História Dark Side - Capítulo 70


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Categorias Amor Doce
Tags Arlequim, Bonecas, Circo, Obsessão, Palhaço, Psicopatas, Terror
Exibições 17
Palavras 2.309
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


*Imagem de personagem: Louise
*Cap escrito por: Akira_Gremory (Louise e Tom) e Alily_Angel (Bonnie) Nielee (Chloe).

Capítulo 70 - Rusalka


Fanfic / Fanfiction Dark Side - Capítulo 70 - Rusalka

Jared parou o carro em frente ao Hostel Plenitude e se voltou a Bonnie, perguntando-lhe:
— Disse os nomes ao Tom?
Bonnie fez que não com a cabeça.
Jared riu e disse:
— Tom já foi mais esperto que isso. Ouça-me? Se fizer as coisas como eu disser, poupo sua amiguinha e você… Oh, e de bônus, a garotinha.
Bonnie o encarou, desconfiada.
— Não sou um monstro. Apenas faço meu trabalho, livro o mundo de seres inúteis. E então? Temos um trato, Ofélia?
Bonnie assentiu com a cabeça. Que outra escolha tinha?


† † †


Chloe voltou do banheiro e se desesperou quando não encontrou Amélia no quarto. Na cama, ao lado do urso de pelúcia da garota, havia um bilhete. Chloe pegou o bilhete, tremendo, e leu-o:

|Até agora tenho sido paciente, mas, uma hora, minha paciência se esgotará. Não seja estúpida! Pegue suas coisas e a de sua irmãzinha e venha ao encontro de seu mestre. Não tente nenhuma gracinha, ou, juro por deus… Corto a garganta dela!
P.S: Cuidado com as pessoas em que confia. |


Chloe amassou o bilhete e o jogou embaixo da cama. Pegou suas coisas e a de sua irmã e deixou o Hostel, quase correndo. Ouviu um carro buzinar e foi até ele. Uma porta se abriu e Chloe viu Amélia e Bonnie sentadas no banco detrás.
— Amélia! — Chloe entrou no carro e abraçou sua irmã. — Você está bem?
Amélia assentiu com a cabeça.
— Bonnie… — Disse Jared.
Ligeiro, Bonnie fechou com uma batida a porta ao lado de Chloe. Jared travou as portas e se voltou às garotas.
Chloe alternou olhares entre Jared e Bonnie. Confusa.
— Lembra de mim? — Jared perguntou a Chloe.
— Detetive Von Helfenstein… — Ela respondeu.
— Sim, eu sou o líder das Erínias, e se estou dizendo isso a você, significa que… Ou vou matá-la, ou, te dar uma chance de se juntar a mim. — Jared disse.
— Oh, meu deus! Você sabia disso, Bonnie? Confiei em você. Não acredito que me traiu! — Falou Chloe.
Bonnie virou o rosto, chateada. O que ela podia dizer? Nada justificaria o que fizera.
— Não, Chloe. Ela não traiu você! Eu a forcei! — Falou Jared. — Acredite? Ela é dura na queda, mas, no fim… Todos tem um ponto fraco e eu encontrei o dela.
— Seu desgraçado. Maldito. — Falou Chloe com ódio.
— Oh, teremos tempo para isso… Mas, por hora… Vamos nos concentrar no mais importante, o desfecho dessa história. Vocês só tem de fazer o que eu disser e, juro… Ninguém se machuca. — Falou Jared.
Chloe encarou Bonnie antes de se voltar a Jared:
— As ameaças… Vai parar com elas?
— Sim. Sem ameaças, sem jogos. — Garantiu Jared.
Chloe assentiu com a cabeça. Faria qualquer coisa para salvar Amélia.


† † †


Tom encarava o mural com as fotos dos suspeitos de serem as Erínias e também o Tordo, e nada lhe tirava da cabeça que, de alguma forma, Nathaniel estava ligado ao Tordo, porque era suspeito demais que o Tordo simplesmente não o tivesse matado, mas o deixado ir. Não fazia o estilo dele. O que ele estava tramando?
 
    Jared voltou com Chloe e Bonnie, e as duas pediram para falar com Tom.

— Finalmente decidiram falar?! — Disse Tom, esperançoso.
Chloe assentiu.
Tom puxou uma cadeira e se sentou, agora, ansioso.

 

† † †

 

Quando Chloe voltou pra casa – acharam que não era seguro mantê-la na prisão, já que o Tordo poderia voltar e fazer novas vítimas, por isso, a mandaram para a casa, e deixaram um policial vigiando-a para que ela não tentasse fugir novamente, e também, nada lhe acontecesse, caso algo ou alguém ameaçasse sua segurança – primeiro, sua mãe a recebeu com um abraço, e depois lhe deu uma bofetada. Chloe não se atreveu a dizer nada, pois sabia que merecia aquilo.
— Eu liguei pro seu pai e contei tudo o que aconteceu. Ele vem pra cá no primeiro voo. Espero que esteja satisfeita. Perdi sua irmã e você por SUA causa. — Falou Joanna chorando. Não gostava de culpar Chloe, mas sabia que a mesma precisava entender, que, em parte, era sim, responsável pelo que acontecia.
— Sinto muito por ter estragado tudo, mãe. Sei que sou a pior filha do mundo e não merecia uma mãe como a senhora. Sinto muito. — Chloe disse antes de ir pro quarto, correndo.
    Joanna quis ir atrás dela e consolá-la, mas se deteve, acreditando que sua falta de firmeza é que fora responsável pelo comportamento rebelde da filha.


    Na manhã seguinte, quando Amélia foi despertar Chloe para ambas descerem e tomarem café, encontrou a irmã mais velha, inconsciente, com um frasco vazio de comprimidos ao lado. Amélia já vira filmes o suficiente para saber o que aquilo significava. Foi atrás de sua mãe, correndo e chorando e a trouxe pro quarto. Joanna se sentiu horrível e se culpou por aquilo também.
    Chloe foi levada às pressas para o hospital. Conseguiram salvá-la, mas ela ficou em coma, e os médicos não souberam explicar quando ela acordaria e SE acordaria…
    Chloe escrevera duas cartas antes de tomar aquela atitude impensada, a primeira contava em detalhes como o “acidente” com a jornalista Simons acontecera e estava destinada ao detetive Fitzgerald, era uma confissão. A segunda carta era destinada a sua mãe e sua irmã, e dizia:

|Mamãe, me perdoe por não ser a filha que você merecia? Eu juro que queria mudar, pela Amélia, por você e por mim, mas foi impossível. Sinto tanta vergonha, mas o pior é  olhar para seus olhos e ver o quanto a desapontei, nada dói mais que isso.
    Já assinei uma confissão e, antes que você tenha o desgosto de me ver presa, preferi por um fim nisso. Será mais fácil assim, porque o papai não poderá te culpar, e aos olhos de todos, parecerei só mais uma louca.
    Amo Amélia e você mais que tudo, nunca se esqueçam disso. |


Dylan Lenzi ficou arrasado quando soube que Chloe tentara tirar a própria vida. Quando se encontrou com Joanna no hospital, ela entregou a carta que Chloe escrevera a ele, mesmo sabendo que não deveria, que aquela poderia ser mais uma prova usada contra ela no tribunal.
    Surpreendentemente, Dylan não acusou Joanna de nada. Agora era ele quem se sentia culpado pelo comportamento da filha.
— Ela nunca me amou, nunca quis ficar comigo. — Ele disse, pesaroso. — Deus! Fiz tudo errado! Ela agiu assim numa forma de me desapontar ou se rebelar… Não sei. Queria que eu desistisse dela, que não a amasse. Mas, a verdade é que… Não importa o que ela faça, sempre será minha filha, sempre a amarei. Só quero o melhor pra ela, entende?
    Joanna segurou a mão dele e disse-lhe:
— Eu sei, Dylan. Por isso, estou desistindo delas, porque sei que sou uma péssima mãe. Você tinha razão, eu não dei conta sozinha.
— Não é culpa sua, Joanna. Você sempre foi uma mulher excepcional. Tudo o que disse a você antes… Só estava ressentido porque você tinha me deixado. Sabe que me divorciei, não sabe? Só queria uma chance… Só queria minha família de volta, mas só consegui destruir tudo, outra vez. Isso é um sinal que devo desistir de vocês… Que devo deixá-las livres. Me perdoe? — Disse Dylan chorando.
    Joanna o abraçou.
— Meu deus, eu juro, se a Chloe despertar, eu vou desistir dela, da Amélia e de você, pra sempre. — Dylan disse.

Erwin Hall veio ao hospital, acompanhado por Claire, dar seu apoio a Joanna, e quando a viu abraçando o ex marido, suspirou, sentido. Claire apertou a mão do pai, com pena do mesmo.

— Erwin? — Joanna se afastou de Dylan e se aproximou para cumprimentá-lo, e a Claire, também.
— Eu queria ver a Chloe! — Claire disse antes de seu pai, na esperança de não deixá-lo numa saia justa. — Como ela está?
— Mal… Muito mal. Talvez nem acorde mais. — Falou Joanna.
— Eu sinto muito, Jo. — Claire a abraçou.


— Sou Erwin Hall. — Ele disse se aproximando de Dylan.
— Dylan Lenzi. — Ele disse e exibiu um sorriso triste.

 

† † †


Após voltar do colégio, Louise se trancou no quarto chorando e se perguntando como Skylar se tornou uma Erínia, se ela não fez isso por ela… porque em sua cabeça não fazia sentido sua irmã de criação invejá-la, porque as duas sempre foram tão próximas, tão amigas, sabiam tanto uma dá outra, mas aparentemente não o bastante.
    Louise se aborreceu por acreditar que, às vezes, as pessoas não são o que parecem. Ela pensou em Tom — ele é bom, bondade morava em seu coração — e ela o considerava uma pessoa extremamente boa e não merecia morrer.
    As palavras de Gabrielly rodeavam sua mente:
“Faça o que tiver que fazer para proteger aqueles que ama. Não importa o que seja. Melhor que eles desprezem você, mas continuem vivos por isso, que sentirem-se orgulhosos e estarem mortos”.
    Louise pegou seu telefone, desbloqueou e discou para Tom.
— Me desculpe. — Ela disse enquanto chamava.


† † †

 

Tom riu após desligar o telefone. Ele não acreditava que tinha um encontrou no entardecer em frente ao lago, na floresta. Primeiro ele estranhou o local, mas Tom era meio sonhador e imaginava algo fofo.
— Hmm… esse sorriso. — Jared falou zombando do amigo. — Louise, certo?
— Desencana. — Tom falou procurando suas chaves, mas, ao mesmo tempo, vermelho.
— Ah! Eu acertei! — Jared falou feliz.
— É, ela me chamou para encontrá-la na floresta, hoje ao entardecer. — Tom falou, ainda vermelhinho.
— Olha bem o que vocês vão fazer no matinho. — Jared disse sorrindo. — Não quero bancar babá de nenhum mini Tom.
— Vai se danar, Jared. — Tom pegou a chave de seu carro em cima da mesa e saiu pela porta da delegacia com um sorriso nos lábios.


    Quando ele chegou no local de encontro, se assustou ao ver Louise em frente ao lago, usando um vestido branco, longo, com um visual de Rusalka (um tipo de ninfa russa que atrai os homens para a água e os mata), ele se aproximou dela um tanto desconfiado e ao mesmo tempo encantado, porque mesmo, sombria, ela estava linda.
    Louise se aproximou de Tom e o beijou, ele correspondeu em um primeiro momento, mas então se afastou dela.
— Me desculpa. — Ela pediu chorando. — Não posso fazer isso.
— Isso o quê? — Tom perguntou e como resposta ela lançou aos pés dele um punhal. — O que pretendia fazer com isso, Louise? Iria me matar?!
— Ia. — Ela disse indiferente e tom recuou assustado.
— Até então, achava que não tinha escolha, porque as Erínias não perdoam, mas eu percebi que tenho sim escolha e escolho não manchar minhas mãos com sangue de um homem bom. — Louise falou encarando Tom.
— Foi ordem das Erínias me eliminar? — Ele perguntou, sabendo que a resposta era sim.
Louise assentiu com a cabeça.
— Me perdoe, eu estava desesperada, mas ao ver você na minha frente, não tive coragem de nem sequer tentar te machucar, porque… — Louise parou de falar, procurando sua coragem para continuar.
— Por quê? — Tom perguntou se aproximando dela.
— Não consegue ver a resposta em meus olhos? — Ela perguntou o encarando.
    Tom a beijou e ela correspondeu, estando completamente entregue a ele. Tom só se separou dela para abraçá-la e confortá-la em seus braços.
— Eu vou proteger você e sua família. — Ele diz tentando passar confiança.
    Louise concordou sorrindo, triste, porque no fundo ela não acreditava, mas queria conseguir se iludir com essas palavras doces vindos dos lábios de Tom.

 


Tom retornou ao seu apartamento, onde Jared estava vivendo temporariamente enquanto pintavam o seu, e se deparou com o amigo sentado em sua poltrona favorita, comendo seus cereais  com uma carinha inocente.
— E aí? Como foi com a Rusalka? — Jared perguntou malicioso.
— Ela realmente é uma Rusalka. — Tom falou abrindo a geladeira e pegando uma bebida. — Ela quase me matou.
— Não, é você que está velho e não dá conta de novinhas como a Lou. — Jared falou zombeteiro.
— Não, ela realmente quase me matou. — Tom se sentou no sofá cansado. — As Erínias querem a minha cabeça.
Jared parou de agir como uma criança e começou a levar a situação a sério.
— Você considera a Louise uma ameaça? — Ele perguntou.
— Não. — Tom respondeu. — Ela é “inocente” e eu irei protegê-la.
— Das Erínias eu sei que vai, mas é de você mesmo? — Jared brincou para retirar o clima tenso do local. — Sabemos que está doido para tirar a inocência dela.
— Jared, vai encher o saco de outro.
Jared ri e torna a comer seu cereal em paz.


† † †


Louise esperou seus pais dormirem, deixou uma carta dizendo um “eu estou bem, não se preocupem”. E arrumou suas coisas em uma mala, ela se certificou de pegar tudo que precisaria para sair da cidade, até pegou uma foto do álbum de família, onde todos estavam reunidos da mesa de jantar, felizes, para matar a saudade.
    Ela pegou um ônibus até a cidade vizinha e de lá, ela pensou em pegar outro ônibus para ir para uma cidade um pouquinho mais longe — Sim, esse era a sua estratégia maluca para não ser encontrada, pois se checarem que ela pegou um ônibus, acharão que ela está naquela cidade, mas ela irá para outra um pouco mais longe — Seus pensamentos foram interrompidos pelo som de notificação de mensagem de seu telefone:

|Confesso que estou impressionado com você, Louise, e de um jeito bom… Você não matou o detetive Fitzgerald mesmo que eu tenha mandado, isso prova o quanto o ama. Meus parabéns! É digna de ser uma de nós, porque compreende que nem sempre as coisas se resolvem do jeito mais fácil.
    Nós já nos conhecemos, embora, ainda não tenhamos sido apresentados formalmente, creio que ainda não seja o momento, mas, não tenha medo, dou minha palavra que nada acontecerá a sua família ou a você.

 Ass: O mestre. |


Louise retirou seu chip e seu cartão de memória do celular e o quebrou, jogando-o na lixeira. Decidira que não seria encontrada, a menos que quisesse.

 



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