História Dark Side - Capítulo 69


Postado
Categorias Amor Doce
Tags Arlequim, Bonecas, Circo, Obsessão, Palhaço, Psicopatas, Terror
Exibições 22
Palavras 2.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*Imagem de personagem: Bonnie
*Cap escrito por: Alily_Angel

Capítulo 69 - Opheliac


Fanfic / Fanfiction Dark Side - Capítulo 69 - Opheliac

| “Hostel” Plenitude – Kovdor

 

Chloe deixou Amélia comendo um lanche e saiu para atender uma ligação.
— O que você quer? Por que ligou?
— Como assim? Por que liguei? Sou sua amiga e estou preocupada com você. — Disse Bonnie. — Fui até o hospital te ver, mas sua mãe me contou que você fugiu, e está muito preocupada, especialmente porque levou Amélia. O que deu em você? Surtou? Sabe que as Erínias vão atrás de vocês, não sabe?!

Chloe desabou no choro. Levou um tempo para se recompor e responder a Bonnie:
— Deixaram um bilhete no meu armário e, depois, me ligaram e disseram que se eu não matasse a Rosalya, eles matariam a Amélia. Mandaram também uma série de fotos mostrando a minha irmã a caminho da escola. Eu sei que eles nunca brincam. Era para a Rosalya ter morrido, mas a Milly me impediu no último instante. As Erínias se revoltaram e me atropelaram. O que acha que elas fariam comigo se soubessem que ainda estou viva? Não podia arriscar. Precisava salvar Amélia e a mim mesma.

Enquanto Bonnie falava com Chloe, Jared rastreava a ligação para descobrir onde Fooks estava. Tom estava ao lado de Bonnie, prestando a atenção em cada palavra. Tudo estava sendo gravado.

— Você não pensou que eles podem machucar a sua mãe? — Bonnie disse.
— Sim, eu pensei nisso. Droga. — Chloe disse. — Mas como eu ia contar a minha mãe que tentei matar alguém quando tinha prometido que mudaria, que não faria mais mal a ninguém?
— Onde vocês estão? — Bonnie perguntou. — Me deixe ir até aí? Quero vê-las.
— Não. Estamos bem, em um hostel em Kovdor. Daqui, vamos para Murmansk e, vou ver se consigo um trampo como garçonete em alguma lanchonete de beira de estrada, ou, sei lá. Não tenho um plano. Tá legal? Mas sei que se minha irmã e eu não formos para longe, eles vão nos matar. — Falou Chloe.


Jared sorriu discretamente quando ouviu onde Chloe estava. Se afastou e falou com os outros policiais, informando-lhes que já sabia onde a garota se escondera.


— E se… — Bonnie encarou Tom por um instante. — Falarmos com o detetive Fitzgerald e contarmos tudo a ele? Talvez ele possa nos ajudar.
Chloe riu e disse:
— Honestamente? Não confio nenhum pouco nesse detetive. Nada me tira da cabeça que ele é um deles.

Bonnie suspirou e pensou: “Tente de novo, palpite certo, detetive errado”.

Tom se mexeu, ligeiramente incomodado. Não lhe agradou que alguém suspeitasse dele. Ele fazia tudo o que podia para ser um bom detetive, para andar na linha, para não se envolver com nada “sujo”.

— Já temos o que precisávamos. — Tom disse num sussurro.
Bonnie assentiu com a cabeça, mas quando quis sair do carro de Tom, ele a segurou pelo pulso.
— Você vem comigo! Precisarei de você para acalmar sua amiga. — Ele disse, mas, na verdade, só não queria correr o risco que Bonnie fugisse também, ou deixasse seus amigos de sobreaviso.

— Bonnie? Está sozinha? Ouvi vozes. — Falou Chloe.
— É a televisão. Vou ter de desligar agora porque meu pai está me chamando para jantar, mas por favor? Não vá a lugar algum por enquanto. Preciso falar com você. Ligo depois.
— Ok. Aguardarei sua ligação, mas, não venha até aqui. É perigoso. Eles poderiam segui-la. — Falou Chloe.
— Tá bem. Se cuida. — Falou Bonnie.
— Você também. Tchau. — Chloe desligou.


— Sabe que estou arriscando meu pescoço, cooperando com você, detetive, não sabe?! Quero sua palavra que nada acontecerá a minha família. — Disse Bonnie.
— Sim, tem minha palavra. Nada acontecerá a sua família ou a você, senhorita Carville. — Disse Tom. — Mas, responda-me uma coisa, sim? Conhece o líder das Erínias?

Bonnie ia dizer alguma coisa quando Jared veio e entrou no carro, sentando-se ao lado de Tom, e se virando para encará-la. Bonnie viu nos olhos de Jared que ele não estava nada satisfeito por Chloe e ela estarem saindo da linha.

— Pode falar, Bonnie. Seja quem for, eu posso protegê-la dele. Confie em mim? — Falou Tom.
— É, Bonnie… Fale? Fale tudo o que sabe e nada acontecerá a você ou a sua adorada família. — Jared sorriu.
Bonnie sentiu tanto ódio de Jared que, por um segundo, quase mandou tudo pros ares e gritou a plenos pulmões “É ele, o nosso líder”, mas sabia que não tinha provas, e que as consequências por sua traição seriam fatais.
— Não, detetive, não conheço o líder das erínias. Só se conhece o líder depois de ser iniciado e, oficialmente, se tornado um deles. Vamos dizer que Chloe e eu, ainda, estávamos na fase de teste. Como um deles disse, as erínias nascem do medo, da dor e do desejo de vingança. — Falou Bonnie.
— Ou você se une a eles porque foi injustiçado, ou porque tem algo a esconder… — Disse Tom.
    Bonnie assentiu com a cabeça e virou o rosto. Se tivesse de encarar Jared por mais um minuto, não tinha certeza se conseguiria se controlar por mais tempo.
    Jared girou a chave na ignição, ligando o motor e deu partida no carro.
— Mas se só vocês sabiam sobre a jornalista Simons, significa que um de vocês é uma erínia, ou, de que outra forma elas saberiam disso? O quero saber, é QUEM? — Falou Tom.
Bonnie deu de ombros se fazendo de desentendida.


|Flashback On:


Bonnie voltava do colégio seguindo pelo atalho do Tordo, não tinha medo dele, não depois que tivera a honra de conhecê-lo pessoalmente, quando alguém a agarrou por trás e meteu um pano embebido em clorofórmio em seu nariz, desmaiando-a. Quando recobrou a consciência, se deu conta de que estava num tipo de galpão, cercada por pessoas mascaradas, exceto uma…
— Oh, você acordou? Finalmente? Pensei que teria de despertá-la com um beijo. — Disse Jared.
— Não se atreva a tocar em mim, desgraçado. Não sabe quem  sou. Tenho um anjo da guarda sangrento. — Falou Bonnie se referindo ao Tordo.
    Jared riu, inclinando-se um pouco para frente, aproximando seu rosto do dela. Segurou seu queixo com força, e um pouco irritado, disse-lhe:
— É mesmo, é? Pois, mande esse “anjo” vir até mim e  arrancarei as asas dele, pena por pena. Nem o próprio diabo me assusta, pois, cavalheiros em meu ofício sempre estão prontos para lidarem com o demônio.
— Eu posso saber o que quer de mim… Detetive? — Ao ver um vislumbre de surpresa nos olhos dele, Bonnie sorriu, e prosseguiu. — Oh, sei muito sobre você… Por exemplo, sua esposa foi raptada pelo líder da máfia russa quando estava para dar à luz. Mandaram seu bebê morto em um pote de vidro e a mensagem de que sua mulher seria a próxima. Fitzgerald e você conseguiram encontrar o cativeiro onde ela estava, a libertaram e prenderam o mafioso. Mas para você não foi suficiente, porque sua esposa surtou e se matou. Então, você criou uma facção, raptou seu inimigo, o torturou por meses e só então o matou e espalhou os pedaços dele pela cidade. Jared… Tão cruel quanto belo!
— Você cometeu um erro ao hackear o computador de alguém como eu, apenas para satisfazer sua curiosidade. — Disse Jared tentando controlar seu ódio.
— Não! VOCÊ cometeu um erro ao deixar provas que poderiam incriminá-lo. Parece burrice, mas sei que você se delicia vendo o que fez, várias vezes. — Falou Bonnie sorrindo sem medo.
— Sim, tem razão, gosto do que faço! Sou muito bom em ser mal, e todos os criminosos que mato… Estupradores e assassinos… Merecem morrer! — Falou Jared encostando a lâmina de uma faca no pescoço de Bonnie.
Ela gemeu e riu.
— Oh, eu adoro facas! Vamos? Corte minha garganta ou perfure com fúria minha barriga. Poderia lamber meu sangue se me desamarrasse.
— Isso é um jogo pra você? — Jared se irritou e puxou o cabelo dela.
— Não. Sinto muito. Por favor? Não me machuque? Não quero morrer. — Falou Bonnie se encolhendo.
    Jared a soltou, sorrindo, mas seu sorriso logo se desfez quando a maluca riu.
— Desculpe? Poderia continuar com isso, mas a verdade é que não estou com saco para fingir. Sei que não me quer morta, caso contrário, não estaríamos tendo essa conversa. Então, vamos pular essa parte chata onde você me deixa excitada com suas técnicas de tortura nem um pouco intimidadoras, e me diga de uma vez, o que posso fazer por você?
— Onde aprendeu o que sabe? Fiz minha pesquisa e não tem ninguém na sua família que faça parte do FBI ou da CIA. — Falou Jared.
Bonnie revirou os olhos e disse:
— Sabe qual o erro do FBI? Subestimar as pessoas, especialmente as mais jovens. Sempre fui boa com computadores, mas admito… Tive um professor… Um fuzileiro naval e o nome não interessa. — Ela sorriu. — Mas em que lhe posso ser útil? Oh, antes que pergunte, não faço parte de nenhum grupo rival que queira sua cabeça nem nada do tipo. Você foi só… Um passatempo. Sério. Sou uma garota  curiosa.
— Sabe o que acontece com garotas curiosas? — Disse Jared.
— Só que posso lhe ser útil. — Falou Bonnie.
— Não vejo como. — Falou Jared, mas, no fundo, estava interessado, e já imaginava o que ela proporia, era o que ele queria.
— Que tal expandir os negócios, ter uma filial aqui? Conheço alguns jovens que adorariam fazer parte disso. Também seria minha chance de participar de algo grande. E então, o que me diz? Temos um acordo, ou prefere me mandar em pedaços para a casa? — Ela deu de ombros. — Por mim, tudo bem. Dessa forma, evito a prova de matemática.
Jared riu.
— Está feito, mas não pense que não estarei de olho em você, mocinha. Devo avisá-la sobre as regras que são… Fazer o que ordeno, seja o que for, sem se importar com as consequências; nunca revelar nossas identidades e tampouco a sua, a ninguém; e quando estiver jogando, deve ir até o fim, caso contrário, a punição para todas essas faltas é a morte, não apenas a sua, mas também a da sua família e de todos com quem você se importa.
— Tá. E qual será minha primeira missão? — Bonnie perguntou, ávida por uma aventura.
— Já direi a você. — Falou Jared e deu sinal aos outros para soltarem-na.
    Richard Küstter veio e soltou Bonnie. Os dois trocaram um olhar de cumplicidade e, antes que alguém percebesse, disfarçaram rápido. Fora Richard quem contara a Bonnie que fazia parte das Erínias, porque os dois estavam saindo naquela época e ele a achava perfeita para ser como ele, então, ambos armaram um plano para trazer Jared até ali, e o resto ficaria por conta de Bonnie.


|Flashback Off.

 

No meio do caminho, Tom e Jared receberam um chamado pelo rádio, informando que o Tordo invadira a delegacia, libertara um prisioneiro e deixara sete feridos. Tom mandou os outros policiais para lá, imediatamente e pediu para Jared parar o carro.
— Eu preciso ir até lá. É o Tordo. — Disse Tom, e por nada nesse mundo deixaria o assassino de seu pai fugir. — Cuide das garotas por mim, e por nenhum motivo as perca de vista. Posso confiar em você, Jared?
Ele assentiu, sério.
— Não posso ir com você, Fitz? Por favor? Não quero ficar com ele! — Falou Bonnie assustada.
Tom alternou olhares entre um e outro, desconfiado.
— O que é isso, Tom? Mais uma louca por você?! — Jared brincou. — Agorinha fico com inveja.
Tom revirou os olhos e se voltou a Bonnie.
— Sei que ele parece um pilantra e ele é, mas é só não dar confiança, e juro que ele não te aborrecerá. Não é Jared?
— Claro. Eu sou um cavalheiro. — Falou Jared se fazendo de ofendido.
— Olhe lá, hein? Não me desaponte. — Tom disse a Jared antes de ir.
Jared se virou e encarou Bonnie.
Ela prendeu a respiração.
— Qual é Bonnie? Nem uma piada agora? Eu juro que apreciava seu jeito debochado.
— Não disse nada.
— E nem se atreva porque conheço seu ponto fraco, e não é sua família e sim… Chloe Fooks. Oh, Ofélia! Doce e insana Opheliac. Nunca um nome combinou tanto com uma pessoa.
    Bonnie tentou abrir a porta do carro e sair, mas Jared foi mais rápido e travou as portas. Bonnie gritou, e ele ligou o rádio e pisou no acelerador.
— Por favor? Não machuque a Chloe nem a Amélia. Elas não tem nada a ver com isso. Qualquer coisa que tiver de fazer, faça comigo. — Suplicou Bonnie chorando.
Jared riu, balançando a cabeça.

 



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