História Dangerous Girl - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey teiosos(a)🕷 Voltei!
me desculpem pela demora!

boa leitura❤

Capítulo 8 - Sorry?


Fanfic / Fanfiction Dangerous Girl - Capítulo 8 - Sorry?

POV Angelina

You like New York City in the daytime

I like New York City in the night time

Sabrina Carpenter – Why

               A casa estava vazia, escura e estranhamente silenciosa. Acendi as luzes, joguei minha mochila em cima da poltrona e fui até a cozinha em busca de um copo d'água. A ausência do meu pai de fato ainda está sendo estranha pra mim, dez de que ele começou a trabalhar num hospital em Manhattan, quase não tem tempo de fica em casa. Deveria estar acostumada, eu já tinha o conhecimento da rotina de um médico. Mas ainda assim era complicado, ainda mais depois de tanto tempo que passamos juntos, somente nós dois.

Me assusto um pouco com o som da campainha da casa. Deixei o copo em cima da pia e verifico o horário no meu celular. Já se passavam das dez da noite, e eu sabia que meu pai estava fazendo plantão hoje. Então quem poderia ser a uma hora dessas?

— Angel, sou eu. — ouço a voz masculina conhecida e corro abrir a porta.

— O que faz aqui essas horas? — perguntei me deparando com Jonathan.

— A onde você estava até essas horas? Eu já vim aqui pelo menos umas três vezes. — diz passando pro lado de dentro, retirando sua jaqueta preta a deixando no sofá.

— Estava por ai.

— Por ai a onde Angelina? — perguntou cruzando, enquanto eu fechava a porta novamente.

— Eu estava com a Keithy, nós fomos comer fora e perdemos a hora. Só isso.— inventei tentando não fazer muito contato visual com Jonathan, ou ele imediatamente notaria que eu estava a mentir. Isso se ainda não notou.

— Tem certeza?

— É claro que tenho.

— Sério? Porque eu liguei pra ela alguns minutos atrás, sabia? — tento manter o controle e caminho até a cozinha, disposta a encontrar alguma coisa pra mim comer. Mentir não é o meu forte, ainda mais para um amigo.

— Jura? Você já tem o numero dela? — notei que ele veio atrás de mim. Me estiquei inteira pra consegui pegar o pote de biscoitos que meu pai havia tentado esconder de mim na última pratilheira do armário.

— Sim, e ela disse que vocês foram numa biblioteca.

— Sim, nós fomos também. Eu ia pegar um livro novo, mas estava indecisa entre uns quatro diferente. Sabe como é, não é? — disse já de boca cheia.

— Mentirosa. — declarou franzindo o cenho. 

— O-o que? — perguntei quase me engasgando.

— Acabei de inventar essa historia. Eu realmente não tenho o numero dela e você acabou de se entregar sozinha.

— Mas nós realmente fomos a uma biblioteca!

— Para de mentir pra mim Angel! — exclamou aparentemente chateado. Cumpri os lábios na hora. Se existe uma pessoa no mundo que eu confio de olhos fechados e que me conhece melhor do que eu mesma, essa pessoa é Jonathan. Não suporto mentir pra ele, é com se eu mentisse pra mim mesma. Ele é a única pessoa que sabe tudo sobre mim, sobre minha historia, e que por mais que sempre houvesse uma certa distância entre nós, ele jamais me abandonou.

— Me desculpe.

— O que está acontecendo? E quem é essa ruiva? Ah, e não adianta tenta mentir pra mim de novo, que eu sei muito bem que ela não é uma aluna normal que você conheceu em Boston. 

— A Keithy é uma agente, de confiança, ela está aqui pra me ajudar.

— Ajudar?

— Ela veio me proteger. — resumi. — Tipo guarda-costas.

— Mas já chegou a essa nível?

— Sim, infelizmente. — lamentei.

— E o que vocês ficaram fazendo a tarde toda, que voltaram tão tarde?

Suspirei tentando decidir se contava ou não. Eu já conseguia imaginar a reação do Jonathan, ele sem duvidas vai ser contra o meu plano e vai tentar fazer de tudo pra me impedir, se lhe conheço bem. — Me conta!

— Nós fomos até onde o Nick Fury estava hospedado. — disse de uma vez.

— O que? Mas porque?

— Porque eu desconfiei que ele sabe alguma coisa sobre o paradeiro da minha mãe. Então fomos procurar alguma pista.

— Ficou maluca? O Fury vai saber que alguém entrou lá, e se descobriu que é você, vai ser pior ainda.

— Mas isso já aconteceu. — contei dando de ombros. Sim, o meu plano deu completamente errado.

— Não me diga.

— E no final eu não encontrei nada! Ainda não faço a menor ideia da onde minha mãe esteja Jonathan! E dessa vez eu realmente acreditava que ia encontrar pelo menos alguma pista, mas não aconteceu. — disse tentando controlar minha respiração, mas meus olhos começaram a lacrimejar

— Hey, não fica assim. — Jonathan me envolveu em seus braços.

— Eu preciso saber o que aconteceu. Preciso saber onde ela está. — choraminguei enquanto sentia ele fazer um breve carinho no meu cabelo. Era tão bom estar em seus braços novamente. Ficamos por mais alguns instante assim, apenas abraçado, sentindo o calor um do outro.

— Eu vou te ajudar.

— O que disse? — afastando meu rosto pra poder te olhar.

— Foi isso que você ouvir. Eu vou te ajudar a encontrar a sua mãe. — ele sorriu secando meu rosto molhado de lagrimas.

— Tá brincando? Faria isso? — perguntei sem conseguir conter o sorriso.

— O que eu não faria por você, hein? — eu não disse uma palavra, apenas lhe abracei novamente. — Ok, desse jeito você vai acabar me quebrando.

— Ok, foi mal. Eu me empolguei. — disse lhe soltando. — Quando podemos começar?

— Da um tempo, precisamos pensar melhor nisso. Não podemos correr o risco de ter você como desaparecida também, né?

— Eu sei me defender.

— Mas não foi o que vimos na semana passado. — me olhou debochado.

— É sempre bom lembrar que eu posso te quebrar no meio. — me aproximei pra dizer baixinho no seu ouvido. — Literalmente.

— Você também sabe que eu não sou tão inofensivo quanto pareço. — ele gargalhou.

— Tem razão. — disse me afastando. — Você é mais inofensivo ainda.

Nesta manhã eu não fui acordada pelo irritante som do despertador ao lado na minha cama, como normalmente acontecia, mas sim com o leve toque da mão do meu pai sobre meu ombro. Quase não consegui ouvi-lo quando me disse que eu tinha menos de meia hora para me arrumar. Levantei num pulo e corri pro banheiro. Tomei o banho mais rapido da minha vida, vesti a primeira muda de roupa que encontrei dentro no meu armário e peguei meu material. Nem passou pela minha cabeça em tomar café, pois quando me dei conta já estava na esquina do colégio.

— Porque está ofegante? — questionou Quinn, assim que cheguei ao seu encontro em frente ao portão de entrada.

— Eu vim correndo.

— Seu despertador não tocou?

— Nem me lembro de telo colocado pra despertar. — confessei me condenando mentalmente. Fiquei conversando com Jonathan até meu pai chegar e quando resolvi finalmente dormi, esqueci completamente do despertador. Detesto quanto esse tipo de coisa acontece!

— Bom dia. — minha atenção foi atraída para ser vestindo um moletom com o emblema da escola. — Que cara é essa? — Peter ficou me analisando por alguns segundos.

— Eu quase rodei, só isso. — respondi mas pra Ned do que para ele. Honestamente, eu já estava ficando de saco cheio de aturar o seu olhar de desconfiança sobre mim todo santo dia.

— Até parece que passou a noite toda acordada. — ele comentou com desdém, e pra mim, foi a gota d'água.

— Qual é o seu verdadeiro problema comigo, hein Ned? — perguntei franzindo o cenho. Ele não disse uma palavra, apenas ficou com a mesma expressão que os outros. — Me responde!

— Angel...

— Fala! — exclamei cortando Peter.

— Hey, Angelina... — só notei a presença de Jonathan quando ele tocou meu ombro de leve. — Vamos pra aula. — também não respondi, apenas ajeitei minha mochila nos ombros e lhe dei as costas, caminhando pra dentro.

Impulsividade sempre foi um dos meus piores defeitos, e eu meio que já sabia o que iria acontecer caso o Ned ousasse me provocar num dia ruim como hoje. Aposto que agora ele vai pensar duas vezes antes de sair tirando conclusões sobre pessoas que ele mal conhece. Eu não odeio o Ned, muito pelo contrario, eu só queria que ele parasse de me olhar como uma mentirosa, traidora. Realmente achei que tinha conquistado sua confiança, mas pelo visto eu estava completamente errada. Eu não pedi pra nascer poderes, eu não pedi pra vir morar em New York, eu não pedi pra ser Híbrida.

— Tá tudo bem? — reconheci a voz da Fran na hora, mas eu não queria levantar a cabeça da carteira pra lhe encarar. O professor de matemática era tão relaxado, que ele ainda não tinha conseguido notar que metade da sala estava dormindo, enquanto deveriam estar respondendo aos exercícios.

— Sim.

— É um dia ruim? — senti alguém tocar no meu cabelo e a pergunta veio de outra pessoa.

— Não era. — respondi a Jonathan.

— Quando quiser conversar, estamos aqui. — alegou Quinn e eu olhei sorrindo pra eles.

— Você não é tão inofensiva quanto a gente pensava. — brincou Fran.

— Vocês nem imaginam. — disse fazendo eles rirem.

— Você assustou o Ned e o Peter. — Keithy contou.

— Não foi minha intenção assustar o Peter.

— Acho que ele só ficou um pouco surpreso. — disse Jonathan. — Mas acho que o Ned você conseguiu assustar mesmo.

— Agora ele tem duas loiras malucas para temer. — nós todos gargalhamos com o comentário de Quinn. Mas por um segundo, fiquei chateada por ter cortado o Peter aquela hora, não fui muito justa com ele.

Por isso eu fui atrás dele no intervalo. Uma pena que parece que Peter está fugindo quase que o tempo todo. Uma hora ele está, outra hora não. Confesso que isso é bem esquisito e isso já me faz começar a levar em consideração as suspeitas de Fran. Talvez o Parker realmente esteja escondendo alguma coisa. Mas garanto que não é nada demais.

— Hey Peter! — o chamei quando finalmente lhe achei. O garoto estava indo em direção a biblioteca, mas quando me viu parou. — A onde você vai?

Ele hesitou um pouco, mas logo respondeu. — Preciso ir embora agora.

— Porque? Algum problema com a sua tia?

— Não, é que... Eu tenho que ir Angelina. — disse me dando as costas de novo.

— Hey espera! — corri ficando ao seu lado de novo. — Eu só queria me desculpar, por hoje mais cedo. Eu descontei meu mal humor em você.

— Tá, tanto faz. Mas eu realmente preciso ir.

Eu parei no meio do caminho e fiquei vendo ele se afastar decepcionada. Não era essa a reação que eu esperava, mas não posso dizer que não mereci, afinal. Mas a questão agora é, a onde o Peter está indo tão apresado?


Notas Finais


✔️ Musica do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=fhH4pbRJh0k
✔️ Trailer 0.1: https://youtu.be/o2J3kul99qk
✔️ Trailer 0.2: https://youtu.be/FF2HsgdpFfA
✔️ Jornal: http://socialspir.it/9151634

até o próximo capítulo❤


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