História Dangerous Woman - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias A Feia Mais Bela, Angélica Vale, Jaime Camil
Personagens Fernando Mendiola, Letícia "Lety" Padilha Solís
Tags Ferlety
Exibições 120
Palavras 1.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades muitos anos de vida. Uhhuulll hoje é o niver de Bruna!
Feliz aniversário, miga loka!
Então o capitulo é dedicado a essa Gustôsa <3
(gente o capitulo é narrado em narrador onisciente... Porque eu não sei kkkkk)

Capítulo 8 - Pra Você Guardei O Amor.


Tudo parecia tranquilo na cabeça dos dois, pelo menos agora, antes que a penumbra da dúvida os tomasse. Mas no momento eles só queriam aproveitar cada segundo daquele sentimento louco que os fazia acordar de madrugada para fazer de novo, aquilo que nenhum dos dois tomou coragem para chamar de amor. Mas, ainda que inconscientemente, era amor.

Eles só queriam aproveitar mais um pouco daquele calor que lhes aqueciam o coração. Cada momento, cada toque, cada beijo... Era aproveitado como se fosse o ultimo.

De manhã, Lety foi acordada com a ligação de sua mãe como despertador. Ainda sonolenta ela apenas respondeu:

— Mãe, eu tenho despertador. — brincou.

E ao desligar o telefone viu que ainda faltavam 10 minutos para o horário de se levantar, típico de sua mãe. Ao virar para o lado se pegou sorrindo boba observando Fernando dormir. Ele parecia um anjo, dormindo tão ternamente. Mas talvez ele fosse um anjo. Um anjo que lhe tirou do caminho da perdição e que só precisava de uma chance para transformar toda sua vida.

Aproveitando os últimos 10 minutos de sono, ela se aninhou entre as cobertas se aproximando de Fernando e sentindo seu calor e seu perfume extremamente viciante. E ela tinha medo disso. Medo de Fernando se tornar seu vício, de se tornar dependente dele. Dependente de seus toques, de seus beijos, de sua pele, de seu cheiro...

(...)

Fernando acordou não tendo mais Lety como sua companhia. Desceu as escadas e logo foi guiado pelo cheiro maravilhoso que vinha da cozinha. E lá encontrou sua amada, vestida com o uniforme da escola.

—Pode até não prestar, mas o cheiro está bom. — brincou se referindo a comida e ela riu nasalado.

— Como você é chato!

E assim tomaram café da manhã juntos, aproveitando a companhia um do outro. Depois cada um seguiu seu caminho. Mesmo sabendo que a dor da saudade demoraria a atenuar. Mesmo que eles tenham ficado pouco tempo juntos, tinham se apegado demais. Até mais do que deveriam segundo Letícia.

O dia passou extremamente tedioso para Lety e para Omar também, já que Fernando não parava de falar sobre ela.

—Cara, você tá me preocupando. Está agindo igual a aqueles caras apaixonados.

Assumir para si era uma coisa, daí assumir para os outros era uma completamente diferente.

— Já disse que você calado é um poeta, Carvajal?

Essas eram as consequências de não assumir, se corroer por dentro e não poder desabafar.

(...)

O dia se passou sem que nenhum dos dois tivesse a coragem de mandar ao menos uma mensagem, não por falta de vontade.

— O que aconteceu com você? Parece um zumbi!— disse Emy.

As consequências da noite em que fechar os olhos e dormir foram impossíveis. Tudo graças ao sentimento que a fez dormir dias atrás, mas que agora lhe tira o sono. Sentimento que Letícia tinha para si como o pior, já que o amor era o causador da dor. E ela não iria assumir estar apaixonada de maneira alguma. Para ela assumir isso era algo que demostrava fraqueza, e ela tinha a convicção de que se ela venceu a dor seria fácil vencer o amor. Mas será que ela não está esquecendo qual foi o seu remédio?

— Emy, eu estou sem paciência para ouvir suas bobagens por hoje, Ok?

— Vixe, quanto mal humor...

Ela suspirou relembrando a noite de ontem a qual dormiu abraçada com a camisa que Fernando esqueceu.  “O que está acontecendo comigo?” se perguntava.

As aulas se passaram tediosas como de praxe, ela prometeu ajudar Emy com álgebra já que se dava tão bem com os números. Então, no fim do horário as duas foram juntas para a casa de Lety.

No caminho, chegou a hora em que Fernando tomou a inciativa de ligar.

—Você não vai atender?— perguntou Emy depois da terceira chamada não atendida;

— Não!

— Mas pode ser algo importante. — argumentou.
—Não, não é. Eu simplesmente não posso atender.

— Por quê?

— Por que eu não posso ser idiota.

Emy não entendeu, mas preferiu se calar, ensimesmada.

Na casa dos Padilha tudo tinha voltado ao normal.

Depois do almoço elas foram para o quarto, onde Lety tentava a todo custo ensinar algo a sua primitiva amiga. Mas o som da campainha interrompeu seu raciocínio. E pela quarta vez tocou só então Lety tomou coragem de descer.

Ela abriu a porta dando de cara com alguém que já tinha visto algumas vezes e sabia quem ele estaria procurando: Márcia.

— Pôs não?— disse esperando que Otavio lhe dissesse para que estivesse ali.

— A Marcia está?— perguntou um tanto nervoso.

—Calma vou perguntar a ela. — virou e gritou direcionado a escada.— Marcia você esta em casa? O Otavio quer te ver!

—Não!— gritou ela de volta.

— Pois é né. Pra você ela não esta em casa, então passar bem. — disse quase fechando a porta na cara de Otavio, mas o mesmo segurou.

— Eu preciso falar com ela, deixe-me entrar.

— Querido, eu faria qualquer coisa desde que você parasse de tocar a porcaria dessa campainha, mas se ela não quer falar com você é problema seu. — ela finalmente fechou a porta, voltando para o quarto, mas depois de uns dez minutos a campainha tornou a tocar.

Ela desceu as escadas com uma vontade de esganar quem estava fazendo isso, que ela imaginava ser Otavio.

— Você não tem nada pra fazer além de ficar tocando a merda dessa campainha e atrapalhar as pessoas não?— gritou antes mesmo de abrir a porta.

Quando ela abriu a porta, para sua surpresa, não era Otavio e sim alguém que despertava um bicho que parecia estar dançando a dança da garrafa dentro da sua barriga.

—Você é sempre mal humorada assim ou é só hoje?

—Fernando? O que faz aqui?— perguntou ignorando por completo sua pergunta.

— Eu vim te ver, já que você fez questão de ignorar minhas ligações.

— Não era pra você estar aqui. Será que você não entende que isso não pode acontecer?

— Por que não, Letícia? O que está acontecendo? Acho que eu já mostrei que você pode confiar em mim, não é?

“Por que ele tem que ser tão lindo, tão fofo?” se perguntava mentalmente.

— Fernando, é que eu tenho medo. — sua voz era chorosa.

— Medo de quê, Lety?

— Eu tenho medo te machucar assim como fiz com todas as pessoas próximas a mim. Afinal, o que você viu em mim?

—Eu vi o amor. Eu gosto de você, Letícia, do seu jeito. Sabe quando o coração bate forte e arde? Então, é isso, acho que isso não precisa de explicação, certo? Eu sei que pra você guardei o amor que aprendi, tive e recebi que hoje dou para você.

Provavelmente na frente de Lety passaram três ninjas cortadores de cebolas já que as lágrimas rolavam soltas por seu pelo rosto.

— Fernando, eu não sou o que você vê nem o que você pensa.

— Então me diga Lety. O que você é?

— É uma longa história.

— Lety, eu já vou. — falou Emy descendo as escadas. — Hmmm quem é esse? Ui, ui, ui. — falou vendo o Fernando que sorriu com seu comentário, enquanto Lety implorava aos céus em vão para o chão se abrir.

— Liga não, não. Já quiseram internar ela em um manicômio. — Lety falou e Emy fez careta.

— Tchau!— disse emburrada e saindo.

— Vem, senta aqui. — chamou e Fernando sentou.— Há muito tempo atrás eu era diferente, eu estava sempre sorrindo e vendo alegria em cada canto da vida, mas aconteceu uma coisa horrível— sua voz foi embargada pela vontade enorme de chorar.— Aos 14 anos, uma tarde, quando eu voltava da escola eu dei de cara com Miguel. Ele ficava dando em cima de mim, mas eu era muito criança e só me importava em me divertir e sempre o rejeitava. Mas um dia antes eu o rejeitei na frente de seus amigos e ele me prometeu que me faria pagar em dobro pela vergonha que ele passou. Foi então que ele me encurralou em um beco completamente vazio, eu tentei correr, tentei gritar. Mas Miguel era mais velho que eu, e com violência ele arrancou minhas roupas. Foi horrível, Fernando. — ela por fim desabou em choro.

Fernando sentia sua garganta queimar como se tivesse brasa nela, só de pensar que alguém teria machucado sua amada e que ele não poderia fazer nada quanto aquilo. Ele só a abraçou.

— Eu não vou deixar que nada de mal aconteça a você, minha pequena. — ele ergueu a cabeça dela e olhando em seus profundos e castanhos olhos falou.— Eu te amo!

— Eu... Te amo. — ela não sabia de onde tirou coragem para dizer tais palavras, mas não se sentiu fraca por admitir seus sentimentos. Pelo contrário, se sentiu bem por amar e ser amada na mesma intensidade. 


Notas Finais


O que acharam???????????


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