História Dark Secrets (Imagine Kim Taehyung) - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Colegial, Drama, Imagine, Kim Taehyung, Mistério, Segredos
Visualizações 240
Palavras 3.582
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


➤ Hoje teremos um combo de capítulo por aqui: Tretas, surpresas, raiva (muita raiva eu diria) e como sempre, mais choro pra todos os lados.
➤ Fiquem sabendo que esse capítulo é o nosso penúltimo, e o próximo e último, sairá talvez na sexta ou no sábado (eu preciso de tempo para aceitar tudo e me preparar para um balde de lágrimas que estão por vir).
➤ Eu tive muita, mais muita dificuldade em escrever esse capítulo (principalmente no final) porque a cada momento eu começava a chorar e tinha que dar um tempo para voltar a escrever. Acreditem, foi horrível para mim, mas finalmente está aqui, então preparem-se!

Capítulo 20 - Dirty.


Fanfic / Fanfiction Dark Secrets (Imagine Kim Taehyung) - Capítulo 20 - Dirty.

Boatos corriam tão rápido quanto qualquer outra coisa neste “maravilhoso” dia de aula. Fora os – ainda – comentários imbecis sobre a minha foto, outra coisa podia se ouvir dos murmúrios de cada grupinho curioso, espalhados pelos cantos da escola. Dessa vez era algo diferente, havia algo no semblante das pessoas que me alertava que algo bem sério estava acontecendo. Algo que talvez eu nem imaginasse estar acontecendo.

Todos estavam quietos hoje, não se via muitas risadas e sorrisos sendo esbanjados – exceto quando alguns meninos ainda permaneciam me importunando – e nem mesmo alegria por esse recinto escolar. Por onde caminhava, mais seriedade eu encontrava nos corredores.

Eu estava sentada com Seokjin na arquibancada, conversando sobre alguns sonhos estranhos que eu acabei tendo na noite passada. Notei enquanto conversávamos que ninguém por aqui estava, o que era extremamente estranho já que neste horário a maioria dos garotos estaria jogando beisebol ou alguma coisa parecida, enquanto as garotas normalmente ficariam de plantão na arquibancada de concreto, observando suas paixões em movimento. Era impossível não reparar que o clima excêntrico estava mesmo espalhado por todo lugar possível. 

– Tudo tem estado tão diferente desde que chegamos... Eu não estou reconhecendo mais esse lugar. Será que estamos mesmo na escola? – observou Seokjin.

– Notei a mesma coisa também. O mais estranho é que parece que algum novo boato está correndo, e todos me olham feio quando me veem chegando. Eu fiz alguma coisa e não me lembro, Jin?

– Se você fez, eu não consigo me lembrar.

A calma e miúda garoa começou a cair sobre nossas cabeças cobertas pelo capuz. O campo de grama imediatamente virou uma perfeita lama molhada enquanto nós dois corríamos de volta para algum lugar coberto, que nos abrigasse da chuva que em breve se iniciaria.

Conseguimos rapidamente retornar de volta para dentro da escola, onde o ar pesado e esquisito continuava a pairar pelos armários e portas de salas ainda vazias. Meus olhos se encontraram com os da Jinkyong no momento em que entrei, ela cochichava alguma coisa para uma de suas novas amigas, encostada em seu armário todo decorado de coisas inúteis. Revirei meus olhos em resposta à garota, que continuava me encarando com olhos ardentes.

– Você quer ir para a biblioteca? – Seokjin sugeriu gentilmente – Vamos ler alguma coisa até que o sinal de entrada soe de volta.

– Vamos, é ainda melhor do que ficar parados como duas estátuas aqui.

Agarrei a manga do casaco marrom claro e confortável de Jin, conduzindo-o para a biblioteca junto comigo – mesmo que tenha sido ele quem propôs tal ideia. Enquanto caminhávamos em direção da sala, fui surpreendida por um comentário de uma voz que eu já conhecia, e conhecia muito bem... Park Jinkyong.

– A vadia mal terminou com Kim Taehyung, e já se aproveita do outro Kim versão certinho.

Tentei não dar importância ao seu comentário idiota, mas eu havia paralisado de raiva no mesmo momento em que ouvi sua voz. Soltei a manga de Seokjin e refiz meu caminho todo de volta. Ela arregalou os olhos ao perceber que eu escutei, e como quem não havia dito nada, ela fingiu estar ocupada com alguma outra coisa em seu armário.

Extremamente irada, fechei a porta do armário decorado com força, fazendo algumas coisas caírem no chão. Ela pulou de susto, e pôs suas costas contra o armário, me olhando como uma garota inocente que nada havia feito.

– Quer me explicar por qual motivo você me odeia agora? – ela abriu a boca para responder com toda a sua mentira na ponta da língua, mas não a deixei prosseguir – Tudo bem que você se afastou por culpa da fama que foi criada sobre mim. Agora me zoar e me odiar porque virou moda entre vocês já é extrema ignorância, Park.

– Eu não disse absolutamente nada! Você que ficou louca e agora ouve coisas por conta do seu ex namoradinho lunático, e eu que pago o pato? Me poupe, S/N.

– E quem você acha que é para julgar alguma coisa? Até onde eu sei, foi você quem me deixou por culpa de uma faminha idiota que foi inventada sobre mim. Grande amiga você foi afinal de contas, não é Jinkyong?

– Acha que quero ser malvista pelas pessoas? Eu prezo pela minha reputação, diferente de você.

Seokjin se aproximou de mim, tentando me puxar de volta para que eu voltasse com ele e deixasse toda aquela discussão boba de lado. Mas eu estava tão brava que não conseguiria ir embora sem antes dizer tudo aquilo que estava engasgado na minha garganta desde o dia em que ela me deixou.

– Acha que ter uma boa reputação significa ter tudo? Eu pensava o mesmo, era igualzinha a você quando coloquei meus pés nesta droga de escola. Mas eu estava errada, muito errada por sinal. Sabe de uma coisa, Park Jinkyong? Do que adianta você ter uma boa reputação se é vazia por dentro, e não tem nenhum amigo verdadeiro ao seu lado?

Ela não reagiu, do contrário me ouviu atentamente e em silêncio, assim como o pouco de pessoas que se encontrava no corredor também. Seokjin não me impediu de volta, e por um momento senti, que assim como eu, ele queria que eu despejasse toda aquela bola de problemas para fora, na frente de todos.

– Eu pensei ter descoberto o amor quando conheci Kim Taehyung. Pensei também que teria uma boa reputação se fosse nas festas dos garotos e bebesse até não me lembrar de mais nada no outro dia, só para que, inutilmente, eu parecesse legal e aceitável aos olhos dos outros. E quando conquistei tudo isso, fiquei feliz por ter amigos “verdadeiros” ao meu lado, e pela primeira vez sentia-me popular e amigável.

Enquanto pronunciava cada palavra – perdida em todos os flashes que se passavam pela minha cabeça enquanto as lágrimas quentes e a ira dos meus olhos ainda se fizesse presente – percebi o quão arrependidas as pessoas aparentavam estar.

Não que talvez estivessem se sentindo tristes ou algo parecido, mas sentiam dó, e de certo modo, em algum lado concordavam com o que eu estava dizendo. Algumas por já terem passado por algo parecido, e outras simplesmente pelo fato daquilo ser algo que as fizesse sentir dó.

– Mas pá! Tudo isso desmoronou, igualzinho aos castelos de areia que eu construía na praia quando era mais nova. Fui enganada pelo garoto que mais amei, e com tudo isso, a fama e amigos que julguei me serem verdadeiros foram embora. Irônico, não é Park? É isso que a sua tão desejada reputação faz com você, quando menos espera. Eu não te odeio e não vou zoar você, porque ao contrário do que você faz, eu simplesmente esqueço, ou melhor, tento seguir minha vida e esquecer dos detalhes bobos como esse.

Virei-me de volta para Seokjin, que me olhava com olhos brilhantes e admirados. Peguei-o pela manga novamente, e enquanto deixava o local, ouvi algumas pessoas cochicharem certas coisas, porém não dei ouvidos. Segui meu caminho para a biblioteca, mas fui interrompida pelo sinal de entrada, que logo havia tocado.

– Foi incrível o que disse para a garota! Você não usou a sua raiva contra ela, mas sim ensinou-lhe uma ótima lição, da qual eu tenho certeza que ficará para sempre na mente pequena daquela menina.

– Eu só precisava dizer tudo o que estava entalado na minha garganta há muito tempo.

– E foi incrível, mesmo! – Seokjin limpou as lágrimas que pouco corriam dos meus olhos marejados – Não chore, sabe que isso demonstra sua fraqueza para as pessoas. E agora, mais do que nunca, você precisa justamente mostrar o quão forte você é.

– Eu sou forte, não sou Jin?

– A garota mais forte que eu já pude conhecer! – ele me puxou e me abraçou carinhosamente, repousando sua cabeça bem ao topo da minha. Ele se afastou depois de ver que estávamos um pouco atrasados para a primeira aula – Vejo você depois, tudo bem? Agora vá!

Fiz meu caminho para a sala, onde teria minha aula tediante de inglês. Enquanto andava calmamente em meus passos lentos e nada animados, acabei dando de cara com alguém, e como se não bastasse, quase havia caído no chão.

– S/N? – Jeongguk indagou enquanto seus olhos se arregalavam – Eu estava procurando por você, graças a Deus você está bem!

– O que houve?

– Você não está sabendo da notícia?

– Que notícia? A que todos estão comentando hoje?

– Acredito que seja a principal de hoje.

– O que é de tão grave para que você tenha se preocupado comigo?

– O segredo do Taehyung, aquele que ele escondia de você. Eu resolvi revelar toda a verdade para todos, ontem em uma festa que fomos juntos. Ele estava se divertindo com algumas garotas, e vendo aquela cena, eu fiquei irado por toda a mentira que ele contou para você, e que naquela hora se divertia com aquelas mulheres como se nada tivesse acontecido entre vocês.

Meu coração virou um perfeito gelo no momento em que ouvi Jeongguk me contar aquilo. Não é como se eu estivesse com ciúmes ou algo parecido, mas saber que ele já havia seguido em frente, como se nada houvesse acontecido, me causava uma terrível sensação de nunca ter sido amada por ele. Se é que realmente fui, ou ainda continuava me enganando de que era.

– E é desse segredo que todos estão comentando?    

– Sim. Você quer realmente saber dele?

– Acho que já está na hora de saber sobre a verdade, depois de tanto tempo em que ele me escondeu isso.

– Kim Taehyung é um criminoso.

■ ■ ■

Não compareci na primeira aula, e muito menos na segunda. É claro que eu teria problemas, já que havia voltado a concentrar todo o meu tempo nos estudos, porém eu estava em tamanho estado de choque que acreditei nunca mais ser possível sair de dentro do banheiro feminino.

Eu havia chorado mares deitada sobre meus joelhos encharcados pelas lágrimas que me pareciam incessantes. A dor de cabeça já martelava meu cérebro cansado, o que apenas piorava minhas condições de saúde. Eu não me importava de qualquer maneira, por mais que devesse.

Saber da verdade sobre Kim Taehyung me deixava tão mal que nem podia me levantar de cima daquele vaso sanitário de tampa fechada. Era tão dolorido e difícil para mim aceitar que foi ele quem matou seus próprios pais, com as próprias mãos! Um maldito criminoso que se escondeu todo esse tempo em sua pele de estudante rude e metido. Eu me apaixonei por um delinquente?!

O pior de tudo era que Jeongguk disse que o mesmo queria conversar comigo a sós, depois que todas as aulas acabassem. É obvio que eu neguei até o último, ainda mais agora, que nunca mais queria nem mesmo ver a sombra daquele marginal. Mas até mesmo Jeongguk, que parecia arrasado, obrigou-me a vê-lo, e prometeu me acompanhar para me proteger. Eu acabei aceitando depois de um tempo, e então corri até o banheiro feminino, onde estou trancada desde então, com medo de sair.

Enquanto chorava, imersa nas lembranças, lembrei-me de todas as promessas que fiz para aquele ser detestável. Como eu pude ter sido tão inocente? Ou melhor: como eu pude ter sido tão burra em ter caído na lábia daquele desgraçado?! Eu lhe prometi tantas coisas, amei tanto Kim Taehyung, até mesmo entreguei meu corpo para... Para um criminoso!

Pior do que a sensação de ter sido traída, é a sensação de ter sido traída duas vezes, pelo mesmo cara. Taehyung mentiu sobre tudo, absolutamente tudo! E o mais impressionante, conseguiu me levar na conversa barata dele. É incrível como pude ter sido tão burra, será que o real problema realmente não sou eu?

“RIIIIIING!” – ouvi o sinal para o intervalo tocar.

– Terceira aula perdida... Eu sou mesmo um desastre.

Girei o botão que abria a porta, e assim que vi a pia, joguei o máximo de água possível em meu rosto, para que Seokjin não percebesse meu rosto inchado pelo choro extremo que acabara de ter. Repeti algumas palavras motivacionais para mim mesma – até que minhas idas ao psicólogo não me faziam tão mau – e então saí do banheiro, pronta para encontrar Seokjin no terraço da escola.

■ ■ ■

– Prometa para mim que ficará bem, e vamos lá, quero ver seu rostinho feliz! – Seokjin se despedia enquanto as outras pessoas já faziam seus caminhos para fora da escola.

– Esse está bom? – fingi um breve sorriso.

– Contanto que ele seja sincero, para mim é maravilhoso!

– Tudo bem, Jin. Eu prometo tentar sorrir com mais frequência, e de modo sincero.

– É exatamente assim que eu gosto! – ele me abraçou rapidamente – Quer que eu te acompanhe até a volta para casa?

– Não, não! Está tudo bem, eu vou só esperar o meu pai.

– Se precisar, não hesite em me ligar, S/N. Até amanhã! 

Eu não precisava ter mentido para o Jin, não mesmo. Mas eu nem mesmo havia lhe contado sobre a verdade do segredo de Taehyung, por algum motivo eu não conseguia lhe contar. Ele suspeitou de algumas coisas durante o intervalo inteiro, mas eu consegui disfarçar.

Respirei profundamente várias vezes enquanto apertava com força a alça da minha mochila. Eu estava tão nervosa em ver Taehyung de volta – agora já sabendo da verdade – que repetia para mim a todo momento que algo de ruim iria acontecer. Não sei, talvez ele quisesse me matar, ou me fizesse pagar por ter lhe deixado. Engraçado, agora pensando melhor, as minhas suspeitas daquela vez na ida para a cafeteria estavam realmente certas, Kim Taehyung é realmente um criminoso, como pensei ser.

– Ei, está preparada? – Jeongguk me pegou pelo rosto, dando-me um leve beijo na testa.

– Estou nervosa... E se ele tentar me fazer alguma coisa?

– Eu estarei lá para te proteger, S/N.

– Promete que não vai me deixar em nenhum momento, mesmo que ele peça um minuto a sós?

– Prometo! Podemos ir? Se você estiver pronta, é claro.

– Eu estou sim, vamos.

As pessoas já haviam ido embora, e por onde eu olhasse, não encontrava mais ninguém presente. Era algo que me assustava, e cada vez mais o meu coração batia fortemente, como se quisesse sair pela minha boca. A cada passo maior, era uma chegada ainda mais rápida ao ginásio, onde Taehyung havia combinado de “me” encontrar.

E quando finalmente chegamos na frente da porta de entrada do ginásio, comecei a sentir meus dedos tremerem enquanto minha pele empalidecia. Olhei para todos os lados e não encontrei Taehyung em nenhum lugar, estava decidida a voltar, mas Jeongguk retirou uma chave de seu bolso e abriu a porta do ginásio, onde todas as luzes já estavam apagadas e o lugar era simplesmente iluminado pela claridade das pequenas janelas lá no alto.

Um calafrio me percorreu a espinha enquanto observava o tamanho do lugar. Ouvi o barulho da chave girando e fechando a porta com cuidado, e logo Jeongguk estava do meu lado de volta.

– Vamos? Ele já deve estar lá dentro. – Jeongguk me levou junto consigo para os vestiários.

– Ele está aí dentro? – perguntei, amedrontada – Tenho medo do que vou encontrar aí.

– Eu estou com você. – agarrou minha mão enquanto abria a porta do vestiário masculino com delicadeza – Não se preocupe, S/N.

No momento em que entramos, eu paralisei ao olhar todo o redor do vestiário e não ver nem mesmo um sinal de Kim Taehyung por aqui. Ouvi Jeongguk trancar a porta e guardar a chave em seu bolso da calça. Meu coração se acelerou ainda mais, me fazendo sentir dor até mesmo pelas fortes batidas que ele dava em meu peito. Senti meu corpo paralisar por completo enquanto não conseguia pronunciar nada, nem mesmo uma palavra.

– Taehyung não está aqui, se é que já reparou. – Jeongguk me sorriu estranhamente, e então vi a maldade em pessoa parada à minha frente – Finalmente consegui te pegar sozinha, e agora não há ninguém para que você possa gritar.

– O-o que q-quer diz-er com isso? – gaguejei, caminhando lentamente para trás.

– Eu menti, tá bom? O tempo inteiro, desde que te conheci eu queria ter você, queria poder sentir esse seu corpo maravilhoso junto ao meu... Mas aquele desgraçado idiota do Taehyung conseguiu conquistar você primeiro por culpa de uma aposta que Hoseok e Jimin fizeram. Eu tive que aguentar tudo sozinho, você falando dele, sofrendo por culpa dele, quando na verdade eu só queria ter uma chance com você!

Jeongguk continuava se aproximando de mim cada vez mais, enquanto eu permanecia me afastando, nem mesmo ousando olhar para trás.

– Todos os dias eu só queria ter qualquer coisa com você, mas você me via como um amigo que podia confiar. Mas eu planejei o melhor plano que pude pensar, e cá agora está você, todinha para mim.

– Como assim? Isso não faz sentido, Jeongguk! – tentei despista-lo colocando outras conversas na mesa – O que você armou?

– O plano perfeito. Menti sobre seu segredinho para todos. Para que todo mundo odiasse Kim Taehyung, assim como você odiou quando soube, assim eu poderia usar a desculpa que usei agora para que ficássemos juntos, e cá estamos! Mas a verdade é que aquele idiota realmente é um pouco inocente em relação aos pais dele, pobre infeliz não amado, historiazinha para crianças sentirem pena da infância daquele garoto.

– O que seria a verdade, então? – indaguei, ainda na esperança de despista-lo para pegar um cano que estava a não muito longe de mim.

– Kim Taehyung nunca teve amor dos pais biológicos. Eles o maltratavam o tempo inteiro, isso quando não o queimavam por ele trazer pouco dinheiro do trabalho que os pais o obrigavam a ter. O espertinho, quando teve mais idade, seguiu o conselho de um de seus amigos traficantes e então matou os pais enquanto um dormia na sala, e outro no quatro podre que tinham. Foi o plano perfeito também! Ninguém ouviu os gritos, e ele soube encobrir tudo, e todos, com dó do pobre garoto tão novinho, levaram-no para a adoção, e assim uma família “boa” lhe adotou quando pôde.

– Então essa é toda a verdade? – indaguei – Você mentiu? Para todos?!

– Foi só mais uma das minhas pequenas mentirinhas.

– Você é mesmo um desgraçado, Jeongguk! – já perto do cano, o escondi atrás de mim, sem deixar que o mesmo visse tal movimento – Enquanto odiava Taehyung, eu deveria ter odiado você! O verdadeiro falso, a todo tempo. – ainda tentava irrita-lo para o atrair.

– E Taehyung? Vai deixar de lado toda a aposta que ele fez? Vai deixar pra lá a sua foto, que permanece correndo o celular de todo mundo? E devo admitir, você é mesmo muito gostosa!

– E você é mesmo muito idiota, se acha que vou ficar aqui, trancada com você nesse vestiário.

– Ah, meu amor, você vai sim.

Jeongguk se aproximou de mim, me sorrindo como um demônio com fome. Foi nesse momento que aproveitei para retirar o cano de trás de mim e acertar-lhe com o mesmo. Utilizei toda a minha força para acertar, mas quando abri meus olhos para ver o resultado, ele estava segurando o cano firmemente com sua mão. Ele retirou o cano da minha mão e o atacou para longe, então me pegando pelos dois braços e os prendendo para trás do meu corpo.

– Por favor Jeongguk, me deixe ir! Eu prometo que nunca mais lhe farei mal algum.

– Acha que eu me importo com isso? – ele riu – Eu só quero foder com você.

Meu corpo inteiro se gelou ao ouvir o barulho de sua cinta ser retirada. Eu me mexi o mais rápido e o mais forte que pude, em toda a minha vida, eu nunca tinha feito tamanha força. Tentei chutar o mesmo, não sei, no momento do desespero eu tentei fazer qualquer coisa, mas nada adiantava por culpa dele ser extremamente mais forte que eu.

Minha visão começou a ficar embaçada pelo meu choro que já estava saindo, deixando que o meu medo tomasse conta de mim. Tentei pensar em alguma coisa enquanto quase já não enxergava mais nada. Eu pensei que se lhe mordesse ou lhe arranhasse adiantaria em alguma coisa, mas nada resultou.

– Vai ser mais gostoso se você ficar quietinha e obedecer. – ele ergueu minha saia, puxando minha calcinha até o fim das minhas pernas.

– Por favor, não faça isso, eu te imploro Jeongguk! – gritei, desesperada e perdida.

– Implorar para eu sair não vai adiantar nada, a menos que seja para eu continuar.

– TAEHYUNG!

Eu berrei na esperança de que talvez ele me escutasse, ou como nos filmes, aparecesse para me salvar. Mas nada aconteceu, e então o silêncio tomou todo o vestiário que fedia a podre, a esgotos cheios de ratos infectados com um vírus mortal.

Parei de me debater no momento em que Jeongguk fez aquilo. No momento em que nada mais sentia dentro de mim. Nada, totalmente vazia por dentro, sem alma e sem corpo. É como se eu tivesse saído de mim, e agora observasse meu rosto sem reação, que apenas deixava as lágrimas falarem por mim.

Eu não era mais a S/N, não a S/N que costumava conhecer. Eu estava tão acabada e destruída que nem mesmo me reconhecia mais. Cadê aquela garota feliz? Onde está a minha felicidade? Para onde dela foi? Por que sumiu de mim aos poucos?

Incógnitas e problemas acumulados... O que significava paz para mim? Quem eu era?

De uma coisa eu tenho certeza: eu nunca mais serei a S/N de antes após o abuso que agora estava sofrendo. Eu agora era apenas uma casca suja e fedida, que mesmo com eternos banhos e perfumes, nunca se livraria da sujeira que meu corpo se tornou.


Notas Finais


➤ Imaginem minha cara toda inchada e meus olhos todos vermelhos depois de ter terminado esse sacrifício que me foi escrever esse final.
➤ Eu acho que não existe algo que seja tão destruidor quanto sofrer um abuso... E sinceramente, abomino romantização de coisas assim. Por fim, saibam que eu quase nadei no meu mar de lágrimas enquanto escrevia esse capítulo pela madrugada. jkjjjkk
➤ Até o próximo e último capítulo. E como sempre: Fighting!


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