História Dangerous Beauty - Capítulo 4


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Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Slash, Steven Adler
Tags Guns N' Roses, Los Angeles, Rock
Visualizações 17
Palavras 1.726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei muuuuuuuito pra atualizar... Mil desculpas! Porém, em meio a essa loucura de final de semestre e entre de TCC eu consegui trazer um capítulo!

Música do título: Bad Obsession - Guns N' Roses 💜

Capítulo 4 - It's always messin' my mind


Fanfic / Fanfiction Dangerous Beauty - Capítulo 4 - It's always messin' my mind

POV Axl

Eu estava encostado em um muro qualquer da Sunset Strip, tragando meu cigarro e observando o movimento de pessoas e carros na rua. Paro meu olhar em uma cafeteria localizada na esquina de um quarteirão, a fachada era pintada em bege e algumas mesas ficavam do lado de fora. Vejo uma ruiva apressada adentrando a porta de vidro do lugar, cerrei meus olhos e pude observá-la melhor. Olívia. Tirei o cigarro dos meus lábios e o joguei no chão, apagando-o com o pé, ajeitei meu óculos no rosto e me desencostei do muro, caminhando até o lugar.

O som de uma campainha avisou sobre a minha entrada ali. Passei os olhos pelo lugar e pude ver um balcão central e algumas mesas enfileiradas na parede, uma típica cafeteria. Caminhei até o balcão e vi a ruiva saindo por uma porta ao fundo, ela terminava de amarrar um avental na cintura e conversava com um homem que aparentava seus sessenta anos de idade.

- Me desculpe por não ter vindo ontem, senhor Anthony - ouvi sua voz, que agora parecia mais suave e inocente - Eu não estava me sentindo bem, tive febre e uma forte dor de cabeça - Ela continuava dizendo, enquanto olhava para o homem, que deduzi ser o seu chefe.

- Tudo bem, Olivia - Ele passava a mão pelo topo da cabeça dela - Espero que esteja melhor, se precisar de algo pode pedir - Ele sorria de forma simpática e se afastava dela, que agora virava em direção a mim, arregalando os olhos ao me ver.

- O que faz aqui? - A garota disse em um tom mais baixo, caminhando até mim.

- O que se faz em uma cafeteria? - Respondi indiferente, colocando uma mão no queixo. A garota me olhou cerrando os olhos e soltou um suspiro.

- Se sente que irão te servir - Ela dizia de modo ríspido e se virava para sair quando puxei o seu braço.

- Não. Eu quero que você me sirva - Dei um sorriso sem mostrar os dentes e a soltei, andando até uma das mesas e me sentando.

Dava pra ver a expressão de tédio da garota que começava a andar em minha direção assim que eu havia me sentado. Ela tirou um bloco de papel do bolso do avental e uma caneta que estava presa a alça do mesmo, posicionando-os de forma que ela pudesse anotar os pedidos.

- O que deseja? - Me encarou profundamente com aqueles olhos azuis.

- Você - Falei com uma risada sarcástica e a garota bufou impaciente - E um café - Concluí e a vi anotar algo, se virar e sair dali, me dando uma bela visão de sua bunda rebolando de forma sexy, me fazendo soltar um suspiro pesado.

Alguns minutos depois, Olivia volta com uma xícara de café sob uma bandeja e a coloca em minha frente. A analiso minuciosamente e seguro sua mão quando ela estava prestes a sair.

- Mais alguma coisa? - Dizia impaciente. Peguei a xícara e bebi um pouco do café.

- Eu já disse… Você - Reitrei meu óculos, o apoiando na mesa e encarei os olhos dela.

- Isso você não pode ter - Ela disse convicta, colocando as mãos sob a mesa e arqueando a sobrancelha esquerda.

- Acho que o seu chefe não vai gostar de saber o real motivo de você não ter vindo trabalhar ontem - Eu desviava meu olhar entre ela e o senhor que estava nos encarando de longe. A garota soltou um suspiro e eu dei um sorriso irônico - Hoje a noite - Eu disse por fim e terminei o meu café.

- Eu tenho que trabalhar - Ela falou em um sussurro.

- Não tem problema. Eu estarei lá te esperando - Sorri vitorioso, peguei a carreira e coloquei dinheiro do café em cima da mesa. Me levantei e saí dali.


POV Olívia

Encarei seus olhos verdes enquanto ele se levantava e me olhava fixamente por alguns segundos. O vi andando em direção a porta e saindo da cafeteria, fiquei ainda parada no mesmo lugar por alguns longos segundos. Retomei minha postura e fui em direção a parte de trás do balcão.

- Algum problema, Olivia? - Anthony perguntava apontando para a porta por onde Axl havia saído.

- Não, senhor Anthony - Eu disse tentando não demonstrar meu nervosismo - Apenas um velho conhecido que eu não via há um tempo - Forcei um sorriso e mais velho apenas balançou a cabeça positivamente e entrou pela porta que dava para a cozinha do estabelecimento.

Eu passei o dia com os olhos pregados no relógio de parede que ficava próximo ao caixa. A tarde passava lentamente e o pouco movimento na cafeteria me deixava ainda mais apreensiva. No fundo eu tinha uma sensação de alegria e vitória por saber que aquele ruivo estava disposto a me ter a qualquer custo. Por outro lado eu me sentia nervosa e apreensiva, com medo de vê-lo outra vez, desde aquele dia que eu o vi pela primeira vez, no 7th Veil, eu pensava nele quase que o tempo todo, como uma obsessão. O problema é que eu sabia que ele seria uma obsessão ruim.

Marianne, uma das garotas que trabalhava ali comigo e minha única amiga, falava algo sobre algum garoto que ela havia conhecido há dois dias. Nós sempre conversávamos sobre essas coisas, mas eu não conseguia prestar nenhuma atenção no que a loira dizia. Olhei para o relógio mais uma vez. Sete horas da noite em ponto. Reitirei meu avental apressadamente e peguei minha bolsa em meu armário.

- Pra que essa pressa toda? - Escutei Marianne dizer em tom mais alto, enquanto eu saía do lugar. Minha ansiedade era tanta que eu nem sequer a respondi, apenas saí rapidamente e andava pela rua, trocando os passos de forma apressada.

Em pouco tempo cheguei a boate, que não era longe da cafeteria, passei por todos sem cumprimentar direito e fui até o meu camarim. Sentei no sofá por alguns minutos, tentando recuperar meu fôlego e a minha calma.

- É só uma obsessão ruim - Falei sozinha, me tranquilizando.

Me levantei e comecei a me arrumar para o segundo trabalho do dia. Eu amava fazer aquilo, então durante aquela uma hora que eu fazia minha maquiagem e escolhia minha roupa, pude esquecer sobre qualquer outra coisa, e isso incluía esquecer Axl Rose.

Me olhei no espelho mais uma vez e sorri com a minha própria imagem, eu estava impecável. Respirei fundo e escutei meu nome ser anunciado, saí do camarim e peguei a saída para o palco. Escutei a voz de Steven Tyler iniciar Crazy, fechei os olhos enquanto eu caminhava pela passarela que me levava ao pole, segurei na barra, ouvindo os gritos dos homens enlouquecidos no local, abri os olhos e comecei a me movimentar no ritmo da música. Então eu levantei o olhar e o vi, no mesmo lugar de sempre, com as costas apoiadas na parede do fundo, óculos escuros e uma bandana na cabeça, imóvel, como se estivesse observando atentamente a cada ação do meu corpo.

Say you're leavin' on a seven thirty train
and that you're headin' out to Hollywood
Girl you been givin' me that line so many times
it kinda gets like feelin' bad looks good


Demorei alguns segundos para poder reagir novamente, fechei os olhos mais uma vez e me virei de costas para o público, enquanto eu descia e subia lentamente meu corpo pela barra. Virei meu corpo mais uma vez e o encontrei ainda me encarando, com usa típica expressão indecifrável, que ele fazia questão de manter do início ao fim.

I go crazy, crazy, baby, I go crazy
You turn it on
Then you're gone
Yeah you drive me
Crazy, crazy, crazy, for you baby
What can I do, honey
I feel like the color blue


Eu podia sentir seus olhos verdes queimarem a minha alma, eu podia ver seus olhos, mesmo que por trás dos óculos de lente preta, era como se eu ainda conseguisse vê-los. Perdi a total noção de ambiente e tempo, eu nem sequer prestava atenção nos outros em minha volta, naquele momento era como se eu estivesse dançando apenas para uma pessoa. Uma pessoa de cabelos ruivos e com o corpo de um deus.

Depois de mais algumas danças, escutei os últimos versos da última música e voltei para a realidade terminando a minha dança. Olhei ao redor e vi todos meu aplaudindo e jogando seus dólares para o palco. Fiz a mesma rotina de todos os dias, peguei o dinheiro no chão e saí pelos fundos do palco, indo até o meu camarim. Me sentei em frente à penteadeira e contei o tanto que eu havia conseguido na noite, separando a parte de Craig. Me levantei e busquei pela minha roupa, me trocando em seguida, assim que me virei para voltar a penteadeira, percebi a porta sendo aberta e Axl entrando com seu pisar forte e o andar confiante.

Sem falar uma palavra sequer voltei para a cadeira e, sob seus olhos atentos e observadores, continuei tirando os excessos da maquiagem que estava depositada em meu rosto e prendi o cabelo em um coque. Me levantei novamente, indo até o sofá e pegando a minha bolsa, voltei para a penteadeira e peguei os dois maços de dinheiro, colocando um deles dentro da minha bolsa.

- Me espera lá fora - Eu disse parando em frente ao ruivo, que agora se encontrava sem os óculos, me dando visão para sua profundidade verde - Eu só preciso entregar algo - Saía pela porta sem esperar por ele, me dirigindo até a sala de Craig.

Depois de dez minutos tomando coragem, andei para fora da boate, me deparando com o corpo do ruivo escorado de lado em uma parede, enquanto sua mão levava um cigarro até a boca. Ele tragava a fumaça enquanto me observava caminhar até ele.

- Quer um? - Tirou o maço de cigarros do bolso e estendeu a mim. Peguei um sem pestanejar e retirei um isqueiro do meu bolso, acendendo-o.

- Para onde vamos? - Traguei um pouco e soltei a fumaça devagar, como em um suspiro.

- Para a minha casa - Dito isso ele começou a andar em direção a um carro, se sentou no banco do motorista e esperou que eu fosse até lá. Entrei do outro lado e fiquei encarando seu rosto - Não se preocupe, você não vai se arrepender - Ouvi sua voz em um tom travesso enquanto ele dava partida no veículo.


Notas Finais


Obrigada por ainda acompanharem até aqui! Não sei quando vou conseguir trazer outro capítulo, mas espero que em dezembro eu volte com tudo.

Espero vocês nos comentários! 😘💜


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