História Dark Paradise - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Criminal
Visualizações 8
Palavras 1.008
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O início de uma história


Ser acordada às 20h pelo meu pai significa que o jantar está pronto. Eu havia dormido das 9 da manhã até então, por isso decidi tomar um banho e me vestir. Afinal de contas, eu iria conhecer minha nova "família". Vesti uma calça jeans azul escura, um tênis branco e um suéter vinho. Fiz um rabo de cavalo e desci as escadas ainda sonolenta. Minhas costas doíam bastante.

— Olá – disse às três pessoas de pé conversando na sala de estar.

— Olá! Caramba, não sabe o quanto ouvi falar de você. É ainda mais linda! – a mulher, Kaia, disse me abraçando. Retribuí o abraço.

— Muito obrigada, Kaia.

— Filha, este é Jason, filho da Kaia.

Jason tinha cerca de 1.80m, os cabelos descoloridos estavam penteados para trás. Ele tinha tatuagens cobrindo os dois braços, no pescoço e sabe-se lá onde mais. Usava brincos prateados nas duas orelhas e tinha um corpo muito, muito bonito. Uau.

— Olá. Então foi de você que eu ouvi falar desde que Will casou-se com minha mãe – Jason abraçou-me, e seguindo o exemplo do meu pai, tirou-me do chão. O que foi extremamente esquisito. Eu me sentia uma criança idiota.

— Acho que devemos ir comer!

Meu pai disse isso com um grande sorriso levando-nos para a sala de jantar, onde duas moças não muito mais velhas que eu serviram nossa comida.

— Filha, estas são Emanuele, que você deve chamar de Manu, e Sarah. São a cozinheira e a empregada. Garotas incríveis, você pode contar com elas.

— Olá – sorri para as duas que sorriram de volta nada tímidas. Pareciam até animadas, e eu ri com isso.

O jantar transcorreu sem mais acontecimentos interessantes, apesar de toda aquela conversa estranha sobre namorados e vida sexual. E eu não tinha nenhum dos dois. Ao fim do jantar, meu pai anunciou:

— Filha, você já viu que tem a chave de um Audi no seu quarto, certo? – assenti animada – Venha vê-lo.

Caminhamos até a garagem que tinha exatamente três carros. E entre eles, um Audi R8 preto que era simplesmente meu sonho de consumo. Sorri.

Não, meu pai não me dera o carro por dar, ou apenas para me mimar. Ele queria que o quarto, o celular, o Notebook e o carro me deixassem feliz e me fizessem esquecer por algum tempo o porquê de eu estar ali. Eu jamais conseguiria esquecer, mas era grata pelo esforço.

— Muito obrigada, pai. Mesmo. Você é o melhor – falei com um sorriso e ele me abraçou. Estava claramente emocionado. Era uma situação complicada para todos nós.

Em poucos minutos, todos nós nos reunimos na sala de estar para assistir ao noticiário. Enquanto meu pai e Kaia prestavam extrema atenção, Jason e eu mexíamos no celular. De repente, ele bloqueou o meu e me olhou.

— Quer dar uma volta? – assenti. Avisamos que íamos sair e eles não deram a mínima. Entrei na Ferrari preta fosca de Jason e enquanto ele dirigia, me fazia perguntas – Quantos anos você tem?

— 17.

— Só? Caramba – não soube exatamente o que ele quis dizer com "caramba", mas preferi ignorar – Onde você nasceu?

— Manhattan.

— E aquilo que disse no jantar sobre nunca ter namorado? É verdade?

— Sim. Nunca tive nada sério com ninguém.

— Ah, eu sei como é. Também não.

— Mas você já tem 23 anos, né? Achei que tinha uma namorada, sei lá – Jason riu de algo que aparentemente só ele entendia.

— Olha, eu não tenho tanta pressa. Aliás, nem sei se quero ter algo sério com alguém. A vida não se resume a estudar, trabalhar, casar, ter filhos, se aposentar e morrer. Entende?

Eu achava isso extremamente profundo e era exatamente como eu me sentia. Não queria que minha vida se resumisse a esse estereótipo imposto pela sociedade, como se você fosse algum tipo de massa que precisava ser despejada em um molde de "vida perfeita" que de perfeita não tinha nada.

— Você tem toda a razão... Qual seu sobrenome?

— Black. Pretende me chamar assim? Acho extremamente sexy – revirei os olhos. Ele fazia o tipo babaca, que ótimo.

— Quer saber? Prefiro chamar você de Jason.

— Como quiser – ele deu de ombros – Chegamos. Esta é a minha casa.

Casa? Jason morava em uma mansão dessas que você acha que só vai ver em filme. E o que mais chamava atenção não eram os vários carros estacionados ali, mas sim a quantidade de seguranças e câmeras. Senti-me como se estivesse prestes a entrar na Casa Branca.

— Caramba, pra que tanto segurança?

— Preciso proteger meu império, né, princesa?

O interior da casa de Jason era igualmente interessante, com uma decoração extremamente masculina e linda. Cada detalhe parecia-se com ele de alguma forma.

A minha surpresa foi chegar na sala de estar e encontrá-la cheia de homens aparentemente da mesma idade de Jason.

— Estes são Luke, Liam e Dean, eles moram aqui também, mas é bom frisar que me pagam aluguel – Jason me apresentou aos outros, disse que trabalhavam com ele.

Passamos cerca de uma hora e meia lá discutindo assuntos diversos. Era estranho conseguir conversar tão abertamente com caras seis ou mais anos mais velhos que eu, mas eu me sentia à vontade e eles não sabiam o porquê de eu estar ali, então nenhum deles sentia pena de mim. Era simplesmente a melhor sensação do mundo.

— Tudo bem, são 22h e amanhã é seu primeiro dia de aula, está lembrada? – assenti – Vou levar você de volta. Fechem tudo, seus idiotas, vou dormir lá hoje, de manhã chego.

A viagem de volta foi totalmente em silêncio. Apesar de tudo, eu me sentia feliz, algo me dizia que as coisas no Canadá dariam certo. Me perguntei se eu não deveria ter morado com meu pai desde o início. Eu sei que minha mãe sentiria minha falta e eu dela, mas talvez se tivesse sido assim desde o início, não estivesse doendo tanto agora. Talvez eu estivesse ainda mais feliz por ser aceita, por poder conversar com pessoas normais que não tinham seus nomes estampados nos jornais por causa de fotos postadas nas redes sociais. Apesar de que, com todo o dinheiro que eles tinham, me admirava que eu nunca tivesse ouvido falar de nenhum deles.



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