História Dangerous Colors - (SaTzu). - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias TWICE
Personagens Dahyun, Nayeon, Sana, Tzuyu
Tags Sana, Satzu, Twice, Tzuyu
Visualizações 61
Palavras 1.069
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem atrasar o capítulo, minha internet não está colaborando ultimamente :(
Bom, a história pode parecer um pouco confusa mas eu juro que todas as respostas serão respodidas. Sério, tenho essa mania de criar histórias complicadas que exigem paciência e teorias estranhas mas, estou dando o meu melhor nisto aqui e prometo compensar com o melhor suspense! ♡
Aliás, muito obrigada pelos 30+ favoritos! Vocês estão fazendo meus dias melhores haha ♡
Desculpem qualquer erro e boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo Quatro.


Um grande avanço, eu diria. Já estava conversado com ela a mais de uma semana, e, todos esses meses de trabalho em vão, iam aos poucos sendo compensados.

— Meu mundo é diferente do seu — Dizia. Tentava ao máximo focar minha atenção na conversa. Muitas vezes perdia-me fitando seus lábios, as palavras saiam de lá com tanta facilidade que me hipnotizavam. — As vezes, o que você vê como certo, para mim pode estar errado.

— Então isso quer dizer que, se por algum acaso estivéssemos vivendo em seu mundo, os crimes cometidos por você seriam julgados certos? — Fui direta. Ela sorriu, coçando sua cabeça.

— Eu não cometi crime algum — Não sabia quando ela estava sendo sincera ou mentindo. Isto, de fato, era algo ruim para alguém que seguia a minha profissão. — Você deveria saber.

— O.K, podemos focar em outro assunto então? — Sorri tentando não deixar tão transparente meu nervosismo. 

— Claro.

— Faça-me alguma pergunta e eu responderei — Nos olhávamos o tempo inteiro, ela nem sequer parecia piscar. E, por muitas vezes, via seus lábios formarem um pequeno sorriso. — Depois, eu te perguntarei algo e você responderá. 

— Por que terminou seu relacionamento? — Boom. Estava demorando para cair a ficha de meu recente termino ainda. Mas, para ela, era totalmente normal mexer em minha ferida.

— Houveram complicações. Achei melhor dar um tempo — Sorri, encarando meus dedos. — Qual o significado da cor azul? 

— Para mim é alegria — Fiquei em choque quando ela respondeu a pergunta que rodava minha cabeça a dias.

— Por quê? 

— É minha vez — Me desculpei silenciosamente. — Por que ainda está aqui? E eu, qual o verdadeiro motivo de me prenderem aqui? 

— Vamos com calma — Sorri, encarando-a. — Primeiro: estou aqui porque quero conhecer você. De alguma maneira, saber o que rodeia seu ser me prende neste lugar. E segundo: provavelmente você fez algo ruim.

— O azul é minha cor favorita. Penso muito em tudo que poderia pintar neste quarto com esta cor. O único problema? Não me sinto bem aqui — Olhei para suas pinturas na parede, examinando cada detalhe vermelho ali presente. Procurava alguma imagem escondida ali.

Levantei da cadeira, não pediria permissão para tocar nos desenhos. Afinal, a liberdade era minha. Retirei um dos papéis rabiscados da parede, passando meus dedos suavemente nos borrões vermelhos. Girei a folha, encontrando anotações ali. Franzi o cenho. 

— Já o vermelho, me traz memórias ruins. Sentimentos ruins. Por isso, está na frente do preto, que por muitos é considerado a cor sombria — Minha espinha gelou quando senti seu hálito quente bater em minha nuca. — Por que mentiu sobre o término de seu relacionamento? — O desenho foi retirado de minhas mãos e pendurado na parede novamente. Girei meu corpo em sua direção, ficando frente a frente dela.

— Como sabe que é mentira? — Ela negou, rindo. 

— Eu não sei. Na realidade, ninguém nunca sabe quando estamos mentindo, eles deduzem que o que você falou é mentira, então, tiram suas próprias conclusões no fim.

— Há expressões que pessoas fazem quando estão mentindo — Rebati. Olhei para seus lábios, umedecendo imediatamente os meus. Ela voltou a sentar em sua cadeira, soltei o ar que não sabia que estava preso. 

— Meu pai traia minha mãe. Claro, aquilo era normal em um relacionamento praticamente acabado. O problema? — Ela me olhou, sorrindo. — Aquilo nunca tinha acontecido de fato. Foram conclusões precipitadas e atitudes impulsivas — Era mentira. Sentei em meu lugar novamente. 

— Como soube que era mentira? 

— Você simplesmente sabe. 

— Não. 

— Sim.

O barulho de alerta soou. Aquele era um treinamento ou uma tentativa de fuga? Não tinha me acostumado aos procedimentos padrões deles ainda.

— Você precisa se esconder — Arregalei os olhos. 

— Isso é sério? — Falei, desesperada.

Escondi-me embaixo da mesa, me encolhendo ao ouvir gritos do lado de fora.

— Aí é muito óbvio.

Droga. Ela tinha razão. Sai dali, olhando para todos os lugares.

— Onde vou me esconder? — Perguntei nervosa. 

TzuYu levantou, indo para sua cama. Ela deitou-se lá, cobrindo-se. 

— Venha — Ergueu seu edredom fino. O alarme não parava de soar, então, a única alternativa que tive foi enfiar-me debaixo dali. — Você não tem medo? 

— O que eu posso fazer? — Ouvi seu risinho baixo. Seus braços rodearam meu pescoço, aquilo era um abraço? Eu deveria sentir medo? Pois meu sentimento era bem diferente. — Tem alguém aqui. Fique quieta. 

Abracei sua cintura, enterrando minha cabeça em seu peito. Meu coração batia acelerado no peito. 

Ouvi a porta tentar ser destrancada. Ufa, lembrei que ela estava trancada e por um segundo senti alívio, isso, por um segundo. Porque aquilo mudou completamente quando ouvi um barulho alto. Alguém, com uma força incrível, havia destruído a maçaneta. 

— 723, vamos, eles vão se arrepender de nos tratarem como lixos — Era uma voz masculina carregada de ódio. — Escolhemos uma boa hora, eles estão tratando dos pacientes agora. Mas, onde está sua cretina? — Hã? Por que nos chamavam assim? — Você a escondeu? — Merda. Ele sabia. Não eram burros como todos pensavam, na maioria das vezes, possuíam uma inteligência além do normal.

— Eu não escondi ninguém.

— É mentira. Vínhamos planejando sobre isso há mais de três meses e, do nada, você decide que quer ficar aí deitada? — Ela conversava com os outros pacientes, só não se abria conosco. Óbvio, nós éramos os maus da história.

— Ela é diferente.

— Sim, tão diferente que está deitada junto com você — Meu corpo gelou. TzuYu abraçou-me ainda mais. — Divirta-se. Essa seria sua única chance para fazer isto, adeus.

Sai de baixo do edredom, respirava com dificuldade. Droga. Olhei em todos os lados pelo dono da voz grave e raivosa não o encontrando.

— Ele me mataria — Chorei. Encarei a menina ao meu lado, sua expressão era de espanto. Puxei-a para um abraço. — Obrigada.

Ela estava metida no que aconteceria ali hoje. E, quem me diria se tudo isso que estava ocorrendo agora, não fosse parte de seu plano também? 

No momento em que desfiz nosso contato pude, por breves segundos, ver verdadeiros sentimentos transparecerem em seus olhos. Não soube decifrar o que mas, sentia que era algo bom. 

— Se ele contar a alguém sobre o ocorrido aqui, irei ser mandada embora imediatamente — Disse depois do minuto em silêncio. — Eu não quero isso. 

Todo o meu coração estava naquela última frase. Não queria a deixar, eu fui a única terapeuta capaz de fazê-la conversar, sorrir, ou até mesmo, abraçar. 

— Eu também não.

Estava perdida. Exatamente tudo que estava fazendo era errado, desde a aproximação psicológica, a física. Saia dessa agora, Sana. Não, eu não conseguiria nem se tentasse.


Notas Finais


Qualquer dúvida não hesite em perguntar, 2bjs ♡ até sexta!


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