História Dark Paradise - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Sehun, Suho
Tags Chanbaek, Darklemon, Lemon, Medo, Sexo, Yaoi
Exibições 30
Palavras 2.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom, eu disse que ia postar amanhã, mas não sei se eu vou entrar no spirit amanhã. Então to postando agora.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Born To Die



Born To Die

"Precisamos entender as coisas que o destino nos reserva antes de critica-las, somos feitos para isso...Para seguir o destino, ele sendo óbvio ou irônico, essa é a nossa vida, essa é a nossa missão"
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O expediente havia acabado a pelo menos meia hora, talvez um pouco a mais ou um pouco a menos, não fazia a minima diferença, terminei de limpar os copos anteriormente usados e fechei o bar verificando a trava nas janelas, era essa a minha rotina... Acordar, trabalhar, voltar pra casa, comer alguma coisa normalmente pré-pronta, tomar banho da maneira mais demorada que conseguisse e então finalmente poder dormir para reiniciar o ciclo. Aparentemente Junmyeon não confiava o bastante nos outros funcionários ao ponto de os deixar sob posse das chaves, portanto, era eu quem deveria ficar e arrumar as coisas para o outro dia, dobrando meu cansaço e me fazendo pensar sobre os mil won's ao mês valerem tanto a pena.

A chuva ainda caia em uma fina garoa do lado de fora, decidi que seria melhor deixar meus documentos na caixa registradora, pelo menos dessa maneira eles não correriam o risco de molhar.  Levei apenas o celular escondido embaixo do casaco, precisava dele como despertador ou era dessa vez que perdia o emprego. 

Na metade do caminho as gotas pararam de se jogar contra o chão, deixando poças de água espalhadas por quase toda a estrada, meus cabelos se encontravam em estado de completo desastre, encharcados, com boa parte caindo sob meu rosto e parecendo grudar, a sensação era péssima, abracei meu corpo tentando inutilmente buscar proteção contra o frio, tremia de forma hipotérmica, droga, deveria ter lembrado de levar um guarda-chuva ao bar.

Assim que abri o portão improvisado que separava a minha casa da estrada meio que fique estática no mesmo local, talvez devesse ter decidido sair correndo, porém, poderia ser pior, a poucos metros de mim estava um corpo deitado no meio do gramado mal cuidado, de bruços, parecia um pouco torto, como se tivesse simplesmente caído ali e decidido não levantar. Vestia somente uma calça negra apertada, parecia de couro, e vendo daqui não era possível saber se respirava ou não.

- Oi...? - Perguntei duvidoso enquanto me aproximava cuidadosamente, era só o que me faltava, ter um morto no quintal de casa. Me abaixei para que conseguisse observá-lo melhor, era magro e "definido" sem sombra de dúvidas, pálido, meio doente, não lembrava de tê-lo visto anteriormente, então que merda esse idiota estava fazendo aqui? Não tinha outro lugar para morrer? Toquei seu pescoço, ele respirava calmamente, bem, pelo menos é um corpo vivo e não um cadáver! - O que irei fazer com você? Se te deixar aqui posso virar suspeito de  homicídio...

Tirei com calma os fios loiros molhados de seu rosto e encostei em sua bochecha, o garoto estava totalmente gelado, definitivamente não estava com a opção "deixá-lo atirado no quintal" ligada e também não poderia fingir que não o enxerguei. A única solução no momento parecia ser levá-lo pra casa e tentar o aquecer de alguma forma.

Com muito esforço consegui colocá-lo no sofá, deitado ainda de barriga para baixo, tinha maior chances de ele não se mexer nessa posição, mesmo que estivesse desacordado. Busquei um cobertor que considerava ser quente o suficiente e o atirei por cima de suas pernas, deixando seu tronco ainda destampado, afinal, a mudança repentina de temperatura poderia vir a ocasionar algum problema. 
Olhei diretamente para suas costas, me senti um pouco idiota por não ter percebido antes a existência daquelas cicatrizes naquele local, suas linhas verticais sobrepostas à pele, uma ao lado da outra, formando uma espécie de "V", vendo a olho nu pareciam ser do mesmo tamanho, mas não tinha a completa certeza, avermelhadas mais no centro, finas,talvez ele tivesse entrado em alguma briga e ganhado o machucado como lembrança o incentivando a não entrar em confusões, de qualquer modo, isto não me interessava, nem mesmo o conhecia.

Não sei ao certo o que me levou a ter a vontade de tocar aquela parte de seu corpo esguio, apenas precisava saber mais, coloquei a ponta de meus dedos em sua nuca e fui deslizando até chegar a seu braço direito, era uma sensação curiosa, quente, tão...conhecida, se é que faz algum sentido, cheguei até sua costela, onde demorei um pouco mais, sua respiração parecia ter se intensificado, foi quando finalmente toquei suas costas, ao lado das cicatrizes, tão perto do meu destino final, chegando cada vez mais perto.

- Estou aqui me perguntando quanto tempo mais você vai gastar me molestando até perceber que estou acordado. - M eafastei no mesmo instante, enrolando meu pé no tapete e caindo sentado no chão, foi um ato quase automático. Sua voz parecia bafada e sonolenta, porém, ainda assim não deixava de ser bonita, era extremamente grossa em cada sílaba, diferente da minha. - Oi.

- Oi...? - Estava confuso demais com a situação para o cumprimentar formalmente, olhei novamente em direção a seu rosto, agora com os olhos abertos conseguia ver o quanto eram escuros, diferentemente dos meus que quase beiravam o cinza, apagados, o tom do preto exposto ali era vivo e intenso. O garoto me encarava como se pedisse uma boa explicação, engoli a seco ao perceber que não tinha uma, nem mesmo era capaz de imaginar como um cara foi parar no meu gramado em um dia de chuva, uma situação pouco comum, diga-se de passagem. - Encontrei você atirado no chão do meu quintal... Achei melhor te trazer aqui pra dentro já que estava chovendo, é inverno, congelaria se permanecesse mais alguns minutos do lado de fora da casa. Foi apenas isto.

- Me deixe ver se consegui entender direito. Você encontrou um cara no seu quintal e resolveu abrigar ele mesmo sem nem mesmo saber qual era seu nome? - Pensando por este lado eu realmente parecia ter sido bem ingênuo ao deixá-lo entrar e não ter chamado a polícia assim que o encontrei quase morto. Apenas assenti envergonhado com meu ato, o menino sorriu de lado, sentou-se no sofá fazendo uma pequena cara de dor, provavelmente estava machucado em algum lugar além das costas. - Para a sua sorte, não sou um assassino, estuprador ou assaltante, mas você continua sendo louca em decidir me abrigar sem que me conheça, nem todas as pessoas são boazinhas.

- Resolvi arriscar, não poderia simplesmente te deixar morrer congelado e fingir que não vi, mesmo que isso possa me ocasionar problemas futuramente, o que não acho que vá acontecer. - Suspirei pesadamente após terminar de falar, o que aconteceria agora? Deveria mandá-lo embora e esquecer desse dia doido? Percebi que ele me encarava também sem saber o que deveria ser feito, eramos duas cartas iguais nesse baralho. - Como veio parar aqui? Brigou com alguém e desmaiou no primeiro canto que encontrou pelo caminho?

- Não... Digamos que eu fui expulso de casa a algumas horas. Não lembro direito de como cheguei nessa cidade, muito menos o motivo de estar no seu quintal, peço desculpas por isso, não acho que briguei com alguém. Também não tenho identidade, passaporte, conta no banco, esse tipo de coisas, e para usar estou apenas com essa calça molhada.

O encarei firmemente durante alguns segundos, o menino agora sentado parecia analisar o cômodo onde estava, demorando um pouco mais nos retratos empoeirados da estante, todos mostravam minhas fases de crescimento dentro do Orfanato, até o momento em que precisei partir por ter idade o suficiente para saber me cuidar sozinha, pelo menos essa era a tese em que as governantas do lugar acreditavam, seja ela real ou não.

Minhas roupas ainda estavam molhadas e grudando, suspirei baixo em sinal de frustração comigo mesmo, ficar doente definitivamente não era uma boa opção, olhei para meu "hospede" mais uma vez antes de virar as costas para o sofá, ele não parecia ser do tipo que iria roubar algo no minimo sinal de descuido de minha parte, talvez a palavra "perdido" conseguisse o definir de maneira geral, parte de mim queria ajudá-lo da forma que conseguisse, sentia a necessidade disto, e parte de mim avisava para manter distância. Entrei no quarto e retirei o pesado casaco de lã que ainda vestia, peguei uma blusa qualquer no guarda-roupa e uma calça moletom folgada, porém, quente, me vesti sem ter como enrolar muito, tinha que cuidar do indigente na sala.  Admito que era esquisito ele aparecer aqui sem nem mesmo um documento que pudesse comprovar sua até então existência, até porque, uma de minhas diversas teses sobre a sua chegada o envolvia sendo um fugitivo da polícia que precisava se esconder, espero estar terrivelmente enganada quanto a isto.

Fui até a cozinha após já estar completamente vestida, preparei duas xícaras de café expresso o mais rápido que consegui, bem, um dos pontos altos de trabalhar em um bar é aprender a se virar com poucos objetos e também precisar sempre ter agilidade, usando o tempo a meu favor, pelo menos na maioria das vezes. Penteei o cabelo molhado para trás, amanhã daria um jeito de desmaranhar os fios completamente destruídos, não poderia ser tão mesquinho ao ponto de me preocupar com minha vaidade tola enquanto um ser humano quase hipotérmico me espera no cômodo ao lado.

- Espero que goste de café. Achei melhor preparar algo quente para que você se aqueça mais rapidamente. - Lhe entreguei a xícara assim que entrei na sala, a última coisa que queria presenciar era a sua morte, seria um trauma insuperável e não tinha dinheiro sobrando para conseguir pagar um bom psicólogo, ainda mais ele estando dentro da minha casa, era capaz de pensarem que o matei colocando veneno na bebida ou o trancando no freezer até que congelasse de frio, as pessoas daqui tem uma imaginação invejável e uma língua maior do que o tapete vermelho que os famosos andam. 

- Gosto sim, obrigado. - Decidi permanecer em pé, com as costas escoradas na parede oposta a ele, podendo prestar maior atenção em seus gestos, não confiava cegamente em alguém que conheci a uma hora, seria burrice. O garoto suspirou ao levar a caneca aos lábios e fechou os olhos durante poucos instantes, parecia gostar bastante de cafeína... Espero não estar abrigando um drogado qualquer. - Fazia muito tempo que não provava café, está perfeito.

- Bem... Você não me parece morar em Seul, estou certo quanto a essa suposição? - Percebi um pequeno desconforto vindo de sua parte ao entrarmos neste assunto, porém, era necessário, eu estava ajudando um completo desconhecido que havia sido enxotado de casa pelos pais, merecia saber o mínimo sobre ele. - Qual seu nome?

- Me chamo Oh Sehun, mas pode me chamar apenas de Sehun. Não irei perguntar seu nome por que já saberia a resposta, é Baekhyun, não é mesmo? Acabei lendo isto no seu contra-cheque que está atirado em cima da mesa. - De relance, olhei para o objeto à nossa esquerda, e realmente havia um contra-cheque sob aquela superfície de madeira, assenti positivamente com a cabeça e bebi um gole do café, havia ficado forte e com pouco teor de açúcar, me perguntei mentalmente se o dele também estava dessa forma. - Mora sozinho nessa casa? Parece meio solitário, sem muitas coisas por perto a não ser a estrada.

- Não tive muitas chances de escolher onde iria querer morar... Era aqui ou embaixo de alguma ponte. Precisei fazer muitas mudanças para que o local se tornasse "habitável", o que foi algo bem complicado, ainda mais nos primeiros dois ou três meses, não tinha de onde tirar dinheiro. - Minha garganta pareceu secar com essas lembranças que queria tanto esquecer, era um misto de medo, insegurança e desespero que esperava nunca precisar presenciar novamente. As freiras estavam erradas ao pensarem que aos dezesseis anos já saberíamos como sobreviver sozinhos. Sehun me encarou com curiosidade, provavelmente queria saber mais. - Eu não podia pedir ajuda aos meus pais ou familiares, afinal nunca os conheci. Fui criado em um orfanato desde sempre, e quando saí de lá foi um enorme "acorda para a vida", está conseguindo entender? Tudo era novidade, não foi fácil conseguir me encaixar, porém, consegui no final de tudo.

- Mas e quanto a parte de se sentir solitário no meio de tantas árvores? Você parece ser mais novo do que eu, e eu não sei se conseguiria me isolar dessa maneira, fui criado no meio dos meus irmãos, todos sempre juntos. A solidão não te incomoda? - Pensei um pouco sobre o assunto, nunca fui um menino do tipo "Tenho três mil amigos e pretendo conseguir dobrar esse número até o próximo ano" na verdade, provavelmente iria me sentir deslocado em um bairro lotado de pessoas.  Até onde conseguia me lembrar, os únicos amigos que cheguei a ter haviam sido adotados antes dos treze anos, me deixando sozinho. Balancei a cabeça negativamente o respondendo e tomei o café. - Está ficando escuro lá fora, acho melhor eu ir logo ou não encontrarei um Hotel.

- Hã...Por que não passa a noite aqui? É bem provável que se perca no meio do caminho caso procure a essa hora, além de você estar praticamente sem roupas, vai congelar na estrada.

- Não sei se devo agradecer por me deixar ficar ou se devo te chamar de maluco. - Sehun deixou escapar um pequeno sorriso que poderia ser considerando um tanto quanto sarcástico pela maioria das pessoas, todavia, decidi fingir que isto era apenas coisa da minha cabeça. Ele passou a mão pelos cabelos claros e fez uma cara de nojo ao constatar o quanto deveria parecer fisicamente debilitado. - Onde posso encontrar um banheiro? Estou apertado.

  Larguei a xícara quase vazia na estante, era o móvel mais próximo naquele momento, fiz sinal para que Sehun me acompanhasse e foi exatamente o que o garoto fez, largando também sua xícara ao lado da minha antes de seguir meus passos lentos pelos pequenos cômodos. Havia apenas um banheiro na casa, ficava no único quarto limpo, aquele que eu ocupava, o outro servia como algum tipo de deposito, era onde coloquei as coisas que já estavam na casa quando a comprei por um preço tão baixo que cheguei a desconfiar na época.

  O deixei em frente a porta do banheiro e o entreguei uma toalha antes que fechasse a porta por completo, nos primeiros instantes o percebi ficar meio confuso, erguendo uma de suas sobrancelhas em minha direção, depois somente pegou aquele pedaço vermelho de pano felpudo e agradeceu baixo. Achei que seria bom que ele tomasse um bom banho, se aquecer conforme a água morna cairia sob seu corpo, enquanto isso eu arrumaria o sofá de maneira confortável para o "convidado de uma noite", não o deixaria dormir na cama, era óbvio, porém, também não iria ser cruel ao ponto de fazê-lo ter que dormir num local desconfortável e frio. Após a noite terminar nem mesmo lembraria de seu nome, pelo menos é o que espero.


Notas Finais


E é isso, espero que tenham gostado ^^

Até o próximo :> beijinhos


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