História Dangerous Game - Capítulo 9


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Categorias Originais
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Palavras 1.790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Bomberman


Fanfic / Fanfiction Dangerous Game - Capítulo 9 - Bomberman

                                                                                      

Engoli seco, ainda fitando incrédula o homem em minha frente, como se fosse uma miragem. Com tudo que andava acontecendo, ele era a última pessoa que eu imaginava ver, encontrar novamente. Obriguei minhas pernas a permanecerem no mesmo lugar, a não saírem correndo para casa sem dizer qualquer coisa. O fitei diretamente nos olhos, tomando coragem para dizer qualquer coisa que fosse. Paul ainda continuava ali, nós três parados.

— O q.. — balancei a cabeça. — O que está fazendo aqui?

Will me olhou confuso, como se a pergunta não fizesse o menor sentido.

— A carta. — falou, como se aquilo deveria fazer algum sentido para mim.

— Carta? — franzi o cenho.

Will retirou um papel do bolso e estendeu em minha direção, para que eu pegasse. O fitei antes de aceitar, mas logo ergui a mão e segurei o papel. O desdobrei atentamente.

— É sua letra, não é? — Will apontou a mão para a carta.

Sim, era minha letra. Eu reconhecia aquelas palavras, havia as escrito há dois anos atrás enquanto remoía sentimentos sufocados dentro do peito. Enquanto me afogava em mágoa e culpa. Eu havia escrito aquela carta, mas nunca a levei até o correio. Eu nunca a enviei. Nunca. Fitei Paul, que me olhava intrigado. Finalmente, abaixei a carta.

— É minha letra, mas... — desviei o olhar. — Eu não a mandei.

Will franziu o cenho, confuso com a situação. Ele sorriu de nervoso, enquanto deslizava a mão pela boca.

— Não, é claro que não mandou. — falou ironicamente, um pouco irritado.

— É... — Paul se pronunciou. — Eu vou indo nessa, vocês obviamente precisam... Eu vou indo. Só vou pegar o cachorrinho...

Balancei a cabeça e o fitei nos olhos, sorrindo fraco em seguida. Paul se virou e caminhou até seu carro, enquanto Will e eu permanecemos ali parados e quietos, esperando seu retorno. Após fechar a porta, voltou segurando a caixa de transporte de cachorro, a estendendo para que eu pegasse.

— Obrigada, Paul. — sorri para ele. — Por tudo.

Paul sorriu e balançou a cabeça.

— Tenham um bom dia. — falou antes de virar e caminhar de volta para o carro.

Voltei a fitar Will enquanto o carro de Paul se afastava de nós. Respirei fundo e contei mentalmente até 5.

— Por que veio até aqui? — indaguei com um ar cansado. — Eu não posso lidar com você aq...

— É assim que você se sente? — Will apontou para a carta.

— Eu não mandei! — rebati levemente alterada.

— Não importa! É assim que você se sente? Me diz...

Fitei o céu azulado, tentando buscar alguma força para voltar a fitá-lo nos olhos. Maldita carta! Eu havia jurado que ela estava perdida em alguma gaveta, como deveria estar. Como foi enviada?? Quem poderia ter en... Droga! Isso também fazia parte daquele jogo doentio que um assassino estava disposto a jogar comigo? Meu peito parecia querer explodir.

— Você viajou até aqui para perguntar isso? Poderia ter ligado, Will...

— Pare de fugir das minhas perguntas! — ele balançou a cabeça e apertou os lábios, como sempre fazia quando estava frustrado. — Olhe tudo isso que você escreveu!

— Algo pessoal, algo meu! Que alguém, sem permissão enviou para você!

— Ahh... — Will soltou uma risadinha nervosa. — É o que você sempre faz... Culpa alguém!

O fitei por longos segundos, querendo gritar tudo que estava guardado, mas ao invés apenas continuei o fitando, odiando cada palavra que ele havia dito. Era sempre a mesma coisa... Ele sempre fazia este tipo de acusação, como se eu nunca tomasse responsabilidade pelos meus atos!

— Eu preciso ir trabalhar. — falei, fitando o chão.

Ele balançou a cabeça, assentindo.

— Eu vou ficar aqui na cidade essa semana... — Will deu um passo para frente, em minha direção. — Quando estiver pronta para conversar sobre o que me escreveu... Você sabe meu número.

Em seguida, Will se virou e caminhou em direção ao seu carro, me deixando ali com a carta na mão.

                                                                                                   . . . . . . .

 — Marco histórico, pessoal.... — Henry falou enquanto se aproximava. — Selina chegou atrasada para o trabalho.

Me joguei na cadeira, não muito animada para responder aquilo. Apenas joguei a cabeça para trás e fechei os olhos, querendo que aquele dia acabasse, aquela semana, aquele ano, aquele século.

— Henry.... Será que posso ficar alguns dias na sua casa? — indaguei erguendo a cabeça.

Henry franziu o cenho e logo seus olhos já demonstravam preocupação.

— Sempre que quiser. — respondeu deixando a postura brincalhona de lado. — Aconteceu alguma coisa?

— Sim... Bom, vai acontecer. — o fitei. — Prometo que te conto tudo quando der... Eu só preciso que você seja um bom amigo agora e não me faça perguntas que não estou pronta para responder. Pode fazer isso por mim?

Henry sorriu e pegou na minha mão, cruzando as duas.

— Vou sufocar meu lado curioso e protetor e farei isso por você. — respondeu.

Respirei aliviada.

— Obrigada.

Neste momento, Jenna surgiu em meu campo de visão, andando rapidamente em nossa direção. Algo me dizia que não era algo bom, seja lá o que ela viesse dizer.

— É você, Rainha de gelo... — disse ela me olhando. — O chefe quer te ver... E não está com cara boa.

Era só o que me faltava. Fitei Henry, que me fitou de volta, provavelmente se indagando o mesmo que eu: '' O que diabos Danny queria?''. Bom, quando o chefe chama, é melhor atender. Me levantei e caminhei até o corredor que levava até sua sala. A porta estava aberta, então apena dei duas batidas antes de a empurrar.

— Entre e fecha a porta. — disse Danny de forma ríspida.

Obedeci e logo me sentei em sua frente, com as mãos apoiadas nos joelhos. Aguardei até que ele dissesse algo, notando que Danny pressionava o maxilar, o movendo enquanto cerrava os dente.

— Você acha que isso é engraçado? — foi o que ele disse enquanto me fitava.

Franzi as sobrancelhas, não entendendo o que ele queria dizer com aquilo.

— Eu não entendi...

Danny jogou algumas diversas fotos sobre a sua mesa, sem delicadeza nenhuma, tanto que algumas até voaram até meu colo. Meus olhos se arregalaram assim que focaram em uma foto. A ergui para visualizar melhor, não acreditando naquilo...

— Isso não é engraçado, Selina...

Movi meus olhos das fotos até ele, tão surpresa que meu cérebro parecia ter desaprendido a formular palavras. Balancei a cabeça em negação. Eu estava naquelas merdas de fotografias, exposta ao extremo em um momento de privacidade. Um momento de privacidade com o meu chefe na minha casa.

— O que? — o fitei com espanto. — Você está pensando que eu enviei essas fotos?!?

— Isso é doentio! — Danny deslizou a mão pela boca e queixo. — Você contratou alguém para tirar fotos da gente transando? O que diabos quer fazer?? Me chantagear??

— Eu não sabia disso! Eu juro, não foi eu!! Por que eu faria isso?

Danny passou as mãos pelo rosto, obviamente não acreditando nas minhas palavras.

— Eu não mandei isso! Eu não sabia, você tem que acr....

— Pare de falar! — sua voz se elevou. — Isso pode ser um jogo para você, mas não para mim!

''Jogo''. Eu já estava me cansando profundamente desta palavra.

— Eu juro que não tenho nada a ver com isso!

Ele balançou a mão, fechando os olhos ao fazer. Eu podia sentir todo o seu desprezo e raiva.

— Você está fora do projeto, ok? — falou enquanto recolhia aquelas fotos.

O fitei perplexa, literalmente com a boca aberta. Que porra estava acontecendo??

— Danny é o meu trabalho, é uma oportunidade ótima, eu....

— Selina, você está fora do projeto! Eu não quero olhar para você agora. — Danny balançou a cabeça. — Apenas, saia...

Senti minhas mãos suando e meus olhos se encherem de lágrimas, mas lutei bravamente para elas não descerem. Era tão injusto! Me levantei ainda atordoada, me afastando rapidamente de sua mesa e caminhando até a saída da sala. Meu rosto queimava de raiva. Era ele, só podia ter sido ele... A carta, essas malditas fotos, era tudo ele... Era tudo aquela porra de assassino!

                                                                                         . . . . . . . . . . . . .

Quando a tarde caiu, me dirigi até a delegacia. Esse desgraçado havia feito aquilo para me intimidar, porém só atiçou ainda mais minha raiva. Subi as escadas ao mesmo tempo em que Paul descia elas, me encontrando.

— Ei... — falou ao me ver. — Voc...

— Ele está ferrando comigo! Primeiro, me presenteou com um maldito trauma e agora volta para atrapalhar meu trabalho e a porra do meu passado! — bufei desorientada. — Eu quero denunciar o desgraçado...

— Ok... — Paul balançou a cabeça.

— Você pode... Pode vir comigo? — engoli seco.

Paul balançou a cabeça, afirmando que sim. Mas antes de continuar subindo, simplesmente me sentei na escada, perdendo todas as forças. Apoiei minha cabeça na mão e engoli o nó que continuava grudado na minha garganta. Paul se sentou ao meu lado.

— Eu escrevi aquela carta há dois anos atrás... — falei fitando a rua calma. — Ele me observava esse tempo todo.

— Mas por que a enviar? — Paul apoiou os braços nos joelhos abertos.

— Você não vê? — o fitei. — Ele trouxe Will para cá... Ele trouxe o único homem que eu cheguei a dizer ''eu te amo''... Que eu cheguei a amar... Isso, isso me deixa vulnerável.

Antes que qualquer um de nós dissesse mais alguma coisa, uma voz  saiu do comunicador pendurado no uniforme de Paul, comunicando algum tipo de delito. Ele logo o segurou e escutou atentamente antes de responder.

— Eu preciso ir. — anunciou. — Você consegue fazer isso sozinha?

Balancei a cabeça em afirmação.

— A gente se vê. — sorri fraco.

Paul se virou e caminhou em direção a uma viatura, saindo as pressas do local. Respirei fundo e me levantei, disposta a fazer o que deveria ser feito. Dei dois passos em direção a porta, antes de sentir uma mão segurando meu pulso. Me virei rapidamente, me deparando com uma mulher desconhecida.

— Olá. — ela sorriu alegremente embora parecesse nervosa. — Se você entrar aí dentro, eu terei que entrar junto.

Sua voz era chorosa, como se estivesse com medo. Sua mão estava gelada e me apertava com força.

— Me solta! Eu não te conheç...

Mas me interrompi quando ela abriu o sobretudo que estava usando, revelando algo que me fez arregalar os olhos de espanto.

— Oh Meu Deus.... — levei a mão até a boca aberta.

— Por favor... — disse ela com os olhos fechados. — Eu não quero morrer.

— Alguém me ajuda!! — gritei desesperada. — Socorro!!!

E quando alguns policiais se reuniram na porta, ficaram tão alarmados quanto eu, recuando um pouco ao perceber a situação. Meu pavor só crescia e percebi que tremia tanto quanto a mulher.

— Me ajudem!! — falou a mulher que me segurava, com lágrimas nos olhos.

— Puta merda... — disse um policial ao colocar seus olhos no colete preto que a mulher usava, no colete que estava amedrontando todo mundo ali. — Alguém liga para o esquadrão anti bombas. Agora!!!



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