História Dark Paradise (Releitura) - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time, Peter Pan
Personagens Personagens Originais, Peter Pan
Tags Alex Frost, Dark Paradise, Gabriela Graham, Neverland, Once Upon A Time, Peter Pan, Robbie Kay, Self-inserction
Exibições 140
Palavras 1.659
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Estupro, Incesto, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Quero agradecer pelos vários favoritos que tem aparecido, mto mto obrigada s2
Sei que a história tá semelhante à Dark Paradise da versão fanfic, mas as mudanças são gradativas.

Não é pra você se ver na Grace, se isso acontecer prefiro que pare de ler. Essa historia é minha com meu Peter Pan. A Grace sou eu. Espero que compreendam e apenas apreciem a narrativa pela perspectiva exterior, como leitores e nada mais que isso.

Capítulo 18 - Cuidado com sua Imaginação


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise (Releitura) - Capítulo 18 - Cuidado com sua Imaginação

 

Grace ficou de pé depois de alguns minutos. A vertigem a aniquilava, junto com a agonia de ser vítima de seus pensamentos. Peter aproveitou dos traumas dela para atacá-la com sua própria imaginação. Sabia que haveriam armadilhas e perigo no labirinto, mas não deduzira que estivesse ligado à sua concepção. Era a sua maior fraqueza sendo usada contra ela.

Não conseguia andar, e a sede voltava, junto com a fome. Não existia o que beber ou comer, e não queria tentar imaginar nem desejar nada, com medo de ter outro copo com larvas ou algo ainda pior, como seu pai reaparecendo.

Se rendendo, deitou numa das ruas sem saída do labirinto. Se encolheu num canto, tremendo de frio. Abraçou as pernas e fechou os olhos pra manter a mente em branco. Mas, quanto mais tentava, mais voltava a imagem de James recebendo suas punhaladas.

Pegou no sono por exaustão, e toda hora acordava.  Teve seu sono interrompido várias vezes até finalmente o dia chegar.

Os primeiros raios do Sol atingiram tênues o rosto de Grace, que estava suja de terra e com a maquiagem borrada. Se sentou na grama, sentindo-se péssima. Precisava ser forte. Não cairia em nenhuma outra armadilha onde a sugerisse suicídio ou, como resultado, seu pai a assombraria.

Aquele mundo era um lugar perigoso pois tudo o que se desejava e imaginava, de fato acontecia. E o labirinto era definitivamente a parte mais assustadora da Terra do Nunca, pois ali apenas seus temores se tornam realidade. Agora a menina estava esperta. Após o péssimo sono e com a luz da alvorada pra ajudar, iria tentar novamente.

Caminhou por horas passando em algumas ruas perdidas. Porém, algo impedia Grace de continuar: a fome e sede. Não dava pra ignorar, iria desmaiar a qualquer momento se não comesse. Há dias não se alimentava direito.

"Cuidado com sua imaginação" - a frase retornava na cabeça.

Teve receio de a fome interferir em sua meta, e assim surgir alguma ilusão no trajeto. Com passos vacilantes, quase cega de fraqueza, deparou-se com um  corredor diferente. No final havia uma escada que a levava para um túnel subterrâneo, que parecia uma descida para uma passagem secreta. Deveria ignorar, mas algo a atraiu: o cheiro delicioso e quente de comida. O estômago roncou.

Ela mordeu o lábio, sendo abatida pelo aroma, não resistindo. Sem se dar conta, chegou ao túnel, que era uma espécie de caverna feita de pedras brutas cobertas de plantas trepadeiras. Quando entrou, deparou-se com um ambiente acolhedor, bastante escuro, sem nenhum raio da luz solar. Havia grandes tochas presas nas paredes de rochedos, e o teto baixo era arredondado num estilo de masmorra. Velas estavam apoiadas nas beiradas. Queimavam há muito tempo, acumulando cera derretida. Suas luzes trepidavam acenando.

O que mais chamou a atenção de Grace foi a imensa mesa para banquete no centro. Era de pedra também, longa e pesada, e com tantas opções de comida e bebidas que a garota até achou que fosse uma miragem.

Miragem. Essa palavra veio na consciência, acordando-a do inebriante delírio. Estremeceu fechando os punhos. Era outra provação, e era quase certo que nada do banquete fosse real.

Entretanto, o cheiro era real. Grace desejou que fosse... parecia verdadeiro e palpável demais para ser alucinação. Se aproximou receosa, mas totalmente fascinada, para verificar. Espalhadas aos montes via-se uma quantidade enorme de frutas, de todos os tipos e cores, postas ao redor de pedaços vermelhos de carne suculenta, sem falar na diversidade de tortas e salgados quentes, que soltavam fumaça num misto de aromas.

O estômago da jovem roncou de novo, causando a incontrolável vontade de prová-los.. Mordeu o lábio inferior com tanta força que chegou a doer. Piscou várias vezes, e esfregou a mão na saia do vestido.

– Só um pedacinho dessa carne... não deve me fazer mal.

"E se tiver outra larva lá dentro, como teve no copo de água?" uma voz impertinente surgiu na cabeça.

– Não tem larva nenhuma. Olha só, parece fresco, como se tivesse acabado de sair do forno...

"Mas Peter Pan pode estar pregando outra peça... você sabe que ele é um demônio."  a maldita voz a alertava.

– Tô enlouquecendo mesmo. Vou comer antes que eu desmaie. - afirmou.

– Aposto que tá cheio de larvas. - alguém falou, e essa não era a voz de sua consciência. Era outra voz, de sonoridade juvenil.

Uma pessoa saiu das sombras. Grace assustou, achou que estivesse só. Levou as mãos à boca, segurando um grito. O vulto se aproximou, e a luz de uma das tochas o iluminou. Usava uma capa com capuz, que logo foi retirado da cabeça expondo a figura de Peter. Ela sentiu alívio que era ele, por um momento pensou que pudesse ser a aparição de seu pai.

O que estava pensando? Claro que a presença de Peter era pior que tudo. Com certeza que ele veio apreciar seu pesadelo.

– O que faz aqui??... - perguntou apreensiva.

Ele estava diferente, com uma roupa incomum. A capa era de tecido grosso e pesado cobrindo as costas, jogadas num dos ombros, em tons misturados de rubro com marrom. Combinava com seu porte, de forma que o deixava ainda mais excêntrico. Um colete de tons semelhantes à capa, mas de couro, cobria seu tronco, por cima da camisa envelhecida escura. 

– Vim brincar também. Está dando de falar sozinha?? - questionou com um meio sorriso irônico, a estranhando.

– Eu falava com minha consciência. Isso é outra armadilha? - indagou insegura.

O garoto notou o olhar oscilante da amiga, e virou um pouco a cabeça de lado ao se aproximar, analisando.

– Parece uma armadilha?

Grace mirou novamente a superfície da mesa, a vasta quantidade de comida.

– Parece real...

– Então, vamos nos sentar e aproveitar. - Peter arqueou uma sobrancelha pra mesa, e se sentou à cadeira da ponta. - Você acha que te arrumei desse jeito só pra passar pelo labirinto? Era pro nosso jantar.

A garota não se sentia "arrumada". Estava claramente perturbada. A maquiagem borrada trazia sua aparência doentia à tona, e embora estivesse elegante com o vestido vermelho, o aspecto abatido dominava. Com as mãos trêmulas, puxou a cadeira da outra ponta e se sentou. A ampla mesa ficou entre os dois.

Peter começou a se servir devagar, enchendo seu prato com alguns pedaços de carne sobrepostas perto dele. Grace fez o mesmo. Mas diferente do menino, ela não tinha cautela. Faminta, sem pestanejar enchia seu prato com o que alcançava.

O jovem mais a olhava do que se servia. Tentando ignorá-lo, Grace enfiou um dedo num dos pedaços da torta macia, e levou à boca, saboreando.

Fechou os olhos, apreciando o gosto salgado, morno e agradável inundando o paladar. Era perfeito. Devorava de olhos bem abertos para ter certeza que era real. Nem ligava de apanhar com as mãos, colocando na boca e mastigando ensandecida.

– Que feio, nem fez as preces antes. - comentou Peter, e a menina parou, levantando a cabeça para mirá-lo.

Ele não estava comendo. A assistia com os cotovelos apoiados na mesa. Grace engoliu uma quantidade grande de carne sem mastigar, e limpou a boca com as costas da mão. Estava com os lábios e queixo sujos, o fitando confusa.

– Você não vai comer??

– Não tenho fome. Tá mais interessante te ver se lambuzar. - afirmou, com um sorriso suspeito.

Um frio na barriga desconfortável a assolou. Algo estava errado. O semblante do flautista a amedrontava, tudo o que ele fazia esbanjava ameaça.

– Viu a sujeira que fez? - perguntou ele, vendo que a Garota Perdida permanecia calada. Indicou a comida.

Ela acompanhou seu olhar, e avistou o que de fato devorava até então: era o cadáver de seu pai. Ele estava bem estendido,  com uma abertura imensa que seguia do tórax pra barriga, deixando evidentes as vísceras que soltavam para fora numa desordem agourenta de sangue e restos de carne. Seus olhos esbugalhados estavam parados virados pro teto, e o rosto inerte demonstrava pânico como quando Grace o matou outrora.

Num sobressalto, sendo tomada pelo pavor, a menina se levantou. A cadeira caiu às suas costas, causando um estrondo na caverna. O terror era tanto que ela não conseguiu reagir. Os olhos arregalados estavam fixos no corpo do homem, e ela arrastou sua visão trêmula para suas mãos, mais uma vez cheias de sangue. O gosto férreo se tornou perceptível.

Peter sorriu expressivo, admirando o horror que atordoava a jovem. Se colocou de pé, ansioso para ver qual seria a próxima atitude dela. O brilho da loucura resplandecia nos olhos do menino, e ele parecia vidrado por vê-la ensanguentada.

Mas não houve exatamente uma reação de grito, desespero ou choro como de costume. Dessa vez, Grace revirou os olhos debilitada e desmaiou, caindo contra o chão. Peter mudou de feição, franzindo o cenho, e seu fascínio sumiu.

Ele correu até onde Grace estava, e a viu apagada.

– Fraca. -  resmungou  desanimado. - Na melhor parte, você desmaia. Como você é entediante! - exclamou, dando um chute de leve na costela dela.

Ele abaixou, a apanhou nos pulsos, e a puxou pelo braço, a arrastando pra fora. Sem se preocupar se isso a machucaria, a levou dessa maneira até as escadas que davam pra saída do túnel, a pondo na rua do labirinto. Ia largar a garota ali, porém, parou para raciocinar. Talvez estivesse exagerando. Achou melhor facilitar um pouco as coisas, só um pouco.

Tratou de deixar Grace perto do final do labirinto. A abandonou numa das esquinas de dois corredores, que favoreciam a passagem para o rumo da saída. Antes de se afastar, a olhou, contemplando sua decadência.

– É isso o que acontece quando você rejeita Peter Pan. - disse, sabendo que ela não ouvia. Esgueirou seu olhar, rancoroso com algo. O sentimento sombrio persistia no peito. Aquele sentimento que o tornava vulnerável. Gostava de Grace, mais do que era capaz, e isso o devastava.

Deu meia volta forçando-se a parar de fitá-la. Virou as costas e saiu de lá.


Notas Finais


Essa obra completa está registrada na Fundação Biblioteca Nacional - EDA - Escritório de Direitos Autorais. Caso seja feito plagio inteiro ou parcial dessa obra, eu tenho como garantir meus direitos e isso pode resultar em processo. Portanto, NÃO PLAGIE, NÃO COPIE, NÃO SE INSPIRE.


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