História Dark Secrets - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler, Shawn Mendes, Zayn Malik
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Dark Secrets, Drama, Intercâmbio, Justin Bieber, Los Angeles, Violencia
Exibições 128
Palavras 15.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, oi minha gente, como estão? Espero que animados por que eu estou em dobro.

Finalmente! Conseguir fazer o capitulo em menos tempo, estou feliz só por isso, então não vejo a hora de ler o que comentam.

Sim, eu sou um poço de demora, tentei e tentei várias vezes para postar em três dias mais foi impossível, mas aí está, ele pronto.

- Boa leitura amores!

Capítulo 35 - I can not lose it!


Fanfic / Fanfiction Dark Secrets - Capítulo 35 - I can not lose it!

POV DANY

Grosso, arrogante, cruel e sem sentimentos. Era tudo que conseguia descrever Zayn nesse momento, no agora. Mas cabia em mim outras palavras que poderia defini-lo, não sabia totalmente o real motivo de seu maior desprezo, talvez ele tivera que passar por tanta crueldade para se tornar essa pessoa que por mim queria que não fosse. Pensava sempre no bom, no justo, e muitas vezes me arrependia por ser tão boa. 

Massageei meu braço pela milésima vez sentindo a dor que a bala causou ao resvalar pelo meu braço, deixando ele dormente e ainda muito dolorido. Mas pensava em todo canto que passara ontem a tarde pela casa. Em todo lugar que olhava, tinha homens postos para qualquer tipo de fuga, que consequentemente seria de minha parte. 

Caroline parecia ter medo de tentar qualquer tipo de fuga. Megan por outro lado, parecia gostar de viver numa prisão.

Não a conhecia de fato, e nem gostaria de conhece-la. Megan era totalmente o contrário de Caroline, percebi seu olhar quando estava segurando a arma pronta para sair daquela casa em ato de fuga. Em comparação, Caroline tinha um pingo de esperança no olhar, enquanto Megan tinha mesmo era o medo de que algo acontecesse com Zayn, o que de fato seria a bala atingir rapidamente sua cabeça, fazendo assim um enorme estrago. 

Sentada agora olhando pro nada me fez pensar na tolice que iria fazer. Não seria capaz de matar uma pessoa, muito menos aquele que antes mesmo se demostrara um amigo. Tinha uma sorte enorme de não ter nenhuma bala naquela arma, por que mesmo tudo que estou passando, a única coisa que não queria, era ser uma assassina, igual á eles. 

Nesse meio tempo pensei em Dennis também. Será que Zayn  e ele tinham mesmos problemas mentais? Ou era tanto a vontade de acabar a com minha vida que acabou tendo que levar um sedativo para que se acalmasse? 

Fui impedida de qualquer mais pensamentos ao ouvir sons de pássaros lá fora. Levantei do colchão que dava dor nas costas e olhei pra porta fechada. Respiro fundo esperando que Zayn ou qualquer outro que não sege Dennis entrasse pela porta, mas nada acontece, o que me faz criar duvidas de tanta demora. Será que estou sozinha? Não, eles não seriam tão idiotas para me deixar sozinha neste lugar. Vou até as janelas e checo se tem algum dos vários homens que cuidam da casa, mas acabo me surpreendendo de não ver ninguém ali. 

Eles me deixaram mesmo neste quarto vazio? Sentir meu estomago roncar novamente e já estava acostumada com tanta exigência por alguma comida ou água. Mas os efeitos colaterais eram devastadores, sentia tontura a cada dois minutos, ainda mais suava frio. 

Peguei debaixo do travesseiro, as únicas duas maças que lá estavam. Comi devagar sentindo agora meu estomago se contentar com que recebia. O que me fazia falta a comida de Pattie, que comia e fazia questão de repetir. 

Solto o ar guardado em meus pulmões caminhando até a porta. Aproximo meu ouvido da porta tentando escutar alguma coisa do lado de fora do quarto, mas o silêncio era a única coisa que reinava naquele lugar. 

- Tem alguém aí? -grito batendo na porta vendo que nenhuma resposta surgiu- 

Grito novamente e nada de resposta. Seguro a maçaneta querendo arrombar a porta. Puxo ela com tanta força que vejo só meu corpo caindo para trás e o barulho da porta surgir ao bater em algum lugar que não distinguia o que era. 

Estranho, por que deixariam aberta? 

Afasto os pensamentos olhando agora o corredor e a escada um pouco afastada da porta ao meu lado direito. Passo por ela descendo as escadas e nada, não via ninguém e muito mesmo algum ser vivo naquele comodo. 

Observo a porta que dava acesso a rua deserta. Vou até ela virando a maçaneta puxando-a e abrindo. 

Carline: Não faça isso. -virei rápido vendo que ela estava parada junto com Dennis que guardara alguma coisa no bolso de sua calça- Sabe que não tem como fugir, mesmo que sege tão fácil se perderia nessas ruas e florestas. 

Olhei pro Dennis que ria de minha atitude. 

Xx: Dany. 

A voz que acaba de invadir meus ouvidos acaba com minhas chances de fuga. Observei Zayn parar ao meu lado passando a mãos pelos cabelos me olhando, como se tudo que fizesse não adiantaria em toda minha chance de fuga. 

Ele estava com vestes pretas assim como Dennis, enquanto em suas mãos tivera um jornal que ele folheava com certa pressa. Suspirei ao ver na minha tolice de achar novamente e sempre continuar achando que poderia ter alguma chance para escapar de suas mãos. 

- Zayn. -fecho a porta lentamente olhando pra ele- 

Zayn: Você sempre me surpreende Dany, mesmo sabendo que não tem como fugir desta casa. -diz me olhando de cima a baixo, jogando o jornal ao Dennis que revirou os olhos pelo ato inesperado dele- 

- E eu me surpreendo com tanta tolice de minha parte. -falo soltando o ar que pra mim era inesperado- Vai a algum lugar? -pergunto á ele que sorri ao ouvir o questionamento- 

Zayn: Enterro de Richard, lembra? -pergunta retrucando no maior sarcasmo que tinha- 

- Não me lembro de ter me falado que tinha sido convidado pro velório. -retruco ignorando as altas risadas que vinha de Dennis- 

Dennis: Não precisamos de convite pra entrar no cemitério. -se colocou na conversa- Temos uma surpresa ao Bieber Dany, não dar pra esperar. 

- O que vai fazer com ele? -perguntei aflita tornando o meu tom mais alto que de normal- 

Zayn: Cuide dela Caroline. -diz por fim passando por mim abrindo a porta- 

- Não, não, não. O que vai fazer? -digo fechando a porta empurrando ele com força. Ele fecha os olhos, não fazendo mais que isso- Fala Zayn, o que pretende fazer com ele? 

Empurro ele novamente batendo em seu peito com tanta força que sentia minhas mãos doerem e ficarem dormentes, mas parecia que ele não sentia uma dor sequer. 

- Não vai machuca-lo, você não vai.. Fala seu filho da mãe, vai pega-lo desprevenido não é? Está querendo tirar proveito do sofrimento dele, você é um fraco, um fraco. -grito continuando bater em seu peito com força deixando as lágrimas caírem- Reage covarde!

Acerto um tapa em seu rosto que sinto minhas mãos fracas formigarem, ele finalmente reage. Segura meu braço com tanta força que percebo minha mão avermelhada pelo interrompimento da circulação sanguínea em meu braço. Me debato várias vezes gritando e impedindo que ele saísse daquela casa, mas sua força, muito maior que a minha, jogara meu corpo que foi bastante forte ao ter impacto com o chão. Meus cabelos caídos sob meu rosto impedia que eu o visse. Estava com medo, preocupada pelo que ele planejara pro Justin. 

Zayn: Já chega Dany, isso uma hora teria que acabar, tanto eu quanto você sabia disso. Ele vai morrer sim, e não é seus xingamentos que vai me impedir de fazer isso. 

Balancei a cabeça em negação mergulhada em lágrimas. 

- Não faça isso.. -sussurrei vendo que Caroline me ajudara a levantar- Eu faço qualquer coisa, mas por favor eu peço, deixe ele fora disso. Esqueça essa vingança. 

Zayn se mostrou irredutível, manteve seu olhar firme e frio ao meu rosto, certo de que faria alguma coisa com o Justin. Me via agora num pesadelo maior que esta trancada nessa casa, aonde eu tenho que conviver com pessoas crueis e presenciar cenas de totais torturas, estava em um pesadelo que eu não queria ter, tudo que mais queria era que o Justin escapasse de certa forma desta armadilha, que fugisse até que Zayn desistisse de segui-lo, de procura-lo a todo custo. 

Zayn: Nada vai fazer com que eu não consiga essa vingança Dany. -diz colocando uma blusa por cima de sua blusa preta- Estou apenas finalizando um trabalho que tenho á anos. 

Ele sai pela porta junto com Dennis desviando seu olhar de meu rosto. 

- Não, não! -grito tentando sair também, mas os homens que lá fora pararam no meu caminho- Zayn não faça isso, por favor! -grito novamente passando as mãos pelo cabelo sentindo Caroline me segurar pelo braço- 

Caroline: Dany não adianta, ele não vai te ouvir. -falou perto do meu ouvido impedindo que os homens que me seguravam ouviam o que ela falava-  

- Eu tenho que fazer alguma coisa Caroline, é o Justin. -sussurro só pra ela ouvir deixando-me cair em desespero-

Começo a dar murros no homem que me leva de volta para dentro, tentando pensar em algo, em alguma solução, eu preciso impedi-lo, não vou suportar a dor de perde-lo. 

Eu, Eu não posso perde-lo. 

Caroline: Tente se acalmar Dany, Zayn de qualquer forma não te escutaria, ele sabe que no fundo não tem como você gostar dele, ele quer essa vingança durante anos e não vai ser sua chegada de meses que vai mudar a raiva que sente pelo Justin. 

Me solto dos braços dos brutamontes caminhando até a janela perto da porta. O carro que Zayn entrara com Dennis ali já não estavam. Comecei e ficar pior do que minutos antes. Minhas mãos apertaram com tanta força o ferro que protegia a janela, enquanto minha respiração estava em constante guerra com as lágrimas que ainda caíam. Gritei, desabei, tudo que fizesse uma total atenção eu tentei mas era tudo em vão, todos aqueles homens me olhavam com sarcasmo, tirando proveito de toda angustia que sentia. 

Caroline me tirou daquela janela depois de um longo tempo em recusa de minha parte. Me ajudou a se sentar em um sofá que tinha na sala e saiu para a cozinha alegando buscar um copo d´água. Nesse meio tempo, Megan havia aparecido se sentando no outro sofá, me olhando. Seus olhos mostrava a ironia ao me ver nesse estado, logo sua voz atrapalhava qualquer soluço meu, que ouvia num curto período de tempo.

Megan: Finalmente Zayn deixou que saísse do quarto, pena que sua alegria durou tão pouco. -passei a mão pelo meu rosto tentando secar as lágrimas, que não davam indícios que iam parar- Quando ele voltar pra essa casa, tudo entrará nos eixos e Justin estará morto. 

Não respondi, apenas olhei pro lugar aonde Caroline passara, imaginando que seria a cozinha. Minha cabeça latejava, mas não conseguia pensar em nada que não fosse ele. Estava com medo, soubera que que o dia chegara e que Zayn se vingara de Justin, mas continha em mim, uma pequena esperança. De que tudo voltasse ao normal e que finalmente tudo voltasse aos trilhos.

E agora acontece isso. 

Megan vendo que não gastara qualquer palavra que saísse de minha boca, insistindo, se sentou ao meu lado. 

Megan: Você tem que aceitar, Justin vai ser morto e pronto, deveria se contentar com tanta desgraça, já que você também tem grande parte de culpa pela morte dele. 

Caroline: Já chega Megan, não está vendo que falando isso não ajuda? -perguntou entregando-me o copo com água. Bebi aos poucos ainda muito nervosa e só agora havia percebido que ela acrescentara açúcar na água-  Deixe de bancar a idiota e aja educadamente, se não, dispenso qualquer tipo de sua ajuda. 

Caroline foi grosseira nas palavras, o que fez automaticamente Megan se levantar saindo da sala com a maior cara de reprovação que vira em toda minha vida. Quando vi que Megan tinha subido, olhei pra Caroline deixando novamente o medo guiar-me. 

- Ela tem razão Caroline, eu tive culpa nisso. -retomei a falar, olhando pra todos os lados daquela enorme sala- Zayn se apaixonou por mim eu acho, não tenho certeza mas, ele sente algo por mim. Isso foi só mais uma prova para que Zayn quisesse a vida dele acabada. Se eu pudesse voltar no tempo teria recuado, o evitava quando Justin me pedia, não teria feito nada para que ele criasse tanto afeto por mim, não sei se isso é loucura dele ou é a verdade do que ele sente, mas eu não posso retribuir da mesma forma, eu não sinto nada por ele e contei a verdade. -suspirei ao ver Caroline realmente concordar com minhas palavras- Ele reagiu da forma esperada, acho que de fato, ajudou ainda mais no ato de vingança. 

Caroline: Dany, Zayn queria isso bem antes de te conhecer. -segurou minhas mãos passando o maior conforto que podia- Você não pode se culpar por amar outra pessoa, isso é reciproco. Zayn acha que pode ter tudo a base de intimidação e agressão mas não é desta forma, tudo o que você sente é uma enorme insatisfação por saber que errou ao insistir em algo que as pessoas pediam pra que se afastasse. Não é sua culpa, não entre na onda de Megan, ela quer te ver abalada.

- E ela conseguiu. -admiti me levantando do sofá olhando diretamente á ela- Zayn está a caminho de conseguir o que tanto queria. O que eu faço Caroline? -pergunto- Não posso deixar que nada possa acontece-lo! É horrível saber que Zayn possa conseguir o que tanto quer.

Caroline: Não tenha medo Dany! -exclamou se levantando também- Se Justin sabe com quem realmente está lidando, vai agir da forma certa. É um velório e Zayn vai ter dificuldades de atrai-lo. Pense de forma positiva, por que quem corre mais riscos é o Zayn. 

Tentei extrair suas palavras de forma positiva e havia conseguido. Caroline estava certa, Zayn entrara em um cemitério cheio de pessoas. Justin não arriscaria sua vida se soubesse como Zayn age, mas isso ainda não tira a enorme preocupação que sentira e que se tornara maior a cada minuto parada, sem fazer nada. 

Agora só me restava a espera, que mesmo sufocante e devastadora, esperava que no fundo de tudo isso saísse o enorme prazer de seu plano sair errado. 

 

POV SOPHIE

Hoje por grande ironia minha acordei disposta. O relógio marcava as sete e meia, como tinha colocado no alarme. Levantei e desci pra cozinha, aonde minha mãe e Jawy estavam. Desanimados e com caras de velório, certamente por ser hoje o enterro do Richard. 

Peguei uma maça na fruteira e sentei ao lado de meu irmão.

Jawy: Não estou com paciência alguma de ir á um enterro. -admitiu assim que me sentei ao seu lado, arquei a sobrancelha mordendo um pedaço da maça- Richard que eu mal conheço está morto e Dany.. Está desaparecida, perdi algo á mais enquanto dormia? 

Celine: Sabe que não, bom eu acho. -me olhou, porém não havia entendido- Enfim, temos que ir por causa de Sophie, ela conhecia Richard, mesmo que pouco, mas conhecia. 

Jawy: Não, eu tenho a certeza de que perdi alguma coisa. -lançou o olhar pra mim e eu dei ombro- Posso fazer um esforço para ir a esse enterro, mas Sophie poderia esclarecer a cena que vimos essa noite. 

Encarei os dois com a maior cara de duvida que tinha. Cena? Que cena? 

- Se me explicarem o que tanto falam, posso realmente esclarecer. -falei depois de um longo tempo em silêncio- 

Celine: O que conversava tanto com Shawn ontem? -perguntou e eu comecei a tossir, não por ironia, mas por eles terem visto o que tinham acontecido- 

- Nada de mais, só conversávamos como duas pessoas civilizadas..

Jawy: Mas não explica a discussão dos dois em frente a casa. -olhei pra ele que insistia no assunto mais aprofundado- Aquela conversa era tudo, exeto civilizada.

- Aonde querem chegar com tudo isso? 

Celine: Filha, Shawn fez de tudo pra se afastar de você, até os pais dele fez isso com nossa família depois do acidente. Não vejo motivo para agora, os dois tarem amiguinhos de uma hora pra outra. 

- Não somos amigos se é o que queriam tanto escutar. -revirei os olhos não querendo aquela conversa- Nos aproximamos de fato, o que explica estudarmos no mesmo prédio do curso, mas não tenho como evita-lo toda hora que o vejo. 

Jawy: Esse cara ainda mexe com você Sophie, mesmo que não queira, ele mexe. -retomou a falar, o que me fez olha-lo- Tente esquece-lo, você é  prova de que tudo que ele fez dói ainda em você. Se você não quer voltar a sofrer como antes, evite-o.

- O que acha que eu faço? -pergunto  num tom mais alto que tive da minha raiva- Deixo ele brincar com meus sentimentos quando pode? -segurei na madeira da mesa arranhando-as com minhas unhas- Se serve tanto de consolo e agrado, pedi pra que ele se afastasse. Distante de mim, ele fica bem e eu consequentemente, fico melhor. 

Os dois me encararam em expectativa. Eles estavam certos, meu bom agrado e a educação de qualidade que havia recebido só provava á mim o quanto eu era doce quanto se tratava de desculpas e perdão. Deixara pessoas que certamente me magoavam chegar em mim e conseguir o meu perdão novamente. Mas com ele não seria assim de fato. Além de ter me magoado, ele havia provado que brincar com os sentimentos alheios era mais importante que sinceras desculpas. Estava abalada, magoada, literalmente jogada em um profundo buraco tentando me erguer e achar a saída, um brilho de luz que voltasse a ver o mundo ao ter superado seu distanciamento, porém parecia tão incerto que algo me dizia que essa saída não existisse mais, o que me deixava ter que conviver com a dor e o contentamento por sentir tantos sentimentos horríveis de uma vez só. 

Agora, tentara controlar as lágrimas que insistiam em cair. Respirava fundo piscando com os olhos várias vezes secando-as lentamente, mas nada imaginara a minha cara visivelmente de choro. O que contestava a minha cabeça baixa, para que eles não notassem minha tamanha fraqueza. 

Celine: Está fazendo de novo Sophie. 

Não respondo, apenas tento adivinhar no que ela falara instantes antes.

Jawy: Olha a mesa. -diz sério. Olhei para a mesa com a sobrancelha franzida percebendo o estrago que nela havia feito- 

Arranhões pra ser exata. Sentira minutos antes a minha unha resvalar por ela, mas não constatei tanta força. Porém a arte que fiz eram enormes e bastante visível. 

Celine: Está acontecendo tudo de novo. -falou depois de um longo tempo notando o estrago na mesa- Esse garoto precisa sair de sua cabeça, não quero ter que presenciar suas atitudes de antes. Calada, abalada, a que não olhava pra comida e que tinha todos os dias, um psicólogo para conversar. Não quero passar por isso de novo filha. 

Percebi na sua voz, o sofrimento em suas palavras. Era certa suas reais ajudas para me tirar de um rumo sem volta, o que de fato me ajudou, mas sabia que por mim, eu não iria ser a mesma garota que chorava pelos cantos, que mostrara sofrimento na comida ou nas coisas de que gostava. Seria mais forte do que fraca, isso não significava não chorar ou ficar pensando em coisas que me fizessem lembrar, eu poderia fazer isso todos os dias, só que a diferença disso tudo, era que me preservaria de sofrimentos futuros, e que depressão não estaria no meu vocabulário. 

Lancei meu olhar para os dois, eles no começo se assustaram ao me ver com os olhos coincidentes avermelhados e os olhos totalmente inchados, era o que não poderia esconder. 

- Posso ter feito isso de novo, posso fazer amanhã, ou depois, quantas vezes me der vontade, mas arranhar uma mesa não será minha constante fraqueza que demostrara quando era aquela garota que não sabia lidar com sentimentos ruins, tudo ao mesmo tempo. -explico e os dois com os lábios semi abertos, demostrara surpreendimento no que falara- Aquela garota fraca não existe mais, posso chorar, desabar, fazer qualquer coisa parque que os dois se preocupem, mas é só isso. Tudo o que mais quero, é não passar por aquilo de novo. 

...

Aliso meu vestido preto e simples em frente ao espelho. Meu cabelo ainda desfeito caía pelos meus ombros nus por conta da alça fina do vestido. Abaixei meu olhar pro vestido vendo no chão, os saltos também pretos prontos para serem colocados estavam ao meu lado. 

A chuva lá fora ficara pesada á medida que as horas se alarmara. O céu estava tão escuro e as janelas tão embaçadas que as luzes das lampadas das ruas foram obrigadas a permanecerem acesas durante a manhã. 

Minha mãe Celine aparecera na porta trazendo consigo dois vestidos ainda no cabide, prontos para um deles ser colocado. 

Celine: O que acha.. Preto e com cara de tristeza evidente ou essa cinza, com cara de não te conheço, mas vou comparecer ao seu velório? -perguntou irônica esticando suas mãos mostrando os vestidos- 

- Cinza, destaca seus olhos e aprofunda o abalo por ouvir como ele foi morto. -falei e ela olhou pro vestido que escolhi arqueando a sobrancelha- Não que ser morto com um ácido derramado na face não seja tão assustador assim. 

Celine: Ele foi morto por um ácido? -perguntou se sentando na cama, mostrando agora, o terrível abalo de que falara- Pensei que fosse por uma agressão que sofreu, foi o que seu pai disse, o que é incrível, já que ele mora tão longe e sabe das coisas que acontece debaixo de nossos olhos. 

- Foram os dois que causaram a morte, consequentemente a queimadura do produto foi o toque final para a morte exata. -expliquei ajeitando a alça do vestido tentado ajeitar o cabelo- E falando no pai que não liga, não dá explicações e que depois da separação faz questão de não mostrar o rosto, prefiro voltar a falar de enterro. 

Comecei a tentar fazer algo diferente no cabelo mas não conseguia. Tudo por culpa de um pai que sem pre que fala dele, eu fico desse jeito.

Celine: Deixe-me te ajudar querida. -pediu retirando minhas mãos do cabelo e ela começou a fazer algo que não identificava, já que estava olhando pra janela e não pro espelho- Seu pai e eu não queremos que nossa separação afete de fato nossos filhos, foi assim a nossa conversa, com você e Jawy. 

- Ele prefere ficar mais tempo com a nova esposa do que vir pelo menos uma vez pra visitar a gente. Como acha que me sentiria? 

Celine: Seu pai está construindo uma nova família, vai ter novos filhos e consequentemente você e Jawy terá novos irmãos, sei o que sente e fico triste por ouvir tanta reclamação que de fato é verdade, mas tem que entender o lado de seu pai também, nossa separação não foi tão boa de fato, brigamos, discutimos, tudo de ruim aconteceu, mas veja, foi bom pra ele..

- E pra você mãe, foi tão bom assim como ele? -perguntei interrompendo sua explicação. Ela por sua vez não respondeu, só continuava a transar o cabelo- Eu não quero novos irmãos.

Celine: Mas terá que se cotentar com isso. -retirou as mãos do meu cabelo colocando arrumando a parte de trás do meu vestido- Não vai ter sua mãe pra sempre Sophie, a mesma coisa é seu pai. Se algo acontecer comigo, acha mesmo que pode ficar fugindo dos braços dele? 

- Ultimamente só fica falando em morte, doença, acidente, tudo que há de mal sai em definitivo de sua boca mãe. -virei pra ela encarando a mesma que fez questão de abaixar a cabeça- 

Celine: Está pronta.. -me olhou de cima abaixo avaliando meu estado final- Ficou linda, mas não posso dizer isso, já que é um enterro. -deu ombros olhando agora pras roupas em que trouxera- Vou me trocar. 

Saiu do quarto carregando os dois vestidos, enquanto eu permanecia parada olhando agora pra janela. 

Avistei a família de Shawn saindo da casa a frente. Todos vestidos na cansável roupa preta que teria que suportar hoje. Mary, a mãe dele vestia-se sempre luxuosamente e ao contrário de Robert, que de fato, está bem mais elegante, se vestira bem mais simples que ela. 

Revirei os olhos da janela assim que vi Becky saindo da casa segurando a mão de Shawn. Não o vi, mas se ela não larga ele, principalmente a mão também estaria restrita. Fechei a janela e coloquei os saltos, descendo para a sala principal esperando junto com Jawy, só minha mãe que não aparecera ainda por conta da demora. 

Quando chegamos ao local, havia poucas pessoas ainda. Me apoiei no muro que tinha ao meu lado checando algumas entradas de portões velhos do cemitério. Já era horrível estar em um lugar que dava medo só de olhar por imaginar tantas pessoas enterradas abaixo de você, agora o cenário só complica a existência de qualquer imaginação boa daquele lugar. 

O velório não era comum como alguns que já fui, pelo contrário, era exaustante, não só por ver a cada canto pessoas chorando ou simplesmente desoladas, mas por ver algumas pessoas contracenando em um local cercado por tristeza. Me deixava nervosa, contrariada, porém não tinha o que fazer pra afastar essas pessoas. 

Também não continha meu sofrimento. Não conhecia Richard totalmente, mas por trás de uma pessoa forte, sou fraca quando se trata de sentimentos. Quando tudo se resume nele. 

Sim Shawn!

Seu rosto um pouco abaixado surgiu enquanto andava. Revelara a agonia de estar num local totalmente cercado pelo sofrimento. Seu terno preto era repetidamente tocado pelas suas mãos brancas, enquanto seus olhos mostrara a indignação pela morte cruel e banal de Richard. 

Aproximou-se de mim, parando ao meu lado e olhando o caixão exposto a frente. Fiz o mesmo, vendo que as pessoas se afastando um pouco por conta de parentes atormentadas pelo sufoco repentino.  

Shawn: Isso é surreal na minha opinião, ele devia estar vivo. -esbravejou seu nervosismo mexendo no cabelo exausto- 

- Esqueceu do que falei á você ontem a noite? -perguntei percebendo os olhares tenebrosos ao caixão- 

Shawn: Estamos em um enterro Sophie, se distanciar é algo que não podemos fazer aqui. -diz ele, praticamente jogando na minha cara- 

- Mas eu quero distância, nem que seja por mais perto que for. -retruquei sacudindo os ombros, sentindo um arrepio atingir meu corpo por trás- Não se aproxime ou fale, não olhe ou siga meus passos, tenho que ser mais clara?

Shawn me olhou por certo tempo. Elevando os ombros enquanto suspirava seguidas vezes. Ele me olhava com reprovação.

Shawn: Sabe que não posso fazer isso. -balançou a cabeça em negativa, pude ver os cantos de sua boca tremerem ligeiramente- Por mais que eu queira, eu não consigo. -sussurrou ao presenciar a chegada de Becky ao seu lado cercando a gente. Olhei pra ela e depois voltei meu olhar pra ele, apertando em mãos, meu vestido de tão nervosa que estava- 

Sorri por um instante desfazendo ele assim que vi um velhinho olhando pra mim como se fosse me matar com os olhos. Acho que meu ato não agradara ele.

- Ah consegue sim Shawn, você se afastou por anos, consegue fazer isso facilmente pelo resto de sua vida. -me afastei dele se colocando ao lado de meu irmão, que pelo que viu, se demostrou contente com minhas palavras- 

Jawy: Depois do fora que ele levou, duvido que insista em você novamente. -cochichou perto de meu ouvido, se controlando pra não soltar um riso que nele guardara quando Shawn estava olhando na nossa direção- 

- Não foi um fora, foi simplesmente um pedido, é melhor pros dois. -suspirei olhando o caixão marrom fechado-

Jawy: Acho exaustante ver que a família dele voltou  pra mesma casa que saíram anos antes e agem como se não tivessem feito nada, se soubessem o que fizeram com você.. 

- Não vão saber de nada, e isso faz parte do meu passado, o que eu quero esquecer. -ele assentiu e eu olhei em volta vendo mina mãe conversar com o mesmo velho que me repreendeu pelo sorriso- 

A imagem de Richard em retratos foram colocados ao lado no caixão. Seu rosto risonho contemplava qualquer marca de tristeza em rostos que os olhavam. Neguei em mente ao vê-lo daquela forma. Richard era tão educado, inteligente, que por mais que pouco tempo de conversa que tinha com ele, fora o bastante para contemplar sua amizade, mesmo que por pouco tempo.  

 

POV JUSTIN

Ajeitava a roupa em frente ao espelho repetidas vezes, não por estar algo errado, mas por impaciência. Impaciência de tudo acontecer ao mesmo tempo, não sei se aguentaria mais uma cara sofrida falando como tudo fosse diferente se não tivéssemos entrado nisso. 

Hoje era o funeral de Richard, todos de sua família iria comparecer ao velório, até sua noiva, que por inclusão minha, não devera saber de nada que rolara na vida dele. Richard sempre vivia insatisfeito, não pela vida que seguia, mas por não contar nada para aquela mulher que ele escolheu pra viver junto pelo resto da vida. Ele andava triste, pensativo, até tentava evitar certos assuntos, que de fato, caíra feito bomba em sua cabeça. Agora eu entendo que ele só queria ser bom, não que ele não fosse, mas bom no sentido da vida que queria seguir também.

Se isso já não era de bom agrado, a noite nem caíra no sono, não só por culpa do peso na consciência, mas também pelo Marc que ligara falando que estava na casa de Richard. Contara que a noiva dele, ainda estarrecida tentara se matar quando soube de sua morte, e acabou no hospital sem correr riscos de vida. O que de fato, é ótimo!

E tudo se resumiu em hospital, sequestro e morte. 

Claro, acompanhei a noiva dele no hospital assim que soube da noticia. Retornei pra casa só agora convencendo ela de que morte não seria a saída  de seu sofrimento. Ela por outro lado, concordara com minhas declarações, falando várias vezes que ele não aceitara sua atitude pulsiva e grosseira, e decidiu descansar-se para o enterro de hoje. 

Ouvir gritos vindo da parte de baixo da casa. Era minha mãe outra vez me apressando. Peguei tudo que tinha separado e coloquei no bolso da calça, descendo logo em seguida. 

Adam fez questão de comparecer a minha casa. Acho que ele fugira do novo casal meloso no grupo. Kath e Marc, o que confesso, são bem agradáveis quando juntos. Adam por sua vez faz questão de não se sentir satisfeito, ele vivera uma guerra com Marc por ela, seria inevitável ele não se encontrar com essa cara. 

Porém seu rosto combina com o dia de hoje, então ninguém vai reparar tanto. 

Entrei no carro depois de minha mãe e irmãos. Meu pai ainda sem dar uma confirmação de perdão, seguiu para o carro do Adam, que demostrou a insatisfação de meu pai e pela sua atitude. No caminho do cemitério, minha mãe tornara a falar. 

Pattie: Conversei com seu pai a noite inteira.. -a olhei demostrando a insatisfação ao ouvir isso e perceber que nada nele mudou- É difícil convence-lo, ele está irredutível.

- E como achou que seria? -pergunto não desviando a atenção da rua- Ele me pediu várias vezes para que me afastasse e eu não segui o conselho, acho que é o suficiente para deixa-lo assim. 

Ela não respondeu, apenas olhou pela janela como se tudo que falei fosse e é a verdade. Voltei a prestar atenção na rua, percebendo que meus irmãos, permaneciam calados enquanto olhavam também pela janela. 

Pattie: Stay with me forever, lay with me forever, as long as we're together, we'll be fine, we'll be fine.. -cantarolou certamente me impressionando, não sabia que ela havia decorado uma parte do que havia escrito- I ain't looking for a heartbreak, It's a feeling that I can't shake, no time for the heartache.. -sorriu ao me ver olha-la- Foi só isso que decorei. -acabei rindo junto com ela-

...

" Todos vieram aqui para se despedir de um jovem saudável e gentil. Richard Granich foi visto pelos seus amigos e familiares como uma pessoa bondosa, cometia erros, mas era capacitado para reconhece-los, muitas vezes se precipitava, mas era também capacitado esperar para um futuro bom. Como o tão jovem, bonito e saudável poderia perder a vida tão tragicamente? O mundo foi feito para sermos capacitados de responder cada pergunta que surge na cabeça. Um astronauta não conseguira chegar no espaço se não fosse pela criatividade do homem, o que impede de descobrirmos o que de fato aconteceu com Richard? Eis a questão de fato. Mas não estamos aqui para bancarmos detetive, e sim, para nos despedimos. A morte nos surpreende, nos pegam despercebidos, uma hora estamos todos sentados em uma mesa conversando, e na outra, estamos estirados sob o caixão lamentando pela perda. Mas cabe a nós entendermos que, não podemos culpar a Deus por coisas feita pelo homem. Deus é misericordioso e justo, enquanto o homem ainda tende a aprender ao decorrer da vida."

O padre deu um breve discurso, confesso que mais aprendizado do que uma despedida. Observei cada canto daquele lugar. Marc ainda abalado não conseguia ainda se desfazer do que viu ontem a tarde. Como se, um corpo de um amigo totalmente habituado ao desfiguramento pudesse ajuda-lo de certa forma. Eu também não estava contente com tanto sofrimento a minha volta. Richard certamente não queria vê-los todos quase desmaiando ou sofrendo por sua morte, mas era a única coisa que restava de sua família, além de encontrar o real assassino dele. 

Quando o padre terminou de falar, o que se resume em parte uns vinte minutos falados por ele. Era a vez dos familiares. Dei um passo para trás não querendo abordar nada, calado já era sufocante, então me propusera a ficar quieto, totalmente na minha.

Começou o discurso. Um por um tirava em pequenas partes para falar como ele era, o que não me surpreendia, já que grande parte das palavras eram reais quando se convivia com ele. Havia chegado a parte de Marc, ele se aproximou do caixão aonde todos ficara dois metros de distância, pegou a foto de Richard e começou a contempla-lo, a beira de um colapso de sofrimento ao ver seu rosto enchendo de lágrimas. 

Marc: Richard não esta gostando de ver tudo isso. -esbravejou colocando a foto no lugar devido olhando agora a plateia que o olhava surpreso- Rostos tristes, pálidos, quem quer ver alguém assim quando você vai embora? -perguntou secando as lágrimas de seu rosto mostrando agora o sorriso formado em sua face- Em toda sua vida ele gostava de sorrir e receber os sorrisos, de abraçar e receber os abraços, por que do nada isso mudou quando soubemos que ele agora está em um lugar bem melhor do que a gente? Devemos continuar sorrindo, continuar abraçando, porque é isso o que ele quer realmente. Não quer ver as pessoas que tanto amam tentarem se matar.. -olhou para a noiva de Richard a repreendendo, ela por sua vez abaixou a cabeça- Ou dizerem que sua vida acabou só porque a dele chegou ao fim mesmo tão jovem. -de fato concordei com ele- Não estou aqui para ser melhor do que ninguém mas, por ele eu vou continuar sendo o que sempre fui e não vai ser pela morte precipitada que vou perder nesse grande obstaculo. Sou grato por ele ter me ensinado a ser grande em todas as coisas que antes de conhece-lo eu era pequeno. Ele me ensinou a verdadeira amizade que hoje eu tenho por ele e por mais três caras que estão aqui. -movimentou seu olhar olhando para Peter, Adam e depois á mim, sorri pra ele que retribuiu de volta- Isso não é uma despedida, é apenas um até logo. 

Terminou de falar atraindo os aplausos revigorados de todos. Ele com o rosto seco, saíra animado com suas palavras, parece que seu conforto foi dado por ele mesmo, o que de fato,o deixou mais leve. 

Caminhamos em passos leves seguindo o carro que levava o caixão para finalmente enterra-lo. Estava afastado de todos, bem atrás daqueles que seguiam rápido a fim de ficar ao lado do caixão, mas uma pessoa seguira ao meu lado, o que de fato chamou minha atenção.

- Não está seguindo os outros porque? -pergunto ao vê-la me olhar de lado- 

Sophie: Não sou muito fã de acompanhar o sofrimento tão de perto assim. -apontou com a cabeça pra pessoas que apressavam cada vez mais os passos ao ver o carro se virar em uma das pequenas ruas do cemitério- Deixa-los seguir é mais um alivio. E você, porque ficaria tão longe deles? Ainda de Richard.

- Pelo mesmo motivo Sophie. -respondo vendo que eles se afastavam- Mas vejo que não é só por isso que vejo seu afastamento.. -continuo e ela revira os olhos desanimada- Shawn é o outro motivo não é? -pergunto e pela cara dela, teria adivinhado- Está mantendo a distância mesmo que por ontem eu tenha visto os dois tão próximos? 

Sophie: Próximos e ao mesmo tempo tão distantes. -suspira e eu vejo que nada da verdade teria vindo de Robert, que prometera contar tudo aos dois- Mas não estou no cemitério para falar da minha vida complicada, aliás, estamos tão longe de todos. 

Apressamos os passos até ver que o caixão sendo retirado do carro. Quatro homens o tiravam com certa dificuldade e levaram o caixão até o buraco feito para enterra-lo. Sophie se afastou um pouco ficando ao lado de Jawy que fazia questão de me olhar torto. O caixão foi colocado no devido lugar. Enquanto todos pegavam uma rosa branca e jogara ao caixão. Fiz minha parte, joguei a minha que caíra bem no meio da foto dele também jogada. Abaixei a cabeça vendo a chuva de rosas ainda caindo junto com os pingos de água da chuva para completar. 

Quando vi que tinha acabado, surgiram outros atos de discursos. Levantei meu olhar olhando agora a frente reparando em um homem afastado com a roupa toda preta ao lado de outro também da mesma forma. Semicerrei os olhos secando meu rosto molhado por conta da chuva que caía com mais frequência do que o normal, reparando agora nos dois homens que lá estavam. 

Era o imbecil. 

Tentei controlar minha raiva, mas minhas mãos não escondera a enorme vontade de arrebentar a cara risonha dele ali mesmo na frente de todos. Olhei em volta, tendo a esperança de ver Dany talvez distante, mas tudo que enxerguei foi o desgraçado a minha frente, debochando do que via. 

Bancar sabe tudo em pleno enterro era ousadia demais para qualquer cabeça tumultuada feito a minha. Zayn ousara em aparecer justamente agora enquanto velávamos o corpo que ele fez questão de acabar. Com os olhos bem abertos, olhava para o caixão demostrando ironia ao ver os  sofrimentos de todos, mesmo fora o culpado de tudo. 

Ele jogou sujo. Tudo que conseguia pensar era em Dany. Ele balançou a cabeça apontando para um lugar afastado e cheio de árvores. Seus passos foram inevitáveis, caminhou ultrapassando todos os túmulos que ficaram a sua frente, se afastando da multidão. 

Observei Adam, Peter e Marc. Eles não notaram o convidado de lustre chegando, se mantinham de cabeça abaixada olhando a areia sendo derrubada sob o caixão. Decidi resolver isso por si próprio. Aos poucos, fui me distanciando das pessoas percebendo a minha cabeça tumultuada e aflita. Minha cabeça só pensara em vingança. 

Já no lugar, procurei o desgraçado por todas as partes. Olhava em volta tendo agora percebido, que talvez houveria alguma armadilha que me afetasse, mas não pensara dessa forma, ele podia me bater e até me matar, estava disposto a entregar minha vida pela de Dany. 

Ouvi palmas atrás de mim e quando me virei, dei de cara com o rosto de deboche do desgraçado, meu sangue fervia.

- O que fez com a Dany seu desgraçado? -fechei a mão em um punho acertando-lhe com tanta força que seu corpo se virou com tudo caindo no chão. Peguei a gola de sua blusa acertando outro que só observei seu sangue saindo pelo corte-

Fui impedido de agredi-lo mais quando vi que o outro homem juntamente com outro me pegara pelos braços, impedindo que eu machucasse aquela merda de rosto, que agora ria feito louco limpando sangue que não sessava em parar. 

Zayn: Dany está em boas mãos, bem cuidada quando estava com você. -tentei me soltar dos covardes ao meu lado, mas eles impediram- 

- Aonde ela está? -perguntei novamente vendo agora as suas risadas se tornarem mais altas- Seu problema é comigo imbecil, solte-a e resolva isso de uma vez. 

Zayn: Acha mesmo que vai ser tão fácil assim Bieber? -perguntou retirando de sua cintura, uma arma apontando a minha cabeça- Vou faze-lo sofrer por tudo que me causou, e ela é um troféu em minhas mãos idiota. 

- Por acaso ficou mais louco do que já é? -empurrei os dois grandalhões me colocando a frente dele- Ela não é e nunca vai ser seu troféu, seu problema é justamente comigo, então resolva comigo. -gritei agressivo empurrando- Dany não quer você Zayn.

Zayn: O problema é que amamos a mesma garota, só que ela está no meio de uma rivalidade que segue á anos. -deu uma pausa- Dany se contentara em ficar do meu lado, enquanto você, estará dentro de uma cova bem longe dela. Cada um quer o que quer, e eu Bieber, quero ela. 

A raiva cresceu em mim, parti pra cima dele novamente deixando com que a arma caisse pro lado bem afastado que a gente. 

Zayn: Deu sorte que eu não conseguir toca-la, teria a certeza que faria dela minha, mas cabe a mim querer arrancar o prazer dela não acha? Aliás, ela está em minhas mãos. -não aguentei ouvir isso e acertei outro soco, sendo constantemente impedido pelos outros- 

- VOCÊ NUNCA MAIS FALA DELA NESSE JEITO. -fui afastado dele- Se ousar em encostar nela, eu juro que vou te caçar até o inferno, vai se arrepender de ter tocado nela. -gritei novamente, mas minha voz saia rouca e bem forçada que soava baixa- Ela pertence a mim. 

Ele se levantou com a roupa toda suja, limpando novamente o sangue que eu dei gosto de deixa-lo desta forma. Pensara em Dany a todo momento. Rosnei tão alto que pude sentir o gosto salgado de uma lágrima cair pelo meu rosto. Zayn ao perceber isso, começou a gargalhar, tirando o deboche, tirando um bom proveito de minha fraqueza. 

Zayn: Você é um fraco, fraco ao ponto de demostrar a fraqueza na frente daquele que mais quer vê-lo morto. -sorriu pegando a arma do chão, com certa dificuldade- Mas não vim aqui só por falar que ela está tão bem nos meus braços, mas tenho que fazer algo que guardo a muito tempo para fazer.. -ele terminou de falar fechando a mão acertando meu rosto tão forte que sentir a dor resvalar pelo anel que continha em seu dedo- 

- Tudo que está fazendo é por culpa sua imbecil.. -falei respirando fundo controlando a raiva que sentira- Matou Austin e sequestrou meus pais, o que acha que faria? Aguentara tudo calado para não entrar no seu joguinho medíocre? -perguntei enquanto ele escutara ainda parado- Éramos amigos e você estragou nossa amizade para entrar nessa vida, só sou hoje o que você me obrigou a ser. 

Zayn: Isto se tornara mais fácil se não abrira a boca pra policia. Fui obrigado a ficar dois anos aguentando agulhas constantemente enfiadas em meu braço e rostos praticamente assustados por ter um adolescente que matou um colega sem se arrepender depois. O sequestro de seus pais, o ferimento de Richard e o rapto de Dany é tudo culpa sua. 

- Culpa? -pergunto encarando-o- Culpa por tentar te trazer de volta Zayn? -novamente pergunto- Se fiz aquilo era pro seu bem, mas você não soube aproveitar a clinica ao invés de uma morte certa. 

Ele me olhou furioso trincando os dentes. 

Zayn: Não tente bancar o amigável comigo Bieber. Aquilo não me ajudaria, você me denunciou pra se livrar de mim, tornou minha vida uma constante desgraça, mas isso basta! -apontou a arma novamente a minha cabeça- Quando a bala resvalar pela sua cabeça tudo estará nos eixos. Dany será somente minha, enquanto você estará debaixo dessa terra que estamos pisando, incapaz de dizer qualquer coisa para ser ajudado, estará bem ao lado de seu amiguinho Richard. 

- Quer mesmo me matar em um cemitério? Esse foi seu plano infalível Zayn? 

Zayn: Cemitério é um cenário perfeito pra uma morte dolorosa não acha? -sorriu demostrando ironia- 

- Durante anos eu me pergunto se você não se tornou esse imbecil pela morte de seus pais. -lembro quando ele me contara e sua conversa de vingança quando lembrara sempre de seus pais. Em sua face, demostrara a fisionomia abalada ao ouvir falar deles- Foi isso que me impedia de acabar com sua vida, esperava sempre uma melhora de sua parte, mas o que conseguia fazer era só mostrar o quando a vingança era mais doce no seu entendimento. 

Zayn: Cale a boca ao falar deles. -gritou abaixando a arma me olhando atentamente- 

- Então foi isso? -pergunto- Descobriu que o pai de Austin Turner foi o verdadeiro mandante do assassinato de seus pais Zayn? -ele arregalou os olhos enquanto respirava em sequências maiores- 

Zayn: Como sabe disso? -perguntou aflito, observei suas mãos trêmulas- Nunca te falei nada, como sabe que o pai de Austin teve envolvimento na morte? 

- Se não lembra, me falara o quanto queria vingança pela morte deles. Depois que te denunciei a policia e você sequestrou meus pais Zayn, eu fiz uma procura e tanto. Pesquisei e investiguei todo o caso da morte de seus pais. Depois de meses de pesquisa, descobrira dois corpos jogados no lago bem próximo da onde seus pais foram mortos. -ele me olhou apreensivo- Era você que deu uma resposta e tanto, mas o que de fato eu não tinha percebido, era na ligação das três mortes. Você seguiu Austin até a escola, o matou em ato de vingança ao descobrir que o pai dele era o mandante e os dois homens encontrados no lago boiando eram aqueles que de fato, mataram seus pais, tudo obra sua. 

Ele se calou por bastante tempo. Aproveitei esse meio tempo para tentar olhar para o enterro. As pessoas já estavam saindo enquanto minha mãe olhava pra todos os lados do cemitério, imagino que a minha procura. Virei meu rosto olhando agora um rosto feminino surgir atrás de folhas altas. Assim que ela me viu, fez questão de esconder-se, mas propôs a olhar novamente. Droga! Era Sophie!

Firmei meu olhar a ela, querendo que ela continuasse ali parada. Ela assentiu levemente aprovando a minha pressão. Olhando atentamente agora os rostos dos homens que me olhavam  em ato de intimidação. 

Zayn: Eu fiz aquilo pra ele sofrer do mesmo jeito que eu sofri quando perdi minha família Bieber, não me arrependo de nada. Ele queria todo o dinheiro de meu pai, e decidiu ir pelo pior caminho que encontrou. O problema foi você que entrou no meu caminho, você era o meu amigo e não pensou duas vezes antes de me denunciar. 

- Eu era seu amigo e pensara que te colocar numa clinica seria bom para que você não entrasse nesse caminho. -retruquei em tom alto jogando as cartas na mesa- 

Zayn: Amigos não fazem isso. -gritou e eu reparei na Sophie que arregalou os olhos ao perceber o tom alto de sua voz- 

- Amigos ajudam Zayn, e eu fiz tudo que pude. -ele negou com a cabeça demostrando a auteração quando balançava sua cabeça repetidas vezes- Dany não deve ficar no meio disso.

Zayn: Ela já esta Bieber, ela já está. -deu ombros se sentando em uma pedra- Assim como a sua namoradinha que tinha quando era pequeno. Lembra da Lexy? -perguntou e eu arqueei a sobrancelha, confuso demais- Então Bieber, você a viu meses a trás não é? Junto com os dois filhos que tivera, você viu? -trinquei os dentes vendo que ele se aproximara- Não expliquei a você, mas quando ela se afastou totalmente de você, resolvi ir atrás dela. Sim, tivemos os maiores prazeres que a vida pode ter me dado, ela valeria mais se não tivesse engravidado. 

Grávida? Gravida dele? 

Puxei meu braço com força tentando partir pra cima dele novamente. Ele tinha a abandonado na hora que ela mais precisava? Aqueles dois filhos realmente são deles? Minha cabeça se encontrara num redemoinho, bem pior do que antes. 

Zayn: Mas quero que pague lentamente pelo o que me fez. -ele se levantou ainda me encarando e fez um sinal para os dois homens- Faça o que falei, só quero observar. 

Comecei a me desesperar. Olhei pra Sophie que ainda continuara atrás das folhas, tentei avisa-la pra ela correr mas fui impedido quando um dos homens se pos a minha frente. 

Fui jogado no chão com força e começaram a distribuir socos e chutes em meu estomago. Me contorcia no chão tentando revidar a cada vez que podia mas era impossível, era dois contra um, covardes que não conseguiam fazer o trabalho sujo por conta própria.

Segurei o pé de um, puxando com toda a força. Ele caíra ao meu lado, batendo a cabeça enquanto o outro segurara meus braços, ajudando com que o que tinha caído se levantasse e voltasse a sequência de chutes e socos que não conseguia mais rebater, estava ficando fraco e zonzo, e minhas forças já não existiam. Olhei pro mesmo lugar que Sophie estava vendo agora só as folhas no lugar.

- Vocês são uns covardes, eu vou mata-los. -minha voz saiu falha e bastante forçada- 

Fui acertado com outro chute em meu estômago e outro soco no rosto que agora, o que só enxergava era borrões e o rosto risonho de Zayn rindo do que via.

 

POV SOPHIE

Em meio as pessoas que atravessa meu campo de visão, focara agora no caixão já coberto de areia totalmente molhada. As pessoas que antes agrupadas e cheias, se espalhavam de forma rápida se despedindo dos vários familiares de Richard, seguindo pra suas casas, mas não tinha visto o Justin nesse meio tempo. 

Afastei de meus pais caminhando pelo cemitério na total intenção de acha-lo, mas estava difícil, em todos os lugares que olhara o que via era só túmulos e mais túmulos, além de barulhos e ecos que me davam uma certa apreensão. 

Tornei a olhar as pessoas que seguiam o velório, agora de longe. Estava praticamente bem acima de onde Richard fora enterrado, mas caberia a mim saber aonde Justin teria se enfiado. Queria avisa-lo que o enterro já viera a acabar, talvez ele não pensara nisso. 

Escutei perto de grandes árvores, risadas altas vindo daquele local. Olhei para o lado percebendo algumas vozes alteradas e pareciam grosseiras ao meu entendimento. Caminhei em passos leves seguindo o barulho vendo agora o Justin conversando com três homens que estavam ao seu redor. Antes que pudesse falar alguma coisa, me escondi entre as folhas quando percebi que aquilo não era uma simples conversa. 

Justin: Então foi isso? Descobriu que o pai de Austin Turner foi o verdadeiro mandante do assassinato de seus pais Zayn? -perguntou ao cara que estava de costas para mim, o que de fato, não enxergara seu rosto- 

Xx: Como sabe disso? -perguntou aflito, observei suas mãos trêmulas enquanto segurava a arma o que de fato me assustou. Coloquei a mão na boca impedindo que algum barulho saísse por ela- Nunca te falei nada, como sabe que o pai de Austin teve envolvimento na morte? 

Justin: Se não lembra, me falara o quanto queria vingança pela morte deles. Depois que te denunciei a policia e você sequestrou meus pais Zayn, eu fiz uma procura e tanto. Pesquisei e investiguei todo o caso da morte de seus pais. Depois de meses de pesquisa, descobrira dois corpos jogados no lago bem próximo da onde seus pais foram mortos. Era você que deu uma resposta e tanto, mas o que de fato eu não tinha percebido, era na ligação das três mortes. Você seguiu Austin até a escola, o matou em ato de vingança ao descobrir que o pai dele era o mandante e os dois homens encontrados no lago boiando eram aqueles que de fato, mataram seus pais, tudo obra sua. 

O homem que para mim era desconhecido sorriu demostrando ironia nas palavras de Justin. Abaixei com mais firmesa as folhas, na tentativa de enxergar melhor os homens que ali estavam. 

Estava tão focada no que Justin acabara de dizer que não acabei percebendo seu olhar sob mim. Por impulso, soltei as folhas que subiram com certa pressa cobrindo meu rosto, mas acabei sedendo e olhando novamente, sendo repreendida á não falar nada e principalmente,  não entrar na conversa. 

Parei por um momento de olhar a conversa e tentei focar nas pessoas afastadas que seguiam pras casas. Queria gritar pedindo subitamente por ajuda, mas sabia que se fizesse isso, as chances seriam enormes deles me pegarem. Pensei tanto em ajuda-lo que acabei perdendo grande parte da conversa. 

Zayn: Amigos não fazem isso. -gritou e eu assustada pulei de susto ao ver seu tom agressivo na voz- 

- Amigos ajudam Zayn, e eu fiz tudo que pude. -Zayn balançara a cabeça em negativa, deixando com que a reprovação ganhasse força em seu ato- Dany não deve ficar no meio disso.

Dany? Porque justamente ela foi colocada no meio dessa conversa? 

Zayn: Ela já esta Bieber, ela já está.  Assim como a ex namoradinha que tinha quando era pequeno. Lembra da Lexy? -perguntou ao Justin que se demostrara confuso- Então Bieber, você a viu meses a trás nãe é? Junto com os dois filhos que tivera, você viu? Não expliquei a você, mas quando ela se afastou totalmente de você, resolvi ir atrás dela. Sim, tivemos os maiores prazeres que a vida pode ter me dado, ela valeria mais se não tivesse engravidado. 

Arregalei os olhos indignada com que ele disse. Ele foi capaz mesmo de largar a mulher depois de grávida? 

Era muita crueldade!

Justin tentou se soltar dos brutamontes e queria ir pra cima do infeliz e idiota que falara tanta irresponsabilidade, porém foi impedido. Quando percebi seu olhar sob mim novamente, o infeliz do machista acrescentou. 

Zayn: Mas quero que pague lentamente pelo o que me fez. -ele se levantou encarando ainda o Justin que o olhara também- Faça o que falei, só quero observar. 

Tentei pensar no que ele poderia ter falado a esses homens mas fora respondido minha pergunta tão rápido que me desesperei assim que vi. Justin foi jogado no chão recebendo vários socos e chutes. Queria gritar, gastar minha voz, mas pensara em coisa melhor que de fato não me afetasse. 

Piso em falso várias vezes correndo até a parte aonde ainda acontecia o velório. Procuro por alguém que teria como ajuda-lo, mas me desespero por imaginar Justin apanhando ainda mais com minha falta de instabilidade em não conseguir ajuda. Olho para os lados tentando encontrar algum amigo do Justin e acabo sendo surpreendida novamente ao sentir alguém segurar meu braço. 

Marc: Sophie, está tudo bem? -suspiro ao ouvir a voz de Marc ao meu lado- Está ofegante, o que houve? 

- Marc, você precisa ajudar o Justin. -falo controlando minha respiração encarando o mesmo- Ele está.. 

Marc: Ele está o que Sophie? -pergunta alterado ao ver o meu cansaço nas palavras que mesmo que eu forçasse, não saia de minha boca- Sophie!

- Tem três brutamontes batendo nele lá em cima, tentei achar alguém, mas só você apareceu. -disse rápido vendo que seus olhos se tornaram intensos em minhas palavras. Ele soltou meu braço num ato rápido correndo até um grupo de mais dois homens- 

A conversa deles foram rápidas. Logo me chamaram para que indicassem o local aonde Justin estava, e assim eu fiz. Corremos até o lugar e o cenário era devastador, Justin estava fraco cuspindo sangue enquanto os outros se mostravam irônicos ao vê-lo daquela forma. 

Marc: Fique aqui Sophie, não dê nem mais um passo. -pediu tocando em meu ombro, antes que pudesse falar algo, ele sacou uma arma junto com os outros atirando na direção daqueles homens-

Me afastei deles tentando me esconder de qualquer bala perdida, mas logo tudo aquilo acabou, e eu presenciei aqueles homens saindo correndo enquanto o outro ferido corria com certa dificuldade. 

Marc se agachou ajudando o Justin a se levantar. Era inacreditável ver que depois de tantos socos e chutes ele ainda se erguia com certa facilidade. 

- Vocês poderiam me falar o que foi tudo isso aqui? -perguntei vendo Justin ainda tentando se recuperar, me olhava com ironia- 

Justin: Você viu um ato de agressão contra mim, o que mais posso dizer? -perguntou deixando sua voz baixa respirando com certa dificuldade- 

- Não estou falando disso Justin, estou falando de Austin Turner que foi morto por aquele homem, e porque Dany entrara nessa conversa? 

Justin olhou pros outros que ajeitavam as armas na cintura. Cruzei os braços esperando que a resposta viessem deles.

Marc: Ele falou mesmo de Austin Turner? -perguntou ao Justin ignorando a minha pergunta. Justin deu ombros assentindo levemente- 

Justin: Não só falou como fez questão de esclarecer que o pai dele teve grande insentivo na morte. -respondeu agora me olhando- Espero que não tenha se assustado tanto com o que viu.

- De fato não me assustei.. -ele assentiu voltando a olhar o braço que sangrava com um corte pequeno- Mas tive uma grande intuição de que ele possa ter sequestrado Dany.. -confessei e todos me olharam com os olhos arregalados- Então é isso? Ele a sequestrou? 

Justin: Que tanta tolice Sophie. Zayn tem uma rixa comigo, ele estava aqui para apenas se vingar de tanta rivalidade, Dany não tem qualquer envolvimento nisso. -ainda em duvida, arqueei a sobrancelha pensativa- Escutou sobre Austin Turner não? -assenti e ele se levantou da enorme pedra se aproximando- Tudo que ele tem é uma enorme mágoa por um amigo ter o denunciado á policia, sabe como são as amizades hoje em dia não sabe? 

- Esta me dizendo que apanhou por um simples interrogatório? -pergunto e vejo a risada abafada dos outros que me olham com ironia- Mas isso não explica o sequestro de seus pais!

Marc: Zayn sequestrou os pais do Bieber para intimida-lo, mas o que não é a policia para resgata-los não é? 

- E as armas? E a tal de Lexy.. Sera que podem parar de mentir e falar a verdade? -pergunto e ele se olham novamente. Justin se aproxima, colocando sua mão em meu ombro- 

Justin: A única coisa que lhe falo Sophie é que tome o seu rumo e fique no seu lugar, bem quietinha. Tudo isso que viu vai ter que guardar para si mesma, me entendeu? -me olhou em repreendimento, assenti percebendo os olhares sérios deles focarem o meu rosto- Vá para a casa, descanse e tente esquecer tudo que viu e ouviu aqui. 

Olhei para todos que se mantinham sérios. Decidi recuar, sei muito bem o que vi e ouvi na conversa, e isso não saia de meus pensamentos. Como aquele Zayn falara de Dany na maior intimidade possível com o Justin? Se tratando de um assassino, ele poderia muito bem ter sequestrado ela, ou seria muita imaginação minha? 

Desci o resto do morro alto do cemitério e me juntei a minha mãe e Jawy, que seguirá para casa alegando cansaço em um dia que consequentemente não era bom.

...

Dentro do quarto, com o ar condicionado ligado por conta da chuva e do ar abafado, procurava uma roupa confortável para tirar a de meu corpo, o que acabara de sair do velório. Joguei o vestido no cesto logo tomando um banho. 

Me sentia revigorada depois do banho de chuveiro, e relaxada por estar em casa depois de uma manhã bastante exaustiva, não só por participar de um momento bastante triste, mas também por presenciar a cena de Justin com Zayn. Não me esquecera este nome, Zayn.. De fato Dany havia me falado dele algumas vezes. Um homem de boa aparência e bastante bonito, o que não poderia negar, mas o que de fato me incomodava era a pequena briga que estava tendo com o Justin. 

A briga pequena que quase terminou em morte pelo bando de covardes.

Tentara por em dia as noticias pelo mundo. O nome de Richard destacou na segunda página de um jornal que minha mãe havia posto em meu criado mudo, o que atraia a atenção. Li a pequena noticia o que não me agradara muito. Falava de seu enterro e falava da família que demostrara tanto sofrimento, porém a noticia também destacou o possível envolvimento dele com drogas, mas logo um comentário de uma pessoa de sua família, negou o caso.

Me sentei na cadeira ligando o notebook. Enquanto ligava, recostei na cadeira por um momento, a fim de organizar os pensamentos. Peguei do bolso, o mesmo chaveiro que havia achado, e mais uma vez reparei no material usado no chaveiro. 

Meu irmão conhecia muito bem de materiais usados em madeiras e principalmente aqueles que menos se usam no tempo de hoje. Pensei em chama-lo, mas de fato ele não concordara com minha aprofundação na pesquisa de materiais que parecem mais extintos do que bastante conhecidos. 

Decidi pesquisar o material. Coloquei na internet tudo o que podia abordar sobre o material que estava sob a mesinha, um material enferrujado, de madeira desgastada e um tom final metálico e pouco exposto, tudo que via a olho nu eu pesquisava, mas nada se comparava a um especialista que realmente explicasse de exato. 

Cheguei a conclusão que mesmo querendo fazer tudo sozinha, precisava realmente de ajuda. Chamei meu irmão pro quarto e ele disposto foi, pegando uma cadeira sentando-se ao meu lado.

Jawy: Então, no que minha ajuda é valida? -perguntou batendo a mão de leve na mesa, fazendo que minha atenção focasse nele- 

Recuei por um certo momento ao envolve-lo nesse assunto, mas era necessário para identificar o material do chaveiro. Com uma das mãos, peguei o objeto entregando á ele lentamente, porém sua cara de duvida era visível. 

- Que tipo de material tem nesse chaveiro? -perguntei o vendo avaliar o objeto- Sei que há madeira, metal, mas pelo que me contou, essa madeira esverdeada não é encontrada aqui em Los Angeles. Poderia me falar que tipo de material é esse? 

Jawy avaliou com cuidado. Ele resvalou a unha pelo metal apagado retirando o restante do material acinzentado. Em seguida, apertou o objeto em mãos percebendo que o objeto não era tão duro assim. 

Jawy: Por que se interessou tanto nesse objeto? -me olhou sério, já sabendo tudo o que queria ouvir de resposta- 

- Achei na rua, me impressionei com o material e decidi perguntar á você o que era. Fiz bem não? -sorri pra ele que continuava sério e mantinha ainda seu olhar pra mim- Não pode me falar o que tem nele?

Jawy: Depende. Quando resolver falar a verdade ai a gente conversa. -jogou o chaveiro na mesa e se levantou caminhando até a porta-

- Espera! -pedi e ele parou, se virando e cruzando os braços- 

Jawy: Vai me contar a verdade? -perguntou estridente- 

- Essa é a verdade, não entendo o por que dessa duvida toda pro meu lado. -peguei o chaveiro observando seu corpo se sentar novamente na cadeira- 

Jawy: Esse é o problema Sophie, duvidar de você eu não quero, mas tenho que manter um pé atrás em relação á isso. -explicou olhando em meus olhos, o que distinguia o seu cuidado no olhar- O que tem de importante nesse chaveiro que quer tanto as respostas certas deste material? -apontou com a cabeça pro chaveiro semicerrando os olhos- 

- Já lhe expliquei Jawy, eu achei ele caído na rua, de bom agrado, peguei e me impressionei com o material dele. Quero saber porque desde pequena, me contara tudo sobre materiais, mas nunca aprofundado. Preciso conhecer mais deste aqui. -mostrei o objeto-

Ele se calou por um momento, certamente por saber que não encontraria respostas pra minha explicação, por isso, permaneceu calado. 

Olhou o chaveiro mais uma vez, dando uma conclusão totalmente favorável.

Jawy: Este material no chaveiro não se fabrica mais hoje em dia. -contou puxando o relógio do bolso checando a hora. Em seguida, pegou o chaveiro mostrando a parte metálica- Não é metal e sim algum tipo de material trabalhado no alumínio, claro, mais resistente, o que se coincide com o metal. -explicou, agora ele posiciona os dedos na parte da madeira esverdeada- Esta madeira.. -olhou novamente comprovando em suas palavras- Sim, esta madeira não é de Los Angeles, praticamente há poucos lugares com esses tipos de árvores. Está vendo essa parte amarronzada? -perguntou mostrando, olhei pra madeira, assentindo- Mostra a parte fresca da árvore cortada, certamente o trabalho desse chaveiro não é feito em grandes fábricas e sim por artesãos, trabalho feito pelo homem sem qualquer máquina para modifica-la, isso explica as partes inacabadas e o objeto bastante desgastado. 

Certifiquei do que falara. Ele era exato em tudo que dizia, o que me impressionava de fato. Não tinha ninguém como meu irmão para me comprovar algo que em pesquisas não conseguira chegar nem perto. Era bom ter a ajuda dele, mesmo que por trás dessa pesquisa, sege algo maior que não posso conta-lo. Teria que esconder, guardar para mim. 

Mas cabia em mim, ainda uma duvida. 

- Mas e esse ferrugem na parte da frente do objeto? -pergunto lhe entregando, vendo que ele observara novamente- Não seria ferrugem se fosse de metal ou ferro? -perguntei- Se não tem nenhum dos dois materiais, o que é então? 

Jawy: De fato Sophie está certa. -se levantou caminhando até a janela, olhando pela luz do céu novamente o objeto- Parece que ele resvalou por algum lugar, uma porta, cadeado, e sujou o chaveiro ou se não.. -parou por um momento-

- Ou se não? -insisti na frase se aproximando dele- O que tem nesse chaveiro Jawy? 

Jawy: Quando ainda fazia faculdade, me lembrara quando o professor falara de um lugar aonde criava chaveiros pelo homem em um lugar bem distante. -falou e eu interessada aonde o rumo da conversa iria dar, pedi para que ele continuasse- Era um senhor velho, de boa idade para ser considerado um rabugento, não só ela aparência, mas pelas atitudes. -criei expectativa muito boa para tentar achar esse homem, algo dizia que ele soubera de algo a mais sobre o chaveiro e quem comprara- Infelizmente este homem morreu alguns anos atrás e deixou de criar chaveiros como este. Conheço ele por história, através desse professor, é algo antigo, mas acho que tem grande parte envolvida nele. 

Não, não.. A minha única esperança estava de encontrar a Dany estava enterrada num caixão, praticamente com ossos de sobras ou nem algo mais há dentro? Tinha que ter outro jeito, sempre há outro jeito. 

- Como sabe que de fato esse homem possa ter criado esse chaveiro? -

Jawy: Simples, pelo nome que tem atrás dele, um pouco apagado de fato. -mostrou á mim o nome que nele estava- Chester Norman, é quem eu realmente pensava. Há várias pesquisa em seu nome, se pesquisar, achara bastante coisa. -deu dicas- Acho que minha ajuda foi válida. -entregou-me o chaveiro e eu agradeci á ele o abraçando- 

- De fato foi sim, obrigada por ter me ajudado. 

Ele saiu depois de um período de tempo estimável. Aproveitei sua saída para voltar essas pesquisas, dessa vez mais bem orientada do que antes. Procurei pelo tal Chester Norman e de fato encontrei várias coisas sobre ele. Sua casa ficava nas proximidades de Los Angeles e logo meu surpreendimento fora maior se aquela pequena cidadezinha poderia ser de fato a cidade ainda Dany estava. Eu tinha praticamente tudo, provas que comprovariam que esse chaveiro viera de lá, agora, precisaria reagir. 

Tudo começaria obviamente pelo começo. 

Fechei o notebook, peguei a bolsa e as chaves de casa. Desci até a garagem, pegando o carro e saindo em seguida. O relógio marcava as duas da tarde, um tempo nada agradável ao que se dizia que iria ter na televisão. 

Mas naquela tarde ainda me restava alguma informação. Estava sob pensamentos, lembrara do dia novamente em que Mike gritava o nome de Dany. Lembro-me quando sair da lanchonete e reparei em um homem entrando no mesmo carro cinza. Não foi possível observar seu rosto, mas seus braços enormes tatuados não poderia me esquecer. 

Girei o volante virando a rua contrária entrando em frente ao curso. Olhei para dentro do prédio reparando em algumas pessoas que ali tinham, mas logo voltei ao meu pensamento de antes. 

Aqui pela rua, há de ter câmeras. 

Olhei pelo vidro do carro checando as partes escondidas das lojas, todas elas, tinham uma camera escondida em cada canto. Só restava a sorte de principiante de uma delas estar funcionando, inclusive no dia em que Dany foi sequestrada. 

Havia chegado na rua da lanchonete minutos depois. Estacionei o carro em uma vaga em frente a lanchonete e logo sair do carro seguindo pro mesmo. As pessoas comiam enquanto os gritos de crianças me impulsionava a andar mais rápido que devia naquele lugar imenso. Andei até o recepcionista, que estava de cabeça abaixada enquanto anotava alguma coisa em um papel. Cocei a garganta atraindo sua atenção nada agradável pelo que demostrara em seu rosto. 

Xx: Pois não? -perguntou tapando a caneta enquanto não tirava seu olhar de mim-

- Preciso falar com o dono dessa lanchonete, ele se encontra? -coloquei minhas mãos sob a mesa esperando uma resposta- 

Xx: Não há um bom tempo, ele está internado enquanto seu filho cuida desse local, mas nenhum se encontra por essa cidade. Se quiser encontra-lo, só mês que vem. 

- Eu não tenho esse tempo todo! -exclamei em voz alta, vendo agora a sua insatisfação-

Ele deu ombros voltando a fazer o que lhe agradara mais. Fiz o caminho contrário saindo da lanchonete. Dando uma volta, observei agora várias lojas de brinquedos, outros de decorações, tudo quase a frente da lanchonete. Resolvi sentar-se em um banco ao lado para analisar melhor. 

Sentada á um banco velho ao lado de uma mulher de boa idade, observara com atenção a cada espaço da rua longa e movimentada. Ao meu lado direito, a praticamente dois carros atrás estacionados, havia o carro cinza que havia visto o homem tatuado entrando, enquanto na frente da lanchonete á minha esquerda, estava o carro de Mike enquanto Dany saíra dele. Analisaria as câmeras á frente ou as de trás? Mesmo que as duas me ajudasse muito na identificação, uma delas me mostrara o homem por completo, checara seu rosto e sua fisionomia. 

A câmera atrás era de um café bem famoso da cidade, o tão chamado Café Wolf mostrara o homem por completo. Levantei e caminhei até esse lugar bem movimentado, passava rostos sérios e frios, calados e impassíveis por conta dos dias exaustantes de trabalho, imagino. Sete dólares foi o bastante para comprar um daqueles cafés mais comprados deste local, decidi toma-lo, mas o motivo dessa atitude, era de ver ou presenciar alguém que de fato me ajudasse. 

Sentada sob o vento forte que batera pela janela do local, brincava com a pequena colher que lhe colocava açúcar no copo, reparei em um moço alto passando pela porta de dentro do lugar. Bonito, e de boa aparência, decidi segui-lo. Aproveitei a distração dos funcionários e entrei pela mesma porta que entrara o moço minutos antes. Acabei o surpreendendo, já que o local era apenas um escritório pequeno e sem chances de que poder se esconder. 

Xx: Quem é você? -perguntou num tom aflito reparando na minha surpresa ao ver que tinha sido pega- 

- Me chamo Sophie, e preciso de sua ajuda. -falei pra ele que suspirou aliviado com que disse- Não estou aqui para faze-lo mal, só quero mesmo é a sua ajuda mais que necessária. 

Xx: Uma garota bonita, de aparência jovial, de fato seria uma surpresa fazer algo de mal para mim não acha? -perguntou sorrindo, apenas fiz o mesmo- Me chamo Dean Wolf.. -esticou sua mão e eu apertei-

- Isso explica o Café Wolf. -ele riu pegando as papeladas colocando sob a mesa-

Dean: Tinha que colocar o sobrenome da família. -explicou apontando pra cadeira, pedindo que eu sentasse- O que posso lhe ajudar? 

- Espero que não pense mal, mas é praticamente uma ajuda que quero de sua parte. -contei e ele arqueou a sobrancelha, pensativo- Há três dias atrás uma pessoa foi baleada a poucos metros daqui, acho que soube dessa história. 

Dean: Sim, meu pai me contou, foi ele que estava no dia do ocorrido. -contou-me estridente- Ouve boatos de que tinha uma garota com esse homem, dizem que ela foi levada por outro a contra gosto. 

- Não é boatos, é a verdade. -disse enquanto ele me olhava assustado- Se não for abuso de minha parte, queria checar as câmeras desse local, algo me diz que posso ajudar a encontra-la com apenas uma imagem. 

Dean: Estas a procurar ela sozinha? -assenti rápido vendo ele desviar o olhar do meu e pegar uma chave única se levantando- Não acha isso perigoso demais para uma moça jovem como você? 

- Sei que acha um absurdo me intrometer tanto em uma história que particulamente não me convém, mas se trata de uma amiga. Preciso checar suas câmeras, espero que entenda. 

Dean: Não estou te repreendendo. -entregou-me a chave que segurava a pouco tempo- Só tome bastante cuidado. -sorri o seguindo-

Ele abriu a porta e logo demos de cara com as pessoas que lá dentro comiam e bebiam algo. Passamos por eles até entrarmos em um corredor imenso. Havia uma última porta amarelada e era nela que entramos quando abrir a porta. Ele ligou a luz revelando os equipamentos que lá dentro tinham. 

- Deu pra ver que esses equipamentos são de última geração. -avalio os mesmos, tentando distinguir o preço disso tudo- 

Dean: São investimentos que temos que fazer, não é a toa que os roubos que muitos cometem em lojas e comércios são com câmeras que não filmam, com cercas quebradas e até mesmo com alarmes que não funcionam. -deu ombros me fazendo rir- De alguma forma, esses investimentos diminuíram qualquer ato de roubo neste comércio.

Apertou em um botão verde revelando na tela de uma TV enorme, várias e várias câmeras espalhadas pelo comércio. 

Dean: Qual câmera pretende ver primeiro? 

- A da frente, onde visualiza as partes dos carros que estacionam. Procura pela data e o horário do ocorrido. -passei á ele os dados como data e horário, ele mexia nos aparelhos a procura- 

Ele checou tudo. Colocara a fita do dia que falei e logo ele colocou para rolar a fita na parte da manhã. Me sentei ao seu lado, no objetivo de encontrar alguma coisa. Avaliava com cuidado os carros que estacionavam e pessoas que passavam em frente ao comércio, mas nada passava na câmera. 

O tempo não estava realmente ao meu favor, estava tão nervosa e tão intensa que acabei perdendo a cabeça quase deixando escapar um detalhe. O carro de Mike passou pela frente do comércio e logo o carro cinza estacionou em frente. Me animei ao ver aquilo, por quase ter desistido precipitadamente. Os minutos na câmera passavam mas logo pude ver o que realmente queria. 

O homem que horas atrás só havia visto as tatuagens. 

Ele desceu do carro e se recostou nele, olhando para meu entendimento, a lanchonete em que Dany saíra. Seu rosto chamativo, sua pela morena e lisa só me comprovara no que havia visto entrando no quarto prestes a iniciar uma perseguição com Mike. 

Podia ver seu rosto agora, e tudo parecia entrar nos eixos. Era o mesmo homem que batia no Justin no cemitério, me lembrara pelas tatuagens no braço, mas agora só comprova mais que seja realmente ele que a sequestrou. Agora podia ver seu rosto, fisionomia chamativa assim que a vi no cemitério, era ele. 

- Preciso de uma foto desse homem com o rosto visível e o vídeo todo da câmera nessa hora, poderia me ajudar nesse aspecto? 

Ele me olhou sorrindo enquanto dava ombros. 

Dean: Faço de tudo para que possa acha-la. -gentilmente, respondeu ligando a impressora imprimindo a foto do homem- 

Em meia hora, Dean passou o vídeo para um CD e me entregou tudo completo. Agradeci pelo fato dele não ser como o funcionário da lanchonete, chato e arrogante, eu o agradeci pelo fato dele ter me entendido e me ajudado mesmo que por tão perigoso que seja.

Deixando o café Wolf, fui andando devagar pela rua, a bolsa no lado direito do ombro, e o papel e o CD carregando em mãos. Não muito longe do meu carro, esperei em uma parte da calçada junto com outras pessoas o sinal abrir. Atravessei rápido pegando as chaves e logo desligando o alarme do carro. Abrir a porta dele, mas algo impediu que eu entrasse. 

Fui surpreendida ao sentir uma mão tocar em meu braço, pegando-o me fazendo virar rapidamente.

Shawn: O que acha que esta fazendo? -perguntou alterado e reparei em quem menos queria ouvir- 

- Estou cuidando da minha vida, coisa que você deveria fazer também. -me desvencilhei de seus braços, empurrando ele, que mal deu um passo- 

Shawn: Arriscar sua vida é cuidar? -perguntou trincando os dentes- Por que se for, precisa mesmo de um psicólogo. 

- O que faz aqui em? -pergunto fechando a porta do carro- Esta bancando o detetive, me vigiando a cada passo que dou? 

Shawn: E pelo jeito faço muito bem, já que na sua cabeça não apresenta nenhum vestígio de cérebro. -retrucou agressivo nas palavras, empurrei ele de novo com mais força, mas ele não se movia, não acreditara que fosse tão fraca assim- 

Me virei abrindo a porta do carro, mas ele fechou assim que eu ía entrar. Estava pronta pra falar algo ácido e bem azedo á ele, mas o mesmo fez questão de retirar o papel imprimido das minhas mãos e o CD, olhando.

Shawn: Você concordou quando disse que não ia fazer nada que afetasse a Dany, Sophie.. -me repreendeu mostrando a foto, retirei de suas mãos, assim também, como o CD- Como acha que vai agir com essas provas em mãos? 

- Vou agir fazendo o certo. -respondi o óbvio- Achei provas que me levam ao homem que sequestrou a Dany, o que acha que deveria fazer? 

Shawn: Está pensando em encontrar esse homem? -perguntou, me mantive calada- Do mesmo jeito que ele teve a audacia de sequestrar a Dany, o que ele poderia fazer com você? 

- Não vou me intimidar por isso. 

Shawn: Não está entendendo Sophie. -me repreendeu novamente- Te sequestrar, mante-la em cárcere, mata-la, estru.. -ele parou de falar do nada, mas já sabia o que ele falaria- Sabe que não pode fazer isso. 

- E você sabe que não quero que se intrometa no que faço ou deixo de fazer. -entrei no carro e fechei a porta, mas logo ele bateu no vidro, me fazendo abri-lo- O que quer agora? 

Shawn: Não vai desistir dessa loucura? -perguntou e eu demostrei ironia ao sorrir-

- Achei tudo o que mais queria como prova, desistir agora seria uma idiotice. -expliquei pra ele que ainda se mostrara descontente com minha atitude- 

Shawn: Então me deixe ajuda-la. 

- Não posso. -respondi rápido percebendo sua indignação- 

Shawn: Por que não posso ajuda-la? 

- Porque eu quero você bem longe. Longe de tudo que me inclui, será que fui clara nas palavras agora? 

Shawn: Não vou poder acatar com seu pedido. -respondeu retirando a chave do carro de minhas mãos, respirei fundo, contendo meu nervosismo- Você de alguma forma faz parte de minha vida, e eu estou cuidando dela. 

Era claro que ele faria isso, e foi desta forma que ele fez. Shawn se afastou do carro começando a caminhar pela calçada. Não acreditei na sua atitude, ele simplesmente pegou minha chave e saiu andando. Eu não iria fazer como antes, que toda vez que ele pegara uma coisa minha ele saia e eu ia atrás. Esperei que ele olhasse para trás e voltasse ao ver que eu não o seguia, mas ele não agiu desta forma, ele se virou mostrando com ironia as chaves e depois voltou a andar, se afastando em meio a multidão. 

Isso só poderia ser um pesadelo. 

Saí do carro num ato rápido, passando pelas diversas pessoas a fim de encontra-lo. Ele se mantivera andando, em passos rápidos, como se sua fuga fosse um ato para tirar qualquer desvaneio de minha cabeça, mas estava segura, segura do que queria fazer e planejar. 

Conseguir chegar até ele, toquei em seu ombro fazendo com que ele se virasse sorrindo. Detestei o modo como ele agia, ele sempre conseguira de mim tudo que queria, e isso só comprovara tamanha ousadia. 

Shawn: Sabia que me seguiria. -disse debochado- Vai querer minha ajuda? 

- Porque justamente pediria ajuda á você? -perguntei tirando de suas mãos a chave e guardando no bolso por precaução- Qualquer pessoa que passe pela minha frente pode me ajudar mais que você, então não, eu não aceito sua ajuda. 

Ele revirou os olhos em reprovação. 

Shawn: Tudo o que mais quero é que você tire essa ideia idiota, mas sei como ajuda-la. -respirei fundo vendo que ele colocara suas mãos no bolso- Sabia que você não iria ficar fora de problemas, por isso tive que ser rápido também. Quando saiu do café Wolf, já tinha sido bem mais tarde do que eu. -arqueei a sobrancelha, confusa- Você tinha me contado como tinha sido no dia do sequestro de Dany e eu aproveitei suas palavras para tentar achar alguma coisa. -retirou um papel de seu bolso me entregando. Abrir lentamente vendo o mesmo homem que eu tinha visto- Pedi para que Dean não contasse á você que eu não tinha passado bem mais cedo e assim ele fez, enfim, enquanto você procurava por pistas, eu já esta á um pé a frente de tudo. 

Deixei de falar qualquer coisa para mostrar o tanto surpresa estava com sua atitude. Dava pra ver que ele apresentara ideias boas para serem compartilhadas, mas sabia também como ele agia. Se eu quisesse saber, teria que coloca-lo nessa história. 

- O que descobriu? -perguntei entregando o papel pra ele- 

Shawn: Não será tão fácil assim Sophie, vou contar se você me deixar ajuda-la. 

Eu não disse!

- Tudo bem, posso fazer um grande esforço, agora fale. 

Ele riu olhando pros lados pra em seguida me olhar. 

Shawn: Fiz uma varredura completa por essa parte da cidade e descobri algo que pode levar até a Dany. -contou novamente mostrando a foto que eu e ele tinha em mãos- O homem que está nesta foto tem um grande problema com bebidas e mulheres e tudo isso se resume em boates, oque de fato facilita qualquer localização. -se demostrou orgulhoso com que dissera, apenas pedi para que ele continuasse- Só que há uma, somente uma boate que ele vai quase todos os dias, fica um pouco longe mas nada como uma ótima companhia para seguir viagem comigo não acha? 

- Quer que eu passe meu tempo precioso seguindo viagem com você? 

Shawn: Ou é isso ou terá que pesquisar mais para chegar até ele, escolha.

...

Fechei finalmente a minha bolsa que estava lotada de coisas que se precisa pra uma viagem. Amanhã bem cedo sairia com Shawn em busca de um sequestrador fascinado por drogas e bundas. O que mais poderia pedir? 

Soltei a mochila na cama sentando em frente ao notebook novamente. Pensara em minha mãe que assim que pisei de volta nesta casa não estava com uma cara agradável. Estava pálida alegando dores de cabeça. dizia que seu constante trabalho que ela odiava e que só aguentara por conta de dois filhos para cuidar, o que de fato acrescentaria no fato dela colocar tanta fé em meus estudos, de tanto o curso de fotografia poderia ser bom pro meu trabalho. 

eu queria contar a ela que fazia curso de música as escondidas, mas tinha medo. Minha mãe não gostara desta noticia, então decidi contar a ela quando fosse a hora certa. O que se resume no final do ano com ela na platéia prestes a ver a minha apresentação. 

Mas isso se tornara tão distante agora. Dany fazia grande parte desse sonho e tudo que mais queria era que ela estivesse ao meu lado quando essa hora mais esperada de minha vida chegasse. Seria dificil eu sei, mas nada me impedia de pensar sempre positivo. 

Meu irmão apareceu na porta. Ele com os olhos repletos de duvidas pedira pra que eu descesse, que nossa mãe queria conversar com a gente. Desliguei o notebook e sai do quarto seguindo até a sala aonde os dois estavam. 

Tomei um grande susto. Minha mãe estava mais branca que um papel agora, seu rosto apresentara um fisionomia contraída, totalmente fraca e desprovida de força. Agachei ao seu lado, vendo que ela olhava nós dois com os olhos cheios de lágrimas. Me perguntei muitas vezes por que ela estava daquele jeito.

Jawy: Mãe pelo amor de Deus fale, o que está acontecendo com você? -perguntou por nós dois-

Ela chorava mais ainda, parecia que algo lhe afligia a muito tempo, o que talvez explicasse tanta força no choro e tão fraca na face. 

Celine: O que tenho que dizer aos dois vai mudar muita coisa.. -disse baixo tentando recuperar o fôlego que pra ela faltava. Segurei sua mãe enquanto meu irmão segurava na esperança de dar algum conforto á ela, mas parecia que isso não ajudava-

- Esta me assustando mãe, conte, o que esta acontecendo? -pergunto insistindo- É o trabalho? Foi demitida? -ela negou com a cabeça- É a dor que está sentindo? -ela voltou a negar e percebi que Jawy já não estava com tanta paciência como eu- 

Jawy: Foi o papai não foi? -perguntou se levantando, minha mãe olhou pra ele e seguiu seus movimentos com o olhar, enquanto eu, só conseguia olhar para ela- 

Celine: Não, não foi isso também. -respondeu a ele que a olhou com certa angustia- Hoje comparecemos ao velório de Richard, fiquei incrédula com tanta dor a minha volta de familiares que não tiveram qualquer chance de se despedir dele.. -deu uma pausa olhando para cada um de nós, abaixando o olhar em seguida- Eu tenho que falar a verdade, mesmo que não queira mas, eu tenho escondido á anos, convivendo com as consequências e escondendo isso de vocês, acho que hoje é o dia que vocês tem que ouvir o que tenho á dizer. 

- Mãe, o que há de tão grave que queira nos contar? 

Ela olhou para mim negando com a cabeça em sequencia rápida. 

Celine: Escondi isso para mante-los seguros. Vocês sabem o quanto criar dois filhos é uma tarefa totalmente desgastante e vocês tem o tornado em uma grande força. Tenho que ser sincera com os dois, todos os dias convivo com algo que é incapaz de esconder, sempre tem uma consequência, seja ela ruim ou muito pior. Tentei manter ela só para mim mas vejo que não vou suportar em aguenta-la isso todos os dias sem que vocês saibam. 

A voz pesada de minha mãe se misturava com as lágrimas que caíam em seu rosto. Sequei-as com cuidado, sentindo dentro de mim uma aflição enorme por tentar descobrir o que tanto escondia que representaria um perigo maior. Ela mordeu os lábios tentando se manter forte e segura quando as palavra realmente saíra de sua boca, mas sabia que nela, ainda tinha uma angustia maior de saber como nós dois reagiríamos. 

Celine: Eu tenho câncer. -falou pausadamente caindo no choro- 

Olhei para Jawy que estava sem reação. Balancei a cabeça em negação tentando assimilar o que ela dissera. 

- Não, a senhora está boa de saúde..

Celine: Não Sophie, eu não estou. -gritou ao notar meu rosto mergulhado em lágrimas. Ela fechou os olhos com força, como se aquilo que visse fosse tudo o que menos ela queria ver- Descobri a dois anos atrás, decidi esconde-lo, não queria machuca-los com uma noticia tão ruim. -tentou se explicar, mas Jawy interveio-

Jawy: Mas está tudo bem não é? -perguntou- Você faz sessões para se curar, não tem com que se preocupar, estou certo? 

Olhei para ela que demostrara o nervosismo na hora. 

Celine: Não meu filho, eu não faço sessões e nunca fiz. -admitiu deixando eu e Jawy mais angustiados- Eu sei, eu errei e sei disso. Meu problema desde o começo foi não aceitar que o câncer havia me atingindo. Eu estava frágil, seu pai havia acabado de desfazer nosso casamento e eu estava cuidando dos dois sozinha. Eu fui fraca e acabei negando para mim mesma que estava doente. Ao decorrer dos meses a doença foi piorando até chegar no estado em que está. -desviei meu olhar do dela, ouvindo um barulho de vaso se quebrar na parede, era Jawy soltando sua raiva- Eu estou morrendo. 

Não aguentei ouvir aquilo e acabei soltando sua mão desabando no chão mesmo. Minha fraqueza era tanta que não conseguia olha-la. Queria toca-la, mostrar que esta ali para tudo que precisasse até que seu dia de fim chegaria. Mas era muito pra minha cabeça, era minha mãe, que revelara a doença e da pior forma, alegando estar morrendo. 

Meu mundo estava prestes a acabar.

 

POV JUSTIN

Todos que estavam ao meu redor perguntavam de fato o que tinha acontecido comigo. Já estava em casa, trazido pelo Marc depois de ter sido levado ao hospital por ele. Minha mãe ficou tão preocupada que seguiu pro hospital comigo querendo saber o que de fato tinha acontecido. 

Uma tentativa de homicídio, o que era o óbvio. 

Zayn planejava me matar ali mesmo, com dois caras me batendo e ele pronto pra descarregar a arma em meu corpo, porém ele não contava com Sophie, a verdadeira heroína de minha alma ainda permanecer em meu corpo. 

Queria saber como ela estava, não era a toa que o que ela ouviu era o necessário para fazer algo perigoso. Sophie mostrou que não estava de acordo de não denunciar o caso de Dany á policia, imaginava como ela estava agora quando presenciou tudo que precisava pra duvidar de fato. 

Marc: Essa foi por pouco. -diz entrando no meu quarto- Sua vida estava quase entregue ao Zayn, Bieber. 

- Graças a Sophie, foi ela que me viu conversando com Zayn, se não fosse por ela, o próximo velório que planejariam era o meu. 

Marc: Lava essa boca cara. -ri com que ele disse vendo ele revirar os olhos- Como acha que ela esta depois de tudo que ouviu? 

- Confusa o que é óbvio, tenho que conversar com ela, Sophie é muito impulsiva, com certeza quer fazer algo para se aprofundar no que já sabe. 

Marc: Isso significa investigar o sequestro de Dany. Tem que fazer alguma coisa para impedi-la, Sophie não pode se colocar no meio dessa confusão, já basta a Dany, ela não pode ficar nesse meio também. 

Concordei com ele, Dany já esta em risco e eu tentava tirar outros que talvez se colocaria no caminho. Sophie precisava parar de ser tão curiosa. ela tinha que se afastar, se manter longe.

Justamente hoje, quando enterrávamos o corpo de Richard aquele imbecil apareceu para acabar com minha vida? Ele estava sendo muito ousado, achando que podia agir de uma hora a outra, como se tivesse tanto conforto para isso, mas ele estava enganado. Ele hoje foi bem mais esperto, mas amanhã será bem diferente. Se ele acha que vai conseguir tudo o que quer está enganado. Eu teria que reagir a todo custo, tentar achar Dany era minha prioridade e continuava sendo, e eu não me preocupava se minha vida dependesse disso. 

Para mim, entregar minha vida para a salva-la seria uma honra. Mas não podia me precipitar e pisar em falso. Zayn mostrou que Dany seria um troféu pra ele, que mesmo me matando iria continuar com ela. 

Aquele desgraçado não ia conseguir o que tanto queria! 

Desci para baixo junto com Marc surpreso ao ver quem eu menos esperava entrando pela porta. 

- Ryan? -perguntei vendo sua aproximação- O que esta fazendo aqui? 

Ele soltou uma risada passando pelo meu pai que tentara segurar a gola de sua blusa. 

Ryan: Surpresa Bieber, vim trazer seu presente. -sua mão fechada em um punho acertara com tudo o meu rosto- 


Notas Finais


Eaí, gostaram do capitulo?

Hoje eu tenho muita coisa para falar com vocês, mas espero ser breve e direta. Estou muito feliz pelos favoritos, sim, passamos dos cem, CEM corações batendo, e CEM pessoas que realmente gostaram do que leu. Estou grata e confesso que não pensaria que chegara a tudo isso. Já pulei, dancei, tudo que podem imaginar.. (nem tudo, olha a mente poluída vagando por aí) Mas voltando ao assunto, tenho que agradecer a todos vocês por estarem comigo desde o começo e ainda aqueles que chegaram agora. Sei que evoluí desde o primeiro capitulo até este trigésimo quinto, e vejo realmente que mudei na escrita e melhoro ao decorrer dos capítulos, e tudo isso, é grande parte de vocês, que me motivam a sempre continuar.

E antes que eu me esqueça, sei que os que leram estão vendo o assunto sério que surgiu na história. Estamos no outubro rosa, e aproveitei este mês para comentar sobre o câncer de mama, espero que muitos de vocês percebam que essa doença é muito grave e nada como explica-la na história não acha? Achei legal tratar esse assunto numa fanfic, apresentando as consequências de doença avançada.

Então, aqueles que comentam, comemorem comigo.
Aqueles leitores fantasmas, apareçam, nem que sejam por sinais de fumaça vermelha, quero ouvir de todos vocês o que acharam desse capitulo e que realmente mostram os rostinhos lindos.

Amos todos vocês, estou esperando feito soverte, mas se adiante, estou derretendo. Bjs!


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