História Dark Paradise - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~waffes

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Super Hero
Visualizações 19
Palavras 1.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Self Inserction
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Obrigada por abrir isso novamente!
Agradecemos pelos favoritos!!
Estamos MUITO animadas, e eu, particularmente, ansiosa e nervosa.
Não desistam de nós!!
Não se esqueçam de comentar!!

Capítulo 2 - Dark Class


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise - Capítulo 2 - Dark Class

ZØE:

A primeira aula foi um saco, assim como as outras duas. Professores nem aí, alunos com a mentalidade de um pote de picles em conserva e meu interesse igual a zero. Eu nunca presto atenção nas aulas, mas sempre vou muito bem em testes e por isso me colocaram nos jogos acadêmicos.

Desde pequena, sempre fui muito diferente das outras crianças. Meus pais e professores sempre desconfiaram que havia algo “de errado”. Fiz alguns testes e descobriram que tenho alto quociente de inteligência e baixo quociente emocional. Em outras palavras, sou superdotada.

Não sou uma pessoa anormal, mas tenho um raciocínio muito rápido, boa memória para fatos e equações numéricas e dificuldade para ter um convívio social. “A agressividade é uma forma dela enfrentar as pessoas” disse o, praticamente, centésimo psicólogo que passei aos cinco anos. Quando tenho uma de minhas “crises de raiva”, Chlöe dá uma de psicóloga e tenta me ajudar. Mas acho que não muito bem.  Sinceramente, odeio psicologia, sou racional demais para isso.

O sinal bate, despertando-me de meus pensamento. Pego minhas coisas e levanto, indo em direção a porta, pelo menos era o que eu queria…

-Senhorita Matsu!- O professor me chama, interrompendo meu destino. É... aqui, para professores não nos confundirmos, eu sou a Matsu (nosso sobrenome do meio), e Chlöe, a Müller (último sobrenome).

-Sr. Thompson!- Me viro para o homem de meia idade.

-Espero que, esse ano, a senhorita tenha mudado seu comportamento. - deseja.

Esse professor me odeia, porque sempre eu acho uma falhas em suas regras e métodos de ensino. Tenho vontade de socá-lo. Mesmo querendo muito, não o faço, minha resposta não passa de um sorrisinho falso.  Saio da sala antes que eu bata na cara daquele idiota. Ele é mesmo, não posso fazer nada.

Tudo que eu quero agora é um pouco de paz e tranquilidade do intervalo. Sei que isso nunca será possível, levando em conta que o ensino médio é um completo inferno. A diferença é que aqui, pelo menos, tem máquinas de comida. Se bem que ela sempre emperra comigo. Igual agora.

-Vamos, pedaço de lata estoquista!! Eu exijo meu refrigerante.- Digo enquanto bato na parte lateral da máquina.

-Zøe! Eu estava com muita saudade de te ver!- Diz alguém atrás de mim. Seu tom cínico mostra claramente que é a pessoa que eu nunca mais queria ver na minha frente. Se tivesse uma lista de pessoas que, se eu pudesse, nunca mais veria, ela seria a primeira.

-Meu deixe em paz, Emma. - Resmungo, sem sequer olhá-la.

Essa loira oxigenada é o próprio The monio. Todos odeiam ela, mas ninguém faz nada por medo, já que ela revele seus podres. Acho que sou a única “imune” à suas ameaças, e isso a irrita profundamente.

-Não se altere, querida. Ninguém quer te ver surtando pelos corredores. Pelo menos, não de novo.

-Isso foi há dois anos. E todos nós sabemos que a culpa não foi minha.- Digo cruzando os braços. Já estou perdendo a paciência. E ela viu isso. Metade do meu corpo diz: “mantenha a calma, não vale a pena”, mas a outra diz: “acaba com ela, mostre quem é que manda”.

-Ah mais você não faria isso. Se você não quiser que sua irmãzinha, aquela idiota chorona, ou o mais burro entre vocês, o tal “atleta”, sofra alguns danos, fique na sua. Ou eu faço melhor: posso pedir para o time de lacrosse dar um jeitinho no nerd ex-quatro olhos do seu amiguinho, por quem você sempre teve uma quedi… - Estava com raiva demais para deixa-la terminar.

-Não ouse! Você não toca nos meus amigos!! Ou eu…

-”Ou” o que? Vai me bater? Sua marrenta agressiva! -A raiva me dominou por completo. Com punhos cerrados, ia acabar com ela.

-Zøe!- Ouço alguém me chamar.

Antes que eu batesse naquela coisa, Zak chega e me agarra pela cintura, me tirando dali. Minha última visão foi a cara vitoriosa e o sorrisinho falso da piriguete da Emma.

Ele me leva para a parte de fora da escola, mais precisamente, atrás do prédio. Durante o percurso, não falamos nada e assim que ficamos sozinhos, o silêncio foi quebrado.

-Você está bem?- Pergunta Zak, me encarando.

-Estou sim.- o encaro de volta.

Seus olhos castanhos refletiam o brilho do sol.

-Não deixe se levar pela Emma, tudo que ela quer, é te fazer mal.

-Eu sei! Mas ela ameaçou te machucar…

-Eu vou ficar bem. Nós vamos ficar bem.- E, novamente, silêncio.

Me escorei na parede. Zak continua me encarando, mas percebo que sua preocupação ainda não foi embora.

-Obrigada por aquilo. - Suspiro, sincera.

-Eu não fiz mais que a minha obrigação, pinheirinho. -Diz com um sorriso de canto. E que sorriso!

-Pinheirinho? Você ainda me chama assim? E...que obrigação?- ergo uma das sobrancelhas.

Zak não tinha a obrigação de cuidar de mim. Não mesmo. Eu sou perfeitamente capaz de me defender sozinha.

Antes de responder, Zak se aproxima de mim, consigo sentir seu perfume e sua respiração quente, soprando no meu rosto.

-De te proteger. - Então ele beija minha testa e entrelaça nossas mãos. -E você sempre será meu pinheirinho.

Acho que nunca me senti tão bem.

- Vem! Chlöe e Jack estão nos esperando.- Ainda de mãos dadas, Zak me puxa para o refeitório. É… eu tenho um melhor amigo incrível.

CHLÖE:

As aulas de cálculo passaram muito devagar. Parecia uma eternidade para mim. O pior é que eu não entendi nada. Ao contrário de Zak, que parecia hipnotizado pelo assunto. Quando o sinal tocou, tive que cutucá-lo para que ele tirasse a cara do livro.

-Você deveria procurar pelo Jack. Ele deve estar atordoado com todos aqueles organismos.

-Primeiro, biologia não é apenas organismos. Segundo, isso era exatamente o que eu ia fazer. –Afirmei.

-Ótimo.

-Ache a minha irmã e não deixe ela arrumar uma briga. Por favor

-Relaxa, Chlöe. Isso é o que eu sei fazer de melhor. –Sorriu, me mandando uma piscadela.

Depois disso, sumiu pelos corredores da enorme escola. Segui a direção oposta. Andei um pouco até encontrar Jack arrumando alguns livros no armário. Me aproximei, sorrateiramente, e pulei em seus ombros. Com o susto, dois de seus livros foram parar no chão.

-Chlöe! –Repreendeu, agachando para pegar os livros caídos.  
Me afastei um pouco, mordendo a língua para segurar a risada.

-O que foi isso? –Perguntou, enfiando os livros na mochila.

-Eu chamo de vingança. –Respondi, com um sorriso malicioso.

-Jura? Eu chamo de Desnecessário. –Resmungou, me puxando para mais perto.

-E aí? Como foi a aula de biologia?

Passei meu braço por cima do ombro dele, como se eu fosse a mais alta. Bom, eu não sou.

-Na verdade, Chlöe, preciso te dar os parabéns. Não sei como alguém consegue guardar tanta coisa na mente. –Estranhou, batendo o dedo indicador na minha cabeça.

-É um dom. –me gabei.

Fomos até o refeitório, que ainda não estava tão lotado, e buscamos um pouco de comida. Nos sentamos em uma das mesas.

-Cadê o resto do pessoal?

-Zoe deve estar arrumando alguma briga por aí. E Zak, segurando-a. –sorri.

-Claro...

-Você parece distraído. O que houve? –Perguntei, vendo o quão avoado ele estava.
Ele me olhou. Mal tocava na comida e não parecia muito animado.

-São as inscrições, não é? Para o novo time de lacrosse?

-Você me conhece tão bem, senhorita Muller... –Suspirou, largando o garfo.

-Como se você não me conhecesse. –Sorri. Depois de uma pausa, agarrei sua mão. –O que foi, Jack?

-Eu não sei. Estou me sentindo mais inseguro esse ano. Parece que a pressão é bem maior.

-É maior! Esse é nosso último ano, precisamos fazer tudo certo, na teoria. Mas não precisamos nos descabelar para sermos melhores. Toda essa tensão não faz bem para nós. –Consolei.  

-Você e os outros são inteligentes, Chlöe. O time de lacrosse é minha oportunidade de entrar em uma boa faculdade e, se eu não conseguir...

-Jack! –Interrompi, apertando mais ainda a sua mão. –Relaxa. Você é o melhor do mundo, não só em lacrosse. Sei que vai conseguir. E, apesar de ficar muito lisonjeada com o elogio, você também é muito inteligente. E eu confio em você.

Ele respirou fundo. Acariciou um pouco minha mão e me olhou.

-O que quer que eu faça?

-Quero que confie em mim, Jack. –Pedi, encarando profundamente seus olhos.
Ele assentiu.

-Se te fizer sentir melhor, podemos treinar com os outros depois.

-Seria ótimo.

-É, seria.

-Sabe, você é muito boa. Esse lance de ajudar e acalmar as pessoas, me acalmar.... É um dom.

-É, eu realmente sou incrível. Ajudar pessoas é a minha missão nessa Terra. –Afirmei –E, por ser essa maravilhosa amiga e pessoa, mereço roubar suas batatas. –Brinquei, soltando nossas mãos.

Inclinei meu corpo e roubei uma das batatas do prato de Jack, as comendo logo em seguida. Prestava atenção em como ele encarava outra mesa. Sem disfarçar nem um pouco, virei bruscamente na direção de seu olhar, e notei que ele era direcionado a uma das garotas novas.

-Por que não fala com ela? –Perguntei, como se aquilo não fosse um problema, comendo outra de suas batatas fritas.

-O que?

-Não se faça de desentendido, Jack. É claro que gosta dela. Ela está sozinha, por que não vai falar com ela?

-Sério? –Perguntou, surpreso e confuso.
-Jack, vai lá! Se gosta dela, acho que devia tentar.

Antes de continuar, a olhei novamente. Ela lia um livro enquanto comia, sozinha.

-Ela parece ser legal. Vai lá.

Ele abriu um sorriso empolgado e levantou da cadeira, andando. Por algum motivo, parou no meio do caminho e voltou, correndo.

-Eu estava errado sobre sua função nesse planeta, Chlöe. Sua função é fazer todos felizes. –Sussurrou, dando um beijo rápido na minha bochecha e correndo até a garota isolada.

Timidamente, ele a chamou para conversar.

-Todos menos eu, Jack. –suspirei, virando a cara para o prato, apenas para não ver a maior prova de que eu sempre estrago as coisas.



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