com a notícia de que o sangue no olho de Gustavo havia encontrado um pequeno espaço na lateral do globo ocular e havia descido para as bochechas, excluindo assim, qualquer possibilidade que ainda havia de Gustavo ficar cego. Ele foi liberado na manhã seguinte e Lucas o levou para sua casa, onde ele está morando até o atual momento.

Na primeira semana sem T3ddy,  como Lucas estava focado e preocupado com Gustavo, isso acabou amenizando um pouco a dor. Porém, Lucas chorava constantemente e tinha dificuldades para comer e dormir.

No começo da segunda semana, Gustavo já estava bem e Lucas já estava em casa, e isso só piorou sua situação. Tudo em sua casa o lembrava de T3ddy, como se o cheiro dele estivesse impregnado nas paredes e  na mobília. Além disso, a maioria dos pertences do ex namorado ainda estavam na casa, e Lucas não conseguia olhar para as roupas de T3ddy sem que se sentisse deprimido e começasse a chorar. Carminha precisou colocar as coisas em várias caixas e Gustavo as levou para sua casa, onde estão até então.

No final da segunda semana, Gustavo já estava quase que completamente curado de seus ferimentos, mas assim como Carminha, passou a se preocupar com Lucas, pois ele continuava com dificuldades para comer e dormir, e não queria sair de casa.

Resolveram então marcar uma consulta com um psicólogo para Lucas. Porém,  ele já era um adulto, e se negou a ir às duas consultas que Gustavo havia marcado para ele, uma na quarta e outra na sexta.

Atualmente, Lucas estava na terceira semana sem T3ddy, mais precisamente quarta feira, o 18° dia depois do fim definitivo, e pouco tinha melhorado em relação aos primeiros dias, e só tinha aceitado ir ao psicólogo porque estava cansado de fugir dessa suposta "ajuda". E esperava que assim que fosse a consulta, Gustavo e sua mãe parassem de pegar no seu pé.

Fizeram o trajeto em silêncio e cerca de quinze minutos depois Gustavo estacionou o carro ao lado da calçada.

- Você se importa se eu não entrar e ficar aqui no carro te esperando? - Gustavo pergunta.

- Não, pode ficar.

Lucas abre a porta do carro e desce. Como o consultório é do outro lado da rua, ele a atravessa e assim que chega ao outro lado, passa pela porta com um grande letreiro em cima que dizia "Clínica Benny".

Passou por um pequeno corredor e chegou a recepção. Havia uma moça atrás do balcão e após ser questionado, Lucas disse seu nome.

Logo, a recepcionista pareceu verificar algo no computador e depois disse para Lucas ir para a sala de espera, que ficava logo a frente.

Lucas agradeceu e seguiu em frente. Assim que saiu da recepção, chegou a uma sala pequena e fria.

Haviam duas cadeiras de um lado, e outras duas de frente para elas, do outro lado. Havia também um bebedouro e uma pequena mesa de vidro com algumas revistas reviradas em cima. Era uma típica sala de espera.

Lucas se acomodou em uma das cadeiras e começou a esperar. Pelo celular, verificou que ainda faltavam dez minutos para a hora da consulta.

Cerca de cinco minutos depois, um homem entrou na sala e sentou a sua frente.

Era um homem bonito, levemente moreno e um pouco gordinho. Tinha uma barba rala e um cabelo encaracolado. Seus lábios eram pequeno e seus olhos castanhos escuros.

- Boa tarde. - Ele diz.

- Boa tarde. - Lucas responde evitando fazer contato visual.

- Você vai se consultar aqui?

- Vou. - Responde Lucas de forma vaga, estranhando o interesse do homem.

- Você é muito bonito sabia? - O homem sorri para ele. - Você tem namorado?

- Não. - Responde Lucas desconfortável e franzindo a testa.

- Eu adoraria ter você como namorado. - Diz o homem com um sorriso sugestivo.

QUE?!

Lucas tentava digerir o que tinha acabado de ouvir e tentava pensar em uma resposta a altura quando a porta mais ao fundo se abriu e o psicólogo apareceu.

- Lucas? - Ele olhou para os dois homens sentados e Lucas se levantou. - Vamos.

Ele sorri e toca levemente o ombro de Lucas quando este está perto o bastante. Então eles seguem para o consultório.

*****

Meia hora depois a porta do consultório voltou a se abrir e Lucas passou por ela. A consulta não havia sido lá muito interessante, mas foi uma boa distração para ele.

Percebeu que o homem ainda estava sentado na cadeira e enquanto andava, Lucas olhava para o chão, não queria contato visual com ele.

- Me passa teu telefone! - O homem pediu quando Lucas passou ao seu lado.

- Não. - Responde sem olhar para o homem.

Lucas apressa o passo e sai do consultório. Já na calçada, avista o carro de Gustavo do outro lado da rua. Espera os carros passarem para cruzar a rua e assim que o faz, entra no carro. Gustavo faz algumas perguntas e logo ambos voltam para casa.


Notas Finais


Até o próximo capítulo \o/


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