História Dangers Of Love 2 - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Amber Heard, Justin Bieber
Tags Ação, Amber Heard, Criminal, Drama, Justin Bieber, Romance
Exibições 422
Palavras 3.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Antes de tudo queria dedicar esse capítulo para a linda @WorkJeliebers94 <3


BOA LEITURA :)

Capítulo 18 - Welcome to the México.



                 POV. EMMA

                 Ao seguir para a mansão de carro, eu não prestava muita atenção nas ligações que Justin fazia ao meu lado. Não conseguia tirar os olhos da estrada molhada, sem deixar de sorrir com os meus pensamentos bobos depois do que ele disse. Apesar da sobrecarga que ando tendo ultimamente, isso ajudou a me sentir mais leve. Vê-lo agir dessa forma, sorrir, e até mesmo revelar alguns segredos, ajudava-me a enxergar o seu melhor lado. Justin precisava de mim. Nós precisamos um do outro, sempre.

                   Justin retira um maço do bolso e me entrega, pedindo apenas com um olhar para que eu retirasse um cigarro dali e o levasse até seus lábios. Semicerro os olhos e nego com a cabeça.

                   — Nem pensar! – Perguntei-me se ele havia esquecido que agora seria pai e precisaria estar vivo para criar a criança, e não de um câncer pulmonar.

                   — É só um cigarro, Emmy.

                   — Isso acaba com a sua vida. Nunca parou pra ler os avisos que tem atrás?

                   — Eu compro pra fumar, não pra ficar lendo os efeitos colaterais.

                   Encaro seus olhos castanhos por alguns segundos, e percebo que o vicio já estava atacando seu corpo, e sua respiração ficara mais ofegante. Sem pensar duas vezes, aperto o botão preto, abro a janela e jogo seu maço para fora do carro.

                   — Porra! – grita, irritado.

                   — Estou cuidando de você. – cruzo os braços.

                   — Já parou pra pensar que eu não preciso de cuidados? – Ele retira outro maço do porta luvas, levando um cigarro até o canto da boca e sorrindo. – Não se preocupe com o meu pulmão, ele sabe se virar.

                   — Faz o que você quiser. – Reviro os olhos e apoio a cabeça contra o banco, deixando a testa colada no vidro do carro. Prefiro o Justin dos meus pensamentos.

                    Caminhamos juntos até a mansão sem trocar uma só palavra. Soltava um sorriso a cada cinco minutos sem saber como contar isso para todos. Talvez fosse melhor esperar.

                     Justin cumprimenta os meninos e eu assenti com a cabeça, indo para o andar de cima. Estou exausta e não quero participar de uma conversa onde não sou desejada por perto, ainda mais agora.

                     Tiro meus sapatos e conforme caminho até a cama, deixo as peças de roupas espalhadas pelo chão do quarto. Pego uma camisola fina, pois o calor que eu estava sentindo era fora do comum.

                      Deito-me na cama de barriga para cima e acaricio-a conforme pensava como seria o rostinho dela. Eu quero muito uma menina, mas sei que Justin será um pai muito chato.

                   
                    POV. JUSTIN

                   Sento-me no sofá e coloco uma perna por cima da outra, encarando Chris enquanto repassava o plano. Pra ser sincero, não estava com a cabeça ali e sim no que descobri agora á pouco.

                     Eu vou ser pai?

                     Nunca tive um bom exemplo que pudesse seguir, não sei como é ser um pai de verdade, mas terei que tentar. E pra tudo ser mais fácil, espero que seja um menino porque se for menina... Ah, eu terei que prendê-la dentro de casa, contratar professores particulares... Só de pensar já sobe uma raiva.

                      — Entendido? – Chris me desperta dos pensamentos.

                      — Foi mal, bro. Não ouvi nada. – Levo as mãos até o cabelo, bagunçando meu topete.

                      — Porra, JB. – Ele cruza os braços. – Ta com a cabeça no mundo da lua?

                      — Me perdi.

                      — Bom, nós vamos nos infiltrar no hotel como funcionários. Exceto por você, claro. Você será hóspede e ficará de olho nos capangas do Lobo e do Ryan. Nós vamos pegá-los na melhor hora e cobrar o que os dois nos devem.

                      — Sim. Aquela cocaína era refinada. – diz Nolan.

                      — É a melhor. – Sou modesto. – Nossos laboratórios de refinação são os mais bem equipados, então ele jamais irá ultrapassar. Ele me provocou quando decidiu me roubar na cara dura, e já teve o bom exemplo com o Gonzalo do que sou capaz de fazer.

                     — Nós somos os melhores, mas eles já provaram que são perigosos também. – Chaz ergue o corpo do sofá. – Por isso todo cuidado é pouco.

                     — Eu invadi o sistema e coloquei nossos nomes lá, inclusive já fiz a sua reserva. – Chris me olha, e eu abro um sorriso e assenti com a cabeça. Esse moleque sempre foi competente. – Chaz falsificou as identidades, os passaportes e os crachás de funcionários. Está tudo certo para matarmos esses dois, nada pode nos impedir. – Abro um sorriso.

                    — É. Nada pode nos impedir. – repito, aprovando tudo. – Ah, esqueci de avisar que a Emma vai.

                    — O que?! – disseram em uníssono, mas a voz que se destacou foi a fina e irritante da Caitlin. Fecho os olhos e respiro fundo, mantendo a calma.

                    — Você não pode levá-la. – Disse ela. – A Emmy não pode passar por situações de risco nem estresse, muito menos agora.

                   — Caitlin, eu amo quando você está de boca fechada. – franzo a testa. – Eu decido o que é bom pra ela ou não. Na verdade, eu decido tudo por aqui e vocês têm que aceitar.

                  — Por que muito menos agora? – Chaz questiona.     

                  Fuzilo Caitlin com um olhar, e ela se encolhe no sofá. Até agora ela não deu um palpite e nem questionou nada, e pra melhorar ela ainda faz esse favor de abrir a boca. Vadia linguaruda.

                   — É Caitlin. – livro-me da situação. – Por quê?

                    Ela abriu a boca instintivamente, mas nada saiu. Continuou quieta, e todos nós mantínhamos os olhos presos nos seus. Aposto que ela está procurando uma boa desculpa, mas Caitlin nunca foi boa com mentiras.  

                     — Nada, ué. – Ela levanta do sofá. – Estresse traz rugas, e ela não quer ter rugas agora.

                     — Eu também não quero que ela tenha rugas. – Levanto. – Podem descansar, amanhã iremos viajar e quero todos em pé bem cedo.

                     — Daqui dois dias é seu... – Antes que Chaz completasse a frase, eu o interrompo.

                     — Eu sei, e voltaremos antes para comemorar a vitória e o meu aniversário. – Sorrio, conduzindo-me até os quartos.


                      POV. RYAN 

                      Fitava o corpo de Lobo, deixando claro a sua ansiedade. Só não conseguia decifrar se era pela viagem ou pela informação que dei. Estava feliz em ser titio, já que Justin sempre me considerou como um irmão e quero ter uma boa participação na vida dessa criança.

                     Só não prometo ser uma participação bem vinda.

                     — Então ela está grávida? – Ele apóia o braço na mesa.

                     — Sim. Emma estava em uma farmácia comprando um teste de gravidez.

                     — Você sabe que eu só trabalho com provas concretas. – Bufo e retiro o celular do bolso, praticamente esfregando-o na sua cara. – Meu Deus! – Um sorriso grande e perigoso aparece em seus lábios.

                    — Agora acredita? – Antes que ele respondesse, a porta se abre e Roselie entra no escritório, sorrindo.

                    — Acredita em que? – diz, como sempre sendo enxerida.

                    O Lobo tamborila os dedos sobre a mesa de madeira, e gira seu anel com um rubi preto, encarando-a. Ele estava contendo a raiva que ela lhe causava toda vez, pois ainda seria útil.

                    — O que você acha que é? – Digo, olhando para ela. – Não pode entrar assim e se meter em tudo.

                    — Posso sim. Eu faço parte da equipe agora, não é Lobinho? – Ele a encara e não aprova o apelido, mas assentiu com a cabeça, concordando.

                    — Não podemos contar isso pra ela. Roselie é obcecada por ele e pra piorar ainda é louca. Sabe lá o que ela poderia fazer, e isso pode colocar nossos planos em risco.

                    — Para de falar de mim como se eu não estivesse aqui. – Ela me encara e mostra o dedo do meio. – O combinado era eu saber de tudo e ficar por dentro de tudo, não o Ryan tomar as decisões.

                     — A Emma está grávida. – O Lobo diz sem piedade e com uma naturalidade de se admirar. Viro-me para Roselie, que tentava manter a pose natural, mas no fundo estava abalada.

                       Qual é! Todos sabem que ela gosta do Justin ainda, não sei por que fui trouxa á ponto de transar com essa filha da puta. Um sorriso inesperado contorna seu rosto.

                        — Fico feliz por ele. – disse, encarando o nada. – Justin pai? Que ser humano nessa Terra cogitaria essa idéia?

                      — É. – concordo. Jamais pensei que isso fosse acontecer um dia, mas ai me lembro de quem estamos falando, e na verdade não irá demorar muito para ele mandá-la abortar. – Pena que é o Justin.

                      — Também acho que ele vá mandar ela abortar a criança. – Roselie parece ler meus pensamentos, como sempre.

                      — Chega! – O Lobo grita e soca sua mesa, chamando nossa atenção. – Sem româncinho vocês dois! Ele não pode mandar a Emma abortar, tem noção do quanto ela é vulnerável grávida? Aquilo é a válvula da preocupação do Bieber, e eu adoro ver ele preocupado. 

                       — Você não pode fazer nada com uma criança, Lobo. – falo indignado. – Por pior que sejamos uma criança não tem noção de nada.

                       — Não. Eu não faço mal á crianças. Na verdade, eu adoro crianças. – O Lobo sorri. – E também, isso não nos impede de provocar a garota e ele antes do bebê nascer.

                       — Espera. – Nós dois olhamos para Roselie. – Ryan, você ta defendendo o filho que nem nasceu do homem que te humilhou durante anos? – Meu peito queimou de raiva. Não estava defendendo por ser filho dele, mas era uma criança porra!

                       — Isso não tem nada a ver com o Justin. E se vocês forem fazer alguns mal contra esse bebê não contem comigo pra isso. – Empurrei a cadeira usando o corpo para trás, e rumei até a porta. Porém, o pigarreio de Lobo chama a minha atenção.

                       — Ryan, Ryan, Ryan... – Ele estala a língua no céu da boca três vezes em som de reprovação. – Você anda muito estranho ultimamente. Ta defendendo muito o Bieber, e isso não está me agradando nem um pouco. – O Lobo levanta da sua cadeira e caminha até mim, pegando no meu pescoço de surpresa e me enforcando contra a porta. – Acha que vou deixar você voltar pro lado dele? Nem pensar! Se você ficar agindo assim, acabo com você e mando os pedaços pro Bieber por correio. – Ele me solta, e eu estava ofegante.

                         Levo minhas mãos até meu pescoço. Filho da puta!

                         — Espero que depois dessa viagem ao México, você relaxe a cabeça e lembre que agora está ao nosso lado. – O Lobo dá dois tapinhas no ombro de Roselie. – E é do nosso lado que você vai permanecer. Seja por bem ou por mau.


                           POV. JUSTIN

                     Organizava todas as coisas dentro da mala, e como levaria alguns armamentos isso acabou me obrigando á ir por outro meio de transporte, então mandei Chaz providenciar outro avião para nós dois. Não podíamos deixar tudo fácil assim pros tiras, muito menos pro Lobo que logo notaria o meu jatinho no aeroporto.

                       Emma estava tomando banho, então aproveito para colocar sobre a cama o biquíni que comprei para ela. Seu tecido era dominado pelas cores rosa e azul, e tinha alguns babados na parte de cima.

                       Escuto a porta se abrir, e dentre o vapor pálido, a Emma sai ainda sonolenta. Ela coça os olhos e atravessa o quarto, entrando no closet. Abro um sorriso e vou à sua direção.

                        — Alguém não me deu bom dia hoje. – Entro no closet e a agarro por trás em frente ao grande espelho. Beijo sua bochecha molhada em seguida.

                        — Seu humor está tão bom assim? – Ela se vira para mim e sorri, puxando meu rosto para um beijo.

                       — Está. E não reclame. – Descolo-me dela com muito sacrifício.

                       — Posso saber o motivo?

                        — Não é sempre que se vai para o México. – Ela sorri sem mostrar os dentes, demonstrando frustração. – E é claro que a noticia de ontem também tomou grande parte da minha alegria e bom humor.

                         — Não minta para a sua namorada, Bieber. – Ela sorri e me empurra para fora do closet. – Sai que eu tenho que me arrumar.

                       — Eu não posso nem ficar vendo? – Faço bico. – Ainda dá tempo de uma rapidinha.

                       — Você é um tarado sem noção. – Emma ri de mim e fecha a porta de arrastar do closet.

                        Depois de alguns minutos, ela sai. Seu corpo caia perfeitamente pela calça clara com apenas cortes nos joelhos, e a sua regata branca estava modelada em seu corpo. Suas botas pretas e inseparáveis também estavam ali.

                         Olho para seu corpo e mordo o lábio inferior.

                         — O que você ta pensando? – Ela se aproxima e agarra a minha cintura.

                         — Pensando que eu quero muito te jogar nessa cama e jamais permitir que você saia dela. – Emma ergue a cabeça para encontrar meus olhos.

                         — Então faça isso, Justin.

                         — Prometo fazer mais tarde. – Beijo brevemente seus lábios e pego minhas malas.

                       — Meu Deus! – ela grita assim que deposita seu olhar no biquíni. – É lindo, Justin!

                       — Confesso que ficaria melhor se estivesse no seu corpo. – Ela abre um breve sorriso e me dá um tapa. – Esse doeu. – Passo a mão no local, ainda quente.

                       — Essa era a intenção. – Emma me encara e ri, pegando o biquíni e colocando na sua bolsa preta e levando-a até seu ombro fino. Sem nem pedir, retiro a bolsa dela e coloco em meu ombro largo e forte.

                         — Você esqueceu que está grávida? – Semicerro os olhos. – Se voltar a pegar peso, eu mato você Walter.

                         — Você não tem coragem, Bieber.

                         — Jamais subestime um Bieber. – Ela entrelaça seus dedos nos meus, e descemos as escadas juntos.

                Permito apenas que ela leve uma bolsa com rodinhas, porque a Emma acha que vamos passar uns quinze dias ou então vamos fazer campanha do agasalho e doar todas essas roupas. Só pode.

                POV. EMMA


                Justin e os meninos repassaram o plano enquanto Caitlin, Cassie e eu pensávamos em como aproveitar bem esse meio tempo que vamos ficar lá. Tijuana é uma cidade sem leis, podemos fazer tantas coisas fodas.

                   — Ai meu Deus! – digo. – Nunca estive tão ansiosa.

                   — Controla a ansiedade, isso pode não fazer bem ao bebê. – Caitlin cochichou. Sempre protetora.

                   — Não precisa se preocupar, o Justin já sabe. – As duas arregalaram os olhos, e eu abri um sorriso largo.

                   — Puta merda! – gritou Cassie. – E como ele descobriu?

                   — Não! O mais importante é como ele reagiu. – disse Caitlin.

                   — Ele descobriu ontem no jantar, quando me esqueci de tirar a merda da caixinha do teste do bolso e ele achou. No começo ficou meio afetado, talvez pelo choque, mas depois ficou bem. 

                     — Eu não suporto esse babaca. – Cassie cruza os braços. – Mas tenho que confessar que realmente parece que ele ama você. E se você estiver bem, eu também fico bem.

                     — Eu amo tanto vocês duas. – Abraço-as de uma vez só, acabando com a rabugenta da Cassie que se desmanchou como manteiga. – E nós vamos curtir muito lá!

                     — Emmy... – Olho para trás e encaro seus olhos castanhos. – Venha. – aponta com a cabeça para outro avião. Um pouco desconfiada, caminho até ele puxando a mala junto comigo e passando pelo check-in.

                     Quando Justin me puxou para um caminho um pouco diferente do que estávamos acostumados, eu pude confirmar. Nós iríamos em aviões separados. E a pior parte era não saber o motivo.

                      — Por que vamos em aviões separados? – Pergunto, quebrando o silencio.

                      — Não quer ficar á sós comigo nesse tempinho? – Ele abre um sorriso, conduzindo-me até a escada enorme do jatinho, que desta vez não tinha o símbolo do Canadá estampado.

                       — Quero. – Digo, desconfiada.

                       — Bom dia. – aceno para o piloto, que sorriu gentilmente e nos ajudou com as malas. Justin simplesmente larga as malas e passa por ele, sem dizer nada. Cochicho um “desculpa”, e sento-me na poltrona á sua frente. – Você é sempre mal educado assim?

                       — Porra! Ainda não se acostumou? – Ele abaixa e pega o cinto da minha poltrona nas mãos, puxando-os em volta da minha cintura ainda fina – por enquanto.

                       — Poderia deixar pelo menos uma vez eu fechar o meu cinto?

                       — Não. – diz, dando ombros. – Você sabe que eu amo fazer isso.

                       — Tudo bem. – levanto os braços em forma de redenção e ele o fecha.

                Fomos conversando durante todo o trajeto, exceto pelo assunto da criança. Prefiro deixar isso quieto nesse momento para não dar mais problemas. Justin me avisou que já estávamos próximos do México, mas mesmo assim trouxe um copo de uísque para ele e insistiu que eu tomasse ao menos um suco de laranja.

                    — Já disse que não estou com fome, Justin. – encaro-o.

                    — Emmy, você não pode ficar sem comer nada. E agora não é apenas por você, tem uma vida ai dentro, porra. – Ele puxa a mesinha da poltrona, estendendo-a na minha frente e bate o copo com força ali.

                    E foi ai que eu percebi com o que ele estava preocupado. Justin não queria admitir, mas se importava o bastante com tudo para forçar as pessoas á fazer o que ele quer. Ele sempre foi assim, só deixou esse Justin escondido por muito tempo atrás de uma muralha que construiu dentro de si mesmo. Talvez contra si mesmo, já que seu trabalho exigia frieza.

                      O pior é que no final de tudo ele acabou se tornando esse homem frio pelo qual zelou por anos. Mas hoje não. Hoje ele não era mais aquele homem, e ao olhar nos seus olhos castanhos dourados, notava claramente que não havia nenhum vestígio daquele homem ali.

                       Pego o copo gelado e levo até os lábios, sentindo o azedo cítrico da laranja misturado com o doce do adoçante. Bebo uma boa quantidade e coloco o copo de volta na mesa, fitando seus olhos, agora aliviados.

                       — Isso está uma delicia. – sorrio, e ele não evita retribuir.

                       — Prefiro o meu. – Ele ergue o copo de uísque na minha direção e o leva até os lábios. – É o melhor que encontrei até hoje.

                Respiro fundo, solto o cinto e caminho até ele. Passo a mão pelo seu rosto cansado, e talvez não tenha conseguido dormir devido á revelação de ontem. Seus pensamentos de si mesmo não eram os melhores, mas eu sabia que ele seria o melhor pai, ou pelo menos iria tentar.

                  E é isso que importa para mim. Justin não é o tipo de pessoa que aceita tudo facilmente, então se ele pelo menos estiver disposto á tentar é porque isso é realmente importante para ele.

                    Sinto o calor da sua pele bater de encontro aos meus dedos finos, e percorrer por toda a extensão do meu corpo. Justin fecha os olhos para sentir meu toque, mas me interrompe ao segurar meu braço.

                      — O que foi? – pergunto confusa.

                Sem dizer nada, ele me puxa para mais perto, colando nossos corpos. Olho para seus lábios molhados, e ele os umedeci. Coloco minhas mãos em seus ombros, e ele desliza as suas mãos quentes até a minha cintura. Aos poucos, aproximamos nossas cabeças e nos beijamos.

                Desde ontem, Justin não havia feito isso comigo. Nosso beijo era como uma união era como se nos puxasse um ao outro e nos tornasse um só. Era calmo, respeitoso, romântico.

                 Subo uma das mãos e afogo meus dedos nos seus cabelos louros e macios. Estava começando a perder a noção de onde estou, e é sempre esse efeito que ele causa em mim.

                  Justin separa seus lábios macios e dóceis dos meus, e  sento-me na poltrona, ofegante. Encaro seus olhos com a pergunta estampada na cara.

                    — Por que parou?

                    — Vamos com calma, Walter. Nós chegamos. – E é só ai que eu noto o avião parado.

                    Nós já havíamos pousado. Depois de horas dentro daquele jatinho, eu finalmente iria pisar em terra firme.

                     Recolho minhas malas, e Justin ajuda o piloto á descer cada uma delas. A claridade das luzes fortes de aeroporto quase me cegou, levo uma das mãos para cima da testa e consigo enxergar os degraus da escada.

                      O calor daqui é indescritível, e quando levanto o meu olhar dou de cara com um céu estrelado e incrível. Fico estagnada e abro minha boca instantaneamente. Isso é incrível, totalmente diferente do céu cinza e nublado de Toronto.

                       — Bem vinda ao México. – Justin para ao meu lado e envolve seu braço na minha cintura. Abro um sorriso enorme e viro-me para ele, beijando seus lábios novamente.

               

 



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