História Dark Paradise (Releitura) - Capítulo 8


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Categorias Peter Pan
Personagens Personagens Originais
Tags Alex Frost, Dark Paradise, Gabriela Graham, Neverland, Once Upon A Time, Peter Pan, Robbie Kay, Self-inserction
Exibições 95
Palavras 2.366
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Estupro, Incesto, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - A Ilha da Caveira


Fanfic / Fanfiction Dark Paradise (Releitura) - Capítulo 8 - A Ilha da Caveira

 

Peter retornou pro acampamento, se enxugou e vestiu as roupas. Depois, entrou em sua cabana, e se deitou na cama. Relaxou apoiando as mãos na nuca, com os olhos fixos no teto. Sabia que tinha exagerado com Grace, foi cruel ao afundar a cabeça dela na água na hora do beijo, mas não podia segurar o sorriso de canto de lábio ao se lembrar da cara de pânico da garota.

Entre alguns devaneios sobre ela, rapidamente adormeceu.

Enquanto isso, Grace se revirava na cama, sem conseguir dormir. Quando cochilou um pouco, logo acordou, transpirando. Estava tonta e sonolenta, com os nervos à flor da pele. Na mente voltava a sensação dos lábios de Peter rentes aos seus, quase prestes a beijá-la, seguido do susto. Socou o travesseiro e o virou, pronta pra outra tentativa de descanso. Não conseguiu. Sentou desistente, decidida a terminar o que Peter iniciou.

Se levantou, e saiu da casinha indo em direção ao acampamento, na clareira da floresta. Ao chegar, encontrou a fogueira apagada, e uns restos de carne mal passada num espeto. Aparentemente ele tinha feito alguma refeição antes de deitar. Grace seguiu até a cabana do garoto. Parou na frente da entrada, e ficou imóvel, quase mudando de ideia.

"Não desista, Grace, você precisa tomar alguma atitude. O que te garante que não vai morrer antes de Peter conseguir te acordar do coma? É agora ou nunca!"

Respirou fundo e abriu a porta. Entrou com cautela, pisando devagar. O interior era grande, de teto alto, com tecidos e rendas penduradas formando um efeito irreal e espectral no escuro. Alguns enfeites e mobílias rudimentares preenchiam o espaço, com uma bagunça típica de criança. Haviam velas espalhadas, que projetavam suas luzes trêmulas pelo quarto. Ela se sentou num banquinho de madeira, ao lado da cama de Peter, e apoiou o queixo nas mãos. Ficou assim,  o observando dormir.

Ele estava largado no colchão, com a boca  entreaberta. Grace sorriu ao perceber que ele repousava serenamente, como um menino travesso que bagunçou o dia inteiro e de noite descansa como um anjo. Após alguns minutos, Peter piscou de leve. Acordava, e lentamente abriu os olhos. Tinha alguma coisa estranha por ali... uma presença. Sentiu que estava sendo observado. Virou o rosto e deparou-se com Grace.

Não contava com a menina o assistindo dormir. Pulou na cama de repente, se pondo sentado.

– Porra! Que... que raios você faz aqui?? - indagou confuso.

Grace sorriu. Mesmo sonolento, ele distinguiu que aquele sorriso era diferente. Sem nenhuma explicação, a menina se aproximou, sentando no leito. Ele franziu o cenho, com cara de desconfiado.

– Eu vim terminar o que você começou. - explicou.

– Termin...? - Peter tentou falar, mas foi interrompido.

Ágil, sem dar tempo de ele terminar a pergunta, Grace o agarrou pela roupa.  Puxou com tudo, o atacando com um beijo inesperado sobre os lábios. O flautista perdeu o ar, arregalando os olhos, e em menos de um segundo seu cérebro explodiu em mil irrefreáveis ondas de espanto e desejo.

O semblante de chocado passou para malicioso ao fechar os olhos, se entregando. Abriu a boca com os lábios grudados ao dela, e a atacou de volta num beijo ferino. Grace fechou os olhos também, os cerrando com certa força, quando Peter segurou firme a sua face com as duas mãos, a trazendo pra mais perto. Ele virou o rosto, e sua língua invadiu sem cerimônias a boca da garota, provando do beijo dela como se estivesse faminto.

A menina amoleceu ficando vulnerável, a medida que retribuía. Ele a mordiscava no lábio inferior, puxando; e invadia mais e mais com a língua procurando pela dela, sugando e a tomando pra junto dele. O beijo de Peter era apressado e imaturo, mas delicioso.  Grace arquejava, com a adrenalina pulsando em cada fibra de seu corpo. Suas mãos suavam e mal conseguia pensar direito.

Peter estava com o corpo quase em cima do dela. Trouxe o quadril de Grace fazendo-o roçar ao dele. Nesse momento algo a travou. Ela recebeu a ereção contra sua coxa, e uma sensação bizarra de pânico tomou conta. Num lampejo, os pensamentos da jovem se iluminaram com lembranças horríveis.

Sem pensar direito,  o empurrou e se levantou.  Correu aos tropeços. Era como se precisasse vomitar, e a ânsia vinha de seu âmago, a impulsionando pra longe. Confuso, ele a olhou amedrontada. Se levantou e correu até ela, a impedindo de sair da cabana.

A puxou pelo braço, e  fez com que o olhasse.

– O que aconteceu??

– Eu... desculpa Peter. - tremia, tentando se soltar. - Eu senti algo ruim... desculpa. Não estou bem, preciso voltar pra casinha, não é pessoal, juro.

– Você me acorda, me beija e depois sai correndo?! Se acalma e me olha. - mandou.

Ela tentou harmonizar a respiração. A sensação maravilhosa do contato se revertia pra algo nauseante e ela estava desesperada. Olhou pra Peter como foi ordenada. Ele parecia nervoso, e ao mesmo tempo preocupado.

– Eu sei o que você tem... É trauma. - concluiu, analisando a expressão dela.

– Trauma? Deve ser... não sei. Me deixa ir, por favor?

– É trauma por causa do que seu pai fez. Não vou te deixar ir... Eu vou te fazer superar isso. Basta confiar em mim. Confia em mim??

– Confio.

– Então relaxa. - falou, a pegando nos ombros. A empurrou com cuidado, pra encostar numa mobília de madeira que tinha por ali. - Eu vou fazer algumas coisas com você... que vão te fazer esquecer essas más lembranças. 

– Uhum... - assentiu Grace, insegura. Ele aproximou a boca de seu pescoço, beijando devagar.

Ela engoliu em seco, erguendo o queixo pra receber os beijos dele. Seu coração dava solavancos, mas gradativamente começou a relaxar como foi aconselhado. O jovem levou as duas mãos para a cintura dela, por debaixo da roupa, para sentir a pele quente e curvilínea. Foi subindo com cautela, para não "assustá-la", e alcançou os seios. O cheiro doce o extasiava. 

Ele passou a lamber o pescoço de Grace, causando-lhe arrepios, enquanto a massageava nos seios, apanhando com as palmas abertas e em seguida pressionando os mamilos com os dedos. Ela deixou escapar alguns gemidos, o segurando ombros,  onde apertava firme.

Sabia que tudo aquilo era um pouco confuso, ele tinha controle da situação, porém era só um menino. Contudo, Grace não queria encontrar respostas, apenas sentir.  Logo o mal-estar desapareceu. Peter sabia como mexer com ela, como guiar suas emoções.  Ele a fitou e mordeu o lábio inferior, segurando no shorts da amiga. Grace estremeceu, com receio do que estava por vir.

Com prudência, o flautista abriu o zíper do shorts e a despiu. Pegou a barra da camiseta de Grace e a ergueu, a retirando.

– Que coisas vai fazer comigo, Peter? - arriscou perguntar com a voz branda, quase num sussurro.

– Quero fazer muitas coisas com você. - disse com seu sorriso pervertido.

– Tipo?... - perguntou ela, sentindo frio na barriga.

– Vou começar provando seu gosto...

O jovem se abaixou. Grace ficou boquiaberta, apreensiva. Queria puxá-lo de volta, mas controlou-se, ou se arrependeria depois. Ofegou ao vê-lo descendo sua calcinha, ajoelhado à sua frente.

As pernas dela tremeram, e o  garoto a encarou de onde estava, com os olhos faiscando desejo como uma fera observando sua presa. Ele aproximou a boca da intimidade de Grace, provando literalmente o seu sabor, sem pensar duas vezes. Ela fechou os olhos, soltando um gemido mais alto. Peter deslizou a ponta da língua sobre o clítoris  continuamente, e Grace sentiu o toque molhado com uma vivacidade absurda. 

Logo ela já não podia segurar os gemidos sequentes. Um turbilhão irreprimível a dominava, deixando-a alucinada. Ondas e mais ondas de prazer subiam pelo seu interior. Por vezes, Peter erguia o olhar apenas para assistir as feições de Grace, o que o estimulava a se deliciar com vontade.

Quando percebeu que ela não ia segurar, ele parou.

– Peter! - chamou, num grunhido.

– Calma... - disse sorrindo satisfeito, se levantando e pondo-se de pé.  Seus lábios estavam úmidos, reluzindo contra a luz das velas. - Quer mais?

– Sim! Continua...  - exclamou um tanto vidrada.

Peter riu travesso e a beijou, invadindo sua boca com a língua, para ela receber seus próprios fluidos com a saliva dele. Retribuiu o beijo. Definitivamente ele conseguiu afastar os pensamentos ruins relacionados ao pai.

Ainda a beijando,  o jovem abriu a própria calça, a descendo para as coxas. Grace previu o que ele pretendia, e a adrenalina a corroeu por dentro. Peter parou o beijo e se juntou os corpos. Pegou a mão da amiga e levou até a parte frontal de seu quadril, para ela apanhar sua masculinidade.

Grace fechou a mão ao redor do membro rígido, friccionando para cima e baixo, sentindo sua firmeza. O arquejo do flautista intensificou, em meio a um suave gemido baixo.  Logo ele deslizou seu membro na pele da menina, se posicionando e encontrando a entrada molhada dela.

Ela segurou os braços de Peter com as duas mãos para se apoiar, e ergueu a cintura. Mordeu o lábio, e Peter a invadiu. Sentiu a pressão dentro de seu corpo, algo ardente que a deixou tonta e desorientada, mas de uma maneira extraordinária e prazerosa. Peter franziu o cenho com semblante concentrado, gemendo rouco recebendo o seu interior apertado.

Tinha muito, muito tempo que ele não fazia aquilo. Na verdade, já tivera a chance de ter momentos íntimos com mulheres. Se lembrava bem do corpo da mãe de Dália. Porém, há séculos que não era mais aquele velho bêbado. Ele era jovem agora, e a sua primeira vez teoricamente estava sendo com Grace.

Ainda assim, as memórias lhe permitiam ter domínio da situação, e quando começou a se mover, ele pôde vislumbrar e apreciar o efeito que isso causava, nos gemidos, expressões e transpiração da sonhadora.

O corpo da garota ficou sensitivo, e ela não moderava nos gemidos, o puxando, apertando e arranhando a medida que tudo se tornava vigoroso. Quase febril, Grace mergulhava nas íris verdes musgo dos olhos selvagens de Peter, se afogando na profundidade deles, o encarando. E Peter mergulhava nas íris verdes oceânicas dela. 

– Eu... - a jovem começou a falar, mas não conseguiu terminar a frase.

Peter percebeu que ela estava quase finalizando, por isso desacelerou as estocadas e a segurou no pescoço.

– Seu pai te fazia gemer assim, Grace?... - perguntou ele, com a voz rouca e um sorriso insano. Ia e voltava seu sexo nela, dessa vez com uma lentidão enlouquecedora.

Grace estremeceu da cabeça aos pés. O frio na barriga a deixou agitada. Foi nocauteada pela náusea perturbadora psicologicamente ligada direto ao trauma, mas de contrapartida seu corpo inebriado pedia por mais.

– Peter!... - gemeu, com força. - Não me pergunte... mais essas coisas!

– Só estou curioso... - explicou ele, lambendo vulgarmente o lábio dela. - Ele te deixava assim, bem, bem molhada? - arriscou perguntar, rindo baixo.

O membro de Peter pulsava em suas paredes molhadas, e ela não conseguiu fazer nada além de fechar os olhos. As lágrimas correrem pelas bochechas vermelhas. Ao vê-la chorando, Peter deu um uivo longo e regressou aos movimentos rígidos, gerando na amiga um impacto destrutivo e inacreditável. Ela estava em extremos máximos, o coração e emocional afetado, e o corpo enlevado.

Peter a levou ao céu e inferno em segundos, quando todas suas sensações explodiram e ela alcançou o primeiro orgasmo da vida, junto com ele.

Seus corpos suados se soltaram, e o garoto afastou o suficiente para sair de dentro. Grace estava aturdida, com o coração batendo tão forte que parecia conseguir ouvi-lo. O demônio passou a mão no rosto dela, a segurando. A levou até a cama, e fez com que se deitasse.  Se deitou ao lado, e a observou. A respiração de ambos se mesclavam. E então o pranto de Grace veio com tudo. Deixou as lágrimas caírem, mais e mais pesadas,  para o travesseiro.

– Você fica linda quando chora... - comentou a assistindo, a acariciando  no cabelo.  Citar  o pai durante o ato foi  cruel, e isso causava-lhe uma sensação única de poder.

Grace adormeceu em prantos, e Peter permaneceu acordado admirando sua garota traumatizada.

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Ao despertar na cama de Peter, Grace viu que ele não estava lá. Sentou-se perdida, com o corpo entorpecido devido à noite que tiveram. Ao seu lado sobre o banquinho havia uma cesta com frutas. Sorriu imaginando que ele deixara pra ela comer. Apanhou uma maçã, e foi se vestir. Comendo a fruta, e já trajada, caminhou pra saída da cabana. Lá fora, viu Peter se retirando da clareira, seguindo para algum lugar.

A garota ficou parada na porta, mordendo a maçã, reflexiva. Olhava as costas dele desaparecerem em meio à mata. Em sua mente repassavam os momentos intensos que viveram há algumas horas. O jovem havia a torturado psicologicamente enquanto a possuía, e aquilo foi perturbador.

Embora tivesse sido a melhor noite de sua vida, algo desagradável comovia a intuição. Era certeza que Peter escondia muita coisa, e se perguntava do que ele era capaz. Como combinado, aquele seria um dia decisivo: ele partiria para sua cidade, pra trazê-la de volta do coma, e  assim ela cederia o coração.

Suspirando incomodada, largou o resto da fruta e resolveu segui-lo. Seja lá para onde ia, queria ver com os próprios olhos. Correu para a floresta, tentando acompanhar a silhueta do flautista, que ia adiante.

Após  minutos de caminhada, Peter parou e iniciou vôo em direção à caverna no alto de uma das ilhotas ao redor da Terra do Nunca. Grace nunca reparou naquela caverna. Era sombria, em formato arredondado e com aspecto macabro que lembrava um crânio.

Pasma, imaginou o que raios Peter faria. Viu que ele pousou. Grace levantou voo também, partindo para o mesmo destino. Não demorou muito e  alcançou o interior, que era uma espécie de gruta.  Haviam escadas íngremes ao canto, atrás de um pequeno lago. Insegura, deu a volta nesse lado e subiu as escadas de pedra. Parou atrás de uma rocha gigantesca, se escondeu, e observou.

Peter estava quieto, parado no espaço vasto. Havia algo de tétrico no ambiente, e ele parecia esperar por alguém. A menina manteve-se imóvel, sem saber que estava prestes a descobrir algo que a desmoronaria absolutamente.


Notas Finais




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