História Dark Paradise - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Sehun, Suho
Tags Chanbaek, Darklemon, Lemon, Medo, Sexo, Yaoi
Exibições 29
Palavras 2.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


PS.: Este capitulo se passa exatamente no ano de 1812 e não será o único, outros desse tipo aparecerão, apesar de que o próximo demora um pouquinho.
Recado dado.

Hi guys ^^ tudo bem? espero que sim :>

Trouxe mais um cap fresquinho pra vcs :v acabou de sair do forno xkhsjaka parei

enfim, boa leitura.

LEMBRANDO QUE ESTE CAP SE PASSA EXATAMENTE NO ANO 1812

Capítulo 3 - 1812


1812

"A vida necessita de coisas novas para ser chamada de vida, a vida é o presente!"

                                                                                                  Solano Santos

 

O céu estava parcialmente nublado naquele dia, quase inteiramente se tirássemos uns dez porcento que insistiam em clarear o telhado das casas, pensando bem, esteve dessa forma a semana inteira, talvez até o mês inteiro, era como se de repente o sol houvesse decretado total inimizade com aquele afastado vilarejo e decidisse ir brilhar fortemente do outro lado do oceano pacifico que parecia não ter fim.Alguns moradores da recente fundada Wiryeseong até mesmo conversavam assustados sobre este fato pode significar um presságio de morte ou até mesmo alguma espécie de castigo divino por culpa de alguns aldeões que "ainda não haviam adquirido fé o suficiente para que todos fossem salvos no dia do juízo final". Era realmente uma grande besteira, porém, em pleno século dezenove não ser cristão era a maior dentre todas as blasfêmias existentes, sendo na maioria das vezes significado de queima na fogueira já que os homens "ateus" eram tidos como possuídos e as mulheres como bruxas ou amantes de demônios.

A maioria dos aldeões estavam entocados em suas casas, sendo que uma pequena parte ainda tentava plantar algumas coisas em meio ao quase inverno, os soldados do Rei estavam fazendo vistoria em todo o território que abrangia o reino, afinal, o rei havia perdido sua esposa e filho a cerca de quatro meses, não podia viver em função do luto pelo resto de sua vida, ainda era jovem, dispunha de virilidade e força, precisava encontrar logo um pretendente "a altura". O escolhido seria apresentado à burguesia e ao povo no baile que se aproximava cada vez mais, coisa que deixava todas as moças e rapazes de Wiryeseong com os hormônios quase explodindo devido a excitação... Bem, talvez todos menos um, seu nome era Byun Baekhyun, e ele definitivamente não se importava em ter a chance de ganhar uma enorme coroa toda feita de ouro puro, poder decidir quem vive e quem morre ou dividir a cama com um verdadeiro rei,seu coração já havia sido conquistado a muito tempo, por mais que tentasse esconder de todas as formas por culpa do medo da rejeição.
Sentou-se com cuidado em uma das enormes rochas cobertas de limo por conta do pequeno lago ao lado, gostava da sensação de estar sozinho naquela parte afastada do bosque, era tudo sempre tão quieto e encantador quando não estavam em guerra, diferente de quando era obrigado a permanecer em casa, lugar infeliz onde precisava escutar sua mãe lhe dizer constantemente o quanto saber cozinhar e costurar era importante e seu pai reclamar o tempo inteiro quando se encontrava num estado de pura embriagues. A verdade era a de que ele morria de medo de casar e viver tão infeliz quanto sua mãe ou quanto sua irmã mais velha já casada a quase dois anos, eram quase escravas daquela vida conjugal, dependiam do marido para qualquer minimo detalhe em suas vidas, o que era triste e revoltante, sentia que podia ser mais do que apenas a sombra de um homem qualquer, tinha certeza de que ELE não o faria ser uma sombra, de que o respeitaria acima de tudo e faria dele seu igual, ansiava ardentemente para que isso fosse verdade.
A alguns metros atrás do garoto estava postado em pé um homem esguio e alto, vestido da forma que condizia a época, os cabelos castanhos e encaracolados sempre arrumados de maneira que nem mesmo um fio saísse do lugar estrategicamente colocado, e os olhos castanhos direcionados a aquele que julgava ser a criatura mais bela dentre toda a criação divina, pois, tudo nele o encantava e instigava a se manter próximo, os cabelos negros, a pele alva pouco tocada pelos raios de sol, o vestimento violeta simples, porém, bonito, com poucos detalhes espalhados por sua extensão, com um pouco de terra por entre as costuras e a barra, os olhos cinzentos assim como uma nuvem anunciando uma tempestade, e finalmente sua boca fina e avermelhada que tantas vezes ele desejou provar mesmo sabendo o quanto era errado, uma passagem de ida direto para o pior lugar que alguém poderia vir a conhecer.
- Em alguns momentos, eu daria até mesmo meu último bem de valor apenas para saber o que pensa tão seriamente ao contemplar este riacho. - O rapaz falou seriamente ao se aproximar mais alguns passos, gostava de sentir o calor que o corpo à sua frente emanava a todo o momento, cruzou suas mãos atrás do corpo para resistir a tocá-lo. O menino sorriu abertamente ao notar seu tão adorado admirador a poucos metros de distância. - Não é a primeira vez que lhe flagro completamente sozinho por entre as árvores da floresta. Não tem medo do que talvez possa estar te esperando na mata fechada?
- Sabes muito bem que nunca temi nada, pelo contrário, até acho graça em ficar aqui sozinho, como os pássaros, por exemplo, voam por aqui o tempo inteiro, gosto do som que fazem ao se comunicarem uns com os outros. - Era inevitável para ele não sentir o coração acelerado em momentos como este, a euforia tomava conta de seu peito cada vez mais apertado. Apesar de ter o provilégio de vê-lo poucas vezes em sua opinião, tinha plena consciência de o amar profundamente, mesmo que parecesse besteira. O que o machucava mesmo era aquela dúvida cruel... O sentimento era recíproco ou havia se iludido com falsos sorrisos? Não, não poderia ter se iludido tanto. - E tenho a convicta certeza de que me salvaria caso estivesse sob algum possível perigo.
- Jamais duvide do que eu seria capaz de fazer apenas com o intuito de conseguir lhe ver seguro. - O homem afirmou mais sério do que anteriormente, e por mais incrível que pudesse talvez ser escutado pelo ouvido de qualquer pessoa, suas palavras não eram vazias, muito pelo contrário, carregavam consigo uma enorme carga dos mais variados sentimentos, alguns até mesmo novos e assustadores devido a intensidade com que eram sentidos. Ele definitivamente daria a sua vida para manter o do menino intacta. - Ouvi comentários de que o Rei Yixing está a procura das mais belas moças e rapazes para que compareçam formalmente a um Baile de Máscaras. Não seria surpresa alguma se algum dos guardas reais batessem na porta de sua casa a qualquer momento e pedisse a presença de sua irmã e a sua no Palácio. 
- Nem me lembre deste fardo... Às famílias estão colocando as moças à disposição como se não passassem de meros sacos de carne, é uma atitude no minimo nojenta, como se não tivéssemos o direito de escolher se queremos ir ou ficar. 
- Suponho que tornar-se rei não seja um fardo assim tão pesado como parece pensar que seja. - Seus olhos acastanhados desviaram do garoto assim que a frase foi dita em tom ameno, quase sussurrado, buscou apoio na pequena correnteza formada pela água do riacho em contato direto com as pedras. Era de total evidência seu desconforto com o assunto em pauta, todavia, era um mal necessário, essa aproximação demasiada alta entre os dois seres já estava ocasionando alguns problemas, temia que seu Baekhyun estivesse correndo algum perigo de qual não pudesse socorrê-lo. - O que realmente pensa a respeito disto?
- Não consigo entender direito o sentido dessas perguntas... Indiretamente estás a querer descobrir o que penso sobre o Rei Yixing? - Finalmente eles haviam chegado ao ponto correto da questão, ao xeque-mate de um jogo qualquer de tabuleiro. O homem agradeceu mentalmente por Baekhyun ser tão direto em algumas ocasiões, então somente assentiu com a cabeça, não queria prolongar o assunto mais do que o necessário. - Nunca nem mesmo cheguei à conhecê-lo pessoalmente,  portanto, não consigo ter uma opinião formanda, porém, dinheiro e poder não são o suficiente para me comprarem, Sehun. Meu coração já escolheu a quem pertence.
De repente todo aquele oxigênio impregnado nas folhas das árvores que os cercavam pareceu ter sido diminuído até sua porcentagem minima, a garota trancava a respiração mesmo que sem perceber, em contra partida, o rapaz à sua frente respirava cada vez mais rápido ao tentar assimilar aquela tão reveladora frase, pequenas palavras que juntas tinham a chance de mudar o destino. Baekhyun estava de fato completamente apaixonado, era nítido, até mesmo seu parente menos chegado a família já tinha percebido o brilho que tomava conta de seus olhos toda a vez que tentava falar DELE a alguém, e apesar de nem mesmo tê-lo conhecido pessoalmente, suas irmãs ficaram empolgadas ao terrem o prazer de ouvi-lo contar sobre seus tantos "encontros" que aconteciam quase todos os dias, porém, pareciam poucos perto da vontade incontrolável que o menino tinha de permanecer perto do garoto. 
Sehun voltou a encará-lo, desta vez com um pequeno toque de preocupação...Talvez nem tão pequeno assim, juntamente a certa dose de ciúmes que pareceu acompanhar o dito cujo. Seu pequeno garotinho estava literalmente amando, e segundo seus inúmeros pensamentos dolorosos, em algum momento esse "príncipe encantado" o levaria para longe de seus braços, o que sem sombra de dúvidas era um destino cruel e inevitável, até mesmo chegava a ser injusto consigo, afinal, havia sido ele quem o protegeu de tudo e de todos desde o momento em que ele nasceu, que o viu dizer as primeiras palavras, quem precisou o observar chorar silenciosamente pela morte precoce do amigo que adoeceu, sempre fora ele, e agora aquele coração seria destinado a outro.
Talvez fosse de fato, algum castigo divino não poder ter aquilo que mais desejava, quer dizer, era o correto deixá-lo partir em busca da própria felicidade. Humanos sempre tenderam a se afastar daqueles que verdadeiramente os amam, não tinha como esperar algo diferente dessa vez. Ele nem mesmo deveria estar ali, até porque, uma das milhares regras dentre os anjos era a de nunca "se mostrar" para seu protegido, Sehun fora imprudente e egoísta, errou de tantas formas diferentes que chegava a ser um número incontável, afinal, além de ter aparecido em forma humana para Baekhyun, também aprendeu a amar aquele menino de jeito mundano.
- Se me permite dizer, meu doce Byun, talvez queira guardar este segredo apenas para você. - Sua voz adquiriu um tom seco e espinhoso, era doloroso descobrir tal coisa sobre o jovem, e seria ainda mais se debatessem sobre o assunto. Não queria de forma alguma assustá-lo ou quem sabe parecer rude, apenas não conseguia entender direito como administrar toda aquela raiva acumulada dentro de si sem explodir em pedacinhos.
- Sempre dividimos segredos dos mais variados tipos um com o outro. Nada mais justo do que eu provar o quanto confio em ti e contar este também. - Ela piscou rapidamente algumas vezes, ainda se mantinha atordoado com a mudança repentina no humor de seu amigo, ele nunca havia agido daquela forma antes... Será que tinha percebido que era ele quem portava a chave do coração dele e agora estava tentando desviar a conversa para não magoá-lo? Não, não poderia ser isto. - Não, não poderia ser isto! - Não irá me perguntar o nome da pessoa que tanto ocupa meus pensamentos? 
- Não creio que isto seja realmente necessário. É um assunto que diz respeito inteiramente a você, seria indelicadeza de minha parte agir contra tal fato. - A garganta de Sehun ardia conforme era preciso engolir a saliva, estava simplesmente devastado, não deveria ter sido tão fantasioso ao imaginar que teria alguma chance, nem mesmo era correto o que queria tentar.
- Eu insisto uma última vez... Acho que és a pessoa ideal para guardar também consigo algo tão grandioso. Você é meu melhor amigo a um bom tempo, o único em quem confio cegamente por mais que possa parecer tolice de minha parte.
- Acho que ainda não entendeu a situação. Eu não quero saber quem conseguiu conquistar aquilo que tanto almejo. - Fechou os punhos tentando não perder o controle, afinal, por mais que anjos possuíssem paciência demasiada , não era infinita. Se sentia impuro devido ao ciúmes que parecia o corroer por dentro, deveria estar protegendo-o de perigos, e não querendo a ter apenas para si como se fosse o dono de Baekhyun, todavia, era inevitável ficar sempre tão perto dele sem que algo fosse desperto em seu peito, algo que até então se manteve sempre adormecido. - É doloroso precisar pensar em ti buscando repouso em outros braços, mas ao mesmo tempo sei que é correto deixá-lo escolher e sendo assim partir.
 


Notas Finais


até o próximo ^^ espero que tenham gostado
bjoos <3


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