História Dark Side - Capítulo 23


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton Irwin, Calum Hood, Colegial, Drama, Luke Hemmings, Michael Clifford, Romance
Exibições 39
Palavras 1.769
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY EVERYBODY!
Eu fiquei um pouco indecisa se já estava na hora, mas achei que sim.
Boa Leitura

Capítulo 23 - Facing The Past


Se você fizer algo errado, não fique com cara de desconfiada, ou se mexendo desconfortavelmente, porque as pessoas vão sim notar, e você vai ter que explicar.

- Você está bem, Ana? Aconteceu alguma coisa? – Ashton perguntou me encarando cum sobrancelha arqueada, percebendo o quão inquieta eu estava desde que Calum e eu voltamos de nossa pequena caminhada nos jardins. É óbvio que eu não estava bem, Calum tinha me beijado de um jeito que me tirou todo ar, de um jeito que eu sabia que era extremamente errado de se fazer enquanto sua namorada está dançando com o par da garota que você está beijando. E eu tenho certeza que ele se sente menos incomodado que eu com isso tudo, não deixo de pensar que se Calum e eu tivermos alguma coisa, um dia poderia ser eu a estar no lugar da Madeleine.

Olhe bem, quando Calum me beijou eu cometi novamente o erro de beijar de volta, e depois que nós nos separamos, eu corri antes que pudesse chorar. Eu estava tão cansada de todos esses sentimentos, ele só devia ficar longe de mim e seria tão mais fácil para os dois, porque eu não posso dizer que não gosto quando ele me beija. Eu realmente nunca fui a maior adepta das coisas certas, só queria que isso mudasse agora.

- Eu estou bem – Menti para o Ash, me senti mal por isso também, mas não seria muito agradável se ele soubesse. Claro, ele tinha uma noção que eu estava apaixonada pelo Calum, mas não precisava saber que nós trocávamos beijos ás escondidas.

Mas é assim que é a vida, nós trocamos beijos ás escondidas, e logo depois estamos em lugares separados do mesmo espaço, na companhia de pessoas tão boas e gentis que mesmo com todas as boas qualidades nunca seriam o suficiente para nenhum de nós dois.

- Eu não sou o maior fã de bailes, mas estou surpreso com o desse ano – Ashton riu e eu sorri pra ele.

- O pessoal manda muito bem na decoração – Observei, enquanto olhava ao redor e tomava meu ponche. – Você acha que a Miranda e o Luke vieram?

- Sim, eu os vi enquanto estava dançando com a Madie, mas eles sumiram de novo – Ash deu de ombros.

- Prefiro nem saber o que estão fazendo – Comentei e nós rimos.

- Ana, por favor, vai, uma dança – Ash pediu me oferecendo a mão, para que eu levantasse logo daquela mesa e deixasse minha bebida batizada de lado.

- Eu não gosto muito de dançar – Suspirei, porque era mentira, eu costumava adorar dançar, do meu jeito é claro, mas adorava.

- Uma música só – Ele disse e eu finalmente aceitei, me levantando e deixando que ele me guiasse para a pista de dança. Nos aproximamos dos nossos amigos, e finalmente estavam todos lá, Miranda e Luke também.

- Onde você estava? – Perguntei me aproximando de minha prima, tal qual estava vestida naquele belo vestido bege e marrom.

- Eu...Nós...Hum... – Ela corou e eu gargalhei, olhando para Luke, que parecia um pouco embraçado, mas não como ela, ele parecia lidar melhor com a situação.

- Não quero saber mais – Ri e comecei a dançar no ritmo da musica, Ashton dançava tão mal quanto eu, mas nós tínhamos nossos momentos de brilhar. Foi então que começou a tradicional música lenta, a qual eu realmente achava uma bobagem, ficar se mexendo lentamente pra lá e pra cá não tem a menor graça.

- Ash, eu estou te devendo uma lenta – Madeleine riu para o garoto, mas não saiu do lado de Calum, ela olhou para o namorado que apenas sorriu.

- Vá em frente – Ele soltou o braço dele do dela.

- Posso? – Ela perguntou pra mim, que apenas ri e empurrei Ashton pra perto dela, e os dois saíram rodopiando novamente.

- Você me deve uma, também – Calum estendeu a mão pra mim, e eu hesitei, antes de aceitar, já que os olhares de nossos amigos estavam em nós, e eles estranhariam tanta hesitação para dançar com um amigo. Calum apoiou suas mãos em minha cintura, enquanto eu apoiei as minhas em seus ombros, e nós dançávamos lentamente, dois pra lá e dois pra cá, ri porque devíamos parecer dois bobos.

- Eu adoro quando você faz isso – Ele murmurou e eu franzi o cenho.

- O que? – Perguntei confusa.

- Sorri – Ele disse simplesmente, olhando pra baixo, pra mim. – Você deveria fazer isso mais vezes.

- Digo o mesmo pra você, me deixa tensa quando não sorri e só fica me encarando com essa expressão séria no rosto. – Falei.

- Porque o clima sempre está tenso quando estamos com muitas pessoas ao redor – Ele disse e eu sorri.

- Talvez eu devesse te embebedar, você fica um idiota alegre quando está bêbado – Falei e ele deu um sorriso engraçado.

- Você já faz o que quer de mim sóbrio, se eu ficar bêbado o controle é todo seu – Ele sussurrou muito baixo e eu quase me derreti.

- Acho que chega de dança por hoje – Falei, me distanciando e o vi morder o lábio com força, como se quisesse me dizer algo, mas sabia que não seria muito bem recebido.

- Quando o Ash voltar, diga que fui ao toalete – Falei e sai dali o mais rápido que pude, procurando o banheiro.

Me apoiei na pia, encarando o espelho. Eu sabia que se jogasse água fria no rosto borraria toda a minha maquiagem, e não seria uma cena muito bonita.  Suspirei um pouco, lavando as mãos depois de usar o toalete e resolvi retocar o gloss de cereja em meus lábios. Quando abri minha bolsa, vi meu celular vibrar com novas mensagens. Estranhei. Eu não falava com muitas pessoas. Meus amigos que tinham meu número estavam todos no baile. Talvez fosse Jenny ou Jasper, e nenhum deles me mandaria mensagem caso não fosse urgente. Resolvi checar.

Você estava linda hoje, como nos velhos tempos.

Seria uma pena se eu não pudesse vê-la mais de perto. Não acha?

Em vinte minutos, no seu apartamento Carolyn. Vamos resolver esse assunto, ou você acha que mais pessoas precisam sair machucadas?

Xx Josh

O choque fazia o meu coração pulsar freneticamente, meus olhos arregalados e um gosto amargo na boca. Ele queria realmente me ver. E ele sabia onde eu morava.

O telefone tocou e eu quase o joguei longe com o susto, encarei o número desconhecido, percebendo que o final era o mesmo do número da mensagem. Josh estava me ligando. Deslizei meu dedo pela tela e ouvi sua voz:

- Você tem meia hora Carolyn, eu não estou brincando. Você vai me encontrar nesse apartamento, vai vir sozinha, se você não aparecer em meia hora eu vou contar onde você tem estado para a polícia, e eles não vão duvidar de mim, não vão perder tempo para reter uma foragida.

Era isso, Josh queria acertar as contas hoje. Por algum motivo estúpido o psicótico do meu ex-namorado acha que eu devo algo a ele, quando ele quem matou meus irmãos e destruiu minha vida.

A raiva borbulhou em meu peito como água fervente, meu corpo todo tremia e eu lutei pra ficar em pé e calma. Era isso. Seria hoje. Se Josh não acabasse comigo primeiro, eu acabaria com ele.

                                              *-*-*-*-*-*-**-*

- Não! Sem chance Ana, você não vai sozinha – Ashton quase gritou no meio do salão e eu tive que tapar sua boca.

- Shiu, a Miranda não pode saber – Sussurrei. – Só me ouça, okay?

- Tá – Ele murmurou abafado e eu destapei sua boca.

- Eu tenho que ir sozinha, foi ordem dele, e eu tenho um plano Ash, mas você tem que me dar cobertura, não pode dizer pra ninguém que eu fui – Pedi.

- Mas Ana, nós devíamos chamar a policia, esse cara pode te matar. – Ash disse desesperado.

- Ash, eu não sei se você entendeu ainda, mas a foragida da história sou eu e não ele, se você chamar a polícia quem vai presa sou – Falei, soltando um suspiro – Ash, antes de chegar aqui eu já vinha carregando essa bagagem, e agora você tem que confiar em mim e me deixar ir, ok? Eu tenho uma chance de me livrar disso, e eu vou tentar.

- Mas Ana, me deixa pelo menos te levar até lá, eu fico lá embaixo, só pra ter certeza que se algo acontecer eu posso te ajudar – Ele pediu. Hesitei um pouco e por fim assenti – Eu só vou pegar minha carteira e as chaves do carro.

- Desculpe Ash – Murmurei pra mim mesma, quando ele começou a correr á procura da mesa onde nossos amigos tinham deixado as coisas. E eu comecei a correr pra porta, arranquei os sapatos do pé e corri mais rápido ainda pelos jardins, sai pela portaria correndo e corri pela calçada esperando achar um taxi. Por sorte, não demorou tanto assim. E em alguns minutos eu estaria chegando ao apartamento.

No caminho, mandei uma mensagem pedindo desculpas ao Ash, e implorei que ele não viesse atrás de mim, e não contasse á ninguém. Não sei se ele realmente ia deixar isso pra lá, mas torci pra que sim.

Revirei minha bolsa procurando o dinheiro e paguei o taxista, descendo do carro. Meus saltos, novamente no pé, ecoaram no saguão de entrada vazio enquanto eu ia para o elevador. Chequei meu celular, procurando o aplicativo que eu precisava. Me entendam ultimamente ninguém usa realmente gravadores, e para o que eu estava planejando eu precisaria de um. Assim que o elevador parou em meu andar, liguei o aplicativo de gravador e guardei o celular novamente na bolsa aberta.

Caminhei na direção do meu apartamento, e notei que alguém estava ao lado da porta, com um capuz preto e os braços cruzados, apoiado na parede. Eu já sabia que era ele, então me aproximei tentando não sentir medo, e comecei a abrir a porta, quando ele levantou a cabeça e tirou o capuz.

Ele continuava o mesmo, o cabelo loiro bem cortado, tatuagens nos braços, piercing no septo e um agora na sobrancelha, os olhos escuros repletos de maldade, uma garrafa de cerveja na mão. A imagem real do demônio.

- Carolyn Black, é um prazer te ver de novo. – Ele disse rindo e eu me arrepiei com o tom de sua voz, ele parecia um psicótico, eu nunca tinha acreditado que as pessoas podiam ser tão maldosas assim, como nos filmes, mas Josh era a prova viva de que isso é uma realidade, a sanidade das pessoas é frágil.

- Eu adoraria dizer o mesmo, Josh.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Kisses <3


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