História Dangers Of Love 2 - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Amber Heard, Justin Bieber
Tags Ação, Amber Heard, Criminal, Drama, Justin Bieber, Romance
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Palavras 4.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


BOA LEITURA :)


*LEIAM AS NOTAS FINAIS*

Capítulo 10 - Fire.




                     POV. Emma

                      Espreguiço-me na cama assim que o alarme toca, esgotada. Justin continua dormindo ao meu lado. Esfregando os olhos e piscando freneticamente, foco no relógio que ainda marca sete e meia, o que normalmente é cedo demais para nós dois, porém Justin queria acordar cedo para colocar algumas coisas em dia. Xingo-o mentalmente por colocar essa merda para despertar e fazer o favor de atrapalhar meu sono, e pra melhorar, ainda teria que acordá-lo, já que o mesmo tem um sono de pedra.

                      A chuva cai lá fora, e a luz suave e doce do dia penetra pelas cortinas da sacada. Estou tão confortável aqui nesta cama, com Justin ao meu lado que a minha vontade era não precisar levantar dali nunca mais. Viro meu corpo para aquele homem maravilhoso junto a mim. Seu rosto está com uma serenidade tão boa que já me arrependo por ter que acordá-lo. Poderia ficar a minha vida inteira o observando.

                     — Justin? – cutuco seu ombro, e ele abre os olhos, piscando algumas vezes e sonolento. – Bom dia. – abro um sorriso e acaricio seu rosto, despejando um breve selinho em seus lábios rosados.

                      — Bom dia, querida. – diz, com sua voz ainda mais rouca e sexy.

                      — Eu poderia ouvir sua voz assim o dia inteiro, sem reclamar. – murmuro.
 
                      — Você gosta dela assim? – ele sorri.

                      — Te deixa mais sexy. – mordo os lábios e ele avança em mim, me imobilizando.

                      — É verdade, Emmy. – despeja um beijo e sai de cima de mim, indo em direção ao
banheiro. O observo enquanto caminha até lá, suas costas largas, sua bunda linda – que infelizmente está sendo tampada pela cueca -, e seus cabelos bagunçados. Ah, que homem.

                       Volto a me jogar nos travesseiros. Confesso que acordar ao lado dele é a melhor parte do dia. Cubro novamente meu corpo com o edredom, fecho os olhos e cochilo.

                        — Vamos, acorda. – Justin se joga novamente sobre mim. Ele está tão limpo e cheiroso. Sua camiseta de gola V preta, e sua bermuda jeans o deixavam tão despojado, mas tão gostoso também.

                        — Por que me acordou? – faço cara de brava.

                        — Queria me despedir, já vou para a reunião com os garotos. – seu rosto estava tão fofo que foi quase impossível me controlar para não agarrá-lo e o jogar nessa cama novamente.

                        — Tudo bem. – levanto o tronco e dou um beijo em sua boca, mas ele – como sempre insaciável – avança em meu rosto e começa a depositar beijos por toda a extensão dele, incluindo no meu pescoço, me causando arrepios. – Boa sorte com a reunião. – digo assim que ele volta a ficar de pé, pegando seu vans preto e calçando em um movimento rápido.
                        — Você não ia visitar seu pai hoje? – ele me encara com o cenho franzido, e eu pulo da cama, fazendo-o rir.

                        — Me esqueci completamente disso. – corro para o banheiro.

                        — Se você for rápido, da tempo de tomarmos café juntos e eu te deixo lá. – ele fala alto para que eu pudesse escutar do banheiro.

                        — Tudo bem. – digo no mesmo tom.

                         Faço a minha higiene e tomo o banho depressa, colocando qualquer roupa que visse pela frente. No final das contas, estava vestindo uma calça jeans, uma camiseta branca, uma jaqueta de couro preto e um all star. Escovo meus cabelos e desço as escadas.
                        
                         Todos estavam por lá, inclusive Cassie. Sento-me ao lado de Justin e sinto sua mão quente na minha coxa. Solto um sorriso para ele, que retribui maliciosamente. Cassie percebe o que estamos fazendo, e ri pelo nariz, chamando a minha atenção. Fico vermelha.

                         — Você vai comigo? – pergunto para ela.

                         — Por que vai tão cedo?

                         — Prometi ir cedo. Não posso deixar Courtney cuidando do meu pai, ela já fez demais por ele, agora a responsabilidade é minha. – levo a xícara de café até a boca, pegando um pedaço do bolo de cenoura.

                         — Lucy terá que me fazer companhia. – Cassie sorri para Lucy, que está na cozinha preparando algumas panquecas.

                         — Será um prazer, Srta. Jones.

                         — Me chame de Cassie, Lucy. – pede.

                         — É o costume, Cassie. – Lucy sorri.

                         — Você tem que ir mesmo? – Cassie faz bico.
 
                         — Ele precisa de mim. – digo.
                        
                        Vinte minutos depois, Justin olha para os garotos e para Caitlin, que provavelmente entendem o que ele quis dizer com aquele olhar, e levantam. Nolan beija Cassie e sai pela porta de deslizar da cozinha, assim como todos os outros.

                          — Vamos. – ele ergue sua mão na minha direção, e eu a seguro, levantando da cadeira. Olho para Cassie, que pisca para mim e manda um beijo na minha direção.

                           Saímos pelo mesmo lugar, e seguimos para a sua Ferrari vermelha. Percebo que todos estão muito calados, então percebo que algo sério está por trás disso, mas resolvo não questionar, já que eu sabia o quanto ele odiava quando me metia nos negócios dele. Sento-me no banco do passageiro do carro assim que ele abre a porta para mim.

                           — Kevin irá com você. – ele me avisa assim que entra no carro.

                           — O que? – pergunto incrédula. – Justin, eu não preciso de seguranças ao meu redor, vou apenas visitar meu pai que está doente.

                           — Eu não perguntei se você quer que ele vá. – percebo sua irritação. – Não sei quanto tempo vou demorar na reunião, e se você voltar mais cedo, ele estará lá para te trazer. Não quero você sozinha quando se tem pessoas querendo acabar com você.

                           — Se eu precisar dele, eu ligarei para a mansão. Mas não quero um segurança quando eu estiver com o meu pai. – começo a me irritar com a sua super proteção.

                           — Ta, mas quando você for embora, ligue para ele. – resolve ceder para evitar uma discussão logo cedo.


                           Justin estaciona aquele carro luxuoso no lado simples de Toronto, deixando praticamente todos da rua hipnotizados. Dou um selinho nele, e ele puxa meu rosto pela nuca, despejando um beijo na minha testa. Encaro seus olhos, e vejo a sua preocupação aparente, já que desde que voltei e começaram a acontecer essas coisas, é a primeira vez que vamos ficar separados por bastante tempo.

                          — Eu não me perdoaria se acontecesse qualquer coisa com você. – diz ele.

                          — Ei, não vai acontecer nada, ok? Para de se preocupar com isso e foque na sua reunião. É o mais importante no momento. – abro a porta. – Eu te amo. – falo antes de descer do carro e ele sorri.

                           Vou até a porta da minha antiga casa, e vejo que Justin continua parado esperando eu entrar. Às vezes sentia como se ele fosse meu pai, e não meu namorado. Toco a campainha, e logo a maçaneta da porta se mexe, com Courtney aparecendo do outro lado com um sorriso enorme.

                           — Oi Emma. – a abraço.

                           — Como ele está? – digo, entrando e olhando para trás, fazendo um sinal para que Justin fosse embora e me deixasse ali, o que ele entendeu e deu partida no carro, buzinando antes de sair.

                           — Está melhor do que ontem. – diz ela. – Por aqui.

                           Subimos as escadas e ela abriu a porta calmamente do quarto do meu pai, e dei de cara com ele deitado na cama, respirando com o auxilio dos aparelhos, e com uma sonda cheia de xixi. Vê-lo naquele estado é horrível e deprimente. Sento-me na cadeira ao seu lado, e Courtney nos deixa a sós.

                            — Pai? – murmuro, passando a mão pelo seu rosto pálido.

                            — Emma, que bom te ver. – ele abre os olhos e retira o aparelho do rosto.

                            — Como o senhor está?

                            — Estou indo. Não é uma das melhores sensações da vida ser limpo por alguém, mas estou melhorando.

                           — Você sabe que isso é conseqüência dos seus... – ele me interrompe.

                           — Dos meus atos, é eu sei. – ele se ajeita na cama. – Vai passar o dia aqui?

                           — Vou. Courtney precisa trabalhar.

                           — Só assim para você passar um tempo com o seu pai. – resmunga.
 
                           — Prometo vir mais vezes, agora descanse. – levanto. – Daqui a pouco eu venho aqui. – abro a porta e vou até a sala de estar, encontrando Courtney sentada no sofá.

                            Sento-me ao seu lado, e é só ai que ela percebe a minha presença. Ela abre um sorriso acolhedor, e eu percebo o quanto meu pai é importante para ela, já que estava aparente a sua preocupação. Aquela overdose foi prejudicial para o meu pai, ele poderia ter falecido, mas foi forte e sobreviveu. Courtney sentia-se culpada, pois o maior motivo do uso excessivo dele naquela noite fora a briga dos dois, e por isso ela tenta recompensar cuidando dele hoje. Coloco a mão nas suas costas.

                     — Obrigado por cuidar dele. – murmuro.

                     — Ele é o homem da minha vida, Emma. – desabafa. – Espero que você nunca experimente a sensação de ter quem se ama a beira da morte. O médico disse que ele não vai durar muito tempo.

                     — Acredite, eu sei. – penso nas noites que fiquei sem dormir quando Justin saia para assaltar bancos, ou cargas. Penso que tenho essa sensação todos os dias, pois não sei quando ele irá voltar para casa ou não. Isso dói, e muito.

                    — Bom, tenho que ir trabalhar. – ela se levanta. – Vou tentar sair cedo de lá.
 
                    — Não se preocupe. – sorrio.

                    — Me ligue se acontecer alguma coisa. Pedi para ele ser bonzinho com você.

                    — Eu sei lidar com ele.

                    — Acredite, ele é bem aproveitador quando está deitado em uma maca. – dou risada.
                    — Ele sempre foi. – a acompanho até a porta.
 
                    — Já sabe onde está tudo, né?

                    — Sim, pode ficar tranqüila.

                    — Tudo bem, tchau. – ela se distancia.
 
                     — Tchau.


                      POV. Justin


                       Deixá-la ali desprotegida não era uma das melhores sensações que tive, vai ser difícil trabalhar e ficar preocupado com ela ao mesmo tempo, mas o pior de tudo era estar mentindo para ela. Emma não pode nem sonhar que estou indo me encontrar com o Albino, então resolvi deixar ela distraída com o pai para evitar perguntas.

                         Mas antes, eu precisava resolver alguns assuntos que deixei pendente. Dirijo á caminho do galpão, encontrando o carro dos caras já estacionadas e os carros que utilizamos na noite do tráfico já para o lado de fora. Precisávamos apagar todas as provas possíveis, já que alguns daqueles malditos policiais, ou até mesmo o babaca do Gonzalo poderia nos entregar a qualquer momento.

                          — Já está tudo ai? – pergunto para Chris.

                          — Sim bro.

                          — Então vamos botar fogo e ir embora. Não tenho todo o tempo do mundo. – digo, ríspido.

                — Era tudo que eu queria ouvir. – diz Chaz, pegando o recipiente com gasolina nas mãos e caminhando até os carros, despejando o liquido em cada um deles. Nolan o auxilia para agilizar o processo, e eu fico ali, apenas observando.

                Retiro meu maço do bolso e levo um cigarro até os lábios, mas antes que eu pudesse acendê-lo, escuto um barulho estranho e suspeito ao redor. Olho para os lados, e os caras e a Caitlin retiram suas armas, apontando para todos os lados.

                 — Dividam-se e achem. – ordeno, e eles se espalham pelo local.

                Continuo ali, parado e observando cada canto, quando levo meus olhos para cima do galpão e vejo um homem encapuzado em cima do mesmo. Retiro minha arma e começo a atirar contra ele, que retribuía com mais tiros na minha direção. Esquivo-me entre os carros, e vez ou outra ergo apenas o tronco e atiro naquele filho da puta acertando um na sua batata da perna, fazendo-o mancar, mas a volta dos caras chamou a minha atenção, e quando voltei o olhar para o lugar, ele já não estava mais lá. 


                 — Merda! – esbravejo.
                 
                 — Aí Drew! – grita Chaz, tentando controlar outro cara encapuzado. – Esse filho da puta estava por aqui. – ele leva uma cotovelada do cara, que logo recebe um mata leão e se controla.

                      Sinto o ódio dominar meu sangue, que fervilhava e corria depressa pelas minhas veias. Sem pensar duas vezes, dou um soco forte em seu rosto, o que fez o capuz preto cair para trás e dar visão da toca ninja que aquele filho da puta usava. Arranco a toca e dou de cara com Gonzalo.

                         — Oi chefinho. – aspiro sua ironia e devolvo-lhe com um soco forte na cara.

                         — Fico feliz que você tenha vindo até mim, Gonzalo. Adiantou grande parte. – abro um sorriso e, com as mãos sujas de sangue pego um cigarro e levo até os lábios, acendendo o mesmo e puxando toda a nicotina possível.

                         — E por que estava atrás de mim?

                         — A sua cara de pau é impressionante. – bato palmas. – Você sabe porque estou atrás de você, seu desgraçado. – coloco as mãos para trás e caminho de um lado para o outro. – Acho que você está me devendo seis milhões de dólares.

                          — Sete milhões. – corrige Chris.
                          
                         — Que seja. – dou ombros. – Só quero o meu dinheiro.

                         — A policia apreendeu as drogas.

                         — Aé? – solto uma risada irônica. – E se eu te dissesse que um passarinho me contou que os caminhões nem chegaram à fronteira de Miami? – ele arregala os olhos. – Está se lembrando do que aconteceu de verdade, ou eu terei que fazer você lembrar?

                          — Sofremos um assalto no meio do caminho, mas fiquei com medo de te contar isso chefe. – meu sangue fervia a cada mentira sua.

                          — Para de mentir caralho! – grito. – Pra quem você entregou a carga?

                          —Não posso dizer. – abro um sorriso e levo novamente o cigarro até os lábios.

                          — Você se acha esperto, não é mesmo? Pensou que me enganaria, pensou que eu seria tolo de acreditar nas suas palavras, e agora se acha espertão o suficiente para pedir que eu poupe sua vida? Está achando que eu sou o que? Uma pessoa boa? – solto a fumaça em seu rosto. – Mas, você me pegou em um dia bom. – Gonzalo solta os ombros. – Diga o nome.

                         — Se eu disser, eles irão me matar.

                         — E se não disser, eu irei te matar. – pego minha arma e passo pela lateral do seu rosto.
                         — Entreguei pro Lobo. – resolve ceder. 

                         — E o que quer aqui, caralho? Veio recolher informações para o seu chefe? – debocho.
                         — Pra que vou falar? Você vai me matar de qualquer jeito. – percebi que ele estava jogando.

                         — Pelo visto você sabe bem como eu sou. – semicerro os olhos. – Mas como eu havia dito você me pegou em um dia bom, então vamos negociar. Sua vida em troca de informação. Caso contrário, será um prazer acabar com você.

                          — O Lobo me mandou aqui sim, para recolher informações sobre você.

                          — Quais informações? – ele evita falar, até levar um soco no estomago. – Desembucha!
                          — Ele. – diz com dificuldade. – Ele queria que gravássemos você queimando os carros e mandássemos para a policia.
                      
                          — FILHO DA PUTA! – esbravejo. – Quem era o outro, porra?
                       — Ryan. – fico mais bravo ainda ao ouvir o nome daquele traidor.

                       — EU VOU MATAR ESSE DESGRAÇADO. – começo a perder o controle. – O coloquem no carro.

                       — Mas você disse que... – o interrompo.

                       — Eu sou o Justin Drew Bieber, já estou com o pé no inferno, uma mentira não vai mudar nada. Não vou poupar sua vida, já acabei com milhares de caras como você.

                      — O Lobo vai vir atrás de você! Ele vai acabar com você seu desgraçado! – dizia enquanto os caras o arrastavam até o carro repleto de gasolina.

                      — Você acha mesmo que ele vai vir vingar sua morte? – solto uma risada sarcástica. – Ele está pouco se fodendo para você, meu amigo. E já vai se acostumando, isso vai ser só uma amostra grátis do lugar para onde você vai!

                         Termino e dou as costas, voltando para o meu respectivo lugar e observando Chaz o jogar para dentro do carro e o prender com o cinto de segurança na SUV.

                         — Ta gostando do cheiro? – pergunta, jogando gasolina no corpo dele.

                         — Me tirem daqui! Por favor! – gritava. – Eu tenho uma filha! Ela precisa de mim!

                         — Uma filha? – dou risada. – Será um prazer salvar a vida dela tirando você do caminho. – grito.

                          Chaz fecha a porta, e trava o carro. Gonzalo começa a se debater no carro, clamando por socorro, e aquilo só me deixava mais animado. Meu espírito assassino sempre está por perto, e eu realmente volto a me sentir ruim como eu era antes. Eu sou um dos homens mais perigosos do Canadá, e todos têm medo de cruzar o meu caminho, pois a única certeza é que não sairão vivos. Retiro o isqueiro do bolso, acendo e jogo na direção dos carros cobertos por gasolina, fazendo-os explodir.

                      Coloco meus óculos escuros, entro em meu carro, e todos os outros fazem a mesma coisa. Agora vou de encontro ao Albino pegar o que ele me deve.



                      Estaciono em frente ao Nightmare, vendo a sua moto ali parada mostrando que ele já estava ali nos esperando. Entro no estabelecimento ainda vazio, e não o encontro por lá, fico puto da vida. Aquele filho da puta só pode ter me dado o bolo, mas isso não vai ficar assim. Sento-me de frente para o balcão, pedindo uma dose de conhaque, e fico ali, com todos os outros também bebendo.

                        Depois de mais de uma hora esperando e planejando as diversas formas mais cruéis que eu acabaria com a vida dele, Albino aparece na boate e se senta ao meu lado.

                        — Eai. – diz ele. – Um uísque, por favor. – pede para o barman.

                        — Por que demorou tanto caralho? A sua moto estava estacionada aqui.

                        — Eu sou casado e não sabia? Pra que quer satisfação? Eu estou com o que pediu, e é isso que importa.

                        — Diminui esse tom, se não eu acabo com você. – retiro os óculos escuros para fitá-lo.
                        — Vamos direto ao ponto. – ele retira um envelope do bolso.

                        — Espera. Aqui não. – o impeço, já que havia alguns caras ao redor. Muitos eram meus seguranças, mas eu não poderia ser tão idiota assim, todo cuidado é pouco.

                        Subo para o escritório da boate. Albino entra e começa a observar o local, mas para assim que vê todos os caras entrando também.

                         — Pra que a escolta? – disse. – A gostosona pode ficar. – olha para Caitlin e sorri.

                         — Ela é minha irmã, seu desgraçado. – Chris tenta avançar nele, mas Nolan o impede.
                         — Que sorte! Ou azar, né? Já que deve ser difícil não poder transar com uma belezura dessas. – dá uma piscadela na direção dela, que faz cara de nojo.

                         — Chega! – bato na mesa. – Entrem e feche a porta.
                        
                         Os caras se acomodam pela sala, e Albino senta na minha frente, ficando cara a cara comigo. Acendo um cigarro, e observo cada movimento calculado dele, que retira o envelope de papel cor pardo e coloca na mesa, empurrando-o na minha direção. Pego com cautela, e abro, retirando os certificados e checando. Ergo o envelope na mão de Chris, que o coloca contra a luz, verificando um por um se realmente é verdadeiro.

                         — Pra que isso? – Albino abre a boca. – Não confia em mim? – diz, abrindo um sorriso sarcástico. – Nem eu confio em mim.

                        — São todos verdadeiros. – afirma Chris.

                        — Achou mesmo que eu mentiria? Eu sou um homem de palavra, e espero que você também seja. Foi difícil ter acesso á isso, e espero uma boa recompensa. – abro a gaveta da minha mesa, retirando um envelope branco cheio de dinheiro e jogando na sua direção. Ele abre o mesmo e cheira a grana, abrindo um sorriso. – Assim que eu gosto de ver, Drew.

                        — Se abrir a boca para alguém... – ele me interrompe.

                        — Não vou falar nada. Ainda mais porque estou envolvido nisso.

                        — Uma das regras daqui – levanto e apoio os braços na mesa. – é nunca me interromper quando eu estiver falando, e isso vale para você quando estiver aqui.

                        — Ta. – da ombros. – Mais alguma coisa? Posso ter acesso ao pendrive agora?

                        — Ainda não. – ele franze a testa. – Não confio o suficiente em você.

                        — Sou seu aliado agora. – seu sorriso sarcástico me irrita.

                        — Tem mais uma coisa dele que eu quero. – todos me encaram. – O próximo carregamento dele será meu, já que estou com os certificados. Mas quero que descubra a senha do banco dele, vou deixar o cofre dele limpinho. – sorrio.


                          Pov. Emma             


                          A noite já havia chego, e nada de Courtney. Passei o dia inteiro cuidando do meu pai, e eu estava exausta. Estava preparando a sua sopa, e esperando a água esquentar. Meus pensamentos estavam muito longe dali. Queria saber como Justin estava e com quem ele estava, mas o barulho alto do telefone me chama a atenção. Vou até a sala e retiro do gancho, fitando o nome de Courtney no visor da bina, e atendo no terceiro toque.

                         — Alô?

                         — Oi Emma.

                         — Oi Courtney, já está vindo?

                         — Então, é sobre isso que eu quero falar. Não vou poder voltar hoje, pois minha filha voltou de viagem e vou passar a noite com ela, você poderia passar a noite com ele? – sinto meu coração disparar. – Emma? – pergunta, checando se eu ainda estava na linha.

                        — Sim, claro que sim. – respondo.

                        — Tudo bem, amanhã de manhã eu estarei ai.

                        — Ok. Boa noite.

                        — Boa noite. – finalizo a ligação.

                         Despejo a água quente no pó, formando uma sopa quentinha. Pego a colher e vou em direção ao quarto do meu pai. Entro e ele fecha seu livro, colocando-o sobre a bancada e se ajeitando na cama. Sento-me ao seu lado.

                         — Não estou com fome. – ele vira o rosto.

                         — Vamos pai, você precisa jantar. Não comeu quase nada a tarde inteira.

                         — Onde está a Courtney?

                         — Me ajuda que eu te ajudo. – ergo a colher na sua direção, e ele abre a boca.

                        — Ela não poderá voltar hoje. – respondo. – A filha dela voltou de viagem.
 
                        — E você vai passar a noite aqui?

                        — Sim. – levo mais uma colherada até a sua boca, mas desta vez ele leva as mãos até a garganta e começa a se debater como se estivesse engasgado, coisa que ele fez durante a tarde inteira, me dando sustos e mais sustos. – Não vou cair dessa vez, pai. – cruzo os braços. – Não adianta. – ele continua a se debater, e vai ficando cada vez mais vermelho. O desespero toma conta do meu corpo. – Ai meu Deus! – grito, indo para trás dele e apertando a sua barriga, mas ele começa a rir da minha cara. – Mas que merda! Toda vez isso!

                        — Você precisava ver a sua cara. – diz entre a gargalhada. – Você ficou toda preocupada. – ele continua rindo.

                        — Você ainda vai me matar do coração. – volto a me sentar e dar o resto da sopa para ele.

                          Cubro seu corpo com o edredom, e arrumo o aparelho em seu rosto assim que ele pega no sono. O observo por alguns instantes, e percebo a falta que ele faria se não estivesse aqui.
                          Sinto meu celular vibrar no bolso de trás da calça, e saio do quarto, retirando o celular do bolso e vendo o nome de Justin no visor.

                           — Oi, esqueci de te ligar. – digo.

                           — Já cheguei em casa, quer que eu vá te buscar?

                           — Justin, vou ter que passar a noite aqui com o meu pai.
 
                           — O quê? – grita. – E a garçonete?

                           — Courtney vai passar a noite com a filha dela.

                           — A resposta é não. – fico sem entender.

                           — O que?

                           — Você não vai ficar ai. – meu coração afunda.

                           — Acho que você deveria saber que meu               pai está doente, em uma cama, necessitando de aparelhos para respirar e defecando por uma sonda. – tento manter a tranqüilidade.

                           — Estou indo para ai. – diz ele.

                           — Não! – o impeço. – Justin, pare de arrancar os cabelos à toa, eu só vou passar uma noite aqui, só isso. Você precisa controlar a sua onda.

                           — Não estou arrancando os cabelos, e a resposta é não, já disse.

                           — Por favor, me diga que você não vai interferir no meu relacionamento com meu pai. Ele precisa de mim, Justin. Eu não estou te pedindo isso, só achei que deveria saber.

                           — Não estou interferindo, só não quero te deixar ai desprotegida.

                           — Não vai acontecer nada! – ele desliga na minha cara.

                            Puta que pariu!

                            Jogo meu celular contra a parede de raiva, mas o pego rapidamente e desço as escadas, me jogando no sofá e ligando a televisão. Justin desligou na minha cara? Ele só pode estar tirando com a minha cara mesmo. Esse homem quer que eu ande pra cima e pra baixo com escolta, e eu aceito isso, mas não quero um bando de seguranças grandalhões dentro da minha antiga casa, isso não é necessário. Fito o celular e resolvo retornar a ligação, mas não para conversar melhor, e sim pagar na mesma moeda.

                          — O que foi agora? – ele atende bravo.

                          — Vou dormir aqui sim, quer você queira ou não. E se você mandar aqueles armários que você chama de segurança, eu já aproveito e me mudo para cá de vez. Passar bem. – desligo antes que ele pudesse dizer alguma coisa.

                           Daria tudo para ver sua cara nesse exato momento. Sinto a adrenalina ainda correndo nas minhas veias, e volto meu olhar para a televisão, buscando relaxar ao máximo. Soltei tudo que precisava, agora é só aliviar a tensão. Ajeito a almofada na minha cabeça e sinto meus olhos pesarem, aos poucos o sono vem me pegando, e eu me entrego de vez para ele.

                           Um barulho de vidro quebrando me assusta. Pulo do sofá e olho ao redor, procurando de onde veio aquele barulho. Olho para a televisão, e penso na possibilidade de que possa ter vindo dali, e então volto a me deitar.
                            Sinto um cheiro estranho vindo da cozinha, e então resolvo ir ver o que é. Caminho rapidamente, e percebo que não tem nada, porém, o cheiro continua e do nada, escuto o barulho do alarme de incêndio disparar. Saio correndo desesperadamente até a sala, fitando a cortina que estava completamente em chamas, e o fogo já se espalhava pela casa, pegando em todos os móveis inflamáveis.
                            A fumaça começa a tomar conta do local, e em poucos minutos eu já não consigo enxergar mais nada. Algumas coisas começam a explodir, então eu subo correndo as escadas, vendo que o fogo já havia derrubado metade da escada de madeira e tomado conta da porta do quarto do meu pai. Começo a entrar em desespero, e arranco um pedaço da minha blusa, colocando no nariz para não desmaiar. Empurro a porta com o pé, e encontro meu pai acordado e desesperado.

                         — PAI! – grito, procurando espaço para passar entre as chamas que nos separava.

                         — Emma, saia daqui!

                         — Eu não posso deixá-lo aqui!

                         — Se salve filha. – estremeço ao ouvir filha, coisa que ele me chamara raramente.

                         — Não! Eu não posso!

                         — Tome! – ele joga o livro que ele estava lendo na minha direção. – Agora vá embora! Rápido! – vejo o fogo tomando conta do local, e logo ele desaba sobre meu pai.

                          Saio correndo e tento escapar das coisas que explodem pelo caminho. Sinto meu corpo ficar fraco e pesado por causa da fumaça que insistia em invadir os meus pulmões.

                          Minhas vistas começam a escurecer e eu caio no chão, desmaiando aos poucos. Abraço o livro que meu pai me deu e continuo ali, caída. A única coisa que consigo ver antes é dois rapazes entrando e caminhando na minha direção, depois disso, minhas vistas escurecem completamente e eu perco os sentidos.


 


Notas Finais


SIM! Eu sou malvada com a Emma KKKK.

Postei hoje por sorte, pois meu dia foi muito corrido. E quero avisar que vou ser obrigada a sumir por um tempo, pois minha bisavó está doente, e eu estou muito triste e sem cabeça para escrever no momento. Espero que vocês entendam, e prometo reaparecer assim que puder, ok? Quero agradecer o apoio de todos, vocês não tem noção do quanto os comentários perfeitos de vocês estão me ajudando a continuar. Obrigado pelos 166 favoritos com apenas nove capitulos! Eu amo muito vocês, e prometo voltar o mais rápido possível!


Style da fanfic: https://spiritfanfics.com/personalizar/style/justin-bieber-dangers-of-love-6684879

Link da primeira temporada: https://spiritfanfics.com/historia/dangers-of-love-5956900

XOXO DA TIA JU.


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