História Dark Secrets - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Barbara Palvin, Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Ryan Butler, Shawn Mendes, Zayn Malik
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Dark Secrets, Drama, Intercâmbio, Justin Bieber, Los Angeles, Violencia
Exibições 66
Palavras 17.936
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi Oi PESSOAL!
Sim voltei e agora é pra ficar.
Dias corridos, tempos vagos desaparecendo e eu não largando a Fic.
Sim, faço tudo isso por vocês, mas vamos ler não é?

Então.. Boa leitura ♥️♥️

NOTAS FINAIS IMPORTANTES

Capítulo 37 - The question is. First or second plan?


Fanfic / Fanfiction Dark Secrets - Capítulo 37 - The question is. First or second plan?

Shawn tocou em meu braço, apontando pro homem que pude reconhecer pela foto. Ele puxava uma mulher loira pelo braço, obrigando-a a entrar na boate, percebi isso pela sua recuamento quando ele disse algo em seu ouvido, logo me queixei que se Dany pode estar nas mãos dele, ela também poderia. 

- Realmente sei com que estamos lidando, ele não só sequestrou a Dany, Shawn. -ele me olhou assentindo pra depois olhar para o homem entrando na boate com a mulher- Aquela mulher pode ser outra vitima. -digo atravessando a rua e seguindo para dentro da boate junto com Shawn-

Me aproximo do barman e peço duas bebidas fortes, me sentando em uma mesa afastada junto com Shawn. Entrego a bebida á ele, e vejo sua represaria ao olhar a bebida. 

Shawn: Faz parte do plano ficar bêbado para um possível retalhamento? -perguntou sorrindo, apenas me deixei levar pela música da boate, reparando agora nele-

- Temos que nos infiltrar, nunca assistiu filmes investigativos? -retruco, tomando aquela bebida em um só gole, quase colocando tudo pra fora, ao sentir o liquido resvalar quente pela minha garganta- Preciso de coragem pro que vou fazer.

Ele arqueia a sobrancelha desentendido. 

Shawn: Pretende fazer o que? -pergunta, tomando também o dele- Ser uma dessas garotas e tentar seduzi-lo? -falou assim que duas mulheres ficarão ao seu lado, dançando de forma sensual ao lado dele. Shawn permanecia paralisado, enquanto eu engolia aquela safadeza toda ao lado dele-

Apenas me levantei passando pelas duas, pedindo mais dois copos. Bebi em poucos segundos pedindo mais três, que novamente bebi rapidamente. Com minha cabeça tonta, balancei a cabeça tentando enxergar com mais clareza, mas tudo ficou embaraçado em minha visão. 

Xx: Vá mais devagar na bebida, gata. -alguém que se posicionou ao me lado falou, apenas me despis de suas mãos que segurava meu braço-

- Não preciso de sua ajuda, sege quem for. -olhei em direção ao homem que aos poucos seu rosto se formava em minha visão- 

Xx: Não é o que me parece. -retruca, segurando minha mão novamente. Com a visão já recuperada, olhei para a mesa aonde Shawn estava. Ele estava inquieto, empurrava uma mulher que tentava aproximação dele, enquanto mantinha seu olhar perdido para mim, quando percebeu minha atenção sob ele. Ergueu uma mão apontando para o homem ao meu lado, demostrando-se assustado ao vê-lo- Esta perdida, gata? Posso ajudar a achar suas amigas. 

Ele fala novamente, aos poucos, viro minha cabeça focando em seu rosto totalmente, e me deparo com ele, com o cara das fotos. 

Permaneço paralisada, olhando para ele enquanto um sorriso se formava em seu rosto. Recuei por um momento, mas percebi que aquela hora era a certa para meu plano, e deveria deixar de lado meu medo e transparecer a coragem, mesmo que por tão pouca que fosse. 

Xx: Acho que vamos nos divertir muito esta noite. -morde o lábio inferior, descendo sua mão para minha cintura, puxando e me colando ao seu corpo- 

Deixo o medo de lado e sorrio maliciosa, aproximando meu rosto do dele.

- Essa noite vai ser inesquecível. -completo sua frase, desviando minha atenção ao Shawn que não entendera muito minha atitude-

Estava ciente do que faria, e nada e nem ninguém poderia provar o contrário. 

Capitulo Anterior.

POV SOPHIE

A música antes calma mudou para uma eletrônica em minutos. As pessoas que rodavam o local começaram a se colocarem na pista iniciando os passos que deram a danças sensuais naquele local. Era cheio de luzes piscantes e vivas, e pelo que via, já havia várias e várias pessoas se pegando pelos cantos, e outras dando seus pulos quando a situação passava de um ato de pegação para um ato totalmente sexual. 

Apoio meus dois cotovelos na mesa olhando o Shawn novamente, ele estava totalmente desconfortável, empurrava algumas mulheres que tentavam tirar sua blusa enquanto mantinha sua atenção para o local onde estava. Obriguei a desviar minha atenção dele. Olhei para baixo reparando agora e um cara bêbado que havia caído a dois metros de distância, mas logo um barulho de copo foi exposto ao meu lado. 

Respirei fundo, olhando para uma bebida azul dentro daquele copo pequeno de vidro, olhei para o homem, que sorriu ao ver meu estranhamento. 

Xx: Acho que depois de duas, pode aguentar mais uma não é? -pergunta apontando com a cabeça pro copo- Pago todas bebidas que quiser. 

- Acho que não quero que pague qualquer tipo de bebida pra mim, gosto de ser independente. -empurro o copo para a sua frente e olho pra frente novamente reparando nas pessoas- 

Xx: Eu insisto. -empurra de volta o copo, mordi o lábio inferior percebendo que sua insistência seria constante. Peguei o copo e virei em segundos, sentindo minha garganta esquentar em dobro, ele sorriu, abaixando a cabeça- Quero mais dois. -falou ao barman, que colocou mais uma dose em cada copo- Me chamo Dennis, qual seu nome? 

Alisei meu cabelo, olhando diretamente á ele. 

- Sophie. -respondo rápido, pegando o copo e bebendo mais aquela dose- 

Dennis: Nome lindo, quanto como a dona que a carrega. -sorri forçado, revirando os olhos- Vejo que é nova nessa boate, nunca a vi andando por esse local. 

- Está enganado, sou daqui a muito tempo, você que nunca reparou. -digo, deixando a ironia passar entre as palavras, ele por outro lado riu novamente, bebendo também a dose de seu copo- Aliás, paquerar mulheres é algo que sempre faz quando chega a essa boate, não é mesmo? -pergunto, deixando ele visivelmente pensativo- 

Dennis: Se divertir é algo que sempre faço quando chego. -responde, batendo o pequeno copo de vidro na mesa, insinuando outra dose- Essa cidade é muito pequena, todos conhece todos, nunca a vi por aqui, tenho certeza. -retomou a falar novamente, se questionando no assunto- E mesmo que a visse, não passaria despercebida. 

Sorri novamente, dessa vez mergulhada em pensamentos. Parecia um interrogatório feito por ele aonde qualquer palavra que falasse pudesse ser decisivo para sua convicção. Engoli o seco, voltando minha atenção á ele. 

- Porque? Seria mais um nome em sua lista? -pergunto, me sentando em um banco alto ao seu lado- Me encheria de palavras bonitas, atraia qualquer tipo de atenção, para depois, finalizar como você tanto quer. Uma noite longa e prazerosa, estou certa? -solto um sorriso abafado, vendo que ele abaixou sua cabeça, enquanto a balançava negativamente- Pois saiba que se quer ter uma noite comigo, tem que agir melhor do que a encomenda. 

Me despisto de seus braços, caminhando por meios das pessoas que enchiam cada vez mais a boate. Os olhares do tal Dennis seguia ao meu afastamento, deixando que minha atenção focasse também á ele. Virei totalmente meu rosto, olhando agora, para os caras que faziam uma brincadeira que poderia acabar em morte se pensasse na quantidade de bebida tomada. Eles viravam uma em seguida da outra, deixando-me paralisada só pelo que via, mas que não realmente, tirasse minha atenção daquele momento, do idiota que ainda me cercava. 

Não poderia negar, ele era encantador, elegante e que se sobrasai em todos os assustos que pra ele o diferem, o que percebi em apenas alguns minutos de conversa. Mesmo com minha resistência, de sair dali assim que as coisas crescessem, reconheci no quanto deveria ter me mantido fria nessa questão. Fugir realmente, não era a solução, ainda mais quando quer tirar algo de alguém que fez a irresponsabilidade. 

Nego para mim mesmo, teria que arcar com as consequências de meu erro. Tinha ele em minhas mãos e deixei escapar assim que minha capacidade de contradize-lo surgisse forte. Mas não sabia como. 

Curvei os cantos da boca ao olhar ele novamente, dessa vez tentando transparecer algo que pra ele pudesse considerar como uma forma de fraqueza feminina. Percebo sorriso alarmante surgir em seus lábios maliciosamente, chamando de forma rápida, a loira que acompanhara. Observei melhor o comportamento da loira. Ela não se demostrava tão confortante ao lado dele, ainda mais quando o mesmo disse algo em seu ouvido. Estava em uma distância insignificativa para ouvi-los, até mesmo pelo som e as batidas alta dela. 

Em meio aquela multidão, um braço se colocou á minha frente. Tentei enxergar a pessoa, e logo reparei em seu rosto. Mas logo fui puxada por ela para um canto totalmente vazio, aonde as pessoas menos viam. 

- Shawn, o que pensa que está fazendo? -tento me soltar de seus braços, mas ele irredutível, impede- O homem em que viemos atrás está a minha procura, vai estragar todo o plano. 

Shawn: Talvez sege isso que eu quero. -soltei um suspiro cruzando os braços, assim que ele os soltou. Permaneci séria, observando sua aflição- Não a trouxe aqui para se envolver com ele, se fosse por isso, nunca teria falado da pista que tinha achado. -esbravejou, deixando que a surpresa tomasse meus olhos. Ele desviou os seus dos meus, deixando nossos rostos bem próximos- Promete tomar cuidado? 

Balancei a cabeça em definitivo, preocupada por sua angustia. 

- Vou tomar cuidado, prometo. -firmo minha frase olhando definitivo ao seu rosto, vendo que ele coçava a nuca e mexia nos cabelos rapidamente, tentando-se manter calmo- Mas agora preciso ir. -completo, avançando alguns passos para a frente, reparando em algo indefinido- 

Shawn: O que tem em mente? -perguntou, parecendo ter lido minha mente. Virei meu corpo olhando pra ele novamente, aproximando-me com mais rapidez- 

- Pretendo agir de outra forma. -contexto minhas palavras sem saber ao menos como faria- O plano de chegar com tudo em cima dele deu meio que errado, dei uma bela de uma patada e saí sem ao menos escuta-lo. -ele solta uma risada abafada pelo som alto, mas logo me rendo aquele momento- Acho que devo ir ao plano B. Só não sei qual é ainda. 

Ele me olhou fixamente. Eu não conseguia entender o que seu rosto queria transmitir. Preocupação? Medo? De qualquer modo, era tarde demais. Já sabia o que faria. 

Caminhei novamente por entre a multidão. Observei a loira que conversava com Dennis passar em minha frente, rápida e de cara totalmente nada agradável. Dennis perseguia seus movimentos com o olhar, tentando ver aonde ela iria. Decidi também segui-la da mesma forma, vendo a loira caminhar até um grupo de mulheres, da onde conversava enquanto formava um circulo entre elas. 

As mulheres que lá estavam, faziam alguns movimentos de dança enquanto sorriam ao ver quando uma inovava em algum movimento. Deixei o medo de lado e seguir até elas, tentando aproximar o máximo possível. Mas assim que cheguei perto, um homem alto e forte as empurraram para dentro de uma sala coberta com uma cortina avermelhada. Tentei processar o que havia acontecido, mas repara-lo na minha frente foi tão inevitável que tive que engoli o seco ao ver o bombadão me olhando. 

Xx: Você parece familiar, se chama Cristine, não? -evito me demostrar surpresa, olho para os lado sem ao menos mexer a cabeça a procura da tal mulher que ele falara o nome, mas ninguém se aproximava- 

- Sou ela mesma. -respondo sorrindo, tentando enxergar o que havia dentro daquela sala, mas só o que via era as mulheres ainda conversando- 

Xx: Então venha comigo, chegou atrasada para o número principal. -ele segurou meu braço me puxando para a sala, recuei um pouco, mas me deixei levar assim que entramos na sala- 

A garota loira permanecia com a cara fechada e descontente naquele momento. Enquanto as outras, sorriam e se maquiavam em um espelho enorme, com um roupão para cobrir o que havia embaixo. Tentei pensar em inúmeras possibilidades de minha chegada naquela sala. Mas nada foi mais constrangedor quando percebi os olhares de todas, caindo sobre mim. 

Xx: Meninas, essa é Christine Clark. -tomou a falar, em alto e bom tom- Espero que não a decepcione, não é todo dia que trouxemos uma especialista no assunto, não acham? -arqueei a sobrancelha confusa, mas logo as risadas das mulheres tomaram conta de meus ouvidos- Espero que se sinta a vontade com isso. -entregou-me uma roupa, saindo da sala ao pedido que todas se apressassem- 

Chequei melhor aquilo tudo. Não definiria aquilo como uma roupa, parecia uma lingerie preta e bem ousada, confesso. O que de fato, me levei ao susto ao perceber que vestiria aquilo que não distinguia nada. 

Sou obrigada a me trocar em um banheiro. Tiro as roupas que uso e coloco aquela totalmente desconfortável. Olho para o espelho e vejo o resultado completo daquela roupa em meu corpo. Estava prestes a sair daquele banheiro com essa roupa, deveria sorrir e não me envergonhar. 

O que era difícil, nunca havia usado esse tipo de "roupa"

Era como uma lingerie especial, aquelas que vemos em modelos em desfiles ou em outras ocasiões "internas". A roupa caía perfeitamente em meu corpo, além dos acessórios que veio como acompanhante. Quando dei a última olhada no espelho, fui tirada daquele lugar pelo mesmo homem me entregou a roupa. 

Meio tímida ao notar todos me olhando, caminhei um pouco para o lado, parando ao lado da loira que vestia uma lingerie vermelha, bastante ousada. Reparei em seu nervosismo, ela deixava suas mãos trêmulas deslizar sob seus cabelos, enquanto arrumava algo em sua roupa. Não a enfrentaria, estava da mesma forma. 

- É a primeira vez que faz isso? -pergunto, reparando sua mão parar e sua atenção voltar-se á mim- Percebi isso pelo nervosismo. 

Xx: Na obrigação, sim. -responde em disparada, passando a última parte da maquiagem, o batom vermelho e bem chamativo- Mas não se preocupe, ninguém vai tirar seu brilho como o homem fala, acho que muitas de nós nunca chegará aos seus pés. 

Se afastou, caminhando para o lado das outras que tinham a mesma cor de lingerie que a dela. Foquei na minha, que era preta e a única. Eu não poderia ser a principal disso, ainda mais sem saber o que faria, estava totalmente confusa quanto o que ia fazer ou pensar. 

Caminhamos para um palco médio aonde todas as garotas se posicionavam em um canto especifico. Fiquei parada ainda no começo da escada pequena que dava acesso ao palco, a pedido do homem que me tratava com menos alvoroço quanto as outras. As cortinas se abriram ao começar tocar "Levels" de Nick Jonas. As meninas começaram a iniciar movimentos sensuais e os gritos dos homens soavam evidentes. Respirei fundo, ao perceber Shawn sentado em uma das mesas bem ao meio do palco, se ele considerava minha aproximação com o Dennis algo perigoso, imagina como seria se me visse com vestes que em minha vida toda nunca pensaria em usar? 

Abrir um sorriso ao pensar na possibilidade de ler sua mente, mas logo fui tirada dos meus devaneios assim que um estral de dedos surgiu em minha frente. Era o homem, que fez menção para que subisse no palco e começasse minha dança. 

Eu não sabia nem o começo do que faria. 

Olhei rapidamente para as meninas, elas esperavam meu movimento de inicio e muitas delas me olhavam com certa pressa. Os homens do lado de baixo do palco, assobiaram com minha entrada, exceto Shawn que negava com a cabeça me fazendo sorrir, enquanto Dennis, se levantava, caminhando com dificuldades até o palco.

Tento ser o tanto óbvia, ficar parada ali não me ajudaria em nada, pelo contrário, eles esperavam Christine Clark e não Sophie Johnson. Engoli o seco andando em passos lentos pra frente, fazendo os primeiros movimentos, com o tempo, se tornaram mais soltos e sensuais. Olhei a minha volta e as meninas alegres seguiram meu ritmo, era perturbador escutar frases dos homens, mas as meninas pareciam gostar do que ouvia, exceto eu a a loira que sorria forçado. 

Assim que a música acaba, outra começa, dessa vez, com ritmo mais acelerado. Paro com os movimentos de dança e sigo para a ponta do palco observando Dennis. Ele ainda me olhando atento, se esquiva de alguns homens que estavam bem a frente, finalmente podendo se aproximar de mim. Sorrio vitoriosa, percebendo seu rosto risonho fitar-me assim que me tira do palco com uma das mãos. 

Dennis: Deveria ser mais cuidadoso, com uma mulher dessas, posso perde-la a qualquer momento. -apenas solto uma risada abafada, acompanhando-o nesse clima- 

- Acho que descobri seu ponto fraco.. -falo, sessando de vez o riso, aproximando minha boca de seu ouvido, dando uma visão ampla do Shawn bem atrás- Espero que sege realmente cuidadoso, posso te abandonar novamente! -exclamo, vendo o som baixo de seu sorriso sentindo sua mão apertar minha cintura um pouco forte. Apenas sorrio pro Shawn, dando a confirmação de que tudo, estava, realmente, em meu controle- 

 

POV JUSTIN

Não imaginava que esse reencontro fosse tão improvável e vergonhoso como esta sendo agora. Lexy permitiu minha entrada a casa dela, que confesso, era de se admirar todo aquele conforto, sala enorme, casa de dois andares e um bom quintal para buscar conforto. Por outro lado, não sabia se aquilo mesmo era dela, não seria machismo de minha parte dizer que talvez ela conquistou isso com dinheiro de alguém que a ajuda, mas também pensara que talvez ela podia trabalhar e ter adquirido tudo aquilo apenas com força de vontade, mesmo tendo dois filhos. 

Ela convidou-me a me sentar. Acomodei no sofá branco que tinha na sala e ela diferente de mim, se acomodou em uma poltrona preta de couro. Reparei naquele local e era impressionante a quantidade de fotos de seus filhos espalhadas pela sala. Lexy tinha colocados seus filhos em um quarto, deixando assim, só nós dois sozinhos para que ninguém atrapalhasse. 

Osiosa e retraída em seu surpreendimento e vergonha, ela se limitou em dizer alguma coisa, pelo contrário, firmou seu olhar sob meu rosto, dando assim o inicio da conversa. 

- Sua casa é de se admirar. -conto olhando para os lados novamente a vendo sorrir- Mesmo como mãe solteira, conseguiu isso tão naturalmente. 

Lexy: Trabalhei muito, confesso. -falou, se ajeitando no sofá colocando uma almofada sob sua perna- Se não fosse pelo meu esforço próprio, nem sei o que seria de mim e meus filhos. 

Assenti encarando-a.

- Faz alguns meses que não nos encontramos, a última sua fuga foi rápida, nem sabia do motivo de seu afastamento. -ela mordeu os lábios, balançando a perna constantemente- 

Lexy: Ainda era muito nova quando me mudei, Justin. -contrariou, desviando seu olhar para o quarto aonde seus filhos estavam- Era normal se mudar ainda quando meus pais queriam, não havia controversas para repreende-los, era apenas uma criança. 

- Uma criança que vejo que não mudou nada. -sorri percebendo seu olhos se firmarem aos meus- Continua tão bonita quanto nova. 

Lexy: Se vejo bem, não veio aqui só para me cantar, Bieber. -retrucou sorrindo, joguei meu corpo para trás encostando minhas costas no canto macio do sofá- Conte-me, o que quer tanto saber? 

- Não quero ir rápido demais, Lexy. -respondo e ela assente com a cabeça em ato de ironia- Além disso, lhe dar uma cantada não está mais em meus planos, passamos desse ponto á muito, muito tempo. 

Lexy: Então, quer um chá? -perguntou se levantando e caminhando até a mesa que ficava entre a gente- Acho que essa conversa vai ser demorada. -coloca um pouco de chá em uma xícara, e me entrega, fazendo a mesma coisa assim, com ela- Quer começar com que assunto? 

- O que acha de começar com sua saída de Los Angeles? 

Lexy: Meus pais sinceramente, foram os culpados de tudo. -respondeu antes que acrescentasse algo a mais no que falaria- Eles brigavam já faziam um tempo, antes mesmo do nosso passeio ao parde de diversões, ou mesmo a primeira viagem que fizemos com sua família, eles viviam em encenações na frente de amigos e parentes. -contou mantendo sua voz suave e baixa, enquanto dava uma pausa no que falava para ouvir os barulhos do quarto- Quando viram que as encenações de fato não ganhariam mais forças, decidiram mudar de casa, pra uma bem longe, para assim, se separar e ninguém souber o que de fato havia acontecido. 

- Seus pais só se mudaram por conta de um divórcio que devia acontecer á anos atrás? -pergunto, incerto no que ela falara. Ela assentiu, me encarando- A que cidade foram? 

Ela deu uma risada fraca, deixando a ironia ultrapassar seus olhos. 

Lexy: Na verdade, não só mudamos de cidade, mas sim de país. Por conta disto, nunca conversamos por entre cartas, ligações ou até mesmo mensagens. -revelou, alisando os cabelos- Já era difícil pra mim saber que nunca o veria, conversar com você a distância complicaria mais as coisas. Teria que te esquecer a todo custo. -novamente contou, deixando-me incomodado com suas palavras- Passei anos morando só com meu pai, minha mãe nunca mais apareceu para me visitar. Estudei, fiz faculdade e agora estou aqui tendo tudo que queria, uma família. 

- E seu pai? -perguntei novamente-

Lexy: Mora ainda na Holanda. -respondeu rápida- Ele se casou novamente e estou feliz por ele, mas nunca quis voltar a Los Angeles para morar novamente, gostou do conforto que tem lá. 

- Uma família, vejo que conseguiu o que tanto queria, assim como fala. Mas, cadê os pais dos seus filhos? -praticamente interrogo, dando a conversa mais rápida- 

Ela arregalou os olhos, surpresa com o rumo da conversa. 

Lexy: Não quero apressar tantos assuntos. Acho que deve falar de você também. -desconversa, não confortável com o assunto- Tantos anos sem nos falarmos, o que acha de falar o que aconteceu com você nesses anos que estive ausente? 

- E o que acha de falar o que realmente aconteceu com você? -questiono, deixando o silêncio reinar durantes alguns segundos- A sua desconversa me fez ver o quanto se sente desconfortável ao falar do pai de seus filhos, o que é de tão imprudente falar dele? -bebo um gole de chá, deixando com que ela realmente tomasse o assunto ao inicio- 

Lexy: Agora sei o porque veio até aqui, nunca se importou pelo meu sumiço, mas sim por um cara que é pai de meus filhos. -elevou a voz, ríspida no que abordava- Talvez deva se retirar de minha casa, se quer levar esse assunto para algo que não queira, saia e não volte. 

- Não coloque palavras na minha boca, Lexy. Vim aqui justamente pelo seu sumiço, mas também por esse assunto que talvez me interesse. -digo, mantendo a calma, deixando-a pensativa- Se não quer abordar nada comigo, deve ser porque realmente me interessa. Talvez conheça o tal pai que tanto quer esconder. 

Lexy: Você o conhece sim e ele está bem a sua frente. -diz sobressaltada- Sou mãe e pai dos meus filhos, eu os criei, alimento, dou conforto, tudo que faço em minha vida é em dedicação aos dois.. -eleva a voz novamente, dessa vez deixando sua voz mais alta que o normal- 

- Então fale quem foi o homem que te abandonou e deixou você cuidando de duas crianças sozinha. Fale, não estou aqui para tratar do cuidado que tem com eles, pelo que observei, seus filhos não podiam ter uma mãe melhor que você, Lexy. -coloquei a xícara na mesa pequena escutando um ruído sair de sua boca- Tudo o que quero saber, é com quem se envolveu. 

Lexy: Não me obrigue a dizer quem é o imbecil que fez questão de me abandonar, você não sabe o que ele pode fazer se eu abrir minha boca e dizer seu nome. -lançou seu olhar firme, elevando os braços constantemente respirando com certa dificuldade- Ele vai me caçar, procurar-me por todos os cantos, e não vou ter que fugir por mim, Justin. Vou ter que fugir pelo meus filhos. 

- Pode confiar em mim, Lexy. Não direi nada a ninguém, confia em mim. 

Lexy: E eu confio, mesmo que depois de anos eu tenha me mantido afastada de você. -retruca, deixando algumas lágrimas escaparem de seu rosto- Confio tanto que contei da ameaça, mas entenda, o nome dele, eu não posso, por favor, não insista. -balançou a cabeça constantemente em negativa, secando as lágrimas- Não é por mim, é pelos meus filhos. 

Assenti levemente, olhando para a porta do quarto que foi aberta rapidamente. As duas crianças saíram e correram até Lexy, alegando estar com fome. Ela pediu alguns minutos pra preparar a comida e eu fiquei na sala sozinho, observando os móveis. Sentir meu celular vibrar, peguei do bolsos lendo a mensagem. 

" O plano de resgate está pronto, e Sophie, ninguém sabe aonde ela esta, assim como Shawn." - Marc.

"- Está louco? Como não sabe aonde Sophie possa estar?"

" Conversei com a mãe dela, Sophie sumiu esta manhã, algo nisso tudo não está correndo bem, já que a mãe dela contou que esta doente e teme por ela ter feito alguma coisa de que se arrependeria." - Marc.

" O que pode ser tão mal para que Sophie sumisse justamente com Shawn?"

" Sophie presenciou tudo, ouviu sua conversa com Zayn, não seria louco de minha parte falar que ela possa estar caçando o cara que sequestrou a Dany. Eles estão correndo riscos." - Marc.

Não respondo nada, apenas guardo o celular no bolso da calça percebendo a aproximação de Lexy. 

Ela havia dado comida aos filhos e mandado eles para o quarto novamente. Olhei pela janela e já era noite, passei tanto tempo vendo ela cuidar dos filhos que nem tinha percebido a noite cair e muito mesmo a hora passar. 

Sophie, como essa garota se parecia com Dany, em mais ato de loucura do que em pensamento. Mas já era o esperado, Sophie tinha ouvido tudo que precisava pra ter conclusões certas. Ela sabia que Dany estava nesse meio, sabia o quão Dany corria riscos se não fizesse nada, mas eu já tinha um plano que esperasse que desse certo. Armas, caras, um prêmio completo para resgata-la, mas mesmo assim era difícil de pensar que conseguiria de fato, tirar ela finalmente das mãos de Zayn. Ele sem dúvidas pensava a meses nesse plano de sequestra-la, pensara em matar Richard para que no velório fosse o fim da minha vida, estava tudo arquitetado, e mesmo com mais firmeza em tudo que iria fazer, teria que tomar algum tipo de cuidado, Zayn estava um passo a mais que eu e os caras juntos. 

Lexy: Aconteceu alguma coisa? -perguntou depois de um tempo, percebendo meus pensamentos vagos que deram firmeza em sua pergunta- Está tão calado. 

Prontamente acenei com a cabeça alegando que sim. Ela confusa, recuou novamente para o sofá sentando-se novamente naquela poltrona de couro. Abaixei a cabeça por um momento, e voltei a olha-la depois de um segundos a mais, pronto para dizer o que queria falar a muito tempo. 

- Lexy, eu sei quem é o pai de seus filhos. -falo estridente, coçando a nuca de tanto nervoso que estava ao tratar disso com ela- Sei quem foi o imbecil que te deixou sozinha quando mais precisava. -ela se limitou em dizer alguma coisa, apenas mostrou em seu rosto, o ato surpreso ao ouvir o que menos pensava que sairia de minha boca- E, aquele imbecil esta fazendo outra coisa, que confesso, está sendo difícil de lidar.  

Lexy: Não sege tão egoísta ao ponto de mentir para conseguir o que tanto quer. -esbraveja, arqueio a sobrancelha continuando a observa-la- Sei que não houve nada, só quer saber o nome dele.

- Queria que fosse apenas uma mentira, mas não é. -retomo a falar, soltando um suspiro longo ao vê-la negar com a cabeça- Ele mesmo fez questão de falar quem era, e o que fez com você. Soube que assim que ouviria isso me sentiria tão culpado pelo o que ele tinha feito. 

Lexy: Culpado? -pergunta sorrindo- Por que se sentiria assim se tratando de mim? -questiona novamente, sobressaltada- Não me via a anos e justamente meus filhos iriam pesar em sua consciência? 

- Não está entendendo. -falo revirando os olhos- 

Lexy: Então me explica! -exclamou ela, alterando a voz-

- Zayn Malik, é o pai dos seus filhos, não é? -falo vendo ela novamente arregalar os olhos mantendo sua boca semi aberta, assustada- Então, ele que fez questão de falar que era o pai de seus filhos, foi ele que fez questão de se vingar para me atingir. Ele te procurou para me atingir.

Lexy: É mentira. -disse ela, fervorosamente- É tudo mentira, ele nunca me colocaria nesse ponto, não depois de tudo que vivemos. 

- Depois de tudo que viveu com ele? -pergunto, dessa vez alterando a voz- Me diz, esse tempo foi quando ainda não estava grávida não é? -ela mordeu os lábios, ainda ouvindo- Ele te tratou como a única mulher que ele o amava, deu carinho, presentes, tudo que você queria e buscava. Mas depois quando falou que estava grávida, fez questão de abandonar você com dois filhos na barriga, seria um sonho que você possa considerar tudo o que disse como mentira? 

Lexy: Como sabe de tudo isso? 

- Porque ele fez questão de me contar, Lexy. -a interrompi, mantendo meus olhos firmes sob ela- Ele te caçou ao saber que você fazia parte da minha vida, nós dois na infância éramos grandes amigos. Ele fez isso para me atingir, não percebe o óbvio? 

Lexy: Isso é mentira, como ele seria capaz de fazer isso comigo? -deixou seu nervosismo ultrapassar sua voz, seus olhos cheios de lágrimas só comprovava o que mais temia-  Ele me usou, como se fosse um objeto para lhe atingir? -assenti levemente percebendo sua angustia- 

- Ele não é o que fala, Lexy. Você deve saber que ele é muito pior do que imagina. -conto, estridente. Ela levanta a cabeça assentindo-

Lexy: Eu sei muito bem o que ele é. -fala, dessa vez me deixando confuso- Não é a toa que não queria ficar com ele, sim eu ainda o amo. -suspiro ao ouvir isso, mas deixo ela continuar a abordar o que falava- Traficante, matador, tudo que ele faz eu soube depois de um tempo, isso é irrelevante. 

- Então deve falar com ele. -ela balança a cabeça dizendo que sim- Quem sabe possa me ajudar. 

Lexy: Ajudar com o que? -pergunta disparada- Por acaso ele fez algo de que não gostasse? 

- Vindo da parte dele, podia esperar por tudo não acha? 

Ela soltou um ruído surpresa. Vendo que não se movia, tratei de continuar. 

- Zayn fez uma coisa pior do que você pensa, Lexy. Não só brincou com seus sentimentos como esta fazendo isso de novo com outra pessoa, Dany. -falo o nome, deixando um suspiro longo sair de mim, ela por sua vez, ainda não fazia menção de que falara nada- Sei que não sou um dos melhores a dizer que ele é ruim mas, ela merece tudo o que há de bom nessa vida e não quero que passe mais dias sendo obrigada a ver e ouvir o que não deve, preciso de sua ajuda. -suplico, abaixando o olhar-

Lexy se manteve calada, ainda processava o que acabei de dizer a ela. Era inesperado, ela poderia pensar no pior dele, mas nunca que outra pessoa podia estar em suas mãos. 

Lexy: Zayn a sequestrou? -questionou, ao ver que não encontrava palavras melhores para uma pergunta rápida e direta- Você a conhece? 

Inclinou seu corpo para a frente a fim de escutar melhor. 

- Sim, ela é uma intercâmbista que mora em casa. -respondo baixo, deixando que ela tirasse suas próprias conclusões- Dany não merece tudo o que esta acontecendo com ela. 

Lexy: E você se sente culpado por coloca-la entre os dois. -tirou sua própria conclusão, voltando a sua posição atual- Sei de tudo, Justin. -fala, levanto meu olhar sob ela, reparando sua atitude séria ao dizer isso- Sei que é traficante, foi pelo mesmo caminho que Zayn. -afirmou, apenas ouvia atentamente o que saia de sua boca, mesmo estando surpreso com sua descoberta- Mas pra um homem que vem até aqui no intuito de saber como pode salvar uma pessoa, só mostra o quão diferente você é dessas pessoas a fora. -sorri ao ouvir isso, apenas me acomodei melhor no sofá sem retirar minha atenção sob ela- No que posso ajuda-lo? 

- Sabe aonde ele possa estar morando? -pergunto, ela por sua vez balança a cabeça em negação-

Lexy: Não infelizmente. -responde, inconformada- Depois que me mudei pra Los Angeles ele vive me perseguindo, sempre vem quando pode pra ver os filhos, mas nunca deixa que eu os leve para sua casa. -explica, retomando a falar sobre os filhos- Mas disse que mora longe, que mudou de casa e mudou pra uma bem afastada, isso explica a demora quando chega aqui, sempre tarde da noite, só fala com os filhos e vai embora minutos depois, alegando estar ocupado.

- Não tem nenhuma ideia da cidade, lugar, endereço? Ele nunca falou nada com você? 

Novamente ela nega. 

Lexy: Se ele sequestrou essa tal Dany, consequentemente não falaria nada especifico comigo. Ele sabe que, confio em você e já deixei claro sobre meu ponto de vista, seria um erro da parte dele contar aonde a escondeu. Justamente uma pessoa que tanto lhe agrada. 

- Como ele teve coragem de contar tudo o que sabia de mim para você? -reajo, vendo que nada que perguntasse realmente não viesse o que precisava, era estranho demais saber que uma pessoa sabe mais de sua vida do que você mesmo- Quero dizer, ele teria algum motivo especifico para abordar tudo, não acha? 

Ela novamente se limitou em dizer algo, apenas retirou de seu bolso, o que parecia ser um cigarro e com a outra mão, trazia ao encontro, o esqueiro, pronto para acende-lo. 

Lexy: Ele sempre tem um motivo, há nele algo que queira que eu faça ao seu respeito. Ele quis contar para ver como reagia a noticia. Mas quero ficar longe de encrenca, faço de tudo para não envolver meus filhos. 

A encarei novamente. Havia algo que ela não estava contando, porém estava disposto a terminar esta conversa o tanto rápido. 

Levantei do sofá, arrumei a roupa que estava um pouco amassada retirando o celular do bolso certificando-se da hora. Ao ver que estava mais tempo do que o esperado, cocei a garganta, atraindo mais de sua atenção. 

- Sei que ainda esconde algo que não queira me contar. -falo, tornando a conversa mais atrativa- Sabe aonde mora, aonde ele a esconde. Só não sei o motivo de tanto mistério, se soubesse o que estamos passando, abriria sua boca realmente para abordar algo que realmente me agradasse.

Ela franziu o cenho mordendo os lábios nervosamente, em seguida, manteve-se parada, só curvando um pouco seu corpo para a frente, tornando o clima nada bom em totalmente desagradável. 

Lexy: Meus filhos são meu porto seguro. Se eu abrir a boca para falar qualquer coisa que me diz respeito, eles é que vão pagar, sentiu o peso que carrego? -pergunta, provocativa ao ponto de me deixar sem paciência- Já faz anos que passei da fase de ser aquela garotinha ingênua, Justin. Corro riscos, todos corremos, e entre eles e essa tal Dany.. -pausa por um momento, firmo meu olhar sob ela, deixando a raiva transparecer ao que estava ouvindo- Eu prefiro que seja ela no lugar deles. 

- Não sege egoísta, não percebe que preciso de sua ajuda? -pergunto, alterando tanto a voz que sinto minha garganta coçar pelo tom alto- Tudo o que esta havendo é entre mim e Zayn, não quero coloca-la em risco, Lexy. Você precisa me dizer o que sabe.

Lexy: Não, eu não preciso dizer nada. -recuou negando com a cabeça- O que disse, que essa história é entre Zayn e você, porque justamente ele sequestraria essa garota? -mal disse isto, levantou-se, caminhando até a janela- 

- Seria tão egocêntrico de minha parte falar que ele a sequestrou pra se vingar e ao mesmo tempo a faze-la de prêmio? -falo, desta vez provocativo. Ela por outro lado, lançou um olhar de fúria ao meu rosto, como se não acreditasse no que tinha dito- Exatamente, Zayn deixou claro que a queria só para ele. Não fale de sentimentos por aquele cara, ele não merece nada que você oferece. 

Lexy: São tudo asneiras. -esbravejou sua raiva, revirando os olhos se aproximando em passos rápidos aonde estava- 

Justin: Vim aqui pensando que seria tão ingênua que não saberia a verdade, tentaria tirar algo de você sem contar tudo o que sabia. Mas vejo que sabe muitas coisas que eu talvez não saiba, e Lexy.. -pauso por um momento, observando um barulho do lado de fora da casa- É uma vida, se sobrou alguma dignidade em você, vai me contar tudo o que sabe. 

Continuei percebendo o seu silêncio ao olhar pro canto que dava aos fundos da casa.

Lexy: Tem alguma coisa errada. -diz ela, mantendo agora seu olhar firme no quarto que seus filhos estavam- Há alguma coisa errada. 

- É claro que há algo errado, você não esta querendo ajudar uma pessoa que precisa de ajuda. -falo, estridente, tentando atrair sua atenção, mas foi irrelevante, ela se mantinha com o rosto contraído, olhando para os cantos- 

Lexy: Não é isso o que digo.  -diz rapidamente, caminhando para o canto da janela, com intuito de observar algo- Há alguma coisa errada, lá fora. -finaliza, apontando pra janela-

Faço um sinal para que ela se afastasse da janela. Aos poucos, caminhei até a janela, ficando em uma distância favorável ao que via, a escuridão lá fora, deixava a visão de dentro da casa mais pequena, além da nebulosidade, que a escuridão fazia. Observei melhor a frente da casa, nã havia ninguém na frente e muito menos escondido para os lados. Quando vi que era seguro, afastei as cortinas da janela, dando a visão melhor para o que via, e nada de estranho ocorria ali. 

- Você não parece dar atenção ao seguinte problema. -disse por fim, dando continuação ao que falava- Colocar um obstaculo para que eu me esqueça vai ser inútil, já que agora eu sei que você esconde. 

Fecho as cortinas, desta vez toda, para que a visão de fora não focasse o que havia dentro. Assim que as fechei, recuei um passo, me virando a procura de Lexy. 

Xx: Acho que você é que não sabe aonde esta envolvendo-a em uma encrenca. 

Um cara de capuz preto no rosto fala, deixando a arma resvalar pelo rosto de Lexy, que transparecia seu medo ao deixar cair lágrimas pelo seu rosto. Tirei minha arma do bolso, apontando certamente para o rosto do cara, que mantinha refém, Lexy. 

- Essa história não tem nada haver com ela. Solte-a, e resolvemos isso por conta própria longe desta casa. -falo, destravando a arma continuando na mesma posição- 

Xx: Não está entendendo, Bieber. Não sou eu que vou mata-lo, isso deveria saber, o que eu quero nesse momento é terminar meu trabalho.. -conta, apertando o braço de Lexy, que soltou um suspiro abafado, deixando seus olhos totalmente fechados- Primeiro ela, segundo os filhos e terceiro, quem tiver acompanhando-a.

- E quem mandou mata-los? O próprio pai? -pergunto, deixando com que ele olhasse para ela pra em seguida, focar nas duas crianças que saiam do quarto- Não deixe traumatizados, vá embora e fale que o plano deu errado, não vai resolver isso matando três pessoas indefesas, vai? 

Xx: Eu tenho que fazer isto. -disse com a voz um pouco rouca, forçando sua mão na cabeça de Lexy, deixando a arma bem próxima de sua bochecha- 

- E o que acontece se não fizer? -retruco, olhando diretamente pra ele- Aposto que se não mata-los vai sobrar tudo pra sua família, não é mesmo? -novamente questiono, observando as crianças voltarem pro quarto a pedido de Lexy- Não vai acontecer nada com eles, você vai sair, falar que deu errado, que meus homens estavam ao redor da casa e o impediu com um tiro no braço. Depois disso, você e sua família estará salvo. 

Xx: Está louco? -pergunta, empurrando Lexy para a porta que dava acesso a saída da casa- Se eu não voltar alegando que o plano finalmente deu certo, não haverá discussões. Minha família morre, e pronto. 

- Se o que planejo der certo, você não correrá riscos. -falei tentando convence-lo, ele olhava para Lexy e desviava sua atenção para a porta, indeciso no que faria- Vou abaixar a arma, vamos conversar numa boa. 

Ele assentiu levemente, Lexy tentava provar o contrário do que faria, mas quando percebi, a arma que estava em minhas mãos, já estava abaixada, mas especificamente a frente de minha perna. Tentei voltar pra mesma posição de antes, mas observei o homem encapuzado abaixar a dele logo depois, empurrando Lexy para meu lado. 

Xx: Sege rápido, tentarei escuta-lo. -falou, guardando a arma no bolso, a fim de escutar melhor- 

Assenti. Tirei do bolso um silenciador na arma e apontei para o braço do homem. Ele se assustou por um momento, mas antes que ele pegasse a arma de volta, atirei certeiro em seu braço, deixando que o sangue o assustasse. 

Lexy: Justin, o que fez? -perguntou surpresa, se escondendo atrás de mim- 

Não respondi, apenas mantive a postura, firmando minha atenção sob ele. 

- Agora faça o seguinte. -aproximo com dois passos leves, deixando a arma apontada- Conte que os homens de minha faquição estava de vigia, viu que você entraria e iniciou um tiroteio. -falo a primeira parte, vendo que sua dor era visível pelo seu rosto- Você estando em desvantagem, tentou escapar mas levou um tiro no braço. Tenho certeza de que ele ouvirá tudo o que tenha a dizer, tente ser frio nessa hora. -olho para Lexy, que mantinha sua fisionomia mais calma ao ver que o homem estava em negociação- Antes que vá embora, fale algo que me interesse. Aonde Zayn está? 

Xx: Não sei, não falo diretamente com ele. -respondeu, convicto, deixando a mão cheia de sangue a mostra- No dia que me procuraram, estava em um parque, ele me procurou e disse que me ligaria quando precisasse agir. -com dificuldades, falou- Nunca reconheci sua casa. 

Guardei a arma, chequei o ferimento em seu braço percebendo que não era tão profundo. Depois, deixei-o ir. O homem entrou em seu carro e saiu com certa rapidez, aproveitei e chequei o local, que estava totalmente vazio. 

Lexy: Ótimo, você baleou um cara que iria matar á mim e aos meus filhos. -colocou as mãos no bolso, respirando fundo- Acho que tenho que agradecer. 

- A mando do próprio pai, tão carinhoso. -deixo a ironia passar em minhas palavras, mas logo vejo sua tristeza ao ouvi-las- Olha, me desculpe, mas, você viu que Zayn não se preocupa com seus filhos, se tem algo que tenha que fazer, é sair daqui e morar longe, sabe que será uma alternativa pra morte, ainda mais comigo perto. 

Lexy: Meu lugar é aqui, em Los Angeles. Não posso viver em fuga por ele, Justin. -falou abraçando seus filhos que saíram do quarto assim que o tal homem saiu- 

- Se quer que isso acabe, tem que me contar tudo. Não posso deixar que mais pessoas se ferirem por causa dele. -falo, deixando-a pensativa- Mas antes que fale alguma coisa, arrume algumas roupas, de você e seus filhos. Zayn sabendo que o plano não deu certo, tentará finalizar por conta própria. Você precisa sair dessa casa por um tempo. 

Lexy: Não quer deixar as pessoas ou a tal Dany? -insinua algo, olho sério pra ela, arqueando a sobrancelha- Não faz isso por pessoas especiais, está fazendo isso por ela. 

- Minha família, amigos, Dany. Todos estão correndo riscos se não reconhece o óbvio. -falo rapidamente, desviando minha atenção a porta- Além do mais, ouviu falar em Richard? -pergunto- Ele acabou com sua vida, quer que eu fale mais nomes? 

Lexy: Mas pra isso teve que matar vários também não? -retruca, foco nela que se aproximava mais- Não vou perguntar mais nada, percebi hoje que Zayn pode mesmo fazer o que tanto prometia e não acreditava. Matar os filhos, é castigo de mais para aguentar. 

Caminhou até a cozinha da casa, deixei de ficar parado e a segui. 

- Você acha mesmo que Zayn sequestrou Dany apenas por diversão? -falo, olhando-a, vendo seu nervoso ao olhar para mim- Assim como a ajudei, salvei você e seus filhos, você me deve também uma ajuda. Então pare de se fazer de vitima por um minuto e me conte tudo o que sabe. 

Ela largou a panela em que esquentara algo, deixando que sua atenção fosse totalmente á mim. 

Lexy: Sei que ele a sequestrou para acabar com essa rivalidade que segue á anos. -diz, cruzando os braços- Ela tem regalias, nunca a tocaria se ao menos ela pedisse, nessa parte fique despreocupado, ele não cometerá erros. -alegou, fechei a mão em um punho, ainda com a arma em mãos- Mas te garanto que ele se apaixonou, e nessa parte é que tenho mais raiva. -se aproximou, desfazendo os braços, deixando-os totalmente soltos- Primeiro, roubou o cara que sempre era apaixonada e ainda tenho sentimentos.. -admitiu dando mais um passo, olhando totalmente em meus olhos- Segundo, roubou a atenção daquele que me entreguei totalmente. O que mais ela quer? -pergunta, convicta- Que eu a solte? Para que você fique com ela, felizes como pombinhos apaixonados? Zayn cuidara dela muito bem, enquanto você, Bieber.. Deixe que eu mesma cuido. 

Tentou avançar. Suas mãos foram colocadas rapidamente sob meus ombros e logo seus lábios tocaram os meus. 

Ela deixou seu corpo próximo, cravando suas unhas enquanto descia por minha pele. Deslizei rapidamente minha mão sob seu braço, segurando e afastando-a com força. 

- Está louca? -falei, empurrando-a mais uma vez enquanto tentava avaliar a situação- O que acha que quer fazer? Virar minha cabeça para que me esqueça de Dany do nada? -falo mais uma vez, dando um surto de raiva ao vê-la rir- 

Lexy: Não minta pra mim, Justin. Você gostou, não é mesmo? 

- Lexy, entre mim e você não existe absolutamente nada. -confesso, deixando que agora, seu sorriso tornasse em uma cara fechada- Você faz parte de meu passado, guardei momentos bons, mas.. -dou uma leve pausa, ao ver seu descontentamento ao me olhar novamente- Mas só foi isso, Lexy. Vou deixa-la sozinha, nossa conversa já foi longa, só peço uma coisa. Fique fora desta casa uns dias, até toda essa poeira acalmar, pelos seus filhos. 

Lexy: Não sou egoísta quando se refere á eles. -revida, deixando seu nervosismo transparecer pelas palavras- Vou sair por uns dias, deixar a poeira abaixar, não se preocupe. -falou, deixando-me aliviado por certo tempo- Belvedere.

- Como? -pergunto, ao vê-la revirar os olhos ao ouvir minha pergunta- 

Lexy: Não me faça repetir novamente. -fala, ligando o botão para esquentar algo- Belvedere, uma cidade da Califórnia. Zayn a levou pra lá. -conta, me deixando surpreso- Não para a cidade que representa pela beleza, mas bem afastado. Uma região simples, que não contém muitas pessoas, se procurar com calma, vai encontrar. 

- Tem certeza do que fala? -novamente questiono- 

Lexy: Tenho. -responde- Assim como tenho certeza que posso contar com você para achar algum lugar em que posso ficar. Que sege seguro. 

Expliquei a ela aonde ficaria. Em um hotel afastado pago por mim, o que dificultaria o acesso á ela. Ela sabia que se permanecesse aqui, tudo terminaria de outra forma e que com certeza, não teria o mesmo fim que o homem que veio minutos atrás. Enquanto ela arrumava e guardava as roupas e pertences importantes em uma mala, fazia minha parte, andava para todos os lados da casa no intuito de ver ou perceber algo estranho.

Os rastros de sangue deixado pelo homem encapuzado foi limpado por ela nesse meio tempo. Se alguém entrasse aqui, poderia pensar algo que de fato me comprometeria, já que vizinhos a fora tinha reparado em meu comparecimento em sua casa. Zayn realmente estava disposto a dar o fim em tudo que me incluía, e o mais assustador de tudo isso, era que sua família estava incluída nesta lista. 

Quantos mais ele queria matar para me confrontar?

Era incerto. Todo passo que resolvia dar, ele estava um passo a frente de mim, tudo o que pensava era um a menos que o dele. Ele havia arranjado tempo para estudar, observar, enquanto eu achava tempo para me afastar desses conflitos. 

Mas agora sabia em que cidade estava. Dany realmente estava em Belvedere, longe mas um lugar próprio para uma fuga e mais ainda para esconder uma pessoa. Finalmente saberia por onde começar, era a primeira vez que podia me sentir perto dela mesmo tão longe. 

Não contive a emoção. Quatro dias longe dela era tão sufocante quantos os meses longe de minha família quando sequestrados. Estava sem rumo, sem saber por onde começar, tinha como plano procurar por toda cidade, vasculhar por bairros grandes quanto pequenos, lugares perigosos quanto também os mais seguros, mas agora sabia o lugar certo para procura-la. Seria pedir demais encontra-la na primeira casa que abrisse? 

Sorrio ao pensar nisso, mas logo volto ao normal ao ver Lexy se posicionar a minha frente, mostrando ao seu lado, as malas. 

Lexy: Estamos prontos. -falou, já trocados, digo isso ao vê-los com várias roupas de frio pelo corpo- Em que hotel vamos ficar? 

- Em um aonde não pode acha-los, te garanto. -ela sorri, conduzindo os filhos para meu carro- 

Entro no carro observando Lexy trancar a porta de sua casa. A rua já vazia, deixava a mostra só os barulhos de pássaros e cães que rondavam o local. Assim que ela entrou, fez questão de deixar os meninos seguros, colocou sinto nos dois deixando sua única mochila em cima de sua perna, já que suas malas estavam no porta malas. 

Liguei o carro e dirigi pela cidade. Escutava as conversas das crianças perguntando tudo que passava pelo vidro do carro, mas também me pegava em pensamentos tumultuosos, que sempre me levavam a Dany e em como ela estaria. 

Quando chegamos ao hotel, fiz  cadastro. Coloquei para ilimitado o número e dias que Lexy e seus filhos ficariam no hotel, e paguei um mês já no cartão. Quando terminei, fiquei esperando o elevador junto com eles, entregando as malas ao homem que as levava, deixando tudo certo. 

Lexy: O que vai fazer com o que te contei? -perguntou, mantendo sua voz baixa, só para que eu escutasse. Me afastei do homem ao lado, ficando próximo dela- 

- Vou atrás dela. -respondo, vendo ela assentir ainda me olhando- Tenho que resolver isso de uma vez por todas, não só por mim, mas por todos que são próximos. -continuo, ouvindo um barulho a frente, era o indicio do elevador já aberto- Enquanto não resolvo, fique distante. 

Ela assentiu, entrando junto com o homem e as crianças dentro do elevador. Assim que a porta se fechou, voltei pro meu carro, mandei uma mensagem ao Marc dizendo aonde começaríamos primeiro e procurei firmar minha atenção na estrada. Estava tudo estranho, meu passado havia voltado com tudo, Lexy havia aparecido, conversamos, discutimos e o pior de tudo, foi que nos beijamos. Não seria hipocrisia minha falar que não sentir nada naquele momento quanto esperava? 

Talvez era algo de momento, talvez o medo de encontra-la fosse tão maior que não compreendi de fato que ela seria meu passado e terminaria assim, precisávamos dessa conversa, eu precisava encerrar essa história que seguia da nossa infância até hoje. 

Agora estava focado, quem realmente queria ao meu lado era Dany. Queria escutar sua voz, sentir seu cheiro toda vez que acordasse ou mesmo sua teoria do quanto a vida pode ser doce se você cooperar com um sorriso. A saudade era imensa, tanto que tudo que pensava me levava á um confronto interno comigo mesmo ao pensar no que ela estaria passando. Tinha medo do que contaram a ela, tinha medo se ela estava insegura em que lado estava, tinha medo, do que ela me via nesses dias ao lado de Zayn. 

Sim, sou traficante, um matador. Qual é? Eu sei disso, mas ela é a única que me fez pensar o quanto viver do lado bom possa ser melhor. Dinheiro, mulheres, ser reconhecido. Tudo isso importa mesmo? 

Nunca pensei que viveria mergulhado nas perguntas tentando achar uma resposta confiável. Era como se houvesse uma guerra e eu tivesse que escolher um lado, era torturante e desafiador, e mesmo que não gostasse, preferia viver nesse meio termo, por ela. 

Dobrei a esquina, parando no farol fechado. Fiquei observando uma loja na qual vários instrumentos eram expostos naquele lugar. As pessoas paravam e observavam a beleza daqueles instrumentos, enquanto eu permanecia da mesma forma. 

Assim que o farol abriu, arranquei o carro para a frente do outro, aumentando a velocidade e indo para onde eu deveria sem circunstâncias. Peguei meu celular do bolso, mandando uma mensagem finalmente com uma pista completa. 

" A caminho de Belvedere, encontro todos lá" 

Mando a mensagem para Marc, entrando finalmente na pista certa que me levasse á estrada e com destino mais longo.

 

POV CAROLINE

O tempo parecia demorar uma eternidade para passar, na verdade, a apresentação durou menos de uma hora, mas o tempo estimado naquela boate é de horas. Horas ali sentada, parada, escutando as pessoas zoando enquanto outras gritavam já com a quantidade de álcool no sangue, mas demorava, e muito. Tudo pela saída inesperada de Christine Clark, que saiu com Dennis e até agora não sabia aonde tinham ido. Para o meu desanimo, tive que continuar naquela boate. Com pessoas me olhando, umas com aprovação mas a maioria, que apresentava mulheres, com certa raiva ao me ver ainda com a lingerie andando pelo local. 

Não tinha escolha, ou era isso ou trocar a roupa e não ganhar o dinheiro pela apresentação. Isso afetaria Dennis, que me obrigava a dançar cada vez que vinha aqui, para gastar, tudo em drogas. 

Suspiro alto e sento na pequena cadeira que dava acesso ao barman. Os olhares voltavam á mim me deixando desolada. Alguns homens paravam para conversar, mas tudo que conseguia fazer era fazer um sinal para que eles dessem meia volta e voltasse da onde havia saído. Pedi ao barman uma bebida, não era das mais alcoólicas, mas sim daquelas que continham pouco álcool e que seria difícil de tirar-me de foco. Bebi ela bem devagar me acostumando com a parte quente da bebida que descia na garganta quase que impulsivo. 

Tudo havia voltado a ser o que era. Dennis depois de muito tempo, obrigou-me a fazer isso novamente, não gostava, apenas pensava no quão horrível era perceber os olhares de vários homens fixados em meu corpo. Me dava vergonha, medo, horror de imaginar o que eles tinham em mente ao meu respeito. Mas ele conseguiu. Colocou-me novamente nessa questão, deixando que alguns me olhassem com reprovação e até  mesmo desgosto, deixou o prazer fazer parte a cada atenção dos homens que me cercavam. Estava horrorizada, tudo por culpa dele. 

Senti minhas pálpebras pesadas. Esfreguei os olhos para me livrar daquele resto de mágoa. Ele não conseguiria me derrubar novamente, mesmo com intuições tão erradas ao meu respeito. Joguei o copo bem longe da minha frente, afastando meus pensamentos que para mim, já me causava sufocamento. Tentava me manter calma, na minha e esquecer tudo á minha volta, e isso fez com que o barman colocasse outra bebida em meu copo. 

Xx: Sabia que mesmo essa bebida não contendo muito álcool, pode mesmo assim, afetar sua saúde? -me virei devagar aonde a voz saíra, havia um homem, de aparência jovem se sentando ao meu lado, sorrindo igual á um pervertido- Não são poucas quantidades que resulta em saúde. -concluiu, retirando o copo de minha mão- 

- E o que isso tem haver? -pergunto, revirando os olhos, afastando o banco um pouco para o lado- Talvez essa bebida acabaria com tudo que há de mal em minha vida. Poderia ser feliz, sem que ninguém atrapalhasse, inclusive você. -olho para ele, percebendo seu rosto sério focar-se ao meu- Se quer mesmo puxar assunto comigo por conta da roupa que visto, exijo que saia da minha frente. 

Alterei a voz, puxando o copo de sua mão e bebendo em um gole só. Não olhei pra ele novamente, apenas me mantive focada na música que tocava. 

Xx: Deve ter acontecido muitas coisas com você, para responder desta forma. -ele fala, atraindo minha atenção para ele- Veja, não estou aqui para olhar seu corpo e nem nada disso. O que quero, é que se sinta bem, mesmo que esteja vestindo essa roupa. -brincou, me fazendo rir em pensamento, mas mantive séria enquanto o olhava- Quer outra bebida? -pergunta, depois de um tempo calados- Posso sugerir a água. 

Não segurei e acabei soltando uma gargalhada alta. 

Xx: Meu nome é Shawn, e o seu é qual loirinha? -acabei sessando o riso assim que ouvi o que disse, mas ele me parecia ser bem legal- 

- Caroline. -respondo, com maior firmeza, desviando minha atenção- Nunca te vi por aqui, por acaso é de fora? -pergunto-

Shawn: Sim, de Los Angeles. -respondeu me deixando surpresa. Dany foi sequestrada na cidade, de algum modo, isso veio em minha cabeça- Mas você, é daqui?  

Caroline: Sim, por pouco tempo. -olho para os lados, vendo se via Dennis e principalmente aquela Christine ao redor- Sempre achei essa cidade boa pra se morar, no tempo que vivo aqui, já é de bom agrado. -ele assente, comovido de fato pelo que falei, e que é pura mentira, tirando a cidade que achava maravilhosa- Então Shawn, o que lhe trouxe a essa cidade pequena? 

Shawn: Vim com uma garota a procura de uma garota. -respondeu enrolando em suas próprias palavras, sacudiu a cabeça, olhando fixamente para mim- Vejo que não entendeu e nem sei se posso lhe contar, mas estou aqui por motivos bem fortes, e nele uma garota está envolvida, me entende? 

Caroline: Não muito.. -respondo baixo, procurando as palavras certas para responde-lo- Agora a única coisa em que me preocupa, é ir para a casa. E tudo depende da rapidez de um cara com a famosa Christine Clark. -falo, ele respirou fundo e passou a mão no cabelo algumas vezes, apoiado no parapeito da mesa- Espero não mofar muito nesse banco. 

Shawn: Claro que não vai mofar, posso eu mesmo te levar até em casa. -ele me interrompe, deixando-me assustada ao ouvi-lo- Posso lhe acompanhar, vamos? 

Caroline: Não, não. -falo rapidamente, me levantando com rapidez envergonhada por aquelas roupas- Posso esperar Dennis, não quero incomoda-lo. -digo reprimindo minha voz, não seria útil leva-lo para a jaula cheia de leões com três meninas vivendo presa- Ele não deve demorar. 

Ele coçou a garganta involuntariamente, batendo os pés rapidamente no chão, se demostrando nervoso, tão nervoso que se lançou sério.

Shawn: Caroline, acho que está escondendo algo. -disparou, enquanto se sentava novamente no banco- Não quer que eu a leve pra casa alegando estar com outro homem, ele é o que.. Seu namorado? -Suspirei e me larguei na cadeira, jogando a cabeça para trás, se ele soubesse quem era, com certeza fugiria á tempos- Pode falar a verdade, não vou repreende-la. 

Fiquei por alguns segundos pensando. Tentava assimilar aquilo com apenas uma coincidência fraca, que não se sobressai no que realmente estava pensando e passando. Seria errado pedir ajuda á ele? Falar que fui sequestrada a quase cinco anos e que logo agora tomei coragem? .. Talvez ele não acreditaria, uma sequestrada em plena boate usando roupas altamente sensuais. Quem acreditaria? 

Ninguém! 

- Sim, ele é meu namorado. -minto, sentando ao lado dele encarando-o- E tem alto estimulo em agressão e principalmente em represaria. Não vai querer incomoda-lo. -falo sendo mais clara possível, não estava mentindo agora, Dennis saberia como fazer com alguém que estivesse interrompendo-o- Então acho melhor sair de perto, ele pode aparecer á qualquer momento. 

Shawn: Sim, ele pode, com Christine Clark. -Olhei para ele como se fosse louco, mas logo lembrei que era verdade. Ele sorriu, batendo os dedos na mesa deixando que o barulho ficasse um pouco mais alto que o barulho do som- Na verdade Caroline, aquela mulher que o acompanhou não se chama Christine.. -aquelas palavras agitaram meu coração, e, de repente, milhares de pensamentos inundaram minha cabeça. Aquela garota não era Christine?- 

Me propus á olha-lo, querendo que ele continuasse. 

Shawn: Aquela garota se chama Sophie Johnson. -continuou, me deixando mais chocada do que demostrava- E por mais provável que seja, ela esta em um canto calmo agora, com ele, tentando tirar alguma informação que nos leve até Dany Sullivan. Você a conhece? 

Perguntou direto, e pela primeira vez fiquei sem reação. Me mantive calada, procurando as palavras para responde-lo, mas não achava. Eles seriam parte do plano do Justin? Parte do resgate? Não sabia pensar ao certo, só sabia que naquele momento, a esperança surgiu enorme que deixei um sorriso imenso escapar, fazendo com que ele sorrisse também.

- Eu a conheço sim, fica comigo e Megan, outra pessoa daquela casa. -respondo, deixando as palavras escaparem tão rapidamente que tentava conte-las- Não estou acreditando, finalmente.. -deixo escapar involuntariamente quando me levanto da cadeira num pulo só- Justin realmente está aqui, e quer resgata-la. Me fale, aonde ele esta que eu passo a informações. -ele tenta falar algo, mas logo interrompo- Não tenho nada haver com isso, acredite em mim, fazemos parte da mesma história. 

Shawn: Eu acredito. -retomou a falar, segurando minha mão- Tanto eu como Sophie acreditamos. -concluiu, sorrindo- Justin não sabe que viemos até aqui, viajamos quilômetros só para seguir o homem em que a acompanha. Por outro lado, sabemos que você é vitima, tanto como Dany e queremos ajuda-la. Mas para que isso aconteça Caroline, você tem que me contar tudo, assim como Sophie que está tentando tirar algo daquele homem. 

Xx: O que de fato é inaceitável quando decidem fazer algo sozinhos e correndo sérios riscos. -uma pessoa falou atrás de mim e logo a surpresa no olhar de Shawn surgiu evidentemente. Olhei para trás reparando em quem era- 

Shawn: Justin, pensava que levaria tempo até nos achar. -arregalei os olhos surpresa, o tal Justin me encarou por um momento e depois voltou a olhar pro Shawn- 

Justin: Pensei que eram mais cuidadosos e não mexeriam com certas coisas que de fato, não reconhecem. -retrucou, se aproximando de Shawn- Aonde está Sophie? -pergunta, Shawn não responde, apenas se mantém calado encarando-o- Shawn, aonde está Sophie? -pergunta novamente, dessa vez em um tom mais alto, só que nada de respostas- 

- Está com Dennis. -respondo atraindo a atenção dele e de alguns caras que permaneciam atrás dele- 

Justin: Quem é Dennis? -questiona, só que dessa vez pra mim-

- Não imagina? -pergunto, irônica- É o homem que sequestrou a Dany.. -me levantei me aproximando do mesmo, percebendo seus olhos pulsarem questionamentos, como se tivesse em uma luta dentro de si pra ver no que acreditava- Sophie está com ele, e se não for incomodo, pode estar correndo perigo. -falei, continuando- 

Justin: Por acaso sabe mais do que me contou agora? -ele se limita esboçar algum tipo de sentimento, apenas firmou o pé no chão seguindo com o olhar, Shawn que se pôs ao seu lado- 

- Sei aonde Dany está e com quem está, creio que saiba também. -ele não responde nada, apenas me avalia de cima a baixo, checando o que podia ser, algum piso em falso- Estou nessa boate por obrigação, mas conheço realmente Dany, somos amigas. -relato, deixando sua cara surpresa surgir no local- E tem mais uma, Megan, que vive também na casa. 

Xx: Espere, como Dany possa ser amiga de alguém que trabalha com Zayn? -perguntou um homem mais afastado, moreno e de olhos bem negros, falou isso enquanto se aproximava de mim- Não acha que está sendo muito ridícula ao ponto de mentir na nossa frente? 

Abro a boca para responde-lo, mas logo a voz de Shawn toma como resposta. 

Shawn: Ela não permanece ao lado de Zayn. Caroline é apenas mais uma vítima. -responde, deixando todos surpresos- Ela foi sequestrada, assim como a outra chamada Megan. Eu acredito nela. 

Shawn dá sua palavra final aceito pelo Justin em seguida. Ele faz um sinal para os outros se afastarem deixando a gente completamente a sós.

- Vejo que realmente Dany estava certa, você veio. -falo com a felicidade tão enorme que transparece no que falo. Ele por outro lado, permanece frio, sem esboçar nenhuma reação- Justin, não pode ficar aqui, Dennis vai aparecer a qualquer momento, não posso ser pega conversando com o cara que quer o oposto do que eles querem. 

Justin: Tudo o que quero, é salvar Dany e leva-la pra onde ela nunca deveria ter saído. -sorri alarmante pra ele, que se colocou a minha frente, pedindo uma bebida- E se você é o que Shawn abordou, mais uma vitima, preciso realmente de sua ajuda. -balanço a cabeça positivamente encarando-o- Comece falando o que está fazendo por aqui se tem que viver presa. 

- Dennis me sequestrou a quase cinco anos. -disparo, olhando mais uma vez para os lados evitando alguma aproximação de Dennis. Estava disposta a contar tudo, tudo para que saisse daquela casa com Megan e Dany, tinha que me arriscar, mas sabia que podia contar com eles, mesmo que minhas palavras saíssem de minha boca tão rápidos que não conseguia controla-los- Em meio á esse tempo, fui colocada em várias momentos constrangedores, e esse é um deles. Imaginava minha fuga das mãos dele, mas Dennis sempre foi cuidadoso á esse ponto, então minhas tentativas eram frustadas, quase nunca conseguia me salvar desses momentos e sempre me colocava a frente para que Megan não visse o que faziam comigo e queriam fazer o mesmo com ela. 

Justin: Você se submeteu á momentos constrangedores também para livra-la disso? -perguntou disparado, oferecendo a bebida para se manter calmo e que ninguém de fato, reconhecesse que havia algo errado- 

- Exatamente. -suspirei alto, vendo a lembrança passar rapidamente pela minha cabeça. Apenas sacudi minha cabeça, se livrando delas- Mas, porque quer saber de algo que não tem haver com a Dany? 

Justin: Avaliando os fatos. -respondeu rapidamente, deixando-me confusa- Esse tal Dennis tem muito problema com sua fuga, algo nele me fala que tem problemas, psicológicos especificamente. E essa doença, significa, perder o que sequestrou.. Você. -fiquei parada apenas olhando-o, não sabia como ele conseguia distinguir isso, nem eu mesma achava que isso de fato, fosse verdade- Isso tem muito haver Caroline, usando você, consigo interrompe-lo, coloca-lo em algo totalmente desagradável, que tiraria da sua zona de conforto. -ele fez um sinal para os homens que se misturavam com a multidão- Você é o ponto fraco do tal Dennis. 

- Mas achei que vocês me ajudariam. -retruquei atraindo totalmente sua atenção- Eu fui sequestrada, e Megan também. Dany falou que me ajudaria, não posso me submeter á isso. 

Justin: Eu vou ajuda-la. -falou firme, com toda convicção necessária- Mas não agora.. -terminou, me deixando inconformada- Tem que entender, se eu resgata-la agora, Megan e Dany podem correr riscos. O certo á se fazer, é voltar com ele para a casa e avisa-las que estou aqui, vou resgata-las de uma vez só. 

Apenas assenti, observando novamente ao meu redor vendo que a tal Sophie saía de uma sala junto com Dennis. Abaixei um pouco a cabeça, percebendo o alerta que os homens faziam para avisar Justin. 

- O que pretende fazer? -falei rapidamente, de alto e bom tom, vendo Dennis a minha procura- Não posso demorar, você tem que sair daqui. 

Justin: Me escuta! -exclamou ele, olhando o caminho em que Dennis percorria- Avise Dany, fale para ela que estou indo, e mantenha o mesmo comportamento, pode chamar atenção dos dois enquanto permanecem na casa. -rápido, ele fala, aproximando-se mais- Você tem que fazer algo para manter mante-los distraídos e quando escutarem o primeiro barulho, se esconderem em uma sala, se até possível em um banheiro. Está me entendendo? -perguntou, segurando de leve em meu braço, estava assustada com a aproximação rápida de Dennis, acabei assentindo- Não podemos arriscar a vida de ninguém das três, então siga com certa atenção. -assenti levemente, empurrando ele de leve para sair correndo sem ser percebido, mas quando seu movimento era apenas o começo, decidi segurar em seu braço, atraindo sua atenção-

- Zayn não está em plenas condições para tiroteios e principalmente brigas. -abordei, passando o que pra ele, poderia ser algo útil- Ele levou um tiro quando tentou te matar no cemitério. -concluí, vendo sua confirmação ao acenar com  cabeça- Dany sempre disse que você a resgataria, prova que os dois tem algo muito forte.. -sorrio pra ele, lembrando das pequenas conversas com Dany. Os olhos deles se surpreenderam e ao mesmo tempo ficaram contentes com essa pequena confissão- Agora saia daqui! 

Ordenei mais uma vez e foi quando ele saiu, deu uma pequena escapada para puxar Sophie para o lado de fora da boate. Dennis se aproximou de imediato, se sentando ao meu lado.

Dennis: Quem era aquele que tanto conversava? -perguntou disparado, guardando algo em seu bolso que não distingui o que era- 

- Ninguém importante. -respondo, escondendo a felicidade que pensava se em meu rosto era evidente, tudo por ele passar alguns segundos olhando para mim- Demorou muito, deve ter conseguido o que tanto queria. 

Ele sorriu, retirando um papel de seu bolso. 

Dennis: Na verdade, não Caroline. -contradiz, bebendo a bebida que pediu- Pelo contrario, só ficamos conversando. Agora vá para a sala e troque de roupa, já vamos para casa. 

Não falei nada. Me levantei e caminhei para a pequena sala com certa pressa, pouco das meninas estavam já preparadas para ir embora e tudo o que mais queria era minha roupa. Procurei ela pela sala e a encontrei jogada no sofá. Me tranquei no banheiro me trocando rapidamente, logo para sair da boate e entrar no carro em que Dennis já estava. 

O carro foi ligado e a macha ré foi acionada por ele. Apenas me acolhi no bando olhando para frente, observando algo no escuro da boate. Era Justin, Shawn, assim como os outros homens que vieram atrás deles. Sorri involuntariamente, desviando minha atenção pra rua para evitar represarias. Pela primeira vez sairia com Dennis e voltara feliz, tudo por saber que talvez amanhã, tudo que há de mal pudesse acabar e eu finalmente pudesse voltar a minha vida normal..

Depois de cinco anos!

 

POV DANY

Sangue, realmente não sei como conseguir conter a ferida que Zayn havia levado. Na hora era um desespero por conta de haver uma hemorragia interna, aonde causaria sua morte, mas agora com a cabeça fria, pensava em como conseguir ajuda-lo, aplicar a morfina, dar os pontos fechando o ferimento e diminuir sua febre repentina. Era inevitável que as únicas vezes que tratei uma pessoa assim só foi em curso, mas era totalmente contraditório, já que as pessoas continham um ferimento pequeno, aonde nem hemorragia seria a certa. 

O importante agora era que Zayn permanecia bem, a febre não existe mais, mas acredito que as dores ainda sejam um incomodo. Não vou mentir a mim mesmo, ele mereceu um certo susto, mas também esse susto qualificaria sua saúde, não sabia o que pensar a respeito. 

Fui deixada no quarto, e não estou nervosa por isso. Finalmente ficarei longe de encrenca, que se resume mais em Megan. Essa garota fazia de tudo para me confrontar e tudo o que menos queria agora, era uma briga. Ela merecia um tapa, talvez dois, três, merecia o necessário só pelo que ela dizia, era ignorante e egocêntrica, chata e autoritária, totalmente sem nexo em tudo que pensava. Mas preferia ficar neste quarto, ainda mais sabendo que Caroline havia saído.

Sei disso porque simplesmente essa parede revela tudo. Dennis a obrigou que saísse da casa por conta dele, tinha medo por ela, mas ao mesmo tempo sabia que ele não teria coragem de toca-la, tudo por ouvi-los através da parede. 

O pior de tudo isso é que não comi o dia inteiro, estou com fome e o que guardei foi retirado por Megan, o que tenho certeza. Caroline não havia colocado comida no lugar combinado, entendo que a pressa que Dennis colocou, a atrapalhou de alguma forma, mas era horrível, ficar sem comer ou beber só me deixava mais mole, meu corpo não se levantava e nem se movia, enquanto sentia um frio me atingir por dentro. Era rápido a sensação de se ter um vazio, acho que mesmo um pão mofado que colocasse em um prato, eu comeria. 

Deitada na cama no escuro do quarto, escutei o barulho de pássaros do lado de fora, não era uma noite como as outras, chuvosa e fria. Mas sim quente, abafada e totalmente impossibilitada de ar. Isso se complicava pelo quarto ser fechado, não entrava ar fresco e eu tinha que me acostumar com o ar de dentro dele, o que era impossível, já que o mal estar que sentia por conta da fome só contribui para a falta de ar. 

Tentava manter-me calma. Alinhas meus pensamentos com algo que me levasse a se sentir totalmente bem. Tentava imaginar minha continuação do intercambio, os dias em que acordava cedo só para ir ao curso, algo que gostava depois de muitos anos parada, pensava em Sophie, Shawn, imaginando como estava os dois sem minha presença. Pattie, Jeremy, Jaxon e Jazmyn, como será que todos eles estariam? Meu sentimento por eles eram enormes, queria que eles se sentissem bem mesmo sabendo o real motivo do ocorrido. Mike, com certeza queria saber como estava de saúde, minha preocupação não era maior por saber que estava ocorrendo tudo bem com ele, já que Dennis e Zayn não falaram nada, mas ao mesmo tempo pensava no acontecimento, ele levou um tiro, deveria me preocupar certo? 

E Justin, nada comparava a falta que sentia em estar com ele, momentos, breves momentos, que me faziam questionar o quanto gostava dele. Esse fato que me fazia tanto levar dele, causava grande perigo á ele, e eu me arrependia as vezes de sentir isso. Quando esboçava a minha raiva ao Zayn, dizendo que não há sentimentos fortes por ele e sim por outra pessoa, o deixava tão nervoso que seu plano de mata-lo só criava mais criatividade ao decorrer do tempo. 

Era irrelevante, ele tinha seus planos tão rápido que me questionava até que ponto ele queria chegar com isso. 

Seu plano realmente seria só esse? Matar Justin como ele fazia questão de dizer? Ou teria algo a mais nisso tudo?

Isso talvez pudesse explicar as suas horas e horas falando ao telefone, escutava sua voz baixa de seu quarto, e no quarto podia escutar qualquer coisa, menos o assunto que ele abordava. Seus cochichos era tentador ouvi-los, mas não conseguia, talvez pudesse tirar algo daquela conversa, mas infelizmente não tenho ouvidos ótimos para uma audição de longa distância. 

Escutei barulhos na porta. As chaves balançando enquanto abria a fechadura eram de sons altos e bem chamativos. Agarrei o lençol e fechei os olhos, já que permanecia de costas para aquela porta. 

O barulho da porta foi de imediato, o ronco dela ao se abrir surgiu e eu abrir os olhos virando-me para ver quem era. 

Havia um homem, velho, de barba grande, faces contraídas e no lugar que ao invés de ter músculos, havia apenas carne e osso. Sua aproximação foi imediata, com uma das mãos, retirou o lençol que estava sob meu corpo, olhando-o com certa pressão. Me levantei rapidamente sentando-se na cama, tentando puxar o lençol de suas mãos mas foi em vão, ele deixou em uma distância favorável que impedia meu alcance. 

Xx: Levante-se, Megan a chama em seu quarto. -ordenou, retirando seu olhar de mim, jogando o lençol na cama- E rápido. 

Olho para ele, deixando a dúvida sobressaltar meus olhos. Reparei em dois homens parados na porta, olhando-me da mesma forma que o velho, decidi então, sair dali, o mais rápido. 

Levantei da cama e passei por eles com dificuldade. Caminhei até o quarto de Megan e acabei não a encontrando ela ali. Ouvi sons vindo do quarto de Zayn. Deixei o outro quarto e andei até o dele, observando pela porta um pouco aberta, o rosto de Megan, observando algumas caixas. 

Entrei sem cerimônias, ela ainda não tinha me visto. Fechei a porta com um pouco de força, vendo sua atenção focar-se á mim. Dei alguns passos parando á frente dela, reparando que nas caixas que ela lia, era remédios e bulas, muitos destes que estavam em sua mão. 

- Megan, no que minha ajuda é útil? -pergunto, transparecendo minha dúvida ao olhar nas quantidades de caixas- Vejo que realmente precisa. 

Ela revirou os olhos, séria. Jogando as caixas tudo em meus braços. 

Megan: Preciso saber qual desses uso para um homem que se recupera de um tiro. -fala, deixando a ironia transparecer no que falara- Mas há vários para um só problema, qual desses é realmente adequado? 

- Não sei, quais são os sintomas referido? -novamente questiono, sentando-me na cama, deixando com que as caixas, caíssem nela- 

Megan: Febre, dores, muitas dores. -diz, pegando uma caixa lendo- 

- Então, tem que avaliar para ver que tipo de remédio tomar.. -me levanto e caminho até Zayn- E cuidado para não dar outra dose diferente da antes, duas drogas no mesmo organismo não é muito adequado. -vejo ela assentir, viro para o Zayn, toco em sua testa e checo sua temperatura- Febre alta.. -escuto os gemidos de Zayn enquanto dormia, um delírio da febre- Febre alta e dores enquanto dorme, tudo por conta da febre. Temos que dar um remédio forte. Molhe o pano novamente com água gelada, talvez seja isso que não pare com a temperatura. 

Ela se levanta da cama, se recosta ao meu lado, fazendo o que pedi. Enquanto ela molhava o pano em água gelada, separava alguns remédios de dores até achar um adequado para da-lo

Acordei ele por meros segundos. Seu rosto pálido e a fraqueza, impedia que seus olhos fossem abertos. Coloquei o comprimido em sua boca, em seguida, coloquei a água, deixando que o remédio fosse realmente engolido por ele. 

Observei a Megan colocar o pano em sua testa, ajeitando com cuidado. 

Megan: O melhor a se fazer agora é deixa-lo dormir. -fala, olhando para mim- Vou juntar os remédios e guarda-los no lugar adequado, Zayn pode se confundir quando acordar e tomar qualquer um que tenha a sua frente. -balanço a cabeça positivamente, caminhando lentamente até a porta- 

- Vejo que já ajudei, vou voltar ao quarto. -olho a última vez pra ela, antes de me virar, mas sua vz foi imediata, ao chamar meu nome- O que? -falo, assim que olho ela novamente- 

Megan: Dennis está fora de casa, não precisa voltar agora para o quarto. -se aproxima, olhando pelo corredor- E pelo que vejo, nem os homens que a chamaram estão aqui. -continua, agora colocando sua atenção á mim- Está com fome, vejo isso pelo seu rosto, tão mal quanto o de Zayn. Venha para a cozinha, posso achar algo para que coma. 

Arqueio a sobrancelha, não para confronta-la, mas de surpreendimento. Megan mesmo estava me oferecendo ajuda? Ela, que desde que cheguei não se demostrava contente com minha presença? 

- Estou mesmo certa ou estou ouvindo o inevitável? -ironizo, fazendo com que ela soltasse um riso abafado- Você esta mesmo querendo me ajudar? 

Megan: Só é a parte da comida, quem vai perceber com o estoque cheio na cozinha? -dessa vez, fui eu que soltei uma risada, cruzando os braços- Vai aceitar minha ajuda? 

Mesmo contrariada a negação de sua pergunta, acabei por aceitar sua ajuda. Dennis como ela disse havia saído, e teria certeza de que Caroline faria a mesma coisa, da mesma forma. Saímos do quarto e ela fechou a porta. Descemos para a cozinha, Megan reparava em tudo, olhava para os cantos no intuito de ver ou presenciar alguns homens que entrara ou sair em sequência daquela casa, mas não havia ninguém, não há uma pessoa que a rondava. 

Aos poucos, caminhávamos para a cozinha. Megan, assim que entrou, segurou minha mão impedindo que entrasse junto com ela, apenas observei um homem passando pela janela da cozinha, olhando para dentro da mesma. Fiquei atrás da parede só vendo seu rosto, tomando o máximo de cuidado possível para não ser vista. 

Megan: Pode retirar os homens em frente da casa, não há perigo algum agora. -falou ela, para o homem que assentia sério. Ela soltou meu braço e se afastou, não pude ver o que ela fazia pois tinha medo de ser vista, mas logo ouvir um barulho baixo, e sua voz soar logo depois- Pode entrar, não corremos mais riscos. 

Respirei fundo deixando meu corpo se encarregar de me colocar dentro daquela cozinha. Era estranho, tudo o que tinha visto nesses dias aqui foram só o quarto, a sala que me escondi além daquela pequena sala que presenciei a morte de Richard. Cozinha me trazia uma sensação de conforto, como se estivesse em casa ou algo do tipo, mas logo retornava em minha cabeça o quarto e a sala, que permanecia boa parte do tempo nessa casa. 

A cozinha era toda branca com algumas partes pretas, bem bonita sinceramente. Megan recuou um pouco, abrindo as portas dos armários para certificar a comida. Não enxergava direito o que ela procurava, então resolvi colocar-me ao seu lado. 

Fiquei surpresa. Os estoques eram enormes, cheios de bolachas, massas para fazer pães, frutas, entre outras coisas que determino, estão na geladeira. Megan retirou algumas bolachas, pegou algumas frutas e retirou uma sacola cheia de pães prontos para serem comidos. 

Megan: Caroline não conseguiu mandar comida para você por conta de Dennis. Ele a retirou de casa a força. -disse, passando o que parecia manteiga nos pães sobre a mesa- Restou á mim fazer o trabalho. 

Esticou sua mão oferecendo o primeiro pão que ela tinha feito. Sem delongas, o peguei e dei a primeira mordida, finamente sentindo a sensação de alguma comida em minha boca. 

- Não quero que faça isso por se sentir obrigada, Megan. -falo, assim que consigo engolir aquele pedaço de pão que mastigava- Não depois de tudo que ocorreu com a gente. Me surpreendeu o fato de oferecer ajuda. 

Megan: Talvez por que eu quero uma ajuda sua de troca. -arqueei a sobrancelha ao ouvir isso, mas ela logo continuou- Pensei por muito tempo no que Caroline havia dito, sobre fugir dessa casa. Sei que nessas vezes em que falaram de fuga na minha frente não fui tão solidária a escutar o que falavam, mas confesso, que nessas últimas horas, eu penso nisso. 

- E no que realmente pensa? -pergunto, deixando minha atenção totalmente á ela- Quando fala em nossa conversa, o que sinceramente pensa, Megan? 

Megan: Penso que realmente fui inútil ao pensar que teria uma vida melhor ao lado de meu sequestrador. -disparou em imediato, abaixando sua cabeça em seguida- Por causa dessa teimosia, acabei deixando triste aquela pessoa que mais me quer ver bem. Mas quero reparar meu erro. -levantou seu olhar sobre mim- Nesses anos todos Caroline foi como uma irmã para mim, me acalmava quando as coisas pioravam, me passava conforto ao que sentia. -recuou um pouco, deixando a sua tristeza transparecer ao que falava- Ela queria me dar um lar, um lugar aonde pudesse ter uma família que me amasse e cuidasse de mim. Mas eu comecei a contradizer ao que dizia. -sorriu, mordendo seu lábio inferior, olhando agora para frente- Quem iria querer uma adolescente quando se querem uma criança? -questionou, deixando que sua angustia passasse a mim também- Não é sua culpa que fiquei assim Dany. Já estava negando a vida á muito tempo, só não transparecia. -revelou, fechando os olhos, deixou com que uma lágrima escapasse de seu rosto, caminhei até ela, tocando em seu ombro, dando conforto necessário para que ela continuasse- Mas quando você chegou, tudo que guardava só ganhou mais forças e soltei do pior jeito, culpando você, culpando sua vinda para aqui. Você não tem culpa, a responsabilidade foi minha de pensar que viveria presa nessa vida e não sairia nunca. 

- Não se sinta culpada de ser quem não era, pelo que Caroline falava, sempre esperaria o melhor de você. -falo depois de um tempo, olhando para ela- Não a culpo por se sentir sem forças, sem confiança de que um dia sairia daqui, talvez por isso, confundiu muitas coisas. -ela balança a cabeça positivamente, enquanto secava as lágrimas que caía de seu rosto- Não negue a vida, Megan. Caroline foi só um instrumento para lhe mostrar que nada esta perdido realmente, você pode escrever sua própria história, ou apenas tentar escreve-la, depende de você. -acompanho seu sorriso, ao perceber seu conforto a desabafar o que queria- Se quer realmente fazer parte de outra vida, bem diferente dessa, estamos aqui pra te ajudar. Você merece o que há de melhor nesse mundo, ninguém tem o direito de tirar a vida de você. 

Reparei que ela piscou os olhos várias vezes, sorrindo com que ouvia. 

Megan: Acredita que minha mãe falava igualzinho á você? -comenta, se virando, focando totalmente meu rosto- Ela costumava dizer coisas bonitas, acho que é por isso que Caroline gosta tanto de lhe ouvir. 

Dessa vez, fui eu que soltei um riso abafado, mas não impedia de ouvir o que ela  dizia. 

- Sua mãe? -questiono- Se há família sua lá fora, o que quer dizer com arrumar outra para viver? 

Megan: Meus pais morreram á alguns anos. -contou, me deixando surpresa, agora reconhecia a forma agressiva dela de tratar os acontecimentos tudo por igual, como se nada a sua volta pudesse realmente a ferir- Eles morreram da pior forma possível. -continua, tornando a preparar outro pão para que comesse- Talvez seja isso que me impede de ver o inevitável, estou presa ao passado. Caroline acha que os pais dela pode pensar em uma adoção. 

- E realmente podem. -concluo, cravando minha mão no pão novamente, deixando-o que me saciasse- Você tem uma segunda oportunidade, de viver, conhecer pessoas, ter uma nova família. Isso aqui não é realmente para você, Megan. 

Megan: Eu sei.. -concorda, balançando a cabeça- Tudo o que há ao meu redor não foi conquistado do nada. Procurei a confiança de todos e conseguir, Caroline não teve a mesma sorte, pois vivia revoltada, contava que fugiria a qualquer custo. Eu a acalmava, dizia que ficaria bem se ela não se expôs tanto, mas era irredutível, eles tinham mais confiança em mim do que nela. Tudo por ter o mesmo motivo que agora, as unem. O desejo de querer sair daqui. 

- Fico feliz por realmente ver no que estava se metendo. -ela ri, mordendo o pedaço de pão que ela tinha feito- Percebo que passaram pelo pior, mas vejo que isso contribuiu para que pensasse e escolhesse o melhor caminho. -sorri, dando a firmeza no que dizia- Conte a Caroline sua decisão, agora, preciso contar-lhe uma coisa. -olhei para os cantos, assim que ouvi um barulho pequeno do lado de fora da casa- Preciso saber em que cidades estamos, Zayn falou que não era em Los Angeles, é tão longe da cidade?

Enquanto falava, observava a quantidade de papéis que estão exposto na geladeira, cada uma, com cores variadas. 

Megan: Para um sequestro, é bastante favorável. -indaga, desviando sua atenção para a porta- Estamos em Belvedere, uma cidadezinha pequena, poucos habitantes, mas bom para esconder uma pessoa. Ninguém saberia que estaríamos aqui. -concluiu, tendo firmeza no que falava- 

- Mas ninguém de fora talvez possa saber aonde estamos realmente? 

Megan: Os homens que rondam esta casa sabe, praticamente duas vezes por semana eles voltam á Los Angeles, creio que para observar o Bieber, e também para fazer compras. -responde, deixando-me surpresa com que ouvia, ela percebendo meu surpreendimento, começou a juntar as sacolas, deixando na mesa, só besteiras como as bolachas e mais uma quantidade significativa de pão- Talvez, uma pessoa saiba aonde estamos. Mas creio que ela não falará nada. 

Ela? Uma mulher? Teria coisa pior que uma mulher metida nesse assunto? 

- Então não posso fazer nada que podem comprometer as duas, Zayn mesmo levando um tiro, comanda tudo por aqui. Dennis também, age e pensa da mesma forma, além de não deixar Caroline em paz. -digo, pensando agora nela e no que Dennis estava fazendo- Não sei como será nossa fuga, mas pra conseguirmos, precisamos de alguém lá fora. 

Megan: E por isso mencionou, Justin. -balanço a cabeça positivamente, tratando de arrumar a bagunça da mesa rapidamente. Não sabíamos quando Dennis voltaria- Acho que se ele seguir os passos e as pistas deixada por Zayn, com certeza achará a cidade e a casa. Essa casa aqui é diferente de todas que há lá fora.

Estava me sentindo bem por sentir apenas uma esperança que me tomava, desde que cheguei aqui. Esperar seria o certo, mesmo que a demora era tanta que de fato me sufocava. Reparei á minha volta, a cozinha já não era mais minha prioridade, mas sim, os detalhes que continham nela. Os bilhetes pendurados na geladeira, marcava cada passo que Zayn dava, destacadas em várias cores. 

O verde contava com o dinheiro arrecadado, tudo que ele vendia ou recebia ele marcava nos papéis verde. O vermelho, marcava o sangue derramado por todas suas vitimas, os nomes, vários deles, eram destacados em preto, enquanto as vitimas que talvez pra ele fosse mais importante, era deixados ainda marcado em lápis, bem claro, creio que por mim, ainda não foram mortos. Já o amarelo, destacava a linha de tráfico, marcados por várias cidades e países. Por estranho que pareça, não havia nenhuma quantidade de números assim que destacava nos outros acima, parecia que o trafico que o comandava, estaria parado, tão parado que sua lista não era mais preenchida. 

Estranhei por um momento. Os papéis que observava continham mais escrituras na parte inversa. Mesmo com curiosidade não tocaria, nem ao menos tentava, segui minha atenção aos passos de Megan que parava á minha frente. Ela tinha percebido meu envolvimento com os papéis que estavam pendurados, olhou por um momento para mim para depois, voltar a olhar os papéis.

Ela vasculhou por alguns, retirando o que não havia visto, da cor preta. 

Megan: Acho que esse vai lhe surpreender realmente. -fala, esticando o papel para que pegasse- Ele esconde esse justamente para que ninguém saiba do pior que destaca nos outros, acho que deveria ver. 

Retirei de suas mãos, abrindo-a com certa pressa. 

Megan: Não deveria lhe mostrar isso, é confidencial e Zayn tem certa aflição quando tocam neste papel. -conta, atraindo minha atenção, antes que eu resolvesse ler o que estava escrito- Mas envolve o Justin, a família dele e principalmente você. Há várias coisas escritas nele, não vai lhe agradar muito. 

- Acho que depois de tudo que presenciei aqui, isso não chegará a nada perto. -indago, ela eleva os ombros e balança a cabeça negativamente, provando que o que dizia seria controverso. Suspiro, imaginando no que teria nesse papel bem maior que os outros que via, mas não determinaria só olhando, teria que ler-

Abri o restante do papel dando a visão mais privilegiada no que havia escrito nele. Quando fiz menção de ler o que havia escrito, um barulho soou pelo local. 

Fechei o papel rapidamente, colocando-o atrás de mim. A porta da cozinha levou uma pancada tão violenta, que só o que via, era o homem, aquele mesmo que havia me chamado no quarto, entrar pisando nos próprios pés, tudo por conta de não se segurar como devia. 

De certo modo suspirei aliviada, por não ser o que temia que fosse, Dennis. Mas negaria alivio quando o mesmo resolvesse contar o que Megan faria á ele ou principalmente Zayn. 

Xx: Olha o que vejo aqui. -esboça ironia, aproximando-se de nós duas- Megan dando uma de corajosa e a refém sendo tratada como dona da casa. Quem gostaria de saber disso? 

Disse sarcástico, passando a nossa frente, olhando diretamente nós duas. Me recostei na mesa, deixando que o papel caísse debaixo dela sem que ele percebesse. Depois, fitei diretamente seu rosto, atraindo sua atenção. 

Megan: Não misture as coisas, deixei que se alimentasse, nada a mais que pudesse comprometer Dennis e muito menos Zayn. -fala um pouco baixo, deixando o rosto velho do homem olhasse definitivamente a ela- Mas e você, pelo que me disse não conseguiu concluir o serviço, tem ainda que conversar com Dennis para ver se ele perdoa ou não sua atitude.  

Xx: Só não concluí o serviço porque fui retribuído com uma recompensa, um tiro no braço explica muita coisa não? -levanta o braço direito para dar firmeza no que falara. Certifiquei melhor, ao perceber a quantidade de sangue exposto em sua blusa- Mas assim que conversar com ele, sairei daqui e não verá mais meu rosto. Para isso, preciso saber de algo que de fato, chamou minha atenção. -me fitou, dando dois passos novamente, recuando-se para minha frente- Você é a Dany não é? 

Percebi que minha boca se abrira rapidamente, mas fechei antes mesmo de dizer algo. 

Megan: Porque quer saber? -falou por mim, tomando-se a minha frente-

XX: Por nada, só queria saber do porque o cara que deveria te salvar, acabou salvando outra pessoa, quer dizer, três pessoas. -fez menção com os dedos, deixando-me intrigada- Justin deveria estar a sua procura, não é mesmo? 

- O que quer com tudo isso? -pergunto, deixando de ficar atrás de Megan, ficando agora, ao seu lado- A que pessoas se referem? -novamente questiono, alternando um pouco a voz- 

Xx: Me refiro aquelas que devia ter matado hoje mesmo. -responde, dando continuidade- Não te surpreende o fato dele gastar tempo salvando uma mulher tão linda e seus dois filhos? -provoca, aproximando-se de meu rosto- Enquanto você, permanece aqui, sem rumo, ele permaneceu conversando com ela o dia inteiro, confesso que até carinho os dois tinham pelo outro. Se fosse você, tomaria cuidado. Esse tempo gasto serviria para encontrar você não acha?  

Procurava um argumento que dobrasse o que tinha dito, mas, até então, tudo o que tinha era uma coletânea dúvidas em minha cabeça. Não engoliria o que dissera como assunto satisfatório, mantive-se calma, mas por dentro me corroía, tudo por não saber se o que ele abordara ela verdade ou apenas uma mentira para atingir-me. Justin com uma mulher? Não soava de fato agradável, talvez fosse Amber, que talvez tivesse filhos e que eu nem sabia. Mas talvez possa ser alguém que de fato é perto de Justin.. 

Não esbocei nenhuma reação. Suspirei alto, pensando em tudo, percebendo o seu sarcasmo ao notar tanta fraqueza. 

Megan: Não acredite no que ele fala, Dany. Esse homem sabe muito bem passar por cima de qualquer pessoa, só espero que esse tiro não sege de covardia. Zayn não gostaria de pensar deste modo não? -reagiu cuspindo as palavras na cara dele, que recuou um passo travando firme, seu maxilar já desgastado. Assenti pra ela, cruzando os braços, olhando firme pra ele- Espero que de sua boca não saia nada. 

Xx: Fique tranquila, Megan. De minha boca não sairá palavras que a prejudique.. -falou, deixando sua fisionomia séria, retomar novamente- Continue com o que fazia, só tome cuidado. Dennis voltará mais cedo para essa casa. 

Alertou, deixando sua presença da cozinha seguindo para fora da casa. 

- Acha mesmo que Justin foi ao encontro de uma mulher misteriosa? -pergunto, mesmo sabendo que sua resposta fosse ao contrário da minha- Não reconheço alguma que Justin mencionaria que tivesse dois filhos. Para mim é irreconhecível. 

Megan: O que de fato é intrigante. -baseia ela, em pensamentos- Zayn o chamou para fazer o pior serviço, de matar aqueles que morava na casa, o que incluiria a mulher e os dois filhos. Não entendo do porque o Bieber tenha ido parar naquele lugar. 

- E não entendo a crueldade que iria cometer. -falo, estridente- Matar uma mulher e os filhos.. Ele é mais louco do que imaginava? 

Megan: Pelo que ouvi ontem, Zayn a mataria por saber demais. -explica, colocando uma mecha, para trás da orelha- Essa mulher sabia o que fazia, aonde escondia, e por grande coincidência, sabia que era você e conheceria o Justin. -arqueio a sobrancelha, estranhando o rumo de sua explicação- De algum modo juntei os fatos. Zayn tinha medo de que ela contasse algo para o Bieber, que para mim, conhece essa tal mulher. Ela esta ligada aos dois, não sei como, mas está. 

- E poderia me informar aonde ela mora? 

Megan: Em Los Angeles. -concluiu, finalmente se afastando da mesa, certificando se não havia mais ninguém as escutas- Lembro-me que ele revelou isso á mim enquanto estávamos sozinhos. 

Los Angeles. Não me agradara muito essa noticia. Se Megan realmente estaria certa, Justin realmente teria a procurado. Mas por que? Ela seria finalmente o caminho para finalmente iniciar uma procura? 

Deixei-me angustiada. Quando percebi, não enxergava mais o pão que estava em minhas mãos como fonte para meu corpo. Precisava pensar, alinhar as noticias, tratar de resolve-las, mesmo que não conseguisse achar de fato, o que tanto procurava. Ajudei Megan com a limpeza que tinham dado a ela, nesse meio tempo, conversamos mais um pouco. Consegui enxerga-la com apenas um problema. 

Ela havia perdido os pais, e reconhecido que sua vida tinha ido com eles. 

Porém a vida contradiz tudo. A alegria de Caroline será imensa ao notar em que lado Megan está. Estou aliviada, tirei um peso de minhas costas por dizer palavras de conforto sobre Megan que Caroline quisesse escutar. Falei tanto que não enxerguei que a escolha era definitivamente dela, e que não poderia intervir em sua decisão. Mas estava feliz, muito por ela ter enxergado na enrascada que se meteria. 

Suspirando, fui colocada no quarto por ela quando soube por mensagem que Dennis e Caroline já estão a caminho de casa. Tudo aquilo tinha me deixado nervosa, os acontecimentos, as noticias, não sabia de fato o que pensar a respeito. 

Sentada no colchão, eu passava e repassava a noticia na cabeça. Se fosse pensar bem, acho que tinha suas vantagens. Seria bom pensar que Justin pudesse ter tirado algo daquela mulher. Informação, qualquer uma, realmente ajudasse na minha procura. Eu sabia que ele estava fazendo isso, e não o comprometeria com apenas palavras de um velho egocêntrico tentando criar indiferenças. 

Embrulhei minhas sobras do que comi. Um pedaço de pão fresco que Megan havia separado também uma maça. Guardei-as debaixo do outro travesseiro e me deitei ao outro. 

Definitivamente, outro dia que passaria nessa casa.

 

POV JUSTIN 

Vejo a pedra achatada sair de minha mão e deslizar sob a superfície do lago e é como se voltasse no tempo. Voltasse a época em que tudo que via era a alegria a minha volta, quando, pensava em só chegar em casa, pegar o violão e tocar, por várias e várias horas, perdendo a noção do dia e noite. Encontrar rimas, letras e melodia era meu hobi favorito, compor músicas era algo fantástico, naquele época seria improvável pensar em algo a mais que pudesse me tirar de perto do violão, era como se esses breves momentos surgissem assim que via a águia criar ondas pequenas, e se esvaem, assim que a pedra afunda, criando assim, o que sou hoje. 

Não imaginava o que criaria em uma pedra fosse tão perverso que compararia a mim mesmo, era inevitável pensar em outra coisa, tão mesmo aonde estava, em que cidade estava ou até mesmo se estava cercado ou não. Tudo que pensava era apenas achar a saída desse labirinto que sigo á anos sem ao menos, tentar encontrar a saída. 

Mas tudo estava mudado agora e eu não me cansava de dizer ou pensar nisso. As pessoas ao meu redor agora estavam em perigo, ou até mesmo se arriscando como Sophie e Shawn. O que estava acontecendo ao meu redor? 

Se isso é um castigo, prefiro á mim, sofre-lo sozinho. 

Não quero envolver ninguém ao que me meti anos atrás e sigo até hoje. 

Solto um suspiro alto, jogando outra pedra com mais força, ela de ver de deslizar, afunda, causando ondas maiores na superfície. Meu rosto refletido na água se deformou enquanto as ondas ali estavam, representando o que me tornei: Um erro completo. 

Observo um rosto distante se aproximar pelo reflexo da água. Era Sophie depois de tudo que fez. Seus olhos vazios determinaria o que falaria á ela, mas observava pela sua feição, que não a incomodara muito, pelo contrário, demostrou frieza, ao se sentar a beira do lago, ao meu lado. 

Sophie: Eu sei que vai gritar, falar que não podia fazer isso, mas, precisava fazer algo a respeito. -toma a falar, olhando para a água que se acalmara assim que as ondas nela, acabaram- É a Dany. 

- Você foi longe demais, Sophie. -falo, tornando minha voz um pouco mais alta que a dela- Tomar a decisão de viajar quilômetros sem avisar sua mãe, achar a pessoa que sequestrou Dany, se envolver com ela, e ainda trazer Shawn para esse rolo. Não percebe na encrenca que se meteu? 

Sophie: Precisava tomar alguma decisão. -retrucou, mantendo seu olhar para o lago- Não me manteria calma sabendo das provas. O homem em que conversava sequestrou Dany, e mantém ela ainda em sequestro. Quer um motivo maior? 

- Sei que se importa, mas você correu riscos. -falo novamente, tentando me manter firme com ela- Dany nunca iria querer suber que você, justamente com Shawn, os amigos dela, fosse chegar a ponto dessa loucura, é errado. -ela abaixou o olhar algumas vezes, deixando entender do que de fato aconteceria- Sophie, esse tal Dennis é perigoso, da mesma forma que conversaram, ele podia ter tentado algo. 

Sophie: Mas estou aqui, não é? -perguntou, insistindo no errado- Não iria me arriscar ao ponto de invadir a casa, de encontra-la com Shawn, nós não fizemos isso, pelo contrário. -suspirou, me olhando- Estou aqui, e estou me sentindo bem por ter tentado. 

- Sim, ainda mais de se vestir de dançarina ao ponto de conquista-lo, você não pode estar falando a verdade. -me levanto, parando perto do lago, observei ela parando ao meu lado, ainda irredutível- Soube de sua mão enquanto vinha pra essa cidade. Não era um bom motivo para esquecer dessa loucura? 

Sophie: Precisava me afastar, me manter longe daquilo que me sufocava. Achei que o melhor que faria, seria tentar achar pistas. -admitiu, deixando a tristeza se misturar com suas palavras- Justin, estamos tão perto dela, tão perto de encontra-la e finalmente falar que está tudo bem. Eu queria fazer parte disso, queria fazer parte pela nossa amizade. 

- Mas Dany não aceitaria essa loucura.. -me afasto um pouco, tendo uma visão ampla de seu rosto- Sophie, não adianta explicar nada, tudo o que fez não há explicação. Mas já que conseguiu o que tanto queria, agora é minha vez de agir.. -olho para ela, que se mantém confusa- Você vai embora junto com um dos homens que veio comigo. Você e Shawn!

Sophie: Não, não posso. -balançou a cabeça negativamente olhando para Shawn que se mantinha afastado, olhando para gente- Eu posso ter informações, posso realmente ajudar você, não me impede de parar com algo que já comecei, por favor. 

- Sophie me diz, no que realmente acha que pode me ajudar? -perguntei, percebendo sua inquietação ao balançar a perna com certa frequência. Soltei um suspiro, ainda permanecendo sério- Tudo o que conseguiu foi atrair ele, se conversaram não sei, mas consequentemente ele não falou nada que realmente pudesse ajudar. 

Sophie: Eu conseguir a atração, conseguir o desejo dele por mim mas nada passou disso. Mas acredite que além de uma longa conversa consegui tirar grandes pistas. -falou, fortaleci meu olhar sobre ela, deixando que ela continuasse- Ele me passou o número do telefone, falou para que eu ligasse para encerrarmos nosso assunto. Enxergo muita vantagem nisso. 

Ela sorria como se tivesse planejando algo. Apenas retirei de suas mãos o papel, checando o número. 

- O que quer fazer com isso, Sophie? -ela eleva os ombros suspirando, desviando sua atenção novamente ao Shawn, logo em seguida, abaixou o olhar, brincando com os dedos- 

Sophie: Quero fazer parte do seu plano. -falou com uma voz firme, se demostrando séria. Permaneci confuso, encarando-a- Se me disserem o plano, certo e bem estruturado, a minha ida até a casa pode ser útil á você e a segurança de Dany e das meninas, como Shawn mesmo disse. 

- Está louca? -nego rapidamente de alto e bom tom para que ela reconhecesse a loucura que tinha acabado de falar- Nunca vou deixar que entre naquela casa, Sophie. Não vou deixar que cometa essa loucura, tudo o que fez já foi suficiente para aprender que não se pode mexer com coisas erradas. Não posso deixar que isso aconteça, falo isso também pela Dany. 

Sophie: É a nossa única chance. -retruca, me deixando nervoso- Se eu entrar na casa vai ser ótimo, você me passa informações, eu as falo para as meninas, e quando chegar o dia podemos estar na hora certa quando vocês invadirem. Pensa Justin, é o nosso único jeito. Temos que fazer isso. 

Era inacreditável, Sophie querendo entrar em uma enrascada pior do que a se meteu. Não iria deixar isso acontecer, Dany não me perdoaria nunca. Sophie tentou intervir, falava muitas coisas para aceita-la em meu plano, de fato, o que ela falava era possivelmente um bom plano, mas não devia aceitar, e vou continuar não aceitando. 

Os caras desceram quando viu o quanto estava querendo evita-la. Shawn a afastou, levando para um pouco longe da onde a gente estava. Marc se aproximou, com sua cara mais evidente quando se demostrava pensativo e que talvez, envolvesse á mim. 

Virei pra ele, percebendo que ele queria falar algo. 

- Pode falar, Marc. O que esta pensando? -pergunto, intervendo de seus pensamentos que me levavam aos meus também- 

Marc: Talvez, Sophie possa estar certa. -falou em disparada, mexendo na jaqueta olhando fixo para Kath que conversava com Shawn. Arqueei a sobrancelha, esperando sua continuação- Infiltra-la possa ser bom para nosso lado, ela pode contar tudo que planejamos a Dany. Já o nosso plano, vamos correr riscos, não percebe que realmente Sophie é a mais indicada para passar a informação sem qualquer tipo de risco? 

- Marc, infiltrar Sophie naquela casa, Dany não iria gostar. -falo, negando com a cabeça, como se fosse óbvio. Ele elevou os ombros assentindo, mas logo se aproximou- Não posso colocar a vida dela em risco. 

Marc: Ela já corre riscos, e não estamos querendo fazer isso para agradar Dany. Tudo o que queremos agora, é acabar com essa palhaçada de uma vez por todas. 

Finalizou, deixando-me sozinho a beira do lago. Talvez ele tivesse certo, Sophie estaria a altura de coloca-la para passar informações a Dany e as outras que viviam dentro. Seria um ótimo plano feito, e bem elaborado. Mas não saia de minha cabeça o fato da Dany não aceitar, perceber o risco em que a amiga corre e isso se resulta em mais revolta da parte dela em questão de mim. Mas ele tinha certeza, não deveria pensar no que devia ser o certo agora, só no óbvio. Teríamos muitas vantagens com Sophie lá dentro, mas teríamos também vantagens quanto ao segundo. O que seria um bando de homens armados entrando na casa tudo ao mesmo tempo?

Claro, deveria pensar na segurança, e o primeiro lano que é de Sophie é bem mais em questão do que ao segundo. E agora me mantinha em dúvidas. Segurança ou agilidade? 

Fiquei em silêncio por alguns instantes. Eu tinha esperança de que tivesse uma certeza do que faria, mas tudo se transformou em dúvidas. 

A questão é. Primeiro ou segundo plano? 


Notas Finais


Gente preciso mesmo falar com vocês. Quando comecei essa fic decidi leva-la até o final e não desanimar do nada. Mesmo com os dias corridos, tento de todas as maneiras deixa-la atualizada. Mas, vejo que estou desanimando, e sim, estou desanimada ao ponto de seriamente pensar em exclui-la. Não quero, queria continuar, mas vocês me motivam a postar e tirar pelo menos um pouco do tempo que tenho em casa para escrever, mas sinto que vocês se afastaram. Por isso peço a vocês que comentem, falem o que acharam do capitulo e tals.
Mesmo com tudo isso, dessa desanimação que sinto, ainda quero termina-la, então, se quiserem se aproximar da fic por favor comentem, falem o que acham. Fantasmas que leem mostrem o rosto 😂😂😂 Vocês que comentam continuem, e aqueles que comentavam por favor voltem, a Fic esta indo para a parte final e não quero termina-las sem a presença de todas vocês.
Vocês fazem parte dessa primeira história que escrevo, quero que continuem comigo até o fim.
E pra isso realmente seguir, tenho uma pergunta a fazer. Se eu realmente continuar com a fic, vocês estarão comigo? Não seria legal de minha parte exclui-la sem ao menos deixa-los sabendo do final não acham?
Voltem amores, e caso se quiserem entrar em contato comigo.
Meu twitter: @Milena_silvaa2
Até o próximo capítulo amores 😘😘


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