História Dangerous Love - Capítulo 3


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Categorias Violetta
Personagens Alex, Andrés Calixto, Angeles "Angie" Saramego, Angélica, Antonio Ferández Vallejos, Braco, Broduey, Camila "Cami" Torres, Diego, Dionisio "DJ" Juárez, Esmeralda Di Pietro, Federico, Francesca Cauviglia, Germán Castillo, Gery, Gregório, Jade LaFontaine, Lara, León Vargas, Lisandro Ramallo, Luca Cauviglia, Ludmila Ferro, Marco Tavelli, Matias LaFontaine, Maxi Pontes, Napoleão "Napo" Ferro, Nathália "Naty" Vidal, Olga Peña, Pablo Galindo, Personagens Originais, Priscilla Ferro, Rafael Palmer, Roberto Benvenuto, Tomás Heredia, Violetta Castillo
Tags Leonetta, Mistério, Romance, Vampiros, Violetta
Exibições 39
Palavras 1.425
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiee!
Obrigada pelos favoritos:
♥IsabellaMaria
♥Thaiane_2002
Vocês são uns amores!

E obrigada pelo comentário IsabellaMaria! ^^
Boa Leitura!^^

Capítulo 3 - A Job


Trabalho

 

Praticamente amanheci na faculdade, já que tinha uma aula extra de manhã e não estava muito a fim de ir para casa. Pensava no estranho da noite passada.

Alguém poderia ser tão frio? Poderia ter a textura da pele marmorizada? Ou de fato ter olhos cintilantes?

Engoli em seco. Eu era bem sortuda de no primeiro dia tropeçar e dar de cara com um estranho literalmente estranho! Bufei.

Pelo menos eu havia me enturmado. Estava na lanchonete com uma ruiva e seu namorado cor de jambo. Estava bem mais que óbvio que eu não lembrava seus nomes.

- Ai! Estou mega ansiosa para a festa do Rafa Palmer! – A ruiva parecia soltar purpurinas de tanta animação, tal qual eu não tinha.

- Qual vai ser sua fantasia meu amor? – O questionamento do namorado a fez parar.

- Nossa! Bem que você me lembrou de que temos que ir as compras Broduey!

Bem que não era em vão meu esquecimento, o nome dele era um pouco esquisito. A ruiva que ainda tinha o nome esquecido por mim me olhou sorrindo.

- Você vai para a festa do Rafa, não vai Violetta? – Estava animada e quase soltava a franga pela lanchonete se não tivesse consciência em sua cabeça, se é que tivesse alguma.

Dei de ombros mordendo mais um pedaço do meu sanduiche.

- Não sei, acho que não.

- Porque não? Se quiser se enturmar, o caminho é esse! – Deu uma piscadela.

- Não quero me enturmar. – Então lembrei seu nome: Camila. – Além do mais Camila, eu estou cansada da viagem ainda.

Ela deu de ombros após minha desculpa esfarrapada. Mas era de fato, verdade. Ainda precisava me adequar à convivência em Buenos Aires. E nem queria ir à festa, principalmente com história de fantasia.

Então uma brisa fria entrou pela lanchonete fazendo meus pelos se arrepiarem. De imediato olhei para trás e vi o que acontecia. Entrou uma mulher alta, branquinha dos cabelos negros e lisos. Conversava animadamente com um cara musculoso ao seu lado, que tinha um sorrisinho, era branquinho igual à mulher. Atrás veio uma loira, a pele tinha a mesma tonalidade dos primeiros, estava acompanhada de um homem que tinha um topete um pouco mais alto que o normal. Eles realmente eram brancos. E o mais curioso era que todos tinham olhos cintilantes também. E então ele entrou.

A pele tinha a mesma tonalidade, branco como a neve. O cabelo castanho, que parecia macio estava arrumado de forma natural em um topete, seus lábios carnudos e vermelhos formavam uma fina linha. Por alguns segundos seus olhos, agora comprovados serem verdes e cintilantes, se encontraram com os meus, e então voltou a seguir os outros.

Camila se inclinou sobre a mesa até mim, como se fosse contar um segredo.

- O que foi isso? – Me olhou curiosa e maliciosa. Reviraria os olhos se não estivesse um pouco em choque.

Ele era tão estranho, na verdade eles todos são estranhos. Como podiam ser tão brancos, nem corados eram. Passou-me pela cabeça serem albinos, mas isso não explicava o fato dele ter uma pele de mármore.

- Já que não vai falar... Aqueles são os Irmãos Vargas. – Olhei para ela e depois corri meus olhos pela lanchonete até ver a última mesa, onde eles estavam. – Eles são meio estranhos. – Ela usou minha fala, e concordei mentalmente.

- Só por que ninguém nunca os viu conversando com outras pessoas, não quer dizer nada. - Broduey revirou os olhos. Camila não pareceu gostar daquilo.

- Ah Broduey, fala sério...

Então começaram uma pequena discussão sobre os Vargas. Olhei novamente para a mesa, ele me encarava. Seus olhos tentavam me penetrar, tentando ler a minha alma ou algo do tipo. Mas parecia estar se decepcionando, já que me olhava com certa fúria. Desviei meus olhos.

Eu era bem sortuda...

...

Preparava uma pipoca para um filme. Precisava relaxar. Estava tensa com a viagem e com Buenos Aires, e eu devia estar ficando louca. Era isso!

Tentava assistir um filme, que eu nem sabia o nome.

Será que seus irmãos eram frios também? Por que tinham olhos cintilantes? Usavam lente de contato? Uma lente de contato poderia ser tão cintilante quanto os olhos deles? Se sim, deviam ser bem caros.

Respirei fundo.

Sem pensamentos idiotas.

Há pessoas estranhas, é normal.

Bem, muito estranhas.

Mas, mesmo assim é normal.

Eu espero.

Decidi dormir, mas a cama aconchegante agora não me ajudava, não me transmitia tranquilidade. A tranquilidade que eu queria, que eu precisava.

Você precisa dormir Violetta, você tem faculdade e tem que “viver”!

Obriguei meus olhos a fecharem, eu demorei para dormir, mas consegui.

...

O relógio na parede marcava 10h47min. Estava impaciente. As paredes de um tom de amarelo claro combinavam com as estantes de pinheiro cheios de livros. A mesa à minha frente da mesma madeira estava repleta de papéis organizados e lápis e canetas num pote. As janelas atrás da cadeira de couro davam um toque a mais ao ambiente, e um quadro ao meio das duas janelas - era uma pintura de uma rosa vermelha em cima de uma folha de papel, e uma mão segurando uma pena com tinta nanquim.

Ouvi uma porta atrás de mim se abrir, e me virei vendo a figura do senhor de óculos com cabelos grisalhos, carregando um belo sorriso. Antônio. Ele abriu os braços e eu me levantei indo em sua direção e sendo recebida calorosamente por seus braços em volta de mim.

- Como está linda Violetta! – Sorriu enquanto me girava e eu ria.

- Que isso, obrigada! Mas o senhor parece estar muito bem também. Anda namorando, não é? – Rimos enquanto ele negava com a cabeça.

- Não tenho mais idade para isso minha jovem! Mas como você está? E seus pais? - Perguntou-me enquanto nos sentávamos. Ele em sua cadeira de couro e eu na minha.

- Estou bem, obrigada. Meus pais estão bem também. – Sorri.

- Então... – Iniciou o verdadeiro assunto – Em que posso ajudá-la?

- Bem Antônio, você sabe muito bem como meus pais são quando se trata de dinheiro, principalmente agora que eles querem que eu trabalhe. E bem, como eu não estou muito “empolgada” para trabalhar na empresa de papai, estava pensando se tem algum lugar aqui para mim. Sem pressão é claro! – Ele sorriu para mim.

- Mas é claro Violetta! Sei que você é uma boa garota, e bem que estou precisando de uma pessoa para ficar no balcão aos sábados! – Sorri largamente.

- Então...?

- Das 08h00min às 13h00min? – Perguntou arqueando a sobrancelha.

- Claro! Este sábado então? – Ele assentiu enquanto dávamos as mãos.

- Com certeza!

- Obrigada Antônio! Não sabe como me ajuda! – O abracei carinhosamente.

- Que isso! Ajudar uma Castilho é bem mais que minha obrigação! – Sorriu.

- Obrigada Antônio. Até sábado! – Acenei saindo do seu escritório.

Dinheiro já não é mais problema. Meu telefone tocou, e entrei no carro, sem dá partida.

- Alô?

- Filha! Oi!

- Oi Mãe! Como está?

- Muito bem, e você querida? Como está indo? Já foi ver aquele cargo na empresa de seu pai aí? – Mordi o lábio inferior meio nervosa.

- Ãn, mãe...

- Ai meu Deus! O que houve?

- Calma! Eu só não irei trabalhar com o papai!

- Mas e para onde você vai querida?

- Se lembra do Antônio?

- Ãn, sim... – Pareceu pensar por um instante - Ah! Sim, sim!

- Então, ele tem uma biblioteca, e estava precisando de uma balconista para os sábados.

- Ah filha...

- Mãe...

- Você sabe como seu pai vai ficar quando souber disso...

- Ele tem que entender que nem sempre estarei debaixo da asa dele! Nem da sua também!

- Eu sei... Então! Já fez amigos? Já tem alguém em especial? – Fiz careta.

- Ãn, fiz amizade com um casal, Camila e Broduey, e não, nada de romance no ar.

- Vamos lá Violetta, solte a apaixonada que você é!

- Ela não quer ser solta, não se preocupe... Ãn, mãe, a senhora não tem que fazer as unhas não?

- Eita! Como sabia?!

- Adivinhei, tenho que ir. Manda beijos para o papai.

- Tudo bem, beijos.

- Beijos.

Desliguei o telefone, e guardei-o. Mamãe era uma adolescente apaixonada por romances em um corpo de uma mulher madura. Sorri comigo mesma, ela não perderia nunca esse seu lado de menina.

Então pensei mais um pouco, precisava fazer compras para a casa, não tinha comida o suficiente para o mês. Liguei o carro, e comecei a prestar atenção ao trânsito. 


Notas Finais


E o que acharam? Comentem dizendo!
Gente, os primeiros capítulos serão mais "tranquilinhos" tudo bem? Para dar mais mistério e tudo mais!
Beijos gente!
Até!♥


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