História Dark Paradise - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB), Fallen, Jeremy Irvine, Kaya Scodelario, Sebastian Stan, Sussurro (Hush, Hush)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Kaya Scodelario, Personagens Originais, Sebastian Stan
Tags Andrew Biersack, Anjos, Anjos Caídos, Black Veil Brides, Demonios, Drama, Fallen
Exibições 184
Palavras 2.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


IMPORTANTE
Olá minhas e meus Little Angels. Vim no tempo correto, não é mesmo? E prometo nunca mais entupir vocês com tantos capitulos sendo postados um atrás do outro, foi uma atitude precisa, mas que detestei.
Bem, acho que todo mundo sabe que o capitulo anterior me deu uma tremenda vontade de cometer suicídio, simplesmente odiei a mim mesma por criar aquele negócio. No entanto, pra compensar, amei cada palavrinha deste aqui, foi um dos meus três capitulos preferidos até aqui, tão amorzinho <3 Espero que gostem de ler ele tanto quanto gostei de escrever.

- Muitas vieram conversar comigo sobre o Jeremy não ter aparecido no capitulo anterior e terem ficado curiosas, então, calma gente, por enquanto o menino está sumido porque preciso dar maior destaque a outras relações aqui, porém, não está longe da parte em que ele será de extrema importância, logo, tudo será esclarecido.
- Pra vocês terem noção de como gostei de escrever isso aqui, terminei o capitulo inteiro em cerca de três horas em cima da minha cama, sem pausas, só com o lápis e o caderno em mãos.
- Pra quem não sabe, iniciei uma nova fanfic, e ele tem um conteúdo "original". Se passa em um sanatório, ou seja, a loucura é um dos temas abordados, se bem que puxa mais para o lado da psicose (psicopatas). Irie deixar o link nas notas finais, e garanto que irão gostar se decidirem ler, mas já aviso, terá extenso conteúdo sexual explícito de diversas formas, até as mais revoltantes, como o estupro, até porque, é um hospício e não uma casinha de bonecas. Ahhh e claro, tem um personagem que vai deixar voces todas caidinhas.
- Para spoilers tanto de Dark Paradise quanto de The Sociopath, entrem no grupo do facebook (link nas notas finais).
- Meta de comentários: No minimo OITO.

Amo todos vocês
Boa leitura
Bjssss da Dii

Capítulo 14 - Falling In Love For the Fallen


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise - Capítulo 14 - Falling In Love For the Fallen

“Superar é preciso. Seguir em frente é essencial. Olhar pra trás é perda de tempo...Se passado fosse bom, se chamaria presente”

Clarice Lispector

 

 

Era a festa de aniversário de Matt, filho mais novo de Josh, que estava completando seus tão esperados cinco anos de vida, o que pode parecer pouco para alguns, mas é muito na visão de alguém tão pequeno. Não importava para onde eu decidisse levar meu olhar, só conseguia enxergar balões, brinquedos e palhaços, dos quais decidi ficar bem longe, nunca fui muito fã desses caras. Me sentia presa num programa infantil qualquer, daqueles com dois milhões de coisas acontecendo ao mesmo tempo, sendo que nenhuma fazia o menor sentido, por mais que tentasse encontrar algum. Já havia até mesmo perdido as contas de quantas vezes precisei desviar de crianças, sendo que em uma dessas vezes, quase derrubei alguém na piscina, no entanto, não podia ir pra casa, continuaria aqui pelo “papai”.

Saí da área de recreação ainda um pouco tonta com todos aqueles barulhos e cores se misturando incansavelmente. Parei quieta em frente a porta que interligava a sala de estar ao jardim repleto de docinhos e jogos que a vários anos não faziam mais parte da minha vida...Se bem que, conseguir uma festinha assim era algo meio complicado quando se morava junto a outras duzentas meninas tão carentes quanto eu. Cruzei os braços sob o peito, respirando fundo pela primeira vez desde que cheguei, olhando para todos aqueles projetos de pessoas que tanta sorte e nem ao menos sabiam.

--- Não gosta muito de crianças. Estou correto? --- A voz rouca de Andrew se fez presente ao meu lado. Nem ao menos precisei me virar para ter a certeza, conhecia de longe seu habitual cheiro forte de colônia masculina.

--- Acho que não é bem uma questão de gostar e sim de nunca ter sido boa o suficiente ao socializar com uma delas, mesmo hoje em dia, com quase dezenove anos --- Ter amigos definitivamente não era um dos meus pontos fortes, mesmo tendo alguns, e eles valiam por dois milhões, mesmo que estivéssemos afastados no momento --- E você? Gosta de crianças?

--- Posso dizer que sim, mas, não penso sobre isto a muito tempo --- ao escutar suas palavras, me veio em mente o fato de que talvez ele já tivesse gostado de uma garota ao ponto de fazer planos futuros, como casar e ter filhos, afinal, aparentava ter a idade próxima a de Jeremy que já foi quase noivo --- Você ficou quieta de repente. Aconteceu algo?

--- Estou somente pensando. Nada com que se preocupar.

--- Caso queira dividir esses pensamentos, garanto que sou um bom ouvinte --- neguei com a cabeça, preferindo guardar apenas para mim, até porque, ele provavelmente me encheria o dia inteiro se soubesse do meu interesse nessa parte de sua vida. O olhei em seguida, ficando estupefata com a cena, tenho certeza de que cheguei a deixar o queixo cair --- Que foi?

Definitivamente, nem em mil anos conseguiria imaginar Andrew da forma que estava. O menino havia cortado seu cabelo anteriormente sempre despenteado, o transformando num topete jogado para a esquerda, além de, é claro, suas roupas negras que magicamente tinham desaparecido completamente, dando espaço para uma calça jeans de lavagem clara, um tanto apertada, e blusa social branca, de mangas compridas, junto a uma gravata azul anil. Se não o conhecesse a dois meses, poderia até dizer que era filho de algum empresário da região, mas como eu mesmo citei, SE não o conhecesse.

--- Qual o motivo dessas roupas? --- perguntei entre um tom de extrema surpresa com a leva zombaria, pois, não conseguia imaginar um porquê bom o suficiente --- Decidiu investir na bolsa de valores? De garoto problema a filho dos sonhos de qualquer pai?

--- Corrigindo o que foi dito: De garoto problema a genro de qualquer pai, inclusive do seu. Preciso impressionar o sogrão. Josh parece ser complicado.

--- Idiota. Ele não é seu sogro, até porque, só tem filhos do sexo masculino, todos crianças, e pedofilia não é uma atitude legal --- procurei não me apegar tanto a essa parte da conversa, ficar vermelha agora não seria exatamente algo bom, assim como demostrar ter gostado também não era --- Por que está aqui?

--- Mais direta impossível, não é mesmo? --- sorriu sarcasticamente, como se realmente tivesse encontrado alguma graça em minha pergunta. Continuei a fita-lo séria --- É que...Tecnicamente salvei sua vida quando te levei para o Hospital, então, SEU pai me adora, já sou quase da família.

--- Mas isso tudo aconteceu há duas semanas --- desencostei minhas costas do batente da porta e fiz sinal com a cabeça, indicando que deveríamos caminhar pelo menos um pouco, mesmo que fossemos os únicos adolescentes/jovens dali --- Você sumiu.

--- Precisei me manter afastado, caso contrário, acabaria te sufocando. Não tem ideia do quanto fiquei preocupado.

--- Na verdade, tenho sim. Josh me contou que você ficou ao meu lado enquanto estava desacordada em cima daquela cama --- mordi os lábios com força, tentar lembrar de determinadas coisas ainda era confuso demais, parte de meu cérebro parecia tentar bloquear as lembranças ruins ou exaustiva como uma medida de proteção, talvez até fosse algo padrão em pacientes que sofreram o mesmo que eu --- Obrigado por isto.

--- Não precisa agradecer, afinal, é isso o que fazemos quando gostamos de alguém...Cuidamos e protegemos essa pessoa.

Engoli a saliva com uma extrema dificuldade, não sabendo a resposta que deveria lhe dar, e era tão esquisito me sentir frustrada comigo mesmo, pois, ele conseguia fazer parecer tão simples dizer aquelas palavras em voz alta, e talvez, somente talvez, eu jamais conseguisse ter coragem o suficiente para dize-las a alguém. Continuamos caminhando pela área de jogos, até pararmos em frente a um pequeno palco onde aconteciam diversos truques de mágica, o que pra mim não era algo tão bom, mas, Andrew demostrou interesse.

O deixei em meio aos convidados que também assistiam ao show, me dirigindo rapidamente até a barraquinha de doces, mais precisamente, a de algodão doce, onde comprei um e também algumas balinhas azedas de sabores diversificados. Não que estivesse com real vontade de comer, entretanto, assistir a um bando de pequenos seres correndo pra lá e pra cá cheios de guloseimas acabou fazendo com que minha barriga armasse uma enorme revolta, sentindo-se vazia.

Voltei em menos de cinco minutos, e o tempo teria sido menor caso as temíveis filas tivessem deixado de existir. Assim que me aproximei constatei que o número de pessoas apreciando aquilo havia duplicado de tamanho, o que achei até bem impressionante devido a não tão alta qualidade dos números em minha opinião. Mesmo assim, não foi uma tarefa difícil achar Andrew, até porque, era o mais alto dentre todos, além de ser o único com mais de treze anos. Me coloquei novamente ao seu lado, percebendo aqueles olhos azulados cravados nas cartas que eram embaralhadas sob uma mesinha e aos poucos sumiam, com um brilho infantil cintilando pelo seu globo ocular.

--- Gosta de mágica? ---Coloquei os docinhos coloridos no bolso do casaco, aproveitando a mão recentemente livre para abrir o saco plástico que envolvia o algodão cor-de-rosa dentro do cone de papel.

--- Isso não é mágica de verdade, nem mesmo é alguma espécie de alquimia. Somente um homem gordo repleto de truques --- após essa sua brilhante constatação, o encarei como quem falasse “Descobriu tudo sozinho, gênio?”, em compensação, ele encarou o que eu segurava em minha mão, um tanto duvidoso --- Que troço é esse?

--- Algodão doce. Quer? --- ofereci sem poder acreditar que um homem daquele tamanho nunca tinha provado aquela esponja com sabor de açúcar queimado. Meio desconfiado, puxou um pedaço --- Pode comer, é bom. Garanto que vai gostar.

--- Tudo bem --- apertou a comida rosada contra seus dedos, sentindo a textura aparentemente estranha, e em seguida, mordeu uma parte, fazendo uma careta inicial que logo foi amenizada --- Até que não é ruim, mas, chocolate é melhor.

--- Não seja tão fresco.

--- Fresco? Parece que pegaram uma bola de algodão e rolaram em um poço de açúcar derretido --- engoliu o que faltava, puxando mais uma parte da “bola de algodão” em minha mão. O olhei tentando manter as sobrancelhas arqueadas, e falhando, é claro --- Como eu disse, não é assim tão ruim.

--- Se você fosse um pouquinho menos orgulhoso, admitiria que gostou --- empurrei de leve seu ombro, soltando uma risada baixa. O moreno bufou, todavia, não negou a minha afirmação --- Vem. Vamos dar uma volta enquanto as pessoas estão aqui.

A maioria das crianças tende a se encantar por qualquer mínima coisa que envolva magia, mesmo que falsa, pois, isto ajuda a manter aquela velha e tão conhecida ilusão de fada dos dentes e papai Noel, o que de certo modo, foi um golpe de sorte a nosso favor, já que, as filas de antes acabaram diminuindo consideravelmente e bela parte dos brinquedos ficaram totalmente abandonados, nos dando a oportunidade de ir em qualquer lugar, sem o barulho irritante de risadas finas.

Em primeiro lugar, decidimos ir na barraca de tiro ao alvo, já que Andrew falou algo sobre ter uma ótima mira, e mesmo me negando a admitir em voz alta, ele tinha toda a razão, pois, acetou as três latinhas vermelhas, rendendo o maior prêmio, que foi dado a mim. Era um urso branco de quase um metro de altura, com a plumagem extremamente fofa, segurando um coração avermelhado com os dizeres “For the Happy Ending”. Depois, ainda conseguimos convencer os monitores a nos deixarem ir na cama elástica, casinha inflável e um tipo de escorregador também de inflar, rindo o tempo inteiro do quanto podíamos ser infantis em alguns momentos.

Por fim, apenas caminhamos lado a lado, achando graça em algumas mães que encaravam Andrew como se o coitado fosse um pedaço de carne, até porque, elas não eram tão velhas, e ele já beirava os quase vinte e cinco anos, coisa descoberta por mim em uma de nossas conversas na barraquinha de maçãs do amor. Chegamos em frente à piscina de bolinhas, ficava numa área mais afastada e sem dúvidas era maior do que os outros brinquedos. Olhei para os lados em busca de algum monitor, mas, tudo o que encontrei foi o moreno me encarando com um sorrisinho de lado, decidi perguntar qual era o problema, entretanto, senti meu corpo ser empurrado sem muita força.

--- Eu não acredito nisso! --- praticamente gritei ao cari no meio daquele monte de bolinhas multicoloridas que se encaixavam melhor ao redor do meu corpo quando respirava calmamente --- Se alguém vier aqui me xingar, juro que corto todo o seu cabelo.

--- Ninguém virá, doida. Não percebeu que está todo mundo do outro lado da casa? --- se abaixou, juntando de seus pés algumas das bolinhas que haviam saltado pra fora da piscina quando fui jogada de repente --- Além de que, duvido que viriam nos dar uma bronca por algo tão bobo.

--- Tanto faz, Senhor “Simpatia”. Agora será que dá pra me ajudar ou vai ficar só olhando?

--- Apesar de só olhar ser uma ótima opção, vou te ajudar dessa vez --- estendeu a mão em minha direção, e eu rapidamente a segurei, puxando-o para dentro daquele espaço quadrado, fazendo com que ele caísse ao meu lado --- Você não presta.

--- Não esqueça de quem me jogou aqui primeiro. Foi até justo --- sorri abertamente, coisa que o fez sorrir também enquanto se arrumava melhor, de barriga para cima, com os nossos braços encostando um no outro.

--- Sabe...Pode até parecer loucura, mas, este está sendo o meu melhor dia desde...Muito tempo. Nem lembrava de como podia ser divertido estar com alguém por realmente querer estar e não por obrigação --- fitamos o teto, como se existisse algo bem interessante ali, no entanto, eu sabia que só fazíamos isso pela vergonha de ficar frente a frente --- Obrigado por fazer valer a pena.

--- Às vezes você fala como se fosse tão mais velho do que eu...Deve parar de se cobrar tanto, aproveitar enquanto é jovem e tem oportunidades.

--- Estou parando aos poucos. E sinceramente, não irei negar, tenho medo do que pode acontecer por conta das minhas escolhas --- senti sua mão segurar a minha, mesmo meio d elado. O encarei de relance, sem mover minha cabeça, percebendo que ele estava virado para o meu lado --- E pelo menos nesse instante, sei que estou fazendo a escolha correta.

--- E como pode saber?

--- Por que você está nela --- sua voz se tornou mais baixa gradativamente, beirando o sussurro --- Sempre vai estar.

Os solavancos que meu coração dava estavam tão fortes que a qualquer segundo esse órgão tão vital poderia saltar pra fora, assim como a minha mente que aparentava trabalhar com dez vezes maior intensidade, me sufocando pouco a pouco, era desesperador, assustador e totalmente extasiante. Virei a cabeça para a direita, tendo uma melhor visão de Andrew, que me olhava tão seriamente quanto no dia em que acordou molhado sob o sofá de um completo desconhecido, sendo “estudado” por mim.

Me remexi desconfortável, percebendo o peso de suas palavras caindo em cima de mim, me apertando contra tudo aquilo que sentia desde quando o fitei atirado na grama. Ele se aproximou brevemente, parando a poucos centímetros, o corpo praticamente sob o meu, nossas respirações se entrecortando, me deixando ofegante. Contornou meus lábios com o dedo, sem pressa alguma, prestando atenção nos movimentos que estava fazendo, logo indo fazer esse dedo deslizar até uma mecha de meu cabelo, parando ao lado do meu rosto.

Nossos olhos se encontraram no meio do caminho, me fazendo perceber algo que a um bom tempo estava me travando como uma camisa de força. O garoto deixou um beijo demorado em minha bochecha, quase no canto de minha boca, e então, se afastou, deitando novamente, com os braços atrás do pescoço, olhando o teto roxo da piscina. Respirei lentamente, fechando os olhos com força, querendo não os abrir novamente até que o ano acabasse ou até que ele fosse embora da cidade.

Eu estava me apaixonando por Andrew Biersack


Notas Finais




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