História Dark Love-Imagine Jungkook - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Exibições 105
Palavras 3.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OII POVO DEMOREI MAIS CHEGUEI

Desculpas pela demora agora sim e um capítulo cheirozinho pra vocês um beijo nos vemos nas notas finais boa leitura

Capítulo 1 - The Eye


Fanfic / Fanfiction Dark Love-Imagine Jungkook - Capítulo 1 - The Eye

Eu olho com frustração para mim mesma no espelho. Maldito cabelo, ele simplesmente não se comporta, e maldita Katielly Kavanagh por estar doente e me sujeitar a esta provação. Eu devia estar estudando para meus exames  finais, que será  na  semana  que vem, mas estou  aqui tentando escovar meus cabelos até que eles se submetam. Eu não devo dormir com ele molhado. Eu não devo dormir com ele molhado.  Recitando esta ladainha várias vezes, eu tento, mais uma vez, deixa-los sob controle com a escova. Eu  reviro meus  olhos em exasperação  e olho para a pálida menina de cabelos castanhos com olhos azuis muito grandes para seu rosto, olhando fixamente de volta para mim, e desisto. Minha única opção é conter meu cabelo rebelde em um rabo-de-cavalo e esperar que eu pareça meio apresentável.

Kate é minha companheira de quarto, e ela escolheu justamente hoje para sucumbir à gripe.

Então, ela não podia comparecer a entrevista que ela agendou, com algum magnata mega industrial que eu nunca ouvi falar, para o jornal estudantil. Então eu tive que me voluntariar. Eu tenho exames finais para estudar, uma redação para terminar, e eu devia estar trabalhando esta tarde, mas não, hoje eu tenho que dirigir duzentos e sessenta e cinco quilômetros para o centro de Seattle a fim de encontrar o enigmático CEO1 da Grey Enterprises Holdings Inc. Como um empresário excepcional e benfeitor  importante  de  nossa  Universidade,  seu  tempo  é extraordinariamente precioso, muito mais precioso que o meu, mas, ele concedeu a Kate uma entrevista. Um verdadeiro golpe de sorte, ela me disse. Maldita atividades extracurriculares dela.

Kate está encolhida no sofá na sala de estar.

— Lah, eu sinto muito. Demorei nove meses para conseguir esta entrevista. Levará outros seis para reagendar, e nós duas vamos estar formadas até lá. Como editora, eu não posso estragar isto. Por favor, — Kate me implora em sua voz rouca, de garganta inflamada. Como ela faz isto? Mesmo doente ela parecia atrevida e magnífica, com cabelos ruivos dourados e olhos verdes brilhantes, embora agora avermelhados e com coriza nasal. Eu ignoro minha pontada de simpatia indesejada.


— Claro que eu vou Kate. Você deve voltar para a cama. Você gostaria de um pouco de Nyquil ou Tylenol? 2


— Nyquil, por favor. Aqui estão às perguntas e meu mini-gravador. Apenas aperte gravar aqui. Faça anotações e eu transcreverei tudo.


— Eu não sei nada sobre ele, — eu murmuro, tentando e falhando em suprimir meu pânico crescente.


— As perguntas virão ao seu encontro. Vá. É uma longa viagem. Eu não quero que você se atrase.


— Ok, eu estou indo. Volte para a cama. Eu fiz uma sopa para você aquecer mais tarde. — Eu olho para ela ternamente.  Só por você, Kate, eu farei isto.


— Eu sei. Boa sorte. E obrigado Lah, como sempre, você é minha salvadora.


Juntando minha mochila, eu sorrio ironicamente para ela, então me dirijo porta afora para o carro. Eu não posso acreditar que eu deixei Kate me convencer disto. Entretanto, Kate pode convencer qualquer um de qualquer


coisa.


Ela vai ser uma jornalista excepcional. Ela é articulada, forte, persuasiva, argumentativa, bonita  e  ela  é  minha  mais  querida, querida amiga.


As estradas estão limpas quando eu parto de Vancouver, com acesso a Washington em direção a Portland e a I-5. É cedo, e eu não tenho que estar em Seattle até às duas da tarde. Felizmente, Kate me emprestou seu desportivo Mercedes CLK. Eu não tenho certeza se Wanda, meu velho besouro VW, faria a jornada a tempo. Oh, o Merc. é uma diversão de dirigir, e as milhas escapam quando eu piso no pedal até o fundo.


Meu destino é a sede global da empresa do Sr. Jeon. É um edifício comercial  enorme  de  vinte  andares,  todo  em  vidro  curvo  e  aço,  uma estrutura arquitetônica fantástica, com Jeon House3  escrito discretamente em aço acima das portas de vidro dianteiras. É uma e quarenta e cinco quando eu chego, estou tão aliviada de não estar atrasada quando eu entro na enorme, e francamente intimidante portaria de vidro e aço, em arenito branco.


Atrás do balcão de arenito sólido, uma muito atraente, adestrada, jovem loira sorri agradavelmente para mim. Ela está vestindo um terninho carvão e camisa branca, mais elegante que eu já vi. Ela parece imaculada.


— Eu estou aqui para ver o Sr. Jeon.  Laíse por Katielly um momento, Senhorita Steele. — Ela arqueia sua sobrancelha  ligeiramente  quando  eu  permaneço  conscientemente  diante dela.

 Eu começo a desejar que eu ter pegado emprestado um dos blazers formais de Kate em lugar de vestir minha jaqueta azul marinho. Eu fiz um esforço e vesti minha única saia, minhas comportadas botas marrons até os joelhos e um suéter azul. Para mim, isto é inteligente. Eu enfio um dos fugitivos tentáculos de meus cabelos para trás de minha orelha enquanto eu finjo que ela não me intimida.


— Senhorita Kavanagh é esperada. Por favor, registre-se aqui, Senhorita Steele. Você irá até o último elevador à direita, pressione para o vigésimo andar. — Ela sorri amavelmente para mim, divertida, sem dúvida, quando eu me registro.


Ela me dá um crachá de segurança que tem VISITANTE muito firmemente estampado na frente. Eu não posso evitar meu sorriso. Certamente é óbvio que eu estou só de visita. Eu não encaixo aqui mesmo.


Nada  muda,  eu  interiormente  suspiro.  Agradecendo  a  ela,  eu caminho para o banco de elevadores passando os dois homens da segurança que estão muito mais bem vestidos do que eu estou, em seus ternos pretos bem cortados.


O elevador me leva rapidamente com máxima velocidade para o vigésimo andar. As portas deslizam abrindo, e eu estou em outra grande entrada, mais uma vez toda em vidro, aço e arenito branco. Eu sou confrontada por outra mesa de arenito e outra jovem loira vestida impecavelmente em preto e branco, que levanta para me saudar.


— Senhorita Steele, você poderia esperar aqui, por favor? — Ela aponta para uma área acomodada por cadeiras de couro branco.


Atrás das cadeiras de couro está uma espaçosa sala de reunião envidraçada,  cercada  por  uma  mesa  de  madeira  escura,  igualmente espaçosa e pelo menos vinte cadeiras harmonizadas ao redor dela. Além disto, tinha uma janela do chão ao teto com uma visão do horizonte de Seattle, que mostrava a cidade em direção ao Sound.4  É uma vista deslumbrante, e eu fico momentaneamente paralisada pela visão. Uau.


Eu me sento, pesco as perguntas de minha mochila, e dou uma repassada nelas, amaldiçoando interiormente Kate por não me fornecer uma breve biografia. Eu não conheço nada sobre este homem que estou para entrevistar. Ele pode ter noventa anos ou pode ter trinta. A incerteza está me irritando, e meus nervos ressurgem, fazendo com que eu fique incomodada. Eu nunca fico confortável com uma entrevista em pessoa, preferindo o anonimato de uma discussão de grupo onde eu posso me sentar imperceptivelmente na parte de trás da sala. Para ser honesta, eu prefiro


minha própria companhia, lendo um romance clássico britânico, enrolada em uma  cadeira  na  biblioteca do  campus.  Não sentada  se  contorcendo nervosamente em um colossal edifício de vidro e pedra.


Eu reviro meus olhos para mim mesma. Mantenha o controle, Steele. A julgar pelo edifício, que é muito clínico e moderno, eu imagino que Jeon está em seus quarenta: em forma, bronzeado, e de cabelos loiros para combinar com o resto do pessoal.


Outra elegante, impecavelmente vestida loira sai de uma grande porta à direita. O que é isso tudo com as loiras imaculadas? É como Stepford5 aqui. Respirando fundo, eu me levanto. — Senhorita Steele? — A mais recente loira pergunta.


— Sim, — eu coaxo, e clareio minha garganta. — Sim. — Agora, isto soou mais confiante.

— O Sr. Jeon irá recebê-la em um momento. Eu posso pegar seu casaco?


— Oh, por favor. — Eu luto para tirar a jaqueta.


— Já foi oferecido a você alguma bebida?


— Hum, não. — Oh Deus, a Loira Número Um está em problemas?


A  Loira  Número  Dois  franziu  o  cenho  e  olhou  a  jovem  na escrivaninha.


— Você gostaria de um chá, café, água? — Ela pergunta, voltando sua atenção para mim.


— Um copo de água. Obrigada, — eu murmuro.


— Olivia, por favor, vá buscar para Senhorita Steele um copo de água. — A voz dela é grave. Olivia foge imediatamente e se apressa para uma porta no outro lado do saguão.


— Minhas desculpas, Senhorita Steele, Olivia é nossa nova estagiária. Por favor, sente-se. O Sr. Jeon levará mais cinco minutos.


Olivia retorna com um copo de água gelada.


— Aqui está, Senhorita Steele.


— Obrigada.


A Loira Número Dois marcha para a grande escrivaninha, seus saltos clicando e ecoando no chão de arenito. Ela se senta, e ambas continuam seu trabalho.


Talvez o Sr. Jeon insista que todos os seus empregados sejam loiros. Eu me pergunto ociosamente se isto é legal, quando a porta do escritório abre e um alto, elegantemente vestido, atraente homem Afro-Americano com curtos dreads sai. Eu definitivamente vesti as roupas erradas.


Ele se vira e diz pela porta. — Golfe, esta semana, Grey.


Eu  não  ouço  a  resposta. Ele  vira-se, me vê, e  sorri, seus  olhos escuros enrugando nos cantos. Olivia salta e chama o elevador. Ela parece se destacar em pular de sua cadeira. Ela está mais nervosa que eu!


— Boa tarde, senhoras, — ele diz enquanto parte pela porta deslizante.


— O Sr. Jeon verá você agora, Senhorita Steele.  Siga-me, — A Loira


Numero Dois diz.


Eu estou bastante tremula tentando suprimir meus nervos. Juntando minha mochila, eu abandono meu copo de água e faço meu caminho para a porta parcialmente aberta.


— Você não precisa bater, apenas entre. — Ela amavelmente sorri.


Eu  empurro  a  porta  aberta  e  cambaleio,  tropeçando  em  meus próprios pés, e caio de cabeça dentro do escritório.


Merda dupla: eu e meus dois pés esquerdos! Eu estou em minhas mãos e de joelhos na porta de entrada do escritório do Sr. Jeon, e mãos gentis estão ao meu redor me ajudando a levantar. Eu estou tão envergonhada, maldita falta de jeito. Eu tenho que lançar meu olhar para cima. Puta que pariu, ele é tão jovem.


— Senhorita Kavanagh. — Ele estende uma mão com longos dedos para mim, uma vez que eu fico de pé. — Eu sou Jeon Jungkook. Você está bem? Você gostaria de se sentar?


Tão jovem, e atraente, muito atraente. Ele é alto, vestido em um fino terno cinza, camisa branca e gravata preta, com incontroláveis cabelos cor de cobre e intensos, luminosos olhos cinza claro que me observam astutamente. Leva um momento para eu encontrar minha voz.


— Hum hum. Perfeitamente — eu murmuro. Se este cara está acima dos trinta então eu sou o tio Macaco.6  Em uma confusão, eu coloco minha mão na dele e nós levamos um choque. Quando nossos dedos se tocam, eu sinto um estimulante e estranho calafrio, correndo através de mim.  Eu  retiro  minha  mão  apressadamente,  envergonhada.  Deve  ser estática. Eu pisco rapidamente, minhas pálpebras harmonizando minha frequência cardíaca.


— A Senhorita Kavanagh está indisposta, então ela me enviou. Eu espero que você não se importe, Sr. Jeon.


— E você é? — Sua voz é morna, possivelmente divertida, mas é difícil   dizer   por   sua   expressão   impassível.   Ele   parece   ligeiramente interessado, mas acima de tudo, educado.


— Laíse Steele. Eu estudo Literatura inglesa com Kate, hum…


Katherine… hum… Senhorita Kavanagh do Estado de Washington.


— Entendo, — ele simplesmente diz. Eu penso ver um fantasma de um sorriso em sua expressão, mas eu não estou certa. — Você gostaria de se sentar? — Ele acena em direção a um sofá de couro branco em forma de L.


Seu escritório é muito grande para um homem só. Na frente das janelas que vão do chão ao teto, há uma enorme escrivaninha moderna de madeira  escura,  que  seis  pessoas  poderiam  comer  confortavelmente ao redor. Combinando a mesa de café com o sofá. Todo o resto é branco, teto, pisos e paredes, exceto, a parede perto da porta, onde estava um mosaico pendurado de pequenas pinturas, trinta e seis delas dispostas em um quadrado. Elas são primorosas, uma série de objetos mundanos esquecidos, pintados com tal detalhe preciso que eles parecem com fotografias. Exibidos juntos, eles são de tirar o fôlego.


— Um artista local. Trouton, — Grey diz quando ele pega meu olhar.


— Elas são adoráveis. Elevando o ordinário para o extraordinário, — eu murmuro distraída, tanto por ele como pelas pinturas. Ele vira sua cabeça para um lado e me fixa atentamente.


— Eu concordo plenamente, Senhorita Steele, — ele responde, sua voz suave e por alguma razão inexplicável eu me encontro corando.


Além das pinturas, o resto do escritório era frio, limpo e clínico. Eu me pergunto se isto reflete a personalidade do Adônis, que afunda graciosamente em uma das cadeiras de couro branco á minha frente. Eu agito minha cabeça, transtornada com a direção de meus pensamentos, e recupero as perguntas de Kate da minha mochila. Em seguida, eu instalo o mini gravador e sou toda dedos e polegares, o deixando cair uma segunda vez na mesa de café à minha frente. O Sr. Jeon não diz nada, esperando pacientemente “eu espero” enquanto eu me torno cada vez mais envergonhada e frustrada. Quando eu tomo coragem para olhá-lo, ele está me observando, uma mão relaxada em seu colo e a outra embaixo de seu queixo e arrastando o seu longo dedo indicador através de seus lábios. Eu acho que ele está tentando conter um sorriso.


— Desculpe-me, — eu gaguejo. — Eu não estou acostumada a isto.


— Leve o tempo que você precisar, Senhorita Steele, — ele diz.


— Você se importa se eu gravar suas respostas?


— Depois que você teve tantas dificuldades para instalar o gravador, agora que você me pergunta?


Eu coro. Ele está tirando sarro de mim? Eu espero. Eu pisco para ele, sem saber o que dizer, e acho que ele fica com pena de mim porque ele cede.


— Não, eu não me importo.


— Será que Kate, eu quero dizer, a Senhorita Kavanagh, explicou para o que é a entrevista?


— Sim. Para aparecer na edição de graduação do jornal estudantil quando eu outorgar o diploma na cerimônia de graduação deste ano.

 


Oh!   Isto é novidade para mim, e eu estou temporariamente preocupada pelo pensamento de que alguém não muito mais velho do que eu, Ok, talvez uns seis anos mais ou menos, e ok, mega- bem sucedido, mas, ainda assim, vai me apresentar em minha licenciatura. Eu franzo a testa, arrastando minha teimosa atenção de volta à tarefa à mão.


— Bem, — eu engulo nervosamente. — Eu tenho algumas perguntas, Sr. Jeon. — Eu aliso um cacho perdido de cabelo atrás de minha orelha.


— Eu achei que você teria, — ele diz, impassível. Ele está rindo de mim. Minhas bochechas esquentam com a percepção, e eu me sento reta e enquadro meus ombros em uma tentativa de parecer mais alta e mais intimidante. Apertando o botão iniciar do gravador, eu tento parecer profissional.


— Você é muito jovem para ter acumulado tal império. Há que você deve seu sucesso? — Eu olho para ele. Seu sorriso é arrependido, mas ele parece vagamente desapontado.


— Negócios é tudo sobre pessoas, Senhorita Steele e eu sou muito bom em julgar as pessoas. Eu sei como elas marcam, o que as faz florescer, o que não faz, o que as inspira, e como incentivá-las. Eu emprego um time excepcional, e eu os recompenso bem. — Ele pausa e me fixa com seu olhar cinza. — Minha convicção é de alcançar o sucesso em qualquer esquema, alguém tem que se fazer mestre deste esquema, conhecê-lo de dentro para fora, saber todos os detalhes. Eu trabalho duro, muito duro para fazer isto. Eu tomo decisões baseadas em lógica e fatos. Eu tenho um instinto natural que pode localizar e nutrir uma boa ideia sólida e boas pessoas. O resultado final é sempre estabelecido para as boas pessoas.


— Talvez você seja apenas sortudo. — Isto não está na lista de Kate, mas ele é tão arrogante. Seus olhos chamejam momentaneamente em surpresa.


— Eu não acredito em sorte ou azar, Senhorita Steele. Quanto mais duro eu trabalho mais sorte eu pareço ter. Realmente é tudo sobre ter as pessoas certas em seu time e dirigindo suas energias neste sentido. Eu acho que foi Harvey Firestone quem disse “o crescimento e desenvolvimento das pessoas é a maior vocação de liderança.


— Você soa como um maníaco por controle. — As palavras saíram de minha boca antes que eu possa detê-las.


— Oh, eu exerço controle em todas as coisas, Senhorita Steele, — ele diz sem rastro de humor em seu sorriso. Eu olho para ele, e ele segura o meu olhar continuamente, impassível. Meu batimento cardíaco acelera, e meu rosto fica corado novamente.


Por que ele tem tal efeito irritante sobre mim? Sua beleza opressiva talvez? O modo como seus olhos brilham para mim? O modo como ele acaricia com o dedo indicador seu lábio inferior? Eu gostaria que ele parasse de fazer isto.

 


— Além disso, o imenso poder é adquirido assegurando-se em seus devaneios  secretos,  que  você  nasceu  para  controlar  as  coisas,  —  ele continua, sua voz suave.


— Você sente que tem imenso poder? — Maníaco por controle.


— Eu emprego mais de quarenta mil pessoas, Senhorita Steele. Isso me dá certo sentido de responsabilidade…. poder, se assim prefere. Se decidisse que já não me interesso mais pelos negócios de telecomunicações e vendesse tudo, vinte mil pessoas teriam grandes dificuldades em pagar suas hipotecas no final do mês então.


Minha boca abriu. Eu estou espantada pela sua falta de humildade.


— Você não tem um conselho ao qual responder? — Eu pergunto, repugnada.


— Eu possuo a minha empresa. Eu não tenho que responder para um conselho. — Ele levanta uma sobrancelha para mim.


Eu ruborizo. Claro, eu saberia disto se eu tivesse feito alguma pesquisa. Mas puta merda, ele é tão arrogante. Eu mudo de rumo.


— E você tem algum interesse fora de seu trabalho?


— Eu tenho interesses variados, Senhorita Steele. — A sombra de um sorriso toca seus lábios. — Muito variado. — E por alguma razão, eu estou confusa e inflamada por seu olhar firme. Seus olhos estão iluminados com algum pensamento mau.


— Mas se você trabalha tão duro, o que você faz para relaxar?


— Relaxar? — Ele sorri, revelando dentes brancos perfeitos.


Eu paro de respirar. Ele realmente é lindo. Ninguém devia ser tão

 


bonito.

 


— Bem, para “relaxar” como você diz, eu velejo, eu vôo, eu desfruto

 


de várias atividades físicas.


Ele desloca-se em sua cadeira. — Eu sou um homem muito rico, Senhorita Steele e tenho passatempos caros e absorventes.


Eu olho depressa as perguntas de Kate, querendo sair deste assunto.


— Você investe em fabricação. Por que, especificamente? — Eu pergunto. Por que ele me faz tão desconfortável?


— Eu gosto de construir coisas. Eu gosto de saber como as coisas funcionam: o que torna as coisas marcantes, como construir e destruir. E eu tenho um amor por navios. O que eu posso dizer?


— Isso soa como seu coração falando, em lugar da lógica e fatos. Ele faz trejeitos com a boca, e olha de forma avaliadora para mim.


— Possivelmente. Embora existem pessoas que diriam que eu não tenho coração.


— Por que eles diriam isto?


— Porque eles me conhecem bem. — Seu lábio enrola em um sorriso irônico.

 


— Seus amigos dizem que você é fácil de conhecer? — E eu lamento a pergunta assim que eu falo. Não está na lista de Kate.


— Eu sou uma pessoa muito privada, Senhorita Steele. Eu percorro um caminho longo para proteger minha privacidade. Eu não costumo dar entrevistas, — ele vagueia.


— Por que você concordou em fazer esta aqui?


—  Porque  eu  sou  um  benfeitor da  Universidade, e  para  todos  os efeitos, eu não consegui tirar a Senhorita Kavanagh de minhas costas. Ela insistiu e insistiu com meu pessoal de Relações Públicas, e eu admiro esse tipo de tenacidade.


Eu sei o quanto Kate pode ser tenaz. É por isso que eu estou sentada aqui me contorcendo desconfortavelmente, sob o seu olhar penetrante, quando eu tinha que estar estudando para meus exames.


— Você também investe em tecnologias agrícolas. Por que você está interessado nesta área?


—  Nós  não  podemos  comer  dinheiro,  Senhorita  Steele,  e  existem muitas pessoas neste planeta que não tem o suficiente para comer.


—  Isso  soa  muito  filantrópico.  É  algo  que  você  sente apaixonadamente? Alimentar os pobres do mundo?


Ele encolhe os ombros, muito reservado.


— É um negócios astuto, — ele murmura, entretanto eu penso que ele não está sendo sincero. Isso não faz sentido, alimentar os pobres do mundo? Eu não posso ver os benefícios financeiros disto, só a virtude do ideal. Eu olho para a próxima pergunta, confusa por sua atitude.


— Você tem uma filosofia? Nesse caso, qual é?


— Eu não tenho uma filosofia como essa. Talvez um princípio do orientador Carnegie: “Um homem que adquire a habilidade de tomar posse completa de sua própria mente, pode tomar posse de qualquer outra coisa a que ele por justiça tem direito”. Eu sou muito peculiar, impulsivo. Eu gosto de controlar, a mim mesmo e aqueles ao meu redor.


— Então você quer possuir coisas? — Você é um maníaco por controle.


— Eu quero merecer possuí-las, mas sim, no resultado final, eu quero.


— Você soa como o consumidor irrevogável.


— Eu sou. — Ele sorri, mas o sorriso não toca seus olhos. Novamente isto está em conflito com alguém que quer alimentar o mundo, então eu não posso evitar pensar que nós estamos conversando sobre outra coisa, mas eu estou absolutamente confusa sobre o que é isto. Eu engulo em seco. A temperatura na sala está subindo ou talvez seja apenas eu. Eu só quero que esta entrevista termine. Seguramente Kate tem material suficiente agora? Eu olho para a próxima pergunta.


— Você foi adotado. Até que ponto você acha que isto formou o que você é? — Oh, isto é pessoal. Eu fico olhando para ele, esperando que ele não se ofenda. Sua testa enruga.

 


— Eu não tenho como saber. Meu interesse é despertado.


— Que idade você tinha quando você foi adotado?


— Esta é uma questão de registro público, Senhorita Steele. — Seu tom é duro. Eu ruborizo, novamente. Merda.


Sim claro que, se eu soubesse que eu faria esta entrevista, eu teria


feito algumas pesquisas.


Eu continuo depressa.


— Você teve que sacrificar uma vida familiar por seu trabalho.


— Isto não é uma pergunta. — Ele é conciso.


— Desculpe. — Eu me contorço, e ele me faz sentir como uma criança errante. Eu tento novamente. — Você teve que sacrificar uma vida em família por seu trabalho?


— Eu tenho uma família. Eu tenho um irmão e uma irmã e pais amorosos. Eu não estou interessado em estender minha família além disto.


— Você é gay, Sr. Jeon?


Notas Finais


Obrigado gente de agora em diante eu não vou mais demora e como recompensa por eu ter pesado esses dias estudando e fazendo provas ta ai um cap maior obrigada gente pelos favoritos eu to muito Feliz e ate o próximo se tudo der certo eu posto no natal se não só segunda bjs no kokoroto feliz natal


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