História Dark Blue - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 3.227
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OLAAAAA td bem? Espero que sim! Capítulo meio filler mas tudo bem... amo vcs!

Boa leitura!

Capítulo 18 - Ponyville e termos formais.


Fanfic / Fanfiction Dark Blue - Capítulo 18 - Ponyville e termos formais.

18

A brisa balançava meus cabelos levemente, o livro repousado sobre a mesa e a xícara de chocolate quente pela metade ao lado. Coloquei uma mecha solta atrás do cabelo, me sentindo irritada por não ter feito um coque antes de sair. Teria me poupado muita paciência. Passei meus dedos sobre as páginas amareladas, sentindo a textura áspera das antigas folhas. A Rainha Ambreer havia me dado livre acesso à biblioteca do castelo, no meu segundo dia em Ericantus, duas semanas atrás. Era minha atividade favorita: entrar naquela biblioteca, me perder ali por horas, até que Adam ou Agnes estivessem com tempo livre para me ajudar a me distrair. Não que fosse preciso muito esforço, o Castelo de Ferro era incrivelmente grande, cheio de saletas prontas para minha exploração diária. A cada dia que se passava, mais eu ficava impressionada com todos os detalhes daquela construção belíssima, que era cheia de atalhos e túneis secretos. Os atalhos e túneis fizeram parte da minha aula de sobrevivência no castelo, lecionada por Adam Sterne. Me mostrou cada canto do castelo, desde a cozinha e os alçapões até às torres mais altas do castelo. Ele disse que era necessário que eu conhecesse alguns dos pontos estratégicos para fuga, caso eu estivesse presente quando algum ataque de Victor acontecesse. Me senti America Singer.

Falando em ataques do Victor... Adam parecia cada vez mais ocupado dentro da Arena, vendo e revendo estratégias de segurança. No fim do dia, quando o sol se punha e eu ia encontrá-lo, seus ombros estavam caídos e seus músculos tensos feito uma corda esticada. E ele sempre parecia estar de mau-humor, isso mudando apenas quando ele se encontrava comigo no almoço ou jantar. Passávamos a noite juntos, ele dormia no meu quarto todos os dias, se levantando antes que eu acordasse e indo para seu quarto, fazendo suas preparações para que mais um de seus longos dias como soldado fosse iniciado. Confesso que era um pouco frustrante dormir em braços quentes e acordar em lençóis macios demais.

Às vezes, na parte do dia que ele dedicava para os treinos, eu ia vê-lo lutar, quase sempre com James, seu melhor amigo, que era um cara bem legal e engraçado além da conta. Em raras ocasiões, Adam lutava com outra pessoa. Gradativamente, notei que o público feminino da Tropa que assistia aos duelos interessantíssimos de Adam e James foi diminuindo. Algumas garotas me olhavam torto, outras apenas me encaravam com certa curiosidade. Aposto que se perguntavam "o que ele viu nela?" Eu também me fazia constantemente essa mesma pergunta. O que ele havia visto em mim? Beleza? Até pode ser, mas Adam me parece alguém que vê as coisas além disso. Até porque eu não era nenhuma miss universo.

Me lembrava muito bem de que quando cheguei, o clima da cidade era quente, digno dos verões da Califórnia. Mas agora, depois que o verão acabou e o outono deu as caras na metade de agosto, o vento estava cada vez mais frio. Naquele dia por exemplo, não deviam passar das uma da tarde, e eu já estava usando um dos vestidos do closet enorme que agora me pertencia, e um manto pesado. O vestido era feito de linho, forrado com voil branco e cordões na parte de trás, que estavam apertados ao ponto de adormecerem minhas costelas. O.k, não era para tanto, mas aquele aperto estava bem firme. O tecido do manto era vinho, bordado por toda sua extensão. Ele parecia pesado demais para mim, mas até que estava confortável. E seu capuz era um charme, realizava meu sonho eterno de me sentir em um conto de fadas.

E lá fora, na vila pitoresca e muito convidativa que cercava a colina onde ficava o castelo, eu parecia me misturar com todos os seres míticos que viviam por ali. Eles eram fantásticos, haviam seres híbridos por ali: metade humanos e animais, inteiramente animais falantes ou humanos com alguns poderes especiais, chamados magos. Morgana havia me explicado esses dias que na política de Ericantus havia diferença entre magos e feiticeiros. Para ser bem prático: feiticeiros já nasceram com seus dons, é algo genético; e magos precisam estudar, ler e aprender para ter esse tipo de poder.

Sorri, encarando a figura ilustrada de uma flor na página do livro que eu lia, que era sobre magia. Seu nome era "Encantos e feitiços: o grimório do Mago". Quando li sua lombada, meus olhos esqueceram todas as milhares de estantes dentro daquele cômodo.

Inconscientemente, ouvi um suspiro pesado, e ergui a sobrancelhas, erguendo o rosto. Eu estava em um café da cidade, que parecia mais uma versão um pouco mais humanizada de Ponyville*. Na calçada, onde estava a mesa a qual estava sentada, passou um sátiro de chifres dourados, usando um paletó de aparência cara.

Tirei meus olhos do sátiro e os maneei para os dois soldados parados na minha frente, de costas para meu rosto.  Estreitei os olhos e franzi os lábios. Os dois estavam com posturas eretas e sérios, usando armaduras brilhantes e com suas longas espadas apoiadas no chão de pedra. Todos que passavam os encaravam.

— Sabem que não precisam agir como se eu fosse a Rainha, não é? — encarei os cabelos azuis e ruivos dos soldados.

— Fomos designados para escoltá-la, senhorita. Não para tomar chá e ler um livro. — Adam respondeu, sem ao menos se virar.

— Aposto que você sabe que eu não estou bebendo chá. — falei, bebericando o resto do líquido doce.

Ele me olhou sobre o ombro, curvando os lábios de forma marota.

— Eu sei que você não bebe chá.

— Eu bebo chá. — James opinou, ainda parado em seu lugar.

— Ninguém perguntou. — Adam provocou o olhando, sínico.

— E eu não falei com você, Sterne. Falei com a senhorita. — ele se virou e piscou para mim, não pude deixar de soltar uma risadinha.

Adam me encarou e eu ergui a sobrancelha, inclinando a cabeça para o lado.

— Isso é um complô? Vocês são péssimos amigo e namorada.

— Achei que você fosse minha escolta no momento. — falei, fechando o livro e tirando de dentro do manto um saquinho de veludo preto. Dentro da xícara vazia, deixei uma moeda de prata.

Com muita dificuldade e negação, aceitei aquele saquinho cheio de moedas de bronze, prata e ouro da Rainha. A mesma havia dado à Adam e James a tarefa de me apresentaram a cidade e fazerem minha escolta, insistindo para que eu aceitasse aquele dinheiro para me divertir na Ponyville Humanizada. Me senti constrangida, mas aceitei. Cara, aquilo era bronze, prata e ouro de verdade! Eu não conseguia me imaginar segurando aquilo dentro do manto como se não valesse nada.

Me levantei da cadeira e ajeitei minhas roupas, erguendo o capuz e cobrindo meus cabelos. Guardei o saquinho de moedas novamente e tomei o livro em mãos, parando ao lado de Adam, que me encarava de olhar semicerrado.

— Posso ser sua escolta, mas ainda sou seu namorado. — falou.

Curvei os lábios, me divertindo em vê-lo irritado.

— Ele é possessivo, Edyth. Cuidado. — James advertiu, sorrindo de lado.

— Não sou, não.

— Aham. — James revirou os olhos e sorriu para mim. — Para onde quer ir agora, senhorita?

— Para de chamar ela assim, por favor? — Adam se virou para ele.

— E quer que eu chame ela de quê? Senhora? Até onde eu sei, ela não tem oitenta anos. — ele empurrou o amigo levemente e me olhou. — Milady?

— Pode me chamar só de Edyth. Eu não me importo com esses termos formais.

— Milady está ótimo. — Adam riu.

— Cala a boca, não está não. Apenas Edyth, por favor. — virei-me para James com um olhar que dizia "assunto encerrado".

Suspirei, passando a mão livre pelo manto, que estava fechado por uma liga abaixo do meu queixo, presa em um botão de bronze.

— Bem, que tal vocês me levarem para dar uma volta por aí? Qualquer lugar, apenas andar pelas ruas já me parece ótimo. — sorri com entusiasmo. — E eu quero a experiência completa.

— Vamos. — Adam indicou a rua com um manear de cabeça.

Andamos lado a lado, nós três, sendo eu no meio com James e Adam me protegendo com seus corpos cobertos de ferro polido e brilhante. Sorri, contradizendo minha fala e me sentindo a verdadeira rainha.

As ruas de Ericantus eram feitas de pedras, sabe aquelas pedras que a gente rala o joelho e arranca a tampa do dedão quando é criança? Então, mas estas eram uniformes e pareciam brilhantes aos meus olhos, era até engraçado de ver. Não haviam carros naquela dimensão, era comum ver carroças puxadas à cavalos ou apenas pessoas montadas nos animais. Em cada esquina, nas casinhas quase coloniais, havia pelo menos um guarda. Eles eram todos sérios, com as caras fechadas, assim como estava minha escolta alguns minutos atrás. Meus olhos se prendiam, na maior parte do tempo, nas casas incrivelmente ricas em detalhes. Elas eram lindas, a maioria feita de madeira ou pedras, o me deixava boquiaberta. As portas arqueadas, as janelas de madeira entalhada e os tetos de vidro em formato de cúpula.

Havia uma praça, não muito grande e nem tão pequena. Havia um parque para crianças, onde haviam várias delas aliás. Crianças centauros, sátiros pequenos e alguns elfozinhos de orelhas pontudas e esverdeadas. Li a vontade de ir até o parque nos olhos brincalhões de James, mas ele conteve a si mesmo. Quando dobramos uma esquina e o parque ficou para trás, vi seu olhar um pouco frustrado.

As lojas ali me faziam lembrar de Paris, não que eu já tenha ido lá. As vitrines expunham vestidos belos, bordados com muitas pedras e cristais, com vários estilos de cortes e tecidos. Com uma pontada de tristeza imaginei minha mãe, com seu vício em comprar, solta naquelas lojas. Ela teria um ataque. Me perguntei se eles aceitam cartão.

Em uma das lojas, eu quase engasguei. Era um loja que fazia vestidos e chapéus sob medida, um termo mais chique para costureira. A entrada dela era como a das outras: cheia de vestidos, joias, sapatos e chapéus. Mas ao fundo, depois dos balcões nas paredes cheios de tecidos e rendas, havia uma outra entrada, que me dava uma ampla visão do Museu do Louvre e aquela linda pirâmide arquitetônica. Quase quebrei o pescoço encarando aquela maravilha, vendo os parisienses e turistas andarem pra lá para cá, tirando inúmeras fotos, enquanto tentava acompanhar o passo de Adam e James.

No fim do passeio, umas duas horas depois, eu já tinha tomado sorvete de cogumelos — é gostoso! — e levava comigo uma fita de cabelo azul, dentro de uma pequena caixa. Adam insistiu para que eu a levasse, sabe-se lá por que. Já estávamos subindo a escadaria que subia a colina do Castelo de Ferro. Se eu que só estava usando um vestido e um manto, já estava querendo morrer ao subir aqueles degraus de pedra, eu nem queria imaginar o cansaço dos meninos dentro daquela armadura toda.

Os muros do castelo eram enormes, nem sei se eu poderia chutar uma medida. Vinte metros, talvez? Sei lá, só sei que era imenso. Eram pedras sobre pedras, com pontas afiadas no topo que era minúsculas de lá de baixo. Os portões eram de ferro forjado, com a insígnia da família real — que até onde eu sabia se resumia à Rainha Ambreer e o rebelado Victor. — em seu meio, se dividindo quando o portão enorme era aberto. A entrada para o castelo era protegida por guardas, aparentemente, os maiores que a Tropa tinham. Eu podia ver o quão corpulentos eles eram, mesmo por debaixo de todo aquele ferro e couro. Quando passei pelos guardas carrancudos, o suor grudando meus fios de cabelo na testa, me senti menor do que já sentia. Adam e James os cumprimentaram com um acenar de cabeça, soando mais camarada do que eu esperava.

Subimos mais um lance de escadas, que nos levavam até as portas douradas do castelo, que, adivinhem, era protegida por mais quatro montanhas humanas apelidadas de soldados. Dois deles abriram a porta dupla e pesada sem dificuldade nenhuma, sem mexer um único músculo facial.

Puxei o capuz para trás, sentindo o ar circular.

— Você está bem? — Adam me olhou, um sorrisinho se iniciando no canto de sua boca.

— Melhor impossível. — falei, com sérias dificuldades em respirar.

— É mesmo? Você parece estar prestes à ter um mal súbito. — James disse, sem uma única gota de suor em sua testa ou ao menos estava ofegante.

Encarei Adam, que estava tão bem quanto ele, nem pareciam ter subido meio quilômetro de escada. Humanos superdotados...

— Estou bem. Só preciso tomar um fôlego. — respirei fundo. — Todo mundo que sai tem que voltar pela escada?

— Foi por onde você saiu, não foi? — Adam riu.

— É, só que descer essa escada absurda é bem mais confortável que subir.

— É por isso que a maioria de nós usam as Fendas. — ele deu de ombros.

— E por que nós não usamos? — falei em um tom agudo, procurando por fôlego.

Adam sorriu de lado, pingando malícia e traquinagem daqueles deliciosos lábios que ele tinha.

— Achei que você quisesse a experiência completa. — ele me olhou, se vingando da história do "achei que você fosse a minha escolta".

Bufei, quase não acreditando que eu podia ter poupado os cinco quilos que eu perdi só naquela escada.

— Você é um babaca. Eu podia te bater.

— Duvido que conseguiria. — James riu, me olhando desafiador.

Arregalei os olhos, soltando um arquejo fraco.

— De que lado você está?

— Da treta. — ele riu, se afastando de nós. — Vejo o casal mais tarde? Tenho planos para nós.

— Planos? Que planos? Se eles incluírem aquela escada maldita, eu não vou. — cruzei os braços, sentindo a ponta da caixa em minhas costelas.

— Não se preocupe, Edyth. — ele me lançou uma piscadela, desaparecendo em um dos corredores laterais do hall. Eu não fazia ideia para onde ele estava indo.

Agora estávamos apenas nós dois, sozinhos debaixo daquele teto abobadado magnífico. Eu realmente queria conhecer quem fez aquilo, era simplesmente incrível. Todos aqueles desenhos, curvas e relevos eram dignos de um apertar de mãos, seguido por um "cara, tu é foda". Mas o artista que fez aquilo estava provavelmente morto.

— Cansada? — ele beijou meu rosto, se inclinando.

— Enérgica como um Red Bull. — ironizei.

— Vamos, eu te levo para o quarto. — ele sorriu.

Andamos pelos corredores, subimos escadas mais curtas e passamos por tapeçarias nas paredes. Elas eram lindas, não contavam nada em especial. Eram apenas figuras, paisagens e vez ou outra eram pessoas. Paramos no corredor onde ficava meu quarto, Adam abriu a porta e nós dois entramos.

Como explicar aquela obra de arte que era o meu quarto? Era grande, demasiado grande. Com mais espaço do que eu precisava, com certeza. A cama ficava ao fundo, em frente à uma janela enorme com cortinas de veludo. Os dosséis da cama pareciam nuvens, mas eu não gostava de deixá-los fechados, me dava sensação de sufocamento. Os lençóis eram macios, o edredom quente e me confortava nas noites frias de Ericantus. Havia uma escrivaninha, com papel e nanquim. Quem usava aquilo hoje em dia? Havia um largo espelho entre as portas do banheiro e do closet, emoldurado em prata. O cabideiro ficava ao lado da porta de entrada, onde eu pendurava meu manto toda vez que entrava no quarto, como fiz daquela vez.

No closet haviam vestidos de todos os jeitos e para todas as ocasiões, mas nenhum deles deixava sua majestosa beleza. A penteadeira era cheia de produtos de beleza mundanos, imaginei se haviam os colocado ali porque seriam mais familiares para mim. Me senti tocada com a forma atenciosa que me travavam. O banheiro era enorme, com uma banheira vitoriana confortável. Havia água encanada e energia elétrica no castelo e na cidade, coisas que foram adquiridas à construção arcaica depois que os tempos mudaram. Agora, como a água encanada e a energia elétrica chegavam em Ericantus, sendo que não havia nenhum poste de luz ou hidrelétrica na cidade, eu não sabia. Afinal, por que eles precisavam disso se eram um povo mágico? Magia resolve tudo, aparentemente. Ou quase tudo.

— Preciso de um banho. — reclamei, sentindo o vento varrer meus braços livres do peso do manto.

Adam segurou meus ombros por trás, afastando meus cabelos e beijando a pele exposta do meu pescoço.

— Posso te ajudar... se quiser. — ele falou baixinho, enquanto eu sentia o sorriso em seus lábios através de minha pele.

Sorri, me virando para ele. Beijei seus lábios por um momento, apreciando o sabor almiscarado que eles tinham.

— Aposto que poderia... — curvei os cantos da boca, beijando seu nariz, sua bochecha e sua mandíbula. — ... mas acho que você tem compromissos antes do jantar.

Me afastei, rindo ao ver seu rosto frustrado.

— Argh... posso matar um dia de trabalho. Ninguém vai morrer por causa disso.

— Não pode, não. Você vai para Arena e vai fazer todas aquelas coisas de soldado responsável que você faz todos os dias. — coloquei as mãos para trás, me aproximando com um sorriso travesso. — E aí, só aí, você poderá me ajudar com algo...

Eu estava há centímetros dele, sentindo sua respiração uniforme colidir com a pele quente do meu nariz. Ele curvou os lábios, interessado no assunto. Se inclinou, enquanto meu coração martelava no peito e arrepios subiam-me pela espinha. Suspirei, sentindo seus dedos tomarem meu rosto em suas mãos, segurando-o como se fosse um tesouro. Sorriu torto, me puxando para perto enquanto minhas mãos permaneciam no lugar onde estavam. Senti o sopro de seu suspiro em meus lábios, entreabrindo-os, pronta para receber seu beijo quente...

A porta se abre em um rompante, sendo escancarada de uma só vez. James a segura pela maçaneta, com um largo sorriso, mas apenas eu podia vê-lo. Adam, com as mãos ainda em meu rosto, revirou os olhos fortemente, respirando fundo. Ele já até sabia quem era quando se virou, encarando James com seus olhos azuis e fatais.

— Ops, interrompi algo? — ele se quer se deu o trabalho de fingir estar constrangido, sorria descaradamente em nossa direção. — Espero que não, trouxe notícias sobre a nossa noite.

— Como chegou aqui tão rápido? — perguntei.

— Nossa noite? A que você acabou de estragar? — Adam gesticulou com o indicador o espaço entre nós dois.

— Vocês têm a vida inteira para transar, menos, por favor. — ele revirou os olhos.

— Posso escorregar nas escadas, bater a cabeça e morrer por traumatismo craniano daqui cinco minutos. — Adam o encarou.

— Dramático... enfim, já temos nossos planos. Nós vamos ao Jade Hall essa noite, depois do jantar e eu não aceito "não" como resposta.

— Não. — Adam cruzou os braços, como se já fosse óbvia sua resposta.

— Você vai de qualquer jeito, Adam. Quer apostar?

Meu namorado ergueu uma sobrancelha, com cara de tédio, em desafio à James.

O melhor amigo de Adam Sterne sorriu, convicto de que iria ganhar aquela aposta. Seus olhos pousaram em mim, o sorriso convencido intacto em seus lábios.

— Edyth. Gostaria de ir conosco até o Jade Hall, o melhor bar da cidade, para tomarmos alguma coisa?

Olhei para Adam com os lábios pressionados. Era claro que eu queria ir, adoraria conhecer qualquer coisa que fosse sobre a cidade.

Adam praguejou, revirando os olhos.

— Maravilha. Vamos encher a cara essa noite.

Ele me deu um beijo rápido, segurando James pelo braço e o tirando do quarto. Observei, com a cabeça para fora da porta, os dois caminhando pelos corredores enquanto discutiam um com o outro, desaparecendo um tempo depois.


Notas Finais


Ponyville*: cidade ficticia do desenho infantil "My Little Pony: A amizade é mágica". (kasgajsak eu amo esse desenho)

E aí monas, oq acharam? Eu ando bem duvidosa com a minha escrita, então se vocês puderem dar aqueles toques de como melhorar... agradecerei e muuuito, o.k? Espero que tenham gostado, esto feliz pq consegui atualizar as duas histórias hoje! Yay! XOXO bbs!

Até mais '3'


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